Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Quem falou que era You and I, acertou o/ :3 Bem, vamos ao capítulo....

I figured it out

I figured it out from black and white

Seconds and hours

Maybe they had to take some time

I know how it goes

I know how it goes from wrong and right

Silence and sound

Did they ever hold each other tight, like us?

Did they ever fight, like us?

*****

POV Elena.

“Querido diário...

Hoje é um novo dia. Um novo ano na escola. Um novo você e pretendo não escrever coisas tristes aqui. Nunca mais. Não serei mais a garota triste que perdeu os pais.... Irei sorrir e dizer: “Sim, estou bem, obrigada”.”

Suspirei quando fechei meu diário e queria que aquelas palavras se tornassem realidade como nos filmes. Levantei da minha cama e fui tomar um banho. Por milagre Jeremy não estava ali. Ele acha que não sabemos o que ele faz no banheiro por horas. Tomei um banho rapidamente, depois vesti uma calça jeans, all star e blusa. Olhei meu uniforme da torcida e mordi meu lábio. Sim, tudo voltaria ao normal. Coloquei na minha mochila, terminei de me arrumar e desci. Jenna e Jer já estavam na cozinha.

— Bom dia.- Jenna disse.

— Bom dia.- Fui até a cafeteira e me servi de café.

— Ah meu Deus, esqueci que vocês precisam de lanche. O que querem?- Ela perguntou.

Ri.- Não esquenta Jenna, compramos na escola.

— Ah, eu quero hambúrguer com fritas.- Jer disse.

— Vai sonhando e toma esse café direito.- Jenna disse.

Sorri e bebi do café.- Como anda a faculdade Jenna?

— Puxada, essa reta final é horrível.- Ela disse.

— É só largar.- Ele disse.

— Jeremy!- Exclamei.

— O que?- Ele questionou.

— Você é terrível em dar conselhos.- Disse.

— É o mais prático.- Ele disse.

— Não, obrigada, vou terminar meu curso.- Jenna disse.

— Ah, hoje a noite eu vou na festa da fogueira de inicio de aulas, ok?- Questionei.

— Vai com as meninas?- Ela perguntou.

— Sim.- Disse.

— Então tudo bem.- Ela disse.

— Ok.- Disse e logo depois eu e Jer saímos para ir a escola. Não demoramos a chegar e eu fui ficar com as meninas, e Jer foi para a “turma” dele. Não gostava nada das companhias dele.

— Parece que as férias esse ano voaram.- Bonnie disse.

— Que bom que acha isso.- Disse.

Bonnie a olhou.- Ah, desculpa, eu...

— Claro que as suas foram horríveis, não vamos falar das férias.- Caroline disse.

— Tá tudo bem gente.- Olhei e vi Matt passar.- Ele me odeia, não é?

— Que nada.- Caroline disse.

— Ele só precisa de um tempo. Assimilar tudo.- Caroline disse.

Suspirei e assenti.- Não sei porque o Jer fica andando com aquela gente.

— Com certeza não é porque ele são os mais legais.- Caroline disse.

— Pois é.- Disse.

Bonnie olhou para o lado quando um carro parava.- Pessoal, quem é aquele?

— Não faço ideia.- Caroline disse.

— Aluno novo?- Questionei.

— E que aluno.- Caroline sorriu.

Ri.- Coitado dele. Já caiu nas garras da Caroline.

— Mas parece que não é para ela que ele tá olhando.- Bonnie disse.

— O que?- Perguntei.

— É para você.- Bonnie disse.

Olhei para o garoto novo, encontrando o olhar dele que realmente estava no meu, mas desviei rapidamente.- Ele deve querer perguntar alguma coisa, direção... Essas coisas.

POV Misto. (Stefan e Elena.)

Mal tinha chegado no colégio e dei de cara com ela. Que sorte a minha não? Para de ser irônico Stefan, já basta ter decidido ficar na cidade por causa de uma garota, Mas não era uma garota qualquer. Elena parecia ser muito mais que isso, desde a primeira vez que a vi. Ela não sabe quem eu sou ou o que eu sou então isso de repente seja bom. A vi com as amigas e aquele olhar quando passou pelo meu... Chega lá, disse para mim mesmo. Fui na direção dela.- Bom dia.

— Ah, bom dia.- Disse.

— Onde fica a secretaria?- Perguntei.

— Hã... Logo no começo do corredor. Você entra, anda um pouco e a segunda porta a direita.- Disse.

— Ah, obrigado.- Disse.

— Bom dia. Em qual ano você está?- Caroline perguntou.

— Penúltimo.- Disse.

— Junto da gente.- Bonnie disse.

— Seja bem vindo.- Disse.

— Qual o seu nome?- Caroline perguntou.

— Stefan.- Disse.

— Caroline, pare de ser tão evasiva.- Disse.

— Eu?- Caroline questionou.

— Prazer, Bonnie. Essa é a Elena e Caroline.- Bonnie disse.

Sorri e estiquei minha mão para ele.- Elena.

Peguei a mão dela e a beijei.- Prazer é o meu.- Que isso, voltou a quando morava aqui é?

Fui pega de surpresa, mas sorri.- Uau, nenhum garoto faz isso mais.

— Tem certeza que é da nossa época?- Caroline questionou.

— Talvez.- Disse.

— Você é o tipo de pessoa que meu irmão devia andar.- Disse.

— E cadê ele?- Perguntei.

— Com a turma dos desocupados.- Caroline disse.

Suspirei.- Esse menino ainda vai me dar enxaqueca.

— Bem, talvez fiquemos na mesma turma ai conversamos mais.- Disse.

— Sim, talvez sim.- Sorri de leve.

— Até mais meninas.- Disse.

— Até.- Disse.

Sorri e sai.

— Uau.- Caroline disse.

— O que?- Perguntei.

— Ele é gostoso.- Caroline disse.

Sorri.- Ah, o ensaio vai ser quando?

— As 14:00.- Caroline disse.

— Ok. Vou para a aula. Até mais.- Acenei para elas e fui para a sala.

Fui na secretaria e usei um pouco de compulsão para ficar perto da Elena e depois fui no meu armário. Já havia feito isso várias vezes, mas dessa é diferente. Deixei o primeiro tempo passar e no segundo entrei na sala que ela estaria.- Nos encontramos de novo.- Sorri.

Sorri.- Hey.

Me sentei ao lado dela.- Então, biologia, devo me preocupar?

— Se for a professora do ano passado, não. Ela é muito boa.- Disse.

— Que bom, porque não é o meu forte.- Disse.

Ri.- Não se preocupe.

— E seu irmão, percebi que está preocupada com ele.- Disse.

Suspirei.- Ele passa horas no banheiro e não sei se é “coisas normais de garotos” ou tem outra coisa no meio também. Fora que anda com essa turma de... Ele é uma criança ainda.

— Já tentou conversar?- Questionei.

— Não... fiquei adiando desde que nossos pais morreram. Não queria pressiona-lo.- Disse.

— Ah, eu não sabia. Sinto muito.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— E você?- Perguntei.

— Eu?- Perguntei.

— Como está indo?- Perguntei.

— Estou bem.- Disse.

— Tem certeza?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Ok.- Disse.

Apenas sorri.

Logo a professora chegou e começou a dar a aula, e eu olhava Elena. Ela não fazia ideia de que eu que a havia tirado do carro aquela noite, muito menos sobre o que eu era. O que eu sou? Simples, um vampiro. A aula acabou e sai junto dela.- É, realmente foi tranquilo.

Sorri.- Viu? Ela é legal.

— Parece que aqui todos são.- Disse.

— Sim, você vai gostar.- Cheguei no meu armário e o abri, colocando meus livros.

— Qual a sua próxima aula?- Perguntei.

— Hmm...- Olhei no meu horário.- Educação física.

— Eu também.- Disse.

— Então devemos nos trocar.- Sorri.- Nos vemos na aula.- Sai.

Segui para o vestiário e me troquei. Não podia perder o controle da força agora. Fui para o ginásio e me juntei a minha turma.

Me troquei colocando a roupa que nos passavam; legging, tênis, faixa protetora para os seios e a blusa de ginástica. Fiz um rabo de cavalo e fui para o ginásio.

Vi ela chegar e fui ao seu encontro.- Acho que vamos ter muitas aulas juntos.

Sorri.- É o que parece. Já fez amizade com os meninos?

— Já nos falamos, eles são meio desconfiados.- Disse.

— Matt é um cara muito legal, vocês vão se gostar. Tyler é problemático, mas tem o coração no lugar.- Disse.

— O coração no lugar... Boa colocação.- Disse.

Sorri.- Nos vemos depois então.- Fui ficar com as meninas.

Fiquei com os meninos e era estranho fingir que fazia força nos exercícios e tal, mas para minha sorte não tive nenhum incidente e ainda pude ficar olhando a Elena. Não devia me aproximar demais, isso pode dar errado. A aula acabou e um dos meninos, o tal de Matt, me chamou para sentar com eles no almoço. Depois de tomar banho, peguei o almoço e os acompanhei.

POV Elena.

Estava sentada com Caroline e Bonnie e olhei de relance para Stefan. Eu não devia sentir borboletas no estômago. Eu terminei com Matt para ficar sozinha um pouco. Desviei meu olhar. Ele só está falando com você porque é novo no colégio, nada mais que isso. Voltei a comer.

— O que foi?- Bonnie perguntou.

— O que foi o que? Estou comendo.- Disse.

— E seus olhos estão na mesa dos meninos.- Bonnie disse.

— Ah... Estou pensando quando Matt irá voltar a falar comigo. O clima está estranho, antes sentávamos todos juntos e acabei dividindo todo mundo.- Disse.

— No Matt, sei.- Bonnie disse.

— Mas é.- Disse.

— E não é em um moreno?- Caroline questionou.

— Claro que não! Você já colocou os olhos primeiro e eu quero ficar sozinha por um tempo.- Disse.

— Ah tá. E se ele te chamar para sair vai dizer não?- Caroline perguntou.

— Você me mataria se dissesse sim.- Disse.

— Bem, minha primeira aula foi com ele.- Caroline disse.

— E aí?- Bonnie perguntou.

— Como foi?- Perguntei.

Caroline suspirou.- Ele me deu um fora.

— Porque?- Perguntei.

— Não sei, ele só disse; "Caroline, nós dois, não vai rolar".- Caroline disse.

— Aí.- Bonnie disse.

— Oh, sinto muito.- Disse.

— Tudo bem, eu supero.- Caroline disse.

Acariciei a mão dela.- Eu sei que sim.

POV Misto. (Stefan e Elena.)

Tentei não rir, mas foi necessário dispensar a Caroline. Se não ela teria esperança em vão. Quando acabei, levantei e fui até ela.- Sempre acabo voltando para vocês.

— Ah, oi.- Disse.

— Você tinha razão; os meninos são legais.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Você vai fazer amizades logo.- Bonnie disse.

— Sim, vai.- Disse.

— Já fiz.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Vocês.- Disse.

— Own.- Caroline disse.

Apenas sorri.

— Vai na festa hoje?- Caroline perguntou.

— Festa?- Perguntei.

— Da fogueira.- Disse.

— Estou convidado?- Questionei.

— Claro.- Disse.

— Se vocês insistem, eu vou.- Disse.

Ri.- Ok.

POV Stefan.

Ri com elas e depois fui para o resto das aulas. O dia foi muito bom e quando cheguei em casa fui me alimentar, mas não era de humanos. Minha dieta era de animais, sim animais, era mais seguro assim. Quando eu bebia de humanos eu perdia o controle e fazia coisas que não gosto de lembrar. Quando deu a hora, tomei banho e me arrumei, quando ia saindo encontrei meu parente, com quem morava.- Oi Zac.

— Tio Stefan.- Ele disse.

— Por favor, sem esse tio.- Disse.


— Tudo bem. Onde vai?- Ele perguntou.

— Na festa do colégio, uma de fogueira.- Disse.

