Notas iniciais
Olá meus amores, capítulo novo no ar o/ - finalmente, né? - :P Bem, primeiro vou começar pedindo MIL DESCULPAS. Sério gente, nos desculpem mesmo, mas passamos por um longo e tenebroso inverno de bloqueio criativo. E foi dos ferrenhos. Começamos uma outra one shot e a refizemos três vezes porque não saia como queríamos, ai desistimos e ficamos um pouco sem tocar nesse projeto, ai voltamos e começamos essa one shot que também não saiu e essa one shot é a segunda tentativa. Ouso dizer que não ficou como queríamos porque nesse meio tempo acabamos por descobrir que o Nyah tem limites de palavras por capítulo, e vocês bem sabem que nossas one shots são grandes e temos gostado de fazer capítulos de 20 a 30 mil palavras, e o Nyah o máximo é 24 mil, creio eu... E isso de um jeito ou de outro acabou nos atrasando e nos contento, e acho que meio que fritou nosso cérebro e não conseguíamos colocar nenhuma ideia da forma que queríamos. Basicamente foi isso e sério, estávamos bem chateadas por não estarmos conseguindo fazer uma one shot para essa fic que tanto amamos, mas conseguimos! ♥ Espero que gostem da one shot que acabou não sendo nossa melhor, creio eu, mas ficou boa e fizemos com muito amor ♥ (digo que não é a melhor porque com esse negócio de limite de palavras, pode ter acabado ficando corrida, mas vamos nos habituar a ele aos poucos). É bom deixar um pequeno aviso aqui também; não vamos estipular um tempo para postagens, mas não pretendemos demorar tanto para postar, ok? Já temos uma próxima one shot daqui na lista das coisas a fazer, e creio que não vamos demorar muito, tá bem? ♥ Ah, essa one shot é baseada no livro Amor Imenso da Penelope Ward ♥ Bem, vamos a ele então...

Baby I, I wanna know what you think when you're alone

Is it me yeah? Are you thinking of me yeah? Oh

We've been friends now for a while

Wanna know that when you smile

Is it me yeah? Are you thinking of me yeah? Oh oh

*****

POV Misto. (Hanna e Stefan)

Sai do escritório do advogado sem acreditar ainda. Fazia um mês que a minha avó (de consideração, mas eu a amava do mesmo jeito) tinha falecido e fui chamado para a entrega de algo que ela tinha deixado para mim. Ela tinha deixado a casa que ela morava aqui na praia para mim, mas também para a Hanna, a neta dela. Eu não via Hanna a dez anos e evitei o contato no enterro, agora teria que dar de cara com aquela mulher. Cacete. Voltei ao batalhão, sou tenente do Corpo de Bombeiros da Flórida e meu batalhão é aqui na cidade que cresci, Clearwater, perto de Orlando e quando voltei para casa fiquei pensando naquilo, eu gostava daquela casa e não seria por causa dela que eu a perderia. Levei cerca de uma semana para ajeitar tudo da mudança, botei meu apartamento para alugar e fui para a casa. Quando cheguei não tinha ninguém ainda, então botei minhas coisas lá e fui ao mercado, estava tudo vazio na dispensa.

Cheguei na casa e entrei com a minha mala. Percebi que tinha movimentação e segui o som, indo parar na cozinha e vi Stefan arrumando as coisas.- Oi, eu cheguei.

Virei a cabeça um pouco, mas só vi o relance dela.- Eu pensei que não iria querer vir para cá.

— Vim passar uns dias.- Disse.

Dei de ombros, me virando.- Desde que não fique no meu caminho.

— Não vou. Bom dia.- Peguei minha mala e subi para o quarto que ia ficar.

Para que ela quer a casa? Bufei e continuei arrumando e quando estava terminando meu amigo Toby me ligou.- Fala.

— Como está tudo ai?- Ele perguntou.

— Por enquanto todo mundo vivo.- Disse.

Ele riu.- Que bom.

— Acho que depois vou precisar de você.- Disse.

— Para que?- Ele questionou.

— Tem umas coisas precisando de reparo que não vou dar conta sozinho.- Disse.

— Ah sim, claro.- Ele disse.

— Só assim para você se mexer fora do batalhão.- Disse.

— Até parece engraçadinho.- Ele disse.

— Tô mentindo?- Questionei.

— Está sim, eu malho.- Ele disse.

Ri.- O tanquinho para seu namorado, não é?

— Algum problema por ser namorado, Salvatore?- Ele debocha.

— Claro que não.- Arrumava as roupas no meu guarda-roupa.- Ele deve gostar de você todo durinho.

— Isso com certeza.- Ele disse.

— Vamos lá no bar mais tarde? Ou seu namorado é ciumento?- Questionei.

— Vai se foder, Stefan. Ou tá querendo que eu te foda com esse papo?- Ele provocou.

— Ui, vai ser com jeitinho?- Disse rindo.

— Vou pensar no seu caso.- Ele disse.

— Seu amor por mim a parte, foder alguém é a intenção.- Disse.

— Eu sei, eu te conheço.- Ele disse.

— As nove no píer?- Questionei.

— Sim.- Ele disse.

— Ótimo e é o tempo de arrumar as coisas aqui.- Disse.

— Certo. Até mais então.- Ele disse.

— Até cara.- Desliguei e continuei arrumando e tentando não lembrar da minha avó ou pensar na mulher que estava dois cômodos a frente na minha casa. Merda, Hanna estava tão perto agora, mas tudo o que houve, o quanto ela me machucou fazia tudo ser muito diferente de anos atrás, não iria e nem deveria me importar. Tomei um banho, fiz um lanche e perto da hora, me arrumei para sair.

Estava sentada na sala quando ouvi Stefan descendo. Eu precisava pedir um favor a ele, mesmo não querendo. É uma droga não saber fazer as coisas e nem conhecer alguém que saiba.- Hmm... Stefan, amanha você pode me fazer um favor?

Sério que no primeiro dia aqui ela já acha que está tudo bem a ponto de me pedir favor? Puta merda, ela é pior que pensei.- O que você quer?- Peguei minhas chaves e a olhei. Caralho.

— Meu guarda roupa está caindo. Bem, não literalmente, ainda, mas tem muita coisa solta e não consegui arrumar nada nele... E bem, eu não sei consertar moveis.- Disse.

— Você quer que eu dê uma de marceneiro?- Questionei.

Suspirei.- Esquece, desculpe incomodar.- Voltei a beber o vinho.

— Ótimo.- Peguei minha carteira.- Para deixar claro, estamos dividindo a casa pelo o que ela significa, pelo menos para mim. Não sei o que passou na cabeça dela para ter essa ideia, mas se foi um pedido seu para chegar perto de mim, está bem errada quanto a isso.

Revirei os olhos e suspirei.- Ok Stefan, não precisamos mais conversar. Vou ficar no meu quarto.- Me levantei e subi.

Sorri. Agora sim. Fui para o meu carro e sai dali, a noite prometia e eu não precisava ficar perdendo o meu tempo com a Hanna.

POV Hanna.

Acabei tendo que chamar um marceneiro no outro dia e ele veio bem rápido até, assim como resolveu meu problema rapidamente. Falei com minha mãe e minha amiga Aria para contar como as coisas estavam. Não ia conseguir ficar sem fazer nada, então acabei por conseguir um emprego em um bar local bem falado. Hoje, cinco dias depois da minha chegada aqui, seria meu primeiro dia, então me arrumei e fui para lá.

— Boa noite Hanna.- Ric disse.

— Boa noite.- Disse.

— Pronta para trabalhar?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Não é muito difícil e como é meio de semana não vai estar lotado.- Ele disse.

Sorri.- Tudo bem. Já fui garçonete, tenho experiência como comentei.

— Ótimo. Vou te apresentar o pessoal. Essa é a Cami.- Ele apontou a mulher loira que passava.

— Olá.- A cumprimentei.

— Prazer, Camille.- Ela sorriu.

— Hanna.- Disse.

— Vai ser a nova companheira de vocês.- Ric disse.

— Que bom, fica a vontade.- Ela disse.

— E ai Ric. Opa, quem é você?- Um cara perguntou.

— Hanna, nova garçonete.- Disse.

— Ric, você tem bom gosto mesmo.- Ele disse.

— Se comporta moleque.- Ric disse.

Sorri.- Qual seu nome?

— Jeremy, muitíssimo prazer.- Jeremy disse.

Ri.- Prazer.

— Ele é o barman.- Ric disse.

— O lugar parece bem legal, acho que vai ser legal trabalhar aqui nesses meses.- Disse.

— Você vai gostar.- Ele disse.

— Sim.- Ela disse.

— Vamos abrir pessoal.- Ele foi para a frente do bar.

— Vamos.- Fui para o meu lugar e Ric abriu o bar que logo começou a encher.

— E ai, você mora por aqui?- Ele perguntou quando me aproximei

— Não, estou aqui só para as férias.- Disse.

— Isso é uma pena. Namorando?- Ele sorriu.

Ri.- Não.

— Isso já me deixou mais feliz.- Ele serviu a bebida de uma menina no balcão.

Sorri e fui atender os clientes. A noite passou bem tranquila e não teve muito movimento, como Ric disse. O pessoal parecia ser bem legal e acho que me daria bem com eles. Pelo menos eu espero que sim. O bar fechou e eu fui para casa caminhando mesmo. Não sei se fiz o certo vindo para cá. Acho que não. Devia ter somente ter deixado para ele. Vou fazer isso depois. Cheguei em casa, tomei um banho e fui me deitar. Fiquei pensando em como seriam os próximos meses e acabei adormecendo.

POV Misto. (Hanna e Stefan)

O despertador tocou e me levantei. Hoje era dia de turno no Batalhão, então fiz a minha rotina. Troquei de roupa, fiz uma vitamina e fui correr. Eu gostava sempre de vir aqui por poder correr na praia e surfar, eu adorava o mar. Na volta não resisti em dar um mergulho já que não tinha onda para surfar e fui pra casa. Na hora de entrar percebi que eu ia molhar tudo. Olhei para os lados e como não tinha ninguém, tirei a camisa e o short e entrei, assim não fazia muito estrago.

Descia as escadas com a louça que tinha usado e vi Stefan só de cueca. Era uma mania dele andar “pelado” pela casa? Bem, da ultima vez que falamos não foi muito bem, então só segui andando para a cozinha mesmo.

Vi a Hanna na cozinha e não me importei. Botei o café para passar enquanto iria me arrumar. Por acaso olhei para trás e puta merda, que bunda era aquela? Ela podia ser o que fosse, mas havia ficado muito gostosa.

O meu problema é que não conseguia não falar, mas nesse caso iria fazer isso. Até porque não tenho nada para falar com ele. Coloquei a louça na pia e comecei a lava-la.

Meu celular tocou e era da editora que eu trabalhava. Sim, além de Bombeiro eu trabalho dando parecer sobre revistas e livros que eles publicavam nos meus dias de folga já que tinha um bom espaço. Anotei tudo que eles queriam e fui pegar meus suplementos... que estavam zoneados no armário.- Sério isso?

— O que foi?- Questionei.

— Você mexeu aqui? Está bagunçado.- Disse.

— Não.- Disse.

— Sério? Então eles saíram do lugar sozinhos?- Disse reorganizando.

— Provavelmente.- Disse.

— Claro.- Peguei o suco na geladeira, tomando junto com os suplementos e fiquei esperando ela terminar para lavar a minha louça. Ela estava de pijama, o que deixava seus peitos livres e maravilhosos. O que estou olhando? É a Hanna. A HANNA!

Terminei de lavar a louça e dei espaço para ele usar a pia e secava a minha louça.

Lavei minhas coisas e coloquei na pia, servindo o café quando olhei a hora.- Cacete, to atrasado.

Anotação mental; comprar uma cafeteira simples para colocar no meu quarto. Se ele ficou furioso com um pedido de favor, imagina se usar as coisas dele. Peguei o “nescafé” que tinha comprado e fiz um café para mim. Peguei também meu pão e passei doce nele, comendo. Observei de canto de olho o que ele comia e queria conseguir entender que graça tinha de comer essas coisas “saudáveis”? Meu Deus, sério, por isso ele é mal humorado. E gostoso.

Subi correndo, tomei um banho e me troquei, colocando só a blusa do CB já que estava quente. Peguei minha bolsa e desci, só parando para terminar o café.

— Bom dia para você.- Peguei minha caneca de café e sai da cozinha.

POV Stefan.

Bufei. Agora quer contato. Sai para trabalhar e acabar relaxando, ser bombeiro era a coisa que eu mais amava fazer. Claro que tinha todos os riscos e estresses, mas eu amava tudo isso. Cheguei no batalhão e encontrei já a minha equipe, que também eram meus amigos.- Bom dia.

— Bom dia.- Toby disse.

— Bom dia tenente.- Luke disse.

— Cadê o Jeremy e o Tyler?- Perguntei.

— Foram pegar café.- Toby disse.

— Depois eu que sou o viciado.- Disse.

— Todos somos.- Toby disse.

Peguei um dos pãezinhos na mesa e me joguei no sofá da sala de descanso.- Ficou inteiro depois daquele porre?

Ele riu.- Não muito.

— Vocês foram se divertir e nem avisaram?- Luke questionou.

— Você estava ocupado com seu namoradinho.- Disse.

— Isso é ciúme, Stefan?- Tyler chegou, se sentando.

— Eu estava bem enterrado numa loira gostosa para lembrar que Luke existia.- Disse.

