Up To No Good
26 Epílogo
Agora tudo havia mudado. Uma relação entre um Weasley e um Benningham não era mais um assunto tabu, assim como uma relação entre um Weasley e um Malfoy. Os tempos eram outros. Era o dia da formatura de Charlotte.
Os pais de todos os alunos do sétimo ano se reuniram nos jardins para apreciar a vitória de seus filhos. Entre a multidão, a família Potter junto da família Weasley, junto da família Benningham, junto da família Malfoy. Não que todos tivessem se tornado amigos, afinal as histórias passadas entre o Sr. Potter e o Sr. Malfoy jamais se apagariam e o Duque seria sempre o Duque. Mas com o tempo, eles aprenderam com seus filhos que certas rivalidades são inúteis e que barreiras podem ser quebradas em nome do amor.
Entre os formandos, Rose e Scorpius ouviam de mãos dadas o discurso da oradora da turma, formada com honras e convidada para ocupar uma cadeira importante no parlamento do Ministério. Charlotte Benningham dava a todos o prazer de suas sábias palavras. Enquanto falava, encontrava na plateia a coragem para conseguir fazer um discurso na frente de tantas pessoas. O par de olhos verdes que a observava orgulhoso ainda a fazia se sentir como ninguém mais fazia. Fred, que há pouco tinha se tornado um auror, desistiu de todo e qualquer compromisso naquele dia para prestigiar sua namorada.
Ao final da cerimônia, muitas fotos e parabéns, até que Charlotte finalmente pudesse conversar com seu namorado. Quando ele a viu, abriu os braços para recebe-la num pulo.
– Você foi ótima! Todos adoraram.
– Tem certeza? Eu estava tão nervosa. Se não fosse você na plateia...
Fred a beijou ali mesmo na frente de todos, pois isso agora não era mais proibido. Eles não precisavam mais manter a discrição.
– Eu queria te perguntar uma coisa... Mas não sei se agora é a hora certa.
Fred pareceu receoso e deixou Charlotte preocupada.
– O que foi? Algum problema?
– Só vai ser problema se você disser não, porque eu já contei pra minha família inteira. – Ele retirou do bolso uma caixinha branca. Quando a abriu, duas belas alianças de ouro com pequenos diamantes de enfeite sorriram para Charlotte. – Quer se casar comigo?
Os olhos da menina se encheram d’água. Provavelmente Fred esperava por isso desde o dia em que lhe deu o anel de compromisso que ela ainda usava. Talvez desde o primeiro beijo ou desde o jogo de quadribol da Grifinória vs. Lufa-Lufa. Talvez desde a troca de olhares na plataforma 9 3/4. Só devia estar esperando eu completar a maior idade. Charlotte riu lembrando dos velhos tempos, quando eles faziam piadas bobas por não saber como se comportar na frente um do outro. Ela enroscou seus braços por entre o pescoço de Fred e com as pontas dos dedos, fez carinho em seu longo cabelo ruivo. Seus rostos ficaram a menos de um centímetro de distância e, sussurrando e olhando bem no fundo de seus olhos, ela respondeu à sua proposta da maneira que esta merecia ser respondida.
– Juro solenemente não fazer nada de bom!
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