Uzumaki Naruto, Um Ninja em Jotho
2 Em busca de um novo sonho
Naruto acordou de repente em um lugar totalmente branco. Se perguntando o que havia acontecido, já que há poucos minutos ele tinha certeza que estava dormindo no hall do centro pokemon, passou a procurar por todos os lados, tentando desvendar mais aquele mistério que apareceu a sua frente.
Foi quando ouviu uma voz.
— Naruto...
Virando-se bruscamente, Naruto arregalou os olhos com o que viu. Parado a poucos metros de si, estava o que ele tinha certeza ser o Yondaime Hokage ao lado de uma mulher ruiva muito bonita. Ambos estranhamente sorriam de uma forma que ninguém nunca lhe sorriu.
— V-Você é o Yondaime Hokage? – Perguntou espantado, pois sabia que o quarto havia morrido quando selou a Kyuubi em seu corpo.
— Sim, sou o Yondaime Hokage, Naruto. Meu nome é Namikaze Minato. – Respondeu o loiro mais velho, sempre sorrindo para ele.
— M-Mas você não tinha sido morto pela Kyuubi? – Minato apenas sorriu com a pergunta.
— Sim. Eu estou realmente morto. O que você está vendo agora é apenas o restante de meu chakra que eu coloquei em seu selo, para que um dia eu pudesse lhe ajudar se a Kyuubi tentasse escapar. – Os olhos de Naruto se arregalaram ao ouvir aquilo.
— Espere! Isso quer dizer que a raposa está tentando sair?!! – Exclamou. – Temos que fazer alguma coisa...!!!
— Acalme-se Naruto. – O jovem shinobi loiro percebera que quem falara agora fora a mulher ao lado do Yondaime. – A Kyuubi não está tentando escapar. Na verdade, ela se foi para sempre.
Novamente Naruto foi pego de surpresa por aquela informação.
— Ela sumiu? Mas... Como? – Naruto achava que ele nunca tinha feito tantas perguntas seguidas assim antes.
— Antes de explicar sobre isso, deixe-nos nos apresentar corretamente. – Falou a mulher ruiva. Estranhamente a voz dela parecia despertar algo dentro de Naruto, como se ele já tivesse ouvido-a antes. – Meu nome é Uzumaki Kushina e sou esposa de Minato. Nós dois somos seus pais, Naruto.
Naruto simplesmente congelou no lugar ao ouvir aquilo. Inúmeros pensamentos começaram a invadir sua mente. Ele sempre quisera conhecer seus pais e, agora, ele estava de frente para eles. Mas, apesar da sensação de felicidade que vinha com as lagrimas que escorriam de seus olhos, Naruto foi tomando em sua maior parte por um sentimento pouco agradável.
— Se isso é realmente verdade... Então por que você nunca cuidou de mim, mãe?! – Pediu raivoso, surpreendendo um pouco Minato e Kushina. – E você!! Por que selou a raposa em mim?!! Não sabe o quanto eu sofri por ser considerado o garoto demônio da aldeia?! Que tipo de pais fazem isso com seu filho?!!
— Os tipos que são shinobi. – Naruto parou abruptamente ao ver como Minato falara com dureza na voz. Ele podia sentir claramente o porquê o fizeram Yondaime Hokage agora.
Vendo seu filho assustado, Kushina acrescentou.
— Acalme-se Minato. Ele é apenas uma criança. – Disse docemente a mulher. – Seu pai quer dizer que não havia outra alternativa para proteger a aldeia, Naruto. Se a Kyuubi não fosse selada em alguém, toda a vila da folha estaria arruinada.
Naruto atentamente ouvia.
— Isso mesmo. Desculpe por ser duro com você a pouco, Naruto. Mesmo sendo a primeira vez que nos encontramos em anos. – Disse Minato, dando um sorriso de desculpas. – Mas saiba, eu selei a Kyuubi em você, pois é meu filho. Eu sabia que você poderia carregar um fardo tão grande.
Lagrimas voltaram aos olhos do loiro, mas ele ainda tinha uma questão não respondida.
— Mas... O que aconteceu com você então... Mãe? – Kushina, não agüentando mais ver seu filho daquele jeito, correu até ele e o abraçou forte.
— Desculpe-me Naruto. No ataque da raposa, eu acabei morrendo pouco depois de seu parto. – Pediu abraçando forte o garoto, já chorando. – Meu filho. Eu queria tanto cuidar de você, queria tanto te ver crescer...
— Mãe!! – Ao ouvir aquele fato trágico, Naruto finalmente aceitou Kushina como sua mãe e retribuiu o abraço, chorando agora nos ombros da ruiva.
Minato observou tudo com um sorriso triste no rosto. As coisas poderiam ser diferentes se não fosse aquele homem...
Acabou balançando a cabeça, não era hora para aquilo. Ele e Kushina tinham decidido deixar os detalhes sombrios do passado. Havia coisas mais importantes que aquilo agora.
Sentindo-se um pouco culpado, interrompeu o momento mãe e filho. Eles tinham pouco tempo.
— Kushina, você sabe que nosso chakra durara pouco. Temos que nos apressar e dar algumas respostas a Naruto.
Kushina, sabendo muito bem daquilo, largou relutantemente Naruto, voltando-se para o lado de Minato.
— Naruto, ouça com atenção. – Pediu a ruiva, ganhando total atenção do jovem loiro. – Quando você estava lutando contra seu amigo no vale do fim, algo nunca visto antes aconteceu.
Naruto olhou-os em interrogação.
— Sim. Ao você colidir seu Rasengan, feito com chakra da raposa, com o Chidori de Sasuke, que tinha em grande composição o chakra vil do selo amaldiçoado, um portal dimensional abriu-se no local e sugou ambos para dentro. – Continuou a explicação Minato. – Eu não sei se foi só por causa da colisão dos jutsus ou se havia outro fator envolvido. O fato é, Naruto, você está em outra dimensão.
Naruto arregalou os olhos ao ouvir aquilo. Logo muitas coisas faziam sentido. Aqueles pokemons, pessoas que nunca haviam ouvido falar de Konoha e shinobis, além do fato dele ter acordado no meio daquela caverna sem sequer se lembrar como chegou lá.
— Então... Como eu faço para voltar para Konoha? – Perguntou. Mas, ao ver o olhar no rosto de seu pai, já soube a resposta.
— Você nunca mais poderá voltar para Konoha, Naruto. – Fora Kushina quem respondeu. – Além de ser praticamente impossível abrir outro portal dimensional como aquele, você não sobreviveria na tentativa de atravessá-lo.
— Mas eu atravessei uma vez, não atravessei?! Eu sei que vou conseguir abrir o portal mais uma vez, daí...!
— Você não sobreviveria, Naruto. – Minato cortou a explosão do garoto. – E isso por que a Kyuubi desapareceu para sempre.
