Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

Down to Earth
Keep 'em falling when I know it hurts

Going faster than a million miles an hour
Trying to catch my breath some way, somehow
Down to Earth
It's like I'm frozen, but the world still turns
Stuck in motion, but the wheels keep spinning 'round
Moving in reverse with no way out

*****

POV Misto. (Damon e Katherine.)

Suspirei e peguei a garrafa que estava bebendo. Subi para o meu quarto e não sabia se estava com mais raiva, decepção ou se me deixava consumir por aquela dor que irradiava do meu peito. Senti um nó na garganta ao pensar tudo que tinha passado, pensando como eu era burro! Derrubei e quebrei tudo a minha vista, queria algo que aliviasse aquilo, mas nem isso ou a bebida dava jeito. Escorreguei junto a cama, deixando a dor e o efeito da bebida tomar conta de mim. Levei um certo tempo para sair de lá, mas não ficaria trancado num quarto para sempre, então tomei um banho e me arrumei. Me olhei no espelho. Estava meio pálido, tinha que me alimentar e dar um jeito de me consertar. Sai e dei de cara com Stefan na sala, então sai direto e fui me alimentar. Quando terminei de o fazer estava muito melhor. Tinha que ocupar a minha cabeça então passei a me ocupar com o caso do Mason, até tinha conseguido algumas informações interessantes, tinha quase certeza já do que era. Cheguei em casa e ouvi uma conversa, depois um barulho. O que... Entrei e me deparei com Stefan carregando Katherine apagada. Cheguei a vacilar ao olhar para ela, mas me recompus.- Dando golpe agora irmãozinho? Não achei que boa noite Cinderela fosse a sua.

— Diferente de você não sou um idiota apaixonado por uma vadia. Vou tortura-la e conseguirei respostas.- Ele disse.

— Boa sorte tentando.- Disse.

— Obrigado.- Ele desceu com ela.

Subi com o livro que achei e tentei me focar ali, mas minha cabeça insistia em voar até lá em baixo. Ele estava ferindo ela, provavelmente ela merecia. Foco Damon. Só que esse foco sumiu ao primeiro grito dela. Eu tinha que deixar para lá. Me sentia tremer a cada um novo e me segurava para não ir lá. Suspirei. Tinha acabado por enquanto. Escutei a porta bater e depois o carro. Peguei uma garrafa de whisky e comecei a beber; inferno de vida. Desci e abri a janelinha que tinha na porta e a vi deitada com os cachos caindo pelo ombro, parecendo a mesma de sempre.

— Olá Damon.- Disse.

— Ele te deixou viva.- Disse.

— Ambos sabemos que Stefan me ama, nunca me mataria.- Disse.

— Tenho minhas duvidas.- Disse.

— Eu não. Não temos ligação de sangue, o que é bem chato, achei que iria ficar ligados a mim por me amarem, mas pelo jeito não amavam o suficiente, mas não teriam coragem de matar sua criadora. Eu sei que não tive coragem de matar Rose.- Disse.

— Você pensou em alguém além de você? Isso é um tanto novidade.- Disse.

Sorri.- Você não me conhece Damon. Tive 500 anos longe de você, 350 antes de você. Passei o que? Um ano com vocês? Você não me conhece nada.

— Tudo culpa sua.- Disse.

— Porque minha? Porque não vê que a culpa é sua? Você é mimado, genioso, infantil. Quando você virar homem, talvez a gente converse.- Disse.

— Minha?- Perguntei.

— Completamente. Você só tem graça quando está de boca calada e não enchendo meu saco.- Disse.

— Finalmente mostrando quem é de verdade Katherine.- Abri a porta e entrei.

— Não preciso mais fingir já que você não é mais minha bolsa de sangue humana.- Disse.

— Ótimo, poupa o meu tempo assim.- Olhei aquelas coisas ali e em vez de me atingir o que ela falava crescia a minha raiva e que maneira melhor de extravasar ela? Sorri.- Então vamos ao ponto; você sabe sobre a maldição dos Lockwood.

— Eles são amaldiçoadamente gostosos.- Disse.

