Valavë The spirit of dragons
20 Quanta coisa em 1 dia.
Notas iniciais

Quanta coisa em apenas 1 dia...
Eu acordei logo de manhã, agora faltava apenas 1 dia para a viagem e eu já me sentia muito melhor, respirava livremente e não tinha mais nem uma dor...nem acreditava que tinha dormido tanto...eram 30 dias...meus deuses, de qualquer forma eu podia me locomover e eu sai da minha cama, era engraçado o fato de que ninguém estava ali para me ver sair...um elemento surpresa hehe.
Eu fui direto para o corredor e pela minha surpresa, Aistana estava lá, sua cara não era nada boa mas quando me viu, ela ficou surpresa e correu até mim.
— Valavë!! Eu preciso de ajuda!!
Tudo bem que era Aistana e ela tinha sido uma verdadeira peste comigo e com todos, mas a forma como ela me olhava...a forma como ela tinha o seu calor apagado e triste me fez sentir pena dela.
— O que houve Aista??
— Thranduil me quer como a esposa...do anão nobre.
— Ué...mas você deveria ter uma família nobre pra isso.
Ela me olhou tão profundamente, minha pena aumentou 10 vezes mais.
— Você...tem uma família nobre...por que trabalhava aqui??
— Eu...eu queria ser independente...eu...fugi...mas Thranduil sabia quem eu era...eu...eu sinto muito pelo que eu fiz...
— Bom...eu há perdoo...mas isso não ajuda a sua situação.
Ela suspirou profundamente, ela realmente parecia desesperada e eu queria muito poder ajudar.
— Temo que nada mais poderá me ajudar a essa altura...não deve ter pena de mim...eu vejo agora que não mereço isso.
— Você deve ser positiva...talvez ele não seja tão ruim assim...
— Ele é um anão Val!! Ele nunca me amara e eu nunca o amarei, não podemos de qualquer forma...somos totalmente opostos...e também...talvez eu apenas mereça mais o amor, você...por outro lado tem o amor do príncipe...seja feliz com ele.
— Do que está falando Aista?? Somos apenas amigos...eu...eu acho...
— Por hora apenas amigos...eu espero que você consiga o que eu nunca consegui dele...
— Aistana...você deve estar pronta para sua viagem a conhecer seu pretendente.
— Ah...claro...eu já estou indo...
Seus paços eram leves e carregados de uma tristeza silenciosa que partiu totalmente meu coração, eu não deixaria que isso ficasse assim...por mais que ela tivesse me enchido e as outras criadas Aistana ainda era um ser e tinha sentimentos, ela parecia arrependida e eu me recusei a achar do contrário, eu segurei seu pulso firmemente e ela suspirou surpresa enquanto eu a puxava para um abraço tão forte, senti as lágrimas romperem a barreira de seus olhos e caírem no meu ombro, sussurrei tão silenciosamente, certificando-me de que apenas ela me ouviria.
— Eu irei lhe visitar após minha missão...isso é uma promessa...boa sorte...
— O-Obrigado...
A soltei logo, não poderíamos perder mais tempo ali ou o servo reclamaria...eu a vi partindo...silenciosamente, ouvindo os soluços curtos e controlados, aquilo foi a maior surpresa, mas mais surpresa ainda foi quando alguém me tocou no ombro e eu saltei quase um metro de distancia.
— Meus deuses!!
— Desculpe-me...eu...vi você falando com Aistana...ela...
— Leg ela não quer casar...isso é cruel...
— Eu sei...mas não a nada que eu possa fazer...é a vontade do rei e meu pai não é de voltar atrás...
Um silencio cansado nos cercou por alguns instantes, até que eu lembrei de algo, será mesmo que Legolas me amava?? Tudo bem que nós nos beijamos mas...ele não tinha me dito nada desde que acordei...não sobre o beijo...o único que falou sobre algo além de viagem e o meu machucado foi o rei e ele me deu um baita sermão como se ele fosse meu pai!! Logo ouvi Legolas rindo dos meus pensamentos...