— O que a raposa tem haver com isso? – Perguntou sem entender.
— Meu filho. Quando você estava no caminho entre as dimensões, seu corpo começou a se deteriorar. – Disse Kushina. – Mas a Kyuubi, por alguma razão, não quis que você morresse. Ela envolveu todo seu chakra ao redor de seu corpo e passou a protegê-lo dos efeitos que o espaço-tempo distorcido poderiam causar a você. Por isso você sobreviveu.
Naruto ficou espantado mais uma vez ao ouvir aquilo. Ele se perguntava por que a raposa salvou sua vida.
— E esse foi o motivo de Kyuubi desaparecer. Quando vocês chegaram a essa nova dimensão, mesmo o chakra monstruoso da raposa estava prestes a acabar. – Explicava Minato. – Mas veja bem, se ela estivesse no mundo shinobi, isso não seria um problema. Bijuus como ela conseguem se restaurar usando o chakra presente na natureza, não importa a quantidade perdida de chakra ou até mesmo quantas vezes morram. Eles sempre conseguem voltar a existir.
— Sim. Mas nessa dimensão, nem a natureza e nem os humanos possuem chakra, por isso ela foi se deteriorando lentamente. Até desaparecer a cerca de uma hora atrás. – Disse Kushina.
— Mas... Mas então ela se sacrificou por mim? Mas... Por quê? – Perguntou em choque Naruto.
— Nesses três dias que você ficou perdido na caverna, nós dois e a Kyuubi ficamos discutindo o que havia acontecido a você e quais medidas poderíamos tomar. Por isso você não conseguiu entrar em contato com a raposa. – Explicou Minato. – Nesse meio tempo, descobrimos que ela já sabia que não teria chance de sobreviver no momento em que foi sugada para aquele vórtice. Por isso resolveu usar sua vida para salvar a sua.
— Quando perguntamos o porquê ela fez isso, ela apenas respondeu: “De todos os humanos que eu conheci, ele é o mais parecido com aquele que me criou”. – Kushina repetiu as palavras da raposa. – Mesmo não sabendo quem a criou, podemos perceber que esse alguém foi o único humano que ela se importou em toda sua vida. E, por você se assemelhar a ele, ela resolveu te salvar.
Naruto estava sem palavras. Ele e a raposa nunca se deram bem e, agora, saber que ela salvou sua vida, era algo inacreditável.
— Há mais uma coisa que ela disse pouco antes de desaparecer, Naruto. – O jovem shinobi foi tirado de seus pensamentos por Kushina. – Ela disse: “Fale para aquele pirralho idiota não desperdiçar sua medíocre vida que eu salvei”.
Ao ouvir aquilo, Naruto estranhamente sorriu.
— Isso é algo típico dela... – Comentou baixinho. Apertando o punho, declarou determinado. – Não se preocupe Kyuubi. Eu não desperdiçarei a minha vida. Eu não posso ser mais Hokage, mas descobrirei outro sonho para correr atrás!
Kushina e Minato olharam orgulhosos para seu filho. Ele realmente era tudo que eles imaginavam que ele seria.
Mas, sabendo que seu tempo estava acabando, resolveram tocar em mais um assunto.
— Naruto... Agora queremos lhe falar sobre seu amigo, Sasuke. – Ao ouvir Minato, Naruto desconfiou o que tinha acontecido com o Uchiha.
— Ele morreu... Não é? – Perguntou melancólico.
— Sim. Como ele não tinha algo tão poderoso como a Kyuubi para protegê-lo, seu corpo foi rasgado entre as dimensões. Ele não sobreviveu. – Disse Minato, triste por seu filho. Mesmo o Uchiha não sendo o melhor dos amigos, Naruto tinha consideração por ele.
Lagrimas ameaçaram os olhos do loiro, mas ele logo as enxugou com a mangá de sua jaqueta laranja.
— Eu estou triste... Mas não posso ficar pensando nisso para sempre. – Disse determinado. – Eu viverei uma grande vida, por Sasuke e Kyuubi.
Minato e Kushina se entreolharam, sentindo-se novamente orgulhosos daquele garoto que, apesar de ter sofrido tanto na infância, conseguia erguer a cabeça e seguir em frente.
Foi quando sentiram que já era hora de ir.
— Naruto, está na hora de irmos. Nosso chakra já está no limite para esgotar. – Disse Minato.
Naruto queria pedir para eles ficarem, mas sabia que era impossível. Por isso deu um aceno de cabeça em concordância, segurando as lagrimas que teimavam a sair de seus olhos.
Vendo aquilo, Kushina não agüentou e mais uma vez deu um último abraço em seu filho.
— Fique bem meu filho. Tenho certeza que achara um novo sonho para perseguir. – Disse, agarrada a Naruto. Saltando-o algum tempo depois, colocou-se ao lado de Minato e, em conjunto com ele, falou.
— Até mais... Naruto
Assim o jovem shinobi viu ambos desaparecerem bem em frente aos seus olhos.
Não resistindo mais, chorou ao dizer.
— Adeus... Mãe, Pai.
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Enquanto observava Larvitar dormir em seu leito no centro pokemon, Naruto refletia novamente sobre tudo que havia acontecido com ele até agora.
Desde que conhecera seus pais no sonho que tivera na noite de ontem, Naruto já estava se acostumando com a idéia de que nunca mais poderia voltar a Konoha. Mas não era uma coisa fácil, já que, apesar de muitos da aldeia o odiarem, ele sentiria falta de seus verdadeiros amigos, como os nove novatos, Iruka, Shizune, Kakashi, Tsunade e Jiraya.
Ele apenas torcia que eles não ficassem muito deprimidos por sua “morte”. Sim, morte. Pois ele sabia que essa seria a única conclusão que o pessoal de Konoha chegaria para o seu desaparecimento repentino.
Mas, apesar de tudo isso, havia um ponto positivo. A Akatsuki nunca conseguiria por suas mãos na Kyuubi. Ele podia não saber quais eram seus objetivos, mas tinha certeza que era algo doentio e que não faria bem algum ao mundo.
Acabou sacudindo a cabeça. Ele já estava pensando naquilo demais, agora era hora de recomeçar. Ele não seria mais o “garoto demônio”, mas sim apenas Uzumaki Naruto, um menino órfão a procura de um sonho.
E ele acharia algo grande para ser seu sonho, pois Naruto nunca se contentou em ser apenas mais um na multidão.
— Larrrr...
Ouvindo o pequeno grunhido ao seu lado, Naruto saiu de suas reflexões e olhou para Larvitar. Sorriu ao ver que o pequenino estava com os olhos abertos, mesmo aparentando ainda estar um pouco cansado.
— Larvitar! Você está bem! – Exclamou feliz.
