Valavë The spirit of dragons
16 Uma reunião de paz
Notas iniciais
Uma reunião de paz.
Meu quarto estava exatamente como eu o deixei -uma completa bagunça como sempre- de qualquer forma eu não achei que fosse arrumá-lo agora, apenas procurei entre todas as compras que nós tínhamos feito algo que eu pudesse apresentar a reis em uma reunião, enquanto fazia isso sorrateiramente a presença de Shantará não se fez presente suficiente para que meus sentidos lhe vissem, eu era levemente menos atenciosa do que um elfo comum.
— Precisa pegar algo que possa lutar...afinal...você vai como a guarda-costas do príncipe...vá com algo elegante...mas com algo por baixo que possa lhe proteger de uma possível batalha.
— Eu duvido muito que vá haver algo do tipo.
— Eu também...mas o rei não acha o mesmo infelizmente...o povo anão guarda ressentimentos grandes do dia em que nosso rei virou as costas para eles...
— Você fala mal demais dele pra alguém que trabalha pra ele- Eu ri levemente.
— Eu trabalho...não significa que concorde com suas atitudes...muitos elfos não concordaram com ele...mas o que podíamos fazer contra um dragão?? Os anões quiseram resistir e muitos deles foram mortos...não poderíamos arriscar o mesmo...além disso...as vezes a melhor coisa a fazer em uma batalha...é fazer coisa nenhuma.
— É algo sábio...embora eu ache que ele deveria pelo menos ter ajudado eles a irem embora daquele lugar em segurança...pelo que contam as histórias...ele foi muito frio ao deixá-los a merce do...bom...do meu pai.
— Sem duvidas...eu já volto...vou pegar algo leve que possa colocar por baixo de um vestido sem parecer uma dama gorda de Gondor...daquelas que são donas de prostíbulos...
Eu ri gostosamente de seu comentário, de fato...já vi uma dessas que ia para Mirkwood em busca de um lugar que não fosse cobiçada e que não tivesse que conseguir dinheiro com seu corpo, uma pena ela ter sido devorada por aranhas antes de chegar lá...ela era muito gordinha pra uma humana e não conseguiu correr rápido suficiente para se livrar das aranhas...eu até tentei protegê-la...mas cheguei tarde demais...meus reflexos lentos lhe custaram a vida...e eu me lembro de ter chorado por semanas pela pobre jovem.
Refletia sobre aquela terrível morte enquanto Shantará ia pegar algo, ela não demorou muito ao voltar e eu suspirei triste sobre as lembranças, então olhei para meu bau – o abrindo logo depois – vislumbrei ali uma pulseira de palha que havia feito em homenagem aquela moça, todos que já vi morrer tinham uma pulseira feita em homenagem a eles – felizmente Aistana não tinha as encontradas – lá jazinha uma pequena pedra preciosa que havia em seu vestido, eu a coloquei ali em sua memória, eu seguei a pulseira delicadamente em minhas mãos e sorri, depositando um beijinho na pedra.
— Que os deuses estejam ao seu lado...dama bonita.
Eu não sabia seu nome...por isso a chamava de dama bonita – meio bobo eu sei – foi então que Shantará chegou e me viu com a pulseira.
— Ela é bonita...foi você que fez??
— Eu fiz...pra uma garota que conheci...ela morreu e eu...fiz isso em sua homenagem...
A meio elfa sorriu suavemente, colocando uma de suas mãos em seu peito.
— Isso é adorável da sua parte...me pergunto sempre que olho pra você...como um ser tão adorável pode ter sido gerado de algo tão abominável como um dragão??
— Eu...confesso também não saber.
Eu peguei o que ela trouxe, era um corselete feito de couro...Oh não...cordas...minhas velhas inimigas, visto minha cara de preocupação a meia elfa riu.
— Calma...vem cá...o corselete não morde...eu juro.
— Eu odeio coisas me apertando.
