Vai Que...
4 Capítulo 4 Marido e Mulher
Notas iniciais
Prometo que terá Damon e Bonnie mais a frente, só estou introduzindo vocês na história.
Beijos Fan por estar lendo.
xoxo
Galera, alguém sabe fazer capa?
Caroline não sabia como encarar sua mãe. A diretora Dennis e Liz Forbes conversavam e Caroline sentia vontade de sair correndo daquela sala. Sabia que Tyler e os outros garotos estavam jogando futebol e não suportava a ideia de que uma solteirona de cinquenta anos repreendesse sua mãe.
-Francamente Liz, achei que Caroline fosse desmiolada, mas não tão irresponsável a ponto de se casar. — apontou a diretora. — Ela tem apenas deze...
-Isso é um grande mal entendido. — rebatou a loira mãe. — Caroline pode provar a sua inocência...
Caroline ouviu seu celular tocando e o pegou. Era Damon que ligava.
-Alô? — atendeu. — Damon, se eu te contar você não acredita...
-Precisamos conversar. — Damon soou ríspido. — Venha ao Grill imediatamente.
-Está meio cedo para beber, não é? -perguntou Caroline animada. -Mas eu topo.
Damon suspirou.
-Tem cinco minutos para chegar.
_____
Caroline não era pontual por natureza e estipular um horário para que ela chegasse a qualquer lugar era como acionar uma bomba relógio uma bomba relógio bem lenta.
-Damon querido. — cumprimentou sentando-se a frente do moreno. — Está aqui há muito tempo?
-Não Caroline. — respondeu irônico. — Estou aqui esperando você há apenas uma hora e meia, não tem problema.
-Então não se importa se eu for ali e já voltar? — perguntou cínica levantando-se.
-Quer seu marido viúvo antes da lua de mel? — Damon perguntou sutilmente.
Caroline gelou e encarou o moreno. Como ele sabia? Damon não parecia tipo de cara que lia jornal. Na verdade ele parecia o tipo de cara que não lia nada.
Olhou o sorriso bobo na cara dele.
Mudou de ideia. Damon era o tipo de cara que não sabia ler.
-Como sabe disso? — perguntou soando idiota.
Damon sorriu.
-Digamos que tive uma pequena parcela de culpa. — murmurou.
Houve um momento de silêncio em que advogado e estudante se encaravam. Damon era ótimo manipulador, estrategista. Caroline era sútil e cautelosa.
-O quanto de culpa? — perguntou.
Damon sorriu e contou a história que estava em sua cabeça, a história de um bêbado insatisfeito com o patrão.
FLASH ON.
Damon saiu do Grill e foi até seu apartamento. Queria brincar com Klaus, afinal o caro havia gritado com ele umas mil vezes naquele dia e Damon estava com o orgulho ferido e Damon era Damon, e Damon estava bêbado.
Não bêbado o suficiente para não conseguir digitar. Afinal o documento já estava pronto em seu computador, só precisava colocar os dados dos pombinhos.
Sorriu maldoso. Sabia tudo de Klaus. Na hora de preencher os dados da ESPOSA não soube o pôr, pois não conhecia nenhuma mulher que pudesse amargar a vida de Klaus.
Vejamos bem, Klaus é um filho da mãe. Sempre tem tudo sobre controle, nunca é surpreendido e nunca espera muito pelo o quê quer, todos o temiam. Pensou e pensou e instântaneamente a imagem de Caroline Forbes invadiu sua mente. Ela era alegre, moleca, boca dura e rotina não era sua praia. Ela irritaria Klaus profundamente.
Dados dela seriam a coisa mais fácil do mundo, atualizava suas redes sociais a casa cinco minutos. Tudo o quê precisava estava a um clique. Então o estúpido advogado, guiado pela bebida deu início a uma história que renderia muitas matérias sensacionalistas.
___________________Flash off.
Caroline encarava Damon a sua frente. Ela não podia acreditar que ele estava sendo tão cara de pau. Havia estragado sua vida, jogado tudo pro ar então parecia arrependido. Olhou para a mesa parecendo cansada.