Larvitar, que até então estava meio grogue, tentando descobrir o que tinha acontecido, sorriu ao ver Naruto ao seu lado. Ele logo se lembrou que o loiro o salvara das mãos da Equipe Rocket e depois o levara para o centro pokemon, quando estava envenenado.
— Larrvitar...! – Disse sorridente, mas ainda com um pouco de dificuldade.
— Olha só quem finalmente acordou. – Naruto e Larvitar logo puderam ver a enfermeira Joy entrar ao lado de Chansey na sala, ela carregava uma bandeja com medicamentos e sorria docemente. – Como está se sentindo, Larvitar?
— Larvitar... – Respondeu o pequenino, tentando se por de pé para dizer que já estava bem. Mas para sua surpresa, acabou desabando na cama novamente.
— Ei Larvitar, vai com calma. Você acabou de melhorar. – Pediu Naruto, vendo que o pequenino ainda não havia se recuperado.
— Isso mesmo Larvitar. Você deve descansar mais um pouco até poder ficar 100%. – Repreendeu Joy, forçando Larvitar, que tentava se levantar novamente, a se deitar na cama. – Chansey, pegue um pouco de berry para Larvitar, ele deve estar com fome depois de dormir todo esse tempo.
— Chansey! – Exclamou em afirmativo o pokemon rosado. Logo saiu da sala.
Naruto, que observava aquela interação, deu um suspiro ao falar.
— Acho que ainda vou demorar a me acostumar com todos esses pokemons...
Joy, que havia se lembrado que Naruto falara ontem que era de um lugar sem pokemons, perguntou.
— Você está planejando voltar para casa agora, Naruto? – Ao ouvir aquilo, Naruto tentou pensar em algo para responder. Ele não podia simplesmente dizer que nunca mais poderia voltar para sua terra natal.
Foi quando, ao olhar para Larvitar, que parecia estar interessado na resposta de Naruto também, que o jovem loiro teve uma idéia.
— Na verdade não. Sabe como é... Eu estava pensando em ficar mais um pouco nessa região e aprender mais sobre pokemons. – Respondeu, achando que aquela realmente era uma ótima idéia.
E realmente fora, pois Joy acreditara fielmente naquilo.
— Isso é muito legal Naruto. – Disse dando um de seus sorrisos doces. Foi quando uma coisa veio em sua cabeça. – Você já tem algum lugar planejado para ir?
Naruto coçou a cabeça, encabulado, ao responder.
— Hehehe... Não, não tenho. Eu não conheço nada por aqui. – O rosto de Joy se iluminou ao ouvir aquilo.
— Já que é assim, por que não vai ao encontro do Professor Elm?
— Professor Elm? – Perguntou Naruto em interrogação.
— Sim, sim. Professor Elm é um grande especialista em pokemons da região de Jotho. – Explicou Joy. – Tenho certeza que você aprenderá muito com ele.
Naruto refletiu com a idéia. De inicio, a coisa de descobrir mais sobre pokemons foi apenas uma desculpa, mas agora, pensando bem, poderia ser algo muito divertido. E, apreender com um dos melhores, tornaria as coisas ainda mais interessantes.
Sim. Estava decidido. Ele iria tentar apreender mais sobre essas estranhas criaturas chamadas pokemons. Além do mais, ele não tinha nada mais interessante para fazer mesmo.
— Certo. Acho que vou tomar sua idéia, enfermeira Joy. – Respondeu Naruto sorridente.
— Bem. Isso é ótimo. – Disse Joy, que estranhamente havia se agachado para pegar algo de uma gaveta mais em baixo. Foi quando ela se levantou e estendeu uma pequena bola vermelha e branca para Naruto. – Já que vai ao encontro do professor Elm, por que não faz um favor para mim e leva esse pokemon para ele?
Uma gota surgiu na cabeça de Naruto quando viu que Joy apenas deu sua sugestão para conseguir um favor.
Resolvendo não expressar sua indignação, pegou a esfera e passou a analisá-la. Ele lembrou-se de que, quando enfrentara os Rockets, eles haviam invocado seus pokemons de dentro de uma daquelas bolas.
— Há realmente um pokemon aqui dentro? – Perguntou, analisando a bola de todos os ângulos. Mesmo Larvitar, que estava ao seu lado sentado na cama, parecia curioso sobre aquilo.
— Sim. Esses objetos são chamados pokebolas. Com eles você pode capturar pokemons selvagens. – Explicou Joy, sabendo que Naruto desconhecia sobre aquilo. – Eu não sei muito bem como funciona o sistema, mas os pokemons são armazenados dentro dessa bola e ficam em um estado “dormente”, onde ficam sonhando com coisas que lhes agradam.
Naruto não pode deixar de associar aquilo com algum tipo de jutsu de selamento. Talvez a mecânica fosse à mesma?
— O que acha Larvitar? Você acha que caberia dentro de uma dessas? – Perguntou Naruto, estendendo o objeto para o pequenino dinossauro esverdeado.
— Lar... – Disse Larvitar, duvidando que algo como aquilo era possível. Mesmo ele já tendo presenciado os pokemons da Equipe Rocket antes.
— Bem... Eu acho que estou com você. É realmente estranho um pokemon caber aqui. – Joy, que apenas observava a conversa entre os dois, ficou levemente espantada com algo.
— Naruto. Você consegue entender Larvitar? – Perguntou curioso.
O loiro, que até então ainda olhava para a bola, voltou-se sua atenção para a enfermeira.
— Uhn... Não realmente. Não consigo traduzir o que Larvitar e os outros pokemons dizem com exatidão. – Falou Naruto, olhando agora para Larvitar. – Mas eu não sei... De algum modo consigo entender o que eles querem dizer. Talvez seja instinto?
Joy ficou realmente surpresa com o que o garoto falou.
— Isso é impressionante. Não são muitas pessoas que conseguem entender quaisquer pokemons. A maioria entende apenas aqueles os quais tem uma forte ligação, como pokemons que tenham capturado há muito tempo. – Comentou a enfermeira.
Naruto, ao ouvir aquilo, pensou que talvez ele conseguisse saber os sentimentos dos outros pokemons devido ao seu treinamento shinobi. Seus instintos eram muito mais aguçados que os de “civis”, talvez esse fosse o motivo.
— Bem, seja como for, quando pretende partir? – Perguntou Joy.
Naruto, colocando a pokebola em cima da cama, pensou por um momento.
— Eu não sei... Eu sequer tenho dinheiro ainda...
— Você não precisa se preocupar com dinheiro, Naruto. – Interrompeu Joy. – Como está fazendo um favor para mim, faço questão de pagar suas despesas de viagens até New Bark.
— Bem... Se é assim, acho que poderia partir agora mesmo. – Respondeu Naruto sorridente. Parecia que Joy era uma pessoa ainda melhor do que ele tinha imaginado.