— E é seguro?- Ele perguntou.

— Para mim ou para eles?- Perguntei.

— Para eles.- Ele disse.

Sorri.- Estou bem Zac. Já me alimentei para não correr riscos e ela vai estar lá.

— Stefan, você veio para Mystic Falls novamente só por causa de uma garota? Você corre perigos aqui. Faz anos que vampiros não vem a cidade.- Ele disse.

— Não é só uma garota.- Disse.

— Então é o que?- Ele perguntou.

— Ela é especial, dá para sentir isso.- Disse.

— Você está falando isso com qual das suas três cabeças?- Ele questionou.

— Três?- Questionei.

— As presas.- Ele disse.

— Oh... Com a certa Zac. Talvez mais de uma, mas não com essa. Isso é certo, pensar em machuca-la é repugnante.- Disse.

— Ok, ótimo.- Ele disse.

— Estou liberado tio?- Questionei divertido.

— Está.- Ele disse.

— Obrigado. Tenho hora para voltar?- Ri. Gostava do Zac, ele me tratava bem.

— Não. Garotos precisam liberar os hormônios de algum jeito, ainda mais os presos na pior idade.- Ele disse.

— Valeu. Tchau.- Disse.

— Tchau.- Ele disse.

*****

You and I

We don't want to be like them

We can make it 'till the end

Nothing can come between

You and I

Not even the Gods above

Can separate the two of us

No, nothing can come between

You and I

Oh, you and I

*****

POV Misto. (Stefan e Elena.)

Sai e fui para onde era a festa. Não foi difícil achar. O lugar estava meio cheio já e no meio tinha uma fogueira grande. Muitos bebiam e conversavam alegremente, hora de se misturar. Andei por lá até que vi Elena chegando e me senti complemente estranho só por a ver.

— Stefan, oi.- Disse.

— Oi. Está linda.- Disse.

Sorri.- Obrigada. Você também.

— Duvido. Ainda devo estar parecendo um estranho no meio de todo mundo.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque eu sou estranho e fora vocês ainda não conheço muita gente.- Disse.

— Você não é estranho.- Disse.

— Não precisa ser educada.- Disse.

Ri.- Stefan, você não é.- Toquei o braço dele.

O toque dela... Era algo bom, quente e se pudesse teria me arrepiado.- Assim vou acreditar. Quer beber alguma coisa?

— Quero.- Disse.

— Ok.- Andamos e pegamos dois drinks. Conversávamos e ela era muito melhor do que descobri. Eu tinha a observado, então sabia algumas coisas.- Porque o Matt tá olhando a gente estranho?

— Ah... Ele é meu ex namorado.- Disse.

— É?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Isso explica o porque do olhar homicida.- Disse.

— Ele não está olhando assim.- Disse.

— Não, só imaginando porque o cara novo tá passando tanto tempo com você.- Disse.

Sorri e ajeitei meu cabelo, tomando da cerveja.

O cheiro dela me atingiu, mas eu tinha que resistir.- As meninas vem também?

— Sim.- Disse.

— E seu irmão, falou com ele?- Perguntei.

— Ainda não.- Disse.

— Vai ver que ele vai ficar bem, sempre fica.- Era o que eu esperava.

— Eu sei.- Disse.

— E quem tá com vocês?- Perguntei.

— Minha tia.- Disse.

— Ah entendo, estou com meu tio também.- Disse.

Sorri.- Somos parecidos então.

— Sim, espero que em mais coisas.- Disse.

Sorri. Ah Elena, pare de sorrir como uma idiota. Você disse que queria um tempo de relacionamentos. Nunca fiquei sem namorar e agora que posso parece uma boba romântica. Desde dos meus 13 namorei com Matt.

Não me segurei e toquei o rosto dela, mas percebi que era rápido demais.- Desculpe.

— Tudo bem.- Disse.

— Não quero provocar ninguém. E mesmo assim lá vem o Matt.- Disse.

— O que?- Me virei.

— Oi Elena.- Matt disse.

— Matt... Oi.- Disse.

— Posso falar com você?- Questionei.

— Ah, claro. Até mais tarde.- Acenei para Stefan e fui com Matt.

— Está se divertindo?- Ele perguntou.

— Sim e você?- Perguntei.

— Querendo saber o que está fazendo.- Ele disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Se você está melhor eu queria voltar com você. Pelo menos tentar.- Ele disse.

— Matt... Nós terminamos.- Disse.

— Então é comigo o problema.- Ele disse.

— O que? Claro que não. Você é um perfeito namorado; gentil, doce, educado... Eu precisava desse tempo, eu precisei viver o luto ao meu máximo e pude descobrir mais sobre mim.- Disse.

— E o luto acabou. Vi você com o Salvatore; sorrindo, brincando... Algo que não fazia a meses.- Ele disse.

— Matt...- Suspirei.- Você sabe que eu te amo. Você sempre foi meu melhor amigo e sinto sua falta.

— Que bom que está melhor, mesmo.- Ele disse.

— Obrigada.- Disse.

— Então boa festa.- Ele disse.

— Igualmente.- Disse.

Ele deu um meio sorriso e saiu de lá.

Suspirei. Eu odeio isso. Fui andar um pouco.

Claro que fiquei ouvindo a conversa e deixei ela ir na frene antes de a acompanhar. Ela fez o certo com ele, ele não precisava jogar isso em cima dela. Não demorei a alcança-la.- Elena, hey.

— Stefan.- Disse.

— Você está bem? O que o Matt disse...- Disse.

— Como você sabe?- Perguntei.

Burro.- A cara dele, eu posso imaginar o que foi.

— Ah...- Suspirei e mexi no cabelo.- Eu entendo ele e mereço que ele me odeie.

— Não merece não.- Disse.

Me escorei na ponte.- Não vamos falar disso... É melhor.

— Tudo bem.- Fiquei ao lado dela.

****

Desde da festa se passou três dias e eu e Stefan ficamos conversando mais e eu realmente achava que estava rolando algo entre nós... Um química talvez, mas ele nunca chega em mim. Nem em algum toque, chegar mais perto... muito menos beijo. Será que ele é gay? Afinal não vi ele ficando com outra garota. Suspirei. Eu não sei. Só sei que hoje eu tiraria isso a limpo. Não ia ficar me martirizando pensando nele quando ele não sente nada. Não vou ser o tipo de garota que chora por garoto. Era de tarde, depois da escola, quando decidi isso. Já estava até em casa, mas levantei e fui até a casa dele. Não foi difícil de encontrar. Cheguei lá, respirei fundo e bati.

Abri a porta e dei de cara com a Elena.- Elena, tudo bem?

— Você é gay?- Perguntei.

— O que?!- Exclamei.

— Você não me beija nunca e nem chega perto... Você só pode ser gay ou eu não sou nem 1% atrativa.- Disse.

— Elena não é isso. E eu não sou gay.- Disse.

— Então o que?- Perguntei.

— Eu não deveria me aproximar de você.- Disse.

Franzi o cenho.- Ah... Ok, eu acho.

— Mas não é com você. Você é perfeita, linda e gostosa.- Disse.

— Hmm... Acho que fiz papel de idiota. Desculpe te incomodar. Tchau.- Sai dali.

Corri atrás dela.- Espera, não vai.

— Você deixou bem claro a sua posição. Eu entendi. Vamos continuar sendo amigos.- Disse.

Não, eu não queria ser amigo dela. Dias e já estava louco de tanto me segurar. Não pensei em nada e só a beijei.

Fui pega de surpresa, mas acabei retribuindo.

Suspirei. Como queria beijá-la. Sua boca ficava perfeita na minha e o beijo dela era uma delícia.

Segurei na camisa dele e levei minha mão até sua nuca.

A segurei pela cintura e deixei o beijo mais intenso. Só se controle Stefan.

Acariciava seu peito e podia me sentir encaixar nos braços dele. Ele não era muito de se “exibir”, mas podia ver e sentir que era forte. Acabei de descobri que gosto disso.

Toquei o rosto dela, depois acariciando ali. Me sentia tão bem com esse beijo, tão leve como a décadas não sentia.

O beijo foi parando e sorri de leve, ficando um pouco envergonhada por ter provocado esse beijo tão “assim”.- Nos vemos amanha então?

— Já vai?- Perguntei.

— Sim.- Me separei dele, antes dando um beijo na bochecha dele.- Até amanha.

— Até então.- Disse.

Sorri e sai. Stefan era diferente, porque não estranho. Ele não tomava muita atitude e é muito diferentes dos garotos que conheço. E até de homens adultos e os dos filmes também. Bem, ele pode ser um tipo diferente de garoto mesmo. Não vou julgar antes de conhecer. Vou deixar rolar naturalmente.

Observei ela ir e o que tinha acontecido aqui? Elena... Suspirei e entrei indo para o meu quarto. O que eu esperava? Fiquei aqui por causa dela, para ver se ela ia ficar bem. Claro que ia acabar me apaixonando e ela é tão maravilhosa, talvez eu possa me abrir mais, passar um tempo com ela. A noite passou e pela manhã fui para o colégio. Mandei uma mensagem para ela, para me encontrar perto do ginásio, essa hora era vazio.

Recebi uma mensagem de Stefan, o que me surpreendeu. Não trocamos números.... Sorri. Bonnie, sua romântica nata. Ri e segui para o ginásio.

Ela não demorou a chegar e quando o fez, a puxei para dentro de uma sala que tinha ali.

— Stefan!- Ri.- O que é isso?

— Ontem você me pegou de surpresa e hoje eu pego você.- Disse a pegando e beijando.

Sorri e retribui o beijo.

Me senti igual a ontem e aproveitei cada parte do beijo, ela sabia beijar muito bem.

Toquei o peito dele e parei o beijo.- Dormiu bem?

— Não. Uma garota toda hora voltava a minha cabeça e eu queria beijá-la a noite inteira.- Disse.

Sorri.- E o que acha de ver essa garota ensaiando para a torcida?

— Acho que vou ficar mais noites sem dormir.- Disse.

Ri.- Só posso dizer que sou bem flexível.

— Garota, você quer me provocar assim é?- Questionei.

Sorri.- Só um pouquinho.

— Está conseguindo.- Disse.

— Que bom.- Disse.

A beijei.- Fica mais, não vai correr hoje.

Sorri e rocei meu nariz na bochecha dele.- Sei que pode ser cedo ainda, mas você quer ir comigo na festa dos fundadores?

— Dos fundadores?- Questionei.

— Sim. É uma coisa chata e de velhos, mas minha mãe ia e tenho que seguir a tradição agora.- Disse.

— Ah sim, tudo bem. Vamos sim.- Disse.

— Se você não quiser, tudo bem.- Disse.

— Como poderia recusar um pedido seu?- Questionei.

— Bem, nos beijamos duas vezes e já estou pedindo...- Disse.

— Para mim já é muita coisa.- Disse.

Sorri e o beijei.

Retribui o beijo. Era loucura eu ir na festa dos fundadores, mas queria ir com ela.

— Então, você me disse que mora com seu tio... E seus pais? Tem irmão?- Questionei.

— Meus pais morreram há muito tempo e tenho um irmão mais velho.- Disse.

— Parece melhor ser irmão mais novo do que mais velho, né?- Ri.

— Com certeza.- Me deu uma dor no peito ao lembrar de Damon. Ele estava desaparecido há mais de cinquenta anos. Isso estava me angustiando, algo me diz que não foi por algo bom.

O olhei.- Tudo bem?

— Sim, é o meu irmão.- Disse.

— Ele está bem?- Questionei.

— Desaparecido.- Disse.

— Ah Stefan.- Abracei ele.- Sinto muito.

— Eu sei que aconteceu alguma coisa, meu tio acha que ele só não quer aparecer.- Disse.

Toquei o rosto dele.- Sei que ele está bem.

— Eu espero estar errado e que ele esteja sim.- Disse.

