Vade retro, Satana

24 O Predador e a Presa


Ao sair da suíte, Eduardo percebe o alçapão que permite acesso ao forro. Sem escada próxima, empilha o suficiente para conseguir escalar e impulsionar o corpo contra a tampa e agarrar a borda.

O cômodo mal-acabado revela uma verdade aterrorizante: o ataque foi premeditado. Equipado com estrutura simples de vigilância, a tela do computador exibe um mosaico de imagens das câmeras espalhadas pelos ambientes internos e externos.

Agiram com abunha durante a estadia, por isso as aparições no andar de cima sumiam rapidamente, foi um movimento coordenado. Pelo aparelho, observa as figuras ao redor da residência.

Não há escapatória, conclui.

Notas finais
Dia 24: Abunha. "Abunha vem do verbo abunhar: viver com parcimônia (modo de se comportar comedido, calmo, sóbrio, sobriedade)". Não sei se ficou parecendo irreal a ação do Eduardo, mas acho que a limitação de palavras me prejudicou um pouquinho nesse capítulo. O alçapão não fica tão alto, na verdade eu peguei como base o que tem aqui em casa, seria possível empilhar e impulsionar para dentro KKKK. Enfim, fora que ele está movido pelo instinto de sobrevivência, a adrenalina correndo pelas veias... Desde que chegaram, as aparições foram causadas por meio da ação de pessoas, o primeiro contato com o sobrenatural foi pelo espírito dos gêmeos.