— Amaldiçoados? Então esse Mason Lockwood é mesmo um lobo?- Questionei.

— Ele é muito bom de cama e muito bem dotado.- Disse.

Não iria me distrair, por mais que a ideia dele com ela... Não importa.- É ou não?

— Tem namorada Damon?- Perguntei.

— Responda a minha primeiro.- Disse.

— Não é da sua conta.- Disse.

— Digamos que é meu novo passa tempo e vai ser algo que eu vou gostar muito. Responda Katherine.- Disse.

— Não vou responder.- Disse.

— Assim você deixa divertido.- Andei por ali e peguei uma madeira.

— Ah é?- Questionei.

— Sim.- Peguei a madeira e passei verbena nela.- Ultima chance; Mason Lockwood é um lobo?

— Hmm... Não vou dizer. Prefiro ver o que vai me fazer.- Disse.

— Tudo bem.- Cheguei junto dela, a acertando na altura do joelho bem onde tinha a cartilagem, com certeza a verbena reagia espalhando a queimação nos ossos ao redor.

Sorri, peguei a mão dele, quebrando-a e fazendo cair ao meu lado. Arrebentei as correntes e levantei, pisando forte na mão dele com o salto.- Com quem você acha que está se metendo?

A olhei e sorri. Avancei, a atingindo nas pernas e a derrubando.- Bem, estava esperando isso. Estava fácil demais.

Peguei ele pelo pescoço, atirando contra a parede.- Você é um inseto perto de mim Damon. Eu sou mais forte, mais rápida e mil vezes mais esperta que você. Eu posso comer, beber e transar enquanto eu te mato.- Enfiei minha mão no peito dele, segurando seu coração.- Me dê um motivo para não te matar agora.

Não desviei o olhar do dela.- Faça e prove quem você é de verdade. Você pode rir pelo que sentia por você, mas destruiu a unica pessoa que se importava com você, que fez e faria tudo por você, que não se importava com o que você é. Continuei tendo uma boa vida Katherine; vazia e sozinha.

O olhei e comecei a rir.- Ai ai Damon, você é tão ridículo que chega a ser engraçado! Você fala como se alguém gostasse de você. Você matou o irmão da sua amiguinha Elena, ela te odeia, todos os amigos dela te odeiam e seu irmão preferia você morto do que atormentando a vida dele. Pelo menos eu aceito o que sou. E diferente do que você acha, tenho muitas amigas por ai e amigos, claro. E também meu querido, eu sou uma vampira, vampiros tem que se acostumar com a solidão.- Cheguei no ouvido dele.- Você já não suportaria solidão, não é Damon?- Tirei minha mão do coração dele, logo lambendo-a e fiz cara de nojo.- Frio e amargo. Nem nisso você me satisfaz mais.- Limpei minha mão na blusa dele e sai dali.

*****

And now I'm one step closer to being

Two steps far from you

When everybody wants you

Everybody wants you

*****

POV Damon.

Cai escorado pela parede e pareceu uma eternidade até que voltasse a estar de pé. As palavras dela me atingiam mais do que eu gostaria de admitir e esse sentimento estupido por ela ainda me destruía por dentro, mas eu ia acabar com ele. Consegui levantar e sai dali, indo para meu quarto. Cansei de fazer as coisas com paciência. Uma coisa tinha tirado dali; ela conhecia bem demais Mason, então era só ficar de olho nele por mais algum tempo e teria certeza do que era. Estava bolando exatamente o plano quando Stefan chegou.

— O que está fazendo?- Ele perguntou.

— Tentando planejar umas coisas. Talvez precise de você e dos seus amiguinhos daqui.- Disse.

— Nem um deles vai querer te ajudar Damon.- Ele disse.

— Ah, mas eles querem te ajudar. Porque tem algo aqui, mais do que estamos vendo.- Disse.

— Tipo?- Ele se serviu de whisky.

— Katherine. Ela esteve escondida por décadas fora da vista de todos e agora volta do nada, transforma a Caroline em vampira e está na cama de um lobisomem. Ela quer algo e você sabe que se está fazendo tudo assim, não é algo bom.- Disse.

