V1 - Vingança Suprema
7 Luz E Trevas
- Achou que poderia me matar Diego? – Perguntei furioso.
- O que você é? – Perguntou ele apavorado ignorando a minha pergunta.
- Eu sou a maldade, a culpa e a vingança.
- O que você é? – Perguntou ele novamente.
- Eu sou um demônio. – A palavra perfurou a face de todos. A incredibilidade apareceu nos rostos ao meu redor. Isso me faz rir. Eu sabia o quanto essa coisa de demônio assustava as pessoas.
- Você é... O que? – Perguntara Diego novamente.
- Será que você é surdo? – Eu pronunciei com raiva. – Sou o demônio da morte.
- Você acha que me engana? – Disse ele; tentando esconder de mim seu próprio medo.
- Tudo bem, vou te provar.
Olhei ao redor procurando uma vitima, estava me divertindo pela variedade. Procurei uma especifica; que o faria acreditar em mim mesmo que não quisesse. Encontrei. O pobre Doug estava apertando as mãos de sua mãe, com tanta força que ela estava vermelha. Dos seus olhos caiam lagrimas angelicais. Ele iria para o céu, mas eu poderia mandar o resto para o inferno.
Minha boca se curvou num sorriso malicioso e safado. Estava pronto para o golpe final. Eu já havia começado, somente esqueci-me de terminar. Ele já deveria estar morto. Eu agia sozinho, Azharar parecia confiar em mim para o trabalho. Isso me deixou muito mais excitado.
Apontei minha foice na direção de Doug e puxei-a como se ela tivesse agarrado o menino e agora estivesse voltando, entregando-me o prêmio de vencedor. Ele estava sendo puxado por mim. Eu estava sugando o espaço entre nós.
Quando ele percebera agarrou mais forte a mão de sua mãe. Ela tentava puxá-lo de volta, mas não havia resultado.
- Solte-o. – Eu ordenei.
- Nunca. – Rebateu ela. – Deixe-o em paz.
- Espera sua vez. – Eu disse; paciente.
- Não ouse tocar nele. – Rugiu Diego. Eu rugi de volta e percebi que todos pularam com meu rugido de guepardo.
- Solte o menino. – Eu ordenei. Mas ela mexia a cabeça dizendo que não e chorava. – Tudo bem.
Delicadamente eu cortei o ar com a foice e ela cortara o braço de Diana. Ela, apavorada começou a gritar enquanto o seu filho chorava e ficava paralisado ao ver o braço de sua mãe em sua mão.
- Seu monstro. – Alguém gritara.
- Monstro? – Eu ri angustiado. – O que você sabe sobre isso?... Você nunca foi rejeitado. Nunca viveu sozinho e nunca teve que se virar! Você nunca sofreu por as pessoas te olharem de cara feia. Você nunca foi odiado sem haver um motivo. – As palavras saiam furiosamente por minha boca. – Você nunca sofreu num orfanato imundo.– Até agora eu não tinha percebido, bem, eu estava trabalhando sozinho, mas agora Azharar estava junto comigo. A dualidade da minha voz fez todos se encolherem de pavor.
- Coitado de você. – Agora eu descobri quem era. Olhei raivosamente para aquela velha senhora que uma vez dissera que eu era uma tentação e que eu devia morrer.
- Coitada de você. – Eu rugi, minha mão cortou o ar novamente e o vento cortara a senhora ao meio, fazendo duas mulheres chorar. – Eu disse... Coitada dela.
Virei-me novamente para Doug, atormentado por minha face de demônio. Comecei a sugar o ar entre nós e de repente ele ficara na minha frente, olhando-me assustado.
- Nem pense nisso. – Diego gritara.
- Calado, eu já disse. Não quero voltar a repetir. Se você me interromper novamente eu te matarei sem piedade.
- Não o mate. Mate-me, mas deixe-o ir. – Implorara Diego agora.
- Não se preocupe. – Eu o adverti. – Você será o próximo. – Ri por um instante e depois virei-me para Doug de novo.
– Olá Pequeno Doug, é muito bom te reencontrar. – Dissera eu divertindo-me com sua angustia.
