VENENOSA
37 Novos rumos.
Notas iniciais
Bella
Enquanto eu batia em Jessica, eu sentia o meu ódio dobrar de tamanho, a cada tapa, soco ou chute que eu
dava nela , eu me lembrava de tudo que ela me tirou, ela me tirou toda a minha paz, ela fez brotar de
mim o pior lado, um lado que com muito custo eu consegui dominar, uma chama que com muita insistência
por parte de Jasper eu consegui aplacar, a ira primitiva que nasceu comigo brotou do meu peito se
irradiando por minhas veias, músculos, pele e sentidos, eu já não sabia mais o que eu estava fazendo,
literalmente eu tinha saído de controle e a Bella perigosa estava a solta, essa Bella tinha a ira de um
tornado, quando eu senti o par de braços de Edward ao meu redor, me tirando de cima de Jessica, foi que
eu vi a merda que eu estava fazendo...eu quase tinha matado Jessica, ela estava deitada sobre o tapete
todo sujo de sangue, olhei para as minhas mãos elas estavam esfoladas de tanto bater em Jessica eu
olhava embasbacada o nível que o meu ódio me levou, ela me fez ver o que eu era.
# Flash Back#
Era mais um verão que eu ia passar na casa da minha avó, eu tinha acabado de chegar e como qualquer
criança de sete anos, eu só queria sair e brincar com os meus primos e os meus irmãos, mas minha avó me
levou até a biblioteca onde eu sempre ficava quando íamos a visitar, mas antes de sair, ela se abaixou
até ficar à minha altura, me olhou com seus olhos duros feito pedra e me disse friamente
– Isabella, não importa o quanto você tente mudar, no fundo do seu coração sempre vai ter veneno, e
esse veneno um dia vai escapar do seu controle e ai.... Ai você vai ver que eu sempre tive certa em não
confiar em você, você é como as águas da chuva pode ser boa por um tempo, mas no final das contas
sempre vai dar um jeito de ferir quem está perto de você... Agora não me amola e fica ai dentro até os
seus pais chegarem.
– tudo bem vovó- falei indo me sentar no grande sofá branco e puxei um livro da sua coleção e comecei a
folheá-lo, eu me sentia cada vez mais fria, e abandonada, na verdade eu me sentia como uma doença que
devia ser exterminada, tinha se passado menos de 15 minutos quando eu vi Jasper subir desajeitado a
janela que dava acesso à biblioteca.
–Bella... Abre... A. Janela- falava Jasper arfando devido ao esforço de ter escalado até o segundo
andar da casa por um cano de ferro que ficava do lado de fora, de pronto eu a abri.
–Jazz a vovó vai ficar brava, se ela te pegar aqui... Não quero nem pensar- o simples fato de ver Jazz
ser castigado só por estar perto de mim era demais pra eu aguentar — Jazz vai embora... Eu vou ficar
bem... — menti já sentindo as lagrimas marejando os meus olhos.
– shh Bella... Não se preocupe... Eu sempre vou estar aqui- falou enquanto me embalava até que a
escuridão me dominou.
#flash Back off#
Quando eu voltei a mim, eu estava sentada na cama de um hospital com as duas mãos enfaixadas, e o corpo
todo coberto por esparadrapos, o cheiro forte de hospital trouxe a tona todos os meus sentimentos mais
podres.
eu sou a assassina de uma criança, e por isso Emmett quase morreu de overdose numa tentativa de Jessica
se vingar de mim, Jasper quase quebra o nariz enquanto brigava com Emmett para me defender , Emmett
quase me mata enquanto eu tentava impedi-lo de matar Jasper de tanta pancada , ou seja, onde eu passo
só trago desgraças, eu sou como a peste negra, por onde eu passo, eu só trago a dor, eu tenho até medo
do que pode acontecer com os meus amigos e parentes se eu permanecer aqui... Tomada por essa decisão
foi que eu peguei um lençol grosso enrolei em volta dos ombros, pois a noite estava para lá de fria,
abri a janela e com muita dificuldade, deixei pra trás tudo o que um dia significou algo pra mim, sai
sem dizer sequer um adeus.
