Vamos Chamar De Amor
38 Capítulo 38
–Como eu amo o seu café, mais do que tudo no mundo –(Disse Hanna ao secar a caneca)
–E mesmo assim ainda demora pra me visitar –A vovó me perdoa, mas sabe que sempre que prometo eu venho –Nisso você tem razão–Cadê a mamãe? Já foi?–Saiu cedo, disse que hoje o dia seria puxado no escritório –Então estamos completamente sozinhas? –(Sussurrou)–Completamente –(Inclinou o corpo e respondeu no mesmo tom)–Ai que alivio, vó eu não sei mais o que eu faço –(Colocou as mãos no rosto)- Na realidade eu até posso saber mas algo me diz que estou indo na direção errada. –(Falou isso na maneira mais desesperada possível, a avó simplesmente a olhou e encheu novamente o copo da loira de café)–Tome um gole e me explique melhor, de uma maneira mais clara –(Hanna obedeceu)–Eu me apaixonei por uma pessoa mas to transando com outra –Isso foi bem claro –(Respondeu meio assustada)–Vó me ajuda – (Debruçou-se sobre a mesa)–Qual o nome dela? –Aria–Com quem está dormindo?–Jullie–Aquela vadia? –Vovó que feio!–Desculpe, mas não retiro o que disse–Enfim, eu sou apaixonada pela Aria, eu acho tudo nela tão encantador, de verdade, e tenho certeza que não é um sentimento pequeno, porque ele faz meu coração bater muito forte, por mais que eu procure um palavra pra resumir, não dá, eu simplesmente não encontro–Meu amor isso é muito bonito, então porque esta dormindo com aquela vadia?–Vovó! –Não faz sentido–Eu sei, mas é que a Aria não ta pronta pra isso tudo–Ela está no armário?–Bem lá no fundo–Bom você também está, não é?–Sim, mais ou menos, mas vó, por ela eu correria o risco–Então porque está dormindo com a Jullie?–Porque sei lá, eu to carente, acha que fica pegando chute a torta e a direita não doi–Eu entendo meu amor, mas isso não preenche nenhum vazio–Eu sei, mas a Jullie é determinada, ela pelo menos luta pelo que quer, tenho certeza que ela ficaria ali firme comigo, independente do que poderiam falar.–Mas o que adianta se não está apaixonada por ela?–Não adianta né? –(A tristeza lhe invadiu)–Não meu bem–Então o que eu faço?–Primeiro pare de dormi com a pessoa errada, corra atrás de quem você gosta, ai vai dormi com a pessoa certa. –------------------------------------------X---------------------------------------------–Ok agora só falta achar as frutas –(Disse a morena enquanto checava tudo no papel)–Ainda falta alguma coisa? Odeio vir ao supermercado (Dave fez careta)–Ai tio Dave não adianta reclamar, essa é a sua vez e ponto final–Mas por que estamos aqui tão cedo? Nem sabia que supermercados abriam a essa hora–Normalmente não abrem, mas hoje é o dia que as frutas chegam então eles abrem bem cedo.–Justo na minha vez? –O senhor já reclama A morena e o tio entravam em cada corredor, Aria não podia deixar nada da lista de fora, desde de muito cedo sempre foi ela a responsável pelo supermercado, afinal nenhum dos tios levava jeito pra isso, mas sempre arrastava alguém pra lhe fazer companhia, todos se escondiam quando ela ia chamar, então fez uma tabela para que a cada mês, alguém lhe acompanhasse e para tristeza de Dave, sua vez tinha chegado.–Pronto chato–Já pegou tudo?–Tudinho–Então vamos logo pro caixa, quero chegar em casa e voltar a dormiJá no estacionamento, colocaram todas as compras no porta malas e entraram no carro, não demorou muito pra chegarem em casa, descarregaram as compras e Rose ajudou. O dia estava lindo, e os raios de sol estavam convidando a morena pra passear, então gentilmente atendeu ao pedido.–Tio Dave eu posso sair com o carro?–Claro mas onde vai? –Passear por ai, desembaralhar as ideias.–Mas não vai tomar café meu amor- (Perguntou Rose)–Eu tomo no caminho, posso ir?–Pode sim –(Dave) –Tome cuidado –(Rose)–Tomo sim, beijos Saiu em disparada para o carro, a adrenalina de uma simples saída tomou conta do seu corpo, e saiu dirigindo pela cidade.–------------------------------------------X--------------------------------------------- Ao sair da casa da avó, Hanna caminhava pensativa, existia um conflito dentro do seu coração, conflito esse causador de noites mal dormidas, o fardo dos sentimentos nunca lhe pesou tanto, para alegria de seus sentidos e descanso da sua mente, entrou em uma padaria, e comprou um maravilhoso cupcake de chocolate, receita essa deixada pelos deuses, quando o assunto era coração partido, quando ia saindo esbarrou em alguém, um certo alguém.–Aria? –(Falou assustada)–Oi Hanna –(Timida)–Eu te machuquei?–Não, não, eu to bem–Eu sou meio desastrada–Meio? -(Perguntou rindo)–Muito desastrada –(As duas riram)–Como você está?–Bem e você? –(O ritmo das duas era tímido)–Também, veio tomar café?–Não, eu já tomei, só vim compra um doce pra começar melhor o dia e você?–Sim, mas você ta indo a algum lugar? –(Perguntou num tom de quem não queria nada, mas com a intenção de quem queria tudo)
–Casa–Se quiser eu te levo..–Não precisa se incomodar–Imagina, não é incomodo–Então ok–Ok As duas falavam com vozes baixas e envergonhadas, como um casal de clássicos filmes antigos, onde o amor era sereno na sua forma mais pura, as duas saíram da padaria, e foram até o carro da morena, entraram e então seguiram. Hanna se debruçou no banco deixando a cabeça para o lado da janela, o sol banhou seus cabelos com raios de luz, deixando a mesma num contraste perfeito, Aria a olhava de canto de olho quase sem resistir, a loira nada de mais fazia a não ser comer seu cupcake, Aria parou o carro pois notou que a porta de trás estava aberta, desceu e foi fecha- lá, quando voltou Hanna já tinha acabado mas ainda restava um pouco de chocolate perto dos lábios.–Ta sujo aqui...-(Aria curvou o corpo na direção de Hanna, deixando as duas bem perto uma da outra, limpou o chocolate que estava bem próximo aos lábios da loira, que a olhou com intensidade ao sentir o toque suave de suas mãos) –Eu to me segurando tanto pra não te beijar.–Não precisa –(Sussurou)–Preciso sim..–Para de me evitar, por favor.. –(Chegou mais perto do rosto da morena)–Não faz assim.. Hanna a olhou de baixou pra cima, envolveu as mãos na cintura de Aria e a puxou com força, fazendo a mesma sentar no seu colo, Aria se assustou, Hanna por sua vez pressionou o botão dos vidros do carro que subiram isolando o ambiente, as duas estavam de corpos colados, sentido a cadencia de suas respirações.–Não foge de mim morena... –(Disse Hanna com a voz rouca)–Eu amo quando você me chama assim.. Aria sorriu e cedeu aos seus sentidos, agarrando com toda a vontade os lábios de Hanna.
Notas finais
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