Vale dos Reencontros
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Todos estavam reunidos na sala de estar da residência dos Cavalcante conversando animadamente, à espera que fosse servido o jantar. Ema, como senhora da casa e boa anfitriã, envolvera-se na organização dos mínimos detalhes para que tudo saísse nos mais perfeitos conformes. Para ela, era um grande prazer recepcionar os amigos. Em uma cidade tão pequena e monótona como o Vale do Café, a única distração para as moças solteiras e os jovens casais eram os jantares e bailes promovidos pelas famílias da região. Além disso, ocupar-se de todos os preparativos era uma boa distração para que ela evitasse pensar... Naquele assunto.
Na noite após Elisa lhe contar sobre o retorno de Ernesto, Ema teve que lutar vigorosamente contra o desejo de procura-lo e saber como estava. Seu coração ardia, sua mente transitava com a expectativa de vê-lo novamente. Mas, como sempre, sua consciência falou mais alto e nada fizera. Não era adequado à uma moça solteira – ou pior, noiva – sair após o anoitecer em busca de um rapaz que, até onde ela sabia, podia estar casado. Ou pior, imagine tamanha sua humilhação caso ele não quisesse recebe-la?! Não... Não teria forças para suportar essa desolação. Assim, tratou de reprimir todos e quaisquer impulsos que a levassem até ele.
Contudo, os corações mais apaixonados são capazes de refrear apenas a sua conduta, porém jamais suas ilusões, de modo que Ema, contra o seu melhor julgamento, acordara na manhã seguinte com a maior expectativa que Ernesto fosse visita-la.
Acreditara que, após todos aqueles anos convivendo com sua família e não tendo havido qualquer desavença em sua despedida, se não o afeto, pelo menos a boa educação, seria motivo o suficiente para que ele fosse cumprimenta-los agora que estava de volta ao Vale do Café.
Destarte, naquela semana, Ema acordara cedo todas as manhãs e entrajara seus melhores vestidos na esperança de que ele chegasse a qualquer momento; o que, de fato, nunca aconteceu. Pensara primeiramente que ele podia estar matando a saudade de sua família antes de comparecer à casa de qualquer pessoa, mas passado dias sem nem mesmo um bilhete, um recado, uma carta, qualquer sinal que fosse de cortesia, Ema sentira-se obrigada a admitir para si própria que Ernesto não fazia qualquer questão de ter algum conhecimento dela.
Diante disso, aos poucos, Ema conformara-se novamente. A verdade é que, para ela, era melhor que as coisas continuassem como estavam, Ernesto seguindo seu caminho e ela também. “A sua chegada na cidade trouxe à tona sentimentos que estavam soterrados à muito tempo, mas o seu distanciamento proposital... é o suficiente para que possa me desapegar dessa antiga ilusão e seguir em frente”, dizia a si mesmo.
Deveras, naquela noite de sexta-feira, Ema sentia-se tão contente na presença de tão estimados amigos que qualquer angústia lhe parecia superada.
Dentre os presentes encontravam-se Darcy Williamson e sua irmã Charlotte, Rômulo e Cecília Tibúrcio, o Coronel Brandão e sua esposa Mariana, Jorge — que mais uma vez viera sozinho, fato pelo qual ele justificara mais uma vez em razão da saúde delicada de sua esposa –, e é claro, Aurélio, Ema e o Barão. Julieta Bittencourt, bem como seu filho Camilo e a esposa, havia previamente se desculpado pela ausência naquela noite, pois deveriam estar em São Paulo naqueles dias a fim de tratar de alguns negócios particulares. Contudo, Aurélio havia lhe pedido para que reservasse mais um lugar à mesa, de modo que ela supôs que a presença da madrasta se fizera dispensável naquela viagem e não fez maiores questionamentos, tratando-se prontamente a acatar o pedido do pai.