— Loiro, loira... acho que temos um padrão.- Tyler disse.

Luke riu.- Olha que eu gosto de moreno de olhos verdes.

— Que isso, o Josh tá sabendo que você está cantando outros por ai assim?- Jer questionou.

Ele riu.- Provavelmente não.

— Então é melhor tomar cuidado Luke.- Ri. Apesar de todos ali serem meio novos, eles eram super competentes e eu confiava neles a minha vida, assim como eles confiavam em mim.

Toby riu.- Sempre desconfiei.

Luke riu.- Já que está de tão bom humor, está tudo bem na sua nova casa?

— Não matou ela?- Tyler perguntou.

— Ela está viva com seu traseiro andando pela casa.- Disse.

— Quem?- Jer perguntou.

— Hanna.- Toby disse.

— A ex.- Luke disse.

— Ih, tem história é?- Jeremy perguntou.

— Não interessa mais.- Disse.

— Não?- Tyler perguntou.

— Vocês sabem que não.- A sirene tocou, nos avisando de um chamado.- Esquece isso e vamos trabalhar.

— Escapou no gongo.- Luke disse.

Tyler riu.- Vamos.

Colocamos os uniforme e fomos, e fizemos o resgate. Essa era a pior época aqui por causa das férias, era tudo cheio e acidentes sempre acontecem. Na volta fiquei pensando na conversa antes do chamado e sim era uma história acabada a com a Hanna, então porque desde o segundo que a vi fico tendo que repetir isso? Merda, esses meses vão ter que passar rápido para não ter a tentação de me foder de novo.

*****

Girl what would you do?

Would you wanna stay if I were to say?

*****

POV Misto. (Hanna e Stefan)

Sai de casa irritado. Tinha discutido com meu pai sobre a faculdade. Ele não se conformava de eu fazer Letras, não Engenharia e isso estava virando uma guerra. Droga, sinto falta do Damon nessas horas, ele está bem em NY fazendo a Administração que ele queria. Fiz meu caminho diário, indo para a casa que estava sendo melhor que a minha. Sorri, batendo na porta.

Abri a porta e sorri.- Stefan, oi.

— Bom dia Hanna.- Sorri.

— Entra.- Puxei ele para dentro e fechei a porta.

— Que milagre você estar fora da cama.- Disse.

— É dia de aula, engraçadinho.- Disse.

— Podia ir na praia, é bem melhor.- Disse.

Ri e peguei minha mochila.- Como se nossa escola não fosse praticamente na praia.

— Cadê a vó?- Questionei.

— Saiu agora pouco para ir na feira.- Saímos de casa e fechei a porta, colocando a chave embaixo da tartaruga que tinha na janela. Eu sei, é bem óbvio, mas o crime aqui em ClearWater é praticamente nulo.- Agora vamos para a aula.

— O mar é logo ali, mais rápido e prático.- Sorri, mas estava era tentando ficar a sós com ela, a vontade. A um tempo vinha tendo sentimentos diferente por ela e queria botar isso para fora. Como não estava com a cabeça para colégio, hoje era perfeito.

O olhei e sorri.- Ok, tudo bem, você venceu.

— Mesmo?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Ótimo, vai trocar de roupa.- Disse tirando a mochila.

— Porque?- Questionei.

— Vai para a praia assim?- Questionei.

Me olhei.- Algo de errado com a minha legging e tênis?- Questionei, sorrindo.

— Você vai conseguir andar de tênis na areia?- Questionei.

— Estava só brincando. Já volto.- Voltei para casa e subi para meu quarto, tirando a roupa que estava e colocando um biquíni preto, uma mini saia jeans e uma blusa/saída de praia cheia de furinhos azul claro. Terminei de me trocar e voltei para Stefan.

— Agora sim, está linda.- Disse.

Suspirei, desapontada. Porque eu esperei por um “gostosa”? Ele nunca me chamaria assim, nem nos meus sonhos mais estranhos isso acontece. Vou ter que viver com isso, sempre serei como uma irmã caçula para ele. Sorri.- Obrigada.

— Vamos mais para o centro?- Questionei.

— Vamos.- Disse.

Começamos a andar e como tudo aqui na cidade é perto fomos andando mesmo. Já por mais que fosse outono aqui era sempre quente e os turistas adoravam por isso. A Hanna chamava a atenção por onde passava e eu odiava os olhares dos caras para ela, esse foi o meu primeiro sinal que algo havia mudado em mim. Quando percebi estava ficando louco de ciúme dela. Peguei na mão dela de reflexo. Ela estava comigo.- Esses caras não se mancam.

O olhei.- O que?

— Eles ficam encarando seus peitos. Babacas.- Falei irritado.

Sorri.- Deixa encararem.

— Claro que não!- Disse.

— Porque não?- Questionei.

— Você não é uma qualquer para eles ficarem babando assim. Você é linda e gostosa demais para eles.- Disse.

Sorri.- Ah é? Quer dizer que só o Zac Efron pode é?- Brinquei.

— O babaquinha cantor? Não.- Disse.

— Ele não é babaca. E quem pode então?- Questionei.

— Eu. Eu não sou um babaca.- Sorri.

Ri.- Ah é? Tá se achando bastante, heim?

— Porque? Você não acha?- Questionei.

Sorri.- Claro que acho.

— Mesmo?- A olhei. As vezes tinha a impressão que ela também me via diferente, mas pode ser viagem minha.

— Claro.- Disse.

— Olha que eu posso então te chamar para sair e não vai ter como escapar de mim.- Eu era louco. Podia estar arriscando os quase dez anos de amizade que temos para acabar com um chute na bunda.

Sorri.- Então convide.

Tomei a frente dela, ainda segurando a sua mão.- Hanna, aceita aproveitar esse dia que já estamos matando aula para sair comigo?

Sorri.- Sim, eu aceito.

— Ótimo, vamos então arrumar nosso lugar na praia.- Dei o braço a ela. Cacete, ela tinha aceitado mesmo? Então não era maluquice achar que ela também estava interessada?

Sorri.- Vamos.

Escolhi um lugar e nos sentamos num banco perto do pier.- Eu adoro a visão daqui.

— Eu também.- Disse.

— Você quer alguma coisa? Eu acabei saindo de casa sem tomar café, podemos pegar algo.- Disse.

— Podemos sim. Estou sempre com fome.- Disse.

— Sempre é eufemismo linda.- Disse.

Apontei a língua para ele e ri.- Vamos lá pegar algo.

Levantamos e atravessamos o calçadão, indo até uma cafeteria e fazendo os pedidos.- Donuts com milk shake?- Ri do pedido dela.

— Algum problema?- Questionei divertida.

— Não, longe de mim me meter na sua carga de doce diária.- Levantei as mãos rindo.

Ri.- Ótimo.

— É incrível como você faz um dia ruim virar um ótimo dia.- Disse.

O olhei.- O que aconteceu?

— Meu pai.- Dei de ombros.- Insiste em eu fazer medicina.

Suspirei e nos sentamos com os pedidos.- Sei que é difícil de entender, mas ele não quer seu mal, você sabe disso, né?

— E é difícil respeitar o que eu quero em vez de impor o que ele quer?- Questionei.

— Para ele deve ser, mas ele vai pedir desculpas quando você ser o melhor na sua área.- Disse.

— Para isso eu vou ter que arrasar nas notas para a bolsa.- Disse.

Sorri.- Você vai.

— Obrigado. Eu não sei o que eu faria sem você.- Disse.

Sorri e o abracei.- Pode sempre contar comigo.

— Sempre é?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Até assim?- Roubei um donut dela.

Abri a boca, fingindo espanto.- Hey, doces não estão em negociação.

— Não?- Dei uma mordida.- Creme de chocolate com amendoim, delícia.

— Stefan!- Disse.

— Quer?- Disse rindo.- Vem pegar.

Ri e avancei nele para pegar.

Eu cheguei para trás e acabei batendo na parede que o banco era encostado e ela por cima de mim. Estava tão próxima e tudo que eu via era aquela boca. Ela tinha uma boca linda e se eu não arriscar vou me arrepender. Me inclinei e a beijei.

Fui pega de surpresa, mas acabei retribuindo o beijo.

Soltei o doce, a segurando e provar daquela boca era mais gostoso que pensei. Ela parecia meio tímida ainda e uma batida na mesa assustou a gente.

— Isso aqui não é lugar para vocês se agarrarem.- O cara disse.

Paramos o beijo e me ajeitei no banco.- Desculpe.

— Isso aqui é um lugar de respeito.- Ele disse.

— Foi mal.- Me ajeitei e assim que ele saiu começamos a rir.- Ele se irritou, imagina um amasso?

Ri.- Ele teria um colapso.

— Eu não me importaria.- Disse.

— Você é daqueles que transaria em público, né?- Questionei divertida, bebendo do milk shake.

A olhei.- Dependendo da pessoa. Com você seria em qualquer hora e qualquer lugar. Até numa cafeteria como essa.

Sorri.- Ah é? E como fica a questão dos caras não me verem nua e não ficarem babando como você disse?

— Eu te cobriria com meu corpo.- Sorri. Imaginar isso não estava dando certo, foder a Hanna agora pareceu uma ideia que poderia acontecer e meu pau está reagindo a isso.

Sorri.- Verdade, você é bem maior que eu.

— De várias maneiras.- Disse.

— Ah é? Tipo?- Questionei.

— Tipo, você deve ser bem apertada para mim se fossemos além do amasso.- Como ela ficou do meu lado, me ajeitei para ela não perceber muito o que estava acontecendo nas minhas calças.

Sorri e apoiei meu cotovelo no banco, o olhando.- Você é tão grande e grosso assim?- Mordi meu donut.

— Você pode ter logo logo uma ideia.- Sorri, indicando meu pau feliz.

Olhei e sorri, sentindo algo diferente com aquela visão... algo que eu não sabia bem explicar; felicidade, será? Porque eu que fiz ele ficar assim, não foi?- Vou ficar curiosa até lá?

— Sim, você vai.- Comi meu bacon.

— Estou achando que seu pau é pequeno e fino.- Provoquei.

Engasguei com o pedaço de panqueca que peguei em seguida tendo que tomar um bom gole de café que me queimou.- COMO... como é que é? Porra, me queimei.

Ri.- Tadinho.

— Você vai...- Peguei o milk shake dela para tentar aliviar.- Pagar.

— Porque?- Questionei.

— Não estou conse...guin...do pen...sar.- Disse.

— Se queimou?- Questionei.

— Sim.- Tomei mais do milk shake. Eu sabia que iria passar, mas agora doía bastante.

— Quer ir no hospital?- Questionei.

— Que?- O gelo estava ajudando.- Não.

— Tem certeza?- Questionei.

Acenei.- Pede outro.- Fiquei tomando do milk shake até sentir a queimação diminuir.

Chamei o garçom e pedi outro milk-shake.

Depois de um tempinho senti minha língua voltando aos poucos ao normal e comecei a rir.

— O que foi?- Questionei.

— Finalmente te chamo para sair e agora não vou poder te beijar direito.- Disse.

Ri.- Vai ficar na vontade.

— Pobre de mim.- Rimos e tentei comer mais um pouco e depois paguei tudo e saímos de lá.- Já que não preciso me polir, tenho que dizer, você está super gostosa e cada dia fica mais.

Sorri.- Você acha?

— Estava ficando difícil não ficar de pau duro com você trocando de roupa.- Disse.

Sorri.- Bom saber.

— Ah é? Vai dizer que te excito também?- Questionei.

Mordi meu lábio e sorri.- Acho que sim.

— Acha é? Vou fazer um stripper para você então.- Disse.

Ri.- Olha, não seria algo que recusaria... daria boas risadas com você dançando.

— Duvidando das minhas habilidades de dançarino?- Questionei.

— Totalmente.- Disse.

— Já é a segunda que duvida de mim hoje. Não deveria o fazer tanto.- Disse.

— Você ainda não me provou nada ao contrário sobre sua “virilidade”.- Provoquei.

Parei, a pegando pela cintura.- Então quer provas, não é?

— Sim.- Disse.

A beijei e porra, a sensação que deu. Será que era assim estar com ela? Meu corpo todo formigava e eu queria mais.

Retribui o beijo.

Diferente de antes, aprofundei o beijo e segurei nos cabelos dela, perto da nuca.

Parei o beijo e sorri.- Sua língua tá machucada, calma.

— Eu aguento.- Disse.

Sorri.- Melhor não arriscarmos.

— Ai não vale, você me provoca e depois para.- Disse.

Sorri.- Não te provoquei.

— Não, imagina.- Não tinha a soltado ainda.

— Não.- Lhe dei um selinho.

Ri.- Vamos.- Andamos mais um pouco e aquele dia foi um dia perfeito.

*****

I wanna be last yeah

Baby let me be your, let me be your last first kiss

I wanna be first yeah

Wanna be the first to take it all the way like this

And if you only knew I wanna be last yeah

Baby let me be your last, your last first kiss

*****

Balancei a cabeça. Estávamos já chegando no batalhão de volta e eu não precisava mais disso na minha cabeça, daquela mentirosa. Para sempre. Ri de raiva. Esse para sempre durou pouco. O turno passou voando, mas foi cansativo e quando acabou cheguei em casa e desabei na cama. Acordei com um som ecoando pela casa, fala sério. Levantei, buscando e encontrei Hanna na cozinha, estava dançando. Cacete, aquela bunda de novo.