— Vai estar.- Disse.

Suspirei e relutei para sair do abraço dela.- Bem, acho que temos que ir.

— Vamos.- Disse.

Íamos saindo.- Espera.

— O que?- Perguntei.

A beijei.- Obrigado.

— Pelo que?- Perguntei.

— Isso tudo.- Disse.

Sorri.- Tudo bem.- Peguei na mão dele.- Estamos juntos, não estamos? Estou aqui por você. Sempre.

Sorri.- Obrigado.

Apenas sorri.

— Agora vamos.- Disse.

— Vamos.- Disse.

Saímos e o resto da semana foi bom. Comecei a me enturmar mais, porém esconder o que eu era de Elena me deixava mal, queria ser verdadeiro com ela, mas não podia. Pelo bem dela não. O dia da festa chegou e me arrumei, indo para a mansão Lockwood, aquele lugar me fazia lembrar tantas coisas... Balancei a cabeça e como não podia entrar, fiquei esperando ela na entrada.

Cheguei e vi Stefan na entrada.- Porque não entrou?

— Esperando você.- Disse.

Sorri.- Você é fofo.

— Obrigado. Eu acho.- Disse.

— Acha?- Perguntei.

— Sim, vocês meninas usam fofo para tudo, então espero que seja bom.- Disse.

Ri.- É.

Chegamos a porta e o que parecia a anfitriã nos convidou para entrar. Finalmente o pude fazer e andamos pela festa.- Acho que tenho que te contar uma coisa.

— O que?- Perguntei.

— Eu voltei para Mystic Falls porque nasci aqui.- Disse.

— Eu deduzi, afinal você é um Salvatore. Já ouvi sobre sua família.- Disse.

— Já?- Questionei.

— Claro.- Caminhávamos pelo local.

— Tenho uma coisa para você.- Disse.

— Tem?- Perguntei.

— Sim.- Peguei no bolso uma caixinha e dei a ela.

Abri e era um colar lindo. Sorri.- Stefan, é lindo.

— É meu a muito tempo, agora achei alguém que poderia usa-lo.- Disse.

Sorri.- Obrigada.- Me virei para ele colocar.

Peguei o colar com cuidado e coloquei nela. Aquele colar tinha verbena. Era o melhor para protege-la de qualquer vampiro que pudesse aparecer, até mesmo de mim.

Sorri e me virei quando ele terminou de colocar.- Obrigada novamente.

— De nada, ficou ótimo em você.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Vamos ver o que tem nessa festa então.- Começamos a andar e paramos numa sala que tinha várias coisas antigas, algumas eu até reconhecia.

Parei na frente de um quadro que tinha uma lista de convidados.- Hey, olha. É a lista de convidados original.

— É?- Merda; eu tinha ido naquela festa.

Passei meus olhos no papel lendo os nomes.- Hey, tem um Stefan Salvatore aqui.

— Ah, ele está ai?- Questionei.

— Como assim?- Perguntei.

— Ele e Damon eram uma ótima dupla. Ai os nomes ficaram comuns na família.- Disse.

Ri.- Claro. Não poderia ser você só se você fosse um vampiro.- Olhava as outras coisas.

— E se eu fosse? Você não saberia.- Disse.

— Você não tem presas e nem saliva ou fica “doidão” perto do meu pescoço.- Cheguei perto dele.- Mas seria sexy.

— Nunca se sabe o que se pode revelar, vai que eu sei esconder bem?- Sorri, evitando pensar no pescoço dela.

Sorri.- Será seu vampiro fofinho?

— Fofinho ou muito malvado?- Agarrei ela.

Envolvi meus braços no pescoço dele.- Um meio termo. Vampiros tem que ser sexys, protetores, possessivos, mas fofos na medida certa.

— Que opinião firme.- Disse.

Ri.- Via filmes e séries de vampiros escondida do meu pai. Ele odiava.

— Gostaria que existisse?- Questionei.

— Se um vampiro forte, musculoso e gostoso como você fosse me proteger dos vampiros maus, acho que seria legal.- Disse.

— E se ele fosse o mal?- Perguntei.

— Bem, ai não seria você e não quero outro além de você, Stefan.- Toquei o rosto dele.

— Elena...- Conta a ela, conta a verdade a ela.

Olhei para a rua.- Hey, quer ir dançar?

— Seria ótimo.- Disse.

— Vamos então.- Sorri e puxei ele.

Acompanhei ela e começamos a dançar. Saber que ela me tinha como um cara tão bom me deixava mal, estava vivendo uma mentira.

*****

I figured it out

Saw the mistakes of up and down

Meet in the middle

There's always room for common ground

*****

A festa foi muito boa, fora essa sensação e uma coisa estranha; quando conversávamos com a Bonnie e a segurei para não cair de um tropeço, ela ficou estranha e se afastou de mim. Lembrei de ouvir o nome dela um dia... Bennett. Ela seria da linhagem? Quase certo. Até lembrava a Emily um pouco, mas ela pareceu não perceber muito o que eu era, porque não falou nada. Com a Elena apesar da minha mentira, eu estava ficando completamente apaixonado, estar com ela era como se tudo de bom que eu tentava fazer tinha sentido. As coisas iam bem até que começaram a aparecer pessoas feridas e não era eu, então tinha algum vampiro na cidade. Percebi alguma movimentação do conselho, mas antes que algo mais acontecesse um deles sumiu; Logan. Sabia quem ele era porque o vi num dia na casa da Elena. Ele conhecia a tia dela. Eu conhecia a Jenna, ela era incrível, mas Jeremy era mais afastado. Estava tudo bem até que um dia jantando lá a Elena se cortou e quase perdi o controle. Chegamos ao Halloween e a festa do colégio estava animada, até que vimos Jeremy numa briga e saímos atrás dele. Eu me meti para separar e acabei me cortando num vidro, Elena estava perto de mim e tive que disfarçar o máximo que pude. O garoto se machucou também e estava sangrando. Ai caramba, que merda .Sai dizendo que ia no banheiro, mas percebi Elena atrás de mim. Até que ouvi um grito. Merda, merda. Segui até lá, na lateral do colégio e vimos o tal Logan saboreando uma garota. Claro, parti para cima dele e consegui o afastar, mas Elena estava ali. Droga, acho que minha máscara caiu.

Fui até a garota que tinha dois furos no pescoço e sangrava.- Stefan, o que é isso?

— Elena...- Me acalmei primeiro. Depois rasquei um pedaço do vestido da garota e botei no pescoço dela.- Pronto, isso vai ajudar. Temos que leva-la.

Liguei para o 911 e pedi para virem. Desliguei e o olhei.- Me explica Stefan. Agora.

— Agora não Elena.- Aquele sangue, aquele cheiro... Era tão bom, tão doce e caso provasse seria delicioso com certeza.

— Stefan, você vai falar agora. Da onde você tirou aquela força e porque não se machucou com o vidro?- Perguntei.

— Não pegou...- Senti minha voz morrer e ouvir os batimentos da menina. Era um som perfeito, assim como seria matar aquela sede que estava crescendo e me sufocando. Só um pouco. Ele desceria pela minha garganta e me acalmaria, me sat...- Não!- Me afastei delas no impulso, indo parar na parede do outro lado.

Eu vi os olhos dele mudarem. Meu Deus. Ele era... Vi a ambulância estacionando na nossa frente, então me levantei e sai correndo para achar Jeremy. Temos que sair daqui.

Tinha que sair dali, tinha que me afastar. Vi Elena correr e era o óbvio que aconteceria. Num instante estava saindo dali e no outro estava no bosque ao redor da cidade. Fui fraco, ela sabe, ela me odeia, mas eu me odeio não é? Por tudo que já fiz, tudo que sou... Eu não a mereço e saber disso doía. Já era tarde quando cheguei em casa e tomei um banho, me trocando. Não deu certo. Teria que ir embora daqui, logo agora que estava indo tudo bem.

Encontrei Jer e fomos para a casa. Tive que implorar, mas pelo menos ele veio comigo. Cheguei em casa, tranquei toda a casa e subi para meu quarto, me trancando também. Me sentei no chão e suspirei. O que foi isso? Porque comigo? O que ele quer? Me sentia tremer e abracei meu próprio corpo, tentando me acalmar.

Fiz uma mochila e botei umas estacas dentro. Resolveria com o Logan e depois iria embora, era o melhor. Depois de sair de casa, mesmo me amaldiçoando, tomei o rumo da casa dela. Parando em frente, mandei uma mensagem. "Estou indo embora, me perdoe."

Olhei e sequei minhas lágrimas, respondendo: “Você não pode ir. Me deve uma conversa pelo menos.”

Eu devo. Ficar perto de você não vai me deixar ir. Melhor agora enquanto me odeia.”

Eu não te odeio.”

Pude ouvir a fungada dela. "Você está chorando? Está machucada?"

Como você sabe?”

Sabendo. Posso ouvir você fungando.”

Da sua casa?”

Da sua rua.”

— O que?- Levantei e fui até minha janela, abrindo e me debruçando, tomando cuidado com o pequeno machucado que estava na perna. Pequeno, mas ardia.- Stefan?

Apareci do outro lado da rua. Ela parecia aquelas damas antigas na janela assim.

— E só para responder sua pergunta; sim, eu estou machucada. Você estava tão atraído e excitado com o sangue da garota, que o meu nem fez cócegas. Acho que meu sangue é ruim mesmo.- Disse.

— Você está bem? Porque não foi para o hospital? É grave?- Questionei.

— Foi um arranhão na perna, nada demais.- Disse.

— Tem certeza? Melhor sair da janela, eu tenho que ver isso.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Sai dai para eu entrar. Tenho que saber se está mesmo bem.- Disse.

— Oh, ok.- Me afastei e me sentei na cama.

Num impulso pulei a janela dela e entrei no seu quarto. Deixei a mochila de lado e fui até ela, a observando se não tinha mais nada além do machucado que disse.

— Viu? Estou inteira. Eu vou tomar um banho e fazer um curativo.- Disse.

— Tem certeza que foi só isso?- Era mesmo um arranhão simples na perna.

— Tenho.- Me levantei e fui até a minha cômoda, separando um pijama.

Suspirei. Ficar ali seria pior.- Então, estou indo.- Disse pegando minha mochila.

O olhei.- Sinto muito que ache que eu não sou confiável e que nosso relacionamento tenha sido tão supérfluo para você. Eu realmente...- Suspirei.- Eu te amo e sinto muito que você ache que precisa ir embora.- Tirei meu colar e fui até ele, colocando na sua mão.- Isso é seu e deve dar a alguém que realmente você se importe e um dia chegue a amar. Eu vou sentir sua falta.

— Me ama? Elena, eu nem sempre fui bom. Você não sabe das coisas que já fiz. O certo, por mais que me doa, é ficar longe de você. Não sei porque achei que poderia viver normalmente, ficar com a pessoa que amo e ter uma vida além disso que sou. Pensar que posso perder o controle e te machucar.., Eu te amo, não suportaria isso.- Disse.

— Você faz suas escolhas, pensando só em você. Não me coloque no meio como se eu tivesse decidido o que eu quero. Eu sei o que eu quero e você não pode me usar para dar suas desculpas.- Disse.

— Como pode me querer perto de você?- Questionei.

— Porque eu te amo.- Disse.

Fui até ela e a beijei. Queria aquilo, ouvir e sentir ela assim.

Retribui o beijo.

A segurei contra mim, ainda estava meio nervoso de tudo o que tinha acontecido hoje, mas Elena me fazia relaxar ,me acalmava e me fazia bem.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

— Eu te amo.- Disse entre o beijo.- Não quero te deixar.

— Então não me deixe.- Toquei o peito dele.- Vamos passar por isso juntos.

— Você me quer, mesmo assim, sendo o que sou?- Questionei.

— Sim.- Disse.

Respirei fundo.- Oi, Sou Stefan Salvatore. Vampiro, 167 anos, prazer.- Tentei suavizar as coisas.

