Valavë The spirit of dragons
36 Problemas de casal.
Notas iniciais
Problemas de casal.
Logo de manhã nos chagamos em Erebor, tínhamos acordado muito cedo e chegamos mais ou menos na “hora do almoço”...pra minha surpresa Aistana foi a primeira pessoa a me dar um abraço grande e caloroso.
— Você veio...
— Eu ainda estou em missão...
— Eu sei...mas esta aqui...
— Eu prometi não foi??
— É...você nunca quebra sua promessa.
— Me desculpe atrapalhar a reunião emocional de vocês mas...Gandalf me disse que devem ser rápidos...- Uma voz grossa veio de trás de mim, mas ao mesmo tempo veio mais de baixo, foi quando eu percebi que o noivo de Aistana estava ali, ele não era feio...talvez eu apenas o achasse bonito por que não fui ensinada que eles eram horríveis como os outros elfos...por isso eu acho que ele não era de todo o ruim...tinha certeza de que Aistana não pensava assim e por um curto período de tempo eu me senti um pouco triste por ela, talvez eles pudessem se amar...se eles dessem uma chance um ao outro.
— Claro...eu preciso saber onde fica a antiga entrada para a sala do tesouro...
— Esta falando a entrada que Smaug arruinou?? sim...ela fica um pouco mais para o leste...mudamos isso após seu pai...se for...
— Eu sinto muito pelo que ele fez com a sua casa...
— Eu sei que sente...a biblioteca estará aberta a vocês...pelo jeito uma forma de magia antiga cela a parte do castelo de que falam...espero poder ajudar com isso...o almoço será servido logo...- Ele fez uma pausa e sorriu para Legolas zombeteiro- E ira ter carne...
Legolas bufou com a piada e eu apenas soltei uma sutil risadinha que fez Legolas me olhar repreendendo-me, eu apenas dei de ombros...sorrindo com a única expressão que nunca usei...malicia, mas agora que eu não era tão inocente...por que não tentar??
— Te recompenso mais tarde príncipe...
— Melhor que esteja preparada...
Quando ele se aproximou, pronto para me beijar...me afastei vingativa sobre mais cedo.
— Então vamos logo se não estaremos atrasados para o casamento duplo.
— Val...você esta morta pra mim...
— Hahaha...
Eu apenas não tinha pensado na possibilidade do tapa bem dado no meu traseiro, quase tão doloroso quanto foi engraçado.
Ai...
— Então vão se casar??...eu uma vez desejei isso mais que tudo...agora...eu entendo que ele nunca foi destinado a mim...
— Eu...devo dizer que não pegou o pior dos anões como noivo.
— Infelizmente...nós ainda não nos damos muito bem...o nome dele é Thorin...por ser dito tão parecido que todos o acham o próprio...reencarnado...se for...é tão grosso e ignorante quanto nas lendas...
— Não diga isso...eu o conheci em uma das minhas visões...ele pode ter o corpo dele...mas não é como o que conheci...
— Mesmo assim é tão estranho quanto parece que meu noivo seja o irmão gêmeo de um ex rei morto.
— Ele não parece tão grosso quanto o Thorin que conheci...por mais que tenha o conhecido por sonhos...
— Claro...ele consegue exercer o limite da grosseria...
— Oh ela esta falando maldades sobre mim?? Ela gosta de fazer isso...
— Não sabe o quanto...
— Vejo que a conhece como eu...tão bela quanto outras elfas...com a língua mais afiada que a de uma serpente...
— Seu baixinho grosso!!
— Sua cobra venenosa.
Ambos se xingavam com tanta paixão que arriscaria dizer que era amor, Legolas segurou meu ombro rindo e Tauriel zombou.
— Esse é nosso acordo de paz com os anões?? Estamos todos perdidos...
Ambos Aistana e o futuro rei dos anões nos olharam com raiva, mais como duas crianças briguentas que diziam “ Ele começou primeiro”, era quase hilario se não estivéssemos com tanta pressa, eu estava sinceramente com fome e vendo isso a elfa morena suspirou e saiu de sua briga infantil com o noivo.
— Vamos acompanhá-los até a mesa...eles tiveram uma viagem longa Agaro.
— Nisso pelo menos concordamos...por aqui...
Eles enfim nos guiaram para os salões de jantar, eram enormes e tinham mesas extensas...diferentes dos elfos que moravam fora do castelo os anões tinham um castelo inteiro como seu lar, por isso vivam em cavernas...por um lado eu poderia dizer que tinha inveja deles, pois sempre estavam juntos e com aqueles que amam...eu nunca tive essa sorte, para mim estar com alguém que eu gosto era quase um luxo, pelo menos era assim que eu via considerando minha crianção...selvagem.