Estava fazendo meu almoço enquanto escutava musica e mexia a colher na panela no ritmo da minha “dança”.

Eu sempre fui louco pela bunda dela, cacete, o sono tá me afetando.- Será que pode abaixar isso?

Me virei e vi Stefan.- Ah, desculpa.- Peguei o celular e desliguei.

Fui na geladeira e peguei uma garrafa de água.- Nos dias que eu volto do turno agradeceria se não ligasse som alto cedo.

— Tudo bem, desculpe.- Disse.

Vi a correspondência na mesa e mexi procurando a minha.- Só chegou isso?

— Sim.- Disse.

— Cacete.- Peguei o telefone e liguei para o editor chefe e esperei passarem a ligação.— Fitzgerald, sou eu Salvatore. O material não chegou e você me garantiu que chegaria hoje. Não vai ter como eu avaliar a revista e terminar o livro nos prazos.

Ele parecia irritado. Bom, desde que o vi de novo ele parece irritado. Servi meu almoço e me sentei para comer.

Ele enrolou, mas garantiu que seria entregue hoje.- Ok, tudo bem. Conseguiu ver a lista dos livros que mandei?- Esperei a resposta e sorri.- Eu sei que são ótimos, a editora deveria dar uma chance.

Peguei meu celular e entrei no Instagram, e fiquei olhando meu feed.

Ezra era meu chefe direto, tinha o conhecido na faculdade e logo depois ele me chamou para trabalhar na editora da família dele.- Tá bom, nos falamos depois.- Desliguei e botei um café para passar, teria que esperar a entrega e não queria pedir nada a Hanna. Distraído peguei e fui tomar o café, esquecendo o quanto estava quente.- Puta merda.

— Tudo bem?- Questionei.

— Não.- Abri a torneira da pia jogando água na boca.- Eu estou com sono e agora tenho que esperar a minha entrega de trabalho porque algum imbecil não trocou o meu endereço no sistema.

— Eu posso receber para você.- Disse.

— Não precisa se incomodar.- Disse.

— Não incomoda.- Disse.

Suspirei.- Tudo bem, depois faço algo para ficarmos quites.

— Para com isso Stefan, só vou receber uma encomenda.- Disse.

— Não quero te dever nada.- Disse.

Franzi o cenho, não entendendo. Meu Deus, ele é estranho.- Ok então, você que sabe.

Peguei a xicara e fui para sala, sentando no sofá, mas acho que o café não foi suficiente já que mesmo lutando acabei pegando no sono.

Lavei a louça do meu almoço e antes de subir fui dar uma checada na varanda para ver se a encomenda não tinha chegado, e chegou. Peguei e deixei ela na sala para ele ver quando acordasse. Subi e fiquei na internet até a hora do meu banho. Aproveitei e comprei uma cafeteira e fones bluetooth, assim poderia escutar musica sem atrapalhar ele. Quando era 18:00 fui tomar banho, me arrumei com o uniforme e sai de casa, indo trabalhar.

Quando acordei percebi que ainda estava no sofá e a minha encomenda bem a frente. Merda, a Hanna tinha pegado. Fui tomar um banho antes de trabalhar e percebi que ela não estava em casa, deveria ter saído. Agora sim estava a vontade. Não conseguia ficar a tranquilo com ela ali, era a representação viva do meu passado que me esforcei para esquecer e que agora fica rebolando na minha frente. As duas semanas seguinte foram assim, só trocávamos palavras do que era necessário e eu por vezes acabei sendo grosso ou mal educado com ela, eu tinha tanta raiva que queria descontar de alguma forma. Uma delas foi trepar sem nenhum pudor com a minha conquista da noite e saber que ela estava ouvindo e ver a sua cata lívida de manhã quando fui buscar café com a minha garota. Estava no Batalhão e fazia conferências de alguns materiais enquanto contava isso para o Toby, rindo.- Foi hilário no final.

— Posso imaginar.- Ele disse.

— Agora faltam só dois meses para a casa ser só minha e eu não vejo a hora.- Disse.

Ele riu.- Isso é bom, assim você relaxa.

— Eu tô relaxado.- Disse.

— Sei.- Ele disse.

— Até parece que iria me estressar por causa dela.- Disse.

Ele riu.- Ok então. Espero que não mesmo.

— Eu apaguei os vestígios dela em mim Toby, não tem que se preocupar.- Disse.

— Tudo bem.- Ele disse.

— Acabou ai?- Questionei.

— Sim.- Ele disse.

— Vamos então ver se aqueles moleques terminaram o almoço.- Disse.

— Vamos.- Ele disse.

Guardei os papéis e fui com Toby para a área de descanso/cozinha. Tinha um revezamento para fazer os almoços e as compras e dessa vez foi o nosso, sendo Jeremy e Tyler os principais. Chegamos lá e já tinha gente se servindo.- Pelo cheiro as moças mandaram bem.

— Eles trapacearam.- Luke respondeu, comendo.

— Trapaceamos nada.- Tyler disse.

— O que vocês fizeram?- Peguei um prato, esperando as meninas da ambulância se servirem.

— Então, ficou bom?- Perguntei quando sai do banheiro, tinha ido lavar as mãos e prender melhor meu cabelo.

— O cheiro está maravilhoso.- Disse.

Sorri.- Que bom.- Vi Stefan se servindo e o “cumprimentei” com os olhos, indo ficar junto de Jeremy.

— Minha Hanna aqui tem mãos maravilhosas.- Jeremy disse.

— Você sabe que pedir ajuda é trapacear.- Botei um pouco de comida, mas menos que costumava. O que ela queria aqui? Já não bastava a casa, tinha que contaminar meu trabalho também?

— Se ele quiser trapacear assim...- Luke disse.

Ri.- Que bom que está bom, Luke.

Marcel entrou na cozinha.- Que cheiro ótimo, o pessoal do 17 mandou bem agora.

— Meus homens são bons no que fazem Gerard.- Marcel era o outro tenente do turno e mesmo rolando algumas disputas nos damos bem.

Essa era uma das frases que mais pegam mal de se dizer, na minha opinião, pensei.

— Somos mesmo.- Tyler disse.

— Ei tenente, olha isso. Dolphins está contratando um kicker.- Ele disse rindo e olhando para TV.

— Esse time só me mata de vergonha.- Abaixei a cabeça, rindo.

— Você insisti nisso, o resultado é esse.- Marcel disse.

— Já disse venha para os vencedores.- Jer riu.- Você curte futebol Hanna?

— Não posso dizer que gosto.- Disse.

— Isso é uma pena, mas pode se juntar a gente para perturbar nosso tenente perder aqui.- Jer disse.

— Gilbert, lembre-se que sempre ir fazer uma reciclagem extra.- Taquei um copo de plástico nele, rindo.

Sorri.- Melhor não arrumar confusão Jer, temos uma saída marcada.

— Jeremy, se eu fosse você iria preferir a reciclagem a isso.- Disse comendo.

— Ele pareceu gostar quando transamos, não é Jer?- Sim, tínhamos transado, mas deixei claro para ele que seria um envolvimento de verão só.

— Opa, com certeza.- Jer disse.

— O que tá acontecendo aqui?- Luke questionou.

Ri.- Agora pode acrescentar fácil a sua lista de predicados.- Tão fácil que o que me negou por meses agora saia distribuindo por ai. Será que no fundo foi a melhor coisa que aconteceu? E isso dela o Jeremy está me incomodando, deve ser preocupação com meu amigo, é isso.

Ri.- O quão hipócrita você é? Se eu sou fácil, você é o que? Vagabundo? Vadio?

— E se eu for? Não me importo.- Me levantei e a puxei pelo braço até sair da cozinha.— O que você veio fazer aqui?

— Vim ajudar.- Disse.

— Ah, então não basta contaminar a casa, agora quer se meter no meu trabalho também?- Questionei.

Suspirei.- Quer tanto a porra da casa, Stefan? Engula a casa então. Amanha mesmo eu saio dela.

— Foi a melhor coisa que falou desde que chegou. E de quebra deixa o Jeremy em paz, ele não precisa de você na vida dele.- Disse.

— Isso já não é da sua conta.- Disse.

— É quando eu sei o quão destrutiva você pode ser.- A olhei, sentindo a raiva fluir em mim de novo, só faltava ela dizer que era uma mocinha inocente.

— Vai se foder, Stefan.- Disse.

— O que? A verdade dói?- Dei um passo na direção dela, mas não tirava os olhos dos dela. Eu sempre adorei os olhos dela.

— A sua verdade, só se for.- Disse.

— Você...- Percebi que estava subindo a voz e aqui não era o lugar para isso.- Você não vai estragar a minha vida de novo enquanto estiver aqui e isso inclui os meus amigos, logo deixa o Jeremy em paz e volta para a sua vida.

— Você é doente.- Me afastei dele e sai dali. Me despedi de Jeremy e sai dali.

— Stefan.- Jer se aproximou.- O que foi isso?

— Nada e para o seu próprio bem fica longe daquela mulher.- Disse.

— Porque?- Tyler perguntou.

— Não é da sua conta.- Disse.

— Nossa, ok.- Tyler disse.

Fui para o meu quarto, não era bem um quarto, mais como escritório e uma cama. Eu tinha que me acalmar, eu não era assim e essa mulher está me deixando doido de novo. Cacete. Não podia deixar isso acontecer. Vó Regina, que chá maluco você tinha tomado quando teve essa ideia dos infernos? Antes que eu pudesse pensar em algo mais o alerta tocou e fui para o chamado. Era melhor enfiar a cabeça no trabalho.

Cheguei na casa e guardei todas as minhas coisas em malas. Não ia mais aguentar isso. Se minha vó preferia o Stefan, era melhor ter deixado tudo para ele de uma vez. Guardei tudo que era meu no meu carro e sai dali. Encontrei um “motel” bom e bem em conta. Daria para manter com meu salario do bar de boa. E era um bom até; tinha o quarto, banheiro e uma “mini cozinha”. Agora talvez conseguisse curtir meu verão longe dele. Passei o dia arrumando minhas coisas no quarto, depois tomei banho e me arrumei para ir trabalhar. Terminei de me ajeitar e sai.

— Oi Hanna.- Cami sorriu.

— Oi.- Disse.

— Caso queira, tem bolo e doces lá dentro. Foi aniversário do meu sobrinho e vim direto para cá.- Ela disse.

Sorri.- Ok, obrigada.

— É tão estranho nos dias que o Jer não está aqui.- Ela disse.

— Sim, é.- Disse.

— E vocês estão saindo, não é?- Ela perguntou.

— Não sei se “saindo” é bem a palavra.- Disse.

— Transando como coelhinhos?- Ela riu.

Ri.- Foi só duas vezes.

— Sei.- Ela disse.

— É a verdade.- Disse.

— Mas você está certa. É linda e solteira, tem que se divertir.- Ela disse.

— Os “feios” também podem.- Sorri.

— Parece que isso não existe nessa cidade.- Ela disse.

— E você namora?- Questionei.

— Sim, a dois anos.- Ela disse.

— Uau, que legal.- Disse.

— Sim. Klaus é único.- Ela sorriu.

Sorri.- Que bom.

— Posso perguntar algo?- Ela perguntou.

— Claro.- Disse.

— Esses anos todos que disse, nunca tinha voltado aqui?- Ela perguntou.

— Não.- Disse.

— Fugindo de namorado psicótico?- Ela riu, arrumando as mesas.

— Não, só fiz minha vida em outro lugar.- Disse.

— Que bom. Gosto de gente assim.- Ela disse.

Apenas sorri.

Eu estava sozinho finalmente. Tinha me surpreendido um pouco quando cheguei e vi tudo vazio, mas Hanna ter comprido o que falou foi o melhor, mesmo eu estranhando não ter mais ninguém. Dá para entender? Aproveitei para descansar, trabalhei, botei a leitura em dia e no inicio da noite ne mandaram mensagem que era aniversário do Josh e que iriam para um bar. Ah, sério? Era o bar do Ric, onde a Hanna trabalhava. Bufei, mas acabei concordando. Tomei um banho, me arrumei e fui para lá. Entrei e logo vi o pessoal. Fui até eles.- Não digam que perdi o bolo?

— Quase.- Toby disse.

— Ainda bem que não. Parabéns Josh.- O cumprimentei.

Ele sorriu.- Obrigado.

— Uma bebida aqui para o meu amigo, é só pegar lá no bar no meu nome.- Luke disse.

Ok, fui no bar e Jeremy estava servindo, quer dizer, no momento só batendo papo com a Hanna e com a mão na bunda dela.- Hey Jer, me dá uma cerveja.

— Só isso?- Ele perguntou.

— Sim.- Eu poderia ignorar, mas estava de excelente humor.- Tem uma encomenda sua lá em casa.- Falei para Hanna.

— Ok. Agradeceria se deixasse do lado de fora da casa, amanha vou pegar.- Disse.

— Ok. Tem umas coisas que achei, talvez sua mãe queira.- Disse.

— Ok, obrigada.- Disse.

Jer me deu a cerveja.- Valeu. Vou separar e arrumar tudo. Tem batata Jer?

— Tem, estamos nos aproveitando dela.- Jer disse.

— Separa ai para mim. Viu as previsões de onda para amanhã?- Questionei.

Um outro cliente apareceu na bancada e fui atende-lo para deixa-los conversando.