— Olá senhor Salvatore, sou Elena Gilbert, tenho 17 anos e não me importo com diferença de idade.- Sorri.- Até porque você é conservado para a sua.

— Na verdade em teoria somos da mesma idade.- Disse.

Sorri.- Hmm...- Olhei para minha cama e depois para ele.- Quer dormir aqui? Eu tomo um banho e podemos conversar. Agora sem empecilhos e nos conhecer.

— Por mim tudo bem.- Sorri.- Não poderia ser melhor. Quer dizer poderia... Ah, esquece esse complemento.

— Fala.- Disse.

— Não mesmo.- Disse tirando os sapatos e deixando a mochila de lado.

— Diz.- Disse.

— Você ai gostosa.- Disse.

— Gostosa é?- Questionei.

— Demais. De enfermeira então...- Disse.

Sorri.- Espero que eu continue gostosa de pijama. Já volto.- Lhe dei um selinho e entrei no banheiro.

Ela foi e ajeitei a cama dela, me deitando. Estou maluco, mas desejo isso. Quero estar com ela, ama-la e sentir o quanto ela me ama.

Tomei o banho rapidamente, lavando também meus cabelos. Me vesti e coloquei um curativo na perna. Sai do banheiro secando meu cabelo com a toalha.

— É, continuou sim.- Disse.

Sorri.- Que bom.- Me deitei ao lado dele.

A beijei. Sim, me julguem, mas com ela assim como não pensar em transar?

Retribui o beijo.

A puxei mais para mim. Sentir seu corpo colado assim comigo... Era sempre um desafio para me segurar.

Envolvi minha perna na cintura dele e acariciava seu rosto.

Ela queria me provocar mesmo é? Nos virei e fiquei por cima dela. Sua pele ainda estava úmida do banho, o que deixava mais gostoso estar assim e comecei a tocar a perna dela que estava na minha cintura.

Minha mão desceu pelo abdômen dele e comecei a tirar sua camisa.

Ajudei ela a tirar.- A porta está fechada?

— Sim.- Disse.

— Ok.- Subi a blusa dela e a tirei, voltando a beija-la.

Retribui o beijo novamente.

Minhas mãos agora subiram, passaram pela cintura dela e cheguei aos peitos, pegando neles. Ah, ela tem peitos perfeitos.

Suspirei contra seus lábios e eu podia não ter experiência nenhuma, mas dava para saber quando um garoto está excitado, ainda mais na posição que estamos, e com certeza ele era bem “dotado”.

Aproveitei mais um pouco dele e desci as mãos, começando a tirar o short dela.

Desci meus lábios pelo pescoço dele e minha mão pelas costas dele.

Gemi e abri minha calça. Desde o primeiro beijo ela me excitava fácil.

— Eu preciso falar uma coisa.- Beijava perto da orelha dele.

— O que?- Beijava pelo pescoço dela com todo esforço para não pensar nas batidas ali.

— Eu sou virgem.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Você se importa?- Perguntei.

— Não, mas pensei... Você e Matt... tanto tempo.- Disse.

— Bem, éramos novos e nunca chegamos nessa etapa. Matt era diferente comigo, não sei se ele sentia algo para chegar ao sexo.- Disse.

— Meio impossível não chegar.- Beijei o peito dela.

Suspirei pesadamente.- Bem, eu fico feliz. Eu quero ser sua, só sua.

— Eu amo isso.- Disse e desci minha boca por entre os peitos dela, e seguindo pela barriga.

Me arrepiei e acariciava seus cabelos. Eu adoro o cabelo dele, é tão macio.

Voltei ao short dela e o tirei junto com a calcinha. E eu achando que garotas assim só na minha época.

Ele já tinha aberto a calça, devia incomoda-lo. Comecei a abaixa-la para ajuda-lo a tirar.

— Quer fazer?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— Deixa.- Eu mesmo terminei de tirar a calça e a cueca.

— Hmm... Ok, mas era só ter falado, eu teria dito sim.- Disse.

— Ah sim. Desculpa, é que faz tempo que não fico com ninguém que não...- Disse.

— Ah sim... É...- Foi a primeira vez que me senti mal por ser virgem.- Deve ser chato para você mesmo.

— Chato?- A beijei.- É uma honra amor.

— Vou fingir que acredito.- Disse.

— Está tudo bem Elena.- Disse nos deitando e deitei sobre ela, ficando entre suas pernas.- Sou de uma época que não há honra maior.

Assenti.- Ok.

A beijei e tocava a lateral do seu corpo. Queria que ela soubesse que é bom para mim também.

Retribui o beijo e acariciava seu rosto.

Me coloquei na entrada dela e deixei ela se acostumar um pouco com a sensação, e depois comecei a entrar.

Por algum motivo masoquista eu queria saber se ele realmente não transou com ninguém nas semanas que estamos juntos, mas acho que era melhor não saber. Ou até mesmo quando éramos amigos... Ok, melhor nem pensar nisso. Me acostumava com a sensação dele dentro de mim.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Eu te amo Elena.- Disse e a beijei de novo. Há quanto tempo não me sentia assim? Nem sei, só que estar assim com ela e saber que era só minha fazia tudo isso ser perfeito demais.

— Eu também te amo.- Disse entre o beijo.

Sorri e continuei, logo começando a me movimentar. Ela era gostosa e apertada. Eu não podia pedir ninguém melhor.

Suspirei pesadamente e minha mão descia pelas suas costas.

Senti o prazer correndo por mim e gemi, logo a sede queimou na minha garganta, mas eu teria que controla-la. Agora não, por favor.

Ele era maior do que eu, com certeza, mas por algum motivo tinha impressão que era melhor assim, principalmente para ele. Eu queria ser a pessoa onde ele pode relaxar e que eu posso dar isso a ele. Stefan parece tão frágil... Ao mesmo tempo que ele é uma pessoa doce e gentil, ele não parece saber muito sobre receber carinho, atenção e amor.

Ela parecia estar bem, então aumentei o ritmo e a mostrei como seguir comigo.

Gemi e suspirei pesadamente, logo beijando-o.

Sabia que não podíamos fazer barulho, era melhor ficar com a boca ocupada mesmo. Ri com isso. Até ficar perto de Elena não tinha provado tão vivamente a vida de adolescente. Agora estamos fazendo sexo no quarto dela e tendo que ter cuidado para não acordar ninguém.

Puxei a coberta sobre nós, a noite estava fria. O corpo dele era frio sobre o meu, mas não me importava. O contraste onde estamos unidos ficava bom.

— Com frio?- Perguntei.

— Sim. Isso não soa sexy, mas meus mamilos até encolheram.- Ri contra seus lábios.

— Tadinha. Vamos esquentar mais então.- Disse voltando a beija-la e acelerando mais. Era um risco, mais ia me deixar levar.

Gemi entre o beijo, mas voltei a beija-lo. Entrelacei minha perna mais na cintura dele e desci minha mão até onde estamos unidos e o toquei ali.

Arfei de surpresa pelo toque dela e aquilo só fez aumentar o que eu sentia. Sabia que logo chegaria ao orgasmo, mas ia me segurar pra aproveitar mais.

— Sabe uma coisa que sempre achei que seria estranho?- Cheguei perto do ouvido dele.- Tocar em um homem que está excitado ou tê-lo dentro de si, mas é bem mais confortável do que achei.

Sorri.- E tem noção de como sua voz está sexy?- Suspirei sentido o prazer mais intenso.

Mordi de leve o lóbulo da orelha dele e mexi meu quadril embaixo dele, provocando-o.

— Elena...- Gemi e deixei o orgasmo vir.

Pela aula de biologia aprendemos que leva um tempo para o orgasmo passar e acho que para os homens demora um pouco até “parar de sair”. Então enquanto isso acontecia, acariciava os cabelos dele e beijava sua bochecha.

Descansei sobre ela e a olhei. Ela é tão linda e não precisou de muito tempo para me apaixonar, agora só não posso perde-la.

— Eu te amo Stefan.- Disse.

— Eu também.- Disse.

Ele se deitou ao meu lado e ficamos de conchinha. Essa era outra parte do sexo que achei que seria esquisita, ficar de conchinha. Afinal sua bunda está encostando no membro do seu namorado. Devia ser estranho, mas não era.

— Você está bem?- Perguntei.

Me virei e beijei seu queixo.- Sim. Acho que devíamos falar sobre nossas vidas agora, né? Nos conhecer melhor.

— Bem, eu já te conheço bem.- Disse.

— Ah é?- Questionei.

— Sim, antes de entrar para o colégio já te observava.- Disse.

— Isso é meio estranho, não?- Questionei.

— Talvez.- Ri.

— Mas sendo você, imagino coisas sexys que seriam feias de se dizer.- Sorri.- Então, você já sabe sobre Matt... Tem alguma ex?

— Algumas. mas que tenha sido sério poucas.- Disse.

— Nomes?- Questionei.

— Sério?- Questionei.

— Claro. Eu já sei que não chego aos pés de nenhuma delas, então é melhor eu saber o nome delas.- Disse.

— Que isso. Bem, Valerie, Callie, Amanda e quem me transformou; Katherine.- Disse.

— Oh... Pelo jeito foi intenso, não é? Para você querer ficar com ela por toda a eternidade...- Disse.

— Não foi bem assim. Quem queria isso era o Damon.- Disse.

— Entendo. E como ela era? Engraçada, séria...?- Questionei.

— Uma vadia egoísta que acabou com a minha família.- Disse.

— Oh, ok. Desculpe por tocar no assunto. Acho que entendo agora; você não gosta muito de ser vampiro, não é?- Questionei.

— Acho mais fácil te contar do começo.- Disse.

— Conte então.- Disse.

Respirei e comecei a contar. Não hesitei em ser verdadeiro com ela e dizer tudo a relação de Katherine; como ela chegou, os problemas com Damon, como nos transformamos e parte do depois. Uma parte minha queria acreditar que Damon tinha me perdoado, mas outra nem tanto.

Acariciei o rosto dele.- Seu irmão seria idiota se não te perdoasse, Stefan. Seria triste para ele não poder conviver com uma pessoa tão maravilhosa.

— Você não o conhece. Durante todos esses anos poucas vezes estivemos bem, na maioria quando nos encontramos era para acabar brigando. Fora que ele não aceita que eu me alimente do jeito que me alimento.- Disse.

— Vou te contar uma história; seu irmão não manda em você e você decide sua vida, não ele. Eu amo Jeremy, mas ele não pode me dizer o que ele acha certo para mim ou não. Eu escolho, a vida é minha, eu que vou conviver com isso.- Disse.

— Eu sei disso.- Disse.

— Então? Ele que se dane se não goste ué. Se ele acha normal matar pessoas ou usa-las sem elas terem como dizer sim ou não, ele que está errado. De certa forma isso se qualifica como estupro.- Disse.

— Mas mesmo assim, ele é a família que eu tenho. Bem tem o Zac, mas é diferente. Nós temos uma vida inteira e é por isso que acho que aconteceu algo. Ele some, mas não tanto tempo. Sempre aparece fazendo uma piadinha. As vezes acho que é para saber se estou bem.- Disse.

Sorri e toquei seu rosto.- Você é tão lindo. Eu amo o jeito que você se importa.- Toquei no coração dele.- Eu vou te ajudar, ok? Vamos encontrar seu irmão e depois vou bater um papo com ele sobre igualdade de espécie e sobre esse negócio dele querer mandar na sua vida. Ele pode ser legal, mas tem uns valores bem estranhos.

— Vai ser uma conversa engraçada. E tem alguém me ajudando, um amigo, um tanto poderoso.- Disse.

— Bem, então está na hora de você apresentar sua namorada para seus amigos, não é?- Questionei divertida.

Ri.- Vou contata-los. Klaus é um pouco... Klaus. Ele é um original.

— E o que isso quer dizer? Que ele não faz download na internet?- Questionei.

