VINGATIVOS

4 Conversas no Elevador


Olhei para o relógio que estava na parede pelo menos umas duas vezes, ainda era muito cedo, não consegui dormir depois da conversa que tive com Nolan. Meu objetivo quando voltei pra essa cidade foi pra buscar respostas e quando eu finalmente estava as encontrando, outras perguntas se formavam. Porque aquelas pessoas que se diziam amigas do meu pai fariam algo desse tipo com ele? Meu pai nunca me contou nada sobre a vida dele em New York, ele sempre me contava histórias talvez inventadas de uma vida feliz que ele teve com a mamãe, eu sempre notei lágrimas em seus olhos enquanto ele me dizia essas coisas, mas nunca soube o motivo delas. Eu estava disposto a descobrir tudo, Nolan prometeu me ajudar, ele não quis me acompanhar até em casa ontem, apesar de eu ter insistido muito, ele não queria se encontrar com sua namorada que por sinal morava nesse prédio.

Me levantei da cama ainda com os olhos vermelhos, caminhei devagar até o banheiro e tirei a roupa. Liguei a ducha na água quente e entrei debaixo completamente nu, fiquei pensando em como agir naturalmente na presença de Cody, ele era o filho de um Mikaelson, pessoas que eu estava disposto talvez a destruir. Mas eu precisava ter sangue frio, precisava ter Cody do meu lado assim teria mais acesso a sua família. Depois que sai do banho e me vesti, chamei um táxi como o de costume e sai, no corredor do prédio alguns moradores também saíam para seu dia de trabalho, outros para estudar. Quando cheguei no elevador encontrei apenas uma garota, ela usava um vestido azul bem curto e bem justo, seu lindo cabelo vermelho estava com uma trança jogado em seu ombro.

— Bom dia — Ela disse assim que eu entrei no elevador

— Bom dia — Respondi apertando o botão em seguida o elevador se fechou

— Mais um dia de trabalho — Disse a moça elegante segurando uma bolsa pequena nas mãos

— Pois é, vida de adulto, um saco — Respondi sorrindo de canto, ela também sorriu

— Prazer sou Nana

— Prazer Nana, sou Henry

— Henry Pierce, que prazer conheçer você pessoalmente — Disse a moça sorrindo

— Você já me conhece? — Perguntei um pouco confuso, dei alguns passos para trás,

— Bom, você eu não conhecia, mas me lembro de seus pais, eles eram amigos de meus pais há muito tempo atrás, sempre te vi quando criança com eles, depois vocês deixaram a cidade, não me lembrava mais de você

— Qual seu sobrenome?

— Talahassi, sou Nana Talahassi

— Você mora aqui com seus pais?

— Não, meus pais foram vítimas de um assalto há um ano, meu pai foi tentar defender minha mãe e levou um tiro. Minha mãe pirou depois disso, nós a levamos pra casa mas depois da morte do meu pai ela pirou. Ela tentou vários suicídios, tivemos que interna la em uma clínica.

— Oh eu sinto muito, me desculpa não precisava me dizer isso

— Não tá tudo bem. — ela deu meio sorriso e a porta do elevador se abriu

— Bom, um ótimo dia pra você, foi um prazer conhece la — Falei em seguida sai pela porta em direção a rua, o táxi já estava me esperando

Peguei o táxi e fui direto a empresa, o prédio estava bem movimentado, por ser sexta feira algumas pessoas estavam deixando o trabalho adiantado para sair mais cedo. Caminhei até meu escritório, Cody me acompanhou como sempre, ele me explicava algumas coisas sobre alguns investidores não prestei muita atenção. Minha sala como sempre estava bem iluminada, pela enorme janela de vidro e pelas luzes brancas que eram bem fortes. Me sentei na mesa e liguei meu notbook, Cody se sentou na minha frente, ainda estávamos discutindo sobre os investidores. Assim que eu terminei de checar tudo sobre esse assunto nós ficamos em silêncio por alguns minutos.

— Então Cody, você vai ao evento dos Di Laurentis amanhã? — Perguntei quebrando o silêncio

— Tenho que ir, meus pais não me deixam faltar em eventos sociais como esse, querem sair nas revistas como uma grande família feliz, o que não é o caso — Ele sussurrou no final

— Você não se dá bem com eles não é mesmo? — Perguntei enquanto verificava algumas coisas pelo not

— Eles são meus pais e eu os amo, mas as vezes eles me dão medo sabe

— Medo?

