Vai Que...
14 Capítulo 14 Party, Party hey 2
Notas iniciais
Super emocionada!
Ao total são três;
Para comemorar, bora ler!
Então eu queria pedir uma ajuda a vocês. Músicas para ter nessa fic. Românticas, animadas. Acho que fica melhor de se entender e sentir. Por isso, qndo deixarem um comentários façam sugestões ou mandem um MP.
XOXO.
Klaus mal prestou atenção na reunião que consumiu toda a sua manhã. Havia chegado atrasado e assim que se sentou na cadeira da presidência seus pensamentos dispersaram de uma maneira não típica dele.
Ele mantinha um relacionamento com Hayley havia dois anos. Não era nada assumida ou romântico, eram apenas encontros nos quais conversavam alguma coisa e depois iam para na cama, ou na mesa do escritório, dependendo da urgência.
Era certo que as pessoas desconfiavam, mas ele era o chefe, e ninguém é doido o suficiente para repreender o chefe. E Hayley era uma mulher prática. Nunca havia pedido um relacionamento declarado ou feito qualquer exigência para Klaus, algo que ele passou a admirar e que aos poucos passou a ser um sentimento mais carinhoso.
Klaus nunca havia pensado em casar ou mesmo em namorar sério. Não por ser um solteirão convicto ou amargurado. Simplesmente não tinha cabeça para isso. Sua vida era sua empresa e não sobrava espaço para uma vida pessoal.
Nos raros e curtos momentos em que pensava em compromisso sua mente voava em direção a Hayley. Ela era linda, inteligente e seu ritmo no trabalho era tão intensa quanto a de Klaus que não haveria exigência. Ela era perfeita e assim passou a ser a mulher ideal para Klaus.
Então Klaus sempre planejava assumir o relacionamento deles, mas por ser muito ocupado esquecia ou adiava. Nunca chegou a propor nada digno o suficiente.
Até que Damon resolveu seu estado civil. Klaus dormira solteiro e acordara casado e desse modo viu todas as suas chances com Hayley serem jogadas pela janela.
Klaus havia empregado Damon por motivos óbvios: Haviam crescidos juntos, passado pela fase irresponsável juntos (fase em que Damon ainda se encontra) e enfim, eram amigos.
Klaus havia presenciado desde pequena a saúde e casamento de seu pai se deteriorar por causa da empresa e sempre pensou que poderia fazer diferente. Algo que se provou falso em duas semanas.
Ele ficaria louco se não tivesse ninguém para distrai-lo. Soube que Damon havia se formado em direito e resolveu contratá-lo. Mas contrataria o velho amigo mesmo que não tivesse concluído o ensino fundamental. Damon iria tirá-lo do estressa.
E realmente, Damon ignorava certo principios( como a ética) e se mostrou indispensável nos acordos internacionais.
Mesmo Damon não foi o suficiente para acalmar ou mudar a realidade de Klaus: ele iria enlouquecer se continuasse na empresa. Então, como todo bom amigo, ele virou saco de pancada. Qualquer setor da empresa que tivesse algum problema era culpa de Damon e foi assim que nosso querido advogado entrou em moda de destruição total.
E casou Klaus com Caroline.
Se Klaus achava que sua vida estava ruim, piorou com a chegada de Caroline. Ela era o tipo de jovem que quer mudar tudo a sua volta e deixar sua marca. Era entrometida, marrenta e levemente cínica, irônica e... loiramente insuportável.
No entanto, aqui estava Klaus pensando nela. Não havia nada de romântico no pensamento, apenas curiosidade. Num primeiro momento ele achou que seria péssimo viver com ela. Depois percebeu que Caroline era leve e fácil de puxar conversa e agradar os outros(por mais que tentasse apenas desagradá-lo). Tinha uma personalidade forte, e meu Deus, muito forte mesmo. Klaus não podia estar em sua própria sala pois sua querida esposa decidiu não mudar somente a cadeira, e sim toda a decoração. Ela não havia comunicado nada a Klaus, o quê foi um choque para ele. Imagine chegar na sua empresa e ver sua sala sendo destruída sem seu consentimento?