- O... o... Olá. – Gaguejara ele.
- Você parece ter crescido. Se sente maior de algum jeito? – Perguntara eu despreocupado, alongando o momento de dor que ele sentira.
- Ahh... a... Eu acho que não. – Ele não conseguia parar de gaguejar. O pobre garotinho tremia tanto que eu pensei que o chão estava movendo-se; já que eu estava flutuando a um 1 metro do chão não havia como eu saber.
As pessoas queriam correr, embora não conseguissem se mover. A armadilha de fogo que colocaram para me manter ali já estava acabando. O fogo já queimara toda a madeira. As cinzas jogadas lembravam o formato da armadilha, agora sendo ocupado pelos espectadores assustados.
- Bem Doug. – Dissera eu novamente colocando-me em foco. – Acho que farei você flutuar um pouco. – Seus olhos se arregalaram como se eu tivesse falado que DEUS era um velho senhor que gostava de falar da mal das pessoas e beber cachaça todos os dias.
Ele dera um passo para trás, virando seu corpo na direção de sua mãe, ensangüentada e sentada no chão, segurando o que sobrou de seu braço. O sangue estava em sua roupa de marca, comprada em alguma loja chique fora da cidade.
O menino agora encarava seu pai como se dissesse adeus para ele. Seus grandes olhos azuis jorravam lágrimas gigantes que faziam meu nariz arder com o cheiro. O sal queimava nele e me dava vontade de espirrar. Franzi o cenho.
As pessoas em volt estavam começando a se preparar para atacar. Todos com suas armas na mão. Pedaços de pau e pedras pequenas, que certamente, não me fariam nenhum mal.
- Muito bem então Doug. – Dissera eu, os olhos colados nos de Doug, derrotados, encarando-me com medo. – Está na hora de você sentir o sofrimento alheio.
Abri os olhos o tanto o quanto foi possível. Eles começaram a faiscar serpentes de um vermelho sangüíneo. Dou levantara do ar como se uma corda estivesse amarrada em sua cintura. A tortura estava começando.
Eu movimentava a mão esquerda, controlando o fantoche que havia em minhas mãos, ligadas pelo meu fio da limpeza. O pequeno vírus seria o primeiro e seria o que sofreria mais.
Joguei o polegar e mindinho dedo para o lado, colocando-os eretos, e os braços de Doug ergueram-se e se colocaram para os lados de maneira horizontal sem que ele mandasse. Juntei os pés dele com meus três dedos do meio.
Com minha outra mão livre eu convoquei minha foice. Diego estava enraivecido e angustiado; chorando e soluçando sem parar por ver seu filho, preso no ar em forma de cruz. Ele pulara em cima de mim e a barreira se serpentes negras abaixo de mim respondera defensivamente, colocando—se diante de mim como um escudo, defendendo-me de seu ataque.
Ele caíra, mas havia desistido. Começara a bater na parede negra e transparente, dando ombreadas e cotoveladas tentando quebrá-la. Eu via com satisfação como minha proteção suprema era eficiente.
- Não se intrometa. – Eu disse, irritado.
- Pare. Por favor. É o meu filho. – Diego não parava de soluçar.
- Cale-se. – Eu ordenei furioso.
Virei-me para Doug e girei a foice em 360°. A morte voltou depressa, esperando que eu desse a ela a instrução do que fazer. “Mate-o” disse eu a ela. Correndo com sua capa gasta e escura em direção a Diego.
Ela parou na frente dele, abaixou-se e cortara os nervos perto do calcanhar. Sem conseguir sustentar-se ele caiu impotente.
- Aprendeu então? – Dissera eu.
- Seu desgraçado. – Gritara ela.
Retornei minha atenção para Doug, crucificado no ar. Olhei-o por um instante e comecei a imaginar o que eu faria com ele. Azharar estava meio-a-meio comigo. Ajudara-me em tudo, estava sempre comigo. Nós éramos uma família agora.
Meus olhos ficaram amarelos dos dois lados. Metade do meu corpo continuava branco e o outro continuara preto. A minha barreira começou a cantar para mim. Sua voz era familiar, conhecida e confortável.