— Isso é ótimo. Darei-lhe um mapa para você conseguir se guiar. – Disse Joy. – É uma viagem de uma semana de caminhada, mas acho que não será muito difícil, já que é só você pegar a rota 26 e percorrerá quase todo caminho.
Naruto assentiu com a cabeça. Logo depois Joy saiu do aposento para ir buscar o mapa.
Larvitar, que até então observava tudo de sua cama, não havia gostado muito daquela idéia. Assim, para chamar a atenção, mordeu a mão de Naruto. Este que foi pego totalmente desprevenido.
— Ahhhh! – Gritou, sacudindo Larvitar deu um lado para o outro, que mesmo assim não largava sua mão. – Larvitar! Por que você está me mordendo?! Me solte!!
Aquilo durou uns cinco minutos, com Naruto gritando e correndo de um lado para o outro com Larvitar preso em sua mão, não querendo largar de modo nenhum.
— O que está havendo aqui?! – Perguntou Joy bastante irritada com a repentina gritaria. Aquilo era um hospital, ora! Foi ai que ela viu Larvitar preso na mão de Naruto. – Naruto, o que você fez a Larvitar?!
— Eu não fiz nada-ttebayo! – Respondeu Naruto, chacoalhando a mão mais uma vez numa tentativa de tirá-lo. – Eu estava esperando você voltar com o mapa, de repente ele me mordeu!
Finalmente, cansado de ficar correndo de um lado para o outro, Naruto parou ao lado da cama. Joy, aproveitando-se disso, pegou Larvitar e colocou-o na cama, mesmo ele ainda não tendo saltado a mão de Naruto.
— Larvitar, o que foi? Por que você está tão irritado? – Perguntou a enfermeira, esfregando levemente a saliência na cabeça de Larvitar. Aquilo realmente relaxou o pokemon, assim, sem ele mesmo perceber, acabou largando a mão de Naruto.
— Ufa... Até que enfim! – Falou Naruto aliviado, esfregando a mão dolorida e com marquinhas de dentes. Mas essa sensação durou pouco, pois ele foi repreendido por um olhar severo de Joy. Quando foi perguntar o porquê daquilo, percebeu que o motivo era que Larvitar parecia estar deprimido.
— Me diga Larvitar. Por que está agindo assim? – Pediu mais uma vez Joy.
Larvitar olhou para Joy e, logo em seguida, para Naruto, assim falou fazendo alguns gestos.
— Larvitar... Lar... Larvitar. – Joy, que não havia entendido muito bem o que ele queria dizer, escutou.
— Entendo... Mas desculpe-me, Larvitar. Eu não posso ficar aqui com você. – Falou Naruto, percebendo finalmente por que o pequenino estava entristecido. – Você é um pokemon selvagem. Sua casa está naquela montanha, já a minha...
Acabou não completando, pois não queria dizer que não tinha mais uma casa.
Joy, ouvindo a conversa entre os dois, falou.
— É verdade que Naruto não pode ficar aqui, Larvitar. – Disse Joy, fazendo Larvitar se encolher entristecido. Era obvio que ele considerava Naruto como um importante amigo, mesmo que ambos haviam se conhecido em apenas dois dias. – Mas isso não quer dizer que você não pode ir com ele.
Tanto Larvitar, como Naruto, olharam curiosos para Joy ao ouvirem aquilo.
— Por que não viajam juntos, ein? Acho que assim seria bom para os dois. – Continuou Joy. – Vocês já são amigos, não precisariam se separar e poderiam ter aventuras juntos. Não é uma ótima idéia?
Naruto e Larvitar se entreolharam e, logo em seguida, sorriram um para o outro. Aquela realmente era uma excelente idéia.
— Muito bem! Está decidido! Vamos até o professor Elm aprender mais sobre pokemons juntos, Larvitar!
— Larvitar!! – Concordou o pequenino, muito mais enérgico do que antes.
Joy ficou feliz com o dois. Pegando o que tinha arrumado para Naruto, falou.
— Naruto, leve isso com você. – O loiro, que ainda comemorava junto a Larvitar sua nova parceria, viu Joy estender uma mochila azul para ele. – Ai dentro tem o mapa da região de Jotho, alguns lanches e uma boa quantidade de dinheiro para viagem. Na verdade, acrescentei até mais um pouco que o necessário, para que ao chegar a New Bark você compre algumas roupas novas.
— Roupas novas, qual o problema com as minhas? – Perguntou. Foi ai que finalmente deu uma boa avaliada em seu visual atual. Seu antigo uniforme shinobi estava totalmente desgastado e sujo, sem contar um enorme rombo em seu peito, feito pelo Chidori de Sasuke. – Hehehehe... Eu acho que realmente preciso de roupas novas.
— Lar! Larvitar! – Concordou o pequeno pokemon.
— Ei! Não está tão ruim assim. Além disso, desde quando você entende de roupas? Que eu saiba você anda pelado. – Retrucou Naruto enquanto pegava a mochila das mãos de Joy.
— Larvitar. – Respondeu Larvitar displicentemente. Querendo dizer algo como “qualquer um pode ver que sua roupa é um lixo”.
Naruto, que soube interpretar o comentário, não gostou do que ouviu, assim começou uma briga com o pequenino, onde acabou levando a pior, pois novamente naquele dia Larvitar cravara suas presas em sua mão.
Joy, que apenas assistia tudo sorrindo, pensou em como aqueles dois eram uma boa dupla.
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Naruto corria por um estranho caminho sobre as águas, esse que era forrado de pedras quadriculadas pintadas de vermelho. Sério, ele não conseguia entender por que o caminho era tão estranho como aquele ao invés de ser uma simples ponte.
— Larvitar! – Exclamou Larvitar sentindo o vento no rosto e apontando para o lado. Ele estava atualmente sentado nos ombros de Naruto e agarrado em sua cabeça. Demorou algum tempo para ele se acostumar com aquela velocidade, mas quando fez passou a se divertir.
Parando de repente, Naruto olhou para água. Logo pode ver o motivo de Larvitar ter lhe chamado à atenção. Na água a sua direita, vários peixes brancos com detalhes em rosa pelo corpo poderiam ser visto. Eles pareciam estar batalhando por alguma coisa, usando seus chifres um contra o outro para ver quem era o mais forte.
— Acho que cada vez mais gosto de pokemons. – Disse voltando a correr.
No caminho pela rota 26, Naruto havia visto ainda mais espécies de pokemons. Era incrível a variedade que parecia existir, cada um com suas peculiaridades. Como aquele avestruz de duas cabeças ou aquele tatu cheio de grandes espinhos nas costas.
Já viajando a dois dias, um tempo muito mais curto que o previsto por Joy, pois ela não sabia o quão rápido Naruto era, ele já estava contando o tempo para chegar ao laboratório do professor Elm e aprender mais sobre pokemons.