–Como eu posso ser tão covarde? Eu não posso virar as costas para eles que estavam ao meu lado quando o
meu mundo inteiro caiu, é claro que Jessica não os vai poupar só por que eu não estou perto para
assistir a sua vitoria,eu preciso voltar e dar o meu melhor para mantê-los em segurança. — pensei
comigo mesma enquanto voltava para o meu quarto.
{...}
Eu já estava deitada na cama do hospital esperando eu receber a minha alta, quando outra vez o medo me
dominou, eu queria mais que tudo abrir o chão e desaparecer, então quando eu vi Jasper entrar naquele
quarto com um sorriso de satisfação no rosto, senti todo o meu mundo se reerguer.
– Bella já está tudo certo... Jessica não vai ser mais um problema- falou serio, porém aliviado.
–como assim? -perguntei com medo da resposta — ela... Morreu?
–não Bella, Deus me livre — falou rindo- eu entreguei o diário aos pais dela, eles acabaram lendo a
parte do aborto e de como ela planejava te matar, então decidiram que ela tinha que passar uma
temporada num hospital psiquiátrico para ela se recuperar desse trauma. — tentei não rir, mas foi mais
forte que eu, por que bem ou mal eu tinha vencido, e isso enchia o meu peito de uma paz indecifrável,
inexplicável, eu queria abraçar o mundo, e foi o que eu fiz, me agarrei a Jasper, que era o meu mundo,
se não todo, pelo menos a base dele, eu não sei o que eu seria se Jasper não fosse a mão que me guia,
me ajuda e tira tudo de mal do meu caminho, Jasper é e sempre foi o meu ponto de refugio, era olhar
para ele que toda a minha ira se aplacava, porque ? Por que Jasper sempre foi a pessoa mais pura que eu
conheci.
Edward
Assim que eu cheguei ao estacionamento eu senti como seu o inferno tivesse se aberto e o próprio diabo
estivesse me dando as boas vindas, sentado no capô do meu carro estava ninguém mais, ninguém menos que
Carlisle Cullen, ou seja, o meu pior pesadelo, também conhecido pelo titulo de “pai”
– O que você está fazendo aqui? — perguntei tentado esconder o meu medo crescente atrás de uma parede
de raiva e indignação.
–Calma, filho, eu fui chamado pela família Stanley para refazer o rosto da garota que a sua namorada
destruiu... Em todos os meus anos de carreira, eu nunca tive tanto trabalho, tive que recolocar o nariz
da menina no lugar, tive que implantar placas de titânio nos seus maxilares e na maçã do rosto, além de
ter que tirar as cicatrizes que com certeza iam ficar, mas agora está tudo em ordem e a garota já não
corre mais risco de morte.
– Ok, a parte de o cirurgião plástico estar num hospital reconstruindo um rosto não me importa, o que
me importa é o que você está fazendo no meu carro.
–Ah isso?- me olhou com sarcasmo, seus olhos de águia me fitaram e então um sorriso, o maldito sorriso
Cullen, se espalhou por todo o seu rosto — Eu quero fazer um trato com você.
Aquela realmente era uma ótima piada
–Qual trato? — eu queria ver até onde ia a insanidade do meu "velho e querido pai"
–Hum... Eu preciso dos seus servicinhos sujos, tem uma pentelha que esta atrapalhando minha vida e eu
quero que você a tire do meu caminho, então não me venha com essa de que está apaixonado e todo esse
lixo romântico, eu quero que você vá até lá e arranque toda a felicidade dela, eu quero que tire até o
brilho de seus olhos, se possível faça com ela se mate, não quero que ela seja mais uma pedra no meu
caminho — me olhava friamente e do jeito calculista de sempre
– Mas o que eu ganho com isso? — perguntei tentando não voar na garganta daquele velho maldito.
– Você? Nada... Mas a sua namoradinha ganha o direito à liberdade. – falou rindo triunfante da minha
cara.
– Do que você está falando? — perguntei confuso — como assim? Bella não fez nada fora da lei.
– Não mesmo? De acordo com os laudos médicos, ela causou múltiplos traumas naquela garota, você acha
mesmo que se ela morresse decorrente de um traumatismo craniano ou de hemorragia interna ninguém ia por
toda a culpa na sua namoradinha ?
– Mas... Carlisle, você mesmo disse que a Jessica está bem...- tentei entender o que ele estava
tentando me dizer.
