Notas iniciais
Oiê, é apenas uma one-shot, mega curta por sinal, mas eu fiquei com uma vontade de escrever algo assim. Então, lá vai!

Ela estava bem presa na maca. Não parava de gritar, mas não fazia mal. Estávamos em um hospital abandonado e afastado da cidade, ninguém poderia ouvir seus gritos.

– Shh... não vai doer nada... – sussurrei no ouvido dela. Ela não parava de gritar e de se mexer – não vai adiantar nada, essas cordas são muito resistentes.

Afastei-me e fui pegar uma seringa; ela não me deixou alternativa. Teria que dar um calmante a ela.

– NÃÃOO! PARA, ME DEIXA SAIR! – ela tentava se soltar a qualquer custo, mas, no fim, consegui injetar o calmante em seu braço.

– Pronto. Agora, tente não ficar nervosa Vivian. Vai ser um procedimento rápido...

Peguei o bisturi e comecei a cortar seu tórax. Vivian estava na minha lista de possíveis “doadores” de órgãos para a venda, no mercado negro. Também, quem mandou fugir de casa? É sempre este o destino dos que estão desaparecidos. Graças aos meus contatos na polícia, sei quem são os desaparecidos e quem tem bons órgãos. Não é a toa que sou chamado de “O Retalhador”; a mídia me considera o herdeiro do nome “Jack, o Estripador”. Mas não mato prostitutas, elas não são limpas.

Cheguei ao coração. E ela tinha muito sangue. O positivo, uma raridade no mercado negro. Sorri para ela e disse:

– Não se preocupe, não vou tirar seu coração ainda. Talvez eu deva tirar seu sangue primeiro e depois tirar o coração. Ah, não é só ele – completei, após ver os olhos dela lutarem para se manter abertos – o fígado, rim, córneas e talvez até a medula óssea.

Uma semana se passou desde o dia que eu tentei retirar o coração de Vivian. Estive tirando a medula óssea todos os dias. E sangue também, que é sempre essencial. Ela ficou sedada o tempo inteiro, por isso, não conseguia perceber o que eu fazia com ela. Eu a matava um pouco a cada dia. Sempre.

– A... Axel...

– O que foi Vivian? Seu sofrimento vai acabar hoje, e não vai ter mais que fugir de nada.

Ela tentou falar mais alguma coisa, mas desmaiou. Graças a isso, pude concluir meu trabalho.

Depois que terminei, coloquei seu corpo em um saco plástico e o joguei dentro de uma caminhonete próxima. Voltei para o hospital, pus meu sobretudo preto e peguei a mala com os órgãos dentro. Saí daquele lugar e fui em direção a cidade.

Ninguém jamais soube quem foi que a matou. Mas ela sabia. Ela e várias outras garotas sempre souberam que eu as mataria no fim, sem sentir nenhum remorso.

Quem sou eu? Eu sou Axel, o Retalhador.

Notas finais
Espero não ter causado nenhum sentimento de repulsa ou coisa do gênero... mereço reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!