— Não...- Ele parou, prestando atenção.- Onde está a Katherine, Damon!? Você a soltou?

— Ela não estava derrubada gênio, só batendo um papo com você porque queria.- Disse.

— E porque você não a matou?- Ele questionou.

— Talvez porque sem essa "vantagem" que você deixou, quase me matou? Isso não vem ao caso e sim o que tem aqui para este jogo estar acontecendo.- Disse.

Ele suspirou.- Essa vadia está arruinando tudo. Machucou Jenna, está destruindo eu e Elena...- Ele passou a mão pelos cabelos.- Eu vou mata-la.

— Eu ajudo.- Disse.

— Sei.- Ele disse.

— Vamos Stefan, você e seus amigos precisam da minha ajuda para fazer isso.- Disse.

— Você nunca a mataria.- Ele disse.

— Não me subestime irmão, posso te surpreender.- Disse.

— Ok.- Ele disse.

— Então temos que por esse plano em prática.- Disse.

— Sim.- Ele disse.

— Nessas festas que estão vindo, podemos pegar o Lockwood.- Disse.

— É uma boa ideia.- Ele disse.

— Então começaremos por ai.- Disse.

— Ok, vamos planejar.- Ele disse.

*****

How many nights does it take to count the stars?

That's the time it would take to fix my heart

Oh, baby, I was there for you

All I ever wanted was the truth, yeah, yeah

How many nights have you wished someone would stay?

Lie awake only hoping they're okay

I never counted all of mine

If I tried, I know it would feel like infinity

Infinity, infinity, yeah

Infinity

*****

POV Misto. (Damon e Katherine.)

Ficamos conversando até firmar o plano. Só que não saiu bem como queríamos, aquele filha da puta do Mason fez com que a Xerife descobrisse que éramos vampiros, o que causou algumas balas de madeira dolorosas e uma Caroline deprimida com a mãe sabendo o que ela era. Bem, passando essa parte dramática, graças a essas festividades conseguimos pegar o Mason e descobrimos o que Katherine tanto queria, uma pedra, para que ela queria uma pedra? Não vou negar que gostei de torturar o Mason, principalmente por ele ter tido algo com a Katherine. Ah, como gostei daquilo, mas no final o matei mais rápido que gostaria. Agora era hora de pegar a senhorita Pierce, tivemos uma conversa rápida por telefone e iríamos nos encontrar no baile que ia ter na mansão Lockwood. Na hora me arrumei e pensava em várias coisas que tínhamos passado. Como eu queria ter visto qualquer sinal dela para termos outro rumo, mas não há, não posso pensar nela assim. Ela não liga para nada Damon. Terminei de me arrumar, coloquei a máscara e fui para a festa. Nos dividimos e cada um tinha seu papel então depois de falar com a mãe de Tyler e com alguns conhecidos, tomava um champanhe perto da pista, observando o lugar.

— Quero a pedra.- Disse.

— Olá Katherine, boa noite.- Sorri para ela antes de beber meu champanhe novamente.

Puxei ele pelo colarinho, forte.- Eu quero minha pedra.

— Para que quer tanto?- Perguntei.

— Porque eu tenho meu novo lobo, minha vampira e preciso da pedra. Vamos acampar. Agora me dê ela antes que você veja chover sangue na sua cidade de merda.- Disse.

— Vamos dançar? Afinal, aqui é uma festa.- A peguei pelo braço e fomos para a pista.- Uma vampira, um lobo e uma pedra. Vai ser uma festa e tanto.

— Pois é.- Disse.

— Para que quer tudo isso Katherine?- Perguntei.

— Não é da sua conta.- Disse.

Uma parte minha ficou feliz de a ter nos meus braços de novo. Merda, para que ainda penso nisso?

— Cadê a pedra, Damon?- Questionei.

— Está escondida Kath, alguns moradores da cidade não confiam que você vá fazer algo inocente.- Disse.

— E não vou se não me derem ela agora.- Disse.

A observei, ela parecia preocupada.- Como se salvou?