— Que ele e os irmãos foram os primeiros vampiros criados. Eu digo que ele está ficando velhinho. Passou dos mil.- Disse.

Franzi o cenho.- Credo. Mumificado é a palavra certa.

— E tem a Lexi. Você vai adorar ela.- Disse.

— Lexi?- Questionei.

— Sim. Ela me ajudou logo após a minha transformação e quando Damon seguiu seu caminho sozinho. Ela não desiste dizendo que vai conseguir me fazer ser controlado e viver melhor.- Disse.

— Ela parece legal. E espero que dê tudo certo então, já que com isso eu não posso ajudar.- Disse.

— Talvez possa, mas isso é papo para depois. Ela vai ficar feliz. A um tempo ela encontrou alguém especial também. Como dei uma dura nele, melhor você se preparar.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Ela é meio protetora.- Disse.

— Ah sim, tudo bem, eu acho.- Disse.

Ri e abracei ela. Era gostoso ficar com ela assim. Queria poder ter essa paz sempre.

— Então, acho que devemos dormir agora. Amanha tem aula.- Disse.

— Acho que vou ficar te olhando.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Não quero que essa noite acabe.- Disse.

Sorri.- Você é tão fofo que dá vontade de morder.

Ri.- Ok, vá dormir. Não quero que tenha olheiras.

Ri.- Ok. Eu te amo. Boa noite.- Lhe dei um selinho e me virei para dormir.

Observei ela e depois acho que dormi também. Pela manhã fui embora antes que alguém levantasse, mas ia encontrar ela no colégio. Namorar e Elena saber quem eu era estava sendo maravilhoso. Eu ia na casa dela, as vezes ela ficava até tarde na minha, sempre curiosa com a minha vida. Uma semana passou e hoje tinha jogo e sem querer entrei para o time! Claro que estava animado e preocupado, mas iria viver aquilo. Me troquei e fui para o campo, logo a vi e fui até ela.- Está linda.

Sorri.- Você também.

— Você de líder é uma tentação.- Disse.

Dei uma girada.- Gostou?

— Perfeita. Falou com a Jenna de ficar lá em casa?- Questionei.

— Sim e ela deixou. Jenna é bem liberal, não encana com essas coisas.- Disse.

— Que bom e o Zac vai sair... A casa será nossa.- Disse.

Sorri e o beijei.- Então acho que vou ficar com essa roupa por mais um tempo.

— Seria ótimo.- Vi o técnico.- Melhor eu ir.

Sorri.- Vai lá. Vou torcer por você.- Indiquei o numero da camisa dele pintado nas minhas coxas. Era normal fazer quando se tinha um namorado no time, claro que é caneta removível.

— Adorei.- Disse.

— Agora vai.- Disse.

Ri e fui para o jogo. Não foi ruim. Eu tentei não usar força e nem agilidade, deu até certo. Uma vez ou outra que acabei exagerando, mas ninguém se machucou. O jogo acabou e o time ganhou. Estava tudo bom demais pra ser verdade. Saímos e todos foram para o Grill, estava até me enturmando mais com os garotos. Matt parecia não me odiar, mas Bonnie continuava estranha.- Não acredito que deu certo.- Disse quando fomos dançar.

— Você foi maravilhoso.- O beijei delicadamente e sorri.

— Também com tudo isso torcendo para mim, como poderia decepcionar?- Questionei.

Sorri.- Assim você me deixa sem jeito.

— Duvido.- Disse.

— Pior é eu que tenho que ficar vendo essas meninas olhando para você. Eu não costumo ser ciumenta, mas você faz mais sucesso que o Matt.- Disse.

— Não diz isso agora que ele tá mais tranquilo.- Disse.

Ri.- Ok.

— A Bonnie está bem?- Perguntei.

Suspirei.- Eu não sei. Ela está estranha.

— Será que é algo familiar?- Questionei.

— O que?- Perguntei.

— Não sei, com a vó dela talvez.- Disse.

— Não. Ela me contaria.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

Sorri.- Eu vou ir no banheiro e pegar um refrigerante. Já volto.- Sai.

Vi Bonnie e cheguei junto dela.- Hey Bonnie.

— Oi.- Ela disse.

— Está tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Ela disse.

— Elena está preocupada.- Disse.

— Porque?- Ela perguntou.

— Você sempre parece distante.- Disse.

— Eu estou bem.- Ela disse.

— Se precisar estamos aqui.- Peguei na mão dela.

Ela tirou a mão e se afastou.

— Bonnie.- Disse.

— Não.- Ela disse.

— Você sabe o que você é? O que está acontecendo com você?- Perguntei.

— Me deixa em paz.- Ela disse.

— Não precisa se afastar.- Disse.

— Se você não me deixa em paz, eu vou gritar e vou dizer a Elena que você tentou me agarrar. Vamos ver em quem ela vai acreditar.- Ela saiu.

Meu Deus, mas também imagino como está a cabeça dela. Não demorei a achar Elena.- Vamos?

— Já?- Questionei.

— Tenho que te contar uma coisa e aqui não dá.- Disse.

— Ok, vamos.- Disse.

Nos despedimos e fomos para minha casa. Quando chegamos, entramos e fomos para o meu quarto.

— O que foi?- Perguntei.

— É a Bonnie. Sobre o que possivelmente ela está passando.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Eu conheço a família dela. Da minha época.- Disse.

— Conhece?- Perguntei.

— Sim. Emily, a ajudante da Katherine, era uma Bennett. Bruxa Bennett.- Disse.

— Bruxa?- Questionei.

— Sim e provável que Bonnie também seja.- Disse.

— Meu Deus Stefan... Isso é sério?- Questionei.

— Sim, a reação que ela tem perto de mim é quase certo.- Disse.

— Não pode ser... Bonnie...- Disse.

— A linhagem dela é uma linhagem poderosa. Talvez ela estava assim por estar assimilando tudo isso.- Disse.

— Meu Deus... Bonnie bruxa? Uau.- Me sentei na cama dele.

— E só para saber, lobisomens existem.- Disse.

— Nossa, ok.- Suspirei e passei a mão pelo meu cabelo. Teria que falar com Bonnie amanha.- Posso usar seu chuveiro?

— Claro. Você está bem?- Perguntei.

— Sim. Posso usar uma camisa sua?- Questionei.

— Claro, eu vou dar uma conferida na casa, fica a vontade.- Disse.

— Ok.- Entrei para o banheiro e liguei o chuveiro, entrando e me molhando. Enquanto me lavava, ficava pensando e sorri. Minha relação com o Stefan é tão perfeita. Não temos problemas com ciúmes, inseguranças e essas coisas. Confesso que no começo achei estranho ele não ser ciumento, mas acho que assim é melhor. Não gostaria de vê-lo sofrer por isso, assim como eu. Ok, eu tenho um pouco de ciúmes de algumas coisas, mas nada demais. Bem, terminei de tomar o banho e sai do quarto já seca e fui procurar uma camisa. Achei uma e coloquei sem calcinha mesmo. Afinal toda a roupa que eu vestia estava suada. Na mesma gaveta que peguei a camisa tinha uma foto. Peguei e olhei. Meu Deus... Isso... Dizia: “Katherine, 1864.” Ela é minha cara. Na verdade, ela sou eu. O que é isso? Senti meus olhos marearem. Era por isso então. Era algum tipo de vingança? Será que ele realmente me ama? Larguei a foto no chão e sai do quarto, logo saindo da casa.

Voltei com um vinho, mas não achei Elena. Olhei pelo quarto e vi a foto de Katherine; droga. Nós tínhamos prometido ser verdadeiro, por isso contava tudo a ela, mas deixei isso de fora. A semelhança delas... seria demais. Sai, a procurando e a achei do lado de fora dando voltas.- Elena, o que está fazendo ai vestida assim? Vamos entrar.- Fui até ela.

— O que eu sou para você, heim? Um prêmio de consolação? Um meio de vingança por você odia-la tanto? Ou tudo que falou é mentira? Você a ama, me achou que por algum motivo bizarro eu sou a cara dela, e agora quando você me beija, quando...- Balancei a cabeça.- É nela que pensa?

— Não, não. Acredita em mim. Fiquei tão surpreso quanto você quando vi a semelhança, mas eu não quero nada nela, nem pensar nela. Eu amo você, só você.- Disse.

Me virei de costas para ele e sequei minhas lágrimas.- Não dá para acreditar em você.

— Elena.- Cheguei junto dela.- Eu te contei tudo sobre mim. Ok, não todos esses anos, mas como me sinto em relação a tudo, como está tudo tão maravilhoso com você. Eu sei que devia ter contado o resto sobre ela, mas achei que era muito para você ficar sabendo de uma vez. Porque isso implica numa coisa... E não quero ver você machucada.

Me virei.- O que?

— Você não tem que saber assim.- Disse.

— Fala Stefan.- Disse.

— Vamos entrar.- Disse.

Não falei nada, mas caminhei para dentro da casa. Me sentia toda arrepiada de frio.

— Quer subir? Lá está mais quente.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Ela me acompanhou até o quarto e ajeitei um aquecedor.- Minha camisa fica boa em você.

— Obrigada.- Disse.

Cheguei junto dela e a puxei pela cintura devagar.- Não quero ninguém além de você.

— Mas eu sou a cara dela. Se você a odeia como pode olhar para mim?- Perguntei.

— Você não é ela. O seu olhar é doce e eu poderia me perder nele facilmente.- Disse.

— Você quer dizer que eu sou uma garota inocente e ela é uma mulher. Entendi.- Disse.

— Não, você é boa. Ela era ruim, só pensa em si e nos seus jogos.- Disse.

Limpei meu rosto.- Ok.

— E mesmo assim, ela está morta amor.- Disse.

— Não se eu for uma reencarnação dela.- Disse.

— Esquece isso.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Ótimo.- A beijei.

Retribui o beijo.

A segurei contra mim. Sabia que quando contasse o resto a ela as coisas para ela não seriam mais as mesmas.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

A levei para a cama. Ela tinha me dado um susto, por um momento achei que não ia me perdoar.

Nos deitamos e entrelacei minha perna na cintura dele.

Não enrolei até a possuir de novo e Elena estava ficando maravilhosa na cama. O prazer com ela era perfeito e estava fazendo ela descobrir ele também, ficava feliz por isso. Depois de descansar e saborear estar sobre ela, me deitei ao seu lado, aproveitando aquela sensação.

Me aconcheguei no peito dele.- Eu te amo.

— Eu também. Nunca duvide disso.- Disse.

Sorri.- Ok.

A beijei de leve.

Apenas sorri.

Ela esqueceu o assunto e fiquei aliviado. Um dia saberia mais agora não. Voltamos a nossa rotina. As coisas ficavam mais fáceis, estava me controlando bem na alimentação. Até que um dia Klaus ligou; estávamos saindo do colégio e congelei com o que ele disse.

— O que foi?- Perguntei.

— Klaus, descobriu onde Damon está.- Disse.

— Sério?- Perguntei.

— Sim. Ele me falou por alto, não é boa coisa. Ele está mandando homens dele para lá.- Disse.

— Você vai ir?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Quer que eu vá?- Perguntei.

— Você quer?- Questionei.

— Quero estar com você, se você me deixar.- Disse.

— Não é longe daqui, vamos.- Disse.

— Vamos.- Disse.

Pegamos o meu carro e saímos. Klaus disse que estariam na Universidade Whitmore, numa casa especifica. Ele me mandou o endereço e pelo tom dele sabia que era algo ruim. Chegamos e o lugar estava aberto, pude ouvir que tinha luta e depois se acalmou. Seguimos o rastro da luta e chegamos num tipo de subterrâneo, mas parecia uma ala medica. Vi vários instrumentos, livros de pesquisa... O que acontecia aqui? Encontrei dois homens que se identificaram como de Klaus e eles traziam um cara, ele parecia acabado. Eles disseram que tinha outro. Segui pelo corredor e cheguei onde tinham celas. Logo os vi e junto deles, meu irmão.- Damon?

