Vai Que...
13 Capítulo 13 Party, Party hey 1
Notas iniciais
Semana de prova, recuperação, tive que arrancar dois dentes o que me deixou lá embaixo.
Então, espero que gostem e comentem muuuuitão.
Desculpem mesmo a demora, mas só demorei uma semana e três dias. Tem autora que demora um mês.
Beijos e nos veremos em breve.
-Não Car; — discordou Bonnie calmamente. — Não precisa. Damon é um babaca, mas quase inofensivo quanto uma criança.
A brisa da tarde balançava levemente os cabelos das garotas.
-Não, ele mexeu numa zona proibida. — resmungou Caroline. — Ele tem que manter distância de você.
Bonnie sorriu. Caroline podia ser meio desmiolada, inquieta e bem irritante as vezes. Mas era em momentos como aqueles que mostrava sua amizade. Mesmo que em um contexto desnecessário.
-Car, tire isso da cabeça. — disse Bonnie então ouviram o apito do fim do jogo. — Para falar a verdade, acho que sua cabeça vai estar ocupada pelos próximos vinte minutos.
Caroline riu enquanto levantava. Arrumou o cabelo e beijou a amiga.
-Na verdade, Tyler usa apenas três minutos. — comentou maldosa. — Ou minutos restantes usa tentando abrir o zíper.
Aquilo havia saído espontaneamente. Não era natureza de Caroline falar maldosamente de alguém, principalmente de Tyler, o seu caso. Mas aquele dia sentia-se especialmente afiada e pronta para soltar veneno.
Despediu-se de Bonnie falando que a noite iria se arrumar em sua casa, já que não queria encontrar com seu marido.
Tyler havia corrido diretamente para o vestiário tomar banho antes que Caroline fosse vê-lo. Enquanto isso a loira cumprimentava um por um dos garotos. Matt, Jeremy, Zach, e até mesmo Alaric o professor de história que saiu meio correndo quando o jogo acabou.
-Série Matt. — comentou Caroline abraçando o amigo loiro. — Da próxima vez eu quero ver você no time sem camisa.
Matt a olhou confuso. Não havia time dos sem camisa. Era o time de amarelo e time vermelho.
-Carol, não há... — ele começou a dizer mas perdeu-se no olhar da loira. Ela era incrível.
Caroline parecia não perceber o efeito que causava nos garotos pois logo estava flertando com Jeremy, o fraldinha da equipe. Ou talvez soubesse e por isso mesmo agia daquele modo.
Alertou os garotos para que usassem o vestiário das arquibancadas e não do ginásio e sorrisos maliciosas surgiram.
-Não é nada disso que estão pensando. — discordou enquanto se afastava deles. — Vamos apenas conversar.
Os garotos se entreolharam.
-O.K. — disse Matt. — Vamos dar uma conferida depois.
Caroline os ignorou e continuou andando com aquela graça natural que as mulheres tinham, mas apenas algumas sabiam expor.
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Tyler estava incrivelmente feliz.
-Você viu aquele jogada que eu fiz? — perguntou ele assim que Caroline chegou. — Incrível, não é?
Caroline fungou.
-Incrível como você é capaz de perdeu um gol que estava praticamente dado. — tornou ela sentando-se na pia que ainda(por algum milagre) estava seca.
-Não estava tão fácil assim. — argumentou Tyler genioso.
-Era um pênalti, um pênalti. -rebateu Caroline levemente divertida. — Defina,por favor, fácil.
Tyler não falou nada. Ele e Caroline mantinham uma boa relação e eram como alma gêmeas. Divertidos, alegres, jovens. Caroline não era muito romântica, mas achava que Tyler podia ser o cara ideal. No entanto... algo a estava incomodando.
Tyler sorriu. Aquele sorriso que aquecia, verdadeiro, de cara conquistador. Ele era perfeito.
-Sinto sua falta, sabia? — perguntou ele. — Você anda tão ocupada, nunca sei quando vai aparecer ou não. E nunca sei como vai estar o seu humor.
Caroline sorriu. Tyler era fofo também.
-Desculpe, ando meio atordoada. — respondeu. — Não é nada demais.
Tyler se aproximou e abraçou, uma sensação de segurança tomou conta de Caroline por alguns instantes, mas logo passou quando ele começou a beijar seu pescoço.
O estômago de Caroline revirou e não era de um modo bom ou apaixonado. Era de cansaço e nojo. Cansaço mental de ter que lidar com tantos homens instáveis em sua vida e físico, bom, isso era culpa exclusiva de Klaus.
Klaus.