-Por que eu? — perguntou depois de um momento.
Damon deu de ombros.
-Pelo mesmo motivo que te chamo pra beber. — respondeu.
-Beber é legal, você curte e...
-Fica de porre, o casamento é a mesma coisa. — cortou Damon. — Caroline, você é legal, espontânea, divertida. Sairá bem dessa situação, vamos ir até Klaus e ver o quê ele acha de propormos um divórcio?
Caroline sorriu. Afinal estavam no século XXI, separação acontecia todos os dias.
-Você está certo. — sorriu e seguiu Damon pelos corredores do Grill e entrou em seu carro esporte, mal imaginando que teria uma vida difícil dali em diante.
____POV Klaus.
Klaus olhava para a foto de papel de parede de seu computador. Não havia nada, apenas documentos a serem lidos. Estava atolado de pensamentos homicidas e os telefones não paravam de tocar. Estava tendo um péssimo dia e estava optando por mandar matar Damon.
Klaus podia ser uma pessoa estressada. Vivia esmurrando fotografo e sua reputação não era das melhores. E sua empresa, Original, estava por um fio. Não que estivesse na falência, mas cada vez via seu império cada vez mais repartido.
Tinha apenas cinquenta por cento das ações, o resto estava dividido por outros acionistas. Alguns desses acionistas tentavam comprar as ações de outros e se aproximavam cada vez mais da liderança. Klaus não iria admitir isso.
A secretária o chamou pelo telefone.
-Damon Salvatore está a espera.
As pupilas de Klaus dilataram e teve que controlar a respiração.
-Mande-o entrar.
Damon não demorou muito a entrar. Parecia levemente receoso e deu um sorriso amarelo ao entrar.
-Patrão. — cumprimentou. — Vejo que está de bom humor...
-Está enganado. — cortou Klaus. — Já tem uma solução?
Damon sorriu confiante.
-Tenho. — olhou para a porta que estava meio aberta e chamou. — Caroline, entre.
Klaus olhou desinteressado uma garota loura de cabelos levemente encaracolados entrar em seu escritório. Ela olhava a decoração sóbria quase com desinteresse e pareceu apenas se surpreender com a vista que a parede de vidro atrás do empresário proporcionava.
-UAU.- comentou sem reparar no homem que a encarava gelidamente.
-O que significa isso? — perguntou Klaus.
Damon sentiu que o momento havia chegado.
-Eis que vos apresento: Marido e Mulher.
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O silêncio não foi constrangedor. Foi perturbador. Klaus olhou incrédulo para a mulher em sua frente com grande desinteresse. Ela não era o tipo dele, definitivamente. Usava uma calça jeans apertada, camiseta de algum time juvenil da escola com uma jaqueta de couro verde por cima e botas combinando. Mau gosto.
-Esse é o homem com quem me casei? — perguntou olhando para Damon e depois sorriu. — Ainda bem que vou me separar.
Klaus não gostou daquilo. Aquele comentário deveria ser seu.
Damon sorriu a contragosto.
-Bem, o divórcio não será tão fácil assim.- comentou. — Vocês se casaram com divisão universal de bens...
-O QUÊ? — rugiu Klaus. — Minha empresa...
-A sua imagem também não anda bem na imprensa, separar-se dois dias depois de ter casado não fará bem...
-Como pude assinar esse documento? — perguntou Klaus furioso.
-Sou seu advogado, é fácil conseguir essas coisas. — Damon sorriu, afinal sua vingança poderia continuar. — Sugiro que continuem casados até a poeira abaixar.
Klaus suspirou derrotado. Iria dar um jeito naquilo.
Caroline ainda parecia confusa.
-Como eu fui assinar o casamento? — perguntou.
Damon riu e passou o braço ao redor dos ombros da loira.
-Você sucumbi ao charme da tequila. — respondeu e Caroline sorriu pevertidamente.
Klaus pensou que com certeza mataria Damon. Se ele não o matasse antes.
Notas finais
Comentem suas lindas!!!
xoxo.
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