— Eu sinto muito mas você vai ter que usar.
Eu suspirei derrotada e andei até ela – E depois do que pareceu uma sessão de tortura maior ainda do que as depilações de Caliel – Nos acabamos e eu estava com um corselete de couro colado, no começo eu não conseguia nem mesmo respirar...com o tempo...eu quase poderia dizer que acostumei – O que não significa que eu conseguia respirar bem – Eu estava preste a sair daquela área do castelo quando Tauriel me abordou e afrouxou um pouco as cordas do corselete, me ajudando a respirar e melhorando meu dia inexplicavelmente.
— Pronto...agora está melhor não??
— Muito...obrigado...
— Melhor correr...a reunião começa em 5min...
— Mas já!!
Eu comecei a correr tão rápido quanto eu pude, ouvido algo distorcido que Tauriel falou que me soava como um “boa sorte”, eu fui tão rápido que todo o meu ar sumiu quando eu parei, quase caindo se não fosse por dois braços que julguei serem de Legolas me segurando – Sabe...eu odiei o fato de estar totalmente errada-.
— Senhorita...acho que se apressou para a reunião – Disse o rei, majestoso como sempre em sua túnica prateada, olhando pra mim como se eu fosse uma condenada e fosse digna de pena.
— Ah...me desculpe...Tauriel me disse que começaria em 5 min...
— Ela disse isso pra você?? Ela disse isso pra mim!!- Disse o loiro que recém-havia chegado no recinto, vendo o rei me ajudando a ficar de pé com uma cara de “ o que eu fiz pra merecer isso”, mas acho que essa é a cara natural dele – Visto o tanto de vezes que o vi fazendo essa mesma cara – Legolas apenas corou e coçou os fios loiros quase prateados, o rei suspirou e disse com um meio sorriso.
— Visto que Tauriel cuidou pra que estivessem aqui...não farei de seus esforços algo inútil – Disse se retirando sem mais nem menos.
Legolas estava corado e acho que ele simplesmente se esqueceu de que eu podia ler seus pensamentos.
— “ Droga Tauriel por que fez isso??”.
— Eu concordo.
Ele percebeu e corou.
— A-Ah...sinto muito...- Eu disse sem jeito.
— Tudo bem...descuido meu.
— Você não precisa ficar tentando não pensar o tempo todo...não é como se algo que você fosse pensar iria me deixar triste com você...
— N-Não é nisso que eu estou pensando quando faço isso...
— Então é no que?? Príncipe...- Uma voz conhecida disse...infelizmente...bem conhecida.
— Aistana...o que você faz aqui??
— Soube que a aberração iria pra uma reunião...não entendo...por que perde tempo com uma selvagem príncipe??...os humanos mexeram mesmo com você.
— Os humanos me fizeram enxergar...que todas as criaturas tem sua beleza...
— Mesmo aquelas estranhas e monstruosas como ela?? Ha!! Sabia que ela dorme com um travesseiro de penas de pato que ela mesma caçou??
Aistana pareceu ver que isso não estava dando nem um efeito.
— S-Sabia que ela faz vestidos pra...animais...
Eu pensei na grande mentira que era e me chateei, cruzando os braços e soltando um baixo.
— Pelo menos eu não rasgo tudo o que é dos outros por pura inveja pelos amigos da outra pessoa e por você não ter amigos.
— O QUE VOCÊ DISSE SUA...
Antes que ela falasse algo Legolas falou algo que me impressionou muito.
— VALAVË!! Essa...senhorita...esta me incomodando...pode por ela para fora da minha visão por gentileza.
— Será um prazer majestade – Nós sorrimos cumplicies.
Eu peguei o braço de Aistana forte e a puxei com força para a porta do palácio, todas as servas olhavam e reprimiam um riso, ela gritava xingamentos contra mim mas meu rosto mantinha-se intacto e frio, eu a joguei contra a grama e simplesmente disse.
