Vai ser assim pra sempre? - Dramione
5 5º ano de Hogwarts
Notas iniciais
POV HERMIONE GRANGER
Passavam das 11:00 da noite de uma quinta feira e eu estava andando pelos corredores de Hogwarts. Fazer a ronda sozinha não era a melhor coisa do mundo, mas tudo bem, eu tinha que cumprir com minha obrigação. Graças a Merlin que eu estava conseguindo fazer rápido e todos estavam colaborando, não pegando ninguém fora da cama.
Me precipitei em dizer isso, pois passando perto de um armário de vassouras eu consegui escutar algo que me parecia um gemido. Eu achava muito desagradável pegar casais nas rondas noturnas. Me posicionei ereta atrás da porta e a abri. Acendi a minha varinha e falei:
— 20 Pontos a menos para cada um, já para seus dormitórios. – Como sempre falava quando algo acontecia, mas só então que vi quem era e como estavam. Draco Malfoy estava sem camisa se atracando com uma lufana, do segundo ano. Ou seja, ela tinha 12 anos. A camisa da garota estava aberta e mostrava o pouco desenvolvimento dela, não que eu tivesse muito mais, mas ela era muito nova. Abri e fechei minha boca algumas vezes, até que consegui falar. – Se vistam logo e voltem para suas casas.
Malfoy se separou da garota e me olhou levantando uma sobrancelha. Foi fechando os botões de sua camisa parado de frente para mim me desafiando. A garota se trocou rápido e parou ao lado dele.
— Não vou falar de novo, volte para a Lufa-Lufa agora! Ou eu tiro mais pontos! – Olhei para ela que estremeceu e saiu correndo dali.
— O que deu em você, Granger? – Ele falou se apoiando no batente da porta de modo displicente.
— Eu que pergunto, essa menina está no 2º ano Malfoy! Como teve a coragem?
— Você fez um acordo comigo! De que não me tiraria pontos e fingiria que não me viu! – Ele aumentou um pouco o tom de voz, começando a se irritar. Eu bufei alto e saí andando deixando-o ali plantado. – EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ!
Eu o ignorei e continuei andando. Era só o que me faltava, ainda ter que ouvir esse moleque falando que eu não tinha que ter interrompido. Eu nem vi para onde eu estava andando, só fui me tocar que estava chegando perto da Sala Precisa quando ele puxou meu braço.
— Eu estou falando com você, Sabe-Tudo. – Ele falou irritado. – Por que fez isso?
Eu virei para ele e nesse momento a porta apareceu e acabamos por entrar.
— O acordo era que eu ignoraria e te encobertaria se você estivesse saindo da Sala Precisa com alguém, o que não foi o caso. Você estava num armário com uma menina DE 12 ANOS!
— Tá com ciúmes, morena?
— Cala a boca, Malfoy! Acha que me importo com você?!
— Acho não, eu tenho certeza que sim!
— Me diga um motivo para pensar isso.
— Você me encontrou ontem, e me encontra duas vezes por semana, TODA semana.
— Isso se chama sexo sem compromisso, por favor, se toca.
— Você não se importa de ser usada?
— Também estou te usando. – Sorri para ele, piscando. – Já me importei, mas você não quer saber. – Revirei os olhos me direcionando para a porta. – E Malfoy, por favor, se quer ficar se atracando, venha até essa Sala, não vou te aliviar se for em outro lugar e POR MERLIN, que não seja com as mais novas. – Eu já estava quase na porta quando ele pegou meu braço.
— Acha que vai sair assim fácil, Granger? – Ele falou com sua voz fria e sinistra. Eu o olhei e ele se aproximou. – Você não me deixou terminar lá no armário, ainda estou assim, querida. – Ele pegou minha mão e levou até seu membro. Dava para sentir que ele estava meio duro por cima da calça, mas não tanto como já tinha ficado comigo.
— Que nojo, você consegue se excitar por uma criança? – Ele me puxou e me fez sentar na cama que havia ali, ficando de pé na minha frente.
— Granger, eu vou falar só uma vez, e espero que não voltemos mais a esse assunto. Ela está sim no segundo ano e já fez mais sexo que você. – Eu o olhei chocada. – Ela está na Lufa-Lufa e tem cara de sonsa, mas muitos sonserinos falam que ela é ótima na cama. É a primeira vez que fico com ela e ela implorou muito.
— Você gosta que as pessoas implorem né, você é um metido. – Falei interrompendo-o.