Saindo finalmente da estrada ladrilhada sobre a água, Naruto adentrou em uma floresta e parou ao ver uma placa.
— “Cachoeira Jotho. Local onde Jotho e Kanto se ligam.” – Leu em voz alta Naruto. Levantando o olhar, viu uma gigantesca cachoeira mais a frente. Esta que desaguava no que parecia um grande rio.
Pegando o mapa de sua bolsa, analisou antes de comentar com Larvitar.
— Segundo o mapa, é só seguir esse rio que chegamos a New Bark. – Foi ai que reparou em uma pequena observação que Joy havia feito. – Uhn... A enfermeira Joy disse que podemos alugar um barco de alguns pescadores que ficam por aqui...
Estranhamente Naruto sentiu Larvitar tremer um pouco em sua cabeça. Curioso, perguntou.
— O que foi Larvitar?
— Larvitar... – Respondeu ainda tremendo e apontando para a água.
Naruto sorriu.
— Então você não gosta de água ein... – Comentou, recebendo um aceno em positivo do pokemon. – Bem, não se preocupe, não precisaremos entrar em um barco.
— Lar... – Disse aliviado o pokemon. O sorriso de Naruto apenas se alargou e ele foi se aproximando cada vez mais do rio. Larvitar, percebendo aquilo, passou a se remexer na cabeça de Naruto, com medo que ele estivesse pensando em entrar na água.
— Bem Larvitar, não precisamos entrar em um barco por que vamos nadando! – Assim deu um grande salto em direção ao rio.
— Larvitar!!! – Gritou o pokemon, vendo que acabaria se molhando. Morrendo de medo, fechou os olhos e esperou o pior. Mas esse nunca veio. Abrindo os olhos lentamente, percebeu com espanto que Naruto estava simplesmente em cima da água sem afundar. – Larv?
— Sim. Nós estamos realmente sobre a água. Legal, né? – Perguntou Naruto. – Isso é uma técnica que eu aprendi na minha aldeia natal.
Larvitar, já recuperado do susto, passou a se divertir enquanto Naruto corria sobre as águas em alta velocidade.
— Lar? – Disse o pokemon, fazendo Naruto sorrir mais uma vez.
— Desculpe, mas você não pode aprender uma técnica como essa, Larvitar.
— Larvitar... – Resmungou chateado o pokemon de pedra, fazendo Naruto dar uma gargalhada enquanto continuava a correr pelas águas do rio.
Não demorou mais de duas horas e Naruto junto de Larvitar finalmente saíram do rio e entraram em uma floresta. Correndo mais algum tempo eles saíram em uma região de gramínea, onde ao longe a cidade de New Bark poderia ser avistada.
— Parece que chegamos, Larvitar.
— Larvitar! – Exclamou o pokemon.
Resolvendo caminhar agora, pois não queria arriscar que alguma pessoa o visse correndo na velocidade de um shinobi, causando questionamentos desnecessários, pensou o que deveria fazer primeiro.
Logo se decidiu.
— Antes de irmos ao laboratório do Professor Elm, acho que seria uma boa idéia passar em uma loja de roupas. Eu não quero causar uma má impressão. – Comentou.
— Larvitar. – Concordou o pequeno.
Assim ambos rumaram para a cidade.
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Professor Elm, um renomado pesquisador pokemon, especialista em evolução, estava em um dilema.
Hoje ele recebera uma ligação de um amigo seu de longa data e, para sua surpresa, esse amigo estava em posse de um ovo pokemon. Era fato conhecido já há algum tempo que pokemons vinham de ovos, mas Elm, como um bom especialista em evolução pokemon, queria estudar esse fascinante processo.
Mas ai que entra seu dilema. Amanhã um novo treinador pokemon viria buscar seu pokemon inicial. Assim ele não poderia sair para buscar o ovo que seu amigo conseguiu, já que a viagem duraria ao menos três dias.
Bem, é claro que ele poderia ir outro dia, mas a questão é que ele estava tão animado com a possibilidade de examinar o ovo que não estava se contendo de ansiedade.
— Droga... Se ele tivesse ligado um pouco mais cedo, eu poderia pedir para aqueles garotos de Kanto buscarem para mim... – Divagou, enquanto andava de um lado para o outro em seu laboratório.
Foi quando parou abruptamente ao escutar o som de uma batida na porta de seu laboratório. Saindo um pouco daqueles pensamentos, rumou para ver quem o visitara àquela hora.
Abrindo a porta, viu um garoto loiro na pré-adolescência com um grande sorriso no rosto. Ele vestia uma camiseta laranja com uma pokebola preta desenhada no centro e um simples par de calças pretas de malha. Mas não era isso que lhe chamou atenção. Também não era o fato dele possuir três cicatrizes horizontais em cada lado de suas bochechas e de estar usando uma bandana preta com uma estranha placa de metal.
Não. O que realmente lhe chamou a atenção foi o pequeno pokemon esverdeado, e que exibia um olhar de curiosidade, nos ombros do garoto.
- Uau! Um Larvitar! – Exclamou Professor Elm, sem sequer se importar com as formalidades. Antes que os dois visitantes soubessem o que tinha acontecido, Elm pegara Larvitar dos ombros de Naruto e passou a examiná-lo atentamente. Se é que ficar puxando a bochecha de alguém poderia ser considerado um método de exame. – Ele parece bastante sadio...
Foi quando Elm abriu a boca do pokemon à força, para examinar seus dentes, que Larvitar resolveu dar um basta naquilo e mordeu a mão do professor.
— Aiii! – Gritou. Mas estranhamente parecia feliz. – Então esse é o ataque Bite de um Larvitar...! Ainda precisa ser treinado, mas da pra ver o potencial!
Naruto, que até então via aquela cena curiosa, onde o homem que ele julgou ser o professor Elm estava examinando Larvitar enquanto dava gritos de dor ocasionais por ter sua mão esmagada pela mandíbula do pokemon, resolveu se fazer presente.
— Com licença... Mas você é o professor Elm? – Mas aparentemente não funcionou, pois Elm ainda estava dando todo sua atenção para Larvitar. Sabendo que não tinha outra escolha, Naruto decidiu ser mais “ignorante”. – Ei! Seu careca imbecil! Dá pra largar o Larvitar?!
O grito pareceu funcionar, pois Elm tirou momentaneamente sua atenção de Larvitar, dando espaço para o Pokemon fazer uma fuga estratégia das garras daquele nerd em pokemons, se escondendo agora atrás de Naruto.
Vendo que seu recente objeto de pesquisa não estava mais com ele, Elm finalmente voltou a si. Virando-se para Naruto, avistou Larvitar escondido atrás das pernas do garoto. Sabendo que tinha exagerado mais uma vez, resolveu se desculpar.
