Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Quem chutou que seria Drag me Down acertou o/ HAHA' Bem, vamos descobrir quem é o casal? Vamos ao capítulo...

I've got fire for a heart, I'm not scared of the dark

You've never seen it look so easy

I got a river for a soul and baby you're a boat

Baby, you're my only reason

*****

POV Misto. (Elena e Damon.)

Olhava tudo ao meu redor e era até estranho as coisas tão bem. Ric ainda dançava feliz com a Jô pelo salão, Elena ria com as meninas e Stefan conversava com Matt num outro canto. E eu, bem, estou aqui sentado repassando a minha conversa com a Elena e cada vez mais tenho certeza. Sim, é certo o que vou fazer. Só sai do meu devaneio quando senti minha namorada sentando no meu colo.- Cansou?

— Caroline tem a capacidade de cansar até mesmo eu que a conheço a anos com os seus papos animados de tudo.- Disse.

— Tadinha.- Disse beijando o ombro dela.

Sorri.- E que cara é essa? Seu melhor amigo está casando e você está com cara de enterro.

— Eu de enterro?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Só olhando vocês e não vou me meter no meio da dança ou da conversa das meninas super poderosas.- Disse.

— Que eu saiba você e Bonnie viraram amigos, então perdi meu monopólio.- Disse.

— Vamos disputa-la agora é?- Ri.

— Seria uma luta injusta para você. Eu sou bem mais adorável.- Disse.

— Isso eu concordo, ainda mais se estiver sem alguma dessas peças.- Mexi no vestido dela.

Ri.- Você não muda mesmo.- Olhei Bonnie sorrindo e suspirei aliviada. Até que enfim tudo parecia em paz. Só falta o Jer aqui.

— O que foi?- Perguntei.

— Nada.- Disse.

— Será que vamos ter mesmo paz?- Perguntei.

— Parece que sim.- Disse.

— Então senhorita, só nos resta ir dançar.- Disse.

Sorri.- Sim.

— Então vamos amor.- A levei para a pista. Dançamos e todos vieram para a pista. Dançamos e brincamos. Jô deu sinais de cansaço, então ela e Ric saíram para a lua de mel e ficamos até o fim da festa. Fomos para casa e vi que Stefan tinha ido com Caroline, então a casa era só nossa. Entramos e fomos para nosso quarto... Nem preciso dizer que o sexo foi maravilhoso e então chegou a hora de eu beber.- Espero que só beber sirva.

— Como assim?- Perguntei.

— Silas quando tomou quase secou a Katherine, eu só vou tomar um pouco.- Disse.

— Damon, se você não quiser.... Tudo bem. Ser humano é difícil, a sociedade tem regras que você não vai ter mais como contornar... E tem Stefan. Você um dia irá morrer e ele não.- Disse.

— Eu não quero que tenho consequências para você Elena.- Estávamos deitados e toquei o rosto dela.- Eu quero, quero tudo o que falei com você. Ainda duvida?

— Não, eu só... Eu sei que eu nunca abriria mão do Jeremy. Eu já abri mão de namorados, mas dele nunca farei. Esse é um dos motivos de não querer ser vampira. Porque eu sei que se por algum motivo ele morrer antes de mim, um dia minha dor terá fim. Eu terei um fim.- Disse.

— E está pensando em como estou abrindo mão do meu.- Conclui por ela.

— Sim... Stefan não merece isso Damon. Não sei se eu estou pronta para conviver com esse fardo. Saber que te tirei dele.- Disse.

— Eu e ele resolvemos isso. Acha que ainda sou insensível assim a ponto de decidir sem pensar nele? Claro que pensei.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Não, para você não está.- Disse.

— Você não pensa por mim Damon. Eu disse que tudo bem.- Disse.

— Tem certeza?- Claro que eu pensava no Stefan, me doía deixa-lo, mas se fosse ao contrário eu iria querer que ele vivesse a vida dele, que não parasse por mim.

— Sim.- Disse.

— Podemos continuar então?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ótimo, vem cá.- Cheguei mais perto dela.

Afastei meu cabelo.

— Considerando que é a ultima vez que enfio minhas presas no pescoço de alguém, escolhi bem.- Disse.

Sorri.- E espero que essa seja a ultima vez que um vampiro me morde.

— Vai ser.- A beijei e depois a mordi.

Segurei um grito de dor. Isso nunca é confortável.

Bebi dela e depois me senti desconfortável. Quando parei, a olhei e sorri. Depois senti meu corpo desabando na cama.

Suspirei. Esperava que ele não se arrependesse. Levantei, tomei um banho, coloquei uma roupa e me sentei na poltrona para espera-lo. Era estranho morar nessa casa, ainda mais com Stefan morando aqui. E Caroline. Mas minha vida não é nada além de estranha mesmo. Lia uma revista quando vi ele acordar.

Me senti acordar de repente e tinha um peso no peito. Tentei levantar.- Que...- Olhei e vi Elena ao meu lado.- Deu certo?

— Bem, se você consegue andar e respirar acho que tá tudo certo.- Disse.

— Respirar. Deve ser isso que estou sentindo mal aqui.- Disse colocando a mão sobre o peito.

— Você está com problemas para respirar? Mas você respirava quando vampiro.- Disse.

— Mas não sentia assim.- Respirei fundo algumas vezes para ajudar. Isso ajudou a aliviar.

— Quer ir ao hospital?- Perguntei.

— Não precisa. Acho que foi só a mudança.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— E agora? Tá de madrugada ainda.- Disse.

— Bem, vamos dormir.- Ajeitei a cama e me deitei.

— Dormir? Não estou com sono.- Disse.

— Bem... Eu estou. O dia foi cansativo. Arrumar as coisas, dançar e tudo mais.- Disse.

— Tudo bem, fico te olhando dormir. Já fiz muito isso.- Disse.

— Tudo bem. Boa noite.- Lhe dei um selinho e me virei para dormir.

Me abracei nela e logo ela dormiu, mas eu não. Fiquei observando as coisas e estranhando tudo. Não ouvia os batimentos dela, nem nada fora do quarto, a minha visão era limitada e sabia que quando andasse seria muito lento. Fora meu corpo, estava estranho, claro que eu sabia como era tudo, mas não sentia nada disso por 150 anos. O cansaço foi me pegando e o dia clareava quando dormi e quando acordei tinha uma necessidade urgente. Corri para o banheiro, tinha esquecido como era difícil controlar quando estava com muita vontade de fazer xixi.- Merda.- Sim, tinha feito uma pequena sujeira no banheiro, estava parecendo criança. Escutei uma batida na porta do banheiro.- Oi.

— Tudo bem?- Questionei.

— Sim, claro. Só um pequeno problema urinário.- Terminei de limpar e abri a porta.— Pronto.

Ri.- Vai querer que eu te ajude? Eu tinha que ajudar o Jer quando pequeno, bem pequeno claro. Depois de grande seria traumatizante.

— Você está querendo...- Raciocinei.- Oh, eu sei fazer isso. É só uma questão de falta de prática.

— Tudo bem. Só tem que se lembrar que quando está com vontade de ir ao banheiro, você fica como se estivesse excitado, mas não é. Anatomia masculina é muito complicada. Bem, me dá licença que preciso me arrumar para a faculdade.- Disse.

— Já vai?- Perguntei.

— Bem, sim. É a hora da faculdade.- Tirei o pijama, liguei o chuveiro e entrei.

— Olhando você assim, posso ficar facilmente.- Disse entrando com ela.

Sorri.- Você vai me atrasar Damon.- Molhei o cabelo dele.

— Sério que está pensando em se atrasar?- Me colei nela e me molhando também.

— Nisso e em que você não comprou camisinha ainda. Não podemos transar.- Disse.

— O que? Ah não, vamos ter que usar? Dizem que é horrível.- Disse.

— Pelo menos até eu ir na Ginecologista e o anticoncepcional fazer efeito. Desde de Matt não faço isso. Vai ser divertido.- Sorri e peguei o shampoo.

— Não estou achando.- Suspirei derrotado.

Sorri e lhe dei um selinho.- Vai na farmácia hoje. Tem que ser você porque você precisa descobrir seu tamanho.

— Oh, que situação.- Disse.

— Você fica fofo com essa carinha.- Sorri.

POV Damon.

— Fofo é?- Fiz cosquinha nela e tomamos banho juntos e depois ela foi para faculdade. Fiquei pensando no que fazer e sabia por onde começar. Liguei para Stefan e esperei ele chegar.- Irmão, preciso de você.- Sorri.

— Para que?- Stefan perguntou.

— Tecnicamente eu estou morto e agora vou precisar de documentos e essas coisas. E também reaver todo o meu dinheiro espalhado por ai, mas como eu não gosto muito de esperar, você vai me dar uma mão nisso e usar a sua incrível habilidade de compelir para eu pegar pelo menos uma carteira de motorista hoje. Afinal não vou ficar a pé por ai.- Fiz movimentos com os dedos.

Ele riu.- Sonha que vou perder a chance de ver você ralando. Você vai sair fazer seu RG, CPF, conta no banco e tal. A única coisa que vou fazer é te dar o dinheiro.

— O que? Eu preciso de uma certidão pelo menos.- Disse.

— Tá, a certidão eu faço. O resto é com você. Tudo. Se lembre de fazer um plano de saúde.- Ele disse.

— Plano de saúde?- Olhei ele.- Você é mal.

— Você viu com a Liz que não é tudo que posso curar e não vou ficar te curando de resfriados ou caxumba... Essas coisas.- Ele disse.

— Ok, ok. Vamos logo que isso tá com cara que vai durar o dia todo.- Disse.

— Vamos.- Ele disse.

— Ei espera.- Corri na cozinha e voltei com uma bolsa.- Vai que fico com fome.

Ele riu.- Você não vai morrer se ficar algumas horas sem comer, Damon.

— Não sei, comi quatro panquecas essa manhã.- Disse.

— Santo Deus. Você e Elena não sabem cozinhar, vão morrer de fome.- Ele disse.

— Eu sei cozinhar.- Disse.

— Sabe nada.- Ele disse.

— Ok, não posso viver de panquecas.- Disse.

— Exatamente.- Ele disse.

— Vamos logo.- Disse.

— Ok.- Ele disse.

POV Misto. (Elena e Damon.)

Saímos e que chatice foi aquilo tudo. Passei horas num cartório e entre um lugar e outro, pessoas chatas. Quando voltei já era noite e Elena estava num sofá lendo. Desabei do lado dela.- Documentos são chatos.

— Verdade.- Disse.

— Amanhã tem mais.- Choraminguei.

Sorri.- Tadinho.

— Mas pelo menos sou um cidadão já.- Disse.

Sorri.- Deixa eu ver sua foto do RG.

— Pode ver, sempre saio bonitão.- Disse pegando a carteira e dando a ela.

Suspirei.- Não tem graça com você. Nunca vou mostrar a minha para você depois dessa.- Devolvi o RG dele.- Você devia tomar um banho. Você fede agora e passou o dia caminhando.

— Graças ao meu irmão que me deixou a pé, sem carro.- Disse.

Ri.- Tadinho.

— Amanhã eu resolvo isso e pego o dinheiro também.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Uma coisa, vamos morar aqui?- Perguntei.

— Não sei. Não devíamos morar juntos porque não somos casados, mas né... Se bem que dias da semana vou morar na faculdade, então tudo bem. Hoje eu vim porque você está se adaptando ainda.- Disse.

— Epa, que história é essa de separados?- Perguntei.

— É mais prático. Tenho que sair uma hora mais cedo daqui para chegar na hora lá, e assim fico com as meninas. Elas moram lá.- Disse.

— Então arrumamos um apartamento lá.- Disse.

— Damon, eu quero viver essa experiência com Caroline e Bonnie. Planejamos isso desde de crianças. E nós temos que viver como um casal normal.- Disse.

— Em meu tempo casais se casavam em semanas e não ficavam separados por anos.- Disse.

— Estamos no século 21 e não vamos ficar separados. Não exagere.- Disse.

— Ok, eu vou tomar banho.- Disse me levantando e subindo.

Suspirei. Damon não entende mesmo. O que eu podia fazer? Não posso abrir mão de algo que sempre sonhei, fazer faculdade e morar com minhas amigas... Já abri mão de tanta coisa, não vou fazer isso agora. Ele ia ter que entender.

Fui tomar banho e não ia dizer nada, mas eu estava assustado. Agora tenho 22 anos sem absolutamente nada para fazer. Humanos nessa idade estão se formando, trabalhando e tem toda uma rotina. Stefan tem que viver a vida dele, Elena para a faculdade, Ric tem a mulher e as filhas, e eu não sei o que fazer. Suspirei e sai do banho, indo me deitar.

