Vai Que...

23 Capítulo 23


Notas iniciais
Hey, então. Estamos nos encaminhando para o fim.
Espero que vocês comentarem muito, por favor, não me deixem na mão.
Beijão e espero que gostem.

Caroline tomou mais um gole de seu suco de laranja e observava Damon e Bonnie sentados a sua frente. Eles tentavam se controlar, mas é impossível para um casal de apaixonados frear as juras de amor e os beijos estalados.

E o pior de tudo eram os olhares. Damon olhava com um olhar nenhum um pouco característico para ela, quase pena. Bonnie sentia-se culpada por segurar a mão de Damon enquanto a amiga curtia a maior fossa.

-Caroline, você está bem? — perguntou Bonnie enquanto Caroline mantia o olhar distante.

-Sim.

A mentira estava estampada em sua cara. Eram três meses de pura agonia, três meses que Caroline não passava de um zumbi. Três meses que tinha surtos de raiva e choro por estar longe dele.

Quando soube que Hayley estava grávida imediatamente arrumou suas coisas e partiu da mansão dos Mikaelson, não se importando com nada. Ignorou as vozes, os chamados, o tom de desespero em Klaus.

Ele havia sido hipócrita. Havia feito um "barraco" por causa de Damon e ela que havia se esquecido que ele próprio não era o senhor perfeição.

Haley grávida não era natural. E no entanto, Caroline se sentia egoísta. Não poderia ela continuar com Klaus ? Ter filhos de outras mulheres não o impedia de casar com ela, certo?

O verdadeiro problema era ela. Não queria privar Klaus de ter uma família. O casamento deles era um mentira, e por mais que ele pudesse ter algum sentimento por Caroline ela era incapaz de fazê-lo feliz, e de ser feliz sabendo que nunca teria o quê Hayley tinha.

Caroline era estéril. Descobriu isso muito nova, quando havia perdido a virgindade sem nenhum tipo de proteção e procurou um médico. Ele a informou que ela deveria se cuidar por causa das doenças, já que biologicamente ela era incapaz.

E isso era algo que pesava. Já que com nenhum homem ela teria oportunidade de ter algum descendente que tivesse a fisionomia semelhante a sua.

E ela não poderia poupar Klaus disso. Um filho é o quê ele precisa para aquecer o coração e não transformá-lo em um monstro.

-Caroline, amanhã vai ser um dia difícil — alertou Damon. — Está preparada?

Ela não respondeu. Seria a primeira que o veria novamente depois de tanto tempo. Colocaria um fim em tudo aquilo.

Obvio que ela não estava bem.

******

Caroline sentia o coração despedaçado dentro de si ao andar por aqueles elegantes corredores e cumprimentar pessoas que ela havia feito amizade em tanto pouco tempo.

Encontrar Elijah foi algo duro também. Eles eram tão diferentes. Mas dentro das veias de Elijah corria o mesmo sangue que corria nas veias de Klaus.

Não foi preciso palavras, eles apenas se abraçaram e Elijah beijou o topo de sua cabeça e prometeu que não perderiam o contato. Algo que Caroline temia.

Damon estava ao seu lado e ele deu a mão a ela enquanto entravam no corredor. Estavam de volta a The Orignals.

Caroline decidirá que queria o divórcio e que não queria um centavo de Klaus o quê era muito difícil acontecer.Quando Damon (o estúpido do Damon) redigiu o contrato ele conseguiu ferrar com a vida de Klaus, Cinquenta por cento de tudo o quê era dele passaria automaticamente a ela se houvesse separação. O único gênio que seria capaz de anular ou contornar a situação era Damon e ele trabalhava no caso há muito tempo.

Caroline tinha a impressão que Damon estava demorando propositalmente, com a esperança que Caroline e Klaus voltassem. E talvez essa fosse o desejo mais profundo de Caroline, por mais que ela nunca fosse admitir.

Klaus a procurou. Ligou em seu celular, passou mensagem e sua caixa de mensagens estava cheia e ela decidiu trocar de número. Ela havia voltado a morar com a mãe e não uma ou duas vezes em que ele aparecerá lá e Liz Forbes ter que implorar (lê-se: sacar a arma) para que ele fosse embora.

Quando ele aparecia em sua porta era excruciante ouvir sua voz e não ver seu rosto. Depois de um tempo as investidas diminuiram, até que cessou. Talvez ele estivesse comprando coisas para o bebê.

A auto estima de Caroline não estava muito boa e ficava pior sempre que via seus amigos. Stefan era um ótimo conselheiro, mas Elena vivia com ele e Caroline sentia ciúmes do modo protetor como eles se cuidavam. Rebakah, irmã de Klaus havia viajado com o irmão para assegurar a Hayley a pior gravidez da face da Terra e havia esbarrado com Matt. Agora estavam sempre próximos um do outro. Até mesmo Bonnie e Damon estavam bem.

Damon parecia ter algum objetivo de vida agora. Depois de ter sido despedido por Klaus havia começado uma empresa própria de advocacia e parecia estar indo bem, Caroline de vez em quando capturava fragmentos de conversas dele e de Bonnie e ficava chocada ao perceber que faziam planos para o futuro e quase, quase teve um ataque cardíaco quando soube que ele faria uma leitura na Igreja. Era algo insano.

E lá estava ela, indo em direção a sala de seu futuro ex-marido para pedir divórcio e não estava nenhum pouco ansiosa com isso.

Quando a porta do elevador se abriu sentiu-se confusa. A secretária de Klaus parecia nervosa conversando com um homem nenhum pouco educado.

-O senhor Mikaelson tem uma reunião agora mesmo. — disse ela pacientemente.

-Não importa, ele vai querer o quê tenho a falar. — retrucou o cara e Caroline sabia que o conhecia de algum lugar.

A mulher dele era uma senhora que encarnava bem o papel "perua" e parecia feliz ao vê-la, mas Caroline não conseguiu se lembrar o nome porque naquele instante a porta do escritório de Klaus se abriu.

E foi como se Caroline estivesse em queda livre.

Parecia que ela era uma rede de fios elétricos há muito desativados, e Klaus fosse um gerador que a tivesse acabado trazê-la a vida novamente.

Ele parecia diferente, é claro. O rosto parecia cansado, marcas escuros embaixo dos olhos e parecia radicalmente mais baixo. Ele parecia nervoso e prestes a explodir.

Quando seus olhos encontraram com os de Caroline ele pareceu mudar,sua postura endireitou e um brilho iluminou aquele oceano de mistério que era o portal de sua alma.

-Caroline. — sua voz soou seca, mas havia uma pequena fagulha por trás dela.

Caroline queria responder, falar algo. O homem que gritava estupidamente algo a Klaus que Caroline não escutou.

Sentiu que a perua lhe sorria e disse algo ao qual respondeu com um aceno da cabeça. Foi guinchada para o elevador e seu contato visual com Klaus teve fim quando as postas do elevador fecharam e cortaram a corrente elétrica.