— O que?- Perguntei.

— Da igreja. Vi quando te botaram lá dentro.- Disse.

— Um Lockwood me salvou em troca da pedra.- Disse.

— E assim todos achariam que Katherine Pierce estaria morta.- Disse.

— E você quase estragou tudo.- Disse.

— O babaca Salvatore que amava demais, como sempre.- Disse.

— Exato.- Disse.

— Porque não me cortou então? Compeliu para ficar longe, já que era um risco para seus planos?- Questionei.

— Porque não pensei nisso no dia Damon.- Disse.

— É tudo parte de um grande plano seu, todos somos peças do seu jogo.- Disse.

— É Damon, sou a mulher do diabo. É isso que você acha.- Disse.

— Não, nunca achei e se era não me importava.- Disse.

Revirei os olhos.- Você é tão romântico que me dá náuseas.

— E você está tão fria que não parece a Katherine que conheci.- Disse.

— Claro, eu estava fingindo.- Disse.

— Então você merecia um Oscar, como melhor atriz, não acha?- Vi Stefan passar ao longe, era o sinal que estava tudo correndo bem.

— Com certeza.- Disse.

— Festinha chata não acha?- Perguntei.

— Por enquanto sim.- Disse.

— Poderíamos animar isso aqui.- Disse.

— E como?- Perguntei.

— Estou com sede e por incrível que pareça, a população daqui tem um sabor maravilhoso.- Disse.

Sorri.- Ótima tentativa Damon, mas não.

— Recusando uma festa? Pensei que finalmente ia encontrar alguém que apreciasse isso. Sabe, meu irmão é um tanto descontrolado.- Disse.

— E você acha que deixo alguém viver quando me alimento? Que fofo você. Vai sozinho. Não caio nessa.- Disse.

— Você que sabe. Tenha uma boa festa.- A deixei e sai.

Suspirei e fui procurar Lucy, espero que ela tenha conseguido algo para mim.

*****

Eyes can't shine

Unless there's something burning bright behind

Since you went away, there's nothing left in mine

I feel myself running out of time

*****

POV Damon.

Vi ela ir para o outro lado e dentro da casa encontrei Stefan.- Eu merecia um prêmio.

— Porque?- Ele perguntou.

— Você é tão fria, nem parece a minha Kath.- Imitei a minha voz e tomei o whisky.

— Pelo menos conseguiu.- Ele disse.

— Achava que não iria?- Perguntei.

— Sei lá.- Ele disse.

— Caroline vai conseguir?- Perguntei.

— Se espera que sim. Ela tem muito o que reparar comigo e Elena.- Ele disse.

— Espera, pensei melhor em uma coisa.- Disse.

— O que?- Ele perguntou.

— Ela disse que tinha um lobo, uma vampira e precisava da pedra. Quem é o lobo agora que Mason está morto?- Perguntei.

— Bem, não sou adivinha.- Ele disse.

— Preciso de mais tempo então.- Disse.

— Tempo para que? Ela entra aqui e matamos ela, pronto.- Ele disse.

— Mudança de plano maninho. Fique de olho em tudo, eu mato ela.- Disse.

— Tem certeza?- Ele perguntou.

POV Misto. (Damon e Katherine.)

Terminei o meu whisky.- Sim.- Sai de lá e fiquei espreitando até ouvir vozes e perceber Caroline com ela, e quando ela entrou no quarto, cheguei até lá.- Deixe comigo Caroline.

— Ah, você de novo.- Disse.

Ela saiu e eu entrei. Sabia que ali tinha uma barreira, mas não me importava.- Sentiu saudades?

— Nem um pouco.- Disse.

— Ótimo, porque agora vamos direto aos assuntos, sem teatrinhos.- Disse.

Suspirei e me sentei, cruzando as pernas.- Ok.

— Quem é o lobo que você quer usar?- Perguntei.

— Tyler Lockwood.- Disse.

— Ele não é um lobo, passamos por uma lua cheia a pouco.- Disse.

— Vocês são desinformados.- Tirei os saltos e coloquei as pernas no sofá, me esticando.- Ele precisa ativar a maldição.