Pensar nele enquanto as mãos de Tyler percorriam seu corpo era estranho. Fazia com que ela se sentisse estranha e percebeu que as mãos de Tyler não lhe tocavam do jeito certo.
Inexperiência talvez. Não que Caroline fosse PhD em sexo, afinal fora o único de sua vida, quer dizer, Klaus também estava. Mas o quê queria dizer era que, apenas com Tyler ela dividia um laço emocional.
Mas no entanto Klaus havia se encaixado nela(sem trocadilhos nela) como Tyler não se encaixava( ok, trocadilhos são necessários). O quê ela realmente queria era sentir a intensidade na outra noite... só que não havia a faísca ali.
Provavelmente era cansaço. Ela não havia nascido para ser a profissional do sexo.
Afastou Tyler de forma brusca (muita delicadeza não funcionava com uma pessoa com o dobro do seu peso) e desceu da pia.
-O quê aconteceu? — perguntou Tyler. Caroline nunca o havia recusado.
Ela podia responder que não estava afim, que estava cansada ou até mesmo a verdade, que estivera dormindo com seu esposo e não estava muito disposta a moleques. Mas renderia muita conversa, e Caroline não queria conversa.
-TPM.- respondeu. Três letrinhas que deixavam os homens suando frio.
Após a declaração Tyler não protestou que Caroline fosse embora e assim a loira foi até a casa de Bonnie.
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Caroline não era de muito arrependimentos, mas enquanto trocava de roupa na casa de Bonnie sentiu que havia sido injusta com Tyler, ele era inocente e todo o mau humor que tinha que explodir na cabeça de Damon explodiria nele.
E era assim que Caroline jazia em cima da cama da amiga, pensando em alguma roupa. Bonnie porém já escolhia a roupa.
-Não entendo porque não podemos ir ao Grill. — suspirava a morena. — Quer dizer, é um barzinho e tem música.
Caroline suspirou.
-E também tem famílias com crianças que podiam ficar chocadas com o que podem ver. — explicou Caroline. — Agora, por favor, pare de reclamar e tire essa roupa. Você não vai cantar no coral da Igreja.
Bonnie sorriu. Vestia um vestido verde, não havia em um padrão para ele. Você não o usaria em um funeral, nem para ir a igreja. Você não o usuária para uma entrevista de emprego, mas também não para ir em uma balada.
Ele tinha alças delicadas que torneavam o pescoço e deixavam as costas mais a mostra do que a parte da frente. Ele não era apertado nem curto, mas não era exatamente confortável para se sentar. Não era um vestido apropriado para usar na balada. Era um vestido apropriada para Bonnie usar na balada.
-Vou me maquiar no banheiro. -anunciou Bonnie e pegou o estojo de maquiagem e saiu do quarto.
No mesmo instante o celular de Caroline tocou.
-Alô.
-Parceira. — saudou Damon como sempre. -Como vão as coisas.
Caroline sentou estressada na cama.
-Filho de uma égua, qual o seu problema? — perguntou Caroline.- Bonnie não é mulher para você entendeu? Já basta ter acabado com a minha vida, não vai acabar com a dela.
-Ei, ei ei. — exclamou Damon. — Eu não fiz nada sozinho. Quer dizer, eu sou cafajeste mas tenho educação. Nunca faria nada contra a vontade dela, e sabe Caroline, ela queria. Quer dizer, ela me agarrou e...
-Ela te agarrou? — perguntou Caroline curiosa.Uma leve ideia, muito insana, surgia no fundo de sua cabeça. — Como assim?
-Ela correspondeu aos amassos. — respondeu casualmente. — E deve ter gostado, porque sussurrou meu nome algumas vezes. E vai por mim, eu adorei.
Caroline bufou. Os homens tinham fixação em terem o nome sussurrado/gritado pelas companheiras.
-Interessante. — comentou Caroline levemente distraída.
Então, sem pensar Damon disse:
-Klaus estava estranho hoje.
Caroline não sabia porque ele havia falado aquilo.
-É?! — perguntou. — Como?
Tudo bem, ela não era muito boa em disfarçar.
-Sei lá, diferente como quando os homens fazem sexo bom depois de um período de seca. — disse Damon de um modo Damon de ser.
Ok. Damon era um cara muito sincero com uma mulher. Aquilo não se falava para uma dama.
-É?! — repetiu Caroline querendo mudando de assunto.
Um silêncio constrangedor surgiu. Aquele tipo de silêncio nenhum pouco comum para pessoas como Caroline e Damon. Então, do outro lado da linha, Damon rugiu:
-QUANDO PRETENDIA ME CONTAR?
