Vamos Chamar De Amor
1 Capítulo 1- Nenhum bombeiro fica pra trás
Notas iniciais
Aria dava uma última conferida na mala antes de fecha-la, não queria esquecer nada, um verão tão esperado já batia a sua porta, e nada poderia faltar. Não que ela fosse passar as férias em um lugar exótico cheio de paisagens paradisíacas, mas depois de um ano bem agitado de uma maneira nada boa, lugares com esses adjetivos não eram o que ela precisava, a velha casa do lago jamais tinha sido tão desejada, seus intensos sonhos de brilhar como jornalista na grande cidade de Nova York, entravam em um belo contraste quando seu maior refugio era uma pequena casa sem muitos atrativos a beira de um lago.
Charlie bate na porta e entra no quarto da morena :
—Pronta querida? — (Disse ele com uma configuração ridícula de camisa florida com um short marrom claro)
—Ai minha nossa! O caçador de quarentonas solteiras está no modo de ataque? — (Aria tentou conter o riso)
—Na verdade eu estava pensando que antes dos seus 18 anos, como um bom tio que sou (Senta na cama ao lado da morena) deveria te causar um constrangimento sabe, como um rito de passagem.
—A claro — (Respondeu ainda tentando conter a risada)
—Imagina o que vou usar na sua formatura — (Disse acariciando o bigode)
—Charlie! — (Disse Aria preocupada)
—Vamos então pensar positivo, se o seu argumento for certo, e eu fisga uma quarentona e ela for rica, metade da herança é sua.
Aria estende a mão para o tio levantando a sobrancelha
—É sempre ótimo negociar com você Charlie Cooper.
Charlie aperta a mão de Aria no compasso de algumas risadas.
—Agora deixe de palhaçada e desça logo preciso da sua ajuda para conter o batalhão.
—Desço em um minuto.
Charlie sorriu em resposta e logo saiu, como Aria viu que realmente não faltava nada na mala, a fechou, em seguida foi descendo as escadas onde ouvia vozes e mais vozes falando uma por cima da outra, numa tremenda discussão, a maioria das adolescentes pensam que uma família grande é um pé no ovário, mas ela adorava a forma mais estranha de juntar estranhos numa mesma casa e chamar isso de lar.
– Ok gente vamos tentar mais uma vez -(Disse Charlie exausto colocando a mão no rosto e segurando uma prancheta com a outra enquanto as muitas vozes ainda reclamam só que em um tom mais baixo ) — Dylan e a música?
—As melhores selecionadas capitão -(Responde fazendo um sinal de continência)
—Ok -(Marca a prancheta) -Jerry comprou toda a comida necessária?
—Sim senhor, mas fiquem todos aqui sabendo que eu acho uma falta consideração eu ter que comprar tudo e nem poder cozinhar sendo que sempre....
—Cale a boca sua baleia mal amada, que eu cozinho para essa família e ponto final, até por que o que você tem de cozinheiro esta entre o 'difícil de engolir' e o 'eu vou vomitar' -(Alfinetou Rose)
—Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu (Todos imitam o som de deboche)
—Vou esperar na van (Saiu Jerry levando o resto do seu orgulho)
—Já que a nossa cozinheira já sacaneou o Jerry hoje posso marca ok na minha prancheta -(Disse Charlie recebendo o sorriso de Rose )
—Dave nossa diversão?
—Tão boa quanto o humor da Rose
—AAAAÊÊ (Todos em uma só voz)
—Henry nosso piloto?
—A van está abastecida senhor, eu dormi muito bem estando pronto para dirigir, e ontem eu e a Aria fizemos exercícios de alongamento com todo mundo pra empurrar a van caso eu tenha sonhado que abasteci -(Faz um gesto de ok para Aria que devolve o gesto da escada )
—Alongamentos (Repete Charlie marcando o ok na prancheta) Bem é isso então, batalhão pronto pra partir?
—Ei ei ei -(interrompe Aria ) e o biso?
—Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii -(todos reviram os olhos)
—Não pessoal, lembrem que nenhum bombeiro fica pra trás -(Disse a morena com firmeza)
—Tudo bem , vamos todos falar com biso -(Charlie impôs)
—A mas eu mesma não -(Resmungou Rose )
—Nem eu -(afirmou Dave)
—Estou cagando pra vocês -(Dylan debochou)
—É UMA ORDEM — (Impôs novamente o capitão, junto com um olhar de satisfação da morena de olhos verdes )
—Vou pegar a corda — (disse Henry)
–Ah qual é pessoa podemos fazer isso sem a corda, somos bombeiros (Diz a morena )
Alguns reviraram os olhos, mas todos foram ao encontro do temido senil, onde o mesmo se encontrava sentado na cadeira de balanço cochilando, ficam todos amontoados num canto até que Dylan e Henry são empurrados para frente entendendo que e deles a missão de levar o biso até a van, apesar de insatisfeitos vão cuidadosamente se aproximando da cadeira para levantá-la chegando bem perto, bem perto, quando são surpreendidos com a voz.
—Se os artrópodes chegarem mais perto eu arranco as suas mãos com dentes
—Ora mais que dentes velho? (Pergunta Dylan)
—Biso se o senhor coopera vai ser menos trabalhoso — (Diz Henry)
—Não vou para porcaria de viagem nenhuma, um bombeiro condecorado jamais abandona seu posto, e se os filhotes de anta acham que podem me obrigar vão ter que enfrentar a fúria de meus punhos — (Faz o gesto de briga o que arranca algumas risadas e a impaciência dos bombeiros escolhidos para tal missão)
—Biso o senhor tem que ir conosco — (Rose tenta ajudar)
—É biso não podemos deixar o senhor aqui sozinho — (complementa Charlie )
—Pois daqui eu não saio, não saio e não saio.
—Biso por favor vai é importante o senhor ir, somos uma família — (Diz Aria se aproximando da cadeira com os olhos verdes pidões )
—Ô minha doce menina, seus olhos verdes me lembram um dos meus grandes amores, Elaine, uma bela moça de olhos tão lindos quanto os seus, que também queria me convence de certas coisas -(A morena abre um sorriso meigo ) ...AINDA BEM QUE ELA MORREU
Aria faz uma cara de espanto ficando de boca aberta, e todos em volta contem o riso com o fracasso da mesma, que encara o velho com um olhar vingativo e disse pausadamente:
—P-e-g-u-e-m- a c-o-r-d-a..
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