— Hehehe... Desculpem-me por isso, parece que eu entrei em meu próprio mundo mais uma vez. – Pediu bastante sem jeito. – Mas vocês têm que entender, um Larvitar não é um pokemon que se encontra todo dia. Além disso, suas evoluções são umas das mais fascinantes que existem ai fora.
Naruto olhou para Larvitar, como se perguntando se ele perdoava o homem. Vendo o pokemon fazer um aceno em positivo com a cabeça, falou.
— Certo, eu e Larvitar aceitamos as suas desculpas.
— Ah... Não sabe como estou aliviado ao ouvir isso. – Disse com sinceridade Elm, ele não era do tipo que gostava de deixar os outros com rancor. – Mas, se não se incomodam, posso perguntar por que vieram até meu laboratório? Que eu saiba você não é dessa cidade.
— Hahaha... Desculpe-me não me apresentar. Meu nome é Uzumaki Naruto. – Falou o loiro. Sentindo um beliscão na perna, percebeu que se esquecera de algo. – E, claro, como você já parece conhecer bem, esse é Larvitar, meu companheiro de viagens.
— Larrr! – Saldou o pokemon, para logo depois subir nos ombros de Naruto e agarrar em sua cabeça.
— É um prazer conhece-los. – Respondeu o professor. Naruto apenas acenou em agradecimento.
— Quanto ao por que viemos aqui, é que estava à procura de alguém para me ensinar um pouco mais sobre os pokemons. – Disse Naruto.
Elm levantou uma sobrancelha ao ouvir aquilo.
— Você não seria o estrangeiro que enfermeira Joy do Mt. Silver me contou, seria? – Vendo Naruto acenar em positivo, Elm disse totalmente surpreso. – Uau! Como você chegou aqui em apenas três dias? Uma viagem a pé até o Mt. Silver dura no mínimo uma semana!
Vendo a encrenca em que se meteria se dissesse que veio correndo, Naruto tratou de dar uma desculpa.
— Hehehe... Sabe como é, Larvitar aqui conhecia alguns atalhos, certo, Larvitar? – Perguntou pegando o pokemon nas mãos.
— Larr...? – Perguntou o jovem pokemon, sem se dar conta de que Naruto queria esconder o fato que podia correr tão rápido quando um Dodrio.
— Uhn... Então esse Larvitar é realmente do Mt. Silver... Isso faz sentido. – Naruto suspirou ao ver que o professor caíra, mesmo Larvitar tendo quase o entregado devido sua inocência. – Mas mudando de assunto, Joy me disse que você veio de um lugar aonde não havia pokemons, isso é realmente verdade?
— Sim... Eu vim de uma pequena ilha ao norte. Lá nós éramos apenas uma aldeia, não havia nenhum pokemon lá. Apenas soube que eles existiam quando cheguei aqui. – Contou a historia que ele tinha trabalhado nos últimos dois dias, enquanto se dirigia a New Bark.
— Mas isso é realmente intrigante... Pelos nossos estudos, pensávamos que os pokemons habitassem todas as regiões do mundo. Saber que existe um lugar onde pokemons não vivem é realmente uma grande descoberta.
— Hehehe... É, não é? – Disse Naruto, torcendo para que sua historia não fosse descoberta.
Elm, depois de mais alguns segundos de reflexão, falou.
— Bem. Por que não entra e me conta um pouco mais sobre esse lugar, Naruto? – Ofereceu Elm. – Você também, Larvitar. Tenho muita comida para pokemons do tipo pedra como você.
— Larvitar! – Acenou em positivo o pokemon, satisfeito com a idéia de comer alguma coisa.
Já Naruto não estava muito satisfeito com o desenvolvimento daquilo, pois sabia que gastaria as próximas horas inventando historias sobre seu lugar de origem.
Passado algum tempo, ao qual Naruto jurava que tinha quebrado o recorde de mentiras por minuto, Elm havia finalmente ficado satisfeito com as historias de Konoha, a pequena vila que ficava em uma ilha de dificílimo acesso, assim resolveu mudar de assunto.
— Mas me diga Naruto, você trouxe o pokemon que Joy lhe pediu? – Ao ouvir a questão, Naruto acenou em positivo, para logo em seguida abrir sua mochila azul e retirar a pokebola.
— Aqui está o pokemon, professor Elm. – Disse estendendo o objeto ao cientista.
Esse que pegou-o e, dando uma olhada sorridente, falou.
— É realmente uma boa que você conseguiu chegar tão rápido, assim o treinador que virá amanhã vai ter mais uma opção de escolha para iniciar sua jornada. – Naruto olhou curioso para o professor ao ouvir aquilo.
— Professor Elm, Joy me contou um pouco sobre o que é ser um treinador pokemon, mas eu não entendi muito bem, poderia me explicar direito? – Questionou Naruto, interessado em descobrir o que havia de tão bom em ser um treinador.
— Larvitar. – Concordou Larvitar, que também estava curioso sobre os treinadores. Ele já havia visto alguns humanos capturarem pokemons do Mt. Silver e nunca tinha entendido direito por que eles faziam aquilo.
— Bem... Acho que é uma pergunta valida. – Disse Professor Elm, ajeitando um pouco seus óculos. – Mas para facilitarmos a explicação, por que não me diz o que já sabe sobre os treinadores?
Naruto, e Larvitar também, acenaram em positivo com a cabeça e, logo depois, adquiriram um ar pensativo.
Elm não pode deixar de pensar como era curioso o fato de Larvitar estar pensando nos treinadores também. Aquilo só dava mais um indício que a pesquisa de seu antigo professor estava correta. Os pokemons conseguiam interagir muito bem com os humanos.
— Deixe-me ver... – Começou Naruto, tirando o professor de suas observações. – Joy me disse que treinadores de pokemons são uma espécie de viajantes que vagam pelo mundo em buscas de novos pokemons e batalhas com outros treinadores.
— Uhn... Bem, esse é um conceito bastante vago... – Comentou Professor Elm. – Treinadores pokemons realmente viajam ao redor do mundo por batalhas, mas dizendo assim parece que eles não têm muito objetivo...
— Foi isso que eu pensei quando ela me disse. – Respondeu Naruto. Larvitar também parecia ter aquele mesmo pensamento, já que acenou em positivo com a cabeça.
— Treinadores têm objetivos. É claro que têm alguns que apenas viajam pela diversão da jornada, mas a maioria vai em busca de ser o melhor. – Disse Elm.
— Ser o melhor? – Questionou Naruto.
Elm reparou que Larvitar também lhe dava um olhar de interrogação.
— Sim. Eles percorrem as regiões em buscas das insígnias dos ginásios locais. Quando conseguirem o número de insígnias determinado pela federação, eles podem se inscrever na Liga Pokemon da região, assim, participam de um torneio contra outros treinadores que conseguiram as insígnias, em busca de ser o campeão. – Explicava Elm, tendo total atenção. – Em busca de ser um Mestre Pokemon.
