Vai ser assim pra sempre? - Dramione
2 6° ano de Hogwarts (1)
Notas iniciais
POV NARRADOR
A neve do inverno deixava toda Hogwarts branca e intensamente gelada. Os alunos se reuniam em volta das lareiras de suas Salas Comunais, jogando xadrez bruxo, conversando e até lendo. Os últimos dois dias tinham sido os mais frios do ano, como previsto, e os alunos sem exceção, não saíam da lareira por nada, além de comer e dormir.
Harry e Rony nem tinham dado a falta de Hermione na aconchegante Sala Comunal da Grifinória. A garota estava andando rapidamente pelos corredores a fim de chegar na tão conhecida por ela, Sala Precisa. A porta se abriu e revelou um quarto. Ela entrou e rapidamente fechou a porta. Se deparou com um loiro andando de um lado pro outro visivelmente perturbado.
— Está atrasada. – Sem parar de andar.
— Eu sei. Não me importo. – Ela sentou na cama.
— Não se importa? – Ele a olhou descrente. – Eu me importo, Granger!
— Foram 4 minutos, Malfoy! Quer parar de andar assim? – Exasperada, ela se mexeu na cama.
— Não dá! Eu vou ficar maluco Granger!
— O QUE FOI? Para de andar e fala comigo! Estou aqui não estou?
— Você não vai deixar! Granger eu estou com a corda no pescoço. Eu vou ter que cumprir minha missão.
— Você não precisa! Já falamos sobre isso. Não tem a marca!
— Por pouco tempo. Lucius quer que eu volte para o Natal. Acha que isso significa o que?!
— Eu nem sei o que você tem que fazer! VOCÊ NUNCA ME CONTA!
— Talvez porque eu não queira te envolver nisso!
— Desde quando se importa? – Ele parou abruptamente e andou na direção dela. Pegou-a pela cintura.
— Desde o momento em que seu sexo é bom.
— Isso não é brincadeira, Malfoy. – Ele afrouxou o aperto e sentou na cama.
— Vai acabar tudo, Granger. Uma guerra se aproxima, e vamos estar de lados opostos. Você vai tentar me matar, e eu vou ter que revidar.
— Não vou tentar te matar.
— Aé? Desde quando se importa comigo?
— Desde o momento em que seu sexo é bom.
— Achei que me odiasse.
— Ainda odeio. – Ela riu de canto e cruzou os braços. – Me conta.
— Estou tendo que consertar uma coisa.
— E o que seria?
— Um armário.
— E por que diabos, Voldemort quer que você conserte um armário?
— É sumidouro. Granger, eu não devia estar te contando isso.
— VOCÊ FICOU LOUCO? VÃO ENTRAR COMENSAIS DA MORTE AQUI! – Por um impulso ela andou até ele e levantou as mangas de sua camisa, verificando a existência da marca. Nada, como ele mesmo tinha dito. – VÃO MATAR TODO MUNDO! VOCÊ ESTÁ ME USANDO!
— Não estou te usando! – Ele andou em direção a ela.
— SAI DAQUI, MALFOY! CERTEZA QUE DEVE ESTAR CONTANDO TUDO QUE EU TE FALO! COMO PUDE CONFIAR EM VOCÊ? MEU MERLIN, O QUE DEU EM MIM? – Ela começou a andar em direção a porta. Ele segurou o braço dela. – VOCÊ É UM DESGRAÇADO! ME SOLTA!
— GRANGER, PARA! – Ele a olhou vermelho de bravo. – ACHA QUE NÃO SEI DISSO?! – Ela parou e olhou nos olhos dele. Escuros. Um cinza muito escuro tomava conta da tempestade particular dela.
— CARAMBA, GRANGER. A GENTE SE VÊ HÁ QUASE DOIS ANOS. POR MAIS QUE SEJAMOS DE CASAS RIVAIS EU TE RESPEITO PARA CARAMBA. NUNCA FALARIA ALGO PRA ELE SOBRE O QUE CONVERSAMOS! PORRA GRANGER! EU NEM QUERO FAZER PARTE DESSA GUERRA. NÃO QUERO SER UM COMENSAL DA MORTE. NÃO QUERO MATAR PESSOAS.
— Então por que faz o que ele pede?
— Eu tenho mãe, e não posso deixa-la lá, sozinha, com aquele traste.
