Us Against The World
5 Capítulo 4 - Pain Comes In All Forms
Notas iniciais
A dor vem de todas maneiras. Uma pequena pontada, uma pequena ferida, uma dor aleatória. A dor normal com que vivemos todo dia. E, há aquele tipo de dor que não podemos ignorar. Um nível de dor tão grande que bloqueia todo o resto. Que faz o resto do mundo desaparecer, até que tudo que conseguimos pensar é o quanto dói.
Como lidamos com nossa dor depende de nós. Nós anestesiamo-la, jogamo-la para fora, abraçamo-la, ignoramo-la, e para alguns de nós, apenas nos empurramos através dela.
Mas não importa como, você tem que se livrar dela. Esperar que ela vá embora sozinha. Esperar que a ferida se cure. Não existe nenhuma solução, nenhuma resposta. Você tem apenas esperar que diminua.
Geralmente, você pode controlá-la, mas as vezes, a dor vem quando você menos espera. Você tem que lutar contra ela, não pode fugir.
E de um jeito ou de outro, a vida sempre faz um pouco mais...
_____________________________________________________________________________
Mais tarde naquele dia, Meredith estava sendo liberada do hospital. Podia ter tido cirurgia na noite anterior, mas não aguentava mais ficar parada, olhando para a parede. Além do mais, ela precisava levar suas crianças para casa. Então, após uma longa discussão com Owen, conseguiu convencê-lo a deixá-la ir para casa, desde que alguém ficasse com ela.
Geralmente, esse alguém seria Derek. Esse alguém sempre foi Derek. Após ela ter se afogado, após de toado parte de seu fígado para seu pai, após as complicações durante o parto do pequeno Bailey, era ele quem ficou ao seu lado, tomando conta dela. Mas agora que ele não estava mais com ela, Cristina seria quem a levaria para casa.
"Tem certeza que quer ir para casa hoje? Não já nada errado em ficar uma outra noite no hospital" Cristina tentou convencê-la.
"Cristina, eu preciso sair daqui" respondeu. "Não posso continuar aqui tento todos ao meu hedor encarando-me e perguntando-me se estou bem"
"Ok" Cristina assentiu. Sabia que Meredith estava sofrendo e odiava-se por não poder fazer nada para amenizar sua dor, mas se tirá-la do hospital a faria sentir-se um pouco melhor, assim ela faria.
"Zozo" Meredith virou-se para sua filha "Nós vamos para casa agora"
A menina se empolgou. "A gente pode ter uma festa de chá?" perguntou entusiasmada.
"Sim, Zo, nós teremos uma festa de chá" sua mãe concordou.
"Papai pode se juntar a festa também?" a criança continuou a perguntar.
Meredith mordeu o lábio inferior e olhou para Cristina, como se lhe pedisse por ajuda, "Talvez seja a melhor hora para contar-lhe, Mer"
Ela suspirou. Por mais que odiasse, sabia que sua amiga estava certa. Quando mais cedo lhe contasse, melhor.
"Zola, venha aqui sentar-se ao lado da mamãe" ela foi "Você sabe o que acontece quando as pessoas... morrem?"
"Sim. Elas vão para o céu!"
"Sim.... Zola" disse seu nome novamente. "Papai foi morar no céu"
Zola achou estranho o que sua mãe disse. "Mas você precisa morrer para ir morar no céu, e papai não morreu!" ela percebeu os olhos tristes de Meredith "Papai morreu?"
Meredith tristemente balançou sua cabeça. Abraçou sua filha com a mesma começou a chorar. "Papai nunca mais virá para uma festa de chá?"
Meredith sorriu da inocência de sua criança. Honestamente, desejava que o maior de seus problemas fosse se teria ou não uma festa de chá naquele dia, "Não, eu sinto muito, querida"
Alguns minutos depois, Cristina, Meredith e as crianças estavam a caminho da casa na floresta. Foi uma viagem silenciosa. Nada além do pequeno Bailey balbuciando era ouvido. Não havia nada para ser dito. Nada poderia trazer Derek de volta, e nada poderia confortá-la ao fato de que nunca mais o veriam.
Meredith pensou que quando ouviu as notícias que Derek havia falecido, sua dor antingira seu nível maior. Mas isto foi até chegarem a sua casa, a casa que ele havia lhe dado.
E quando entrou na casa, seu coração apertou. Tentou bloquear a dor de sua mente, mas falhou.
Zola veio chamá-la "A gente pode fazer nossa festa de chá agola?"
"Sim, Zozo. Por que você não vai arrumar a festa enquanto coloco seu irmão para dormir?"