— Mas você não implora. – Eu sorri de canto, exatamente como ele sorri. – Voltando ao assunto, então não a subestime pela idade que ela tem, ela paga boquete a qualquer hora do dia, até Zabini já transou com ela, então pelo amor de Merlin, Hermione, não me olhe como se eu fosse trasgo, porque eu fiz muito menos coisas que muita gente que você conhece, e você se surpreenderia se eu falasse o nome dos grifos que já a pegaram.
— Não é possível! – Minha boca abriu em um perfeito O.
— Se eu estou falando é porque é. – Ele revirou os olhos. – Agora vem, me mostra que você é melhor que ela e deixa meu amiguinho bem mais louco pra te ter.
— Eu preciso terminar minha ronda e você já me teve ontem e me terá sábado. Está ótimo, já. – Passei por ele caminhando em direção a saída.
— Quero hoje também. – Ele disse me abraçando por trás e pressionando seu membro em minha bunda. Ele começou a me dar beijos no pescoço, fazendo com que eu perdesse meu raciocínio.
— Você é mimado demais.
— Você vai ficar então?
— Você pretende me deixar sair? – Ele negou em meu pescoço. – Então, vou ter que ficar.
— Como se isso fosse sacrifício. – Revirei os olhos. – Vai morena, eu sei que gosta de ficar comigo.
POV DRACO MALFOY
— E de que adianta isso? – Eu a olhei sem entender. Virei-a de frente pra mim. – Eu gostar ué. Se eu estou sendo usada.
— Morena, você pode falar o que quiser, mas não está sendo usada como as outras. – Ela levantou uma sobrancelha esperando que eu continuasse. – Eu durmo de conchinha com você, sabe o que é isso, ma petit?
— Não.Me.Chame.De.Ma.Petit. – Ela me fuzilou com o olhar e eu ri.
— Por que, ma petit?
— Porque não sou pequena.
— Perto de mim você é, ma petit.
— E você fica se gabando porque sabe falar francês. – Ela revirou os olhos e eu ri. Puxei sua cintura pra mais perto, alguma coisa me impedia de ficar longe dessa garota. – E eu não sou sua, então para.
— É sim, ma petit. E eu não me gabo, eu sou! – Disse com o meu melhor sorriso nos lábios e ela riu.
— Quem disse que eu sou? – Ela levantou a sobrancelha em desafio.
— Por estar aqui já mostra que é. Você poderia estar com o Cabeça de Cenoura ou com o Testa-Rachada e não está, está aqui comigo, fazendo sexo comigo, dormindo de conchinha comigo.
— Isso é só uma amizade colorida. – Eu queria acreditar no que ela dizia, e queria acreditar que ela só falava isso da boca pra fora também. Eu não sabia o que acontecia comigo, eu só sabia que algum imã muito poderoso me puxava em direção a essa garota e que isso estava me deixando louco.
De alguma forma que eu não sabia qual e nem porque, era muito importante para mim falar a verdade para ela, tratá-la bem e fazer com que ela não se machucasse. Porra, eu dormia de conchinha depois do sexo com a SANGUE-RUIM DA GRANGER! Alguma coisa muito séria devia estar acontecendo comigo. Eu estava transando com uma sangue-ruim e eu nem conseguia mais chamá-la assim.
Eu não sabia o que estava acontecendo, só sabia que ninguém poderia saber. Fora das 4 paredes nós ainda nos odiávamos e proferíamos palavras feias um para o outro, mas as quartas e aos sábados ela era minha e era entre meus braços que ela gemia de prazer. Eu queria entender qual tinha sido a reação dela ao se deparar comigo dentro daquele armário. Ciúmes? Será que ela estava se apegando?
— Por que não se importa mais se for usada?
— Não sei. – Ela me olhou, seus lindos olhos âmbar não esboçavam felicidade. – Acho que acostumei, depois de 5 anos.... As pessoas vinham falar comigo só pra pedir minhas tarefas emprestadas e depois nem olhavam na minha cara. – Ela respirou fundo e esboçou um sorriso. – Alguns até conversavam comigo depois, você até se surpreenderia de saber quem são, mas eu passei a não me importar mais. Não valia a pena.
— Quem são as pessoas, morena?
— Por que quer saber?
— Pra eu quebrar a cara delas.
— Por que faria isso por mim?
— Porque eles machucaram você, ué. – Ela arqueou uma sobrancelha e me encarou. Eu sabia que também a tinha machucado, e eu sinceramente torcia para que ela me perdoasse. – Eu sei que te machuquei.