–Realmente ela está, mas se você não fizer o que eu estou mandando, eu juro que mato a garota e ponho
sua namoradinha atrás das grades, e de lá nem mesmo o diabo a tira. Entendeu? — berrou enquanto
cutucava o meu peito com o seu jeito Carlisle de ser. — entendeu Edward ?
Derrotado assenti, o meu amor por Bella era maior que tudo, até mesmo que a minha moral...
–Me passa a ficha da garota, eu preciso estudá-la — falei estirando a mão contra vontade, mas ciente de
que isso era necessário aceitei o serviço, na verdade aceitaria quantos fossem necessários para manter
Bella em segurança.
Quando olhei a ficha eu senti o meu mundo afundar mais uma vez.
Aquela ficha era a ficha de Bella.
Ele queria que eu me livrasse de Bella?
– Como assim Carlisle... Por que eu tenho que me livrar de Bella, qual plano macabro ela está
atrapalhando? — falei com o coração apertado e quase saindo pela boca com medo da resposta.
– Qual? Não seja idiota Edward, você é o plano, você deveria ser a minha obra prima, mas não; vive
correndo atrás dessa garotinha imatura, ou você sai da vida dela, ou eu tiro ela da sua, está em suas
mãos... Agora não me aporrinha e se livra logo dela. — Falou saindo e me deixando ali, olhando atônito
pra o nada.
Minha mente começou a se encher de maneiras com as quais eu ia ter que para me livrar de tudo o que o
meu pai me mandou fazer, eu não ia magoar Bella, nem que para isso eu tivesse que desaparecer no mundo,
mas Bella ia ficar segura...
Sentado no banco do meu volvo, eu pensava nas inúmeras maneiras de salvar Bella, sem que para isso eu
tivesse que machucá-la, mas Carlisle tinha feito uma teia muito bem feita, de qualquer maneira ou Bella
parava na cadeia, ou eu acabava machucando-a, eu já estava prestes a enlouquecer, foi quando uma ideia
meio mirabolante me passou pela cabeça, mas eu acho que de tão louca essa ideia podia chegar a dar
certo, desci do meu volvo e subi outra vez para o quarto de Bella, eu precisava contar para ela do meu
plano para sermos felizes juntos, contra os planos do senhor Carlisle Cullen.
Quando eu cheguei ao quarto de Bella uma enfermeira me disse que eles tinham saído há poucos minutos,
se eu descesse bem rápido era capaz de ainda pegá-los antes de saírem.
Bella
Não fazia nem meia hora que havíamos chegado quando o meu celular começou a tocar, eu não reconheci o
numero, vai que... ne?
– Alô? — Atendi com o pé atrás.
– Alô, Isabella, eu sou Carlisle Cullen, o pai de Edward...- falou arrogantemente.
– Isso eu sei — Falei agora tomando uma postura defensiva — Fala logo o que você quer por que eu não
tenho tempo pra isso.
– Eu posso falar Isabella? Ou você vai ficar me aporrinhando? — falou todo estressadinho.
– Fala — falei me jogando no sofá e esperando pra ver o que aquele chato ia me dizer.
– Então Isabella, o que eu vou te falar é muito sério, eu quero que você saia da vida do Edward, ou
infelizmente eu vou ter que fazer coisas que eu não gosto para isso acontecer.
– Olha aqui Carlisle, eu estou pouco me lixando pra o que você quer... e quer saber de uma coisa, eu
acho que isso é uma senhora falta do que fazer, vai viver a sua vida, vai catar essas peruas fúteis que
você tanto gosta e deixa o seu filho ser feliz caramba, e quer saber mais eu não vou deixar o seu filho
coisa nenhuma, eu estou mais do que disposta a te enfrentar para ficar com ele ok ?
– Isabella, se fosse em outra circunstancia, eu ia amar te ter na minha família, mas você está
atrapalhando os meus planos, então saia logo da vida de Edward, ou eu garanto que vocês dois vão pagar
muito caro por esse romance adolescente.
– O que você vai fazer? Vai mandar nos prender? Vai nos matar? ou o que? — falei em tom de deboche.
– Olha garota – falou tentando se controlar – Se eu não conseguir acabar com a sua vida, pelo menos com
a do Edward eu juro que eu acabo, ele fez merdas suficientes pra ele apodrecer na cadeia, então se você
realmente o ama sai da vida dele.
Continua...
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