Valentine Day

1 Valentine Day - A POÇÃO DO AMOR


Notas iniciais
Heeeey gente, bem vindos!
Faz tempo que essa one fofinha esta arquivada nos meus arquivos, e resolvi finalmente trazê-la para vocês, espero que curtam!
Não esqueçam de favoritar, recomendar e comentar pra deixar a autora aqui feliz e motivada rsrs
Boa leitura :D
xoxo

Rose Weasley odiava Valentine Day, toda aquela euforia e ansiedade que rondavam a semana do tão odiado dia estava começando a lhe deixar completamente mal humorada. Não que já não houvesse comemorado aquela data com algum namoradinho, entretanto, mesmo nessas épocas ela não se sentia completamente confortável com a data.

Não havia acontecido nada realmente marcante naquela data em sua vida, ela apenas compartilhava da opinião de que era completamente inaceitável as pessoas precisarem de um dia para demonstrar seu amor.

Toda aquela tradição de presentes e romance lhe confundia. Ela acreditava em relacionamentos estáveis e saudáveis, mesmo assim, ainda era contraria a ideia de compactuar com a ideia de ter um dia definido para comemorar o amor, sabia que toda aquela parafernália estava mais ligada ao giro econômico que aquelas datas traziam consigo do que qualquer motivo realmente admirável.

Ela havia passado toda semana tensa e com uma sensação estranha ao pé do estomago, como um pressagio de algo. Talvez, fosse sua insatisfação com a data, ou talvez, fosse apenas coisa de sua cabeça.

Embora Dominique e Lilly afirmassem consecutivamente que toda aquela aversão se dava ao fato de ser uma das únicas da sua família a estar realmente solteira. Não que Rose realmente se importasse com aquilo, claro que em alguns momentos, ela sentia-se estranhamente sozinha e o sentimento de inveja se apossava dela por alguns milésimos de segundos, todos em sua volta pareciam estar completamente encaminhados em seus relacionamentos e ela, embora houvesse alguns pretendentes, tinha a sensação de que nunca se apaixonaria de verdade.

Suspirou exasperadamente, enquanto via o centésimo casal se pegando pelos vastos corredores do Castelo, se perguntava constantemente se Sirius realmente tinha razão, talvez seu destino fosse paparicar os sobrinhos, ser profissionalmente bem sucedida e viver em uma enorme casa com pelo menos seis gatos.

Bufou, balançando a cabeça exasperadamente quando um aviãozinho de papel embrenhou-se em seus fios acobreados. Puxou o papel com uma força descabida, lançando um olhar feroz ao loiro encapetado que ria deliberadamente da cara azeda da ruiva.

Abriu o avião com a certeza de que encontraria alguma coisa desenhada ali, Scorpius Malfoy tinha o irritante habito de lhe provocar de todas as formas possíveis, e desenha-la com a cara amarrada era uma delas.

Rose sempre se surpreendia com os traços dos desenhos, podia realmente odiar a forma como Scorpius conseguia tira-la dos eixos, mais tinha que admitir que ao longo dos anos seus desenhos tornassem-se ainda mais realistas e bonitos.

Naquele dia o papel refletia perfeitamente sua imagem. Parecia seu reflexo no espelho, Scorpius havia capturado perfeitamente seu humor ácido e sua expressão de insatisfação, retratando-a de forma fantástica.

Embora houvesse gostado do desenho, amassou-o, lançando lhe um olhar irritado, enquanto percebia o sorriso de Scorpius tornar-se ainda mais irônico. Jogou a bolinha de papel dentro de sua bolsa, passando pelo Malfoy sem lhe dirigir um segundo olhar, sentiu quando Scorpius e Albus lhe acompanharam para dentro da sala de Poções e tomaram seus lugares bem atrás dela, como sempre havia um frasco com uma poção sobre suas mesas.

Scorpius que nunca perdia a oportunidade de irritar Rose abriu o frasco enquanto Albus folheava seu livro, esperando pela asneira que sairia da boca do seu amigo.

— Weasley, essa poção fedorenta tem o seu cheiro. — houve um longo período de silêncio, enquanto Albus olhava fixamente para o amigo com uma expressão surpresa. O Malfoy odiava poções, talvez por isso ainda não houvesse identificado da qual se tratava.

Rose havia ficado tão pálida em seu lugar que Scorpius se perguntou se daquela vez, tinha lhe magoado de fato. Nunca era sua intenção magoa-la, era apenas um passa tempo vê-la corar de raiva, sempre que ele surgia com suas brincadeiras e palavras idiotas.

— Senhorita Weasley, sente-se! — O Professor pediu no mesmo instante que ela havia se levantado, pronta para sair da sala de aula. A sala ainda estava em um silêncio mortal. — Obrigada. — Ele sorriu animado, quando Rose finalmente lhe obedeceu. A ruiva fechou os olhos, se preparando para o que estava por vir. — Agora classe... Alguém poderia me dizer que poção é essa que esta disposta em suas mesas?

— É Amortentia, Professor. — Alexia Nott soltou em alto em bom som.

— E o que Amortentia faz Senhorita Nott?

— É a poção do amor mais poderosa do mundo, Senhor. Ela tem um cheiro diferente para cada pessoa, cada um sente o cheiro que mais lhe atrai no mundo. — Scorpius lançou um olhar irritadiço em direção a sua melhor amiga, quando ela deu um leve tapinha em seu ombro antes de adicionar. — É sim, Scorpius, todos nós ouvimos seu comentário.

Os sorrisos e cochichos perpassaram pela sala automaticamente, enquanto o próprio Professor tentava segurar a vontade de gargalhar diante a expressão de ódio de Scorpius. Um longo momento de silêncio se passou, enquanto Rose se mantivera estática em seu lugar, ela ainda estava processando completamente aquela informação.

Seu cérebro tão racional e rápido parecia demasiadamente lento naquele momento.

— Bem, isto é constrangedor... — A voz divertida de Albus soou pela sala mortalmente silenciosa agora. — Porém explica bastante coisa.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!