Notas iniciais
Daniel p.d.v

- Vamos até o meu escritório Daniel. Vocês garotas podem ficar aqui na sala, sintam-se em casa.


Eu segui Carlisle até o seu escritório, torcendo para que ele nos ajuda-se e que ninguém as perturba-se na minha ausência. Credo! Isso soou tão... estranho. Entrei na sala e fechei a porta, não é como se isso fosse adiantar algo. Todo mundo, eu tenho certeza disso, iria escutar a conversa sem nenhum problema. Mas era bom ter a sensação de privacidade.


- Sente-se. E então, qual é o problema?


- Ah, bem, é meio complicado. Não sei por onde começar.


- Vá direto ao ponto.


- Tudo bem.


Eu expliquei tudo o que era possível. Contei que Elizabeth tinha ótimos pressentimentos e intuição, mas nada muito revelador, e falei sobre o que ela havia pressentido.


- E você acha que isso pode ser sério?


- Na verdade eu tenho certeza. Eu a conheço o suficiente pra saber que isso pode ser bastante sério.


- Tudo bem então, eu vou fazer o que está ao meu alcance. Mas me prometa uma coisa.


- Claro Carlisle. Depois dessa eu to te devendo a minha vida.


Carlisle apenas sorriu e gostou do que eu disse. Ohoh. Eu acho que falei de mais.


- Não precisa exagerar. Eu só quero que você não tenha mais segredos com a nossa família. Eu quero que você me conte o que está escondendo. Tem algo maior do que isso tudo, não tem? Elas são especiais, eu percebi isso. Não me leve a mal, mas precisamos saber com quem estamos lidando. Eu sei que você confia nelas inteiramente, mas nós precisamos ter essa confiança também Daniel. Eu não falo só por mim, eu falo por todos. Precisamos saber se isso não irá expor a nossa família. Posso contar com você sobre isso?


Eu refleti por alguns segundos e decidi que não era nada mais do que justo contar tudo a eles. Eles não iriam feri-las, mesmo se pudessem, ou denunciá-las aos Volturi, eu sei disso.


- Tudo bem Carlisle. Eu vou conversar com as garotas e à noite conversamos sobre isso.


- Fico feliz que você tenha concordado. Vamos? Ah! Mas antes, como você conseguiu se controlar até agora perto delas?


- Eu... não sei! Acho que a preocupação é maior que a sede.


- Entendo.


Eu apenas acenei com a cabeça e o acompanhei de volta à sala e quase tive um infarto, e olha que isso é bem difícil para um vampiro. Alice tava toda animada pra cima da Liza que a olhava assustada. E como se não basta-se, a Nessie tava lá também interrogando a Rachel.


- Então é só isso? Você e o Jacob são apenas conhecidos?


- Só, nada de mais não. Nem sei o sobrenome daquele garoto, fica de boas.


- Tudo bem então.


- Esse menina é bem empolgada, hein? Alguém segura ela.


- Alice, o que você pensa que está fazendo?


- Oh! Eu acabei de ter uma visão maravilhosa sobre elas. Finalmente! E não se preocupe, pra mim ela já é a minha mais nova irmãzinha. Agora vejamos, o seu cabelo é lindo, mas eu acho que se a gente fizesse alguns cachos neles ia ficar melhor ainda.


- Essa menina é louca!


Liza olhava pra ela com uma cara de quem ia estrangular. Ela tava desesperada pra sair dali, dava pra ver.


- Bella?


- Sim, Carlisle?


- Você pode acompanhar as nossa hospedes até o quarto de visita?


- Claro.


- Espera aí! E as nossas coisas?


- Pois é o infeliz tirou a gente de lá tão rápido que nem deu pra arrumar as coisas.


- Eu tava tentando ajudar.


- Tanto faz.


- Se esse é o problema eu vou buscar as coisas.


- Oh, não vai não.


- E por que eu não iria Alice?


- Não é legal um garoto fazer a mala de uma mulher. Pega mal, sabia? Deixa que eu vou.


- Tudo bem então. É naquela pensão...


- Eu sei aonde é.


Alice saiu “voando” pela janela toda animada. Irmãzinha. A Liza tem razão, ela é louca. Quando eu olhei pra ela eu a vi discando um número no seu celular.


- Pra quem você ta ligando?


- Pro Sam.


- Que Sam?


- Adivinha.


- Não acredito que você vai chamar aqueles dois!


- Já to chamando.


- O Sam?


- Não é esse Sam, Nessie. Pra que você vai ligar pros Winchester?


- Por que a gente vai precisar de caçadores profissionais nisso.


- Como você... já sei.Você só sabe.


- Isso mesmo. Finalmente você pegou o jeito da coisa, tava passando da hora.


- Engraçadinha.


De repente todos começaram a rir na sala.


- Qual é a graça?


- Nós somos caçadores profissionais. Precisam de mais pra que?


Agora foi a nossa vez de rir.


- Desculpa Emmet, mas não é desse tipo de caçador que elas estão falando.


- E acredite, nós vamos precisar da ajuda deles, a se vamos.