Vai Que...
19 Capítulo 19 Sutilmente...
Notas iniciais
Damon caminhava distraidamente pelos elegantes corredores da empresa onde trabalhava. Não podia negar que aquele prédio era elegante de um modo que poucos conseguem ser. A cabeça do moreno não estava dando importância para a bela arquitetura, só pensava que não conseguiria almoçar o quê significava que não podia pedir lanche onde Bonnie trabalhava.
Bonnie. Aquela causadora de muitas noites sem dormir. Damon não era o tipo de cara que perdia um segundo de sono por causa de uma mulher. Principalmente uma adolescente.
Tudo bem que Bonnir não era uma adolescente qualquer. Era a Bonnie, a garota dos olhos enigmáticos, do sorriso aberto, das crenças absurdas, a garota que tinha perfume de verbena. A garota excêntrica e meiga.
Damon não podia entender. Duas semanas sem levar mulher alguma pra sua casa. Duas semanas sem beber com Caroline.
A parte da bebida era meio verdade. Pessoas como Damon funcionam a base de álcool, não há outra forma de viver.
Damon parou perto da secretária de Klaus e sorriu calmamente.
-O diabo se encontra ou foi procurar almas pra devorar? — perguntou efusivamente o quê deixou asecretária vermelha.
Carolas. Humpf.
-Na verdade foi pedido que ninguém o interrompesse.- disse ela ajeitando os óculos. — Está acompanhado.
Damon abriu e fechou a boca várias vezes igual a peixe. Klaus estava brincando com fogo se havia levado Hayley pra dentro daquele escritório. Caroline mataria sem pensar duas vezes.
-Hayley está com ele? — perguntou curioso.
-Na verdade a esposa dele está lá dentro. — disse a secretária não querendo entregar o chefe. — Caroline Mikaelson.
Vários sentimentos passaram pelo rosto de Damon. Confusão. Alívio. Compreendimento. Malícia e por fim seu rosto de transformou na tradicional cara de "Prazer, me chamo Damon e quero saber a cor da sua calcinha" . Ele olhou para a senhora e disse:
-A senhora tem duas opções: Entrar comigo nessa sala e ser demitida ou ir tomar um cafézinho e manter seu cargo aqui.
Não foi preciso pedir duas vezes. A mulher saiu quase correndo do alcance de Damon e parecia determinada a não voltar tão cedo.
Damon olhou para a porta e começou a pensar consigo mesmo. Ele podia entrar em estilo Jack Chan, ou Rambo. Ou ser sútil e observar o quê eles faziam por um tempo antes de interrompê-los.
O moreno de olhos azuis resolveu entrar em seu próprio estilo. Andou calmamente, com aquele jeito bad boy que poucos caras conseguiam ter e que dizia para as mulheres "fonte de prazer imediato".
Bem, o quê ele viu quando escancarou a porta sem o menor pudor foi exatamente o quê ele pensou.
Klaus e Caroline estavam na maior pegação dentro do escritório. Caroline estava sentada em cima da mesa e todos os contratos milionários estavam no chão ou haviam virado papel higiênico da loira. Klaus estava preso entre as pernas delas, as mãos postas abaixo do quadril apertando o corpo dela contra ele.
A roupa de Klaus estava amarrotada e Caroline havia perdido a parte de cima e estava apenas de sutiã rosa claro e toda a extensão de sua pele exposta estava vermelha.
Ambos ofegavam loucamente.
-Nossa. — declarou Damon pegando os dois de guarda baixa. — Acho que logo logo teremos loirinhos arrogantes com tendência ao alcoolismo correndo por essa empresa.
Klaus ficou paralisado imediatamente. Caroline, perdida como sempre, soltou um gemido alto que ecoou pela sala e deixou a situação mais constrangedora. Ao perceber que estava sendo observada por Damon, ficou mais vermelha do que já estava.
-Por favor não parem por minha causa. — pediu Damon e se sentou em uma poltrona. — Ao contrário de outras pessoas eu sou um apreciador do sexo...
-Damon.
A palavra foi dita baixa, mas pela primeira vez Damon considerou que interromper os dois não era uma boa ideia. Klaus o olhava com fogo nos olhos e de sua garganta parecia estar vindo um rosnar.
-Babaca. — murmurou Caroline se recuperando do choque e desceu da mesa.
A loira começou a procurar a regata que estava embaixo da mesa. Damon continuou observando os dois e tentou sustentar o sorriso debochado, mas era difícil com a fúria dos olhos de Klaus.