— Sim.
— Ei, o que foi? – Peguei sua mão e entrelacei na minha, olhando em seus olhos. Aqueles lindos olhos âmbar.
— Nada, Malfoy.
— Não, pode falar. Eu sei que tá se segurando pra falar algo. – Ela revirou os olhos.
— Eu não sei o que você quer comigo, eu não sei porque você transa comigo. Você tem quase toda Hogwarts aos seus pés e foi escolher logo a mim. E outra, você me machucou sim, e muito. Por sua causa eu passava horas chorando. Então não me venha com esse cavalheirismo todo porque você também merece estar com a cara quebrada. – Ela tentava tirar sua mão da minha, mas eu a segurava ali, presa a mim.
— Sim, eu tenho toda Hogwarts aos meus pés. Me chamam de Príncipe da Sonserina. As meninas babam por mim, imploram para que eu olhe pra elas. Mas não é isso que eu quero. Você é a única diferente. Você é a única que eu passo e não suspira, que não baba, que não se joga aos meus pés. E isso torna tudo mais emocionante. Ficar com minha inimiga. E outra, ficar com você é milhões de vezes melhor do que com muitas outras... Você me desafia, você bate de frente comigo, você não faz minhas vontades só pra me agradar, você impõe o que quer. – Eu olhava em seus olhos e as palavras saiam da minha boca e eu nem sei como. Até eu estava em choque comigo mesmo. – Eu te machuquei, e muito. Eu tenho noção do estrago que eu causei na menina que tem o melhor coração de Hogwarts, mas eu sinceramente peço perdão. Porque hoje eu sei o quanto você não merecia ter ouvido tudo aquilo de mim, e mesmo que a gente ainda troque insultos fora daqui você sabe que é da boca pra fora, que eu só falo o que falo porque as pessoas podem perceber que algo mudou. E se você não me desculpar, acho válido sexo de desculpas, podíamos até aumentar a quantidade de dias que nos vemos.
— Por que tá me falando tudo isso?
— Porque você nunca vai ser usada por mim, ma petit, você nunca será qualquer uma. Podemos até ter uma amizade colorida, mas é o que significa, amizade, e eu quero que saiba que eu estou aqui pra cuidar de você, pra dormir de conchinha, pra levar bronca e depois fazer sexo até cansar. Pra gente desabafar um com o outro e esquecer o mundo lá fora, por mais que quando a gente saia finjamos que nem nos conhecemos, mas pra mim, poder saber que você gosta o mínimo que seja de mim, que me perdoa e que algum dia você vá tentar confiar em mim, já é um grande passo nessa amizade, que eu quero ter.
Ela então me beijou, pulando em cima de mim, deitei na cama com ela ainda em meus braços. Seus lábios eram ferozes e sua língua passeava por todos os cantos da minha boca. Apertei sua cintura tentando trazê-la mais para perto, o que foi inútil, porque já estávamos muito colados um no outro. Suas mãos foram para meus cabelos e começaram a acaricia-los e puxa-los, e eu adorava quando ela fazia isso. Desci uma mão para sua bunda apertando, e ela gemeu entre o beijo.
Me virei, colocando-a por baixo, soltei sua boca e trilhei beijos até seu pescoço. Sua mão foi para minha nuca e só escutei um gemido baixo.
— Eu não o odeio, Malfoy, e eu já o perdoei por tudo. – Ouvir aquilo, com aquela voz dela me deu vontade de nunca mais parar de beijá-la. Voltei para a boca dela, ela me agarrava, suas pernas estavam ao redor da minha cintura. Abaixei uma mão até sua saia e passei por cima da sua calcinha. Ela fez um som de aprovação.
Suas mãos vieram para a minha camisa desabotoando-a e passando a mão por todo o meu tórax. Beijei seu pescoço e senti ela estremecer, ri baixo. Ela tinha um cheiro maravilhoso. Morangos, eu ficava extasiado quando sentia o cheiro de seus cabelos. Me afastei um pouco olhando aqueles olhos. Puro desejo no âmbar, e acredito que ela via a mesma coisa nos meus olhos cinzas.
Abri a camisa dela com delicadeza, sem quebrar o contato visual. Quando acabei baixei os olhos para seu corpo vi o que parecia ser uma pintura. Eu olhava para Hermione duas vezes por semana e não conseguia me acostumar com a perfeição que ela era. Sempre fora. Seu corpo mudava aos poucos, ia se tornando mais mulher, mas estava cada vez mais linda. Eu tinha uma enorme honra em poder acompanhar esse crescimento. Desde a primeira vez que nos encontramos, eu sabia que com a Granger seria diferente, só não sabia o quanto.