— Desculpa prefiro não falar sobre isso, apenas o que eu quero dizer é que não quero ser como eles,

— Por isso quis um emprego aqui

— Sim

Cody e eu terminamos o trabalho mais cedo, assim como os outros fizeram, sexta feira era um dia bem comemorado em cidades grandes como essa. Eu terminei de arrumas todas as coisas e depois peguei minha pasta, passei pelo corredor da empresa Cody e Deny estavam conversando. Acenei com a mão e fui até o elevador , Cody e Dany aproveitaram o momento e me seguiram até lá.

— Quer uma carona — Falou Cody

— Acho melhor não — Respondi, a porta do elevador se fechou em seguida

— Aceite senhor Pierce, eu já aceitei — Respondeu Deny animado

— Bom, tudo bem — respondi

Assim que o elevador chegou até a garagem, caminhamos ao lado de Cody até seu carro. Deny sentou no banco do carona, eu fui no banco de trás dessa vez. Cody ligou o rádio estava tocando uma velha música conhecida, Party in the USA, da Miley cyrus.

— É isso que você ouve no carro? — perguntei do banco de trás, olhando para Cody a minha frente

— Gosto dessas músicas — Cody respondeu olhando pelo espelho retrovisor

— Na verdade ele ama — riu Deny que em seguida levou um soco de leve do amigo

— Vocês se conhecem a muito tempo? — Perguntei

— Dês de que nós éramos crianças, nossos pais sempre foram grandes amigos — Disse Cody

— Entendi, então vocês são melhores amigos? — Perguntei outra vez

— Bom, fomos melhores amigos, hoje somos mais do que isso — Deny falou dessa vez

— Cala a boca — Cody riu de canto

— Fica tranquilo, Henry não vai nos despedir só porque somos namorados, não é chefe?

— Não — eu respondi e sorri de canto

Os dois deram um selinho em seguida, eu fiquei observando do banco de trás. Quando chegamos até meu prédio me despedi de Cody e Deny e em seguida fui em direção ao elevador outra vez. Cheguei até a porta do meu apartamento, Nolan estava lá em pé em frente a porta me esperando.

— Nolan, o que faz aqui a essa hora? — Perguntei me aproximando

Ele não falou nada, quando eu estava em sua frente ele me puxou pela cintura e me beijou, eu retribui o beijo, eu me virei abri a porta enquanto ele beijava meu pescoço, entramos no apartamento assim, Nolan já foi rirando logo a camisa e eu fiz o mesmo, ele continuou me beijando e eu estava ficando louco com tudo aquilo. Com algumas carícias ele foi tirando minha calça e eu tirei a dele, fomos esbarrando nas coisas até o quarto, então eu me joguei na cama e Nolan se deitou sobre mim e ficamos nos beijando, o beijo ficava cada vez mais intenso, então ele me virou de costas e começou a me beijar, pelo pescoço o pelo meu corpo inteiro, eu já estava arrepiado, foi quando ele se deitou por cima de mim outra vez e dessa vez eu senti a dor, eu dei alguns gritos de dor mas aos poucos foi se transformando em prazer. Ficamos assim por alguns minutos, depois fomos juntos para o chuveiro e nos beijamos debaixo daquela água quente completamente nus.

— Eu precisava de você — disse Nolan agora deitado em minha cama

— E eu precisava disso — Respondi, eu estava deitado a seu lado, ainda estávamos nus

— Lembra quando nós éramos crianças e fomos acampar aquela vez? — Falei enquanto alisava o peito de Nolan

— E como esquecer? Foi quando você caiu naquela cachoeira eu pensei que você tinha morrido

— Lembro de ouvir você dizendo a meu pai que se eu morresse você se jogaria dali para morrer também

— Eu sempre amei você Henry, naquela época ainda não sabia como e quanto, mas sempre amei — disse Nolan em seguida me abraçou

Aproveitei o momento para ficar ali agarradinho a ele, era tão bom sentir aquele cheiro gostoso de Nolan, estava com a cabeça em seu peito sentindo sua respiração e seu coração. Já eram três horas da tarde, Nolan se levantou e pegou seu celular e voltou a cama onde eu estava.

— Primeiro passo — Disse Nolan fazendo uma ligação

— Primeiro passo para que? — Perguntei confuso

— Alô, é da clínica san diego? Queria marcar uma visita para uma paciente — Disse Nolan pelo celular

Eu comecei a imaginar o que ele estava fazendo, depois que ele terminou a ligação ele foi até sua mochila e pegou um boné um óculos e algumas roupas bem estranhas, um estilo que eu não estava acostumado a usar.

