Véu de Sangue
56 Capítulo 56
Notas iniciais
Rachel p.d.v
— Rachel! Desculpa ai cara, que merda. — Não... tudo bem, eu acho. Eu comecei a rir e ele continuava desesperado tentando achar algum modo de me pedir desculpas. Foi a primeira vez que pude observar o quanto ele realmente era bonito, como se estivesse sido esculpido nos últimos detalhes. — Eu pensei em tomar um banho achei que você fosse ficar mais por lá e... — Taylor! Ta tudo bem. Eu também não vi nada demais. Ele riu e correu para o banheiro demorando algum tempo para colocar a roupa e depois saiu com um sorriso sem graça no rosto. — Taylor, ok, passou. — Rachel... — Diga? — Eu tenho pensado sobre o caso dos Volturi. — O que tem? — Tudo bem que a Liza se tornou uma vampira mas e você? Como fica? — Ah eu não sei... nem tive tempo pra pensar nisso. — Olha eu tenho uma idéia. Eu sorri e sentei na poltrona olhando para ele que sentou no chão em minha frente e segurou minha mão, acariciando-a. — Já que os Volturi só vêm para ver a Nessie podemos fazer com que a Liza diga que você morreu em um acidente e só o veneno a salvou. — É uma boa idéia. Mas aonde eu vou ficar? — Na reserva. Eles não podem ir até lá. — Claro Taylor! É uma ótima idéia, assim quando eles forem embora eu posso voltar e nem vão dar falta de mim. Você é um gênio. Eu o abracei e no começo ele ficou meio sem jeito. Nossos corpos se separaram devagar e minhas mãos deslizaram sobre seu rosto deixando um sorriso nele. — Acho que você precisa se alimentar. — Ei, eu vivo de mais coisa do que só comida! — É... mais grande parte é comida ok? E eu estou morrendo de fome. Ele riu e saímos do quarto e então encontrei Sam e Dean no corredor. Eu ficava feliz por eles não terem ido, ficaram preocupados com a Liza e preferiram ficar, poderiam ajudar, e eu não queria que eles fossem... era a minha família de algum modo. — Oi Dean e Sam. — E ai Rachel? Só Dean respondeu. Sam e Taylor ficaram se encarando por um tempo e depois passaram a fitar o chão. — E a Liza, como está? — Continua bem, em partes claro. É estranho as coisas estarem flutuando. — Eu acho legal. — Dean. — Qual é Sam? É uma boa, se Edward não tivesse sido tão chato eu poderia estar me divertindo muito por lá. Eu sorri, era engraçado ter essas coisas que só o Dean sabia falar. Acenei para os dois e segui com Taylor para cozinha e procurei por alguma coisa que pudesse comer. Enquanto ele preparava alguns sanduíches que com certeza só ele comeria, eu fazia um leite com toddy mexendo a colher com o dedo como sempre fazia. E então ela pareceu levantar, levantar, e estava flutuando assim como todas as coisas no quarto da Liza, não com tanta intensidade, mas ainda assim não era normal! Junto com a colher, a xícara passou a levantar também. — Taylor!Ele olhou para mim e sua boca abriu lentamente, quanto mais eu via aquilo se levantando, as coisas ao lado pareceram sair do chão também. — O que é isso? — Não sei Rachel, você que está fazendo isso. — Mas...Como? Como eu podia estar fazendo isso se não tinha noção de que podia fazer? Fechei os olhos e respirei fundo várias vezes e pude ouvir o barulho da xícara ao espatifar-se na pia. Olhei para Taylor ainda espantada e ele também estava do mesmo jeito. — Que merda é essa? — Talvez a sua ligação com a Liza seja muito forte. — Não tem nada a ver. O veneno fez com que os poderes dela aumentassem mas eu não tenho nada disso. — É, mas as coisas estão muito sem noção por aqui, isso pode ser só mais um. — Ah Taylor... pode me dizer o que mais falta acontecer? Sentei na cadeira e debrucei meu corpo sobre a mesa e senti os dedos dele deslizando sobre meu braço, causando um leve arrepio. — Muito obrigada, mais uma vez. — Não precisa agradecer, quero ver você bem ok? — Eu só tenho um jeito de ficar melhor...Não pude conter o sorriso malicioso que surgiu no meu rosto e ele fez o mesmo logo depois. Levantei e segui devagar até onde ele estava sentado. — É mesmo? Então diz. — Preciso dizer mesmo? Eu ri e ele me puxou para que nossos rostos ficassem os mais próximos possíveis e meus braços envolveram o seu pescoço e nós nos beijamos.
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