— Tanto faz. E a vampira?- Perguntei.

— É a Caroline.- Disse.

— Isso daria até uma história interessante.- Peguei o telefone para mandar o aviso.

— Já avisa que a querida Elena corre perigo. Creio que logo virão atrás dela.- Disse.

— E de quem você tem medo?- Perguntei.

Suspirei.- Klaus e eu temos uma longa história. Ele acha que eu sou dele, que eu o tirei algo. Bem, a ironia é que eu e Elena existimos meio que para ele mesmo.

— Vamos, continue.- Fui até o armário e peguei a estaca.

— Quer saber a história Damon? Eu me apaixonei por Klaus e ele só queria me matar, o tempo todo. Queria meu sangue.- Disse.

— Bem, você deu um jeito de escapar.- Disse.

— Sim e ele matou minha família.- Disse.

— E passou a perseguir você por todo esse tempo. Por isso tantas fugas e jogos.- Disse.

— Bem por ai.- Disse.

— Boa história.- Disse.

— Bom que gostou então.- Disse.

— Pena que vou tirar o gostinho do cara.- Disse.

— Está bem confiante, mas bem que talvez seja melhor morrer agora do que ser torturada por Klaus. Ele é o diabo.- Disse.

— Por mais que fosse apreciar isso, prefiro eu mesmo fazer.- Disse a atacando.

— Me mate então.- Disse sem sair do lugar.

— Achando que vou desistir?- Arranhei ela.

— Nem um pouco.- Disse.

Olhando ela assim... Faça Damon, faça agora, acaba com isso. Essa é a mulher que abandonou você e confirmou que nunca te amou. Faça agora!

— Tenho direito a ultimas palavras?- Perguntei.

— Dizem que todos tem.- Disse.

— Bem, então você devia saber que sinto muito por você ter morrido por minha causa. Eu queria vocês bem, tanto que preveni caso algo saísse errado, e até comprei esses anéis, mandei fazer na verdade.- Toquei no anel no dedo dele.- Pode duvidar de tudo, menos que me importei com vocês.

— Não banque a sentimentalista agora.- Eu queria acreditar, alguns dias era tudo o que eu queria ouvir. Eu tinha que fazer, mas a minha mão permanecia parada e eu a olhando. O rosto que eu passei tantos dias, noites, pensando, lembrando e pedindo que aguentasse até o dia de poder a tirar de lá.

— Não quer acreditar não acredite. Não vou repetir dez mil vezes a mesma cosia e ficar me humilhando. Prefiro morrer. E ah, de nada por te dar o que você mais ama hoje em dia. Acho que é só.- Disse.

— O que mais amo?- Perguntei.

— Ser vampiro.- Disse.

Minha cabeça e meu coração estavam uma confusão. Não podia sempre fraquejar sempre que ela dizer algo bonitinho.- Isso é a única coisa boa.- Me levantei.- O que você quer Katherine?! Sempre bagunçar a minha vida?

Sentei.- Ah Damon, sua vida é um conto de fadas perto da minha. Deixa de ser mimado. Sim, eu te amei e sim, eu poderia te amar novamente se você não fosse tão chato. Só um homem de verdade consegue me controlar para me ter para sempre.

— Minha vida um conto de fadas?- Ri, voltando a ela, mas acho que estava fazendo a maior besteira que já tinha feito, e em vez de a acertar com a estaca, a beijei.

Acabei por retribuir o beijo.

Como naquele dia na minha casa, como eu queria aquele beijo, queria ela. Por mais que viesse lutando contra tudo o que sinto, ainda está aqui.

Parei o beijo e balancei a cabeça, fingindo desapontamento.- Precisa mais que isso para me manter Damon.

— Cala boca.- Voltei a beija-la, a jogando na parede que estava próximo a gente.

— Ok, calme amor.- Parei ele.- E mais gentileza, estou dividindo o corpo com uma humana. Elena e eu estamos ligadas. Tudo que eu sinto, ela sente.

— O que? Kath, o que você fez?- Questionei.