— O que é tão engraçado mocinho??
— Bom...o fato do meu pai tratar você como um filho birrento ou o fato de você se importar tanto com o que a Aistana disse sobre nós...não que ela seja mentirosa...mas você nunca confiou nela antes...
— Pra tudo tem uma primeira vez...
— Oh sim...espero que a sua seja comigo...
Eu corei enquanto ele olhava-me distraído, apenas depois de seculos comprimidos em segundos que ele percebeu o que tinha dito e parecia tão corado quanto eu.
— S-Sinto muito!! Eu não quis dizer...quer dizer eu quis dizer...mas eu não quis ofender...mas também por que você se ofenderia afinal...você...você...
No meio daquilo tudo eu apenas revirei meus olhos e o puxei pela túnica e encostei nossos lábios tão levemente quanto eu podia, um selinho mais suave que o toque de uma tarantula, no entanto suficientemente pesado para calar o príncipe.
— Leg...cala a boca...
— Ótima maneira de me dizer isso- Riu nervoso.
— Essa é a segunda vez que os vejo em cenas...intimas...poderiam por favor ser mais discretos...
Eu congelei com a voz do rei, por que será que ele sempre está no lugar errado na hora errada??
— Sinto muito Thranduil...
— Não se desculpe, você é ainda pior nisso do que é reverenciando...
Legolas riu levemente.
— Quanto a você.- Ele olhou para Legolas- Que eu saiba temos uma última reunião sobre sua viagem com...a senhorita selvagem do fogo aqui...
Selvagem do fogo, essa era nova...
— E eu não fui convidada??
— Eu poderia ter lhe convidado se não estivesse profanando os lábios do meu filho...
— Pai!!
— Eu já pedi desculpa!! Não farei de novo.
— Não faria nem se sua vida depende-se disso.
— Não faria mesmo algum problema??
— Absolutamente nem um...senhorita...
— DA PRA PARAR DE BRIGAR UM POUCO!! — Legolas gritou em plenos pulmões.
— Não grite...príncipes não levantam a voz...
“Príncipes não levantam a voz...” pensei sarcástica, Legolas suprimiu uma risada e o rei apenas se virou e suspirou, controlando sua raiva para não gritar comigo, embora isso ele ainda virou seu rosto sobre o ombro e sorriu, um tom divertido nos lábios me fez ver sua diversão.
— Apenas...venha para a reunião no jantar...e de preferência não leve sua arrogância junto...
Então ele saiu andando, ele era uma diva...não poderia negar isso mesmo com o seu mal humor terrível...
— Por que tem que implicar tanto com meu pai??
— Não sei...por que ele tem que implicar tanto comigo??
— Bom...é um assunto que por enquanto é apenas meu e dele...
— Tem haver com você me amar??
— N-Não!! Eu não amo você...quer dizer...eu amo você mas...mas...como amiga...
— Humm...ok...
De certa forma aquele “como amiga” me machucou, mas eu simplesmente ignorei...
— Eu...vou me preparar pro almoço...
(N/A: VOCÊ ESTA FRIENDZONE!! ME AMIGO VOCÊ SE FOD**)
Eu não entendi como suas palavras podiam doer tanto, mas eu apenas sorri e esfreguei meu braço enquanto me afastava de volta ao meu quarto, entrando lá e me jogando na cama.
P.O.V Narradora...
Valavë continuou naquela posição por um bom tempo, não sabia se chorava, não sabia se ria daquela sensação de que algo estava faltando...ela se sentia tão incrivelmente mal com aquilo que sem perceber seu poder se espalhava em seu quarto, desenhos nos lenções e no chão de madeira...fogo ardendo em tudo, fazendo caminhos perigosos...mas ela não se importava, nem mesmo percebia...
Lá fora ela não pode ouvir o príncipe chutando o ar com força.
— Por que você disse isso seu idiota!!