— Esse é ele?- Questionei.

— Sim.- Entrei junto deles. Ele estava fraco, mas acordado.- Damon.

Ele o olhou.- Stefan?

— Sim.- Disse.

— Você apareceu.- Ele disse.

— No que posso ajudar?- Questionei.

Ele olhou a garota.- Kath... Você já está livre?

— Livre? Não, ela não é a Katherine, ela está morta. Elena, estão com sede, então fica perto de mim e vamos sair daqui.- Disse olhando aquele lugar e uma coisa me chamou atenção. Tinha um D.S gravado na parede, mas parecia antigo. O que tinha acontecido ali?

Fiquei perto de Stefan.

— Não pode ser...- Ele se agitou.- Em que época estamos?- Ele tentou levantar, mas não conseguiu.

— Ei calma, você vai sair daqui, você vai se alimentar e depois conversamos.- Disse.

— Enzo?- Ele perguntou.

— Está lá fora.- Disse.

— Vamos.- Ajudei Stefan, passando o braço de Damon por sobre meu ombro.

— Eu não acredito que veio.- Ele disse.

O olhei e saímos dali. Meu coração estava apertado ao imaginar o que tinha se passado ali, mas deixaria isso para depois. Fomos para minha casa e pedi que os vampiros do Klaus pegassem bolsas de sangue no hospital para ele. Não foi demorado, depois de se alimentar e tomar banho parecia que nada tinha acontecido. Estava na sala com Elena quando Damon desceu.

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— Tudo bem com você?- Perguntei.

— Sim. Estávamos perto de Mystic Falls todo esse tempo?- Ele questionou.

— Sim, na Universidade.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Quem é você?- Perguntei.

— Elena. Namorada do Stefan.- Disse.

— Você está namorando?- Ele perguntou.

— Sim. Damon, o que era tudo aquilo lá?- Perguntei.

— Augustine ou inferno, como preferir.- Ele andou até a mesinha, pegando uma garrafa de whisky e bebendo.- Hmmm.... Como senti falta disso.

— Hã... Eu acho que devo ir embora.- Disse.

— Poderia ficar.- Disse.

— Eu não quero atrapalhar.- Disse.

— Não vai.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Damon o que aconteceu lá?- Eu pensei em uma variedade de coisas enquanto o procurava ,mas não estava preparado para ouvir o que ele contou. Era angustiante saber como o reviraram do avesso, de novo e de novo. Por fim, ele pediu que atualizasse ele de tudo que tinha ocorrido e depois de um tempo passando, ele foi conversar com o amigo e eu subi com Elena.

— Feliz?- Questionei.

— Uma parte sim, mas ao pensar em todos esses anos...- A abracei.- Não sei se ele vai ficar bem.

Retribui o abraço e acariciei seus cabelo.- Ele vai ficar bem amor. Vamos ajuda-lo, ok?

— Ok.- Me recompus.- Era para ser eu.

— O que?- Perguntei.

— Eu era para vir aquele dia. Só que me atrasei e cheguei aqui na manhã seguinte.- Disse.

— Stefan, não se culpe.- Beijei ele.- Você não tem culpa.

— Eu espero que ele pense assim.- Suspirei.- Temos que ficar de olho, não sei o quanto eles estão tranquilos para não fazer nada.

— Tudo bem. Seus problemas são meus também.- Disse.

— Não tira esse colar, nunca ok?- Questionei.

— Nunca.- Disse.

— Não sei o que eu faria sem você.- Disse.

Sorri e o abracei.- Eu te amo.

— Também te amo.- Disse.

*****

I see what it's like

I see what it's like for day and night

Never together

'Cause they see things in a different light

Like us

They never tried, like us

*****

Seis meses se passaram e muita coisa se passou desde então. Teve vampiros em uma tumba que Damon fez o favor de soltar quando quis resgatar a Katherine. Eles ficaram atrás de mim, dele e de Stefan. Bonnie se descobriu mesmo em ser bruxa e ainda não engolia muito Stefan. E muito menos Damon. Suspirei. Era uma luta, mas ok. Bem, no geral eu e Damon viramos amigos, eu e Stefan estamos muito felizes, conheci a Lexi, Jer não está mais usando drogas, Matt está com Caroline... Está todo mundo bem. Agora, depois da aula, todos fomos para o grill, e claro; encontramos Damon com Ric ali. Ah, Ric é nosso professor de história e namorado da Jenna. Ah, falando nisso... Descobri que sou adotada. Suspirei. Me senti bem mal no começo, foi difícil contar ao Jer e olhar na cara da Jenna novamente, mas passou. Descobri também que minha mãe é uma vampira hoje em dia e ex esposa do Ric, a Isobel. E meu pai é.... É o tio John. Sim, sou prima do Jer. Pelo menos tudo está em família né?

— Vai beber o que?- Perguntei.

— Um cappuccino.- Disse.

— Tá. Um cappuccino e uma cerveja.- A garçonete saiu.- Esses dois não desgrudam mais.

— Quem?- Perguntei.

— Damon e Ric.- Disse.

— Está com ciúmes do seu irmão?- Perguntei.

— Eu? Não.- Disse.

Ri.- Sei.

— Sério. A maneira que estamos indo é melhor que eu já imaginei.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Assim como eu e uma certa líder de torcida.- Disse.

Sorri.- Sim, com certeza.

A beijei.- Será que sou paranoico por estar tudo calmo?

— Só um pouquinho, mas é fofo.- Disse.

— Tudo para você é fofo.- Disse.

— Quem é fofo? Eu?- Ele questionou chegando junto deles.

— Você? Fofo?- Coloquei meu dedo no peito dele.- Nem em sonho, Damon.- Sorri.

— Claro, deixaram toda a fofura para o coelhinho aqui.- Ele disse.

— Coelhinho?- Perguntei.- Exagerou agora.

— Falando em coelhos, eu e Stefan decidimos que ele vai se alimentar de mim.- Disse.

— Vai botar as presinhas de fora? Finalmente.- Ele disse.

— Sim e Lexi está por perto, ela pode ajudar.- Disse.

Tomei do meu cappuccino.- Fico feliz em ajudar.

— Então vai liberar o pescocinho.- Ele riu.

— É uma desculpa para comer mais. E ele pode me morder em várias partes do corpo. Eu pesquisei.- Disse.

— Não vamos exagerar.- Disse.

— Alguém vai fazer um banquete.- Ele disse.

— Tem partes do corpo que não aparece muito e que são mais sexys.- Comi uma bolacha.

— Ela é tarada. Vou roubar para mim.- Ele disse.

— Vai sonhando, tem dono.- Ri.

— Eu não sou tarada.- Disse.

— Não?- Questionei.

— Eu moro naquela casa também, só para lembrar vocês.- Ele disse.

— Nós lembramos, junto com as universitárias que sempre aparecem por lá.- Disse.

— Sim e podemos ver que o Damon não é exigente.- Disse.

— Como é?- Ele perguntou.

— Isso mesmo.- Disse.

— Damon, eu já vi cada garota por lá...- Disse.

— Cada gostosa.- Ele disse.

Ric chegou junto.- Que papo é esse?

— Damon e “suas garotas”.- Disse.

— Vocês viram o Tyler? Ele não foi a aula.- Ric disse.

— Não.- Disse.

— Nem eu.- Disse.

— Estranho, ninguém o viu.- Ric disse.

Franzi o cenho.- Vou passar na casa dele hoje.

— Vou com você.- Disse.

— Vocês são tão doces que dá diabetes sabia?- Ele questionou.

Sorri.- Namorados tem que ser doces Dam, não podem sair no tapa e transando pela cidade. E Stefan sabe quando não ser doce.

— E qual a emoção?- Ele perguntou.

— Com a nossa vida do jeito que é as vezes o que menos se precisa é emoção. Mas Stefan é carinhoso, gentil, doce, sexy, gostoso, forte...- Sorri e toquei a mão dele.- Quando eu estou com ele me sinto em paz, casa e amada. Só preciso disso. Não preciso da vida de uma prostituta não.- Disse divertida e tomei mais do cappuccino.

— Chamem um médico, estou com hiperglicemia.- Damon disse.

— Vocês são uns amores, ele é que é chato.- Ric disse.

— Então me diz Damon, como seria seu relacionamento se tivesse um agora?- Questionei.

— Eu não quero nem saber.- Ele disse olhando para o bar.- E se me derem licença.- Disse levantando e indo até uma garota ruiva.

— Ele ainda está magoado.- Disse.

Balancei a cabeça.- Ele não tem jeito.

— Um dia ele vai esquecer, relaxem.- Ric disse.

— Sim.- Disse.

— Sem nenhuma aparição estranha Ric?- Questionei.

— Por enquanto não.- Ele disse.

— Isso é bom.- Disse.

— Ah, o Matt falou de uma festa amanhã, vamos?- Perguntei depois que Ric saiu.

— Claro.- Disse.

— Ver você de biquíni vai ser bom.- Disse.

Ri.- Você me vê nua quase todos os dias.

— Isso é muito bom.- Disse.

Apenas sorri.

Ficamos ali e depois saímos para namorar um pouco. Estava um pouco em alerta, pois por mais que não tenha contado a Elena ainda, Damon percebeu umas coisas estranhas no Tyler e no tio dele que apareceu. Tínhamos algumas suspeitas, mas ainda era difícil saber. No outro dia Damon ia com Ric fazer umas pesquisas enquanto o resto de nós íamos para a festa. Passei na casa da Elena e a busquei, depois seguimos para o local.- Escolheram um lugar bem afastado.

— Verdade.- Disse.

— Espero que não seja para ficar afastado de algo.- Disse.

— Você é muito paranoico.- Ri e tirei a saída de banho, indo até o pessoal.- Oi gente.

— Oi Elena.- Matt disse.

— Onde está a Caroline?- Perguntei.

— Ela disse que o biquíni não combinou e foi trocar num banheiro ali atrás.- Ele disse.

Ri.- Só ela mesmo.

Ele sorriu.- Sim.

Apenas sorri.

— E você está muito bem.- Ele disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Com Stefan.- Ele disse.

— Ah, ele é perfeito.- Sorri.- E você e Caroline também estão indo muito bem.

— Tem hora que ela me deixa doido.- Ele disse.

— Normal.- Disse.

Ele riu.

Cheguei junto deles, envolvendo ela numa toalha.- Hey Matt, já foi na água?

— Não, dizem que está boa.- Ele disse.

— Acho que vou entrar.- Disse.

— Só cuidado, sabe como é o pessoal.- Ele disse.

Nos afastamos e chegamos na beirada do lago.- Esse biquíni não está pequeno demais?

— Está? Paguei algum mico?- Me olhei.

— Não sei. Só prefiro a época dos vestidos até os pés.- Disse.

Ri e dei de leve no braço dele.- Por isso a toalha?

— Com certeza.- Disse.

Me desenrolei e lhe dei um selinho.- O que é bonito é para se mostrar, não?

— Olha, se alguém ficar sem pescoço não me responsabilizo.- Disse.

— Primeira vez que te vejo com ciúmes, mas é fofo.- Beijei o queixo dele.

— Primeira? Acha que não tenho ciúmes?- Questionei.

— Bem, você nunca demostrou.- Disse.

— Ai está; nunca "demostrei" é diferente de não sentir.- Disse.

Sorri.- Ok, mas não é um grande problema. Não quero que sofra por ciúmes. Nem tem motivos.

— Uhum. Você não ia para a água?- Perguntei.

— Sim. Já volto.- Entrei na água.

Estava distraído quando as meninas passaram por mim e entraram na água. Sim, ela não sabia, mas eu morria de ciúmes dela. Afinal, qualquer cara aqui poderia dar a ela tudo que eu não podia.

— Oi.- Sorri para Bonnie e Caroline.

