Véu de Sangue
36 Capítulo 36
Notas iniciais
Eu estava furiosa. Eu não podia acreditar que o meu Jacob tinha ido ajudar na cassa a bruxa ruiva. Isso é um absurdo! Quando eu o achasse, ele iria se ver comigo. E a Liza não perde por esperar. Ela e aquela nojenta da Rachel vão pagar caro pelo estresse que elas estão me fazendo passar. Aliás, tomara que eu só tenha que tomar conta da Liza. Tomara que a Rachel morra! Eu? Mimada? Desde quando? Nunca fui mimada na minha vida. Ela ficou louca? Eu corri o máximo que as minhas pernas podiam me levar. Eu farejava o ar ansiosa por encontrar o Jacob, o MEU Jacob. Não demorou muito e eu peguei um rastro do seu cheiro delicioso e amadeirado. Mas esse cheiro estava um pouco diferente. Aliás, muito diferente. Parecia um pouco... podre. A mas tanto faz! Eu tenho certeza que não deve ser nada de mais. Fui na direção do cheiro, que estava sendo trazido pela brisa, e finalmente o encontrei.
- Jacob! Que história é essa de você ficar correndo atrás da bruxa ruiva? Anda! Desembucha! Você não deveria estar procurando por ela. Você sabe que eu a detesto!
O rosto dele estava sem expressão. Estranho.
- Você sabe que é a única para mim. Por que você não vem aqui e me da um abraço?
Eu achei estranho o seu comportamento. Mas acho que ele deve estar arrependido de ter ido atrás daquela horrorosa. Eu fui até ele e o abracei como de costume. Ele correspondeu ao meu abraço, mas começou a me apertar de mais.
- Jacob... não precisa apertar... eu não to conseguindo... respirar!
- É essa a intenção. Mas não se preocupe, eu não vou matá-la.
O que ele estava dizendo? Como o meu Jacob poderia dizer uma coisa dessas pra mim? Eu o encarei e vi que o seu rosto estava totalmente sem expressão, sem alma. Não era o Jacob! Eu o empurrei, mas já era tarde de mais. Ele me jogou contra uma árvore e eu bati forte a minha cabeça. A minha cabeça parecia que ia explodir. Droga! Odeio ser meio vampira! Ele percebeu que eu ainda estava consciente e então veio para o meu lado mais um vez. Eu tentei levantar, mas ele me segurou.
- Você não vai a lugar nenhum. Nós precisamos de você sua mestiçasinha insignificante.
A ultima coisa que eu vi foi a sua mão indo em direção à minha cabeça e ela sendo empurrada em direção a alguma coisas pontuda. Quando eu acordei, eu estava acorrentada a uma parede e ao meu lado estava a chata da Rachel. Mas que merda é essa? Eu tentei chamá-la, mas ela estava desacordada. Sua blusa estava manchada com sangue, mas eu não conseguia ver nenhum corte nela. Eu olhei para as correntes e ri. Até parece que isso vai me fazer ficar aqui. Eu puxei o mais forte que pude, mas nada aconteceu. Na verdade, essa corrente estava me machucando, e muito.
- Não adianta Reneesme, você não vai conseguir escapar.
- Quem é você? E o que quer comigo?
- Meu nome é Michelle. E nós temos grandes planos para você.
Outra mulher loira apareceu ao lado da Michelle. Ela era mais nova e tinha um olhar maligno. As duas se entreolharam e sorriram. Dava pra ver que estavam bem contentes com a minha presença.
- O que você quer dizer com isso? Minha família vai acabar com vocês, sabiam?
- Oh, não vai não querida. Nós acabamos de tomar algumas providencias que vão deixar aqueles lobos e a porcaria da sua família bem longe.
- Vai ser tão divertido ver a cara deles quando perceber o que nós fizemos, não é mesmo Michelle?
- Sim, de fato. Não se preocupe querida, eles não vão atrapalhar. E não se precipite, em alguns dias você vai saber o que te aguarda. Pense nisso como uma benção.
- Realmente é uma benção. Não é todo mundo que tem um papel tão importante na vida.
- Mas ainda restam os Winchester e a Elizabeth. Eles vão me salvar!
- Olhe só Clémence, a nossa convidada acha que pode ser salva. Que garota burra! Você acha mesmo que eles vão nos impedir?
As duas soltaram uma risada e se afastaram. Eu comecei a gritar e elas só riram mais ainda.
- Meu Deus! Essa não é a garota mais escandalosa que você já conheceu Michelle? Grite o quanto quiser! Eles não vão te ouvir.
Eu estava com medo. Elas estavam tão confiantes que eu sabia que esse poderia ser o meu fim. Não me restava mais nada a não ser chorar.
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