— Mestre Pokemon... – Naruto falou aquelas palavras baixinho. Parecia algo grande, onde somente os melhores conseguiam, algo parecido com ser Hokage de Konoha. Acabou dando um sorriso de canto de lábios, era um desafio como aquele que ele estava procurando.
— Mas não é só isso. – Naruto foi tirado de suas fantasias por Elm. – Nas jornadas, os treinadores desenvolvem não só suas habilidades, mas também sua amizade e entendimento com os pokemons. Ser um treinador é algo que requer determinação e trabalho, mas que se você persistir, será algo recompensador.
O sorriso de Naruto se alargou ainda mais ao ouvir aquela última parte. Levantando-se do sofá onde se encontrava sentado, gritou com o punho erguido.
— Certo! Eu decidi! Vou ser um Mestre Pokemon-ttebayo!
Elm ficou surpreso com a explosão repentina do garoto, mas acabou sorrindo no final.
— Parece que você já tem o espírito para se tornar um Mestre Pokemon. – Olhando para Larvitar, que parecia meio perdido com a explosão de seu amigo, continuou. – E você também já tem um pokemon para começar.
— Uhn... Eu já tenho um pokemon? – Perguntou Naruto curioso.
— Sim. Larvitar, apesar de não ser dos mais comuns para se começar, é uma boa opção. Além disso, vocês parecem se dar muito bem. – Explicou o professor Elm.
Naruto olhou para Larvitar e Larvitar olhou para Naruto. Ambos ficaram assim por algum tempo até Naruto finalmente falar.
— Errr... Larvitar não é meu pokemon, professor Elm, é apenas meu amigo. – Disse Naruto, fazendo Elm olha-lo interrogativamente. – Além disso, não acho que Larvitar seja capaz de lutar...
— É ai que você se engana, Naruto. – Disse Elm. – Larvitar pode ter essa aparência inofensiva, mas se bem treinado pode ser muito forte.
Ainda mais se ele evoluir em um Tyranitar... Concluiu mentalmente o Professor Elm, sabendo que a última evolução de Larvitar era um poderosíssimo pokemon.
Naruto, que olhou Larvitar interrogamente, perguntou.
— Você realmente sabe batalhar, Larvitar?
Ao ouvir a questão, Larvitar fez uma pose orgulhosa e bateu uma de suas mãos no peito ao dizer.
- Lar! Larvitar! – Naruto pode sentir a milhas que o pequenino estava se gabando de suas habilidades para ele. Acabou não resistindo a fazer um comentário sarcástico.
- Ehh? Se você é tão bom assim, por que foi facilmente capturado por aqueles dois paspalhos da equipe Rocket? – O Deboche acabou custando caro a Naruto.
Larvitar, não levando nem um pouco na esportiva a brincadeira, deu um pulo de onde estava e abocanhou a cabeça de Naruto com toda sua força.
- Aaaaahhhh! – Gritou Naruto, correndo de um lado para o outro na sala do laboratório. – Ta certo! Eu entendi! Apenas largue a minha cabeça-ttebayo!!!
Mas Larvitar não largou, ele ainda achava que Naruto não havia sofrido o suficiente por ter lhe insultado.
Elm, que no começo olhou aquilo atônico, começou a rir de repente. Quando enfermeira Joy havia falado que um garoto e um Larvitar iriam trazer um pokemon inicial para o laboratório, ele nunca imaginou que eles seriam tão incomuns. Era como ela havia falado, ambos pareciam se dar muito bem.
Mas, enquanto Elm se divertia com os dois, sequer notou que Naruto se aproximava dele cada vez mais. E, por causa disso, não pode evitar que o loiro, correndo ainda sem rumo devido à dor na cabeça, batesse com tudo contra si. O impacto derrubou os dois no chão e fez Larvitar finalmente saltar a cabeça de Naruto.
Esparramado no chão, Naruto falou.
— Arrgh... Até que enfim Larvitar largou a minha cabeça.
— Sim, isso é muito bom, mas você poderia sair de cima de mim? – Olhando para baixo, Naruto finalmente percebeu que estava sentado em cima das costa do Professor Elm.
Encabulado, levantou-se pedindo desculpas.
— Hehehehe... Desculpe, professor Elm.
— Bem... Acho que essas coisas acontecem... – Disse Elm levantando. Quando ficou de pé, passou a abanar toda a poeira de seu jaleco. Terminando, olhou para frente e percebeu que Larvitar parecia ainda um pouco chateado com Naruto, por esse ter subestimado seu poder. Para aliviar o clima, falou. – Mas Naruto, sobre o que estávamos conversando antes, todos os pokemons podem se tornar muito fortes, você deve apenas treina-los bem para que ganhem experiências em batalhas.
Ouvindo o professor, Naruto novamente olhou para Larvitar. O pokemon agora havia desistido da atitude emburrada e resolveu tomar a atitude “não estou nem ai pra você”, brincando, falsamente entretido, com uma borboleta que havia entrado há pouco ali.
É realmente difícil de imaginar Larvitar lutando, mas...
Mas Naruto sabia muito bem que não devia subestimar os outros. Ele mesmo sempre fora taxado de fracassado, mas deu a volta por cima e conseguiu até vencer Neji e Gaara, dois genins que eram considerados os melhores em suas vilas.
Acabou sorrindo com a lembrança. Sim, subestimar os outros não era coisa dele.
— Você está certo. Tudo depende de treinamento e força de vontade... Acho que isso vale para pokemons também.
Elm sorriu ao ouvir o garoto. Havia vezes em que ele parecia muito mais maduro do que as aparências sugeriam.
— Muito bem. Então suponho que você vai se tornar um treinador tendo Larvitar como seu primeiro pokemon, correto? – Perguntou Elm.
Naruto, olhando para Larvitar, que ainda brincava com a borboleta, chamou-o.
— Larvitar! – O pokemon parou sua atividade e se virou para Naruto, mas, apesar de ouvir o que Naruto disse a pouco, continuou lançando-o um olhar irritadiço. – Desculpe-me por não confiar em seu poder, Larvitar. Estou realmente arrependido. Mas, se você topar, que tal se tornar meu primeiro pokemon e começar uma jornada para ser o melhor ao meu lado?
Larvitar fingiu pensar um pouco ainda emburrado, mas acabou não conseguindo manter aquilo por muito tempo e, depois de dar uma olhada de lado para Naruto, sorriu e pulou em seus ombros.
— Larrrvitar!! – Exclamou feliz.
Naruto sorriu também e, levantando o braço para o alto e dando um grande salto, exclamou.
— Sim! Eu tenho meu primeiro pokemon!
— Larvitar!!! – Exclamou animado o pequeno Larvitar.
Elm apenas sorriu ao observar aquilo. Ele realmente achava que Naruto teria algum futuro pela frente, ainda mais que ele já parecia ter um espírito vencedor para ir atrás do objetivo de ser um verdadeiro Mestre Pokemon.