Era o meu anjo, quer dizer, meu demônio criança. Amanda estava de volta para me proteger. Eu nunca pensei que gostaria tanto de alguém quanto eu gostava dela. Eu me liguei a ela como se fosse uma irmã. Minha Irmã mais nova, a qual eu protegeria e defenderia se ela precisasse. Eu daria tudo a ela se ela precisasse.
- Por favor, solte-o. – Suplicara Diana chegando perto de mim, interrompendo meus pensamentos.
- Veja o show. – Disse eu maldoso. – Seu sofrimento não vai durar tanto.
- Por favor. Não faça mal a ele. Ele é só um menino. – Soluçando e chorando ele implorava par que eu deixasse seu filho ir embora. –Fique comigo e com Diego, mas deixe-o ir.
- Eu vou matar vocês três.
A morte estava parada ao lado de Diego, mas só eu poderia vê-la. “Mate Diana e Diego“ Dissera eu a ela.
Rapidamente ela seguira numa velocidade impossível. Sua grande foice cortara o pescoço de Diego, fazendo o sangue se espalhar por todo o lado; enquanto as mulheres gritavam em volta da roda. Os homens olhavam angustiados sem poder fazer nada.
O sangue escorria de seu pescoço alongado e pálido. Diana encolhera-se numa tentativa de proteção. A morte veio caminhando à ela, parando e abaixando-se para enfim olhá-la nos olhos.
Ela, aterrorizada; Conseguira ver a morte e agora gritava de pânico, como se ela estivesse sofrendo algum ataque psíquico invisível. O sofrimento, a tortura; vindo e indo na cabeça dela, o reflexo em seus olhos; a morte parada fitando-a veemente enquanto eu me divertia.
Ela, encapuzada de preto movimentara sua foice e arrancara a cabeça de Diana. Choros altos e irritantes ecoavam na recém chegada manhã. O dia claro fazia meus olhos arder. A névoa pairava firme no ar invisível. Eu sabia que precisava terminar tudo; enfim eu poderia descansar após isso.
Havia tanto sangue no chão que pensei que existia um lago vermelho abaixo de mim. Eu adorei a cor viva e brilhante do lago. Bem. Eu devia continuar. O pobre menininho continuava sofrendo, perdido sem gravidade, sofrendo no ar. O cheiro das árvores que estavam misturando-se fazia o meu nariz arder mais ainda.
- Pequeno Doug, isso já vai acabar. – Eu disse olhando-o nos olhos.
- Por favor! Por que você fez isso? – Implorara ele pela resposta.
- Bem. – Disse eu debochado. – Você já devia estar morto então... – Interrompi-me, dando a ele o direito de pensar em seu final.
- Por favor. Por favor. – Suas súplicas estavam deixando-me enojado.
- Calado. — Rugira eu concentrando-me.
Flutuei mais acima, ficando a uns 2 metros mais. Juntara minhas mãos formando um X. Fios gigantes começaram a aparecer das minhas mãos. Eu cortei o ar e os fios enroscaram-se Em Doug, um nos pescoço e dois nos braços. Dois nos pés e um na barriga.
Eles prenderam-se no menino e esperavam pelo meu comando. As pessoas olhavam e estavam com dúvida sobre o que isso significava. Alguns homens ameaçavam-me com a arma, dizendo que iriam atirar em mim.
O sol estava quase chegando. Eu já conseguia ver o seu brilho por entre as montanhas verdes e altas, bem de longe de onde eu estava. Os fios começaram a tremer mostrando sua indignação a minha falta de comando.
- Muito bem. – Eu disse, falando para ela.
“Pode começar” eu pensei. E então o fio começara a apertar Doug por inteiro. Ele gritava de dor enquanto eu ria sem parar. Eu não conseguia me conter ao vê-lo sofrer, eu queria mais daquela droga. Era algo que eu realmente tinha gostado. O fio em seu pescoço estava apertado demais e o sangue estava começando a cair. Seus membros já estavam feridos e vermelhos, o sangue escorrendo pelos dedos das mãos.