E ela também havia ido para a sua cama. Bom, aquilo foi um tanto surpreendente. Eles havia passado um ótimo dia juntos e quando deram por si a noite também havia sido peculiar.
O sexo com a Hayley era apenas sexo. Seco, para sermos mais exato. Com Caroline havia sido provocativo e quente, algo que el não experimentava fazia um tempo. Ela era jovem e provava isso de todas as maneiras.
O sexo havia sido tão surpreendente que quando Klaus saiu da sala da reunião e foi almoçar Damon o encontrou e comentou:
-Você está diferente!
Klaus sorriu por mais que isso pudesse o encontrar.
-A reunião foi boa. — comentou calmamente.
-Mentira, quer dizer, todas as suas reuniões são boas.Ninguém se opõe a você. — aponto um Damon observador. — Você está com cara de quem teve uma ótima...
Os olhos da Damon brilharam e a compreensão o apanhou. Klaus permaneceu quieto.
-Caroline? — Damon perguntou curioso. — Eu sabia. Você e ela...
-Damon, pare de fantasiar. — tentou Klaus. Mas Damon era advogado e estava acostumado a pressionar as pessoas.
-Então você quer dizer que todo esse andar de macho alfa, os ombros postos para trás, a cabeça erguida e...
-Eu sempre ando assim. — disse Klaus entredentes enquanto entravam no elevador.
-Sim, mas dessa vez você parece... — Damon riu. — Cara eu te conhece desde que estávamos no útero materno. Melhor, nossos pais eram amigos e viviam juntos, vai que quando nós éramos espermatozoides eles tiveram uma reunião ou um jantar. Nós ficamos a menos de alguns metros de distância, então não minta para mim. Você e Caroline...
Klaus revirou os olhos. Os delírios de Damon sobre espermatozoides até poderiam fazer sentido.
-Damon eu confesso. — disse ele. — Mas é super normal. Somos marido e mulher.
-Contra a própria vontade. — comentou Damon. — Cara, você vai me contar tudo.
E foi a muito custo que Klaus contou tudo. As vezes parava porque Damon tinha surtos de risos e depois de tudo contado Damon passou o dia infernizando sua vida. Sempre que podia dava um olhar sugestivo ao chefe e até mesmo se deu folga aquele dia. Só para poder ficar próximo de Klaus e irritá-lo.
Damon só não ficou até o horário que Klaus ficava porque o patrão era sempre o último a sair e tinha que se encontrar com suas garotas. Não contou nada a Klaus. Ele e Caroline que se entendessem depois.
Klaus chegou meia noite e meia em casa. Não havia estado com Hayley, mas Damon o atrasou muito em seus contratos.
Pela escuridão e silêncio Caroline não havia voltado. Não que ele acreditasse nessa de treino de futebol, já havia sido rei em mentiras. Ela devia estar em alguma balada bebendo loucamente na companhia de Damon, por isso ele não se preocupou.
Se jogou na própria cama e adormeceu rapidamente.
Klaus não era o tipo de pessoa que sonhava e seu sono era leve. Por isso, acordou as quatro horas da manhã com seu celular vibrando no criado mudo ao lado da cama. Sua empresa tinha muitas sedes pelo mundo e o fuso horário era ignorado por outros diretores.
Não leu o identificador de chamadas.
-Alô? — perguntou com a voz rouca.
Demorou um momento, mas um suspiro foi ouvido e uma voz baica disse do outro lado:
-Pode vir me buscar?
Klaus pensou em muitas respostas mal educadas para dar. Mas algo na voz de Caroline, o tom de voz de alguém que está engolindo o próprio orgulho, fez ele ignorar o próprio mau humor.
-Qual o endereço?
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