Sorri.- Fui esperta? Superei a todos? Isso é normal.- Toquei o rosto dele e o beijei delicadamente.- Mas fico feliz por termos nos entendido. De verdade. E eu não ia vir enfrentar vocês sem um backup né? Não sou burra, mas agora que estamos bem, é só a bruxinha de vocês desfazer.

— Tudo o que disse desse Klaus é verdade?- Perguntei.

— E tem muito mais. Minha vida é bem agitada.- Disse.

— Então você tem que sair daqui.- Disse.

— Prefiro ganhar minha liberdade do que fugir mais quinhentos anos. Posso contar a história toda para seus amigos, o difícil é acreditarem em mim. Porque consequentemente eu ganhei fama de mentirosa sendo que nunca menti.- Disse.

— E tudo que me disse?- Perguntei.

— Quando?- Perguntei.

— Sobre Stefan e no porão.- Disse.

— Eu amei Stefan e acho que você precisa ser menos chorão. Eu vivi 500 anos e nunca desliguei, Damon. Eu senti cada dor, cada perda... Eu vi minha família toda morrer, eu vi meu coração despedaçado... Eu vivi por anos com a dor da perda da minha filha... Mas pelo menos eu posso dizer que senti tudo.- Disse.

— Você teve uma filha?- Perguntei.

— Sim. Eu tinha 14, 15 anos, me transformei com 16, 17.- Disse.

— Kath...- Toquei o seu rosto. Era tão estranho que não parecia ela, ela e tudo o que dizia.

Suspirei.- Tudo bem Damon, isso foi a séculos. Vamos, eu vou contar tudo a vocês.

— Vou ligar para Stefan.- Disse.

— Ok.- Disse.

*****

And now I'm one step closer to being

Two steps far from you

And everybody wants you

Everybody wants you

*****

Quando chegamos na casa de Damon e Stefan, contei tudo a eles. Sim, eu estava fazendo jogo limpo. Não sei direito dos meus sentimentos por Damon, mas quero descobri-los. Depois de contar tudo, me levantei.- Vou para o hotel então.

— Não, você fica.- Disse.

— Hã... Não sou bem vinda aqui.- Disse.

— Essa casa é minha também e você fica.- Disse pegando ela pela mão e saindo de perto da porta.

— Tudo bem.- Disse.

Stefan tentou reclamar, mas deixei ele falando sozinho e subimos.

— Essa casa é bem bonita.- Disse.

— Sim, eu gosto daqui.- Disse.

Apenas sorri.

Entramos no meu quarto e fechei a porta. Ele estava meio bagunçado desde que vinha tendo esses problemas com ela. Tirei algumas coisas quebradas que tinha junto da cama e cheguei num canto.

— O que foi?- Perguntei.

— Só tirando essa bagunça. Eu estava redecorando.- Disse.

— Seu quarto é bem...- Olhei ao redor.- Minimalista.

— É, eu não gosto de muita coisa.- Disse.

— Posso usar seu chuveiro?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Já volto.- Fui para o banheiro.

Tirei tudo o que restava quebrado ou bagunçado, e deixei a cama meio que arrumada. É, estava bom. Tirei aquela roupa e entrei no banheiro.

Passava o sabonete no meu corpo e improvisei algo para tirar a maquiagem borrada pela a água.

Entrei no box, passando o braço pela sua cintura.

Estava de costas, então me virei e sorri.- Resolveu vir também?

— Digamos que era uma coisa difícil de resistir.- Disse.

— Imagino.- Disse.

Beijei ela e entramos debaixo da água, estava morna e gostosa.

Retribui o beijo.

Ela estava junto a mim, mas nos colei mais. Eu sabia que tinha que ter cuidado em me entregar para ela, não seria difícil ela me destruir de novo. Só que eu queria isso, queria estar junto com ela, estar assim.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Senti meu corpo reagir aquela proximidade. A quem queria enganar? Eu estava cheio de tesão por ela, afinal era 150 anos de vontade.

Me escorei na parede para apoio e envolvi minhas pernas na cintura dele, descendo minha mão pelo abdômen dele.