— Pra que tudo isso? — Perguntei enquanto ele jogava essas roupas na cama

— Pra você, consegui marcar um horário pra você na clínica onde está internada Hany Talahassi, uma das pessoas envolvidas no roubo que prejudicou seus pais a muitos anos

— A mãe de Nana — pensei alto

— Conheçeu minha namorada? — Disse Nolan surpreso

— Sim, hoje mais cedo no elevador, estou chocado por saber que ela é sua namorada

— Eu precisava me aproximar dela, sempre suspeitei daquele assalto onde o pai dela morreu, a mãe internada depois foi o que bastou para tirar minhas conclusões, eles armaram pra ela assim como fizeram com seus pais há muitos anos atrás

— E porque eu tenho que ir disfarçado?

— Se realmente minhas suspeitas estiverem certas, alguém deve estar vigiando ela naquele lugar, como você é novo na cidade ninguém te conheçe e com disfarce, vai ser perfeito.

— Faz sentido

Eu me vesti imediatamente, precisava saber mais sobre o passado e essa seria a oportunidade perfeita. Nolan me ajudou e depois me acompanhou até a clínica, ele ficou me esperando do lado de fora. Eu entrei, estava irreconhecível com aquela peruca de cabelo loiro, um boné e óculos escuros, fora aquela roupa estranha. A moça da recepção me deixou entrar sem problemas, Nolan já tinha cuidado de tudo para que não tivesse obstáculos. Assim que entrei no quarto me deparei com uma pessoa destruída, coisa que eu não precisaria fazer com ela pois já haviam feito por mim. Ela estava com o cabelo todo despenteado, usava uma roupa branca, o quarto todo era branco como suas roupas. só havia uma cama e alguns livros pelo chão.

— Olá — falei assim que entrei, ela me olhava e desviava o olhar para a janela

— O que faz aqui? — Perguntou a mulher com a voz rouca, ela parecia fraca

— Parece que você pagou um preço alto pelo que fez aos meus pais não é? — Falei, ela começou a rir

— Você é Henry? o filho dos Pierce não é?

— Sim sou eu

— Sabe, seus pais eram ótimas pessoas e eu cometi o erro de ficar do lado das más

— Porquê? o que aconteceu?

— Quando houve aquele roubo na empresa, um funcionário soube claro o contador. alguém o matou, é claro que o resto você já deve saber ou não estaria aqui, bom na época meu marido sabia da inocência dos seus pais mas o acusou assim mesmo, como todos os outros. Eu nunca soube a verdade, mas quando descobri resolvi contar, queria derrubar todos eles os Mikaelson os Di laurentis e os Victour, mas meu marido tentou me impedir, ele tentou me matar então eu o matei antes, depois fingi que foi um assalto. Alguém descobriu que eu já sabia a verdade então tentou me matar várias vezes e assim conseguiram me internar nesse lugar, bom quem vai acreditar em uma louca agora não é mesmo?

— Eu acredito, e estou pronto para me vingar de todos eles, se você realmente queria fazer justiça me ajude -Eu falei assim que ouvi toda aquela história

— Eu esperava que você dissesse isso — Disse Hany, ela então caminhou até um livro, tirou um cd de dentro do e em seguida me entregou

— O que é isso?

— Nesse CD tem gravada fotos de Jhon Di Laurentis com sua amante, a recatada senhora Elisa Mikaelson, não posso te entregar provas para arruinar eles no momento, mas com isso você já pode causar uma grande briga entre eles. Faça eles se voltarem um contra o outro, vai ser mais fácil derruba los quando estiverem sozinhos.

Eu peguei o CD e sorri de canto, a senhora Talahassi voltou a cama e começou a rir sozinha. Um médico apareceu na porta e pediu para que eu me retirasse pois havia terminado o tempo de visita, eu sai da clínica e caminhei até o carro onde Nolan estava me esperando, ele sorriu quando me viu aproximando do carro com um CD nas mãos

— E então? — ele perguntou

— Esse evento dos Di Laurentis costuma ser destaque na mídia?

— Sim, sempre sai em capas de revistas e noticias, mas porque?

— Primeiro passo da vingança... com certeza eu não vou perder esse evento por nada, eu juro que eles vão se lembrar dessa festa pro resto da vida, todos no evento vão saber de algo que vai fazer com que os Di Laulentis e os Mikaelson se odeiem...