— Oi. Adorei seu biquíni.- Caroline disse.

— Obrigada.- Disse.

— Ficou ótimo em você.- Bonnie disse.

Sorri.- Valeu. O de vocês é lindo também.

— Que nada.- Ela disse mergulhando.

— Ela está com a síndrome da amiga solitária.- Caroline disse.

Suspirei.- Ela não gosta de ficar muito perto do Stefan.

— Como alguém não gosta dele?- Caroline perguntou.

— Acontece.- Disse.

— Caroline, você não está falando de mim não é?- Bonnie perguntou.

— Não, que isso.- Caroline disse.

— Bon, o que acha de você ir jantar lá na casa do Stefan hoje? Eu, você, Stefan, Car e Matt.- Disse.

— Eu como a vela do século?- Bonnie perguntou.

— Que isso ,vamos como amigos, sem agarramentos nem nada.- Caroline disse.

— Sim. Vamos jantar, olhar um filme, comer bobagens e conversar.- Disse.

— Promete que o insuportável do seu cunhado não vai estar?- Bonnie questionou.

— Bem, a casa é dele, mas vou pedir com muito amor e carinho para ele sair de casa, prometo.- Sorri.

— Vamos Bon.- Caroline disse.

Ela suspirou.- Ok.

Sorri e a abracei.- Ótimo.

— O que não faço para deixar vocês felizes?- Ela questionou.

Sorri e beijei a ponta do nariz dela.- E nós moveríamos céu e inferno para ver você feliz também, sua bobinha.

— Com certeza amiga.- Ela as abraçou.

— Ok, estamos muito sentimentais.- Bonnie disse.

Sorri.- Eu sou sentimental.

— Até demais.- Caroline disse.

— Olha quem fala.- Ela jogou água na amiga.

Ri.- Eu amo vocês.

Sorri olhando elas. Elena estava feliz, isso que importava. Enquanto as olhava assim, Damon me ligou e me passou as informações que tinha conseguido; só podia ser sacanagem. Lobos aqui na cidade? Seria isso de estranho acontecendo com os Lockwood? Fazia sentido pelo que aconteceu com o prefeito. Tinha mais coisas, mas ele só me explicaria quando chegasse. Tentei relaxar e o dia passava bem até que Tyler chegou e vi o tio dele. Aquilo não ia ser muito bom.

Cheguei junto de Stefan.- Convidei a Bonnie, Matt e Car para jantarem na sua casa hoje. Pode ser?

— Hmm...- A olhei.- Claro.

— Mas Bonnie pediu para o Damon não estar.- Disse.

— A gente pode conseguir que ele saia por um tempo. Não queremos ele virando churrasco.- Disse.

— Não mesmo.- Disse.

— Eu falo com ele.- Disse.

— Ok.- Disse.

— O que você sabe sobre o tio do Tyler?- Perguntei.

— Não o conhecia, mas ele é bonito.- Disse.

— Bonito?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Bom saber.- Disse.

Ri e me abracei nele.- Stefan, você é mil vezes melhor.

— Não sei não.- Disse.

— Ah é? Se for assim, acho que vou deixar de lado a ideia de fazermos coisas no sexo que ainda não fizemos...- Me afastei e me virei de costas, enquanto secava meus cabelos.

— Coisas que não fizemos é?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Talvez isso me convença.- Disse.

Sorri.- Sei...- Deixei a toalha de lado e fui onde estava Tyler e o tio.- Hey Ty, não foi na aula porque? O Ric me perguntou...

— Eu precisava de uns dias. Esse é meu tio Mason.- Tyler disse.

— Olá.- Sorri e voltei a olhar Tyler.- Mas está tudo bem?

— Na medida do possível ele vai ficar bem.- Mason disse.

— Hmm... Ok. Bem, vou indo. Até mais Tyler e pode contar comigo se precisar de alguma coisa. Prazer Mason.- Sorri e sai.

— O que achou dele?- Cheguei junto dela.

— Um tanto estranho.- Disse.

— Ok, fica aqui, eu já volto.- Disse.

— Ok.- O observei e ouvi ele mencionar algo estranho sobre tuneis. Precisava conferir aquilo, mas tinha o jantar. Mandei mensagem para o Damon e eu ficaria com eles esperando noticias. Quando a tardinha caiu, fomos para casa. Pedimos as comidas e ficamos pela sala.

— Essa casa é legal.- Matt disse.

— Verdade e grande.- Disse.

— Grande demais. Me pergunto como limpam ela.- Caroline disse.

— Uma boa pergunta.- Ri.

— Um mistério que não revelaremos.- Disse.

— Que pena.- Matt disse.

— Sim, ele é mau.- Sorri e comi da pizza.

— Tenho certeza que sim.- Bonnie disse.

— Que isso Bonnie.- Matt disse.

— Bonnie, não fala assim.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Ela está falando de brincadeira. Você não é mal, impossível.- Caroline disse.

— Claro que não. Stefan é um verdadeiro cavalheiro.- Entrelacei minha mão na dele.

— Eu imagino que sim.- Bonnie disse.

Suspirei. Isso não estava saindo como eu esperava infelizmente.- Vamos ver TV.- Comecei a passar os canais.

— Ah, deixa no The Voice.- Bonnie disse.

— Sim.- Caroline disse.

— Ok.- Fiz o que ela disse.

— Porque vocês gostam tanto desse programa?- Matt questionou.

— Eu prefiro o The X Factor.- Disse.

— O Simon é uma figura.- Bonnie disse.

— Verdade.- Caroline disse.

— Mas o Adam ganha.- Bonnie disse.

— O show dele é muito bom.- Disse.

— Você já foi?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Quando?- Matt perguntou.

— Deve ter sido um dos últimos.- Caroline disse.

— Antes de vir para cá.- Disse.

— Uma pena. Podíamos ter ido juntos.- Sorri e lhe dei um selinho.

— Quem sabe ainda vamos.- Disse.

— Eu quero ir no Coldplay.- Matt disse.

— Nesse podemos ir juntos.- Caroline disse.

— Verdade.- Disse.

Sorri. Era bom ver todos bem.

Ficamos vendo o programa e depois mudamos para um jogo de tabuleiro. Era bom isso, até a Bonnie se soltava. O clima continuou ótimo, até que eles foram embora e ficamos nós dois. Eu estava com sede, mas me segurava enquanto a beijava.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele enquanto acariciava seus cabelos.

Acabei me inclinando sobre ela e deitamos no sofá. Deslizava a mão pela coxa dela e apertava de leve.

Descia minha mão pelo peito dele e desci meus lábios pelo seu pescoço.

Suspirei e subi a blusa que ela estava.

Ajudei ele a tirar e comecei a tirar a dele também.

— Ficou a marquinha do biquíni.- Disse.

— Você gosta?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Sorri.- Que bom.- Eu já estava sem suitã, era mais confortável para ficar em casa.

Peguei nos peitos dela e beijei o pescoço, mas senti meu controle fraquejar.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse voltando a beija-la e senti as presas quererem sair.

Parei o beijo e o olhei.- Stefan, você está com sede?

— Sim.- Disse.

Afastei meu cabelo, deixando meu pescoço livre.- Sou toda sua.

— Elena, não...- Não me sentia seguro para fazer isso. Muito menos por não ter ninguém em casa caso precisasse me parar.

— Stefan, eu confio em você. Eu amo você.- Disse.

— Se eu não parar...- Os batimentos dela me chamavam e minha garganta queimava.

— Você vai e eu vou te recompensar.- Disse abrindo a calça dele e sorrindo.

— Elena...- Acabei sorrindo.

— Vai em frente. Eu confio em você.- Disse.

Talvez eu pudesse tentar, eu conseguiria. Beijei o pescoço dela e as presas saíram, e a mordi. O sabor do sangue me atingiu e era maravilhoso.

Segurei um gemido de dor, mas acariciava seus cabelos enquanto ele bebia.

Eu estava com muita sede e bebi bastante, mas era a minha namorada, não poderia ir além, tinha que parar. Pare. Consegui me soltar e parar.

Toquei o rosto dele.- Eu te amo.

— É maravilhoso.- Disse ainda sentindo o gosto na minha boca.

Acariciava seu rosto e sorri.- Que bom amor. Iria ser chato se você não gostasse.

— Muito difícil.- A beijei e escutei a porta abrir.- Droga.

— Tira sua blusa para me cobrir.- Disse.

— O que está...- Ele olhou.- Oh... Festinha na sala. Eu gosto de deitar nesse sofá sabiam?

— Damon, sobe logo e tira o olho daqui.- Disse.

Ri e cobri meus seios, pegando minha blusa no chão e colocando por cima.- Oi Damon.- Acenei para ele.

— Oi cunhada. E alguém está se alimentando, estou chocado.- Ele disse fazendo cara de espanto.

Me virei, ficando de bruço no sofá e olhando para Damon.- E ele foi muito bem. Estou orgulhosa.

Botei minha camisa nela.- Vem, vamos subir.

— Não parem por mim, mas amanhã precisamos conversar Stefan.- Ele disse.

— Hmm... Vocês podem conversar enquanto isso eu vou fazendo o curativo.- Disse.

— Não, vamos. Depois falamos. É urgente?- Perguntei.

— Talvez.- Ele disse.

Dei um selinho em Stefan e limpei o sangue no queixo dele.- Eu te espero lá em cima.- Sorri e subi.

Suspirei.- Vai, fala.- Ele me repassou tudo o que descobriu; cópias, lobos e que o tio do Tyler era um lobisomem a solta que quase matou ele por sinal. Estava vindo bem de mais, as coisas vão ficar complicadas. Decidimos pensar melhor no que fazer pela manhã. Ele foi para o quarto e voltei para Elena.

Fiz o curativo e agora estava sentada na cama, vendo os livros que ele tinha na cabeceira.

— Pronto, podemos continuar sem interrupção.- Disse.

Ri.- Tudo bem.

A beijei, deixando os problemas do lado de fora do quarto.

— Pera.- O afastei.- Não vai me dizer o que ele queria?

— Depois. É muita coisa.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Mas alguma coisa me diz que as coisas vão ficar ruins Elena, muito mais do que foram aquelas semanas.- Disse.

— E vamos superar, como antes.- Disse.

— Nada vai separar a gente, promete?- Questionei.

Sorri e o beijei.- Eu prometo Stefan Salvatore que serei sua para sempre e que nada, nem ninguém, irá nos separar.

— Nem se algum deus lá em cima tentar.- Sorri e a derrubei na cama.

— Nem assim.- Disse.

— Estamos prometidos então.- Disse me juntando a ela e a beijando.

Retribui o beijo.

Tirei a blusa que ela tinha se coberto e voltei a toca-la.

Envolvi meus braços no seu pescoço e acariciava sua nuca.

O beijo foi ficando mais intenso e logo eu a tocava por inteiro. Estava excitado, então me livrei da minha roupa e da dela que restava, entrando nela.

Gemi e suspirei contra seus lábios, mas sem deixar de beija-lo.

Investi contra ela e esquecia todos aqueles problemas, agora era só ela e eu. Não trocaria essa vida por nada e nem ninguém.

Minha mão descia pelas costas dele e entrelacei melhor minha perna na sua cintura.

— Você é tão perfeita.- Disse.

— Você que é.- Disse.

Sorri e rocei de leve as presas no pescoço dela, agora a fazendo arrepiar.

Suspirei pesadamente ao que ele fez.

— Você é uma delícia.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

— Que isso amor.- Disse.

O beijei novamente.

O prazer já era conhecido e se espalhava pelo meu corpo. Ela também se entregava. Aumentei o ritmo, indo mais rápido e profundamente. Elena era perfeita.

Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali.

Nos virei, deixando a gente de lado e assim podia pegar na bunda dela, que foi o que fiz.

Gemi nos lábios dele, mas continuei o beijando.

Dei um tapa de leve.- Queria tanto fazer isso.

