Valentines Day

1 Valentines Day - Único.


Notas iniciais
Editei essa joça!! :3

– Então Elesis! Já sabe para quem vai dar o chocolate este ano? –Falou Lire com um sorriso malicioso.

– Para ninguém como todos os anos, não a ninguém de quem eu realmente goste... –Sorri de canto.

– Vamos Elesis! Você sabe que não nos engana. É o Sieghart, não é? –Desta vez era Arme que deu uma risadinha.

– De onde tirou essa idéia absurda? É claro que não é o imbecil do Sieghart! Está ficando doida? –Gritei enquanto sentia meu rosto ferver, pegando o meu caderno e arremessando na cabeça da roxinha.

– Elis, olha bem pra essa sua cara. Estamos apenas entre amigas, porque não deixa esse orgulho de lado e assume logo! –Disse Amy fazendo bico.

–Mais alguém vai dar um discurso? –Olhei para Mari, Rey e Lin, ambas fizeram que “não” com a cabeça.

–Sem mais delongas... Não estou planejando dar nada e pronto! Agora vocês senhoritas pelo contrário devem estar louquinhas para o dia de amanhã chegar...

– Não mesmo! Acham que vou dar alguma coisa ao chifrudo do dio? Dia dos namorados é uma merda! Eu não vou me rebaixar dando chocolates, eu prefiro receber! –Disse Rey.

– Eu pelo contrário estou ansiosa sim! Passei a noite passada inteirinha fazendo o chocolate para o Jin! –Disse Amy animada.

– Eu até tentei, mais ficou tão ruim que nem meu cachorro quis comer! –Choramingou Lire.

– Credo Lire! Deveria fazer umas aulinhas! O meu eu nem vou poder dar, acho que não consigo... –Disse Arme um pouco envergonhada.

– E vocês Mari, Lin fizeram algo? –Perguntei as duas.

– Na verdade não, eu não fiz nada porque não tenho certeza a quem dar... Talvez eu dê para o Lupus, e você Mari? –Perguntou Lin.

– Chocolates são feitos apenas de carboidratos e açúcar não entendo como algo como isto pode mostrar nossos sentimentos por um garoto, não darei nada a ninguém. –Falou Mari voltando seu olhar a o seu livro.

– Então se é apenas isso, terei que me despedir meninas. –Sorri acenando com a mão. –Meu pai me pediu para voltar cedo hoje...

– Elesis! Não se esqueça de preparar seu chocolate para o Sieghart. –Lembrou-me Arme.

– Já disse que não vou dar chocolate nenhum! –Gritei irritando andando pelas ruas da cidade, era dia 12 e Junho (N/A: Eu sei que na Ásia o dias dos namorados é em Fevereiro mais aqui é em Junho!) , embora estivesse se aproximando outono o dia estava agradável para mim. As ruas tanto quanto as lojas do centro de Tóquio estavam movimentadas, algumas pessoas gritavam eufóricas... Mas que importância tinha realmente o dia de amanhã? Nunca entendi o real significado do “Dia dos namorados” e muito menos o “Dia Branco”¹. E porque as garotas da minha idade ficam tão eufóricas em dar aquele garoto que admiram um mísero chocolate? Concordo plenamente com a Mari, Afinal: “Chocolates são feitos apenas de carboidratos e açúcar não entendo como algo como isto pode mostrar nossos sentimentos por um garoto”. Mas porque quando minhas amigas tocavam no nome “dele” sentia uma coisa engraçada, um estranho friozinho na barriga, fico nervosa até me parece que as palavras não querem sair da boca... O que realmente Sieghart é para mim? O que eu sentia por ele? Porque ele me deixa tão confusa? Droga que alguém me responda...

Acabei distraída demais com meus pensamentos que nem notei que esbarrei em uma placa...

–Mais que droga! –Falei com raiva, logo me levantando tirando a poeira da saia do uniforme... “Descubra quem realmente ama! Chiyeko Kaori pode prever o Futuro do amor!” A placa estranhamente me despertou a atenção... Porque não, não tenho nada a perder com isso, olhei ao lado para onde a placa apontava com uma seta... Lá estava uma pequena casa humilde e antiga, daquelas estilo filme de terror... Elesis não entra, Elesis não entra! Tarde demais , já entrei.

– Alguém? –Falei ao entrar na casa escura, sem nenhum tipo de iluminação, estava apavorada até pensei em “vazar” daquele lugar, e passar o resto da minha vida como se nunca tivesse esbarrado com aquela placa. A voz de uma senhora me tirou dos meus pensamentos:

–Estava a sua espera Elesis... –Falou uma senhora de idade, com pele enrugada e cabelo grisalhos, vestia uma roupa de cigana... E parecia uma bruxa.

–Aaaaah! Co-como a senhora s-sabe meu nome? –Falei assustada recuando para traz.

– Imaginei que viria aqui, quando esbarrou na placa, botar seus pensamentos em ordem, estou certa? –Assenti com a cabeça. –Sente-se! Vamos como você mesma disse, não tem nada a perder! –Sentei-me com certo medo a mulher sorriu...