*****

If I didn't have you there would be nothing left

The shell of a man that could never be his best

If I didn't have you I'd never see the sun

You taught me how to be someone, yeah

*****

Levei uma semana para resolver tudo e estava ficando entediado de não fazer nada. Tinha o meu dinheiro a minha disposição e tenho que dizer não lembrava de ter tanto. Andando de carro por ai, parei em frente ao Grill e não era mais a mesma coisa, estava sem graça e foi quando tive uma ideia. Não tenho faculdade ou cursos, mas de bar eu entendo. Entrei e consegui o contato com o dono, o Grill ia ser meu. Era estranho chegar em casa e Elena não estar lá, afinal, quando ela foi logo voltou mas eu tinha que aguentar não dormir com ela, não tinha outra opção. Depois de muito negociar e levar uma bolada o dono vendeu o Grill para mim, agora eu tinha o que fazer. Fechei e comecei a reformar, tinha várias ideias. Durante esse tempo eu tentava me acostumar com a minha condição, alguns dias eram piores que outros, mas eu estava levando, tentando ser eu. Hoje, seis meses depois, vou inaugurar o Grill e vai ter uma festa. Estava nele arrumando os detalhes quando vi Elena chegar.- Até que fim você chegou.

— Desculpe a demora.- Disse.

— Tudo bem, já estava acabando.- Terminei de conferir as bebidas.- Hey Clay, conferiu o gelo?

— Sim senhor Salvatore.- Clay disse.

— Duas vezes?- Questionei.

— Estou indo.- Clay disse.

Sorri.- Você parece animado, fico feliz.

— Eu encontrei algo para fazer que gosto e como foi na prova?- Perguntei.

— Acho que fui bem.- Disse.

— Você vai passar, é a melhor da turma.- Disse.

— Desde que Liam saiu, acho que sim.- Disse.

— Eu tenho certeza. Já vai voltar a ficar no hospital?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Menos tempo com você, maravilha.- Disse.

— Passa rápido, vai ver.- Disse.

— Tenho certeza.- Disse.

Apenas sorri.

— Sabe se o Ric vai vir? Falei com ele, mas não tinha dado resposta.- Disse.

— Não sei, faz tempo que não falo com ele.- Disse.

— Ele está todo alerta, um suspiro da Jô ele já acha que é um parto.- Disse.

— Jô é uma médica, ela vai saber identificar.- Disse.

— Diz isso para ele.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Parei e olhei ao redor.- Parece quando víamos aqui no começo.

— Sim, parece.- Disse.

— Essa era a intenção.- Fui até ela.

Sorri de leve.- Mas nada é como antes mais.

— Estão melhores?- Perguntei.

O olhei.- Não. Eu não tenho mais família, Matt sumiu, Tyler também, Ric se mudou, Stefan me evita e não o culpo por isso. Se isso é bom então... Nem casa eu tenho. Eu mesmo a destruí.

— Você tem casa, nós temos.- Disse.

— Deixa, esquece.- Respirei fundo e levantei.- Precisa que te ajude em alguma coisa? Sou humana, mas tenho força.

— Preciso sim.- Disse.

— Ok, vamos lá.- Disse.

Ela me ajudou e logo começou a chegar gente. Quando percebi o bar estava cheio. Cheguei junto do Stefan e Caroline.- Está tudo bom?

— Está sim.- Ele disse.

— Stefan, eu estava pensando, você vai ficar por um bom tempo.- Disse.

— Como assim?- Ele perguntou.

— Eu estava pensando, aproveitando esse momento de paz, se você não quer ser meu sócio?- Perguntei.

— Sócio? Bem, eu vou precisar pensar.- Ele disse.

— Sério? É uma ótima oferta. Lorinha, convence ele.- Disse.

— Não me meto nesses assuntos.- Caroline disse.

— Boa ajuda.- Disse.

— Eu sei.- Ela disse, sorrindo.

— E ai? Já pensou?- Perguntei.

Ele riu.- Te digo depois.

— Ok, você gosta do suspense.- Disse.

— Sim.- Ele disse.

— Sem graça.- Disse tomando do whisky e olhando Elena.

Ele sorriu e comeu do amendoim.

— Se precisarem de algo, é só pedir, é liberado para vocês.- Deixei eles e fui ficar de olho em tudo. A festa foi um sucesso, o lucro foi ótimo e me diverti bastante. Já no final fiquei dançando com Elena até que restou nós dois.- Vai ficar hoje?

— Sim, é sexta.- Disse.

— Que bom. Eu adoro sextas e sábados.- Disse.

— Eu também.- Disse.

— E o bar é todo nosso.- A girei.

Sorri.- Sim.

— Não posso imaginar meio melhor de inaugurar esse bar então.- A puxei e a beijei.

Retribui o beijo.

A levantei.- Não tão mais fácil agora sem força extra.- A levei até uma mesa e comecei a tirar a blusa dela.

Ri.- Vai ter que fazer academia.

— Ou você comer menos.- Disse.

— Está me chamando de gorda?- Perguntei.

— Não, que isso.- Terminei de tirar a blusa dela.

— Nossa, muito obrigada.- Disse.

— Que isso amor, você é mais gostosa que qualquer uma que já conheci.- Beijei pelo pescoço dela. Nas primeiras vezes senti uma falta imensa das presas para provocar ela e tal.

Me arrepiei.- Hmm... Sei.

— Está duvidando de mim?- Perguntei.

Sorri.- Não amor.

— Acho bom mocinha.- Tentei arrebentar o sutiã, mas não consegui. Suspirei e tateei até achar o fecho, e conseguir abrir.

O beijei e comecei a tirar sua camisa.

Como não tinha nada na mesa, a deitei ali e deitei sobre ela. Esses meses não tinham sido fáceis, mas esperava que começassem a melhorar.

Envolvi meus braços em seu pescoço e acariciava seus cabelos.

Minha mão desceu pelas pernas dela.- Odeio calças nessas horas.- Disse abrindo a dela.

Sorri.- Paciência gafanhoto.

— Gafanhoto?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Não... Deixa para lá.- Tirei os sapatos e terminei de tirar a calça.- Hmm... O que temos aqui...Vermelho.

— Hoje é seu dia e como gosta de vermelho... Você merece tudo que quiser hoje e sempre, claro.- Disse.

A olhei. Estava sexy com aquela calcinha vermelha, reparei que o sutiã também era. Senti o tesão queimar pelo meu corpo.- Gosto disso, dessa atenção toda, mas gosto muito mais de você sem ela.- Disse tirando a peça.

Sorri.- Tarado do jeito que é, eu sei.

Tirei minha calça e voltei a beijando, sem deixar de pegar nos peitos dela. Eu adorava aqueles peitos.

Gemi e suspirei pesadamente contra os lábios dele.

— Minha gostosa.- Disse botando um deles na minha boca.

Gemi e acariciava os cabelos dele.

Uma das mãos desocupada tocava a perna dela. Aproveitei e afastei a cueca para entrar nela. Quando fomos transar pela primeira vez, eu quase desisti por causa da camisinha, ô coisa estranha, mas depois que ela foi liberada, ficou melhor, quase não usamos mais e o contato pele com pele é outro nível de prazer.

Suspirei e o beijei.

Me ajeitei melhor e entrei nela. Não podia haver nada melhor que isso.

Gemi, mas continuei o beijando.

Comecei a me movimentar e as ondas de prazer me invadiram. Como ela podia ser tão gostosa? Não sei, só que adoro que minha mulher seja assim.

Envolvi minha perna melhor na cintura dele, mantendo-nos perto.

— Você é uma delícia.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

Não podia fazer muita coisa diferente, estávamos numa mesa, mas isso não impediu de aumentar o ritmo e ir mais profundo nela. Sim, eu me preocupei que o sexo não fosse tão bom quanto antes ou que meu desempenho não fosse bom, mas para minha sorte estava indo tudo normal.

O beijei novamente e acariciava seu rosto.

Cravei a mão na coxa da perna que estava em minha cintura e continuei no ritmo que não demorou a nos levar num orgasmo delicioso, e me deixando ofegante sobre ela.- Eu te amo.

— Eu também te amo.- Disse.

— Espero que só a gente batize o bar assim.- Disse.

Fiz cara de nojo.- Também espero.

— Oh merda, nem perguntei se o remédio estava em dia. Ainda não me acostumei com isso.- Disse.

Ri.- Está sim.

Suspirei.- Ainda bem, ainda é muita coisa para lidar para cuidar de bebês agora.

— Verdade.- Disse.

Deitei ao lado dela (ainda bem que escolhi mesas grandes) e tomei folego.- Quanto tempo de faculdade falta?

— Seis anos.- Disse.

— Tudo isso?- Perguntei.

— Sim, mas acho que quero um bebê antes disso.- Mordi meu lábio e percorri seu peito com meu dedo.

— Antes quando?- Perguntei.

— Daqui uns dois anos quando terminar a medicina básica e já poder trabalhar talvez ou quando você me pedir em casamento e tal...- Mexi no meu cabelo.- E não ter que me preocupar tanto com a comida e contas para pagar por ter um bebê.

— Olha quem está querendo casar agora.- Disse.

— E quem disse que eu não queria?- Perguntei.

— Quando me trocou por uma Barbie e uma Susie, mas tudo bem, eu superei isso.- Disse.

— Você não me pediu em casamento, me chamou para morar junto. Não tem a mesma magia.- Disse.

— Ah sim, grande diferença. E sabe que quanto as contas meu dinheiro é seu também.- Disse.

— Eu sei, mas prefiro ter meu dinheiro também.- Disse.

— Eu posso dar a vida confortável que você merece, mesmo que não esteja em meu alcance a felicidade completa, alguma coisas eu posso fazer.- Disse.

— Ninguém tem a felicidade completa, quem tem é sortudo. Bem, talvez você tenha. Afinal todos que você ama estão vivos e perto...- Disse.

— Mas você não.- Disse.

— Meus pais adotivos estão mortos, meus pais biológicos, Jenna... Jer está longe.- Disse.

— Se eu pudesse eu arrastava aquele bundão para cá agora mesmo, mas ele está feliz com o que está fazendo. Pensa nisso como tanta gente que trabalha em outro pais. Claro, não é a mesma coisa, mas não é como se ele estivesse se afastado para ficar longe de você. Ele te ama.- Disse.

— Eu sei, mas ele pode fazer muita merda e eu não saber. Ele pode voltar a se viciar... Ele pode ficar bêbado, pode pegar alguma doença sexualmente transmissível...- Disse.

Sorri.- Elena, ele é adulto.- Toquei o rosto dela.- Você tem que confiar que ele vai ficar bem, em quem ele é. E como vai ser com os nossos filhos? Vai ficar com eles em casa até os 50 anos?

— Alguma objeção?- Perguntei.

— Se forem garotas até os 60.- Disse.

— Ótimo.- Suspirei.- E Jer não é adulto.

— Fala com ele para voltar então e quanto aos seus pais, pelo menos eles te consideravam filha deles e não tentavam te matar.- Disse.

— Isso não faz doer menos.- Disse.

— Eu sei, só estou tentando melhorar.- Disse.

— E ainda tem a Liz, Sheila, Vick... Ela era meio doida, mas tinha o coração no lugar.- Disse.

— Ok, eu desisto de animar você.- Disse.

Ri.- Desculpe amor.- Beijei ele na bochecha. Levantei e comecei a me vestir.

Levantei também, pegando minha roupa e me vestindo.- Não te contei; Stefan vai ser meu sócio. Bem, ele ainda não disse que sim, mas acho que vai.

Sorri.- Isso é ótimo.

— Acho que agora vamos ficar bem, ou melhor eu vou conseguir não estragar tudo.- Disse.

Lhe dei um selinho e toquei seu peito.- Vocês dois são muito diferentes, Damon. Pensam diferente, agem diferente... Você não tem culpa de não ser igual a ele ou ele não ser igual a você.

— Eu sei.- Disse.

— Stefan se sacrifica, você protege. São duas qualidades muito admiráveis e aprendi muito com os dois.- Sorri e me afastei, sentando na mesa e colocando minha bota.

— Olha, quando começa a listar minhas qualidades é que a coisa tá ficando boa.- Disse.

Sorri.- E eu fico orgulhosa quando percebo que falar do meu passado com Stefan não te incomoda.

— Vocês são amigos e sou um homem seguro, certo?- Cheguei junto dela e a beijei.- A não ser que venha dizer que sente falta dele, ai é diferente.