Ema ainda aguardava também a chegada de Elisabeta quando a governanta a chamou discretamente no canto da sala, dirigindo-lhe a palavra em tom baixo:
— Os últimos convidados chegaram, senhorita Ema! Gostaria que eu os anunciasse?
— Ora, Cristina! Somos todos íntimos aqui, não há necessidade de maiores formalidades... Peça, por favor, que se juntem a nós e vá se encaminhando em servir o jantar, sim?
— Com muito prazer, senhorita Ema! – Disse a governanta, retirando-se em direção ao hall de entrada.
Não passara cerca de 1 minuto até que os convidados adentraram a sala de estar, para total espanto de Ema.
— Ernesto, que bom que pôde comparecer! Como está, meu caro jovem? – Disse Aurélio, encaminhando-se para cumprimentar o belo rapaz parado à soleira da porta da sala de estar, ao lado de Elisabeta.
À primeira vista, parecia que o tempo não havia passado e estava defronte àquele mesmo italianinho implicante e sem modos que costumava roubar-lhe as maçãs e correr até a cachoeira. Mas conforme o analisava, percebia que não fosse pelo sorriso e olhos negros de quem enxergava sua alma, poderia mil vezes cruzar por ele sem jamais o reconhecer. As calças surradas e o suspensório com regata haviam sido substituídos por um elegante terno com colete e gravata. O antigo cabelo ao vento agora estava apresentava um belo corte e penteado. E a postura... Nem mesmo todas as vestes conseguiam disfarçar os músculos que se escondiam por baixo daquele paletó. Não, não parecia de modo nenhum com aquele rapaz que ela conheceu. Mas ainda sim, era ele. Era o SEU Ernesto. A verdade era que não importa a faceta que adquirisse, de burguês ou de farrapo, ela sabia agora que ele sempre seria o dono de seu amor.
Superado o choque inicial pela presença inusitada, Ema tomou consciência de que Ernesto não havia chegado sozinho. O que estaria fazendo junto com Elisabeta? Sem tomar consciência de que não havia esboçado qualquer reação, foi despertada de seus devaneios pelo som da voz de Ernesto:
— Nada no mundo me faria recusar o seu convite, senhor Aurélio! Vou muito bem... Ainda melhor agora que me encontro novamente na companhia de tão estimados... amigos. E o senhor, como está? – Disse ele, sorrindo e estendendo a mão à Aurélio para retribuir o cumprimento.
— Melhor impossível! Ema, minha filha, venha cumprimentar Ernesto... Recorda-se dele? Não, dificilmente alguém reconheceria esse rapaz pelo que foi um dia. Eu mesmo, quando o encontrei por acaso no vilarejo não soube quem era à primeira vista. Teve que identificar-se, acredita? Pois fiquei tão contente em reencontrá-lo que o convidei imediatamente para o nosso jantar.
Ema seguia boquiaberta, chocada demais para responder o pai, quando Ernesto adiantou-se em sua direção e beijou-lhe a mão em cortejo.
— Senhorita Ema, vejo que continua tão linda quanto nos velhos tempos! – Disse Ernesto, educadamente.
— Er... Ernesto... Não fazia ideia que papai havia lhe convidado... O que está fazendo aqui com Elisabeta? – Disse Ema, em meio gaguejante, sem conseguir disfarçar o tom acusatório. Percebendo a própria grosseria e intromissão, completou com a voz mais firme: — Quer dizer, não sabia que vocês já se conheciam... Mas fico muito feliz de revê-lo, sim! Que ótima surpresa papai me preparou! E fico muito lisonjeada com o elogio, diga-se de passagem.
— Ah, devo dizer que nosso encontro foi mera coincidência. Eu estava me preparando para entrar quando a senhorita Elisabeta chegou e acabamos por entrar juntos... – Ernesto riu zombeteiro, parecendo satisfeito com o pequeno surto de ciúmes de Ema – Mas fico feliz que está contente em me ver. Agora que nos reencontramos, posso revelar que se seu pai não lhe contou sobre a minha presença esta noite, foi a meu pedido. Achei que seria divertido surpreendê-la. Peço desculpas se isso lhe ofendeu, mas eu não pude resistir de pregar-lhe uma troça... Digamos que meu retorno ao Vale do Café me deixou um pouco nostálgico!