Jer e eu combinamos de surfar amanhã e quando me entregou as batatas voltei para o grupo. Algum instinto em mim fazia as vezes olhar o balcão e fingi que era para uma gostosa que estava lá, mas conferia mesmo era onde as mãos do Jeremy estava.

Jer fazia sucesso com as clientes mulheres e alguns homens também, então o deixei sozinho para fazer seu charme e fui ficar com Camille que estava parando olhando as mesas somente. Não tinha muito movimento hoje.- Por isso ele ganha um monte de gorjeta, só tem mulher aqui.- Brinquei.

— Sim, Jeremy arrasa corações.- Ele disse.

Ri.- Eu estou vendo.

— E nos dias que os meninos do batalhão vem, quem se dá bem somos nós.- Ela disse.

Sorri.- Diga por você.

— Ah, é a sua primeira vez que eles veem aqui, não é?- Ela perguntou.

— Sim.- Mas é porque eles me odeiam, pensei. Resolvi não falar para não me vitimizar.

— Então vai gostar de...LES...- Ela gritou, se virando.

— Oi love.- Klaus disse.

Sorri.- Bem, vou deixa-los sozinhos então.

— Estou a trabalho mocinho. Essa é a minha amiga nova, Hanna.- Ela disse.

— Boa noite.- Ele sorriu.

— Boa noite.- Me afastei um pouco para da-los privacidade.

Estávamos numa discussão besta sobre carros quando vi que tinha chegado o Klaus. Junto com o Toby era o mais perto que eu tinha de melhor amigo, fora o meu irmão, claro.

— Boa noite.- Ele chegou com uma cerveja.

— E ai Klaus.- Toby disse.

— Parabéns Josh.- Klaus o cumprimentou.

— Agora o seu outro amor chegou Stefan.- Luke disse.

— Já vai começar?- Ri.

— Então é um triângulo amoroso?- Tyler riu.

— Assim vou me sentir muito amado.- Disse.

— Mas você é e vivi me trocando por esse seu sub ai.- Klaus disse.

— Até parece, você que é sub.- Toby disse.

— Tem certeza que vocês gostam é de foder mulher? Estou tendo minhas duvidas.- Luke disse rindo.

Josh riu.- Só agora?

— Ai deles me traírem.- Disse.

— Sinto muito, mas prefiro minha loira nessas horas.- Klaus disse.

— Stefan também, não para de olhar para a novata que o Jeremy tá comendo.- Luke disse.

— É de ódio. Acho que ele tá tentando mata-la mentalmente.- Toby disse.

— Por... Caralho, é "A"? Eu nem reconheci, tá gostosa pra cacete.- Klaus disse.

— Jeremy com essa cara de santo tem sorte.- Tyler disse.

— Se você acha.- Disse.

— Mas ele pode perder para com quem ela dividi a casa.- Klaus disse.

— Ficou maluco de vez foi Klaus?!- Ele sugerir que eu teria algo novamente com a Hanna... Nem se fosse a ultima mulher da Terra.

Tyler riu.- Cuidado que ele tá agressivo.

— Toda vez que ela entra no assunto ele fica assim.- Luke provocou, comendo uma batata.

— É tesão enrustido.- Klaus riu, bebendo.

— Provavelmente.- Josh disse.

— É melhor vocês irem beber, isso sim.- Disse.

Josh riu.- Ok esquentadinho.

— Quem é esquentadinho?- Elena chegou, perguntando.

— Stefan.- Josh disse.

— Porque? Ele é tão bonzinho.- Elena disse.

Toby se engasgou com a cerveja e tossiu, rindo.- Bonzinho? Aham.

— É que ela não faz o tipo dele.- Luke disse.

— Ah é, ele adora loiras.- Klaus disse.

Estava passando perto da mesa do Stefan e acabei ouvindo o comentário, e acabei sorrindo. Porque mesmo?

— Então você, Luke e o Klaus que tinham que tomar cuidado, o fetiche dele é com vocês.- Elena disse.

— Dá para parar de falar mim hein?- Vi a Emily chegando. Ela e a Elena faziam a dupla de ambulância com a gente.- Emily, puxe um assunto.

— Homens são nojentos.- Emily disse.

Rimos e Luke saiu. Eu aproveitei para ir no banheiro e na volta dei de cara com uma bunda na minha direção e cacete, pela roupa era alguém do bar. Olhei melhor e porra, é a Hanna. Klaus tinha razão, em todas as vezes que prestei alguma atenção, ela estava deliciosa e essa roupa daqui... Porra.

Estava pegando uns rolos de papel higiênico no armário para abastecer os banheiros e dei um pouco para trás para pegar um rolo que estava no fundo e acabei batendo com a bunda em algo... ou alguém. Me virei rápido e vi que era Stefan. Droga.- Ah, desculpe. Eu te machuquei?

— Não, a não ser que sua bunda conte como assédio.- A olhei, reparando melhor como ela ficava deliciosa de uniforme. Bem que podia ser outra pessoa né?

— Desculpe, eu não vi e sou desastrada.- Me agachei para pegar os rolos que derrubei.

— Talvez devesse voltar a usar óculos então.- Disse.

— Estou de lentes, não foi nesse sentido que “não vi”. Foi só uma expressão.- Disse.

Tinha um rolo atrás de mim, então abaixei o pegando e entregando a ela. Eu devia já ter bebido muito, era a explicação para o meu primeiro pensamento não ser tacar aquele rolo nela.

Me levantei e peguei.- Obrigada.

Ficou um silencio esquisito e vi Luke passar com um bolo.- Eu tenho que ir.- Dei passagem a ela e sai daquele corredor.

Suspirei. Eu odeio ficar brigada com as pessoas e imaginei, ou melhor, tinha esperanças que Stefan talvez tivesse me perdoado, mas pelo jeito não. Talvez eu devesse pedir desculpas e talvez assim possamos pelo menos nos tratar bem. Balancei a cabeça e voltei a trabalhar.

Voltei para o salão e depois de cantar parabéns e comer do bolo ficamos zoando e conversando. Eu gostava de estar com os meus amigos. Sai de lá e como ainda era cedo, fui para um lugar mais agitado, acabando por arrumar com quem trepar, o que aliviou bem a tensão que ficou do bar, principalmente para o meu pau que ficou louco por uma bunda. Na manhã seguinte fui surfar com o Jeremy e quando voltei vi uma figura na varanda.- Hanna.

Me virei.- Ah, desculpe... Eu vim aqui pegar as encomendas.

— Achei que seria mais tarde.- Disse.

— Pensei de vir quando não estivesse já que ia estar surfando e ai não ia te atrapalhar.- Disse.

— Ia ter que esperar, esqueci de deixar aqui.- Deixei a prancha na varanda e entrei em casa.

Olhei ele entrar na casa e ele tinha ficado ainda mais bonito do que era quando adolescente e sexy. Me encostei na varanda para esperar ele trazer as caixas.

Peguei a caixa da encomenda e vi que não tinha todas as outras ali.- Você... Sério? Parada ai na porta? Que eu saiba seu nome está na escritura.

— A casa é sua, não minha.- Disse.

— Não tenho o dinheiro suficiente para pagar a sua parte ainda.- Disse.

— Não precisa. É um acordo entre a gente.- Disse.

— Eu insisto. Já basta ter ganhado isso aqui sem merecer.- Olhei ao redor, me perguntando como ela podia ter exagerado assim.

— Não precisa, mas se você insiste...- Não queria brigar, então era melhor concordar com o que ele fala. Apontei para a caixa.- É só essa?

— Não. As outras que falei estão lá em cima, vou pegar.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Subi e peguei as caixas que estavam no quarto, eram duas e não me achava no direito de ficar com coisas tão pessoais. Desci e ela continuava na varanda.- Você não entrou mesmo.

— Sei que não sou bem vinda, você deixou bem claro.- Disse.

Dei de ombros.- E você queria o que? Flores e uma banda?

Franzi o cenho, já não entendendo porque já estava me tratando mal. Vou ter que viver pisando em ovos com ele. Peguei as caixas da mão dele.- Não. Obrigada por me dar essas coisas. Tenha um bom dia.- Sai dali.

Observei ela ir. E para onde ela ia com aquelas caixas assim? Não tinha carro a vista e o ônibus era longe. Bufei. Por você vó.- Marin, espera.

Me virei.- O que?

— Você não vai dar conta dessas caixas a pé.- Estava encostado no batente da varanda. Hanna parecia a antiga Hanna com aquele vestido de verão e cabelos soltos. Só que a versão mulher.

— Eu me viro.- Disse.

— Eu vou tomar um banho e te levo.- Joguei. Não sei porque pensei nisso, mas por mais que fosse ela, não era o tipo de cara que deixa uma mulher andar por ai cheia de caixas.

— Não precisa Stefan, mas obrigada.- Disse.

— Você vai se cansar com o peso em menos de 1km e não vai saber o que fazer.- Disse.

— Eu dou um jeito.- Disse.

— Estou indo para o banho e quando voltar ainda vou alcançar você.- Peguei a prancha e entrei.

Revirei os olhos e fui embora.

Tomei um banho rápido e botei uma bermuda, camiseta, peguei as chaves e sai com o carro. Foi fácil a achar.- Eu não disse?- Falei perto dela.

— Parabéns Stefan, você estava certo. Mas eu não quero carona, obrigada.- Disse.

— Então bota as caixas ai e eu levo, te espero lá.- Disse.

Suspirei e coloquei as caixas no carro, voltando a andar.

— Endereço?- Questionei.

— No motel dos Hazel.- Disse.

— Nos vemos lá então.- Acelerei um pouco, dando a ela a chance de mudar de ideia.

— Tudo bem.- Disse.

Cruzei o carro na frente dela e desci. Aquela porra acabava ali. Eu estava me oferecendo e ela ia desdenhar? Nem a pau. A peguei, abri a porta do carro e a botei dentro.

— Hey! O que é isso?- Questionei.

— Resolvendo o problema.- Entrei no carro e voltei a dirigir. O lugar que ela falou era perto, mas a pé no sol que estava ia levar muito tempo.

— Você tem costume de forçar mulheres a fazerem o que você quer agora?- Questionei.

— Só quando elas estão fazendo burrice.- Disse.

Revirei os olhos.- Bem machista da sua parte, heim?

— Não, é a realidade. Você não ia aguentar andar e eu iria criar raiz de esperar.- Disse.

Bufei e coloquei o cinto.

— Obrigado.- O lugar não era longe, mas se ela tivesse ido a pé mesmo teria sido uma eternidade.- Pronto, chegamos.

— Obrigada.- Desci do carro.

— De nada.- Desci do carro e peguei as caixas na caçamba.- Me mostra o quarto.

— É o 212.- Andei até ele.

Olhava o lugar e não era ruim, mas poderia ser muito melhor. E para completar um cara passou pela gente e o olhar dele para Hanna me incomodou, mas não era ciúme ou nada assim, me deixou preocupado.

Abri a porta e entrei.- Pode colocar em cima da cama, por favor.

— Aqui tem segurança?- Questionei.

— Hmm... Não. Porque?- Questionei.

— E tem trancas?- Questionei.

— Sim.- Disse.

Deixei as caixas na cama.- Deixe sempre com elas.

Franzi o cenho.- Porque?

— Instinto.- Disse.

— O Jer me trás sempre.- Disse.

— Eu não quero saber se transam sempre aqui.- De relance olhei a cama, mas me impedi de imaginar isso.

Ri.- Eu não disse isso.

— Eu conheço Jeremy.- Olhei pela janela e vi o cara lá embaixo. Eu não tinha que ficar aqui, nem conversar, vai embora Stefan.

Ri.- Ok então.

— Eu vou embora.- Disse.

— Ok.- Disse.

Já estava na porta, quando parei.- Se saiu da casa, por que ficou na cidade?

O olhei, incrédula.- Primeiro; eu não sai, você me expulsou. E segundo; você pode me expulsar da sua casa, mas da cidade não, então não é da sua conta.

— Como eu posso te expulsar de uma coisa que é sua?- Questionei.

Suspirei, cansada.- Ah, para com essa merda Stefan. Você sabe muito bem o que fez e falou, não se finge de inocente e que não sabe de nada.

— E isso foi o suficiente para fazer você desistir?- Agora era minha vez de ficar irritado. Ela tinha me saído uma bela mimada frágil que não aguentava umas discussões mais pesadas.

— Eu não vim aqui para discutir com você.- Disse.

— Então para que veio Hanna?- Bati a porta atrás de mim e fui na direção dela.- Que porra veio fazer na cidade com a qual não se importa?!

— Da onde você tirou que não me importo? Só porque eu sai da cidade e construí minha vida em outro lugar?- Questionei.

— É isso que repete para você ficar em paz?- Questionei.

Franzi o cenho.- Meu Deus, ok.

— Só Deus mesmo. Tratar as pessoas como se não fossem nada e depois vir com a cara lavada de que é inocente.- Disse.

Balancei a cabeça, incrédula.- Eu sou humana, Stefan, não uma super heroína e humanos erram e precisam de tempo. Ok, eu fui embora sem te avisar, eu fui covarde e errei não me despedindo. Hoje eu sei disso. Mas na época isso parecia a pior coisa do mundo e eu fiquei com medo e você não tem direito nenhum de me julgar. Cada um é cada um.

Era como se ela tive acionado tudo que estava engasgado por anos.- Você pode repetir isso para qualquer um, menos para mim. Eu era a porra do seu namorado! E você simplesmente sumiu enquanto eu fiquei sentado naquela varanda virando noites ligando para saber o que tinha acontecido, porque a garota que eu amava nunca faria aquilo.