— Aistana...você não pode mais ver o príncipe ou será expulsa...entendido??
— ISSO É UM ABSURDO!! SUA FILHA DE UM ORC FEDORENTO EU VOU FAZER DA SUA VIDA UM INFERNO!!
As coisas podiam ficar ainda melhores pois o rei entrou no jardim.
— Mas que gritaria é esta?? — Disse com uma voz calma como sempre...mas carregada de raiva.
— Essa maluca selvagem me pôs pra fora só porque não gosta de mim!!
— Aistana estava me incomodando...pedi a Valavë que a tirasse de minha visão.
Legolas chegou perto de mim, o rei suspirou cansado.
— Eu vejo o por quê...mas se você quer realmente se livrar de alguém...lhe tome isso como uma lição.
Ele caminhou até Aistana, que esteja ajoelhada no chão ofegante e descabelada.
— Aistana...você esta...dispensada de seus serviços como serva...pegue suas coisas e vá para a cidade...não quero vê-la mais na minha frente entendido??...lhe dou uma noite para sair daqui e se ouvir falar do meu filho ou de sua guarda-costas mais reclamações sobre seu comportamento abusivo e insustentável neste castelo você será punida como uma cidadã comum e por isso irá ser banida de toda e qualquer tipo de contato com este castelo e com meu filho...
Ela pela primeira vez...não esperneou.
— Entendido...
— O que está esperando...saia logo da minha frente... — Ela saiu correndo e ele se pôs reto novamente – E quanto a você...bom trabalho em tirá-la...mas quero que da próxima vez certifique-se de que a pessoa não gritará...isso é irritante.
— Sim meu rei.
Ele apenas suspirou aliado que tudo havia acabado e entrou no castelo novamente, Legolas parecia em total surpresa e eu ainda mais, só que eu não deixei que isso se estampasse na minha cara, eu apenas me virei e sorri como quem diz “vamos??” Legolas me seguiu ainda em transe pelo ocorrido, quando chegamos ao corredor nos olhamos e permitimos expressar melhor o que sentimos.
— Ele fez mesmo isso.
— Ele fez sim!!
— Meus deuses!! O que foi isso!!
Nós dois rimos do ocorrido, aquilo parecia terrível...mas era Aistana a quem estávamos a falar, ela era uma peste onde quer que fosse!! Ela era cruel com as outras sem nem um mínimo motivo para isso...eu me sentia um pouco mal em admitir que ela mereceu isso de fato.
— Meu pai já estava de olho nela a um tempo, desde que ela humilhou Caliel em um dos nossos bailes de inverno na frente de seu amado...você sabe quem...bom...ela contou a ele o quão ela era inútil e que ela era apenas uma serva que nunca chegaria aos pés dele, ele não queria deixar que aquilo afetasse Caliel...mas naquela época Elrond era severo com os parceiros dos filhos...apenas depois de muitos anos é que ele cedeu...agora seus filhos são livres para amar quem eles querem.
— Elrond...foi por causa dele que minha mãe morreu...eu não sei bem a história, ela quis me esconder de tudo e todos e foi morta.
Legolas arregalou seus olhos.
— Elrond não faria algo assim...você viu os guardas...mas...talvez não fossem guardas do castelo.
— O que você quer dizer com isso??
— O homem que estamos tentando saber o paradeiro, o caçador de dragões...não é algo ressente esta caçada...Valavë ele sabia que você estava viva...ele sabia que os dragões tinham deixado um último filho na terra...algo que era um dragão mas não era um elfo...ele esta caçando você a anos...Gendalf afirma que por quase séculos!! Acho...que quem matou sua mãe...não foi Elrond...
Uma lágrima solitária caiu do meu rosto, haviam acontecido coisas tão ruins comigo ultimamente, pessoas morrendo a floresta adoecendo...eu não queria ter que pensar em mais mortes por esta semana então...apenas suspirei – Limpando a lágrima em meus olhos – E sorri para Legolas.