Droga. Não daria para mentir para Damon.
-Desde quando minha vida sexual é do seu interesse? — perguntou Caroline emputecida.
-Não é a sua que me interessa, é a dele. — cortou Damon.
-Qual é, joga nos dois times agora? — provocou Damon.
-Não, ele é meu chefe. Tenho que saber quando estará de bom humor, sem contar que demorei mais o normal para zua-lo.
Caroline continuou em silêncio. Não levaria ninguém a lugar algum. Então após muito zuar, fazer gracinha e tentativas falhas de descobrir posições ele pareceu se lembrar porque havia ligado.
-Qual a cor do vestido de Bonnie? — perguntou mudando rapidamente de assunto.
-Um verde horrível. — -respondeu Caroline pega de surpresa.- Quer dizer, não é horrível, mas vai ficar quando as luzes da balada forem sobre ele.
Damon sorriu.
-Acho que vou com algo para combinar.
Caroline fez cara de nojo.
-Não, isso é cafona. — retorquiu.- Você por acaso vai ir com alguma camisa ou camiseta verde?
Damon pareceu levar a sério a sugestão e antes que Caroline pudesse convence-lo de qualquer coisa, encerrou a ligação.
Caroline suspirou e levantou decidida a ir linda a festa.
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Quando Matt, o lindo Matt, passou ali para apanhar as meninas surpreendeu-se com ambas. Bonnie estava vestida com um vestido verde, decente, que parecia acompanhar com leveza seus movimentos. O cabelo da Morena estava propositalmente jogado para o lado e dava um toque especial.
Caroline, estava bem, Caroline. Ela era um perfeito paradoxo. Insistia em um visual descolado na maioria das vezes e odiava roupas vulgares. Não que ela estivesse vulgar naquela noite, mas estava arrumada como garotas costumam se vestir quando tem um proposito na cabeça.
E o propósito de Caroline era: "Tyler, te quero"
Caroline usava um vestido vermelho, apertado em todo o corpo e com uma enorme abertura na frente. As costas estavam a mostra também e o cabelo dela, estava enrolado e estrategicamente posicionado deixando um lado do pescoço livre. Tyler gostava de pescoços.
Ela estava linda. No entanto não se vestiria daquele jeito se estive em seu estado normal, mas Matt resolveu não comentar e as levou satisfeito para a balada.
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PDV Bonnie.
Balada não era a de Bonnie. A música alta a irritava e dificilmente tocaria algo que edificasse a vida das pessoas ali, mas as vezes era bom sair da rotina.
Ficava sentada a maior parte do tempo vendo Caroline dançar e se divertir, só que no entanto sua amiga parecia muito ocupada com Tyler, algo que não era bom. Normalmente Caroline não o deixava avançar o sinal em público, mas aquela noite eles eram pura inocência. Quando Tyler se afastava um pouco, Caroline sorria para a amiga, mas havia algo vazio ali.
-Preocupada com a loirinha? — questionou Damon sentando-se ao lado de Bonnie.
Ela se retraiu.
-Ela parece diferente. — respondeu cautelosa.
Não queria muita aproximação com Damon, mas ele só ficou ali, tomando seu drink calmamente e balançando a cabeça no ritmo da música. Ele usava uma calça social preta e uma camisa verde.
Um verde horrível por sinal.
Peraí...
-Sua camisa... — disse hesitante.
-É verde. — disse Damon orgulhoso.
-E horrível. — completou Bonnie horrorizada.
Damon pareceu ofendido.
-É a mesma cor do seu vestido. — disse na defensiva.
Ótimo, pensou Bonnie. Comparando as cores sob a luz da balada ele tinha razão. Tinham um tom nojento de vômito. Caroline entendia dessas coisas.
Continuaram sentados por muito, muito tempo sem dizer nada. A sandalhia de Bonnie atrapalhava e doía seu pé. Era a décima quinta vez que suspirava quando Damon levantou.
-Vamos embora. — chamou Damon enérgico.
Bonnie não gostava daquilo.
-Por que? — perguntou receosa.
-Isso não é lugar para você e não quero que perca a boa imagem que tem de Caroline. — disse Damon sério. — Em cinco minutos te deixo em casa. Não vou nem tocar em você.
Bonnie hesitou. No entanto, Caroline não parecia disposta a ir embora tão cedo.
-Tudo bem. — disse receosa e levantou sem aceitar a mão estendida de Damon.
Com um sorrisinho vitorioso Damon seguiu Bonnie.
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