— Ah, o Stefan fazia um negócio que...- Vi a cara dele e ri.- Claro que não sinto falta dele nesse sentido, mas não sinto que somos amigos. Sinto falta do tempo que podia contar com os dois. O que soa egoísta, mas queria que fôssemos amigos.

— Vocês vão voltar a ser, tem sido muita coisa nesse tempo. Aquela loira tá deixando ele tontinho.- Ri.

— É, pode ser.- Levantei.- Vamos? Estou com sono.

— As suas ordens milady.- Ri, fechei tudo e saímos.

*****

All my life you stood by me

When no one else was ever behind me

All these lights, they can't blind me

With your love, nobody can drag me down

*****

POV Damon.

Administrar o Grill acabou sendo um desafio que eu gostava de jogar e quando Stefan decidiu se juntar a mim, ficou mais divertido ainda. Ele cuidada da parte burocrática e chata e eu do bar em si. Fiquei pensando no que Elena disse sobre o casamento, e eu acho que estava pronto para aquilo. Não sabia se estava pronto para os filhos, mas para a ter como minha mulher isso estava sempre. Esperei o aniversário que estava perto para pedir ela. Sim, tive o nervoso até ela responder e quando ela disse sim, me senti o cara mais feliz do mundo. Dali para os meses seguintes foi uma loucura de preparativos, convites, roupas... Ufa, casar é cansativo. Hoje era a véspera e estava um pouco nervoso, Stefan me ligou dizendo que precisava de mim rápido no Grill, então eu fui. Estranhei tudo fechado. Entrei pela lateral e fui para o escritório quando entraram atrás de mim e bateram a porta. Me virei e era uma mulher com uma roupa curtíssima veio na minha direção.- Hmm... Estamos fechados.

— Melhor ainda, não?- Ela questionou.

— Entrou no bar errado, não temos shows assim.- Disse indo para a minha cadeira.

Ela andou até ele , sentando na mesa de frente para mim.- Mas deveriam ter. Teria ainda mais clientes.

— Olha querida não estamos interessados, então não sei como entrou, mas pode sair.- Que merda era aquela? Quem deixou essa louca entrar?

— O outro dono está interessado e disse que podia vir fazer um teste.- Ela disse.

— Ah, o outro dono sabe disso?- Vou matar o Stefan. Ele queria me complicar ou o que?

Ela sentou no meu colo.- Ele disse que você que entende de mulheres, então era para você me ver.

— Ah, ele disse?- Ia afastar ela, mas ela fez foi baixar a blusa e puxar minhas mãos para os peitos delas. Ai a merda ficou pior quando abriram a porta.

— Mas que porra é essa?- Jeremy questionou.

— Jeremy?- Consegui empurrar aquela louca.- Essa louca veio com você?

— Você parece estar se divertindo aqui, não é mesmo?- Ele questionou.

— Divertindo? Estou é sendo atacado. Saia de cima de mim ou vou te jogar no chão.- Disse.

— Eu sabia. Sabia que você só machucaria a Elena, nenhum de vocês presta e ainda trata a pobre garota como objeto. Nem mulher você consegue tratar direito, não é mesmo Damon?- Ele questionou.

— Que objeto, tá maluco? Vou me casar amanhã!- Ela saia e eu me levantei.- Olha, não sei o que está pensando, mas eu nunca trairia a Elena, entendeu?

— Você tem o costume de estragar tudo. Não sei porque ela foi tão idiota de preferir você ao Stefan.- Ele ameaçou sair da sala, mas se virou.- E lembre-se; eu sou mais forte que você agora, se você chegar perto da Elena, eu te arrebento a pau.

— Como? Volta aqui moleque.- Ele ia saindo e eu o segui. Não era possível que ia dar tudo errado agora. Ele correu até o salão principal e quando o alcancei, acenderam luzes e vi foi todos rindo da minha cara.- Fala sério.

— Caiu que nem patinho.- Jeremy disse.

— Eu vou matar vocês.- Disse.

— Mata não chefe.- Ele passou uma garrafa.- Toma ai e relaxa.

— Eu sou um ótimo ator, né não? Se bem que a parte de te arrebentar a pau eu tenho vontade desde do acidente com meu pescoço.- Jer disse.

Bebi e percebi que era tequila.- Como disse, foi acidente cunhadinho.- Vi Stefan e Ric (ele tinha vindo para o casamento) vindo com um bolo um tanto estranho.- O que seria isso?

— Uma bunda ué.- Stefan disse.

— Vocês são malucos.- Ri.

— Talvez.- Stefan disse.

— Ric, você ajudou nisso?- Perguntei.

— Mas é claro.- Ric disse.

— Vocês são umas pestes, sabiam?- Disse rindo e pegando um doce em forma de peito.

— Sabemos sim.- Stefan disse.

Olhei e a festa não poderia ser mais engraçada. Tinha bundas e peitos por todos os lados.- Adorei.

Stefan deu de ombros.- Eu sou bom em tudo que faço.

— Humilde.- Disse.

— Eu sei.- Stefan disse.

— Então chefinho preparado para sua despedida de solteiro?- Clay questionou.

— Depois do susto sim.- Disse.

Rimos e fui curtir com eles. Fizeram brincadeiras, tiramos fotos... Não podia ter pedido uma despedida melhor. Eu só dormi porque estava cansado, mas a ansiedade tomava conta de mim.

*****

POV Misto. (Elena e Damon.)

O dia do casamento chegou e estou realmente nervosa. Com certeza é o dia mais feliz da minha vida e eu ainda não sei lidar com isso. Não sei se serei uma boa esposa, uma boa mãe... Suspirei. Pelo amor de Deus, nem cozinhar eu sei. Como vou fazer isso? Ai meu Deus. Bem, depois que me acalmei um pouco, tomei um bom banho e fiz o ritual de beleza que todas as noivas passavam. Ok, eu sei que não sou uma modelo super linda ou uma atriz maravilhosa, então esses tratamentos de beleza não vão fazer milagre, mas não sou tão feia assim. Me arrumei e se antes eu debochava do fato das noivas reclamarem da demora de se arrumar, agora eu entendo. Tudo demora mesmo! Bom, depois de umas três horas de arrumação, respirei fundo e ia descer quando me dei conta de uma coisa. Com quem ia entrar no casamento? Não decidimos isso. Foi tudo tão rápido que esse detalhe se perdeu... Ai. Será que ia ter alguém me esperando? Elena, calma. Se não tiver, vai entrar sozinha. Ok. Respirei fundo e desci.

— Ai meu Deus, você tá linda.- Caroline disse.

Sorri.- Obrigada.

— Elena.- Jer chegou junto dela.

Sorri.- Oi Jer, você tá lindo.

— Não mais que você.- Ele a abraçou.

Retribui o abraço.- Obrigada.

— Tem certeza que quer isso? Ainda dá tempo, o meu carro tá perto.- Ele disse.

Sorri.- Quero sim. Eu amo ele, mas qualquer coisa você resolve para mim.

— Olha, ontem eu quase fiz sabe.- Ele disse.

— Porque?- Perguntei.

— Nada não.- Ele disse.

— Ok.- Disse.

— Para com isso Jer. Vamos? Você já tá atrasada.- Caroline disse.

— Caroline defendendo Damon? Isso é novidade.- Ric disse.

— Não estou defendendo, só não quero que fique nervosa a toa.- Caroline disse.

— Tudo bem, vamos lá.- Ric disse e foram.

Eu estava uma pilha, andava de um lado para o outro e ela estar atrasada não ajudava.- Será que aconteceu alguma coisa?- Stefan e Bonnie estavam comigo.-Não devia ir lá?

— Noivas se atrasam.- Bonnie disse.

— Mas já tem dez minutos.- Suspirei.- Será que ela desistiu?

— Damon, deixa de paranoia.- Bonnie disse.

— Ouve o que está acontecendo Stefan, vê se está tudo bem.- Disse.

— Damon, para.- Stefan disse.

A festa era na lateral da nossa casa, estava tudo arrumado nas cores que ela escolheu; vermelho, dourado e cinza, mas nada disso estava me acalmando. Do nada apareceu Caroline dizendo para irmos para nossos lugares e suspirei.- Até que enfim.- Fui para o meu, depois Caroline e Stefan vieram, depois Jô, por ultimo Bonnie. Estranhei; cadê Ric e Jeremy? Logo minha resposta veio, quando eles apareceram, um de cada lado da Elena que estava linda. Não, linda não chegava aos pés dela.

Sorri quando o vi. Estava tão lindo. A musica começou e começamos a andar até o altar.

E levava alguns momentos da minha vida comigo, coisas boas durante as décadas, mas nada se comparava com isso. Elena estava maravilhosa, o vestido era perfeito. Era branco, tomara que caia, coberto de renda, justo ao corpo que deixava os peitos e a cintura dela incríveis. O cabelo estava de lado e ondulados, soltos e usava algumas joias e na mão um buque de rosas vermelhas. Acho que nunca a vi tão linda. Estava hipnotizado por aquela visão, principalmente pelo seu sorriso, tanto que fiquei tonto quando eles a entregaram a mim.- Você está perfeita.

Sorri.- Você também está.

— Casal perfeito então.- Pisquei e a cerimônia começou. Eu não entendi muito isso de cerimonia, mas segui tudo como me foi explicado e quando chegou na hora dos votos, esperava sair bem. Olhava ela e repetia o que passei dias escrevendo.- Eu espero que tenha tudo o que deseja. Eu te disse isso no dia que nos conhecemos e naquele dia não imaginava que você seria tudo o que eu desejaria. Você é a mulher mais incrível que já conheci, eu te digo isso sempre e é a mais pura verdade. Você trouxe para minha vida luz na escuridão que eu vivia e agora eu tenho coisas que não esperava ter; meu irmão, amigos e começando uma família com você. Eu sou o cara mais sortudo do mundo por ter sido aceito por você Elena Gilbert, e agora poder dizer que é a minha mulher, amor da minha vida.- Coloquei a aliança e beijei.

Sorri.- Damon Salvatore, você é o tipo de cara que normalmente eu nunca daria uma chance, mas estaria perdendo muito com isso. Você é uma das pessoas mais complexas que eu conheço e uma das que mais se entrega quando ama. E eu o admiro muito por isso.- Peguei na mão dele e coloquei a aliança.- Eu te amo Damon Salvatore e como já te disse; me arrependo de muitas coisas, mas nunca de te amar.

Não aguentei, então a beijei, mas com os protestos tive que parar. Terminamos a cerimonia e fomos para a festa. Eu gostava de tirar fotos, mas aquelas meninas se superaram dessa vez. Depois de umas três horas estava cansado de fotos e só queria pegar a minha mulher e ir para a lua de mel. Conseguimos tempo para dançar bastante e enquanto ela foi no banheiro, parei junto do Ric.- As pirralhinhas tem energia extra é?- Disse olhando as meninas junto a Caroline e Bonnie pulando a toda.

Ele riu.- Com certeza.

— Não sabia que casamentos cansavam tanto.- Disse bebendo um whisky. Uma das coisas que mais sentia falta era de poder beber a vontade, agora passo o dia num bar e mal posso beber um copo.

— Verdade.- Ele disse.

— É tão difícil quanto parece?- Questionei.

— Eu não acho. Amo a Jô e as meninas.- Ele disse.

— Eu nunca cuidei de um bebê, o mais próximo que cheguei foi das suas que odiaram o meu colo. E Elena quer filhos logo, como se prepara para isso?- Questionei.

— Não se prepara.- Ele disse.

— Que sorte então.- Disse.

— Muita.- Ele disse.

POV Elena.

Conversava com Jô, Jer, Matt e a namorada, e Tyler.

— Parece que tudo acalmou mesmo por aqui.- Jer disse.

— Acalmou? Do que? A cidade é bem pacífica.- Penny disse.

— Sim, pacifica até demais. Até os ataques de animais pararam.- Tyler disse.

— Verdade.- Jô disse.

— Vai ver domesticaram todos eles.- Matt sorriu.

— É, estão todos em coleirinhas, bem mansinhos.- Jer disse.

— Mas animais devem ser livres. Isso vai contra a lei.- Penny disse.

— Isso é.- Matt disse.

— Mas voltamos a ser como era, tudo calmo, é até estranho.- Tyler disse.

— Sim. Como não sentir falta do colégio?- Jer questionou.

— Você sentir falta do colégio? Sei.- Disse.

— Sei bem do que sente falta.- Tyler disse.

— Nossa época de colégio foi louca.- Matt disse.

— Mas mesmo assim foi uma das melhores épocas também.- Disse.

— Verdade. Vai continuar por aqui Elena?- Tyler perguntou.