— Acho que não quero falar disso agora...você deve entender...
— Bom...eu sei como é...
Ficamos um tempo em um profundo silencio, quase um luto pela minha mãe e pela dele, eu tinha que fazer isso ir embora...odiava ver Legolas triste...era uma das piores sensações pra mim.
— Então...e os filhos de Thranduil?? Eles podem se apaixonar por quem quiserem??
— Bom...visto que nunca me apaixonei...e que não tenho irmãos que me deem o exemplo...eu não sei...mas...visto que meu pai sempre foi o mais doce possível com a única família que ele tem...eu duvido muito que ele proibiria de qualquer tipo de amor...claro...tem a exceção dos anões...mas é porque ele tem uma rixa com eles...
— Uma rixa prestes a ser quebrada se essa reunião for bem-sucedida...embora a paz entre dois mundos tão diferentes seja algo...complicado...acho que falarão sobre negócios e outras coisas a parte...talvez...como é mesmo que chamam?? Um casamento arranjado entre dois membros de nossos povos.
— Bom...é...eu estarei ali mais para me certificar de que meu pai não fará uma guerra do que negociar junto a eles...
— Eu imagino...eu só ficarei ali por conta de “guardar suas costas” como diz a minha profissão...
— Eu nunca tive uma guarda-costas particular...quer dizer...já tive mas eu era tão pequeno que mal me lembro disso...eu tinha uma baba quando minha mãe não podia mas ela era a elfa mais doce que conheci...
— Imagino que tipo de baba era...daquelas fofas e maternais, eu fui criada pela minha e quando ela não podia me dava aos vizinhos, mas só em casos extremos...ela tinha medo que eu colocasse fogo em alguma coisa...sabe...ela tinha razão em temer.
— Você não é toda essa destruição que pensa sabia??...
— Eu já feri pessoas com meu poder...o fogo é algo muito difícil de controlar...principalmente quando se tem emoções fortes...quase queimei a floresta uma vez...por isso treinei meus sentimentos para que morte não me assustasse...quando você é como eu e se assusta...pode ser perigoso.
— Bom...isso fez você forte contra tempos difíceis não é?? então por que não dá uma chance ao dom que tem e tenta conviver com ele em vez de tentar deixá-lo sempre dentro de você...isso deve fazer mal...
— As vezes doí quando tento me controlar mas...melhor doer em mim do que nos outros...
— Viu!! Eu vou ajudar você a controlar isso...mesmo que você não queira.
— Está começando a ficar teimoso como eu Leg...
— Eu aprendi com os melhores...os dragões e os anões.
Eu ri de seu comentário, pensando no quão bobo ele era quando queria fazer alguém rir, ele sorriu ao escutar meu pensamento.
— Eu não sou bobo...sou apenas um bom brincalhão.
— Em compensação é péssimo combatente.
— Eu já disse que você me pegou desprevenido!!
Ele bufou fingindo irritar-se e eu apenas ri de sua cara, ele suspirou ao final e eu o ouvi pensar.
— “Tão linda quando ri”.
Isso me fez corar um pouco e ele percebeu, corando também mas pelo jeito tomou o pensamento como uma vantagem, sorrindo com ar de algo que eu não sabia descrever?? Talvez...algo como um flerte?? Ele se aproximou e pós um braço ao redor dos meus ombros.
— Sabe...você não é linda apenas quando esta rindo...
— C-Como você pode ter certeza??
— Eu presto...muita...atenção em você...
Eu corei cada vez mais enquanto ele baforejada no meu ouvido, sua voz tomou um tipo de tom diferente que eu nunca tinha visto antes e ele falava muito perto do meu ouvido, o que me arrepiava...aquele calor estranho de novo se instalando entre minhas penas, quase tomando um susto quando eu vi que os outros chegaram.
— Hey...vamos começar a reunião ou vocês vão pro quarto??