Minhas mãos foram para seus peitos e eu os apertei. Ela de olhos fechados esboçava um sorriso lindo. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, não era possível. Ela era Hermione Granger. Eu estava dormindo com a Sangue-Ruim da Grifinória.
Mas eu não aguentava. Minha boca foi para seu seio direito e eu dava beijos e os sugava enquanto sentia as unhas dela arranharem minhas costas. Minha mão apertava o outro seio e a outra eu coloquei dentro da calcinha dela. Tecido fino, fácil de rasgar, pensei. Penetrei um dedo e senti ela se contorcer embaixo de mim. Ri em sua pele e ela me arranhou com mais força.
Em um vai e vem com meu dedo, ela gemia e me puxava cada vez mais para si. Sua mão desceu pelo meu tórax e chegou no botão da minha calça. Ela desabotoou, mas não perdeu tempo em tirá-la, apenas colocou a mão por dentro para acariciar o meu amiguinho. Ela puxou o elástico da minha cueca para soltar em um estalado na minha pele, e depois colocar a mão dentro. Ela me levaria à loucura daquele jeito. O toque da sua mão macia na minha pele, eu precisava dela.
Tirei meus dedos de dentro dela e em um movimento rápido eu puxei sua calcinha de renda desfazendo-a em dois pedaços. Ela começou a tirar minha calça entendendo o que eu queria. Aproximou sua boca da minha, não me beijando. Passou os lábios pela minha bochecha até minha orelha.
— Assim eu vou ficar sem calcinha. – Ela tinha uma voz sexy que me deixava incontrolável. Mordeu o lóbulo da minha orelha e grudou nossos sexos.
— Eu não vou sentir falta delas. – Puxei a cintura dela me encaixando e penetrei. Ela abafou seu gemido em meu pescoço me fazendo arrepiar. Começamos o nosso ritmado vai e vem que não existia igual. Nossa conexão só funcionava que fosse a gente, e internamente, eu jamais admitiria, eu queria isso nunca acabasse.
O som dos nossos corpos se chocando e dos nossos gemidos tomava conta do ambiente, e era como música para nossos ouvidos. Dava pra ver uma gota de suor escorrendo e o brilho nos olhos da Granger. Era sempre assim, quando chegávamos no ápice eu deitava ao lado dela e pensava “hoje eu coloco ela pra fora da cama, hoje eu a trato como as outras, afinal é só sexo, não é?!” E toda vez era a mesma coisa, eu virava de lado e a puxava para dormir de conchinha. Não aguentava olhar para aqueles olhos e ser grosso, arrogante, não depois de termos nos entregado milhões de vezes.
E foi exatamente o que aconteceu. Como sempre, chegamos ao ápice juntas, gritando um o nome do outro. Ela caiu deitada na cama, como sempre, e cai ao lado dela. Pela primeira vez, ela virou de lado, me olhando fixamente enquanto respirava.
— A gente vai passar a noite aqui? – Era a minha chance, de manda-la embora, de fazê-la ser igual a qualquer uma outra. Seus olhos não desviavam dos meus, segurando o meu olhar. Aqueles olhos brilhantes, aquele rosto desenhado, com sardinhas na bochecha e no nariz, os cachos caídos na testa de modo a deixá-la mais bonita.
— Vamos, como sempre, ma petit. – Ela passou a mão pelo meu braço, acariciando-o e quando chegou na minha mão a entrelacei ali. Era a primeira vez que dávamos as mãos. Ela sorriu, eu sorri.
— Qual seria a graça se eu ficasse sem calcinha? – Ela soltou um riso. – Nem teria trabalho para chegar em mim.
— Tem razão, mas seria mais fácil de te tocar em qualquer lugar que eu te visse sozinha.
— Tarado. – Ela riu e eu a puxei para perto de mim. Entendendo o que eu queria ela se virou e puxou o lençol nos cobrindo. Nos aconcheguei na conchinha e passei a mão por sua cintura.
Sua respiração foi acalmando e senti que ela logo pegaria no sono. Fui me embalando e ritmando nossas respirações.
— Boa noite, morena. Obrigado por hoje. – Tudo continuou em silêncio e bem baixinho eu escutei.
— Boa noite, querido, obrigada você. – E depositou sua mão ali, acima da minha.
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