— Podemos dar um jeito. Podemos escondê-la.
— Acha que fariam algo por mim? Meu pai é um Comensal, morena. Não fariam nada por mim.
— Eu faria.
— Você faz sexo comigo.
— E daí?
— E daí que sei lá Granger, é só sexo né, não espero que você salve minha vida.
— Eu posso tentar.
— Não vou te envolver nisso, morena. – Ele segurou-a pela cintura e olhou fundo naqueles olhos cor de avelã, que mesmo sem falar para ela, ele adorava, pelo simples fato de lhe passar tranquilidade. – Primeiro que você não deveria saber, segundo que não quero que você seja um alvo também e terceiro, não acho que seus amiguinhos vão gostar.
Hermione colocou suas mãos em volta do pescoço de Draco e se aproximou, selando seus lábios. Eles já quase não pediam passagem com a língua, mas dessa vez ela foi com calma e pediu. Ele cedeu e o beijo foi calmo, sem pressa, tranquilo. Poucas as vezes tinham contatos assim, normalmente é mais feroz, com rapidez e a necessidade de sentir prazer logo e voltarem para a vida monótona deles.
Hermione conduziu-o pela mão até a cama que tinha ali e puxou-o para deitar, deitando por cima e voltando a beijá-lo. Dessa vez com um pouco mais de sensualidade. Malfoy foi descendo as mãos pelas costas de Hermione até chegar na bunda, onde ele apertou tirando um gemido de aprovação da boca da morena por entre o beijo. Ela arranhava a nuca do loiro de leve e sua língua acariciava a boca dele com maestria.
O ar os faltou e ela desceu os beijos para o pescoço dele, mordendo e dando leves chupões. Ele apertava o corpo dela toda vez que sentia prazer, e suas mãos percorriam-na por inteiro. Ele já conhecia aquele corpo melhor que ninguém, e adorava isso.
Ela se afastou um pouco para poder desabotoar a camisa dele, enquanto ele a observava, com tamanha rapidez ela abriu e revelou o peitoral branco e definido devido há anos de Quadribol. Ela arfou, como fazia todas as vezes. Ele riu, ela não se acostumava com isso. Em um segundo Malfoy inverteu as posições e ficou por cima dela.
Ajoelhou com cada perna ao lado das coxas de Granger e a observou por um segundo antes de se concentrar em tirar a camisa dela. Foi mexendo calmamente e desabotoando, enquanto ela prendia os olhos cor de avelã nos olhos acinzentados dele.
Com um braço ele levantou a cintura de Hermione e com a outra mão puxou a camisa deixando-a com um sutiã preto rendado que o estava deixando louco. Ele lambeu os lábios e voou para a boca dela, apertando o seio direito, fazendo com que ela gemesse em seus lábios. Sua outra mão foi para nuca dela, e as dela para a sua, puxando-o e trazendo-o mais para si, evitando que tivesse um mísero espaço entre eles.
Ele desceu os beijos pelo pescoço e foi para o colo, beijou a parte desnuda nos seios e desceu para a barriga, onde deixou leves mordidas até chegar ao cós da saia da morena. Em um movimento ele retirou a saia, a meia calça e a calcinha da menina, revelando aquela intimidade tão conhecida por ele. Ele olhou nos olhos dela que sorriu e então ele se abaixou provando o gosto dela.
Granger agarrava os lençóis e se contorcia, já quase chegando ao ápice, e Malfoy sabia disso. Deu uma risada e se afastou dela, voltando e dando um beijo na boca da menina. Ela o puxou cheia de vontade e quando o ar os faltou ela foi para o pescoço do loiro, distribuindo beijos e mordidas até a orelha onde sussurrou com uma voz extremamente sexy:
— Preciso de você agora, loiro... – E mordeu o lóbulo da orelha dele, deixando-o extasiado.
Ele sorriu e retirou sua calça e sua cueca em um instante e tomou Hermione nos braços, abraçando-a enquanto a penetrava com força e rapidez. Os dois gemeram e começaram um vai e vem ritmado e com gemidos ao mesmo tempo, ditando uma música para seus ouvidos.
Era sempre assim, com o tempo eles aprenderam a mexerem-se juntos, sempre ao ritmo um do outro. Há dois anos se encontravam praticamente duas vezes na semana, esse era o maior segredo deles, e para ambos era o melhor momento da semana, mesmo que não falassem isso em voz alta.