Não esperei mais e entrei nela. Deus, que sensação boa, era bem como me lembrava. Precisava dela, muito mais que só isso.

Gemi e suspirei pesadamente, descendo meus lábios pelo pescoço dele.

Deixei me levar e a tinha com vontade. Nossos movimentos se sincronizaram rapidamente e é como se sempre tivéssemos transado assim. Minhas mãos tocavam e apertavam as coxas dela e não me importei de chegar até a sua bunda.

Minha mão desceu pelas costas dele e firmei melhor minhas pernas na cintura dele.

— Kath...- Gemi e o vapor tomava conta do box, mas isso só deixava a situação mais sexy.

Sorri e beijava o maxilar dele.- Você ficou ainda mais sexy vampiro.

— Não viu nada ainda.- Disse.

Sorri e o beijei.

Sentia ela me arranhando as vezes e o beijo era intenso. Ela queria me controlar, mas não mesmo amor. Ela era minha e dessa vez íamos ser iguais, não um bobo que fazia tudo o que ela pedia.

Acariciava a lateral do pescoço dele delicadamente.

Alternei a nossa velocidade e ela gemeu durante o beijo, sempre me deixou louco esses gemidos.

Mordi o lábio dele, fazendo sangrar e voltei a beija-lo.

O gosto do sangue tomou conta das nossas bocas e o prazer tomava conta de mim, sentia facilmente que dela também. Fui parando o beijo e passando para seu pescoço, cheguei ao ouvido dela.- Goza para mim amor.

Sorri e mordi o lóbulo da orelha dele.- Literalmente é impossível amor.

— Você entendeu.- Disse.

Sorri.- Eu entendi e para isso você vai ter que se esforçar um pouquinho mais. Para mulheres não é tão fácil.

— Será um prazer.- Sorri, aumentando o ritmo e a tocando com a mão livre.

Gemi e voltei a beija-lo.

O beijo tomou o ritmo que nós íamos e não me importei se tinha mais alguém na casa ou o que ouvia. Só queria estender esse momento; ela sendo minha.

Acariciava seu rosto e mexia minha cintura junto com o ritmo dele.

Não me importei quando ela mais que arranhou nas costas quando chegou ao orgasmo e eu cheguei junto. Eu vinha me segurando já.

Parei o beijo delicadamente.

— Você é incrível.- Disse.

— Você também.- Disse.

Toquei o rosto dela e afastei os cabelos grudados ali. Não tinha esquecido nenhum detalhe do corpo dela; os peitos, que agora pude tocar melhor, nada.

Sorri para ele e acariciei seu peito.- Eu... Eu quero que demos certo, Damon.

— Eu também quero, mais que tudo.- A puxei de volta ao chuveiro para terminarmos o banho.

Voltamos ao banho.

O banho foi para lá de gostoso e cheio de provocações. Demoramos a sair dele. Emprestei uma blusa minha a ela e eu botei uma cueca. Sentei na cama e a observava enquanto conversávamos de como seguiríamos.- Tentei te odiar, mas parece que o que fez comigo foi mais forte que isso.

— O que fiz?- Perguntei.

— Seduzir um pobre rapaz inocente na flor da idade.- Disse sorrindo.

— Tecnicamente sou mais nova que você.- Disse.

— Só tecnicamente mesmo.- Sorri e quando ela veio para cama a puxei para meu colo. Ok, eu tinha uma tara quando ela fazia isso comigo antes.

Sorri.- Sim.

— Então o que vamos fazer? Sair da cidade? Temos que manter você longe desses Originais.- Disse.

— Como já disse, prefiro ganhar minha liberdade. Cansei de fugir.- Disse.

— Mas se quisermos dar certo vai contar comigo, me deixar ser seu parceiro nisso.- Disse.

— E você está disposto a entregar a Elena para Klaus, mata-la ou transforma-la? Porque é isso que vou fazer.- Disse.

— Isso é simples, eles vão vir de uma forma ou outra. Agora conter o Stefan é que vai ser mais difícil.- Disse.

— Acho que você não está entendendo. Se Stefan se meter, eu mato ele.- Disse.

