Notas iniciais
Quatro anos se passaram desde que Azumi foi resgatada por um shinobi de cabelos vermelhos portando a bandana de Amagakure na região da fronteira do País da Chuva. Konana, Nagato e Yahiko compatilhavam do mesmo sonho que a médica e, por isso, ela decidiu ficar.

Quatro anos se passaram desde que Azumi chegou ao país da Chuva. Apesar de sofrido e desgastado pela guerra, foi o lugar onde ela decidiu se instalar.

Os efeitos econômicos da guerra tornaram o país ainda mais marginalizado. Principalmente na região próxima à fronteira onde a fome e a miséria tinham se instalado, talvez, com maior crueldade que os os feitos em campo de batalha.

Com o isolamento do líder do país, Hanzou Salamandra, em seu próprio mundo de autopreservação, os shinobis em todo o país dividiram-se em facção, muitas vezes lutando entre si por recursos básicos como solo próspero e moradia.

Mercenários e ladrões de outros países também encontraram no enfraquecimento deste uma boa oportunidade para carregar pelas fronteiras, os poucos recursos que sobravam ali.

Mas as coisas estavam mudando… e essa foi a razão de Azumi ficar.

O grupo de shinobis que a resgatou no incidente próximo à fronteira com o país da Grama estava crescendo e agora tinha um nome, Akatsuki.

As palavras de Yahiko, um jovem sonhador, detentor de um sonho nobre e uma determinação inabalável, enchiam o coração da Uzumaki de esperança

E as palavras do líder da Akatsuki também não eram vazias. A adesão de novos membros ao grupo e seu reconhecimento por parte da população eram a prova disso.

A Akatsuki era realmente capaz de resolver os conflitos pacificamente. E, embora não tivesse o reconhecimento oficial do líder do país, também não tinha a sua objeção.

Até um membro do alto escalão de Konoha, um homem chamado Shimura Danzou, havia feito contato com o grupo e proposto uma aliança. Algo que com certeza era mais um indício do progresso da organização.

A Akatsuki conseguia se mover e atuar livremente por todo país da Chuva.

A velha senhora Kane, uma moradora da região, ofereceu a Azumi uma modesta casa próxima à fronteira com o país do Fogo, onde a Uzumaki poderia construir uma nova vida.

A residência que tinha pertencido à família da senhora, tornou-se um ponto perigoso demais durante a guerra. E os primeiros moradores se mudaram para um lugar a poucos quilômetros fora da rota dos estrangeiros.

Mas nesse novo tempo aquela ameaça não era mais um problema.

Os rumores de que a região estava sob a proteção de um habilidoso grupo de shinobis, aos poucos, afastaram os problemas que vinham de fora.

Azumi estava tratando de uma doença do marido da senhora Kane com seu ninjutsu médico e a casa sem uso foi um presente de agradecimento doado pela família.

No entanto, as questões internas do país da Chuva, sobretudo a pobreza, ainda eram um grande problema para todos na região.

Neste cenário, Azumi deu a luz a uma menina saudável. Ela foi batizada como Uzumaki Ahmya. Como uma referência ao lugar onde mãe e filha construíram suas vidas. O país a partir do qual surgiria um novo mundo.

A criança não precisava do sobrenome do pai, ela não tinha um.

Embora fosse encantadoramente mais alegre, desde pequena Ahmya era muito parecida com a mãe.

Apenas os olhos, negros e puxados nas pontas denunciavam seu parentesco com os Uchiha.

Ainda antes do nascimento de sua filha, mas também depois, Azumi precisava garantir os recursos necessários para criar uma criança.

Ela aproveitou suas habilidades médicas e oferecia serviços de cura em troca de alguma recompensa que ajudasse sua família a se manter.

À medida em que Ahmya crescia, sua mãe alimentava o sonho de contribuir para as mudanças daquele país, de transformar ativamente o mundo no qual seu bebê viveria.

Quando a pequena alcançava um ano de vida e junto a seus novos amigos, Azumi inaugurou o primeiro hospital-escola da região da fronteira do país da Chuva.