Os dois chegaram ao ápice juntos, gemendo um o nome do outro e caindo lado a lado no colchão. Malfoy não costumava dormir com as meninas com quem transava. Sempre as mandava embora quando acabavam, mas com Hermione era diferente, nem ele sabia explicar porque, nem ela. Haviam se acostumado a dormirem abraçados, de conchinha. E foi isso que ele fez, virou de lado puxando-a para perto e sussurrando um “Boa noite, morena” em sua orelha.
Ela sorria todas as vezes e punha sua mão por cima da dele, puxando o lençol para cobri-los. Então fechava os olhos e sempre se perguntava a mesma coisa “Será que vale a pena eu me entregar ao loiro toda semana e fingir que não o conheço depois? ” E a resposta sempre acabava sendo “Sim. ” Porque ela sabia o quanto ela gostava, não só do sexo, mas da companhia, das conversas jogadas fora, das provocações e do lado sensual que só ele provocava nela.
— Boa noite, loiro. – Ela suspirou fechando os olhos. – Obrigada por mais um dia de muito prazer. – Ela achou que ele já estivesse dormindo, mas ele a ouviu. Pensou e por fim falou baixinho.
— Eu que agradeço, amor, você deixa minha vida bem melhor. – Logo que as palavras saíram pela sua boca, ele desejou não as ter falado. Nunca a tinha chamado assim, e eles tinham sido bem claros em não se apegar. Não que ele estivesse apegado, ele repetia para si mesmo que não estava, mas uma parte de si queria chama-la assim, porque ela ocupava uma parte dele que nunca tinham conseguido alcançar. Ela estava dormindo com ele, em uma cama, quando nenhuma outra tinha conseguido isso.
***
No dia seguinte...
Hermione andava a passos rápidos a caminho da aula de História da Magia. Ela estava atrasada, e odiava se atrasar. Parou em frente a porta e se recompôs. Bateu uma vez e abriu.
Todos olharam para trás. Ela corou e torceu para que sua voz saísse firme.
— Desculpa pelo atraso Profº, eu estava com a Profª McGonagall. – Todos a olhavam e cochichavam coisas como “A Granger atrasada? ”, “Como assim a Sabe-Tudo atrasou? “
— Claro Srta. Granger, Minerva me avisou que queria falar com a senhorita. Pode se sentar com o Sr. Malfoy e todos vocês, continuem a tarefa. – O professor falou e rapidamente voltou seu olhar para algo em sua mesa.
Hermione viu Harry e Rony sentados lá na frente e se encaminhou para onde Malfoy estava, a última cadeira. Revirou os olhos, certamente que seus amigos a bombardeariam de perguntas depois.
— A aula é de leitura, morena. – Draco sussurrou bem baixo, para que ninguém ouvisse. Ela agradeceu gesticulando com a boca e pegou seu livro, abrindo na página para começar a leitura.
Hermione estava completamente concentrada em seu capítulo e já quase acabava, mesmo ainda faltando meia hora de aula, quando sentiu algo em sua perna. Quase deu um pulo, e quando olhou para baixo uma das mãos de Malfoy estava ali, acariciando sua coxa. Ele gesticulou para que ela fizesse silencio com a outra mão e estendeu um bilhete para ela.
“Preciso do contato da sua pele na minha.
Estou muito irritado.
D.M.”
Ela leu e olhou-o. Pegou sua pena e rabiscou em um pedaço de pergaminho.
“O que aconteceu de manhã?
Estávamos juntos até agora a pouco...
H.G.”
Ele rapidamente se mexeu e escreveu.
“Recebi uma carta do Lucius.
Ele está me mandando voltar para casa.
Ele quer que eu faça a marca, Granger.
E agora? O que eu faço?
D.M.
PS: Só você consegue me acalmar. ”
“Acho melhor conversarmos sobre isso depois da aula, na hora do almoço, pode ser?
H.G.
PS: Eu sei, você me ama. “
E por um momento passou um arrepio gelado pela espinha de Malfoy. Por dois motivos, e não sabia qual era o pior. Primeiro, ele estar completamente sem saída sobre a Missão que o Lord das Trevas o tinha dado, e segundo, Hermione ter ouvido ele chamá-la de “amor”.
“Claro, no lugar de sempre.
D.M.