— Eu não vou brigar com você. Você vai fazer isso sozinho.- Disse.

Respirei fundo para não perder a cabeça.- Você me destruiu e isso quase fez eu perder a minha vida. Mas não vai fazer de novo.- Falei isso para ela e para mim, botar essa raiva e essa mágoa para fora, agora do jeito certo, talvez fosse o que eu precisava.

— A única coisa que posso fazer Stefan, é te pedir desculpas. Então, desculpe.- Me afastei dele. Não sei se podia confiar muito quanto ao estado agressivo dele.

— É só isso que tem a dizer?- Questionei.

— Você nunca vai acreditar e aceitar nada do que eu tentar falar. Porque vou me esforçar? Estou cansada disso. Eu só não quero brigar, tá bem? Você não precisa mais me ver. Eu vou embora daqui se é isso que você quer.- Disse.

— Você faz como preferir.- Disse e não sei porque tinha uma sensação de decepção, achando que ela teria algum motivo, alguma razão explicando tudo. Por mais que agora já não tivesse como mudar.

— Ok.- Disse.

Fui até a janela e olhei. O cara ainda estava lá. Estaria ele esperando eu sair?

— Hmm... tudo bem?- Questionei.

— Eu só estou esperando aquele cara sair para ir embora.- Disse.

Fui até ele e olhei pela janela. O cara tinha uma expressão sinistra e um arrepio correu meu corpo. Odeio ter que me sentir vulnerável e com medo. Não devia ser assim.- Hã... eu posso chamar o Jer para vir para cá para você poder ir embora, se quiser.

— Ele está no curso agora.- Disse.

— O que eu não faria para ter o Caleb aqui agora?- Bufei e passei a mão nos meus cabelos.- Me desculpe por isso, Stefan. Não queria te atrapalhar.

O que ela falou me atingiu de um jeito que eu não esperava, deixando claro como seguimos a nossa vida. Ela seguiu em frente e eu me fechei para todo e qualquer relação. O máximo que tinha era transas frequentes.- Cachorro ou ex?

— Amigo/colega de trabalho.- Disse.

— Ah sim.- Para que perguntei isso? O que ela fez da vida dela não me importa.

— Hmm... Eu posso pedir para você ficar aqui comigo? Eu fiquei assustada com aquele homem agora.- Disse.

Olhei a hora. Eu tinha um compromisso, mas não me sentiria bem a deixando mercê de acontecer alguma coisa.- Tudo bem, só preciso fazer uma ligação.

— Obrigada. Se importa se eu ir tomar banho?- Questionei.

— Pode ir.- Disse.

— Ok.- Peguei minhas coisas e fui para o banheiro.

Sentei na beirada da cama e liguei para minha amiga Caroline para remarcar o que tínhamos combinado. Olhei ao redor e que merda eu estava fazendo ali? Tomando conta da Hanna no apartamento com ela? Eu já perdi a cabeça mesmo.

Tomei um banho para tirar o calor e suor que tinha ficado. O dia estava bem quente e aproveitei para lavar o cabelo. Me sequei e como não ia sair aproveitei para já ficar sem sutiã e coloquei só um vestido soltinho de alça fina e confortável. Terminei de me ajeitar e sai do banheiro.

Estava sentado na cama e a vi quando saiu. Cacete, era sacanagem aquilo? O vestido leve, as pernas de fora... Ela esfregando a sua gostosura na minha cara.

— Você quer comer alguma coisa?- Questionei.

— Não precisa se preocupar comigo.- Disse.

— Tá bem então.- Fui para a cama e me sentei, me sentindo estranha. Eu devia dizer que ele podia ir embora. Devia ser bobagem achar que iam invadir meu quarto e mesmo assim eu estava com medo. E por algum motivo bizarro me sentia segura com Stefan, porém estava me sentindo desconfortável com o mau humor dele. Liguei a TV e coloquei no Netflix e coloquei para assistir 13 Reasons Why. A segunda temporada estava incrível. Lembro que li o livro assim que foi lançado, em 2007, e que dei de presente para Stefan. Mas ele nem deve se lembrar mais também. Só sei que fiquei muito animada com o lançamento da série ano passado e com o lançamento da segunda agora.

— Estava pesquisando e você pode ir para outro lugar, mais no centro.- Disse guardando o celular.

— Não tenho como pagar.- Disse.

— Deve ter algo que não seja como isso aqui.- Vi no que ela botou e eu ainda não tinha visto, vivia sem tempo.

— Você não precisa se preocupar comigo. Se prefere ir embora também, pode ir. Sei que está aqui porque é um cara bom e se culparia se acontecesse algo, mas vou trancar tudo e não vai acontecer nada.- Disse.

— Vou esperar mais um pouco.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Pode pausar um pouco?- Disse levantando.

— Hã... claro.- Pausei.

Sai do quarto e fui até o carro, fingindo pegar uma sacola esquecida, mas era para observar, mas no fundo tomar um ar também. Tinha dito boa parte do que eu queria. Porque não parecia diferente e agora que toquei no assunto liberei minha mente a voltar aquela época, senti a ferida doer de novo? Que merda inventei. Voltei ao quarto, me sentando.- Pronto.

— Ok.- Dei play.

Prestei atenção na TV, mas podia sentir como a situação deveria estar engraçada para quem visse de fora. Ela deitada e eu sentado na ponta da cama. Por mais que eu quisesse, eu não conseguia não olhar algumas vezes as pernas dela. Porra, como elas estavam grossas e deveriam ficar bem em volta da cintura.

Olhei ele, ou melhor, as costas dele e eu sempre adorei o fato dele ter ombros largos, ser forte e alto. Sempre amei ficar nos braços dele. Stefan sempre foi gostoso, mas ele tinha ficado incrivelmente mais com esses dez anos. Mordi meu lábio e sorri. Eu me sentia uma adolescente quando pensava nele assim. Eu estou sentindo “borboletas” no estomago? Não pode ser. Sério Hanna? Você esqueceu ele já.

— Já tinha visto?- Quebrei o silêncio para parar de pensar merda.

— A primeira temporada? Sim. Mas decidi rever para fazer maratona completa da primeira e segunda.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

Assistindo relaxei um pouco, estava sentindo falta de ver séries, teria que arrumar tempo para isso. Por um momento esqueci que quem estava ali era a Hanna e me joguei na cama, acabando por esbarrar nela.

Sorri de leve para ele. Não queria causar um clima ruim por causa disso.

— Desculpa. Hmm... Posso usar o banheiro?- Questionei.

— Claro.- Disse.

Levantei, indo no banheiro e estava quente, aproveitei para lavar o rosto. Entre abri a porta e tinha uma visão da Hanna... Agora eu podia ver bem a sua bunda que o vestido não cobria bem e pensar no que poderia fazer com ela não me fez bem, começou a me excitar. Eu tinha que ir embora. Voltei e sentei novamente.- Mas você é burro Clay.

Sorri.- Tadinho dele. Ele é fofo.

— Lerdo.- Disse.

— Ele é um adolescente, um bebê.- Franzi o cenho com a cena que apareceu do Clay se masturbando com a foto de Hannah e Courtney.- Ok, um bebê com testosterona.

— Um bebê com 16 anos?- Me virei para ela.

— Para mim hoje ele é.- Ri.- Bem, se bem que 10 anos de diferença é aceitável, mas é bem estranho nesse caso.

— Se você for num colégio por aqui, pode arrumar um assim.- Disse.

— Se eu trair meus alunos eles me matam.- Sorri, me lembrando deles. Eles sabiam ser teimosos, mas os amava e já estava com certa saudade.

— Alunos?- Questionei.

— Sim, sou professora.- Disse.

— Ah sim.- Voltei a atenção para a TV, pensando o que houve com moda? Bem, não é da minha conta.

Sorri de leve, feliz que tínhamos conversado um pouco sem brigas e voltei a ver a série.

Assisti o episodio inteiro e logo quando começou outro fiquei com fome, muita fome na verdade.- Eu vou ver se tem algo para comer lá embaixo.

— Ok. Me trás brownie.- Peguei dinheiro na carteira e dei a ele.

— Ok.- Peguei o dinheiro e desci, tinha uma lanchonete do outro lado da rua e como não vi o tal cara, fui até lá. Comprei o que ela pediu e um lanche completo para mim. Quando estava pagando vi o cara aparecer, peguei os lanches e voltei seguindo ele, mas quando ele me viu, mudou de rumo. Cheguei no quarto e entrei.- Arruma as suas coisas.

— O que?- Questionei.

— Pega suas coisas, vamos voltar para a casa de praia.- Disse.

— O que? Porque?- Questionei.

— Por que aquele cara tá te marcando aqui.- Disse.

— Está? Porque?- Me sentei.

— Não sei, mas você não vai ficar plantada aqui sempre com alguém, vamos.- Disse.

— Tem certeza? Você me odeia.- Disse.

— Deixar você para ser estuprada e morta por um maluco não está na minha lista de maneiras de me vingar de você.- E não estava mesmo, eu nunca me sentiria bem a deixando nessa situação.

— Ah.- Me senti mal de saber que ele queria, de fato, se vingar de mim. Quando que ele ficou assim tão... frio?- Eu vou aceitar porque também não quero ser machucada. Obrigada pelo convite, a propósito.

— Não vou discutir isso com você de novo.- Disse.

— Ok.- Me levantei e fui arrumar minhas coisas; colocar as roupas que estavam fora da mala na mala e pegar as coisas do banheiro. Terminei de arrumar as coisas, desliguei tudo no quarto e saímos. Passei na recepção para acertar as contas e saímos dali.

*****

Baby tell me what to change

I'm afraid you'll run away if I tell you

What I wanted to tell you

Maybe I just gotta wait

Maybe this is a mistake

I'm a fool yeah, baby I'm just a fool yeah

Girl what would you do?

Would you wanna stay if I were to say?

*****

Voltamos para casa e fiquei estranhamente mais tranquilo de saber que ela estava segura. Primeiro fico excitado e agora isso. Tentei voltar a rotina e relaxar um pouco com a situação e até que foi uma semana bem tranquila, ou nem tanto, minha mãe não ficou nada feliz em saber que a Hanna estava na casa de novo, quando eu fui visitar meus pais. Eu a entendia, afinal, se fosse com algum conhecido o estado que eu fiquei quando ela foi, eu também não iria ficar feliz com a situação. Meu pai ficou mais cauteloso, mas não fez tanto drama para eu abandonar a casa como ela. Eu estava perto do fim do turno quando recebemos uma chamada e tinha sido um acidente perto da praia, a coisa tinha sido feia e no meio do resgate eu acabei me machucando. Cacete. Fui para o hospital e sai de lá com uma torção no pulso e alguns pontos no braço. Cheguei em casa já a tarde e Toby que me levou já que não podia dirigir.- Valeu cara.

— Sempre que precisar, você sabe. Não precisa mesmo que eu fique?- Ele perguntou.

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— Não, eu dou um jeito aqui. Entra.- Entramos em casa e joguei a bolsa no sofá, tirando os sapatos.- Ficou sabendo de algo das vitimas?

— Por enquanto nada.- Ele disse.

— Se souber me avisa.- Escutei gente atrás de nós e olhei, era a Hanna. Cacete, ela não tinha roupas compridas não? Tinha que estar sempre gostosa?

— Stefan... O que houve?- Questionei.

— Acidente de trabalho.- Disse.

— Meu Deus.- Me aproximei.- Mas está tudo bem?

— Só uns pontos e uma torção. Quer alguma coisa Toby?- Questionei.

— Não, já estou indo caso não precise de mim.- Toby disse.

— Obrigado por me trazer.- Disse.

— Claro. Qualquer coisa me chama. Tchau Hanna.- Ele se despediu e saiu.

Eu estava com uma tala na mão e não poderia fazer movimentos bruscos nem nada, odeio quando acontecem essas coisas. Olhei e Hanna ainda parecia assustada, ou preocupada, como ela se interessasse por isso.- Não foi nada grave.

— Você precisa de ajuda com alguma coisa?- Questionei.

— Não. Vou tomar banho e descansar.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Subi e foi mais trabalhoso do que imaginei tomar banho e me vestir depois, mas não ia pedir ajuda para Hanna, muito menos para isso. Me deitei e acabei dormindo, acordando já um pouco tarde e vi que estava anoitecendo e eu morto de fome e dor. Desci e Hanna estava na sala. Fui para a cozinha tentar arrumar algo para comer. Péssima ideia, só fiz derrubar o pão e o queijo.- Cacete, desisto. Melhor pedir algo.

— Eu faço algo para você comer.- Disse.

— Não precisa ter trabalho.- Disse.

— Não é. Macarrão com queijo?- Questionei.

Eu estava com fome e isso vencia o meu orgulho agora.- Obrigado, eu faço algo para você depois.

— Deixa disso, Stefan.- Peguei as coisas no armário e comecei a fazer.

— Merda, eu tinha me esquecido como pontos doem.- Peguei uma garrafa de água na geladeira.

— Não posso dizer que entendo porque nunca precisei.- Coloquei o macarrão para cozinhar.

— Para quem passou um mês no hospital deveria ser fichinha.- Disse.

— Um mês? Pelo que?- Questionei.

— Acidente de carro no verão de 2009. Como Damon diz, o episódio final do ano negro.- Disse.

— Ah sim, sinto muito.- Disse.