— Com certeza.- Disse.

— Você ama aqui.- Jer disse.

— Foi onde cresci, onde nós crescemos. Só sentirei falta de vocês por aqui.- Disse.

— Bem, quanto a isso eu tenho uma novidade. Vamos ser transferidos para cá.- Matt disse.

— Sério? Isso é ótimo.- Disse.

— Viu? Seus problemas de ficar sozinha vão acabar antes que enjoe e mate seu marido.- Jer disse.

Ri.- Eu tenho Bonnie e Caroline, só queria que fosse possível voltar como antes.

— Pedindo assim fica difícil para mim ficar dizendo não.- Jer disse.

— Jer, você não tem que sentir obrigado...- Disse.

— Droga você estragou o meu presente com essa conversa.- Jer disse.

— Eu disse que ela ia perceber de algum jeito.- Matt disse.

— Jer, você vai vir morar com a gente?- Questionei.

— Na mesma casa não sei, mas na cidade sim.- Jer disse.

Suspirei.- Ah sim, ok então.

— Para de torturar ela, é o casamento dela. Você já até acertou o quarto com o seu cunhadinho amado.- Tyler disse.

Sorri.- O que?

— Tyler, você acabou com a surpresa, obrigado.- Jer disse.

— De nada.- Tyler disse.

Sorri e corri para o colo dele.- Meu bebê vai voltar para casa. Um bebê que consegue me pegar no colo, mas um bebê ainda.- Enchi ele de beijos.

— Ai, calma Elena, olha o seu vestido.- Ele ria.

— Quem liga para vestidos?- Continuei beijando ele.

— Ai que fofo bebezão.- Matt disse.

Abracei ele.- Nunca mais vou deixar você ir embora e nenhuma garota vai te tirar de mim novamente, viu mocinho?

— Nossa, que protetora.- Jer disse.

— Sim, demais.- Sorri.- Isso foi o melhor presente que poderia ganhar em dois anos.

— Que bom meu amor.- Ele retribuiu o abraço.

Sorri e respirei aliviada. Meu coração já estava apertado em pensar em me despedir.

— Agora vai curtir o resto da sua festa, teremos muito tempo para isso.- Ele disse.

— Nossa, tá me expulsando?- Questionei.

— Nunca amor.- Ele disse.

— Ótimo. Damon está conversando com Damon então não faz mal.- Disse.

— Quem disse que para ai? Já que ele não pode me matar, vou te roubar da lua de mel.- Jer disse.

— Olha, acho que ir para Cancun é muito bom para se perder.- Disse.

— Isso é verdade. Afinal o sexo não é o exclusivo da lua de mel mais.- Jô disse.

— Verdade.- Disse.

— Você tá falando com a sua irmã assim? É, você ainda é esquisito.- Matt disse.

— Você achou que tinha mudado? Coitado.- Tyler disse.

Ri.- Eu não me importo. Ele é fofo.

— Ah, fofinho.- Matt provocou.

Sorri. Era bom estar com eles ali.

POV Misto. (Elena e Damon.)

Fiquei um bom tempo conversando com Ric, depois Stefan se juntou. Era estranho ainda, mas um estranho bom ficar assim. Depois chamaram a gente para os discursos horrorosos, dançar e se divertir. A festa estava já no final quando Elena e eu saímos, indo para o aeroporto mais próximo, depois pegando o avião para Cancun. Só não me pergunte como foi a viagem, porque estávamos tão cansados que dormimos o voo todo. Chegamos a Ilha e depois de fazer o check in no hotel, fomos para a nossa suíte, nada menos que presidencial. Subimos e entramos no quarto.- Wow, é mesmo lindo.- Disse olhando a vista.

— Demais.- Disse.

— Valeu a pena insistir pela suíte.- Disse.

Ri.- Sim.

— Então por onde começamos? Cama né?- Questionei.

— Você quer dizer chuveiro e comida. Estou louca por um banho e comer.- Disse.

— Eu também estou pensando em comer...- Disse.

— Ok, pede a comida que vou tomando banho.- Disse.

— Não esse comer...- Disse.

— Qual então?- Perguntei.

Suspirei.- O que quer? Café ou comida mesmo?

— Hambúrguer, fritas com cheddar, anéis de cebola e bacon.- Sorri me sentindo salivar.- E um pouco de salada, estou de dieta.- Fui para o banheiro.

— Dieta, sei.- Liguei fazendo os pedidos. Peguei uma roupa e coloquei as malas num canto. Olhei minha aliança; uma coisa tão pequena significava tanto. Sorri. Tinha que deixar as besteiras de lado e viver as boas. Liguei a TV e fiquei esperando ela.

Tomei o banho tirando tudo da viajem e do casamento, relaxando os ombros na água quentinha. Lavei bem meu cabelo e o rosto, tirando a maquiagem toda. Como era a tardinha, acho que passaríamos o resto do dia no quarto mesmo, então sai, coloquei a calcinha e camisola que separei para hoje, passei um hidratante, enxuguei um pouco o cabelo, penteei e voltei ao quarto.

Tinha acabado de mandar uma mensagem a Stefan que chegamos bem quando ela saiu do banheiro. Meu olhar a pegou de baixo para cima; as pernas maravilhosas, a camisola branca começava nas coxas dela e subia com alguns detalhes transparentes de renda nas laterais e nos seios que estavam maravilhosos ali, os cabelos molhados ainda davam um ar mais sexy a ela... Ah, acho que fiquei excitado no mesmo segundo.

— A melhor coisa do mundo é tomar um banho e comer.- Passei por cima dele e me deitei na cama.- Vai demorar muito para a comida vir?

Ela passou aquela bunda bem na minha cara quase; quer me matar?- O que?

— A comida vai demorar?- Perguntei.

— Ah, acho que não.- Disse olhando o belo decote dela.

— Ok, que bom.- Suspirei e vi que tinha uma cafeteira ali.- Vou passar café. Quer?

— Quero que você acabe com essa tortura comigo.- Disse.

— Tortura?- Levantei e fui colocar o café a passar.

— Sim. Primeiro aceita a ideia maluca da Caroline; um mês sem sexo para dar um ar mais intenso nas núpcias. Quem precisa de tanto tempo para isso?- Questionei.

— Para mim foi muito bom, ganhei muito tempo para estudar.- Liguei a cafeteira e me virei.- E nem é tanto Damon.

— Ah que bom que gostou da companhia dos livros em vez da minha.- Disse.

Ri e fui até a cama, sentando no colo dele, uma perna de cada lado.- Deixa disso. Sabe que prefiro você, mas ser médica é meu sonho e preciso estudar muito para isso.

— Não sei não. Ando me sentindo muito abandonado.- Disse.

Lhe dei um selinho.- Vai ter que esperar mais um pouco. Estou morta de fome e minha barriga está roncando.

— Depois de livros, trocado por um hambúrguer. Para que vida melhor?- Questionei.

— Não é só hambúrguer, é fritas com cheddar e anéis de cebola.- Disse.

— Cebola... Que noite me aguarda.- Disse a botando na cama e indo pra o banheiro.

— Cebola a milanesa frita não deixa mau hálito.- Gritei para ele no banheiro.- E teria que aturar se deixasse, é meu marido não namorado que a gente esconde os defeitos.- Deitei na cama de bruço.

Ri e tomei meu banho para relaxar, ainda faltava muito para rolar alguma coisa. Sim, estou rabugento pela falta de sexo. Não era comum eu ficar antes da Elena e depois conosco vampiros era uma rotina intensa, mas depois que voltamos a ser humanos, meu corpo explode de hormônios incontroláveis, me deixando de péssimo humor, e só a tenho três finais de semana. Sim, porque tem que descontar quando ela está menstruada ou tem provas. E a ultima foi essa ideia da Caroline... Pelo amor de Deus, eu estou pirando aqui. A um mês e meio sem sexo. Suspirei e terminei o banho. Me sequei, coloquei uma cueca, passei minha colônia e voltei ao quarto. Olho para cama e ótimo; ela está com a bunda virada para mim.

— Não vai se vestir para atender a porta quando chegar a comida?- Questionei.

— Algum problema em como estou?- Perguntei.

— Nenhum, foi só uma pergunta.- Disse.

— Ótimo.- Disse.

— Ok.- Disse.

Suspirei e eu não aguentava aquilo.- Deus, ainda sou péssimo em controlar esses hormônios.- Disse deitando ao lado dela e passando a perna por cima dela, beijando seu ombro.

— E eu estou ficando de mau humor, essa comida não vem. Você pediu quando entrei para o banho e você já tomou banho também e nada. Mas que hotel com atendimento de merda esse.- Disse.

— Agora você entende o meu lado.- Disse.

— Que lado?- Perguntei.

A campainha tocou e fui atender. Era um casal de atendentes. A moça me olhou como se me despisse ali mesmo. Sim, vieram dois. Porque não pedi só o hambúrguer dela, pedi um buffet inteiro.

— Comida!- Comemorei e sai da cama, indo para uma poltrona que não desse para ver da porta, afinal estou de camisola.

— Parece um bebê.- Disse e eles terminaram de colocar tudo.

— Precisa de mais alguma coisa senhor?- Ela sorriu.

— Não, obrigado. Podem sair.- Dei a gorjeta e saíram.- Pode vir esfomeada.

Peguei as minhas coisas e me sentei na cama, começando a comer.

Olhei ela comendo.- Feliz?

— Agora sim.- Disse.

— Que bom.- Fiz um sanduíche e sentei junto dela, beijando seus cabelos.- Desculpa meu mal humor. Fome com os companheiros de baixo doloridos de tesão não é uma boa combinação.

Sorri e beijei sua bochecha.- Tudo bem, eu vou te recompensar depois.

— Vai é?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Gostei dessa parte.- Comi mais um pouco. Adorava peito de peru. Durante o tempo de adaptação a parte boa foi a comida, quer dizer, descobrir o que eu gostava e o que não gostava agora que sentia o gosto plenamente.

Sorri e comi da batata. Quando terminei de comer, juntei tudo que sujei e coloquei no carrinho que trouxeram a comida. Peguei um café e fiquei tomando.

Acabei de comer e escovei os dentes. A porta da varanda do quarto estava aberta e cheguei ali, o mar estava lindo com o pôr do sol. Era muito melhor curtir o sol sem medo que ele me faça em churrasquinho. Até gosto bastante em ficar tomando sol quando tenho tempo.

Sentei na poltrona e encolhi as pernas. Enquanto tomava o café via uma revista que tinha ali.

Me virei e olhei Elena.- Vai ficar ai tomando café é?

— E você vai ficar olhando para o nada como se fosse interessante?- Perguntei.

— Estou esperando você terminar todo o seu rito de comer para partir para nossas núpcias.- Disse.

— Eu já comi.- Disse.

— Já acabou tudo?- Perguntei.

— A um tempo já.- Disse.

— Até que enfim.- Estava mesmo cansado de esperar e de ser paciente. Fui até ela, tirando a xicara da sua mão e a beijei, coisa que quero fazer desde que botei os pés aqui.

Retribui o beijo.

A peguei e a levei para a cama. Tinha que conseguir me controlar melhor, ando oscilando muito. Isso pode me trazer problemas.

Envolvi meus braços no pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Toquei as pernas dela, subindo a camisola.- Bela camisola.

Sorri.- Fico feliz que tenha gostado.

— Gosto de tudo o que você faz.- Disse beijando o pescoço dela.

— Vou fingir que acredito.- Me arrepiei ao beijo dele.

— Você sabe que é verdade.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Minhas mãos subiram mais e tirei a camisola.- Depois você vai ficar desfilando com ela para mim.

Ri.- Para que?

— Para ai eu voar em cima de você, tirar e começar tudo de novo.- Disse.

Ri.- Combinado então.

A beijei e peguei nos peitos dela. Ah, que saudade estava disso.

Retribui o beijo e envolvi minhas pernas na cintura dele, mantendo-nos junto.

O beijo ficava mais intenso enquanto eu mais excitado. Afastei minha cueca e me separei para tirar sua calcinha, quando me juntei a ela de novo, fui já a penetrando.

Suspirei pesadamente contra seus lábios, mas sem deixar de beija-lo. Minha mão descia pelas suas costas, acariciando por ali.

Me movimentei dentro dela e senti aquele mal estar sair de mim. Elena era minha, minha mulher.- É bom ter você de volta senhora Salvatore.

Sorri.- Senhora Salvatore? Gostei.

— Eu mais ainda.- Gemi e aumentei nosso ritmo.

Gemi também e o beijei novamente.

