Vai Que...
10 Capítulo 10
Notas iniciais
e dessa vez estou esbanjando Bamonidade.
Bonnie havia acabado de voltar de um entrega na redondeza. Começa a escurecer e a pizzaria estava começando a ficar lotada. Faltava só quinze minutos para seu expediente acabar.
Quando chegou na cozinha viu seu gerente, Robert, louco tendo uma discussão pelo telefone.
-Eu sei senhor, acontece que ela não se encontra e o endereço é muito longe para Bonnie levar o pedido sozinha. — dizia ele com ar afetado.
Bonnie sentiu curiosidade quando ouviu seu nome. Aproximou-se e quando Robert a viu suspirou aliviado. Ele esticou o fone na direção a Bonnie e como ele parecia estressado ela pegou sem hesitar.
-Alô. — disse receosa.
-Moreninha é você? — perguntou Damon do outro lado da linha. -Que cara chato, não entendeu o meu pedido.
-Damon, a pizzaria está lotada e você está atrapalhando...
-Mas você não trouxe o meu pedido. — reclamou ele e Bonnie imaginou o rostinho que ele estava fazendo. — E eu estou com fome.
Bonnie suspirou.
-Eu não atendo a região onde você mora. — disse secamente.
Damon bufou.
-Cansei de ser bonzinho. — disse alterado. — Ou você sai dessa pizzaria em quinze minutos ou será demitida em vinte. Ficou claro pra você?
-Vá se ferrar Damon. — cuspiu Bonnie. — Por que está infernizando minha vida?
Ouviu-se uma risada abafada do outro lado da linha.
-Estou tentando mudar de vida, okay? — disse Damon. — Eu poderia estar com três mulheres na minha cama, mas estou te implorando pra trazer a merda uma pizza e você se recusa. Como se sentiria sabendo que poderia ter me livrado da vida promíscua e não ter feito nada a respeito?
Bonnie não falou nada. Não conseguia desvendar as intenções por trás das palavras de Damon, mas de uma coisa tinha certeza: ele ser salvo era algo impossível.
-Deixo você escolher o sabor. — disse ele antes de desligar o telefone e deixar Bonnie com um gosto amargo na boca.
________________________
(algumas horas antes)
Era início de tarde quando o casal Mikaelson saiu de um carro milionário em frente a uma loja de decoração para escritório. Klaus achava desnecessário ele ter que sair em pessoa para comprar qualquer coisa , mas era uma exigência de sua esposa.
Caroline sentiu pela primeira vez o peso de ser mulher de Klaus. Havia fotógrafos seguindo seus passos, questionou Klaus porque um empresário era tão popular em revista de fofoca e ele simplesmente balbuciou: "fofoqueiros"
A loja tinha muitas opções de cadeiras. Klaus não parecia realmente animado e por isso Caroline resolveu fazer daquilo um circo.
-O quê achou dessa? — perguntou apontando para uma que não tinha nada demais.
Klaus mal olhou para a cadeira.
-Não. — disse desanimado.
Caroline suspirou frustrada.
-Klaus, é a nossa primeira compra como casados. — declarou irritada. — Então pode, por favor, se mostrar mais animado?!
E a loira saiu pisando forte em direção ao fundo da loja.
Klaus ficou confuso. Aquela loira era realmente uma boa atriz, daria pra dizer que os dois eram casados de verdade. Ele resolveu parar de bancar o rabugento da relação e encarnou o marido arrependido.
-Hey amor, espera. — disse e foi caminhando lentamente até ela.
Caroline o ignorou e continuou olhando as cadeiras. Ele resolveu procurar por alguma que lhe agradasse.
-Essa...
-Não.- a loira cortou antes que ele terminasse.
Ele continuou procurando por algo até que viu uma cadeira majestosa e muito convidativa a um canto. Aproximou-se e viu que seria aquela. Era digna dele.
Caroline aproximou-se de Klaus e viu para a senhora cadeira que ele olhava e sorriu. O cara tinha bom gosto.
-Experimente. — disse ela animada.
Não havia atendedores por perto, então Klaus sentou-se.
Klaus sentou-se e era como se tivesse sido feita para ele. Confortável, parecia entender os movimentos dele.
-Eu gostei dessa.- declarou sentado em uma pose: "like a boss". — Parece resistente.
Caroline bufou.
-´Não será resistente o suficiente para dividi-la com Hayley. — declarou com um veneno escorrendo pela boca.
Klaus riu e a surpreendeu. Sua mão direita fechou-se sobre o pulso dela e a puxou para seu colo. Caroline ficou tensa com a atitude e Klaus pareceu satisfeito.
-A única pessoa com quem eu quero dividir essa cadeira, é com você. — disse ele e beijou o ombro dela.
Uma corrente elétrica percorreu ambos.
-Que atitude é essa? — perguntou Caroline desconfiada.
Klaus não respondeu. Passou os braços pela cintura de Caroline e a puxou para mais perto. Mesmo não querendo admitir Caroline tinha um perfume diferente, provocante. Sem falar na pele.
Klaus distribuiu beijos entre a clavícula e o pescoço.
-Sabe Caroline. — disse ele a girando. — Acho que precisamos de alianças.
Caroline estava hipnotizada. Klaus era forte, musculoso e tinha uma linguagem corporal muito expressiva. Causava arrepios em seu corpo e aquilo era muito, muito ruim.
Ouviram passos e ela aproveitou esse momento para levantar do colo do seu esposo. Era a atendente.
-Nós ficaremos com essa. — declarou Klaus olhando com faíscas nos olhos em direção a Caroline.
E foi com uma estranha sensação no corpo que Caroline havia passado seu dia e iniciava sua noite, escondida no quarto para não ter que encará-lo.
_________________
Damon ouviu a campainha soar e sorriu. Enfim sua garota havia chegado.
Abriu a porta com seu sorriso Damoristico.
Bonnie parecia puta da vida.
-Eu ouvi um sermão do meu gerente.
-Que cara inconveniente esse heim. — disse Damon sarcástico. -Posso demitir ele se quiser.
Bonnie o ignorou.
-O quê você quer? — perguntou impaciente.
Damon ficou absurdamente sério.
-Quero que você entre.
E aquela foi a proposta mais indecente que Damon poderia ter feito na sua vida, a mais indecente e a mais perigosa.
Fale com o autor