O sangue seria meu, sua alma certamente iria para o céu, mas a de seus pais sem alguma duvida não iriam. Doug estava sufocando, já não conseguia respirar, puxava o ar com força, ele não queria se juntar ao menino, servir a ele.
- Pare com isso seu monstro. – Gritara um velhinho que chorava, a maldade estava fazendo mal a ele.
- Tenha cuidado senhor. – Eu adverti. – Você pode ter um ataque cardíaco. –
Joguei toda a força dos meus olhos amarelos e ele caíra, o coração arou do nada, as veias tapadas por minhas ordens. Ele estava sofrendo, e eu tinha uma visão muito agradável, o sofrimento do novo e do velho. O passado e o presente se misturando e sentindo a mesma sensação. Eu era o presente. Eu decidia o que iria acontecer.
Os dois sofriam e encaravam a morte, tranqüila e sorridente; esperando-me para concretizar seu trabalho. “Os dois são seus.” Eu disse malicioso e ela começou sua dança, rápida demais, para olhos humanos; mesmo se eles a pudessem ver.
O escudo de Amanda movia-se junto à morte, e eu não imaginava que ela fosse ir para o “mal”. Amanda e a morte dançavam alinhadas; uma dupla perfeita e de movimentos sincronizados.
O velho já caído no chão não mais respirava. Ele já estava morto. O menino sofria muito e chorava lágrimas de pus. Eu não sabia como era possível uma criança chorar lágrimas de pus. A morte parou na frente dele e começou a sugar sua alma pelos olhos de Doug. Uma camada densa e cinza meio transparente começou a sair dos seus olhos, com se fosse fumaça saindo do bule.
Doug, preso no ar tinha seu pescoço virado para cima agora, e seu sangue caia pelos fios, saindo dos buracos antes feitos por eles.
- Pare com isso. – Gritara uma menina da minha idade, apavorada.
- Se você não quiser ser a próxima fique calada. – Murmurei com raiva.
O menino já estava quase do outro lado da existência. Era incrível ser uma ótima pessoa, uma pessoa que destruía os vírus da maldade, do pecado. O cogumelo de fumaça negra já havia sumido, dando lugar ao céu cinza, que certamente se transformaria num dia lindo de verão, embora isso não fosse comum para Lairwood.
Distraí-me facilmente quando Amanda apareceu e começou a dançar em minha volta. Todo o falatório havia sido terminado. O silencio dizia-me que alguma coisa estava errada.
Outra criatura demoníaca estava chegando, cada vez mais perto, com passos lentos demais para um demônio. Caio. Arrastava-se lentamente a mim. Chegando de mansinho. Gelei-me por dentro e por fora, esperando que ele acabasse com minha festa particular.
- Zac. – Disse ele sorrindo. – Aprontando de novo? –Perguntara ele tratando-me com seu eu fosse uma criança. Franzi o cenho.
- Você realmente não tem mais nada para fazer... Caio?
As palavras fizeram todos ficarem confusos. Primeiro: havia um demônio metade preto e metade branca com azas negras e grandes no centro, sendo a atração principal. Segundo: Agora outro demônio estava do lado de fora. Um ancião que costumava ser respeitado e glorificado por todos. Todas as pessoas estavam apavoradas, os olhos arregalados novamente, os cabelos eriçados.
O sol enfim chegara trazendo a perfeita nitidez aos seus olhos humanos. Todos os detalhes pareciam chegar agora, a eles pelo menos. Eu já conhecia o caveirão ali. Ele estava parado e olhava-me cauteloso.
- Então, o que esta fazendo aqui? – Perguntou ele, trocando seu deboche por raiva.
- Não creio que seja de sua conta. – Respondi irritado.
- Não seja um menino mau. Você sabe que sua mãe Zeneria não vai gostar de saber que esta sendo mau. – Ele agora estava falando com Azharar pelo que eu pude perceber.
- Mamãe adora quando eu sou mau. – Disse Azharar junto a mim. – Mas certamente você não tem nada a ver com isso, tem?
- Bem, para dizer a verdade não, porém eu me preocupo com as crianças que fazem coisas erradas. – Respondera-me ele debochado. Rindo da minha frustração evidente.