Era engraçado como sempre que transamos a sensação de estar com ela era melhor. Por mais que conhecesse aquele corpo, tinha prazer em toca-lo e beija-lo em cada parte; uma hora de mais intensidade e selvagem, ou de calma e carinho. Ela era sempre perfeita. Assim como sei que essa lua de mel vai ser.

*****

All my life you stood by me

When no one else was ever behind me

All these lights, they can't blind me

With your love, nobody can drag me down

*****

Mais um ano se passou e hoje era o dia da minha formatura; sim! Bem, pelo menos da medicina básica, mas ainda assim... Teria uns três meses de férias e depois começava Pediatria. Meu casamento com Damon estava tudo ótimo, também ainda não faz um ano, mas espero não termos grandes problemas. Como hoje era o dia das formaturas, não participaria da formatura da Bonnie e nem da Caroline, e nem elas da minha, são tudo na mesma hora. Terminei de me arrumar na sala de aula que separaram para isso e fui me juntar a minha turma. Já íamos entrar.

Me sentei no lugar e esperava Elena entrar. Até que enfim essa faculdade acabou, a fase pior de interna no hospital também, espero que ela fique mais em casa agora. O Grill estava indo muito bem. Eu e Stefan nos damos muito bem no trabalho. Claro que tem uma briga ou outra, mas é normal. Logo começaram a chamar os alunos e fiquei esperando por ela.

A cerimônia foi linda e emocionante. Me despedi dos meus colegas e olhei em volta. Vi Damon, Jer, Ric e Jô e fui até eles.

— Meu amor.- A peguei e girei.- Meus parabéns.

Sorri.- Obrigada.

— Estou tão orgulhoso de você.- A beijei.

— Vamos lá para casa, pessoal? Encomendei pizzas e doces.- Disse.

— Opa, pizza. Estou dentro.- Jer disse.

— Você mora lá, criatura.- Disse.

Jô riu.- Vocês são tão fofos. Ric vive resmungando o quanto sente falta de vocês dois.

— Ei, eu não fico resmungando.- Ric disse.

— Ah é? Nem parece. Ele nos abandonou.- Disse.

— Verdade, já cansamos de chamar ele de volta.- Disse.

— Verdade. Só falta vocês darem o braço a torcer e voltar.- Jer disse.

— O Jer e o Damon já sabem que o Jer quando casar vai morar nos fundos da nossa casa.- Disse.

— Como é?- Questionei.

— O que você já sabia.- Disse.

— Sabe que vai pagar aluguel né?- Questionei.

— Eu não, seu irmão não paga, mas ai Ric, você pode voltar. Seria muito bom.- Jer disse.

— Temos que avaliar isso ainda. Vamos ver. Talvez pegamos umas peças da casa de vocês.- Ric disse.

— Pode ficar a vontade.- Jer disse.

Ric riu.- Ok.

— Ótimo. Stefan vai com as meninas. Vamos então?- Perguntei.

— Vamos.- Disse.

Fomos para casa e estava feliz por ela. A nossa casa agora, apesar de não ter mudado muito, era muito mais alegre. Tinha várias fotos do nosso casamento, lua de mel, minha e Stefan no Natal, ela e Jer, e dos nossos amigos. Quando chegamos tirei algumas com ela de beca e depois ela foi se trocar. Peguei as coisas que ela encomendou e botei na sala. Senti alguém chegar junto de mim.- Diga mini Ric.

— Quero comer.- Katie disse.

Olhei a mesa e peguei um doce.- Isso serve?

— Sim.- Katie pegou e saiu correndo.

Ri e voltei para a sala. Stefan e as meninas tinham chegado também.- Olha se agora não é o trio "eu tenho faculdade".

— E eu tenho dez.- Stefan disse.

— Dez? E Damon nenhuma?- Caroline questionou.

— Não.- Disse.

— Dá para perceber quem é o preguiçoso.- Ela disse.

— E sei falar Português, Espanhol, Francês, Italiano, Alemão, Russo, Japonês e Chinês. Além de cursos de culinária, confeitaria e etc.- Stefan disse.

— Stefan é dos bons.- Bonnie disse.

— Metido.- Joguei a almofada nele.

— Tem como não amar?- Ela o beijou.

Desci.- Desculpe a demora. Tive problemas com o cabelo. Meu colar se enredou nele, mas resolvi.

— Espero que não tenha que ter cortado como quando éramos crianças.- Matt disse.

— Ainda bem que não.- Disse.

— Vocês todos cresceram juntos?- Penny perguntou.

— Eu, Bonnie, Car, Elena, Matt e Jer sim.- Tyler disse.

— Deve ser legal.- Penny disse.

— Sim, é.- Bonnie disse.

— Por coisas assim que gosto de morar nessa cidade, são todos tão legais.- Penny disse.

— Demais.- Liv disse.

Bonnie sorriu.- Tentamos ser.

— Então Stefan, vai parar de enrolar a Car quando?- Matt questionou.

— Matt!- Caroline exclamou.

— Não acredito em casamento. Não para mim.- Stefan disse.

— Ih Caroline.- Tyler disse.

— Estamos bem como estamos.- Caroline disse.

— Pois é.- Bonnie disse.

Rimos e fomos para a mesa comer. Tinha bastante coisa, então dava para todo mundo.

— Elas estão terríveis.- Liv disse.

— Sim.- Jô disse.

— Será que vai ser pior que você e Luke juntos?- Tyler perguntou.

— Com certeza vai. E quando vocês vão começar?- Liv perguntou a Damon.

— Nós?- Olhei Elena.- Ainda não.

— Sim.- Disse.

— Ah, nós queremos sobrinhos logo.- Caroline disse.

— Eu também quero um pestinha para perturbar.- Jer disse.

— Por enquanto não.- Disse.

— Está certa, ainda vai ter fases puxadas pela frente no hospital.- Matt disse.

— Não me fale isso.- Disse.

— É, pois é.- Disse.

— O Ric que sabe bem como é, não é Ric?- Tyler perguntou.

— Sobre?- Ric questionou.

— Ser casado com uma médica.- Tyler disse.

— Ah, eu admiro muito a Jô no que ela faz, o resto é o resto. O importante é ver ela feliz salvando vidas. Sei o quanto isso a deixa realizada e o quanto é devastador perder um paciente.- Ric disse.

— Mas o caso da Elena vai ser diferente. Ela vai ser médica de consultório, então faz seu próprio horário.- Jô disse.

— Não sei se eu aguentaria sempre tanta criança.- Liv disse.

— Acho que é costume.- Matt disse.

— Melhor que adolescente.- Bonnie disse.

— Deus me livre.- Disse.

Todos riram.

*****

Nobody, nobody

Nobody can drag me down

Nobody, nobody

Nobody can drag me down

*****

Seis meses se passaram desde da minha formatura e tudo estava ótimo, até hoje. Semana passada eu fiz um teste de farmácia pois estava achando estar grávida, deu positivo, então fui fazer um de sangue e hoje peguei o resultado. E sim, estou grávida. Eu mais do que tudo queria um filho para logo quando me casei, por mim teria ficado grávida a um ano e meio atrás, mas Damon deixou claro que não queria, então o respeitei. E agora como vou contar a ele que isso aconteceu? Esqueci de tomar o anticoncepcional por duas noites porque fiquei muito atordoada com as provas... Não sabia que ia acontecer por um pequeno deslize. Ele vai ficar louco. O pior é que a culpa é minha, então não tenho a quem culpar ao invés de mim. Suspirei. Estava na frente do grill e tomei coragem para entrar. Subi para o escritório dele, bati na porta e abri um pouco.- Posso entrar?

Estava no telefone e vi Elena. Sorri e mandei ela entrar. Terminei a ligação e fui até ela, a beijando.- Achei que ia dormir o dia todo.

— Eu preciso falar com você. Senta.- Disse.

Estranhei o jeito dela, mas fiz como pediu.- Tudo bem? Passou mal de novo?- Ela vinha passando mal alguns dias e esse era um dos maiores medos que eu tinha; de acontecer algo e eu não poder fazer nada.

Respirei fundo.- Primeiramente queria pedir desculpas. Sei que não vai gostar.

— Desculpas? Pelo o que? O que está acontecendo?- Não ia ficar sentado e fui até ela.

Suspirei e entreguei o exame a ele.

Peguei aquilo de coração na mão; um exame? Ela estava doente? Comecei a ler e... Positivo. Não foi difícil entender para que.- Você tá grávida?

— Sim.- Disse.

Grávida... Íamos ter um filho.- Você não está doente! Vamos é ter um bebê.- A abracei.

Franzi o cenho.- Essa não era a reação que eu esperava.

— Sabe o quanto me assustou esses dias? E estava esperando o que?- Questionei.

— Bem, você sempre deixou claro o quanto não queria um filho agora. E quando perguntam sempre diz que agora não...- Disse.

— E se deixar por mim nunca iríamos ter, mas não é por não querer um filho, é que...- Suspirei.

— O que?- Perguntei.

Soltei ela e me encostei na mesa.- Eu não tive um bom pai, por mais de um século fui uma pessoa ruim, para não dizer um demônio. O que eu teria de bom para oferecer a ele, para não estragar tudo? Vejo o Ric com as meninas e não sei ser assim.

— Damon Salvatore, ficamos sabendo que Klaus é pai. Você imagina isso?- Questionei.

— Nem em um milhão de anos.- Disse.

— Exatamente.- Me aproximei e toquei seu rosto.- Você é e sempre foi melhor que ele. Cometeu erros? Muitos. Fez coisas ruins? Muitas. Mas eu, mais do que qualquer um, sei que você mudou. Sei o quanto lutou com esse seu lado e o quanto muitas vezes quis ceder, mas não o fez. Você é forte, vai ser um ótimo pai e é um ótimo marido. Então para com essa bobagem, ok? Não fica remoendo essas coisas.

— Você é a melhor nisso, sabia?- Questionei.

— No que?- Perguntei.

— Em mostrar as coisas boas e ser otimista.- Disse.

Sorri.- Eu sou assim. Elena Gilbert Salvatore, sempre otimista.

— A melhor esposa do mundo.- Disse a beijando.- Vamos ter um bebê.- Ri.

Sorri.- Sim, vamos. Espero que seja lindo como você.

— Bem, isso eu tenho certeza que vai ser.- Disse.

Ri.- Eu sei.

A beijei.- Caramba. Será que foi naquele dia que você veio aqui? Nós nos empolgamos nessa mesa...

— Acho que não. Foi no meio das minhas provas.- Disse.

— Oh, então já sei. Foi a minha invasão para te fazer relaxar.... É, deu muito certo.- Disse.

— É, e com isso eu tirei um triste e vergonhoso B.- Disse.

— Oh tadinha.- Beijei ela. Apesar do meu medo, ia conseguir fazer isso, ia ser um bom pai para o meu filho.

Sorri.- Vou te deixar trabalhar. Nos vemos em casa.

— Tudo bem e pode ir se preparando.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Comemoração.- Sorri, piscando para ela.

Ri.- Tarado.- Lhe dei um selinho.- Até mais tarde.- Sorri e sai.

*****

I've got fire for a heart, I'm not scared of the dark

You've never seen it look so easy

I got a river for a soul and baby you're a boat

Baby, you're my only reason

*****

Nove meses se passaram e agora já é Julho, mais especificamente 15 de Julho. Nesse momento me encontro deitada na cama do hospital, esperando para ser levada para a sala de parto. Eu tive uma gravidez bem normal; sem muitas dores, enjoos ou desejos. Foi bem tranquila. E ia ser um menino! Um menininho lindo e fofo. Estou torcendo que seja parecido com Damon, ia ser fofo e engraçado ao mesmo tempo. Damon estava bem nervoso, o que não entendia, afinal sou eu que vou sentir a dor, mas ok. Depois de um meia hora parada no quarto, a médica veio me buscar e me levou para a sala do parto.

Eu estava uma pilha, meu filho ia nascer. Andava na sala de esperar de um lado para o outro, Stefan chegou e tentou me acalmar, mas não adiantou muito. A enfermeira veio perguntar se eu queria entrar e depois de um momento de dúvida, respondi que sim. Coloquei a roupa que me deram e entrei na sala. Elena já estava lá.- Hey.- Beijei os cabelos dela e peguei sua mão.

— Hey.- Sorri.- Não se esquece de filmar. Pode ser com detalhes.

— Detalhes? Não quero ninguém vendo essa parte sua.- Disse.

— Damon!- Ri.- Ninguém vai achar sexy essa hora e ninguém que conhecemos está interessado em mim, então desencana.

— Ok, ok.- Peguei o celular. Já tinha feito algumas filmagens antes, então era só continuar.