Ema não pode deixar de sorrir àquela resposta atrevida. Sim, ali estava o seu Ernesto. O mesmo espírito jovial e zombeteiro que ela conheceu há 7 anos atrás. Se antigamente seus gracejos a tiravam do sério, naquele momento lhe recuperavam toda a paz de espírito que parecia ter esvanecido com a sua partida. Gostaria de respondê-lo à altura da petulância, contudo, foi interrompida por Jorge, que atravessara a sala e agora estava parado ao seu lado:
— Ernesto! Que prazer reencontrá-lo. Fico muito contente que pôde juntar-se a nós esta noite... Quanto tempo pretende ficar aqui no Vale do Café? Veio trazer à Sra. Pricelli para conhecer seus pais? – Disse Jorge educadamente, estendendo à mão para Ernesto.
Os homens fitaram-se sérios por um momento, até que Ernesto sorriu e cortando a tensão, respondeu:
— Sinto informar-lhe que a Sra. Pricelli ainda não existe, meu caro amigo. No meu tempo fora, estive tão focado no trabalho que tive nem tempo ou oportunidade de ocupar-me de questões como casamento. E é claro, nem todos temos o privilégio de encontrar uma companheira tão extraordinária quanto a Sra. Amélia na juventude... Onde ela está? Gostaria de saudá-la.
— Minha esposa não pode me acompanhar esta noite... Não sei se você se recorda, mas a sua saúde ainda é muito debilitada. Mas você não me respondeu: quanto tempo pretende ficar? – Insistiu Jorge.
— Não lhe respondi porque ainda não sou capaz de afirmar, meu senhor. Isso só o tempo e as circunstâncias— Ernesto enfatizou a palavra – irão dizer.
— Bom, espero que essas circunstâncias o levem até onde deseja, meu caro amigo. Sentiria muito se você acabasse indo embora novamente decepcionado por não encontrar aqui o que procura. – Disse Jorge, ao que Ernesto logo rebateu:
— É muito bom saber que continua tão preocupado com o meu bem estar quanto antigamente.
Ema sentia-se muito desconfortável em meio àquela conversa. Era como se estivesse havendo uma disputa entre os rapazes... Seu diálogo era como se fossem rivais em uma partida de baralho que ela não conhecia todas as cartas e tampouco compreendia a aposta. Jorge parecia muito incomodado pela presença de Ernesto, sentimento que era evidentemente recíproco pela parte do italiano.
Entretanto, incapaz de ver qualquer malícia nos atos de Jorge, atribuiu aquele seu comportamento ríspido pelo fato de ser um amigo tão protetor com ela. Apesar do advogado não saber a profundidade de seus sentimentos por Ernesto, ele acompanhara de perto sua infelicidade quando o rapaz foi embora repentinamente e provavelmente ainda responsabilizava Ernesto por tal situação – embora que injustamente.
Angustiada para fugir daquela situação embaraçosa, Ema tratou logo de convidar os rapazes para se juntarem aos demais cavalheiros que estavam reunidos próximo à janela fumando charuto e discutindo política, enquanto ela própria foi ao encontro das amigas, que estavam reunidas em outro ponto isolado da sala de estar.
Elisabeta, que havia chegado junto com Ernesto, ainda continuava parada à soleira da porta completamente ignorada pelo trio — absorto demais em seu pequeno duelo para sequer recepciona-la — quando finalmente foi notada por Darcy, que fez sinal para que ela se aproximasse. Era de costume homens e mulheres sentarem-se apartados nas recepções e demais compromissos do gênero, mas Darcy sempre fazia questão que Elisabeta ficasse próxima a ele. Qualquer que fosse o assunto abordado, sabia que ela era capaz de articular melhor que a maior parte daqueles senhores metidos a sabichões da região e divertia-se em vê-la escandaliza-los com sua crenças e pontos de vista ‘polêmicos’.