— Tudo bem, foi a melhor coisa que me aconteceu. Se Não fosse isso não sei onde estaria, provavelmente morto.- Disse.

— Ah.- E eu achando que poderíamos um dia voltar a ser amigos, mas com certeza isso nunca será possível. Eu realmente o magoei e quase o matei, isso é mais do que um aviso para eu ficar longe. Os pais dele me odeiam, o irmão, os amigos... e com razão pelo jeito. Me sinto pior do que o normal, mas pelo menos agora sei que é melhor me manter longe e ir embora para minha casa de uma vez. Terminei de fazer o macarrão com queijo e o servi, deixando-o na cozinha para comer a vontade.

Estranhei o jeito dela e estava cansado para ficar brigando hoje. Acho que vou deixar em trégua por hoje.- Não vai comer?

— Já comi.- Disse.

Comi um pouco e estava ótimo, assim como no dia que ela foi ao batalhão. Terminei e botei o prato na pia, indo para a sala.- Estava gostoso, obrigado.

— De nada.- Disse.

— Está vendo o que?- Questionei.

— The Voice.- Disse.

— Já chegou nas batalhas?- Questionei.

— Sim.- Olhei a hora.- Eu preciso sair para ir trabalhar.

— Você está gostando de trabalhar lá?- Por um momento achei que ela ficaria, que porra, para com isso. Os remédios estão me afetando.

— Estou sim.- Disse.

— Que bom. Pode ir, não quero te atrapalhar.- Disse.

— Qualquer coisa você liga. Boa noite.- Sorri de leve para ele e sai.

Olhei por onde ela tinha saído e me deitei no sofá. Isso estava estranho, eu estava estranho. Faz sentido eu não sentir tanta raiva dela mais como quando ela chegou e não me importar em conversar? Não sei, assim como não sei o que está me dando toda vez que a vejo gostosa e sexy meu corpo e minha mente fica apenas com o foco nela, como se tivesse só ela ali. Suspirei. Vó, eu queria tanto que estivesse aqui para conversarmos, pensei e olhei o retrato dela que tinha na estante. Sentia tanta saudade dela. Mandei mensagens ao pessoal do trabalho avisando que eu estava bem, assim como a minha família e como não tinha dormido a noite, apaguei ali mesmo.

O dia no trabalho foi normal e divertido, como sempre era. Bem, teria sido mais se não estivesse me sentindo pior que o normal. Nunca pensei que diria isso, mas estou louca que as férias acabem. Jer me trouxe até a casa, me despedi dele e entrei. Vi que Stefan dormia no sofá e não sabia se devia chama-lo para ele ir para a cama ou se ele ficaria bravo. Suspirei. Melhor arriscar e chamar, porque não acho que seja uma posição confortável. Cheguei perto dele no sofá.- Stefan.

Escutei uma voz me chamando e era a mesma que eu estava falando no sonho que estava.- Oi docinho.

Sorri com o apelido carinhoso. Pelo menos no “mundo dos sonhos” ele não me odiava tanto assim.- Stefan, acorda. Você vai ficar dolorido.

— Meu braço tá doendo mesmo.- Resmunguei.

— Pois é, vamos lá.- Ajudei ele.

Levantei e me apoiei nela.- Puta merda, isso tá doendo muito.

— Te deram remédio para a dor?- Questionei.

— Tá na minha bolsa.- Disse.

— Ok.- Subimos e o ajudei até o quarto dele. Ele se deitou e peguei o remédio para ele, lhe dando com água.

— Valeu. Veio sozinha?- Questionei.

— Jer me acompanhou até aqui.- Disse.

Bufei.- Jeremy.

— O que?- Questionei.

— Ele só quer comer você.- Disse.

— Eu sei. Eu disse para ele que era só um “lance” de verão.- Disse.

— Nunca é.- Disse.

— Você acabou de dizer que ele só quer me comer e agora tá dizendo que nunca é só isso?- Questionei.

— É, não. Não sei.- Ri.

Ri.- Mas nesse caso é só isso.

— Então é igual a mim?- Questionei.

— Como assim?- Perguntei.

— Só sexo.- Disse.

— Ah... não.- Porque me senti mal dizendo isso? Não tenho que me sentir mal pela minha história.- Eu tive dois relacionamentos, o ultimo fiquei até noiva.

A olhei, me sentindo despertar por completo e ao mesmo tempo com algo queimando em mim.- Ficou?

— Sim.- Disse.

— Você seguiu sua vida.- Disse.

Suspirei. Eu realmente não queria falar sobre isso a essa hora e com ele machucado. Ajeitei o cobertor, cobrindo-o melhor.- Melhor você dormir, Stefan. Está tarde e você precisa descansar.

— Eu fui tão estúpido, mantendo meu coração fechado para qualquer uma que chegasse perto.- Comecei a rir.

— Bem, eu nunca disse que os amava de fato, só que tive dois relacionamentos.- Disse.

— Você se jogou para a vida de novo, se abriu a tudo, literalmente.- Desde o que tive com a Hanna, eu nunca mais quis saber de relação, sempre foi apenas sexo por sexo.- Eu tenho uma regra simples; eu não namoro, só transo.- A raiva começou a tomar o lugar da ironia, pensando nela feliz com outros caras, trepando com eles enquanto eu estava na merda. Eles tocando o que era para ser meu.

Me sentei na cama, ao lado dele que estava deitado. Espero que não me empurre da cama.- Stefan... não foi tão simples assim. Eu passei sete anos sem ter nada com ninguém. Só consegui voltar a ter com uns 23 anos com um cara imbecil com o qual namorei por um ano. E depois tive esse outro relacionamento que precocemente virou um noivado.

Isso me surpreendeu um pouco, mas gostei de saber que ela penou um pouco.- Onde você mora?

— Chicago.- Disse.

— Deve ser legal. Eu nunca sai daqui.- Disse.

— E é.- Disse.

— Eu deveria ficar longe de você, mas isso não é mais uma necessidade.- Disse.

— Sei que te machuquei e sinto muito por isso.- Disse.

— A vó sempre dizia que te perdoar era o que eu precisa para tirar essa magoa.- Disse.

— Bom, não é tão fácil quanto parece, né?- Parece que toda a cidade, incluindo minha vó, tomou as dores dele. Bem, não posso culpar ninguém.

— Ela fazia parecer que era. Eu fiquei quase dois anos sem falar com ela.- Disse.

Sorri de leve, me levantando.- Tá ai uma coisa que não acredito. Você precisa dormir agora.

A segurei.- Foi sim, ela era sua cumplice.- Por um acaso eu não queria acabar a conversa.

Ri.- Ela nunca foi minha cumplice, ela só entendia o porque. Ela sabia que minha mãe tinha recebido um emprego em NY e entendia minha relação com a minha mãe. Ela sabia que não seria capaz de ficar longe da minha mãe nem por ela e nem por você. Mesmo com 17 anos na cara. Eu e minha mãe sempre fomos grudadas e ficar nunca foi uma opção. Eu ia contar para você, mas não tive coragem porque sabia que você ia implorar para eu ficar e eu sabia que diria não, e que isso só te magoaria mais.

— Não pensou que eu iria com você?- Questionei.

— Não, você ama essa cidade e sua família.- Disse.

— Eu amava você! Você tirou a minha chance de decidir, mesmo sabendo que estava acima de qualquer um.- Me sentei.- Porra, eu ia te pedir em casamento depois da formatura, sem ligar para onde iríamos de faculdade!

Senti meus ombros encolherem e suspirei. Eu não podia fazer nada além de pedir desculpas.- Sinto muito Stefan, mesmo.

Eu tive um lampejo a olhando, naqueles olhos a Hanna que eu conhecia, e sentia a necessidade de tira aquele fardo de dentro de mim.- Não vamos mais brigar por causa disso.- Suspirei.- Você tem dois meses aqui e não quero ficar todo dia revivendo isso.

Assenti.- Tudo bem.

— Boa convivência então?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Tá.- Sorri de leve.- Agora deixa eu deitar que pra mim começou a rodar tudo.

— Tudo bem. Boa noite.- Disse.

— Boa noite. Apaga a luz, por favor.- Disse.

Desliguei a luz e sai do quarto dele, indo para o meu. Suspirei quando me deitei na cama. Espero que as coisas melhorem agora. Quando me acordei no outro dia o sol já estava alto e olhei para o meu relógio; são 10:00 já. Me espreguicei e levantei, indo tomar um banho. Me sequei, me arrumei e desci. Stefan não estava na sala e nem na cozinha, então fui fazer café.

Acordei e fiquei enrolando na cama pensando no que lembrava da conversa de ontem. É, talvez fosse melhor manter assim. Levantei, indo no banheiro, me vestindo e desci.

Escutei um barulho e sabia que era Stefan.- Quer quantas panquecas?

— Esse cheiro bom é disso?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Pode ser três.- Disse.

— Certo.- Comecei a fazer.

— Como ficou tão boa na cozinha?- Questionei.

Ri.- Só faz cinco anos, quando me mudei sozinha para Chicago.

— A trabalho?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Ah sim.- Peguei um copo de suco, já que não podia tomar meus suplementos.

Sorri e voltei a cozinhar, terminando de fazer e dando as dele.

Peguei a calda no armário e quando fui comer...- É, eu odeio fazer isso. Pode cortar um pouco?

— Ah sim, claro.- Fui cortar para ele.- Pronto.

— Obrigado.- Comi.- Cacete, assim você vai fazer eu ter que me exercitar o dobro.

Ri.- Vou considerar um elogio.

— Se eu virar aqueles bombeiros gorduchos meu chefe vem aqui reclamar com você.- Disse.

— Ele tem problemas com gordos?- Questionei.

— Olha, ele não ficaria feliz do tenente favorito dele não conseguir mais fazer tudo que fazia antes.- Comi mais um pouco.

Ri.- Então se controle.

A TV estava ligada e estava no jornal local, por acaso falando do acidente.- Vamos logo, fala o que quero saber.

— O que foi?- Questionei.

— Quero saber das vitimas.- A repórter anunciou que das quatro, duas estavam liberadas e duas estavam no hospital, mas uma era grave.- Graças a Deus.- Suspirei aliviado.

Sorri. Pelo visto a essência dele continua; ele é mesmo um homem bom. Comecei a comer também.

— Meu telefone tocou alguma hora?- Questionei.

— Não que tenha ouvido.- Disse.

— Vou ter que cancelar as aulas, a Car vai me matar.- Disse.

— Aulas?- Questionei.

— Sim. Uma vez por mês dou aula de surf para crianças.- Disse.

— Ah sim, que fofo.- Disse.

Sorri.- Tem uns cinco anos que ela me chamou para participar do projeto e foi uma coisa deliciosa que passei a fazer.

Sorri.- Isso é bom.

— Crianças são demais.- Ri.

Ri.- É, eu gosto das minhas.

— Qual a idade?- Questionei.

— Entre 11 a 18 anos.- Disse.

— Nossa, brabo.- Disse.

— Nem fala. Lidar com vários homens feitos e controlar a boca e as calças deles é cansativo.- Disse.

— Ai, essa eu poderia ter ficado sem saber.- Disse.

Ri.- Desculpe.

— Bem, como bombeiro já vi muita coisa deles, então não é uma surpresa.- Disse.

— Como assim?- Questionei.

— Coisas que já vi em chamado.- Disse.

— Tipo?- Questionei.

— Uma vez fomos chamados para atender numa casa quando chegamos era uma festa adolescente que por causa de um vibrador quase tacaram fogo na casa inteira.- Disse.

— Minha história é melhor. Ok, não melhor, mas é engraçado e só agora, porque na hora foi assustador.- Ri.- Mas foi meu aluno, 14 anos eu acho, um dos amigos dele me chamou na sala dizendo que ele estava me chamando, mas não disse o porque e era no banheiro. Ele estava assustado e no começo não queria falar, só queria que eu chamasse um médico, mas depois convenci ele a me deixar entrar porque somos proibidos de chamar os enfermeiros em vão, e ele tinha dado um mau jeito no pau de tanto de se masturbar.

— Puta merda, isso ai deve doer.- Disse.

— Sim, tadinho. Ele estava com dor e tive que ficar com ele, segurando a mão dele enquanto era examinado. Tão grande para se masturbar e tão bebê ao mesmo tempo... Adolescentes são confusos.- Disse.

— Demais.- Fiquei pensando.- Nunca me machuquei me masturbando.

Ri.- Ainda bem, né? Imagina a dor.

— Qualquer dor nessa área é horrível.- Disse.

— Imagino.- Disse.

— Na verdade imagina não.- Disse.

Ri.- Verdade.

Terminei de comer.— Isso ficou uma conversa estranha para enquanto estamos comendo.

Ri.- Sim.

— Ah, merda.- Disse.

— O que?- Questionei.

— Agora que pensei, não vou poder terminar as avaliações da editora.- Disse.

— Tire férias forçadas. Você precisa descansar agora.- Disse.

— Só que eu tenho prazos para o que já está aqui comigo.- Disse.

— Stefan, tenho certeza que a sua editora vai entender que você se machucou e vai atrasar.- Disse.

— Vou ligar para o Ezra.- Disse.

— Eu posso te ajudar, não sou formada nisso e acredito que ser formada em Biologia não vai ajudar muito, mas posso te ajudar para não atrasar tanto, se quiser.- Disse.

— Não vou abusar de você.- Disse.

— Não é abuso.- Disse.

— Vou ligar para aquele puto antes.- Disse.