— Certo Elena, vamos? O bebê já está vindo, então você já sabe.- A médica disse.

Respirei fundo.- Ok, vamos lá.

Eu me dividi entre ficar com ela e filmar, até que um dos auxiliares pegou a câmera e eu pude ficar com ela. Me cortava o coração ver ela com aquela dor, mas era algo que não podia mudar. A apoiei até que ouvi o som mais gostoso do mundo (pelo menos nesse instante eu achava). Beijei Elena e os médicos o colocaram junto da gente.

Sorri e toquei o rostinho dele.- Oi meu amor.

Ele diminuía o choro e senti... Só sei que percebi meus olhos mareados ao ver os dois assim.

Sorri e beijei a cabecinha dele. Hoje com certeza é o dia mais feliz da minha vida. Sem sombras de duvida.

Antes que pudéssemos babar mais nele os enfermeiros o pegaram e o levaram. Pediram para eu sair que iam cuidar dela, e o fiz. Voltei a sala e encontrei o pessoal avisando a todos que tinha corrido tudo bem. Levou um tempinho até permitirem que eu fosse para o quarto que ela estava, e quando cheguei lá ela dormia e deixei assim. Depois de algumas horas ela acordou e chamei a enfermeira para buscar o bebê. Estava ao lado dela quando ela voltou.

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— Algum esfomeado está chamando pela mãe a algum tempo.- A enfermeira disse.

— Ah, ele puxou você nisso.- Sim, ele chorava.

Ri.- Tadinho.- Peguei ele no colo.

A enfermeira ajudou a ela a dar de mamar a ele e depois saiu.- Ele é grandão, lembro que as meninas do Ric eram menores.

— Por isso doeu para sair.- Sorri.

— Tadinha.- Beijei ela no rosto.- A médica disse que ele é super saudável.

Sorri.- Sim e lindo demais.

— O cabelo já sei que é igual ao meu.- Disse.

— Espero que os olhos também.- Disse.

Sorri e ela terminou de amamenta-lo.- Posso pegar?

— Claro.- Dei a ele.

Meio sem jeito o segurei e tudo que já passei, nada se comparava aquilo.- Oi garotão, sou seu pai. Sei que você está pensando “Que sorte de ter um pai tão lindo”.

Sorri.- Com certeza.

Toquei o rostinho dele e bateram na porta. Vi meu irmão aparecer.

— Posso?- Ele pediu.

— Claro, entra.- Disse.

Ele entrou e sorriu.- Ele é lindo. Parabéns.

— Não é? Daniel, esse é seu tio topetudo Stefan.- Disse.

— Eu não sou topetudo.- Ele disse.

— Ele não assume.- Ri.- Agora Stefan, eu e a Elena queremos saber uma coisa.

— O que?- Ele perguntou.

— Se você aceita ser o padrinho do Danny.- Disse.

— Oh, isso me pegou de surpresa... Mas é claro que aceito, como recusaria isso?- Questionei.

— Como não escolher você? Quer pegar ele?- Perguntei.

— Hmm... Melhor não. Não sei lidar com crianças direito.- Disse.

— Vai ter que aprender e a trocar fralda também. Opa, isso nem eu sei.- Disse.

— Até parece.- Disse.

Ri e bateram na porta, agora Car e Bonnie apareceram.

— Hey, podemos entrar?- Caroline perguntou.

— Entrem.- Disse.

Car chegou junto deles.- Aí como ele é fofinho.

Bonnie sorriu.- Demais.

— Decidiram o nome?- Caroline perguntou.

— Daniel. Daniel Salvatore.- Disse.

— Hey, ele é Gilbert também.- Disse.

— Ok. Daniel Gilbert Salvatore.- Disse.

Sorri.- Ótimo.

— Posso pegar ele?- Caroline perguntou.

— Tudo bem, mas cuidado hein?- Disse passando ele para ela.

Bonnie sorriu e brincou com Daniel que sorriu.- Ele é tão fofo.

— Pena que tá parecendo que vai ser parecido com o pai.- Caroline disse.

— Pena por que? Sinal que ele é lindo.- Disse passando o braço ao redor da minha mulher.

— Obrigada por me chamar de feia.- Disse.

— Nunca disse isso amor.- Dei um selinho nela.

— Sei.- Disse.

— Já passou no teste Damon?- Caroline perguntou.

— Que teste?- Questionei.

— Da fralda.- Car disse.

— Ele não precisa pensar nisso agora. Eu ensino depois.- Disse.

— Oi.- Jer disse entrando.

— Hey Jer.- Disse.

— Quer dizer que o meu sobrinho já chegou.- Jer disse sorrindo.- E com muitas visitas.

Ri.- Sim.

— Já tá fazendo sucesso garoto?- Jer disse mexendo com o bebê.- Parabéns irmã, ele é lindo.

— Obrigada.- Disse.

— E você tá bem?- Ele perguntou.

— Estou sim.- Disse.

— Que bom. Posso pegar ele?- Ele perguntou.

— Ah não.- Caroline disse.

— Deixa Caroline.- Disse.

— A Car já quer roubar.- Bonnie disse.

— Se não prestar atenção, roubo mesmo. Vamos leva-lo Stefan?- Caroline questionou.

— Claro.- Stefan disse.

— Então fechado, né bebê fofinho?- Caroline questionou.

*****

If I didn't have you there would be nothing left

The shell of a man that could never be his best

If I didn't have you I'd never see the sun

You taught me how to be someone, yeah

*****

A nossa vida agora com um bebê tomou um ritmo totalmente diferente e apesar de algumas vezes cansativo, eu adorava. Não levava muito jeito para trocar ou dar banho, mas as vezes fazia, e adorava botar ele para dormir. Danny foi crescendo muito rápido, antes de fazer um ano deu seu primeiro passinho e logo depois sua primeira palavra, para minha frustração foi mamãe. Elena era uma mãe perfeita e não sei como ela conseguia equilibrar tão bem ele com o trabalho e ainda ter tempo para mim, mas fiquei mais compreensivo em relação a isso. Agora ele tinha acabado de fazer dois anos e cada vez mais parecido comigo, então se eu já era babão, quando diziam isso, eu ficava mais ainda. Sai mais cedo do trabalho e passei na creche para busca-lo e depois pegar a Elena. Entrei e fui na sala dele. Assim que me viu veio correndo.

— Papai.- Ele me abraçou.

— Hey meu garotão. Como foi hoje?- Abracei e peguei ele no colo.

— Bem.- Ele disse.

— Se comportou?- Peguei as coisas dele com a professora.

— Sim.- Ele disse.

— Sei.- Me despedi e sai.- Vamos pegar a mamãe?

— Vamos.- Ele disse.

Sorri e o botei na cadeirinha. Mystic Falls tinha ficado bem tranquila depois da época que virei humano, achava que não ia me acostumar, mas pelo contrário; eu amo a minha vida. Cheguei no hospital e fui para a ala dela, todo mundo me conhecia mesmo, então era mais fácil. Danny andava ao meu lado, insistindo para ir sozinho. Chegamos e ela saia de um quarto.- Tem uma médica linda aqui? Temos um paciente mirim.

POV Misto. (Elena e Damon.)

Sorri.- Hey. Não posso beijar vocês aqui, posso passar alguma coisa. Só depois do banho.

— Ih ficamos sem beijo companheiro.- Segurei Danny antes que corresse para ela.

Sorri.- Tadinhos. Como foi na aula?- Perguntei enquanto pegava minha bolsa.

— Foi boa. Fizemos desenho.- Ele disse.

— Doutora Elena, chegaram os resultados.- Ele chegou junto dela.

— Ah, tudo bem. Amanha eu vejo. Estou saindo.- Disse.

— Ah sim, tudo bem. Então eu posso ficar com a ronda hoje?- Ele perguntou.

— Claro.- Disse.

— Ah, obrigado. Você vai ver, não vou te decepcionar.- Ele sorriu.

Sorri.- Sei que não.

— E quem é você?- Perguntei.

— Lewis, sou novo aqui e a doutora está me ajudando.- Ele disse.

— Prazer Lewis, sou Damon, marido dela. Esse coisa linda é o filho dela. Então se já acabou, estamos indo.- Disse.

— Tchau. Nos vemos amanha.- Sorri e saímos.

— Quem é aquele alegrinho?- Perguntei enquanto estávamos no carro.

— O Lewis.- Disse.

— Isso eu já sei, quero saber é porque está todo alegrinho para cima de você.- Disse.

— Ele não está.- Disse.

— Sei. Acho que vou voltar a te buscar mais vezes. Lembrar a esses alegrinhos que você tem marido.- A mais ou menos um ano passei a vir buscar ela todos os dias, porque tinha um enfermeiro assanhado que só faltou agarrar ela. Foram precisos dois seguranças para eu não voar nele.

— Eu sei me cuidar.- Disse.

— Não custar vir aqui e te ver sexy com aquela roupa.- Disse.

— Você tem gostos bem excêntricos.- Disse.

— Vantagens de ter um mulher médica é que nem precisa de fantasia.- Disse.

— Geralmente a fantasia é de enfermeira.- Disse.

— Eu sou diferente.- Disse.

Ri.- Ok.

Chegamos em casa e ela foi tomar banho. Eu fiquei com o Danny na sala e ela não demorou a descer.- Cheirosa.

Sorri e dei um beijo nele. Me sentei no sofá e peguei Danny, dando beijos nele.- Que saudades do meu pequeno.

Ele riu.

— É tão fofinho que dá vontade de ficar apertando.- Fiz cosquinha nele.

Sorri.- Sim.

— Tá gostando da professora nova Danny?- Perguntei.

— Tô.- Ele disse.

— Deus, ele está crescendo muito rápido Elena.- Disse enquanto ele brincava no colo dela.

— É o ciclo natural da vida.- Disse.

— Ciclo o qual ainda é estranho para mim. Por enquanto parece que é tudo normal, mas logo vou entrar nos trinta!- Disse.

Ri.- Mas isso é bom, não é? Saber que está progredindo.

— Eu tô ficando velho.- Disse.

— Claro que não!- Exclamei.

— Quero ser imortal de novo.- Mudei minha voz.- Não quero ter cabelo branco.- Fiz cara de triste.

— Tarde demais, mocinho. Já tem um.- Disse.

— O que?!- Perguntei.

— Já tem um.- Disse.

— Para de brincar comigo Elena.- Disse.

— Mas é sério.- Disse.

— Danny, tem alguma coisa na cabeça do papai?- Perguntei.

— Cabelo.- Ele disse.

Ri.- Sim filho, cabelo. Que cor?

— Preto.- Ele disse.

— Damon, pelo amor de Deus, eu disse um cabelo branco, não todo criatura. Até eu tenho.- Disse.

— Tem nada. E muito bem garoto, bate aqui.- Estendi a mão para ele.

Ele bateu.

— Isso.- O peguei.- Que tal a gente comer pizza?

— Pode ser. Ele tem que tomar banho.- Disse.

— Então vai lá que vou pedir.- Disse.

— Ok.- Peguei ele e subi.

Liguei pedindo e depois fui olhar umas coisas do trabalho. A pizza chegou e levei tudo para o nosso quarto e enquanto ela não vinha lia os papéis do trabalho, íamos abrir outro Grill na Whitmore. O trabalho seria maior, mas eu e Stefan mandávamos bem.

Voltei com Danny no colo.- Vou fazer a comida dele.

— Acho que ele vai preferir pizza e depois mamadeira.- Disse.

— Ele não pode comer pizza.- Disse.

— Tadinho. Olha a cara de pidão dele.- Disse.

— Mas não pode, faz mal.- Disse.

— Coitado.- Disse pegando ele e botando na cama comigo. Liguei a TV e estava passando um programa de carros. Ele sorriu.— Você adora né?

— Sim.- Ele disse.

— Acho que vou comprar um daqueles carros infantis para você dirigir por ai, igual ao meu, o que acha?- Sim, converso com ele assim. Apesar de ter dois anos só, gosto de tratar ele como igual e não ficar falando como se ele não entendesse.

— Tenho medo de carrão.- Ele disse.

— Ok, acho que você é ainda pequeno para isso.- Disse o botando no meu colo.- Mas não precisa ter medo tá?

— Tá.- Ele disse.

— Quer o desenho do carrinho?- Perguntei.

— Quero.- Ele disse.

— Pode deixar.- Botei no meu notebook e ele ficou todo concentrado vendo enquanto esperávamos Elena voltar, mas logo se distraiu e acabou que eu fiquei brincando com ele de avilão, como ele dizia, e ria junto. Só que numa distração minha, enquanto guardava minhas coisas, ouvi um barulho e vi ele virar para beirada e cair da cama.- Danny.- Corri, o pegando.