A verdade é que Elisabeta por Darcy sentimentos que iam muito além da amizade, mas jamais ousaria fazer qualquer coisa a respeito. Apesar do profundo respeito que tinha pela sua pessoa como homem e profissional, sabia que nas questões amorosas ele era tão confiável quanto uma jura de embriagado. Durante todo o tempo em que trabalharam juntos, nunca vira Darcy se apaixonar, embora fossem raríssimas as noites em que ele não dormira acompanhado. Não era capaz de lhe julgar um canalha, uma vez que ele era muito direto com as suas conquistas sobre as suas poucas intenções e qualquer ilusão que alguma delas alimentasse, provinha única e exclusivamente da imaginação das moças. Entretanto, ao passo que o comportamento dele não poderia ser condenado, tampouco fornecia qualquer estímulo para que uma mulher orgulhosa como Elisa atrevesse arriscar uma relação. Além do mais, acreditava que o relacionamento tal qual possuíam era muito mais profundo do que qualquer união que Darcy porventura tivesse, pois se conheciam como ninguém e sabia que ele a respeitava acima de todas as pessoas.
O que Elisabeta nunca sequer desconfiou é que Darcy não só a apreciava como pessoa, mas também era completamente apaixonado por ela. Todavia, crendo na sua completa indiferença e na relutância dela em um dia desposar alguém, conformava-se em ser apenas seu amigo e patrão, satisfeito com a certeza de que, além do Sr. Benedito, ele era o único homem o qual ela verdadeiramente estimava a opinião. Eis que, por hora, essas certezas eram suficientes para ambos.
Aproximadamente uns 20 minutos após a chegada de Ernesto e Elisabeta, conforme as ordens de Ema, a governanta apareceu para anunciar que seria enfim servido o jantar. Tão logo foram chamados, os convidados foram assumindo seus respectivos lugares à mesa de acordo com suas relações e afinidades, acabando por Ema sentar-se à esquerda de Jorge e Ernesto à sua frente, para alegria e infelicidade dos três.
Ernesto sabia que não seu comportamento não condizia com a postura de um cavalheiro, que deve dedicar sua atenção a todos os presentes no local, mas a verdade é que ele não queria — nem conseguia — desviar os olhos de Ema. Que linda mulher ela havia se tornado. Quando menina, já era a mais doce das criaturas. Mas agora... Com aquele sorriso meigo, o corpo esguio e sedutor, aqueles pequenos olhos travessos e maliciosos... Não, não existia ninguém como ela. Há quanto tempo sonhava em reencontra-la? Provavelmente desde que partira. E ali ela estava diante dele, mais bela e graciosa do que ele poderia lembrar. A sua baronesinha. Nem em seus maiores sonhos e devaneios, ela era tão encantadora quanto naquele momento. Durante todos esses anos, conhecera inúmeras e diferentes mulheres pelo mundo e envolvera-se com várias... Mas nenhuma, por um instante sequer, fora capaz de despertar nele uma fração que fosse da paixão que ele sentira na juventude pela sua baronesinha. Como gostaria agora de voltar no tempo e nunca ter partido sem revelar seus sentimentos. Mas o temor pela recusa e a ciência de sua incapacidade de lhe proporcionar os confortos os quais ela era acostumada o haviam impedido. Contudo, dinheiro não era mais um problema, pois agora estava tão rico quanto qualquer rebento afortunado das famílias tradicionais do Vale do Café. Nada nem ninguém jamais o separariam de seu verdadeiro amor... Com exceção dela mesmo. Sim, ainda havia a possibilidade de Ema não o rejeitar. Viera preparado para conquista-la, mas e se o coração dela já pertencesse a outro homem? Sabia de fato que estava solteira e tinha esperança que seu noivado com Edmundo Tibúrcio fosse apenas uma lembrança dolorosa do passado, uma vez que o rapaz jamais retornara dos estudos na Europa, mas quem poderia afirmar que ela não conhecera outro rapaz durante todos esses anos e se apaixonara profundamente?