Ri.- Ok.

Fui procurar meu celular e liguei para o Ezra explicando o que tinha acontecido e ele me liberou das datas, mas mesmo assim eu iria tentar adiantar alguma coisa.- Hanna, onde deixou o meu remédio?

— Tá aqui.- Peguei no armário e dei a ele.

— Obrigado.- Disse.

— De nada.- Disse.

Tomei as capsulas e guardei o vidro, indo para a sala. Estava estranho isso com a Hanna, não parecia que tínhamos brigado e isso parecia rápido demais. Peguei as coisas da editora e sentei no sofá. Acabou por a Hanna vir me ajudar e não neguei, estava ficando mole demais. Naqueles dias estávamos criando uma rotina; ela fazia o almoço e o jantar, durante a tarde me ajudava até a hora de ir trabalhar. Confesso que com o passar dos dias estava mais fácil conviver com ela e não era mais incomodo conversar ou acabar brincando juntos. Com 15 dias voltei aos médico e tirei os pontos, também trocando a tala só por uma faixa mais simples. Voltei e ela me esperava no corredor.- Vamos?

— Vamos.- Disse.

— Ai, como é bom mexer os dedos, mesmo de leve.- Disse.

Sorri.- Imagino.

— Agora que passou a fase critica, vamos fazer o que?- Questionei.

— Como assim?- Questionei.

— Pensei de irmos comer já que não precisa quase me dar na boca.- Disse.

Sorri.- Tudo bem.

— Quer ir onde?- Saímos, indo para o estacionamento.

— Pode escolher.- Disse.

— Aquele restaurante no pier?- Questionei.

— Pode ser.- Disse.

Dei as chaves a ela já que não estava dirigindo ainda e ela nos levou até um restaurante que eu adorava no pier, com vista para a praia. Ela desceu na minha frente e a olhei. Porra, eu devo estar cada vez mais maluco porque ela está cada dia mais linda.

— O médico disse alguma coisa?- Perguntei.

— Que é para eu exercitar aos poucos a mão, que não teve nenhuma lesão.- Disse.

— Exercite ela no seu quarto e sem ruídos, por favor.- Brinquei.

— Me desculpa, mas vai ter que arrumar um fone, não sei ser silencioso.- Disse.

Ri.- Meu Deus, ok.

A olhei e ri, mas pensando se ela era barulhenta ou não. Pelo pouco que tivemos acho que não, mas a curiosidade bateu.- Vamos pedir?

— Vamos.- Disse.

Peguei o cardápio e escolhi a minha comida favorita dali.- Com batata frita extra por favor.

— Hambúrguer e fritas com cheddar.- Disse.

— Hamburguer?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Isso é almoço?- Questionei.

— Claro.- Disse.

— Não é não, é lanche.- Disse.

Revirei os olhos e ri.- Certinho como sempre. A quanto tempo você não come um doce, heim? Tá precisando.

— Eu como, só que com tudo que eu faço, lanchinho não me dá suporte.- Disse.

Sorri.- Exagerado.

— Não é. Imagina se eu fico num resgate de horas e não tiver me alimentado bem, o problema que não vou ter?- Questionei.

— Ok, senhor caminhoneiro.- Sorri e bebi da água que tinha na mesa.

Ri e a olhei. Eu sempre amei o sorriso dela e agora como estamos a claridade está deixando seus olhos mais claros, me fazendo querer me afogar neles.

O olhei e sorri.- Bem, o médico disse quando vai ter “alta”?

— Mais umas duas semanas, mas talvez eu volte ao batalhão antes.- Disse.

— Ah sim, que bom.- Disse.

— Parece que tem uma eternidade que estou fora de lá.- Toquei a tatuagem no meu braço.

— Eu posso imaginar.- Disse.

— Assim como deve estar com saudade de casa.- Disse.

— E estou.- Disse.

— Imagino.- Claro que ela estava, afinal, não tem nada para a segurar aqui. Por que estava achando que poderíamos manter algum contato ou pelo menos amizade?

Os pedidos chegaram e começamos a comer.- Porque você escolheu ser bombeiro? Pensei que fosse trabalhar integralmente com Letras e tal.

— Os médicos fizeram o trabalho deles, mas foram os bombeiros que salvaram a minha vida. O carro que eu estava bateu a 160 km/h, amassando e me deixando preso nas ferragens e eles me tiraram. Essa cicatriz é disso.- Afastei a blusa, mostrando a ela no meu peito a marca de onde um vidro ficou cravado.

— Uau, isso parece... horrível. Deve ter sido assustador.- Disse.

— Eu não lembro, estava bêbado, disputando um racha.- Disse.

— Ah sim. Bem, mesmo assim.- Disse.

— Eu vi o vídeo depois do acidente e fiquei fascinado em como eles ajudavam e a minha pena para não ir preso, foi ajuda-los no Batalhão. Ai eu me decidi.- Bebi um pouco de água.- E quanto a Letras eu ainda a amava, já que tinha a cabeça no lugar novamente, a fiz a distância, terminando a uns dois anos.

Sorri.- Que bom. Fico feliz por você.

— As vezes algumas coisas tem que acontecer para encontrar nosso caminho.- Disse.

Suspirei.- Pois é.

— E você, professora.- Quis tirar o foco de mim.

Sorri.- Sim.

— Como...- Senti uma mão no meu ombro.

— Ora, olha quem eu achei.- Damon disse.

— Damon, oi.- Disse.

Ele a olhou.- Hanna. Você não deveria estar em casa se recuperando Stefan?

— Eu vim do hospital, já estou de alta parcial. E você?- Questionei.

— Sai para resolver algumas coisas no intervalo.- Ele disse.

— E tinha que sair engomadinho assim?- Damon era gerente de um dos melhores resorts daqui e eu sempre implicava com ele pela forma que ele sempre andava arrumado.

Preferi não me meter na conversa deles e continuei comendo.

— Então você ainda está por aqui Hanna? Por que?- Damon perguntou.

— Damon, deixa ela em paz.- Disse.

— Eu vou embora em breve, não se preocupe.- Disse.

— Só no fim do verão.- Disse.

— Por que estão aqui assim? Por acaso são amigos de novo?- Damon questionou.

— E se for, qual o problema?- Me virei para ele e o encarei. Não queria ninguém falando mais com ela assim. Eu sei que ele se preocupa comigo, mas sei o que faço.

— Stefan, tudo bem.- Toquei na mão dele por reflexo.- Não quero que discutam.

— Vai estar bem se meu querido irmão te tratar normalmente e não como um irmão urso ao ataque.- Disse.

Ele riu.- Irmão urso? Você sabe que se ela chegar perto da mãe, ela não sai viva.

— Eu resolvo isso, mas ninguém vai destrata-la. Já resolvemos o que tínhamos para resolver.- Disse.

— Não pretendo chegar perto da mãe de vocês.- Dei de ombros. Lily Salvatore não era minha pessoa favorita. Para mim a existência ou não dela ou se gosta ou não de mim, não faz diferença nenhuma.

— Vamos a deixar lá na casa dela. E você, ou fica de boa ou conversamos depois.- Disse.

— Tudo bem.- Ele sentou.- E o que os pombinhos estão fazendo passeando por aqui?

Suspirei.- Viemos comemorar a melhora de Stefan.

Peguei algumas batatas e comi. Ao mesmo tempo que queria defende-la, estava estranhando a minha reação.

— Ah sim e quando volta a trabalhar?- Damon perguntou.

— Duas semanas.- Disse.

— Só assim descansa.- Ele disse.

— Pois é.- Disse.

— E o seu trabalho?- Questionei.

— Agitado, sabe como fica aqui nas férias.- Ele disse.

— Cheio e lotado de gente doida.- Ri.- Lembra o que te contei do vibrador?- Perguntei a Hanna.

— Sim.- Disse.

— Foi no verão.- Ri.- De tudo acontece aqui.

Ri.- Nossa, estou vendo.

— Eu também.- Ele os olhou.- Bem, vou indo. Depois te ligo Stef.

— Valeu.- Disse.

— Tchau Hanna.- Ele disse.

— Tchau.- Disse.

— Tchau.- Ele saiu.- Não liga para ele.

— Tudo bem.- Disse.

— É sério quando disse que já conversamos o que tinha para se falar de passado.- Disse.

— Eu sei, tudo bem.- Disse.

Apontei para o prato dela.- Onde vai parar tudo isso?

— Como assim?- Questionei.

— Você gostosa pra caralho e só comendo assim.- Disse.

O olhei e ri.- Bem, eu geralmente vou a academia.

— Isso explica. Você pode ir correr comigo.- Disse.

Sorri.- Posso tentar. Sabe que não consigo me concentrar quando me distraio e a praia é algo que me distrai.

— Você não conseguiu mudar isso?- Sorri. Eu estava convidando ela para correr comigo? Isso de voltar a amizade estava se estendendo demais.

Ri.- Não.

— Tadinha da docinho.- Terminei de comer e fiquei só nas batatas.

Sorri.- Pois é.

— Quer?- Ofereci da batata e quando ela veio pegar tive uma visão plena dos seus peitos. Eles estavam maiores? Não lembro de serem tão deliciosos e só de pensar nisso já estou babando por saborea-los.

Comi a batata e passei a língua no sal que ficou no meu lábio inferior.- Hmm... Eu adoro batata.

— Eu também.- Respondi, olhando a boca dela e lembrando o gosto de a ter na minha.

— Quer uma minha?- Ergui uma das minhas batatas com cheddar.

— Com prazer.- A olhei. Não sei o que é isso que está rolando, mas foda-se, deixa rolar.

Sorri e dei na boca dele.

Comi, a olhando e depois sorri.- Delicia.

Sorri e mordi meu lábio, sentindo minha pele arrepiar só com o seu olhar.- Sim.

— Agora vou querer com cheddar também.- Disse.

Sorri.- É o melhor.

Catei a batata dela e comi.- Você ainda deixa eu roubar fácil.

Sorri.- E você se aproveita.

— Claro. Vamos dar uma volta?- Questionei.

— Vamos.- Disse.

Paguei o almoço e começamos a andar pelo calçadão que tinha junto a praia.- Eu posso perguntar uma coisa?

— Claro.- Disse.

— Acha que estaríamos juntos ainda?- Questionei.

Sorri.- Sim, acho que sim.

— Eu acho também.- Disse.

Sorri de leve. Me sinto extremamente culpada por tudo. Pelo menos ele me tolera mais do que antes.

— E mais uma coisa; ainda tá saindo com o Jeremy?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Não? Porque?- Saber disso me deixou feliz, mesmo sabendo que não fazia diferença e que não teríamos nada além do que já temos.

— Por nada em especial.- Disse.

— Ele começou a brochar, foi?- Brinquei, descontraindo.

Sorri.- Não, pelo contrário. O pau do Jeremy é bem sólido.

— Eu não quero saber do pau dele.- Evitava pensar deles juntos ou dela dando para ele, ele a tocando por onde nunca pude... Não, melhor parar para não me excitar e me irritar.

Ri.- Você que começou.

— Mas não quero saber desses detalhes dele comendo você.- Disse.

— Em nenhum momento falei dele me comendo.- Disse.

— Seu detalhamento da situação dele foi bem especifico.- Disse.

— Só porque disse que ele é bem duro? E olha que nem falei de tamanho e espessura...- Disse.

— Chega!- Exclamei.

Ri.- Ok.

— Obrigado.- Que inferno! Eu conhecia essa sensação tão plenamente. Eu estava com ciúmes, depois de tantos anos de dor, eu estou com ciúmes dela.

Sorri.- Tudo bem.

— Gostou da mudança que fizeram aqui?- Mudei de assunto para tirar isso da cabeça.

— Ficou bem legal.- Disse.

— As vezes venho por aqui para distrair do trabalho antes de ir para casa, quer dizer, quando eu morava no apartamento daqui.- Disse.

Sorri.- Parece legal.

— Sim, ClearWater tem várias coisas especiais.- Acabei olhando para ela.

Sorri.- Hã... bem, podemos ir para casa? Eu vou ter que ir trabalhar mais tarde.

— Ainda vou reclamar com o Ric sobre você não ter folga.- Disse.

— Não. Hã... eu que escolhi assim, sabe, pelo nosso começo.- Disse.

— Estava com tanto medo assim de mim?- Paramos e fiquei perto dela.

Encolhi os ombros e suspirei.- Um pouco. Você sabe ser assustador as vezes e sei o quando me odeia, então...

Encostei no para peito que tinha ali para admirar a vista, mas sem me afastar dela.- Eu realmente queria me vingar de você, descontar de algum jeito que não fosse ignorar por um ano suas ligações, apagando suas mensagens e destruindo tudo que me lembrava você. Porque lembrar de você doía demais e quando você chegou eu sei que fiz isso por um tempo, mas ai fui vendo que não valia a pena torturar, nem odiar, quem sempre foi a minha melhor amiga.

Suspirei.- Sinto muito por tudo, de novo.

— Mas depois desse tempo eu não te odeio, acho que nunca odiei de verdade.- Disse.

Sorri.- Odiou sim.

— O que importa é que não mais.- Continuava de frente para ela e era como se meu passado estivesse ausente naquela hora e eu só observava como a boca dela era linda e deveria ser deliciosa.

O olhei me olhando e senti minha respiração falhar com seu olhar, mas não podia deixar isso se desenrolar. Não estava emocionalmente pronta, por mais que fisicamente sempre estive pronta para ele.- Tenho que ir para casa para me arrumar.