Ele começou a chorar.

O olhei, vendo se tinha machucado em algum lugar.- Tá doendo onde filho?

Ele continuou chorando.

— Ai meu Deus.- Desci, correndo com ele.- Elena!

— O que foi?- Perguntei.

— O Danny caiu da cama não para de chorar.- Tentava acalmar ele.- E não diz onde dói.

— Deus.- Peguei Danny e tentei não rir de Damon porque a situação era tensa, mas todo mundo sabe que criança não fala enquanto chora, adultos já é difícil falar, imagina a criança. Tocava Danny e quando toquei na bundinha fofa dele e na lateral do corpo, ele aumentou o choro.

— Machucou mesmo? É sério?- Olhava eles e me angustiava o jeito que ele chorava.- Droga, eu devia ter prestado mais atenção!

— Damon, por favor, não entre em pânico.- Beijei o rostinho de Danny e sequei as lágrimas.- Vai ficar um roxinho e só. Minha vó sempre diz; criança que não se machuca, se suja ou se esfola toda vai ser um adulto fresco.- Abracei Danny.- Mas isso não diminui o aperto no coração, meu Deus.

— Eu sei.- Disse o pegando.- Desculpa filhote, papai vai prestar mais atenção. Tá tudo bem.- Ninava ele.- Nem parece que já vi todo tipo de ferimento imaginável.

— Verdade.- Beijei a mãozinha de Danny.

Uma sensação que se algo acontecesse eu não poderia fazer muita coisa... Não, eles sempre vão ficar bem.

Peguei o purê de batata com feijão e arroz amassadinho.- Vamos comer agora.

— Pega ele, vou tomar banho.- Disse.

— Ok, mas vamos subir. A pizza tá lá.- Disse.

— Ok.- Subimos, deixei eles e fui tomar banho. Esse menino ainda vai me dar muitos sustos. Sorri.

*****

All my life you stood by me

When no one else was ever behind me

All these lights, they can't blind me

With your love, nobody can drag me down

*****

Eu cada vez mais estava aprendendo a ser melhor com o Danny, não se assustar tanto quando algo acontecia. Ele tinha que confiar em mim, não que ia começar a chorar junto dele. Comecei a trabalhar nisso e também avançar no projeto do Grill novo. Nisso já tinha dois meses e hoje era meu aniversário. Essa noite Elena precisou dar plantão para cobrir uma colega, então pela manhã levei o Danny para creche e vim trabalhar. Para me compensar ela disse que faríamos uma reunião em casa com o pessoal e depois tinha uma surpresa. Sorri, imaginando já a surpresa que envolveria muito sexo a noite toda. Apesar do nosso filho ser pequeno, já temos as noites mais livres e aproveito cada momento que temos. Nunca fiquei com alguém tanto tempo assim, mas até esse segundo, estar casado foi uma das melhores coisas que já fiz. Sai do Grill e fui para casa, chegando lá dei de cara com vários enfeites.- Não era uma reunião?

— Mas é.- Disse.

— E essas bolas, mesa, letreiro...- Disse.

— É para a festa.- Disse.

— Não precisava se preocupar com tanto.- Disse.

— Nem deu trabalho.- Disse.

— Tudo bem, obrigado.- Disse.

Sorri.- De nada.

— Eu vou tomar banho; cadê o Danny?- Perguntei.

— Dormindo.- Apontei a babá eletrônica.

— O que significa que quando descer vai vir de bateria carregada.- Disse.

— Com certeza.- Disse.

— Então melhor me trocar logo. Quer ajuda?- Perguntei.

— Não precisa.- Disse.

— Tá.- Subi e tomei banho, me trocando e me olhei no espelho. É, tinha um sinal aqui, outro ali da idade que estava contabilizando 176 anos. Uau, é muita coisa. Não devia me lamentar e sim aproveitar cada segundo. Me deixei levar por aquele sentimento e desci, pegando Elena por trás.- Cadê a surpresa que falou?

— Aqui.- Entreguei o presente dele.

Peguei e abri. Não era nada que eu imaginasse. Era um sapatinho de bebê tricotado branco.- Amor, acho que errou o presente. Esse não é para mim e o Danny não usa mais desses.

— Não errei não.- Disse.

— Então que bebê vai...- Olhei o sapato e olhei ela.- Não.

— Sim.- Disse.

— Você tá gravida?- A olhei, sorrindo.

Sorri.- Sim.

— Ah caramba.- Ri e a abraçando.- De quanto tempo?

— Seis semanas. Agora já sei os sintomas e já fui fazer o exame.- Disse.

— Mais um bebê.- Toquei a barriga dela.- É o melhor presente que poderia me dar.

Sorri.- Fico feliz por isso amor.

— Assim como você é na minha vida.- Disse.

Sorri e lhe dei um selinho.- Está com fome?

— Sim, demais. Isso de uma filial está me deixando maluco.- Disse.

— Eu imagino. Quer o que?- Questionei.

— O que tiver tá bom. Já que suas mãos melhoraram muito nisso.- Disse.

— Ainda bem.- Fazia um sanduíche para ele.

Afastei o cabelo dela e beijei o seu pescoço.- É só essa surpresa é?

— Por enquanto sim. O pessoal vai chegar, mais tarde tem mais.- Disse.

— Gosto desse mais tarde.- Disse.

Ri.- Eu sei. Aqui.- Dei o sanduíche.

Peguei para comer junto com uma cerveja quando Ric chegou com a Jô e as meninas.- Pestinhas.- Sorri.

— Parabéns Damon.- Jô disse.

— Obrigado Jô.- Abracei ela. Gostava dela, fazia o Ric feliz e ela era legal.

— Parabéns cara.- Ric disse.

— Valeu Ric.- Ele me abraçou.- Daqui a pouco alcanço você.

— Você já alcançou a muitos anos.- Ele disse.

— Mas não estou grisalho.- Disse.

— Grisalho é sexy.- Disse.

— Ah é mocinha? Vou dizer isso de você.- Ri.- Capaz de eu apanhar.

— Como assim?- Perguntei.

— Muito capaz.- Ric disse.

— Sabe, uns fios que vi por ai...- Disse.

— Eu tenho 26 anos, Damon. Não me preocupo com isso ainda.- Disse.

— Eu tenho 29, também não deveria.- Disse.

— Vinte e nove em cada fio de cabelo né?- Ric questionou.

Ri.- Tadinho.

— Quantos anos para valer.- Ele disse.

— 176.- Disse.

— Ixi, velhinho.- Jô disse.

— Estou em ótima forma, tá?- Disse.

— Tio Damon velhinho.- Blair riu.

— Blair.- Disse.

Ri.- Olha, acho que a maioria tá ganhando amor. Até a Blair...

— Fazer o que? Meu defensor está no cochilo da beleza.- Disse.

— Dizer que seu cabelo é preto não é te defender, fofo.- Debochei.

— Quem é fofo?- Stefan questionou.

Olhei e vi Stefan entrando com um menino um pouco menor que meu filho nos braços.

— Quem é?- Jô perguntou.

Caroline entrou logo depois dele com umas bolsas de bebê.- Roubaram de alguém foi?

— Não roubamos, ele é nosso.- Stefan disse.

Me engasguei com o suco.- O que?

— Vocês adotaram?- Questionei.

— Claro né? Achávamos que iam ficar felizes.- Stefan disse.

— E ficamos, claro. Só é estranho. Vocês dois tem 17 anos.- Disse.

— Nada que um documento não dê jeito.- Stefan disse.

— Você sempre quis ser de maior. E qual o nome do meu sobrinho?- Questionei.

— Sobrinho?- Bonnie entrou e fechou a porta.- Oh meu Deus. Quem é essa criança? Não me diga...

— Nós adotamos.- Stefan disse.

— Loirinha, só não diz que vai vestir ele igual a um boneco?- Questionei.

— Não, eu não sou idiota.- Caroline disse.

— Um pouco louca, mas idiota não.- Bonnie disse.

— Parabéns Damon.- Stefan disse.

— Valeu irmão.- Disse.

— Qual o nome dele tia Car?- Kate perguntou.

— A gente pode brincar?- Blair questionou.

— Joseph e podem sim.- Caroline disse.

Stefan o botou no chão.

— Ele é uma graça.- Ric disse.

— Os dois irmãos com filhos com nomes bíblicos. Isso é irônico.- Jô disse.

— Até demais.- Ric disse.

— Não tinha pensado nisso.- Ouvimos barulho na babá eletrônica.- Alguém acordou.

— Vou ir arruma-lo. Já volto.- Subi.

Ficamos conversando e rindo do Joseph se acostumando com as meninas. Nisso Jeremy chegou e todos atacamos a mesa que a Elena preparou. Eles desceram e insistiram em cantar parabéns, tiramos algumas fotos...- Já que meu irmão veio com uma novidade, nós temos uma também.

— O que é?- Jeremy perguntou.

— Estou grávida.- Disse.

— Meu Deus, vocês querem repovoar a cidade é?- Jer questionou.

— Parabéns!- Ric disse.

— Quero ver vocês se virando com dois.- Stefan disse.

— Gracinha. Fiquei sabendo hoje, o melhor presente que poderia receber.- Disse.

— Parabéns.- Bonnie abraçou Elena.

— Parabéns.- Caroline sorriu.

— Quem diria, todos vocês com família assim.- Ric disse.

Sorri.- E felizes. Todos nós.

*****

Nobody, nobody

Nobody can drag me, down

Nobody, nobody

Nobody can drag me

*****

Minha vida com Elena estava superando qualquer que fosse a minha imaginação e eu não poderia estar mais feliz. Ela teve a segunda gravidez tranquila também e agora teríamos uma menininha! Sim, uma menina que eu já sabia que ficaria louco de ciúme e que seria linda. Danny gostou da ideia de ter uma irmã, mas adorava era brincar com Joseph, esse se adaptava muito bem com Stefan e Caroline e podia ver neles a felicidade que eu vivia. Estava no trabalho quando Elena me ligou dizendo que a bolsa estourou e que Jeremy estava a levando para o hospital, lá íamos nós de novo. Dessa vez foi um parto mais demorado, me doía ver o quanto Elena estava sofrendo ali, mas quando nossa pequena veio ao mundo, esquecemos disso na hora.

— Hey, pequena Danielle.- Disse.

— Oi minha princesa.- Ela fez um barulho de choro, mas se acalmou.- É, sou bom na arte de fazer filho bonito.

Ri.- Metido.

— Olha essa coisa linda. É impressão minha ou ela tem os meus olhos também?- Questionei.

— Tem sim.- Disse.

— Até meus genes são perfeitos.- Disse.

Sorri.- Sim, são.

— Mas acho que é só.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Só os olhos.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Deixa eu pegar ela.- Disse.

Dei a ele.

— Oh meu bebê.- A olhava.- Ela tem a sua boca.

— Você acha? Não reparei nisso.- Disse.

— Eu conheço bem essa boca, não é minha linda? Pode deixar que não vou deixar nenhum safado chegar perto de você ou te magoar. Se ainda assim o fizer, já tem um porrete pronto em casa.- Disse.

Ri.- Pode deixar que eu distraio seu pai enquanto você namora.

— Para isso tem seu irmão, caso sua mãe tente algo.- Disse.

— Eu distraio ele também.- Disse.

— Elena.- Ri.

— Sim?- Perguntei.

— Deixa eu aproveitar o momento de discurso anti namorado.- Disse.

Ri.- Ok.

*****

All my life you stood by me

When no one else was ever behind me

All these lights, they can't blind me

With your love, nobody can drag me down

*****

Dois anos se passaram e eu estava muito mais do que feliz. Daniel está com quatro anos e Danielle com dois anos, e os dois saudáveis. Meu casamento com Damon também está tudo ótimo, meus amigos e família estão bem... Ah, novidade; Jer e Bonnie voltaram! Acho que logo logo já se casam. Estou tão feliz por eles! Bem, Stefan e Caroline estão bem e felizes com o pequeno Joseph, que é uma graça de criança. Minha relação com Stefan depois de oito anos não voltou ao normal, o que me faz muito mal, mas não posso fazer nada infelizmente. Ric e Jô voltaram a morar em Mystic Falls, o que me deixou completamente realizada. No meu aniversário no ano que me formei, Damon “decidiu” me dar de presente um consultório. Eu não queria aceitar, é algo muito grande sabe... Mas seria desperdício de experiência, então acabei aceitando. Nos primeiros dois meses achei que não ia dar certo, porque mesmo investindo bastante em o melhor ambiente e equipamentos, tinha poucos pacientes. Mas tudo melhorou, graças a Deus. Bonnie aceitou ser minha secretaria, então tudo estava em família. Meus horários eram bem bons até; Segunda a sexta das 9:00 as 18:00. Hoje era sábado e estávamos nós quatro vendo um filme na sala.