Caroline não parecia disposta a conversar sobre o acontecido. Pegou a mochila e disse simplesmente:
-Vou conversar com Elijah. — anunciou e saiu da sala sem um beijinho de despedida em seu marido.
Damon queria acompanha-la. Não queria ficar na mesma sala que Klaus naquele momento, mas tinha a levei impressão que Klaus o mataria se ele se movesse muito.
Para a total surpresa de Damon assim que a porta bateu nas costas de Caroline a tensão se dissipou e os ombros de Klaus relaxaram.
-Obrigado, cara. — disse o chefe e desabou na cadeira.
A boca de Damon se abriu.
-Como assim? — perguntou se aproximando. — Eu apitei quando a bola estava pra entrar no gol...
-Não faça isso Damon. -Klaus pediu cansado.
-Ok. Eu acabei de interromper quando você estava prestes a enfiar o seu...
-Não faça isso também. — interrompeu Klaus de novo. — E eu agradeci porque estava prestes a cometer um erro.
-Cara, como assim um erro? — perguntou Damon. — Vocês são marido e mulher, nenhum tem doença, a Caroline toma pílulas.
-Não é isso idiota. — respondeu Klaus bufando. — A situação toda é muito complexa, eu e Caroline estamos nos dando bem e isso é estranho porque quando eu tento colocar a mão nela ela se afasta como se tivesse levando algum tipo de choque. Eu não sei o quê ela quer da vida e me desculpe, mas eu não quero dormir com ela hoje e amanhã ela tentar me matar com o travesseiro.
Damon se ajeitou na cadeira e apoiou o queixo bem delineado não mãos. Parecia, definitivamente, um conselheiro amoroso.
-Você está com sintomas de paixão, Klaus. — declarou com ar imponente.
-Vá se ferrar Damon. — Klaus disse e um sorriso preocupado surgiu em seus lábios. — É que eu tenho a Hayley ainda.
Hayley. Damon não tinha nada contra ela,pelo contrário. Era a favor de que ela viesse com saias para ter vislumbre das belas pernas. Mas ela não era mulher pra Klaus, o tornava muito sério.
-Esqueça ela.- sugeriu Damon a sua tática infalível.
-Não é tão simples. — cortou Klaus e a carranca voltou. — Ela é a mulher que me acompanha a muito tempo, nós temos o tipo de conexão que eu valorizo.
-Não companheiro. Hayley é a mulher que deixou você enferrujado, que fingi orgasmos. -Damon enumerou nos dedos. — A única diferença dela para uma boneca inflável são os saltos altos.
Klaus pareceu não gostar do modo como Damon se referiu a Hayley e o característico olhar perigoso voltou. Antes que fosse expulso da sala do chefe Damon disparou:
-Você não deve mais vê-la. Caroline te mata se descobre.
-Eu não devo traze-la aqui. — Klaus corrigiu. — Mas posso passar a noite com Hayley no apartamento dela.
Damon assentiu com a cabeça.e olhou para o relógio. Tinha que terminar uns relatórios antes de ir embora.
-Agente se fala amanhã, amigão. — ele disse e saiu da sala.
Ao invés de ir pra própria sala resolveu dar um verificada na sala de Elijah,
Elijah e Caroline conversavam animadamente na sala e quando Damon entrou Caroline continuou sorrindo e não pareceu nenhum pouco aborrecida. Esticou os braços na direção dele, como os amigos fazem quando querem que o outro se aproxime.
Damon se aproximou e sentou no colo de Caroline. Ele a conhecia fazia uns três anos. Stefan havia apresentado os dois e ele logo partiu pra cima, mas Caroline se mostrou uma ótima amiga. Caroline era o tipo de pessoa que todo mundo queria perto. Era a melhor amiga de Stefan, de Elena, de Bonnie, de Matt e de Damon. Antes dela, não havia outra mulher com quem Damon havia se preocupado de verdade.
-Qual a boa pra hoje? — perguntou segurando as mãos de Caroline ao redor de si.
Elijah sorriu.
-Eu vou sair com uma garota maravilhosa que eu conheci. — anunciou fazendo suspense. — Lamento, mas a noite será apenas minha e dela.
-Eu e Caroline não precisamos de você. — disse Damon. — Sabemos fazer festa sozinhos.
Caroline sorriu.
-Exatamente.- concordou . — Damon, eu estou afim de sair hoje. Eu passo na sua casa lá pelas sete e a gente decide onde iremos, ok? Preciso ir pra casa tomar banho.
Damon sorriu maliciosamente.
-Se livrar da saliva de Klaus? -perguntou e recebeu um beliscão como resposta.
-Te vejo depois.
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