- Vá cuidar de suas plantas. – Ofendera Caio com essas palavras, Azharar agora ria dentro da minha cabeça por sua vitória.
- Não se atreva a falar das minhas plantas. – Dissera Caio irritado. Eu não sabia quem ele gostava de plantas, e muito menos que ele ficava tão chateado quando falavam delas. “Não é Caio quem gosta das plantas.” Disse-me Azharar. “Baudy é quem as cultiva”.
- Zac, já chega disso. Você já feriu muita gente e agora eu irei exorcizá-lo.
As pessoas não estavam entendendo nada, mas diante de dois demônios, um anjo do mal e uma caveira feia, elas ficavam perplexas e paralisadas. Ninguém conseguia se mover, mesmo que quisesse.
- Bem. Agora eu te exorcizarei. Rugiu as palavras para mim. Era estranho ouvir uma caveira falar que eu sou um monstro e que deveria ser exorcizado.
- Rah rah. – Eu disse.
- Vamos ver isso então.
O tempo parou? Nada se mexia. As nuvens no céu estavam paralisadas; o céu parou. O sol aquietou-se atrás de uma nuvem cinza e lá ficara. Só o vento ia e vinha nesta cena. O silêncio era maior do que a quantidade de oxigênio.
Caio estava chegando perto de mim, andando lentamente. “Acho que é pra seus ossos não quebrarem” pensou Azharar. Eu ri. O tom sombrio da minha voz fez um menino pequeno se eriçar.
- É o seu fim. – Dissera Caio a mim.
Colocou-se na minha frente e me olhou nos olhos, olhos da mesma cor e mesmo nível de maldade. Ele movimentou suas mãos e sua foice apareceu.
Ele havia convocado a morte, e agora ela estava largando Doug, e ele caíra no chão, inconsciente. Ela parou a frente de Caio e esperou suas ordens. Ela iria fazer quase tudo que ele quisesse.
Ele disse a ela que me matasse. Ele não quis. Ele deveria saber que ela me obedeceria. Afinal eu era seu senhor. Irritado como só Caio consegue ficar, voltou a me encarar de muito perto. Sua boca começava a pronunciar palavras inteligíveis até agora.
Exorcízo te, omnis spíritus immúnde, in nómine Dei + Patris omnipoténtis, et in nomine...- As palavras estavam me matando, queimando o meu corpo, me deixando fraco.
... Jesu + Christi Fílii ejus, Dómini et Júdicis nostri, et in virtúte Spíritus + Sancti, ut discédas...- Essas palavras não deveriam ser conhecidas por ele.Meu corpo estava sendo queimado, fumaça saia dele e me fazia chorar lágrimas de sal. A ferrugem na minha boca voltou a arder na minha garganta.
...ab hoc plásmate Dei N., quod Dóminus noster ad templum sanctum suum vocáre dignátus est, ut...- Eu não estava aguentando, tudo começou a rodar e os olhos das pessoas estavam sempre me encarando, amedrontadas. Tudo começou a ficar escuro, só um túnel pouco iluminado foi o que eu conseguia ver.
fiat templum Dei vivi, et Spíritus Sanctus hábitet in eo...– uma nuvem negra começou a sair do meu corpo, como se eu estivesse liberando o suor, como se eu estivesse perdendo a minha alma. A morte novamente apareceu sentada, com a foice na mão e o meu coração na bandeja de prata que havia em seu colo.
O túnel estava ficando mais estreito. Eu me sentia fraco e perdia a noção de que Azharar estava comigo. A morte percebera que eu não tinha mais Azharar dentro do meu corpo e então viera pegar minha alma. Num corte ele colocar meu coração de volta em seu lugar e agora começava a sugar minha alma.
Amanda parou na minha frente impedindo o caminho. Foi a ultima coisa que eu consegui ver. Só podia escutar agora.
- Você não vai levar Zac. – Disse Amanda brava.
- Eu tenho que levá-la. – Falou a morte. Eu nunca tinha escutado sua voz antes.
Per eúmdem... Foram as ultimas palavras que escutei antes de desmaiar...
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