E ainda havia Jorge... Seria possível que ela lhe retribuísse os sentimentos? Para Ernesto, agora era muito evidente o quanto o advogado era apaixonado por Ema. Como fora ingênuo de confiar nesse sujeito naquela época, ser tão cego a ponto de não enxergar o óbvio... Mas agora seus olhos estavam abertos e ele podia ver claramente a obsessão que ele nutria pela sua baronesinha. E ela ainda o tratava com a mesma amabilidade de sempre... Quem garantiria que aquela amizade não havia se tornado amor?
Ernesto fora despertado de seus devaneios pela voz de Darcy:
— Desculpe, Ernesto, eu sei que não tenho o lindo sorriso da senhorita Ema, mas será que o senhor poderia desviar um pouco os olhos da moça e nos responder... Estávamos nos questionando se você já teve a oportunidade de visitar e apreciar as outras belezas naturais do Vale do Café. – Disse em tom de graça maliciosa.
Ema corou diante daquela afirmação e Ernesto pigarreou, contendo o riso. Os dois trocaram olhares embaraçados, seguidos pela resposta do rapaz:
— Peço perdão pela distração, meu caro Darcy. Sinto dizer que ainda não tive a oportunidade, pois andei tão ocupado resolvendo alguns negócios que deixei no exterior e matando a saudade de mama, que essa é uma das primeiras saídas que faço desde que cheguei! Mas aproveitando a oportunidade, eu gostaria de pedir ao Sr. Aurélio que me permita retornar à visita-lo amanhã à tarde, se for possível. Como sabe, esse aqui foi meu lar durante a juventude e tem muitos lugares que eu gostaria de rever novamente.
— Ah, mas eu faço muito gosto dessa visita! Infelizmente não estarei aqui para recebe-lo, pois irei à São Paulo encontrar minha futura noiva que está lá à negócios... Mas eu tenho certeza que Ema não terá dificuldade em acompanhá-lo nesse passeio, sim, minha filha? Sinta-se muito à vontade, Ernesto. Sabe que, para mim, você vai ser sempre como uma espécie de filho! – Disse Aurélio.
— Se a senhorita Ema não achar incomodo, então... O que acha, baronesinha? – Disse Ernesto.
— Acho que nada me seria mais agradável! – Respondeu Ema, surpreendendo-o com sua ousadia, não conseguindo evitar de se animar ao ouvir Ernesto chama-la por seu antigo apelido.
Então estava marcado. Ernesto mal podia conter-se agora de excitação ao saber que amanhã passaria o dia com Ema, longe de todos. Seus planos pareciam encaixar-se nas previsões do destino. Ela sorria para ele, mas havia algo em seu olhar: um nervosismo, uma ansiedade... Estaria Ema tão afetada pela sua presença tanto quanto ele pela dela? No final das contas, precisaria mesmo conquistá-la? Seria possível que ela, mesmo que remotamente, retribuísse o seu afeto? Só havia um jeito de descobrir o que ela pensava e Ernesto estava obstinado em realizá-lo, começando pelo dia de amanhã.
Nos próximos capítulos:
“Era evidente que Ernesto estava de volta para reconquistá-la. (...) Já se livrara dele uma vez, não deveria ser tão difícil assim fazer isso novamente. Contudo, o que jamais poderia admitir era que a sua Ema fosse de outro. (...) Se ele não poderia tê-la, ninguém mais poderia. Providências teriam que ser tomadas.”
“- Ema! EMAAA!! – Ernesto gritou em desespero, nadando freneticamente em direção ao corpo boiando. Não, isso não poderia estar acontecendo. Era como vivenciar o seu pior pesadelo. (...) – EMAAAAAA!!!!!!!!!!”
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