Ri.- É só fazer então.- Beijei o queixo dele.

Ri e continuei. Beijava perto do pescoço dela, mas não subia muito por causa do curativo.

Suspirei pesadamente e subia minha mão pelo seu abdômen.

Ela respondia aos meus movimentos e isso fazia o prazer aumentar. Tentava não fazer muito barulho, não queria dar um show ao Damon.

Acariciava o rosto dele e continuávamos nos beijando.

Suspirei e nos virei de volta, ficando por cima dela. Elena era algo que eu nunca tive como aproveitar e agora eu defendia com a minha vida se precisasse continuar a ter. O beijo tomou o nosso ritmo e não me controlei, nos deixando levar até que chegamos ao orgasmo.

Parei o beijo e toquei seus lábios.- Eu te amo tanto Stefan.

— Eu também te amo.- Disse.

Apenas sorri.

*****

You and I

We don't want to be like them

We can make it 'till the end

Nothing can come between

You and I

Not even the Gods above

Can separate the two of us

*****

No outro dia contei a ela sobre tudo e pior que teríamos que ir numa festa que aquele Mason estaria. Como estava prevendo não deu certo. Ele usou verbena e nos revelou para a xerife, que até então era amiga de Damon. Ela quase nos matou, mas parou no ultimo instante e conseguimos sair vivos. Depois disso Damon ficou possesso com Mason e tivemos um plano doido em que descobrimos que Katherine estava junto com ele e tudo por causa de uma pedra. Com Katherine no jogo as coisas ficaram diferente; para pegar ela a atraímos para uma festa que tinha e até que deu certo, mas no final quando pensávamos que estaríamos tranquilos, Elena insistiu em sair de casa e foi sequestrada. Sim, sequestrada. Eu quase surtei, mas Bonnie fez um feitiço de localização e Damon e eu fomos resgata-la. Claro que não foi fácil, mas conseguimos e pude ter minha amada em casa. Achei que estávamos livres do tal do Elijah, mas foi só uma ilusão. Ele apareceu e a mulher com quem Damon fez amizade contou quem era e pensei logo em ligar para o Klaus, mas ela me alertou que se o fizesse assinaria a sentença de morte de Elena. Fiquei dividido e quando achei que tínhamos o neutralizado (de novo) outras coisas aconteceram; uns bruxos apareceram, assim como lobos, parecia que não tínhamos descanso nunca. E para minha surpresa, quando menos esperei, Klaus apareceu aqui. Sim, Klaus, meu amigo de décadas apareceu e em vez de vir falar comigo, tocou o terror nos meus amigos. Bonnie teve que fingir que estava morta para ficar em segurança. Lembrei do que Elijah tinha dito e decidimos o acordar, e quando o fizemos, ele contou a história deles e eu não podia acreditar. Não, o cara que eu conhecia não ia matar minha namorada num altar de um ritual louco. Eu não podia aceitar aquilo. Klaus estipulou um prazo para entregar Elena, e eu não faria aquilo nunca. Tentei discutir com ele, mas parecia que quando se tratava desse ritual, só interessava o que ele queria. Elijah tinha um plano e seus próprios motivos para ficar contra o irmão e nos ajudou, dando um elixir para manter Elena viva. Mesmo assim eu não queria a entregar, mas meu amigo original foi mais forte e a levou de mim. Aquilo estava me enlouquecendo, não iria esperar para ver e fui atrás deles. Não demorei a achar onde estava sendo feito.

— Você é um monstro odioso. Nem seu irmão é capaz de te amar.- Disse.

— Não me importo. Isso aqui foi o que desejava.- Ele olhava pelo lugar.- Stefan, porque não se junta a nós já que está tão ansioso?

— Stefan...- Disse.

Não hesitei em aparecer.- Que show você armou aqui Klaus. Tudo isso para que?

— Minha realização, o que nasci para ser, mas você sabe que não tem a ver com você, ainda somos amigos.- Ele disse.

Abracei meu próprio corpo. Ficava pensando se o elixir não funcionasse, se Stefan iria embora da cidade, se ele iria desistir de tudo que ele conquistou aqui... Eu não queria isso. Ele ganhou tanto aqui, ele fez amigos.... Mas talvez ele seja muito ligado ao Klaus.

— Amigos?- Olhei ao redor e vi que tanto a loba que conheci uma semanas, quanto a jornalista que Damon saiu e deveria ter sido transformada, já estavam mortas.- Amigos eu tenho e você os aterrorizou. Matou uma amiga minha, meu irmão quase morreu e você quer matar minha namorada para ser sei lá o que. Isso não é amizade, se ela for algo para você, liberte Elena. Deixa ela viver a vida dela.

— Ah, o amor jovem... Tão iludido.- Ele avançou, socando o outro.- Me desculpe, mas nada vai mudar o que vim fazer aqui.

— Stefan.- Cheguei o mais perto que podia, mas o fogo não deixava.

Tínhamos um plano; tinha o elixir e ouvi John dizer que tinha um plano também, mas não confiava. Elena era o melhor que já tinha acontecido e ia lutar por ela até o fim. Me levantei e o encarei, tentando avançar até ela, mas o fogo nem Klaus deixou, me acertando com um galho ali.

— Stefan!- Olhei Klaus.- Você só pode ser muito mal amado para ser tão amargo. Eu posso morrer, mas pelo menos morrerei sabendo que alguém irá chorar a minha ausência, que alguém irá levar flores no cemitério, que pessoas irão falar sobre mim em rodas de conversa, que irão sentir minha falta... Já você, quando morrer e pode anotar que um dia isso vai acontecer, será um alivio para todo mundo que você conhece.

— Morrer? Eu sou imortal.- Ele olhou a bruxa que tinha ali e soltou Stefan, indo até a garota.- Chega de tanta conversa.- Ele disse a segurando e se alimentando dela.

Não sei dizer o que senti com aquilo. Elena morria na minha frente e não podia fazer nada. Era como se tivessem arrancando meu coração aos poucos. Ele terminou e a largou, não me importei mais com o que ele faria, só tinha olhos para onde ela estava. Pude ouvir falas, gritos e vi Bonnie e Elijah aparecerem, Damon tirou o galho que estava em mim. Tentei ir até Elena, mas estava fraco. Damon a pegou e pedi que a levasse, eu daria um jeito. Quando olhei Elijah estava prestes a matar mas... mas ele disse algo que o fez hesitar e logo os dois sumiram; ótimo. Saímos dali e fui para casa. Damon a tinha levado para lá. Mal me alimentei e fiquei plantado ao lado dela, rezando para dar certo e ela acordar.

Acordei assustada e vi Stefan.- Stefan?

— Elena?- Senti meu coração saltar. Ela está viva.

O abracei.

— Você está bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

A olhei.- Tem certeza?

— Sim.- Me ajeitei na cama e suspirei, o olhando.- Passando por essa situação, eu decidi uma coisa.

— O que?- Tentava me acalmar.

— Daqui uns anos, talvez quando eu tiver 21, eu... Eu quero me transformar. Quero ser uma vampira.- Disse.

— O que? Tem certeza disso?- Questionei.

Assenti.- Mais que tudo. Hoje eu percebi que pior do que morrer é saber que morrendo eu nunca poderei ter um futuro com você. Uma eternidade. Nossa eternidade.

— Elena... E tudo que não poderemos ter? Você merece uma vida, uma familia, filhos...- Disse.

— E terei isso tudo com você. Antes de me transformar posso tentar uma fertilização artificial talvez, podemos conversar sobre isso... Podemos adotar.- Sorri.- Stefan, podemos ter tudo. É só você querer... Me querer.

— Eu quero você sempre, mas não acharia justo te pedir isso. Uma vida eterna com você? Não poderia pedir mais nada.- Disse.

Sorri.- Que bom.- Ele não parecia muito feliz com a ideia... Talvez tenha me enganado no final das contas. Lhe dei um selinho e levantei.- Vou comer alguma coisa. Estou faminta.

— Quando você não está?- Ri e alcancei ela, a agarrando.

Sorri.- Eu acabei de acordar dos mortos, me dê algum crédito.

— Tadinha.- Disse a beijando.- Achei que já tinha passado por coisas ruins, mas nada se compara com hoje.

— Bem, passamos por esse obstáculo também.- Acariciei seu rosto.

— Que não venha mais nenhum.- Disse.

— Concordo.- Disse.

— Vamos? Não quero te deixar com fome.- Disse.

— Vamos.- Disse.

*****

'Cause you and I

We don't want to be like them

We can make it 'till the end

Nothing can come between

You and I

Not even the God's above

Can separate the two of us

*****

Quatro anos se passaram e hoje faz dois meses que sou uma vampira. Sim, vampira! Me transformei em vampira a dois meses no dia seguinte do meu aniversário. Bem, além disso muita coisa mudou nesses quatro anos. Caroline virou vampira, Tyler um híbrido (o que deu muito problema na época), Damon mudou muito, Bonnie e Jer estão juntos e tudo está muito`bem. Depois de Klaus sair da cidade, tivemos alguns problemas com uns viajantes, mas deu tudo certo. Ah, achamos uma tal cura para o vampirismo, e depois de descobrimos como funciona, eu e Stefan decidimos guardar ela para casa um dia queremos tomar. Porque no meio disso tivemos uns problemas com Bonnie morrendo, bruxos cifão e Bonnie trouxe uma segunda cura. Então tínhamos duas para caso queremos voltar a ser humanos só daqui a quinhentos anos. Faz um ano que estamos longe de problemas e não podia ser mais feliz. Jenna está grávida de três meses do Ric, meus amigos estão felizes e eu estou feliz com o amor da minha vida. Sorri enquanto o olhava dormir ao meu lado.

Me mexi e acordei, vendo Elena me olhando.- Passatempo?

— Talvez.- Disse.

Sorri e a beijei.- Dormiu bem?

— Sim e você?- Perguntei.

— Perfeito, como sempre com você.- Disse.

Apenas sorri.

— E como você está?- Perguntei.

— Bem.- Levantei, colocando a camisa dele.- Vou pegar uma bolsa de sangue. Quer uma?

— Sim. Isso que é café da manhã com estilo.- Disse.

Ri.- Você é louco as vezes.- Desci e peguei duas bolsas, subindo novamente.

— O que? Você e um banquete desse... O que mais poderia pedir?- Questionei.

Sorri e dei uma bolsa a ele, me sentando na cama e tomando da minha.

— As vezes não acredito que estou controlado assim.- Disse.

Sorri.- Quatro anos com você tomando meu delicioso sangue amor.

— Metida.- Ri.

Sorri.- Um pouco.

— Um pouco, sei.- Disse.

Ri e continuei bebendo.

— Eu queria saber uma coisa com você.- Disse.

— Diga.- Disse.

— O que acha de a gente se casar?- Questionei.

O olhei e sorri.- O que?

— Eu estava pensando em como desejo que seja minha mulher de todas as formas.- Disse.

O abracei.- Eu te amo e é claro que aceito.

— Mesmo?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Eu te amo. Espera aí.- Levantei e peguei uma caixinha, dando a ela.

Abri e sorri.- Meu Deus, é lindo Stefan. Você percebeu que só uso joias que você me deu? O colar, o anel do sol...

— É um prazer.- Disse.

Sorri.- Você gasta muito dinheiro comigo.

— Não é nada demais, você merece.- Disse.

Sorri e o beijei.- Eu te amo, Stefan Salvatore.

Coloquei o anel no dedo dela e beijei, depois a beijando.

Parei o beijo, o olhei e toquei seus lábios.- Sempre será você, Stefan.

*****

No, nothing can come between

You and I (you and I)

Oh, you and I

You and I

We can make it if we try

You and I

Oh You and I

*****

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 Acharam que combinou com Stelena? Eu acho que a musica é super eles :3 Bem, vou deixar aqui o trecho da próxima: Pay attention, I hope that you listen 'Cause I let my guard down Right now I'm completely defenceless Então, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)