— E se ele se meter com os originais, pelo que disse morre também. Acho que vou entrar com um plano de contenção mais forte. Ele já me odeia mesmo.- Disse.

— Nossa, você não se importa mesmo com ele.- Disse.

— Muita coisa aconteceu durante todos esses anos. Resolvendo isso aqui, é melhor cada um seguir a sua vida, não damos certo juntos.- Disse.

Suspirei.- Ok. Pelo menos cada um agora tem sua Petrova.

— Esse é seu sobrenome real?- Perguntei.

— O meu real é mais complicado, mas meio que adotei, é da nossa linhagem. Da primeira cópia. Meu nome real é Katerina.- Disse.

Sorri.- Adorei, mas Katherine soa mais forte.

— Só mudei por causa do Klaus.- Disse.

— Ele é tão ruim assim?- Perguntei.

— Ele sabe ser gentil quando quer, mas ele é...- Suspirei.- Bem, não tem como descrever.

Tinha colocado o cabelo dela para trás e beijei o seu ombro.- Você vai ficar bem.

— Mas não contei que eu meio que “lacei” o irmão dele.- Mordi meu lábio.

— Irmão... É algum tipo de fetiche?- A olhei.

Ri.- Não. Eu era inocente na época e ele se apaixonou por mim, nunca tivemos nada. Só transei com Klaus.

— E além de tudo ele é um ex seu.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Porque estou achando que não vou querer saber muito por onde andou todo esse tempo?- Questionei.

— Como assim?- Perguntei.

— Provavelmente é uma lista de ex, prefiro não ouvir essa parte.- Disse.

— Que pensamentos você tem de mim.- Disse.

— Vai negar?- Perguntei.

— Eu fugi por quinhentos anos, Damon. No começo não foi nada fácil, não tinha tanto tempo disponível assim.- Disse.

— Eu posso imaginar um pouco pelo menos.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Mas por hora senhorita Pierce...- Nos virei, deixando-nos deitados na cama.- Temos muito o que botar em dia e não estou falando de conversa.

Sorri.- Concordo.

A olhei com minha camisa.- Não é que ficou sexy com você?

Sorri.- Obrigada.

— Mas eu prefiro sem ela.- Disse a tirando.

Sorri e o beijei.

Beijei ela de volta e não imaginava que aquela noite seria assim. Transamos de várias formas e se eu achava que sabia muita coisa, ela sabia muito mais e me levou a loucura; completamente. Quando decidimos parar o dia amanhecia e desabei ao lado dela. Rimos e ela se aninhou em mim, dormiríamos um pouco; tinha muito a fazer. Eu sei que perto dela e desses caras não sou muito forte, mas não vou desistir, não vou a perder para ninguém, não de novo. Eu a amava e mesmo tentando mudar isso, mesmo com meu coração tendo ficado aos pedaços, não teve jeito, não consegui. Em pouco tempo ela dormiu e beijei seus cabelos e a admirava também. Sei que tudo isso soa meloso, mas isso faz parte. Sorri e beijei seus cabelos.- Eu te amo e isso nunca vai mudar.

*****

How many nights does it take to count the stars?

That's the time it would take to fix my heart

Oh, baby, I was there for you

All I ever wanted was the truth, yeah, yeah

How many nights have you wished someone would stay?

Lie awake only hoping they're okay

I never counted all of mine

If I tried, I know it would feel like infinity

Infinity, infinity, yeah

Infinity

Infinity, infinity

How many nights does it take to count the stars?

That's the time it would take to fix my heart

Oh, baby, I was there for you

All I ever wanted was the truth, yeah, yeah

How many nights have you wished someone would stay?

Lie awake only hoping they're okay

I never counted all of mine

If I tried, I know it would feel like infinity

Infinity, infinity, yeah

Infinity

*****

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :) Essa musica caiu perfeitamente para esses dois, não é mesmo? Eu e a Priscila ficamos impressionadas o quanto essa musica serviu como uma luva para Datherine HAHA' Só pode ter sido escrita para eles HAHA' Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)