— Papai, será que ele é um macaco mal. Não gosto dele, tenho medo dele.- Daniel disse.

— Não precisa ter medo filhote. O amigo mamute não tem.- Estávamos vendo Era do gelo, nem sei qual numero. As crianças gostavam e esse fim de semana eu estava em casa, então tinha que aproveitar com o que elas gostavam.

— Ainda bem que estou com a mamãe.- Ela se aninhou nos seios da mãe.

Sorri.- Mas que menina aproveitadora.

— Ah é né? E o papai não serve?- Questionei.

— A mamãe tem as almofadas.- Ela disse.

— Almofadas?- Comecei a rir.

— É, elas são fofinhas.- Ele disse apertando ela.

— Ah, essas.- Eles estavam falando dos peitos dela.

— Danny.- Ri.- Ele puxou a você, Damon.

— Você também gosta papai?- Danny perguntou.

— Das almofadas da sua mãe? São as melhores.- Disse.

— Existem almofadas melhores, mas acho que dá para o gasto.- Disse.

— Não acho.- Danny disse.

— Nem eu. Bate aqui.- Ele bateu na minha mão e rimos.- E você minha boneca?- E parecia mesmo. Sem querer me gabar, mas os meus filhos são lindos, não era exagero.

— Eu vou ter almofadas também?- Ela perguntou.

— Ah... um dia, muito longe. Você vai ser grande e linda como a sua mãe.- Disse.

— E os meninos tem o que?- Ele perguntou.

— Hã... Bem, difícil de explicar amor.- Disse.

— Quando você for maior a gente conversa sobre isso, pode ser?- Questionei.

— Pode né. Papai.- Ele chamou.

— Sim?- Questionei.

— Você tem mamãe?- Ele perguntou.

— Claro que ele tem amor. Todos temos.- Disse.

— E cadê ela?- Ele perguntou.

— Ela...- Como eu ia dizer que havia anos que não tinha notícias dela e que por muito tempo achei que estava morta?— Ela está viajando e para onde ela foi não tem telefone.

— Sim.- Disse.

— Ah tá. é que nunca vi ela. Nem você ou o dindo falando dela.- Ele disse.

— A gente faz assim para não sentir saudade.- Menti.

— Bem, querem comer o que?- Perguntei.

— Izza.- Ele disse.

— Não adiantou, ele é viciado.- Disse.

Ri.- Ok, vamos pedir então.

— Eba.- Danny disse.

Não demorou a pizza chegar e decidimos comer ali mesmo. Brinquei com aqueles dois.... As vezes eu ficava com a consciência pesada que trabalhava muito, mas as vezes tinha muita coisa mesmo, mas por mim estaria assim com eles. Danielle, apesar do que falava era um grude comigo, assim como Danny. Se um dia imaginei ter filhos, não imaginava que seria assim tão gostoso e tão feliz.- Agora em quem vamos fazer cosquinha?

— Na mamãe!- Danny disse.

— Ah não, não...- Fugi do sofá.

— Pega ela!- Disse.

Danny correu na frente e Danielle depois.

— Vo pega mamãe.- Danny disse.

— Mamãe fujona.- Ela ria e corria atrás.

— Ajuda papai.- Danny disse.

Ri e levantei. Peguei minha menina de um lado e meu garoto do outro e encurralamos ela num canto.- Perdeu amor.

Fiz cara de triste.- Sejam bonzinhos.

— Você sabe que eu não sou bonzinho.- Disse.

— Ataque.- Ele se esticou, fazendo cosquinha nela.

Comecei a rir.

Os dois faziam nela que se acabava de rir.

— Agora é a vez do papai.- Danny disse.

— Ah, não mesmo.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Eu não tenho cosquinha.- Botei eles no chão.

— Tem sim.- Danny disse.

— Isso amores, façam cosquinha no papai.- Disse.

Sai correndo e deixei que eles me pegassem só quando estava no tapete, fingindo que cai.- Amor, me ajuda.

— Nem pensar. Você não me ajudou.- Disse.

— Elena, me salva.- Eu ria.

— Salva não mamãe.- Danny disse.

Ri.- Pode deixar que não vou salvar amorzinho.

— Ah não.- Fui parando até que fiquei imóvel com eles.

Ele cutucou.- Papai? Papai?

— Papai?- Danielle questionou.

— Papai.- Ele cutucou mais forte.- Mamãe, acorda ele...- Ele disse já choroso.

— Ah!- Pulei no meio dos dois, mas o Danny ficou parado e a Danielle começou a chorar.- O que foi bebê?- Perguntei, a pegando e tentando não rir.- Se assustou foi amor?- Sequei o rostinho dela.

— Você tá bem?- Ele perguntou.

— Claro.- O botei no meu colo.- Tava só brincando, eu vou ficar muuuito tempo com vocês.

Ri.- Tenho três bebês em casa e não sabia.

— Outro bebê não.- Ele disse.

— Porque não?- Perguntei.

— Porque não.- Ele disse cruzando os braços.

— Nem o pai de vocês?- Questionei.

— Papai é grande, não é bebê.- Ele disse.

— Mamãe é minha.- Ela disse ainda chorosa.

— É minha.- Ele disse.

— Papai, diz para ele que a mamãe é minha.- Ela disse.

— Na verdade ela é minha e divido com vocês dois.- Disse.

— Meu Deus, eu sou dos três. Tem amor sobrando para todo mundo.- Sorri.

— Você vai ter outro bebê mamãe?- Ele perguntou.

— Acho que não amor.- Disse.

— Ufa, que bom.- Ele disse.

Ri e me juntei a eles.

Brincamos por mais um tempo e depois subimos para o nosso quarto para ver mais um filme. Eles dormiram na metade, então os levei para o quarto deles.- Eles apagaram.

— Sim.- Disse.

Ela estava em frente ao espelho e a observei. A camisola ficava na altura das coxas; estava tão linda quanto a anos atrás na nossa lua de mel.

— O que foi?- Perguntei.

— Pensando em como pode ser tão gostosa por tantos anos.- Disse.

— Não sou já faz um tempo.- Disse.

— Claro que é.- Cheguei atrás dela.- Conhece alguma mulher com dois filhos assim?- Questionei, enquanto descia as alças da camisola.

— A Jô.- Disse.

— Bem, eu não vejo a Jô assim.- Deixei a camisola cair.

— Ainda bem.- Ri.

Ri e afastei o cabelo dela para beijar seu pescoço.

Me arrepiei ao beijo dele.

A virei para mim e a beijando.

Retribui o beijo.

Eu não era burro de dizer que o corpo dela não mudou, mas as mudanças que houveram a deixaram melhor, tem mais curvas, os peitos ficaram maiores e tenho certeza que ela está com mais bunda, que eu adoro pegar.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

A peguei, levando para nossa cama. Ainda mantínhamos o mesmo quarto que era meu antigamente, só mudamos algumas coisas, ela mudou. Quase 10 anos e minha vida mudou completamente, eu também.

Envolvi minha perna na cintura dele e minha mão descia pelas costas dele.

— Você é gostosa sim, mocinha. Quem mais me deixaria excitado assim?- Questionei.

Sorri.- Você sempre se excitou fácil.

— Culpa sua.- Disse.

— Duvido que antes de mim não era assim.- Disse.

— Olha tem muita história...- Ri.

— Imagino.- Disse.

— E que você não vai querer saber.- Disse.

— Imagino que não também.- Disse.

Ri e beijei seus peitos. Se tem algo que aprendi depois dos pequenos é; nada de demora. Você não sabe quanto tempo tem. A toquei por cima da calcinha, a provocando.

Gemi e suspirei pesadamente.

— Sempre tão pronta para mim.- Disse.

— Sempre.- Disse.

Tirei a calcinha dela, a minha roupa e fiquei entre as pernas dela, subindo minhas mãos por ali.- Ainda diz que não é gostosa.

Ri.- Damon, eu fico feliz de você achar, ok? Não preciso que ninguém mais ache e tem sido assim durante 10 anos, então se você está feliz comigo, eu fico feliz.

— Não poderia estar mais.- Disse e entrei nela.

Suspirei pesadamente e o beijei novamente.

Puxei a perna dela mais para minha cintura e comecei a me movimentar. O prazer com ela era sempre certo, por mais que fossem rapidinhas como quando nossos filhos eram bebês pequenos ou mais demorado quando temos mais tempo para nós.

Acariciava o rosto dele e a outra mão descia pelo seu abdômen.

Comecei a mudar o ritmo de lento e suave para entradas mais forte e rápidas. Já tínhamos transado de todos os jeitos, mas sempre encontrava um jeito de a fazer gozar quando estamos juntos.

Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali.

Provoquei, falando no ouvido dela sacanagens que a fizeram ficar vermelha. Eu sempre ria disso.

Sorri e descia meus lábios pelo seu pescoço enquanto minha mão descia pelas suas costas.

— Vai devolver é?- Questionei.

Sorri.- Não. Não sou vingativa.

— Sei.- Me virei, a deixando por cima.- Vamos aproveitar essas almofadas.- Disse pegando nos peitos dela.

Suspirei.- Almofadas... Nunca vou esquecer desse apelido.- Ri.

— Nossos bebês.- Sorri e me estiquei para beijá-la.

Sorri e retribui o beijo.

Ela seguiu o próprio ritmo e a acompanhei. Não achei que fosse tão bom ter uma mulher assim.

Minha mão descia pelo abdômen dele enquanto seguia o ritmo.

Gemi. Sentia o prazer tomando conta do meu corpo.— Elena...- Suspirei.

Continuei beijando-o e acariciava seu rosto.

Ela continuou e não demoramos a gozar. Bem, eu segurei um pouco para ela chegar também. Depois de descansar em cima de mim, nos deitamos de lado.- Eu não imaginava que quando te disse tudo aquilo no casamento do Ric ia ser assim.

— Imaginou como?- Perguntei.

— Que eu ia começar a sentir falta da vida que tinha e ia ferrar com tudo.- Disse.

— E você sente?- Perguntei.

— No começo quando só nos víamos fim de semana e eu ainda estava me acostumando, sim, mas depois que nos casamos, as crianças... Não me imagino fazendo mais aquilo.- Disse.

— Isso é bom.- Disse.

— Cada dia com a família que temos, faz com que a minha opção tenha sido a melhor que já fiz meu amor.- Disse.

— Fico feliz por isso.- Disse.

— Que bom que agora você tem sua felicidade completa.- Disse.

Sorri.- Sim.

— Posso confessar uma coisa?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Antes eu ficava irritado por não ser suficiente para você estar feliz por completo.- Disse.

— E eu fiquei chateada por saber que na melhor época da minha vida, enquanto eu realizava meu sono de fazer faculdade e morar com as minhas melhores amigas, você era infeliz.... Então estamos quites.- Disse.

— Eu não era infeliz, só um pouco ainda de egoísmo de que só eu seria suficiente para te deixar feliz.- Disse.

— Ok então.- Disse.

— Não gosto quando você faz esse então.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque não parece que ficou tudo bem. Não vai ficar chateada né?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Tenho.- Disse.

— Tem mesmo?- Fiz cosquinha nela.

Ri.- Para!

— Não.- Continuei e mordi o pescoço dela.- Saudade de fazer isso nesse pescoço gostoso.

Ri.- Bem, você nunca me mordeu antes.

— Que burro eu fui.- Disse.

Ri.- Quando começamos eu já era vampira.

— Verdade.- Disse.

Apenas sorri.

Beijei ela.- Eu te amo.

— Eu te amo, Damon Salvatore. Nunca me arrependi de escolher você.- Disse.

*****

All my life you stood by me

When no one else was ever behind me

All these lights, they can't blind me

With your love, nobody can drag me down

Nobody, nobody

Nobody can drag me, down

Nobody, nobody

Nobody can drag me down

Nobody, nobody

Nobody can drag me, down

Nobody, nobody

Nobody can drag me down

*****

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :) Acharam que combinou Delena com essa musica? Eu achei que sim :3 Gostaram do capítulo em si? Bem, vou deixar aqui o trecho da próxima musica; I see what it's like I see what it's like for day and night Never together 'Cause they see things in a different light Like us They never tried, like us Então, qual musica é? Desconfiam de qual casal é? Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)