– Escolha uma carta! –A mulher falou mostrando-me um baralho.

Fechei os olhos puxando uma carta qualquer...

– Ótimo... –Ela virou a carta revelando um “King de Paus”. –Maravilhoso! Puxe outra! –Puxei dessa vez com mais calma... Ela virou na mesa revelando um “Ás de copas” – Esplêndido! Agora puxe mais uma... – Sua voz estava sombria... Puxei com certo temor a última carta era um “joker”. – Oh não... Isso é terrível!

–O-oque?

– Menina, saia agora daqui! E jogue no riu o que há de mais precioso para você! –Gritou a mulher.

–Co-como? –Falei nervosa.

– Agora! –Gritou a mulher... Sai correndo da casa, passando próximo ao riu, olhei para ele e pensei no que ela disse sem mais nem menos arremessei o colar que minha mãe havia me dado quando eu ainda era uma criança. Para mim era a coisa mais importante, deixei uma lagrima escorrer... Minha mãe era sem duvida a pessoa a quem mais tive apego até hoje...

Cheguei em casa com os olhos vermelhos... Passei pela frente da cozinha parando. Pensei se eu devo fazer isso, dei uma risada... Não, sem chance... NÃO ADIANTA ELESIS O SIEGHART VAI RIR DE VOCÊ! Corri para meu quarto me entregando ao sono... Eu não deveria ter jogado aquele colar.

...

Os primeiros raios de sol me despertaram abruptamente, cocei os olhos sonolenta com preguiça de abri-los... Lembrei que hoje era o dia dos namorados. Fui correndo fazer meu higiene pessoal e trocar de roupa para ir há escola. Meu pai já estava me esperando no carro do jeito que é apressado... Corri para dentro dando-lhe um beijo...

– Bom dia Papai! –Falei dando um sorriso de orelha a orelha. Meu pai sorriu.

– Como vai minha pequena ruivinha, pronta para a escola? – Assenti.

A viajem não foi demorada, mas alguma coisa me dizia que quando eu pisasse os pés na entrada da escola tudo iria mudar...

As primeiras aulas foram entediantes como sempre, mas Sieghart estava tão perdido em seus pensamentos que me dediquei apenas para olhar para ele, apenas para ele... Ele era sem dúvida um garoto bonito. Com seus olhos prateados e brilhantes e cabelos negros bagunçados naturalmente e porte atlético, tal garoto como esse deveria ganhar em média 1.000 chocolates por ano! Eu não tinha a mínima chance com ele, e o que me doía era que eu sabia muito bem disso... Finalmente o sinal tocou e as meninas ficaram me enchendo, perguntando se eu havia feito meu chocolate para o Siegh, é claro que eu disse que não havia feito... Mais nem comentei do episódio com a mulher estranha ontem, era melhor fingir que nem aconteceu... Quando eu e minhas amigas falavamos bobeiras notamos alguém me cutucar pelas costas, não era ninguém mais ninguém menos que Ercnard Sieghart! O garoto que habita meus pensamentos durante todas as 24 horas de cada dia.

– Elesis! Poderia falar comigo a sós? –Ele perguntou, com um sorriso de canto, corei por um momento e as meninas ficaram cochichando algo, ignorei e apenas disse com a maior cara de tapada (que é a mesma coisa que cara de apaixonada):

–Si-sim... –E ainda por cima gaguejei, ele deve estar pensando que sou algum tipo de idiota. –O-o que você quer? –Ele sorriu.

– Isso é seu? –Ele me mostrou o colar que minha mãe havia me dado.

– Sim, onde o achou? –Falei surpresa.

– Na beira de um riu aqui próximo, pensei já tê-lo visto em você... Tome! –Ele me entregou, sorri e tentei o colocar no meu pescoço falhando...

–Eu te ajudo... –Ele colocou o colar afastando os meus cabelos delicadamente. A sua respiração na minha nuca me deixava nervosa, no momento devo estar mais vermelha que meus cabelos, estava voltando em direção a minhas amigas quando ele me chamou... –Ei Elesis! Espera!

Ele segurou meu pulso voracidade.

– Isso é pra você... –Ele me deu um embrulho enfeitado com chocolate dentro. Seu rosto estava levemente rubro. Arregalei os olhos.

–P-porque você está me dando isso? Não é dia branco e... –Falei corada.

– Eu resolvi dar a você. –Ele falou se aproximando devagar...

– P-porque? –Falei ainda mais vermelha que meu cabelo.

– Porque eu amo você... –E ele juntou nossos lábios me fazendo entrar em pânico interno, sem mais pensar correspondi ao beijo. Era um beijo calmo e cálido mais cheio de desejo de ambas as partes, nos separamos por falta de ar. –Elesis...

–O-oque?

–Você que namorar comigo?

...

Notas finais
"Dia Branco"¹ = Dia qual os meninos que receberam chocolate retribuem o favor dando chocolates as meninas das quais eles receberam.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!