PS: Não se iluda, morena, eu ainda te odeio. ”
Ela revirou os olhos e voltou a leitura. O bom era que eles estavam na última mesa, então ninguém via o que aqueles aparentes inimigos estavam fazendo. Hermione silenciosamente aproximou seu banco do de Draco e ele se acalmou ali, em contato com a garota.
***
A porta se abriu e um Draco Malfoy suando frio entrou pela porta. Hermione já estava lá. O loiro olhou ao redor e não reconheceu o local. Tinha as paredes num tom creme, um armário, duas estantes até o teto abarrotadas de livros, uma escrivaninha e uma cama de casal com edredom e almofadas vermelho e dourado. Revirou os olhos, devia ser o quarto da menina.
— Seu quarto? – Ela assentiu com a cabeça e fez sinal para que ele se aproximasse da cama. – Por que me trouxe aqui?
— Porque quando eu estou mal e preciso me acalmar, eu gosto de vir para o meu quarto pensar. – Ele sentou de frente para ela e ficou só observando, sem nada falar.
— Você traz qualquer um para seu quarto?
— Tá achando que sou o que? Óbvio que não, né Malfoy! – Ele soltou uma risada. – Vai, desembucha... O que tanto quer me falar?
— É isso, fim da linha. Vou ter que voltar pra casa, vou ter que fazer a marca, vou ter que ir para o lado negro. NÃO POSSO DEIXAR MINHA MÃE ALI! PARA MORRER!
— Não vou deixar que você faça isso com você mesmo.
— Eu não tenho escolha Granger!
— Pelo menos peça para seu pai que espere mais um pouco para fazer a marca.... Dá a desculpa de que podem reparar. – Ela se aproximou dele e tocou-lhe o rosto. – Vamos te ajudar.
— Não dá, morena. Não posso meter você nisso. Já tem que se preocupar com o Cabeça de Fósforo e o Testa-Rachada.
Os olhos de Draco estavam vermelhos de tanto segurar o choro. Ele tremia e suas mãos estavam geladas de suor. Hermione puxou-o para um abraço e sentiu ele desabar em seu ombro. Seu rosto ficou escondido por entre os cachos da menina e só se escutava os soluços, cada vez mais altos de Malfoy.
Era a primeira vez que Granger o via chorar, e ele sabia disso. Não gostava de chorar na frente dos outros. Ela acarinhava os fios loiros e nada falava. Deixou o menino chorar tudo o que ele precisasse até se acalmar, sabia que ele precisava disso.
Desejou mentalmente que tanto o pergaminho com seus horários de aula quanto os dele aparecessem a sua frente, na altura de seus olhos, para que ela pudesse olhá-los. Ela tinha Feitiços com a Lufa-Lufa e ele Transfiguração com a Corvinal.
Desejou também uma mesa com almoço para os dois, e surgiu uma mesa posta para dois e ela agradeceu mentalmente. Se afastou miseramente de Draco e olhou em seus olhos. Nunca o vira assim antes, tão acabado. Ele balbuciou qualquer coisa e ela o puxou, levantando-se e indo até a mesa.
Sentaram-se e a refeição começou no maior silencio. Até ele cortar.
— Vai se atrasar para a aula.
— Tenho Feitiços e você Transfiguração, podemos faltar.
— Você? Vai faltar? Por minha causa? Tá com febre, Granger?
— Olha o seu estado, não vou te deixar aqui sozinho.
— Eu estou ótimo! Pode ir, já está tarde! Vai!
— Eu não vou! Não sou louca de deixar você aqui!
— Eu tenho coisas para fazer!
— Me conta a droga dessa missão logo!
— Vou me arrepender e você vai me matar.
— Draco, eu sei que está sob ameaça, não vou fazer nada, inclusive não vou contar para a Ordem, por mais que eu acho que deva.
— Vodemort quer matar o Dumbledore.
— ELE O QUE??
— Sim, Hermione, exatamente isso que você ouviu.
— Só pode estar brincando com a minha cara. É O DUMBLEDORE! SEM ELE A GENTE NÃO TEM NADA!
— GRANGER! Presta atenção! Eu também não queria que isso acontecesse, também não queria fazer parte dessa guerra e principalmente parte do lado em que eu estou. MAS, é o pescoço da minha mãe que está em jogo, então, eu espero que você compreenda porque ainda estou fazendo isso.
Ela começou a andar em círculos pensando e pensando.
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