Urgência

1 Capítulo Único


Estava sentada no sofá largo da casa dela, lendo um livro, quando ela se aproxima, chamando minha atenção e tira o livro das minhas mãos, nem me dando tempo de protestar, quando senta no meu colo, passando as pernas ao redor da minha cintura, deixando extremamente sem graça.
Depois de alguns momentos, ela me olha nos olhos e consigo sentir a intensidade daquele olhar, que contia calor e desejo, com as pupilas dilatadas, me deixo afogar naquele mar azul, que muitas gostariam de se afogar também... Lembro-me de sentir exatamente a mesma coisa quando a vi pela primeira vez, há muito tempo atrás. Como o destino é realmente inexorável, pensara que minha paixão nunca seria correspondida até me encontrar de namorando com ela por quase 3 meses...
Tê-la naquela posição e não deixar de olhar era algo extremamente difícil... Sentia começar a pulsar e a garganta secar, minhas pupilas já deveriam estar totalmente dilatadas, quando ela perguntou:
–Você ainda prefere ter aquele livro no seu colo?
Não consigo conter um sorriso irônico e começo a responder:
–Acho qu...
Quando ela começa a rebolar no meu colo, devagar, deixando sentir o total contato de peles, causando arrepios involuntários e suspiro rouco escapa da minha boca. Ela parece estar se divertindo com a situação
–E agora?
Ela pergunta-me com seus cachos caindo sobre seu rosto, formando um contraste incrível. Tez pálida, olhos azuis, agora nebulosos e lábios rosados, que se curvavam em um sorriso de divertimento.
Minhas mãos que estavam fechadas em punho, eram a única âncora para a sanidade, que lembrava-me do auto controle, de manter o lado bruto sobre controle e não se deixar levar pelas vontades. Ela se inclinou e pude sentir seu perfume plenamente...

Aquilo estava ficando extremamente perigoso e quando ela encostou os lábios no meu pescoço, a sanidade deixou-me totalmente. Uma mão enlaçou a sua cintura, trazendo-a mais para próximo e a outra se prendeu nos cabelos e a puxei para o meu rosto.
Não tinha pensamentos racionais e detalhes surgiam sem necessidade, como será que o chão é uma opção ruim ou se tinha alguma coisa que machucasse no sofá.
O choque dos lábios, seguido por beijos vorazes, sem nenhuma delicadeza, com um desespero sôfrego, até que o ar nos faltou mudei o caminho para a pele exposta, marcando, sem conseguir me conter, aquela pele alva.
Um suspiro escapa dos seus lábios e ela tenta tomar o controle, mas a seguro com força. Traço um caminho de beijos naquele o colo alvo, que parecia implorar por atenção. Todo meu corpo parecia estar em contato com ela, causando choques que ainda não passaram com o tempo... O sangue circulava mais rápido, o que parecia intensificar meus sentidos e o seu perfume tomar completamente meus pensamentos.
Não sei se ela sabia que isso iria acontecer ou só queria me testar. Só sei que não estava em pleno controle das minhas ações, só conseguia pensar em matar aquela ânsia que tomava conta do meu corpo, que fazia-me pulsar mais forte, que parecia que era possível sentir por cima da calça que usava.
Nossos lábios se encontraram de novo, com mais paixão dessa vez, mais urgência, mais tudo.
Me levanto do sofá, fazendo-a soltar uma exclamação e separar nossas bocas, mal dando tempo para ela raciocinar, quando a deitei no mesmo, com meu corpo por cima do seu, fazendo-me sentir todo seu corpo.
A urgência falou mais alto e começo a levantar sua blusa, com mãos exploradoras, a pele quente e arrepiada. Observo seu rosto, procurando um sinal de negação e tudo o que vejo sã só olhos extremamente escuros e uma boca inchada e vermelha, sendo mordida levemente, em expectativa.
Passo as mãos pelas suas costas, sentindo a textura e tentando gravar cada detalhe daquele corpo, o toque frio do metal do feixe do seu sutiã me faz voltar a realidade.
Como posso continuar agindo daquela maneira, impulsivamente? Isso teria que ser perfeito, de maneira romântica e não com o lado selvagem me dominando e deixando-me em situações constrangedoras...
Um ardor nas costas me faz olhar para o rosto que parecia surpreso, noto que ela estava arranhando minhas costas e todo esse tempo nada sentira. Meu rosto arde quando percebo que estou só de sutiã e pergunto-me em que momento minha camisa foi parar jogada do outro lado da sala.
Ela percebe minha hesitação e tira a blusa e a joga em algum lugar. Agora parece que não tem mais volta... Suas mãos puxam meu rosto e me esqueço do plano que tinha feito, para que acontecesse perfeitamente.

Notas finais
Comentar não faz mal a ninguém, principalmente par alguém que está começando. Críticas construtivas sempre ajudam, se quiser que algo melhore, dê sua opinião, por favor.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!