Konan, Yahiko e Nagato passaram algumas semanas reformando uma casa abandonada em um trecho movimentado da estrada para viajantes.

A propriedade ficava na rota de acesso não só para os moradores, mas próximo à estrada para outros países.

Em pouco tempo o lugar tornou-se conhecido e próspero.

Azumi ensinou as artes da cura para muitas pessoas da região, enquanto os shinobi da Akatsuki se revezavam e apareciam de vez em quando dando lições de ninjutsu básico para auto proteção.

O aprendizado era utilizado na vida cotidiana dos aldeões. Habilidades como a manipulação de água e terra contribuiam bastante para a reconstrução das casas danificadas pela guerra e para a agricultura.

O comércio foi reaberto lentamente.

Logo, os habilidosos médicos formados no hospital-escola espalharam-se por cidades vizinhas prestando seu serviços e trazendo mais recursos para sua região.

Embora o País da Chuva não estivesse totalmente recuperado dos efeitos da guerra, a vida de Azumi ia realmente bem.

Ela tinha uma família, amigos e sentia que contribuía a cada dia para a criação de um mundo melhor. Era como se a médica observasse a olhos vistos seus sonhos mais otimistas se concretizarem.

Apenas uma coisa incomodava Azumi, uma série de pesadelos que dominaram seu sono.

Eram imagens fragmentadas. O rosto de uma menina assustada assombrava sua mente. Um velho sombrio, cujos olhos refletiam a morte, segurava seu bebê no colo enquanto a ameaçava.

Azumi não pensava nessas imagens como um mal presságio, mas as entendia como algum tipo de condensação dos traumas do passado que insistiam em atormentar sua visão de futuro.

Talvez fossem uma forma de resistência de sua mente cansada da guerra ao exagerado otimismo que elevava sua alma nos últimos anos.

Mas nada disso importava. Ela tentava esquivar-se dos fantasmas em sua mente apegando-se com todo seu coração ao mundo que surgiria com a Akatsuki.

Azumi não era exatamente um membro do grupo, embora considerasse os shinobis como valiosos companheiros.

No dia em que chegou ao país da Chuva, ela prometeu a si mesma que seus dias de kunoichi ficariam passado.

Então empenhava-se em seu trabalho de cura e capacitação das pessoas para que tivessem acesso a renda e dignidade.

Por volta do primeiro ano de vida de Ahamya, a senhora Kane se ofereceu para cuidar da menina nos dias de trabalho mais intenso da mãe.

A idosa havia nascido e crescido naquele país. E acreditava no trabalho da estrangeira. Assim como o resto de sua família e dos aldeões, algo a senhora Kane adorava repetir.

Ainda assim, Azumi se dividia entre as responsabilidades com a aldeia e a presença constante na vida da filha.

Por volta de seu terceiro ano, Ahmya já cambaleava atrás dos adultos repetindo seu sonho aos quatro ventos.

“Quando eu crescer vou ser uma grande kunoichi, igual a tia Konan... Eu vou entrar para a Akatsuki. E se você bobear, Yahiko-senpai, eu viro líder no seu lugar.”

A mãe sorria e sentia-se feliz ao pensar que, no mundo que estavam criando, esse tipo de sonho não precisaria ser nem um projeto de poder, nem uma preocupação para os pais.

Sua filha não teria uma vida como foi a sua. Ahmya viveria no mundo ideal criado pelos esforços de sua mãe e da Akatsuki.

Notas finais
Notas: O nome 'Azumi' significa nuvem escura ou dia niblado, enquanto 'Ahmya' significa chuva negra. A personagem Ahmya foi criada antes da mãe e a intenção do nome era fazer uma referência à Amagakure, de forma semelhante como Konohamaru faz referência a Konoha. Mas, atmbém, inserir uma certa aura de 'mau presságio' em relação ao futuro da criança, tipo Itachi (que significa 'fuinha', um animal que dá má srte no Japão). Já o nome 'Azumi' foi escolhido para evidenciar a relção (meio que de causa e consequência) entre as duas.