— Bem... É ótimo que vocês dois tenham tomado essa decisão. – Declarou professor Elm depois de alguns minutos de comemoração por parte de Naruto e Larvitar. – Mas suponho que você ainda precisa de informações básicas sobre o mundo pokemon, estou correto, Naruto?
Naruto, que havia parado de pular quando Elm começou a falar, ficou um pouco sem graça ao dizer.
— Hehehehe... Você está certo, professor Elm. – Respondeu Naruto. – Na verdade, eu havia topado trazer o pokemon da enfermeira Joy para você por que queria aprender mais sobre o mundo pokemon com o senhor.
— Lar! – Concordou Larvitar.
— Isso não será um problema. Eu posso não ter uma biblioteca tão grande como a do professor Carvalho, mas tenho certeza que ela será mais que suficiente para você pegar as informações necessárias para se tornar um bom treinador. – Dizia Elm. – Mas há um problema. Eu tenho apenas uma pokedex comigo no momento...
Naruto e Larvitar olharam para o professor com duvida.
— Pokedex? – Perguntou o loiro.
— Ah, sim! Você não deve saber o que é uma pokedex...! – Logo o professor começou a remexer algumas gavetas ali perto. Não demorou e tirou um objeto vermelho e estende-o para Naruto. – Isso é uma pokedex. Ela é muito útil para um treinador, pois tem as principais espécies de pokemons catalogadas detalhadamente das regiões de Kanto e Jotho. Por que não testa em Larvitar?
Naruto, pegando o objeto das mãos de Elm, resolveu experimentar. Colocando Larvitar em cima da mesa, abriu a pokedex e apontou-a para o pokemon.
Logo ouviu a voz meio mecânica.
“Larvitar: Um pokemon pele de rocha. Larvitars nascem no fundo do solo e comem toda a terra em seu caminho até emergir a superfície e encontrarem seus pais”.
— Uau! Isso é bem legal! Não sabia que Larvitar nasciam assim... – Comentou Naruto. – Aqui também diz que ele é um pokemon de pedra e solo. Você é realmente incrível, Larvitar!
— Larvitar! – Concordou Larvitar, não sendo nem um pouco modesto.
— E não é só isso, aperte o botão verde que tem na parte superior direita para você ver. – Sugeriu Elm. Acenando que sim com a cabeça, Naruto fez o que o professor disse.
— Incrível! Até mesmo fala os ataques que ele tem! – Exclamou Naruto ao ler os ataques de Larvitar.
— Sim, sim. Esses ataques são os que ele tem no momento, se ele aprender novos ataques, aparecera nessa pagina da pokedex também. Além disso, apertando o botão azul, há uma lista de ataques registrados que já foram vistos Larvitars executarem. – Explicava o professor Elm. – Ou seja, em algum momento de seu desenvolvimento Larvitar poderá aprender esses ataques.
Naruto, que tinha os olhos brilhando de expectativa, falou.
— Certo Larvitar! Vamos tentar algum desses ataques! – Exclamou, recebendo um aceno positivo de Larvitar.
Mas professor Elm não gostou muito daquela idéia.
— Espere, isso não é...! – Apesar de sua tentativa em fazer Naruto e Larvitar pararem, ele fora muito lento.
— Larvitar! Use o Screech (grito penetrante)! – Mandou Naruto. Mas ele e professor Elm tiveram de tampar seus ouvidos pelo que veio a seguir.
Larvitar abriu a boca e começou a saltar um alto e estridente grito, não só prejudicando os ouvidos de Naruto e Elm, como destruindo inúmeros frascos que estavam espalhados pelo laboratório do professor.
Quando ele finalmente terminou, olhou para Naruto e Elm com curiosidade, se perguntando por que os dois tinham os olhos em redemoinhos e estavam deitados no chão com as mãos no ouvido.
— Euu... Ten... Tentei dizer... Que era uma má idéia... – Disse Elm, bastante zonzo devido o grito.
— Des... Desculpe-me... – Respondeu Naruto, em um estado bastante parecido com o de Elm.
— Larr? – Perguntou o pokemon, achando que tinha errado em algo.
Algum tempo depois, já de noite, onde Naruto e Elm já haviam se recuperado do ataque sonoro de Larvitar e catado todos os cacos de vidros dos frascos quebrados no laboratório, o professor falou.
— Como eu ia dizendo. Estou no momento apenas com uma pokedex, e ela já esta reservada para o treinador que vira buscar seu pokemon inicial. – Disse sentando-se no sofá que havia no canto do laboratório. Limpar tudo aquilo não foi uma tarefa fácil.
— Uhn... Então o que eu vou fazer? Pelo que entendi essas pokedex são essenciais para adquirir informações sobre novos pokemons. – Disse Naruto com os olhos fechados e pensativo, nem um pouco cansado. Mais uma das vantagens de ter sido treinado nas artes shinobis.
Já Larvitar parecia que pegaria no sono a qualquer momento, de tanto que bocejava.
— Bem... Você pode esperar que eu encomende alguma para você, mas levaria semanas até que ela chegasse. – Naruto fez uma careta ao ouvir aquilo. – Ou... Você pode ir buscar com um amigo meu...
Elm olhou de canto de olho para Naruto. Sorriu ao ver que ele queria saber mais.
— E onde está esse seu amigo? – Perguntou o loiro ansioso.
— Ele está na casa dele. Mas não se preocupe, ela fica apenas algumas horas da cidade de Cherrygrove, na rota 30. – Explicou o professor. – Se você topar, poderá fazer o caminho de ida e volta em apenas três dias de caminhada.
Naruto, que acariciava um Larvitar já dormindo, pensou um pouco antes de responder.
— Bem, acho que vou arriscar ir pegar uma pokedex com esse seu amigo. – Falou Naruto. Elm deu um grande sorriso ao ouvir aquilo.
— Isso é ótimo! Já que você está indo para lá, poderia me fazer um favor?
Uma gota surgiu na cabeça de Naruto enquanto via os olhos esperançosos do professor Elm. Novamente ele tinha a impressão de que estava sendo manipulado naquela semana. Suspirando, falou.
— Tudo bem, o que eu tenho que fazer. – Ele não iria recusar, mesmo por que Larvitar, agora oficialmente seu pokemon, havia destruído muitos frascos do laboratório do homem.
— Eu quero que você pegue um ovo para mim.
Notas finais
- Amanhã eu postarei o capitulo 3. Eu acho importante saltar os 3 primeiros capitulos um seguido do outro para vocês, leitores, terem uma ideia de qual rumo a fic vai tomar. Mas depois eu passarei a saltar um capitulo por semana, para me dar um intervalo enquanto escrevo os outros!!
- Comentem e até a proxima!!!
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