Riu Aragorn, tendo uma cotovelada bem-dada de Arwen que o fez choramingar...infelizmente ela não podia dar isso no anão que aproveitou a deixa.
— Vê se não fazem dragõezinhos pra incomodar o rei...
Eu corei ainda mais e Leg também, ele apenas se afastou e virou o rosto emburrado, eu ri sem jeito e cocei a cabeça por motivo algum, ouvindo a risada alta do anão...que apesar de ser boa de ouvir não tinha graça acompanhada daquela especifica piada.
— Vejo que se interagem muito bem...
O rei voltou, observando como eramos bons amigos juntos, algo que eu acho que Thranduil nunca pensou em acontecer, elfos, humanos e anões rindo juntos sobre piadas idiotas, parecia uma visão tão melhor do que a atual...
— Majestade...
Eu o reverenciei junto a Gimli e Aragorn, Arwen não precisou pelo jeito, um aceno de cabeça foi suficiente e Leg não fez nada, todos nós entramos na grande sala de reuniões, quanto Leg se sentava eu apenas fiquei parada atrás de sua cadeira...esperando qualquer movimentação suspeita mesmo que soubesse que entre amigos ninguém machucaria Legolas, o rei sentou-se ao lado do filho de forma elegante enquanto os outros sentaram mais para a ponta da mesa.
— Então começaremos essa reunião...
Quebrando o tempo eu posso apenas dizer que essa foi uma reunião BEM chata, eles falaram sobre terras, sobre tesouros e sobre o casamento arranjado...segundo o rei uma nobre elfica iria casar-se com um nobre anão...o que parecia ser muito legal embora ambos fossem obrigados a isso...foi a única objeção daquela reunião, mesmo assim...eu não poderia dizer nada e Legolas não conseguiu convencer seu pai do contrário...o casamento aconteceria na primavera...visto que estávamos entrando no inverno não tardaria muito ao chegar o casamento, uma estação e os povos elfos e anões estariam em paz...Aragorn faria uma grande festa para isso...convidando pessoas de ambos os reinos para tal festa e tinha convidado a todos no salão...incluindo eu e até mesmo Tauriel e Caliel, já que ele sabia que eram minhas melhores amigas...a raiva pouco falou...apenas disse que a festa ocorreria 2 dias depois do casamento e que o castelo estaria aberto a ambos os povos e que os Hobbits seriam convidados também, visto criaturas tão fofinhas eu não tive duvidas quanto a seu convite...eles eram realmente adoráveis...
Senti Legolas me olhar com um beicinho quando pensei nisso e quando saímos da sala ele logo me abraçou pela cintura, dizendo.
— Fofinhos hein?? Vai me trocar por um pequenino??
— Oh Leg...claro que não...eles são amáveis...mas tem suas vidas no Condado e nem eu nem ninguém pode tirá-los de lá...é a casa deles...
— Você não tem casa...sua casa era a floresta...isso me faz um sequestrador??
Eu ri alto.
— Claro que não...você me deu um lar e algo pra fazer...acho que você está mais pra salvador do que sequestrador.
— Isso é um alívio...
— Hey pombinhos...vocês vão ficar ai ou vão vir com a gente...vamos a cidade beber um pouco e quem sabe iremos ver a feira noturna no lado norte...
Eu e Leg nos olhamos e suspiramos cansados, eu olhei para eles.
— Desculpe...eu preciso ler algo...
Leg apenas segurou meu ombro sorrindo e buscando uma desculpa.
— Eu preciso procurar algo na biblioteca...
Gimli revirou os olhos.
— Como queiram “vossos sábios” fiquem e tenham o conhecimento que quiserem...eu e Aragorn obteremos o conhecimento do álcool...
Riu forte então saia junto com Aragorn, eu ri levemente com isso, virando para Leg e suspirando.
— Vamos começar o estudo??
— Vamos...
Continua...
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