A menina assentiu e correu para arrumar a suposta festa, enquanto Meredith levou o bebê para seu quarto. O pequeno Bailey passara o dia todo acordado, então imaginava e esperava que dormiria facilmente.
Colocou-o no berço, com dificuldade. Sua incisão cirúrgica ainda doía, como de se esperar para o dia seguinte de uma cirurgia. Surpreendia-se com o fato de sequer conseguir andar, já que após muitas cirurgia, a dor seria tanta que não conseguiriam mover.
Derek tinha costume de cantar para a criança para fazê-la dormir e Meredith decidiu tentar fazer o mesmo. Logo, as palavras conhecidas da canção saíam de sua boca: the itsy bitsy spider went up the water spout, down came the rain and washed the spider out, out came the sun and dried up all the rain and the itsy bitsy spider went up the spout again.
Mas o som de sua voz apenas o irritou. Por alguma razão, ele nunca gostou de sua voz. Mesmo quando dentro de sua barriga, apenas a voz de Derek fazia-o parar de chutá-la.
E assim, começou a chorar. Geralmente, com ZOla, uma chupeta seria suficiente para fazê-la parar, mas Bailey nunca gostou de chupetas. Entãp, ela simplesmente não sabia o que fazer.
Cristina logo apareceu. "Mer? Quer ajuda?"
Meredith assentiu com a cabeça e Cristina veio e pegou-o em seu braço, tentando acalmá-lo. Quando estava brigada com Owen, e Meredith, com Derek, logo após conseguirem a guarda temporária de Zola, Cristina praticamente mdou-se para sua casa e as duas juntas, tomavam conta da criança, então não seria a primeira vez que ajudaria sua amiga a cuidar de um de seus filhos.
Com um pouco de tempo, o bebê finalmente parou de chorar e lentamente caiu em um sono profundo.
Meredith levantou uma sobrancelha. "Como... como você conseguiu fazê-lo adormecer assim tão fácil?"
Cristina deu de ombros. "Eh, ele deve saber que sou mais legal que sua mãe. Ou, eu devo ter super poderes!"
Ela revirou os olhos. Sentia falta de Cristina e estava feliz que estavam finalmente se falando de novo, mesmo que em tempos tão ruins.
Colocou-o no berço e virou-se para sua amiga. "Agora o quê?"
"Agora nós temos que ir para a festa de chá da Zola"
As duas se dirigiram para a sala, onde Zola já tinha arrumado a 'festa'. Cristina e Meredith sentaram-se perto dos brinquedos. A criança ofereceu-lhes adereços de cabelo.
"Você quer que eu use uma coroa? Ela quer que eu use uma coroa, Mer!"
Meredith riu levemente "Vamos Cristina! Entre no espírito da festa"
Cristina fez uma cara, mas colocou a tal coroa em sua cabeça. E pela próxima hora, as irmãs contorsidas ficaram apenas 'saboreando' o chá.
"Zola, querida, é hora de irmos para a cama"
"Mas já?"
"Sim. É hora de criança grande ir dormir"
"Okay..." consediu, apesar de não gostar.
"Você quer que eu a coloque na cam?" Cristina lhe perguntou.
"Não, ao contrário de Bailey, Zola realmente gosta de mim" ela retricou.
Levou a menina para seu quarto e deitou-a em sua cama. Plantrou-lhe um beijo em sua cabeça "I love you, Zozo. Durma bem"
Até aquele momento, equanto brincava com Zola e conversava com Cristina, era como se tudo estivesse normal uma outra vez. Era como se Derek sequer havia morrido. Era como se estivesse apenas sonhando. Mas agora, enquanto andava pelos corredores de sua casa, era como se a realidade havia lhe atingido uma outra vez. Andar pelos corredores sabendo que ele não estava lá era mais que dolorido.
Juntou-se então a Cristina, quem já estava deitada em sua cama. as duas ficaram em silêncio por um bom tempo, uma delas disse: "Eu dormi com Ross"
Meredith olhou para ela. "Oh my God! Quando? Por quê?"
Cristina deu de ombros "Eh, eu precisava de um orgasmo"
Ela revirou os olhos "Seriously, Cristina"
"Eu sentia falta de Owen. Ross foi literalmente um substituto"
"Você não acha que Owen voltará?"
"Não..." respondeu "Ele seguiu em frente"
Meredith suspirou. Conseguia imaginar a dor de Cristina, além do mais, passava pelo mesmo que ela, só que sua dor era pior. Ambas perderam o amor de sua vida, a única diferença é que as chances de Derek voltar para ela são equivalentes a zero.
Dor.
A dor vem de qualquer jeito, em qualquer hora.
"Derek is dead"
E surpreendentemente, a vida sempre faz mais.
Fale com o autor