Ele disse no meio do corredor, se envergonhando quando Caliel passou por ele.
— Meu senhor há algo de errado??
— N-Não...eu...tenho que ir pro meu quarto...
Ele saiu o mais rápido possível, Caliel não entendeu nada mas ouviu um rugir de fogo vindo de um quarto que ela conheci qual era, ela correu e o abriu, gritando logo para o corredor.
— SOCORRO!! ALGUÉM!! POR FAVOR!!
P.O.V Valavë
Eu respirei fundo, acordando em uma sala branca de pedra, haviam 3 portas...cada uma tinha um símbolo, obviamente ela correu a porta que havia Legolas como símbolo, mas ao tocar a maçaneta a voz conhecida de sua mãe lhe disse.
— Você tem certeza de que quer ir para ai?? Muitas complicação iram surgir neste caminho...por mais que seja o certo...temo que você possa se machucar minha pequena...
— Eu preciso saber mãe...
— A curiosidade é para os humanos...não se arrisque tanto...por que talvez...
Eu não há ouvi, não queria acreditar no que dizia, no entanto quando eu abri aquela porta, não apenas havia Legolas mas sim outra garota, na qual o rosto não pude ver, eles se beijavam...eu estava ali também no canto sendo esfaqueada por um homem forte, alto e bárbaro...e ele nem ao menos olhou para mim...
Foi ouvindo os gritos de Caliel que eu acordei em meio as chamas, haviam lágrimas nos meus olhos e eu rapidamente as escondi quando Legolas abriu a porta, eu suspirei...uma raiva imensa soava no meu coração, eu suguei todo o fogo que havia no lugar, sentindo aos poucos a pele queimar, meus braços e pernas queimando...não podia sugar tanto fogo sem me ferir e Legolas correu até mim.
— Val!! Você está bem??
Eu podia ter sorrido, mas os meus sonho me segou e eu apenas o empurrei forte.
— Não preciso de ajuda...obrigado príncipe Legolas...
Ele pareceu tão surpreso, eu suspirei e me virei na cama, sentada de costas para ele...não querendo mais vê-lo, eu não queria ver ninguém na verdade, ouvindo Legolas levantar-se eu o ouvi suavemente dizer.
— Eu vou deixar você sozinha um pouco...mas eu estarei no quarto do lado...
— Legolas...eu não quero falar com você agora...eu estou...cansada...
— Seu humor é bem difícil de decifrar...mas já que você insiste...Caliel...traga Tauriel aqui...
Eu olhei ao lado vendo-o sorrir para Caliel, aquilo fez meu coração mais machucado enquanto eu vi outra pessoa entrando.
— Mas o que houve aqui...
— Gandalf...Valavë incendiou o quarto sem querer...
Foi então que Gandalf entrou no quarto, batendo no ombro de Legolas.
— Acho bom você não estar aqui pelos próximos 10 minutos...eu vou conversar com ela...
Ele entrou enquanto o príncipe e Caliel saíram, eu comecei a imaginar Legolas e Caliel, mês olhos ficaram amarelos e o fogo começou novamente, Gandalf andou até mim e colocou a mão no meu ombro.
— Acho...que você não pode entender ainda o sonho que teve...
— Eu não preciso entender!! Ele irá me trair e eu morrerei...
— O futuro tem muitas rotas Valavë...você pode ver apenas aquelas que terminam em morte...por causa de seu pai...
— Se esse for meu destino...por que viver??
— Por que se deve procurar um destino diferente quando o nosso não nos é benéfico...lute por isso...
— Não consigo...com tanta dor...não posso mais nem vê-lo...
— Então eu a farei...esquecer...
— O que??...
— Esqueça Val...nem um beijo foi compartilhado...nada...apenas vazio...esqueça Val...na hora certa...você lembrará...
A última coisa que vi foi Gandalf segurar minha cabeça com as mãos e uma energia fluir na minha mente...então tudo ficou...negro...
Continua...
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