Por outro lado eles podiam ser meio “preocupados demais” uns com os outros...e ter privacidade podia ser algo bem difícil, claro que tinha a parte real do castelo...a parte da caverna que vivia a família real e a parte mais profunda da caverna onde “acabava” o castelo tecnicamente e se erguiam as feras e casas, eu considerava ainda parte do castelo pois mesmo que não fosse tecnicamente...anda estavam dentro da caverna...eu não sei bem explicar eu apenas gostava de achar que todos os anões moravam de certa forma dentro do castelo.
— Mesas tão grandes...
— Deve caber muita comida.
— E muitos pequenos anões famintos e conversadeiros...parece uma visão tão familiar...
— Val...sinto falta da mãe...
— Val...sinto falta do Gollum...
Eu falava comigo mesma em voz alta sem perceber...todos olhavam para mim, eu apenas fiquei ali paralisada e corada, Tauriel sorria pra mim de forma a me dar apoio moral, Aistana me olhava meio assustada enquanto seu marido Agaro sorria para as palavras, Legolas sorria docemente para mim e então se pronuncio por primeiro.
— Você é tão adorável quando faz isso...
— N-Não...sou estranha – Senti meu rosto e orelhas esquentarem e de imediato minhas orelhas caíram, o anão me olhou surpreso.
— Não sabia que os elfos sabiam fazer isso.
— Não sabe...eu...faço isso sem pensar quando me aborreço ou me envergonho...
— Se servir de consolo dragão...é bem adorável pra filha de um dragão enorme e vermelho.
— Obrigado...eu acho...
Aistana olhou seu noivo com desdem.
— É assim que você elogia alguém?? Ainda bem que nunca me elogias-te.
— Não achei que reconheceria um elogio visto que nunca tinha dito um em sua vida...
— Não é verdade!! A franja do cabelo dela...fui eu que cortei...ela adorou, ficou muito bem nela.
— Mas você cortou a for...
— Não precisa me agradecer Val, eu também te adoro.
Agaro apenas revirou os olhos e continuou seguindo para chamar os cozinheiros enquanto sentávamos, eu olhei Aistana e ri.
— Não acha que são um pouco infantis??
— Pode até parecer mas é muito sério!!...ele é grosso...
— Se desse uma chance para que ele fosse gentil talvez ele se mostrasse como tal.
— Humm...o que você sabe sobre amor??
— Pelo jeito bem mais que você...
Aistana me olhou e bufou, se afundando na cadeira.
— Não enche Val...
Um momento de silencio se estendeu sobre nós e Aistana até que Agaro voltasse junto aos chefes, que entregaram a comida em silencio, pareciam tímidos para anões...
— Que ótimo...to morrendo de fome...
Falo Tauriel suspirando ao ver a comida, quase como se estivesse apaixonada pelo que via...ela parecia se dar muito bem junto aos pequenos anões, bem demais até pra uma elfa...eu nunca a perguntei...mas ela sempre demonstrou tanta simpatia sobre os anões, me perguntava internamente se ela já tinha tido amigos anões antes mas não falei nada enquanto comia, infelizmente eu sempre me esquecia que Legolas poderia me ouvir pensando.
— Ela já teve um amado anão...entregou seu coração a ele...mas ele morreu antes que pudessem se casar.
Ele sussurrou muito baixo em meu ouvido, algo me dizia que ainda era recente.
— Em que época foi essa tragedia...
— Na mesma época que seu pai tomou Erebor.
Um dos anões da missão para recuperar Erebor...com certeza não era Thorin ou algum dos anciões, isso me trouxe mais questões.
— O nome dele era Kili...tinha um irmão.
— Fili...sim...conheci eles...
— Conheceu??
— Em um sonho...em uma das minhas meditações, os anões pareceram quando fui sequestrada...
Eu senti algo estranho então, era meu poder se manifestando em mim fortemente, alguém estava no castelo, eu me levantei com força do meu acento.
— O bruxo esta aqui...vasculhem o castelo...
Agaro se levantou logo depois preocupado, dando um sorriso exibido o futuro rei disse:
— Não se preocupe meia dragão...das forças de nossos cavaleiros ele não passará.
Gandalf revirou os olhos.
— Ele muito provavelmente esta disfarçado anão tolo...ele irá tentar invadir a biblioteca para saber a passagem.
Outra batida do meu poder em minha cabeça e eu pude sentir todo aquele poder voltando.
— A menos que a passagem seja na biblioteca...
Continua...
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