Balancei a cabeça, tentando ter algum juízo.- Claro, vamos.- Voltamos ao carro e saímos dali. Depois de chegar fui olhar meus e-mails e ela se arrumar. Quando ela desceu... Puta merda, como era gostosa. Me ofereci para leva-la e testar se já dava para dirigir, já que desde que tinha tirado a tala não sentia dor e combinamos de quando ela fosse sair, eu a pegaria. O resto da tarde e noite aproveitei para ir voltando ao trabalho da editora, mas não estava me concentrando muito, Hanna estava atrapalhando. Tentei conversar com o Toby e o conselho dele até que me aliviou um pouco as ideias, que eu precisava deixar sair tudo isso que eu vivia guardando ou ignorando. Quando deu a hora, eu fui busca-la, mas vi um cara do lado dela enquanto eu parava. Desci e pelo que ouvi ele estava bêbado e a cantando.

Olhei e Stefan chegava.- Estou indo, é melhor você tomar um café.- Disse ao cara e me encaminhei para o carro.

— Hey, não vai ainda.- Ele a segurou.

Andei mais rápido, a segurando.- Solta ela.

— Calma Stefan, ele só tá bêbado.- Disse.

— O que foi? É você que vive comendo essa delicia? Ela não parece satisfeita não.- O cara agarrou Hanna.

— Hey, me solta.- Tentei me soltar dele.

— Calma gostosa.- Ele disse.

Empurrei ele e o ver querendo a agarrar me deixou irado. Empurrei ele e a puxei para mim.- Fica longe dela, seu bêbado.

Suspirei.- Ok, vamos embora. Deixa ele ai.

Não tirei o braço que estava em volta dela até chegarmos no carro.- Ele te machucou?

Sorri.- Não, você me salvou super herói.

— Dizem que meu cabelo já é de um.- Ri.

Sorri.- Você é todo herói, Stef.

— Não é para tanto.- Abri a porta do carro para ela.

Sorri e entrei.- É sim.

Fechei a porta e olhei, o cara tinha voltado ao bar, menos mal. Entrei.- Vou avisar ao Klaus desses bêbados e vocês na hora de saída.

— A maioria deles são bêbados inofensivos.- Disse.

— Mas sempre tem os que não são.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Vou vir te buscar sempre que der.- Disse.

— Não quero te atrapalhar.- Disse.

— Não vai ser problema.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Liguei o carro e saímos de lá e como estava um noite quente, estava bem cheia as ruas. Liguei o som e deixei numa rádio qualquer.- Ah não.- Disse quando começou uma musica de HSM, ai que me toquei era um programa de sucessos antigos.

Ri do Stefan e comecei a cantar “Right Here, Right Now” com o Troy e Gabriela para provocar, mas é uma das minhas musicas favoritas.

— Não, nem pensar vou cantar.- Disse quando ela deu a deixa na vez dele.

Ri e apontei a língua para ele, continuando a cantar.- “Right Here, Right Now (right now), Im looking at you, and my heart loves the view, Cause you mean everything, Right Here, I promise you somehow that tomorrow can wait, some other day to be (to be), But right now there's you and me.”

Ri e suspirei, cantando com ela.

Continuamos cantando e a musica acabou, e ri.- Eu lembro que nessa época eu queria ser morena.

— Ainda bem que não o fez.- Disse.

— Na época de RBD ainda bem que eu gostava da Mia.- Ri.

— Você é bem menos chata e metida.- Disse.

Me fingi de chocada.- Menos? Quer dizer que você me acha chata e metida?

— Olha sabe ser chatinha.- Fiquei sério.

— Você não sabe como é difícil ser seu, seu caipira.- Imitei a Mia e ri em seguida.

Rimos e chegamos em casa.- Vamos ver se não é metida? Duvido entrar na água comigo agora.

— Eu entro.- Disse.

— Vamos ver então.- Desci e tirei a camisa, os sapatos e a bermuda, deixando na varanda.

Sorri e tirei as sandálias, logo tirando o vestido e corri para o mar.

A olhei indo e merda, eu estava fudido. Corri para a água também e ela estava morna e deliciosa.- Não vai muito, pode ter correnteza.

— Tudo bem.- Disse.

— A água tá uma delícia.- Mergulhei, chegando até ela.

Sorri.- Verdade.

Aonde estávamos a água ficava acima da cintura um pouco, o que me dava uma visão maravilhosa dos peitos dela.- Você ficou muito linda.

— Eu era feia antes, então?- Questionei divertida.

— É linda como mulher, éramos novos e mudando ainda.- Disse.

Sorri.- Eu lembro que você se gabava muito dos seus atributos já.

— Mas esse eu me gabo e não tem o que mudar.- Disse.

Ri.- Claro que tem. Dizem que crescemos até os 21 anos.

— Só ficou melhor então.- Ri, ficando colado nela.- Assim como essas belezas.

Sorri e mordi meu lábio.- Bem, isso é verdade. Eles realmente cresceram.

— Você est....- Distraídos não percebemos a onda que veio e nos acertou. Acabei segurando ela e nos levantamos cuspindo água.

Ri.- Meu Deus. Isso tá perigoso.

— Quer sair?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Eu também não.- Adorei sentir o corpo dela junto ao meu.

Sorri e olhei os lábios dele.- Tudo bem.

Afastei o cabelos dela que estava escorrido e colado no rosto dela. Podia sentir o calor dela, a boca me tentando e ela me olhando daquele jeito.- Hanna...

O olhei.- Sim?

Era melhor não falar e só agir. A beijei e colei seu corpo mais contra o meu.

Fui pega de surpresa, nunca achei que isso voltaria a acontecer, mas retribui o beijo, sentindo todo aquele sentimento guardado reacender.

Firmei mais a gente por causa das ondas e a segurei mais firme. Sendo baixinha ela ficava perfeita nos meus braços, mas sabia que devia só ser desejo, não posso deixar os sentimentos se envolverem nisso.

Envolvi meus braços em torno do seu pescoço e entrelacei meus dedos em seu cabelo.

O beijo ficava mais intenso e sentia o desejo dela também, me perguntei se ela havia pensado em mim além de por culpa. Ah, não importa isso, sei que meu pau está todo animado já.

Senti a ereção dele contra mim e desci minha mão pelo peito dele, parando o beijo.- Sua mão... tem que ter cuidado.

— Eu to bem.- Segurei nos cabelos dela e voltei a beija-la, segurando contra mim.

Retribui o beijo novamente e acariciava sua nuca.

A mão livre foi até a bunda dela e a apertei. Cacete, ela tá gostosa demais. Soltei seu cabelo e a ergui pela bunda e ela cruzou as pernas em mim. Eu to louco, mas foda-se.

Gemi contra os lábios e desci minha mão pelo peito dele, sentindo todos os vários músculos que ele tinha ali, assim como os do braço que me envolvia.

Meu pau estava cada vez mais duro e o gemido dela me deixou mais excitado ainda. Pensei em quantas vezes ela me deixou assim e tive que me virar depois.

Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali, descendo minha outra mão pelas costas dele.

Comecei a sair da água e os toques dela eram tão bons que me fazia querer mais. Paramos o beijo, mas continuei beijando pelo seu queixo e chegando ao pescoço.

Suspirei pesadamente, arqueando meu corpo de leve para expor mais meu pescoço a ele.

Beijei, mordendo de leve e senti que chegávamos na areia, onde parei para beijar o que dava daqueles peitões maravilhosos.

Gemi e suspirei pesadamente, mordendo meu lábio de leve.

Soltei o sutiã com uma das mãos, podendo pegar e suga-los.

Gemi.- É melhor entrarmos, não?

— Vamos.- A peguei pela mão e foi rápido até estarmos na sala e a minha boca na dela novamente, enquanto subíamos aos tropeços na escada.

Sorri, parando o beijo.- Cuidado, você não pode se machucar mais.

— Não vou. Seria um desastre bater meu pau agora.- Disse.

Ri.- Verdade.

— Mas está acabando.- Disse.

— Sim.- Disse.

Chegamos em cima e a coloquei contra parede, beijando entre os peitos dela, os pegando e apertando eles.

Gemi e suspirei pesadamente, acariciando os cabelos dele.

Desci uma mão até a boceta dela e a toquei por cima da calcinha.- Você me quer?- Beijei até abaixo do umbigo dela.- Me quer dentro de você?

Gemi.- Sim.

Levantei, a levando até o quarto dela e a jogando na cama, me deitando e voltando a beija-la.

Retribui o beijo e me acomodei embaixo dele, descendo minha mão pelo abdômen dele.

Comecei a tirar a calcinha dela e os remédios que tomei deveriam ter me deixado louco, por que eu ia trepar com a Hanna. Com a Hanna! Ao mesmo tempo que parecia sem sentindo desde que a vi meu corpo a deseja, morro de vontade como agora de a beijar e saborea-la, o desejo por ela me consumia mesmo eu negando, então não vou me deixar levar pelo passado e aproveitar o presente.

Ajudei ele a tirar a calcinha sem deixar de nos beijar e comecei a abaixar a cueca dele.

— Você tem camisinha aqui?- Questionei.

— Não, mas eu tomo anticoncepcional.- Disse.

— Ok.- Abocanhei um daqueles peitos e afastei mais as pernas dela. Meu pau saltou da cueca que ela tirava e rocei na entrada dela, gemendo. Ela estava molhada e excitada.

Suspirei pesadamente e entrelacei meus dedos no cabelo dele, terminando de abaixar a cueca dele.

Entrei nela e nós dois gememos. Hanna era apertada para mim, mas isso só deixava mais gostoso. Eu imaginei várias vezes como ela seria e estava sendo muito melhor.

Gemi contra a pele dele, sentindo ele me preencher e o tamanho dele me proporcionava aquele misto de “dor” e prazer.

— Cacete, como você é gostosa.- Disse começando a me mover.

Gemi, beijando o pescoço dele e descendo para a altura do braço onde alcançava.

Bombei mais forte e era covardia já que ela sabia o quanto eu tinha fraco no pescoço.- Você quer ser má?

Sorri e continuei.- Não, só quero te agradar. Sei que gosta.

— Demais.- Ela lembrava então? Sorri e fui mais fundo nela.

Gemi e suspirei pesadamente, me mexendo embaixo dele e descendo minha mão pelo abdômen. E era sexy demais ver os músculos dali se movendo.

Peguei um dos peitos dela com a boca e comecei a sugar, mordendo o mamilo de leve. Senti ela me apertar mais e respondi estocando mais rápido.- Quer mais?

Gemi.- Sim.

Voltei a fazer o mesmo com a boca enquanto pressionava o outro mamilo com a mão, sem perder o ritmo que estávamos. Eu já era louco por peitos e esses dela estão me deixando no paraíso.

Gemi e suspirei, descendo minha mão até suas bolas e o tocando ali.

— Porra!- Meu pau ficava mais duro enquanto ela me deixava mais excitado.- Assim não vou querer parar de foder você linda.

Sorri.- E quem disse que eu quero que pare?

Beijei ela, deixando o prazer nos dominar e a fodendo deliciosamente e quando parávamos os beijos os nossos sons enchiam o quarto.

Retribui o beijo e entrelacei minhas pernas na cintura dele, nos mantendo sempre junto e me movendo embaixo dele.

O orgasmo vinha chegando e olhar para a Hanna tão entregue a mim, como deveria ter sido todos esses anos, essa deveria ter sido a nossa história.

Sorri para ele e toquei seu rosto, beijando-o novamente.

O orgasmo chegou e gozei, e só parei de bombar quando ela gozou também. Descansei sobre ela sentindo o nosso cheiro que era uma mistura de suor e água do mar. Eu estava me sentindo estranho, feliz como a anos não sentia.

Recuperava meu folego.- Uau... isso foi inesperado.

— Com certeza.- Respirava fundo e sai dela, deitando do lado.

Me ajeitei na cama e o olhei.- Como está sua mão?

— Nem lembrei dela.- Disse a mexendo um pouco.- Só fazer uma massagem depois.

Assenti.- Ok.

— Acho que você vai ficar com marcas.- Disse.

Sorri.- Você acha?

— Com certeza, ainda mais nos peitos.- Disse.

Ri.- Sim. Chupão nos seios.

Meu corpo finalmente voltava ao normal.- Fazer o que se sou louco por peitos e loiras?

— Só por isso é?- Questionei.

— Eles são perfeitos e eu sem trepar a um mês.- Disse.

— Ah sim.- Porque isso me decepcionou? Eu realmente achei que teria algo a mais envolvido? Como eu sou burra. Me levantei, colocando um roupão.- Eu preciso dormir agora. Já é bem tarde.

— Eu preciso de um banho, estou um misto de suor e água do mar.- Levantei e olhei pela janela.- É o seu quarto antigo, a vista é perfeita.

— Sim.- Disse.

— E você não mudou quase nada.- Olhei ao redor.

— Não, eu gosto de como é mesmo.- Disse.

Peguei a cueca no chão e vi uma foto nossa no quadro de fotos delas. Foi do dia que saímos pela primeira vez, por instinto a toquei.

Sorri de leve e esperei que ele saísse para poder ir tomar banho.

Balancei a cabeça, saindo do devaneio.- Vou comer alguma coisa, você vai querer?

— Não, vou dormir.- Disse.

— Tudo bem, boa noite então.- Sorri.- Sei que vai dormir muito bem agora.- Cheguei perto dela e mexi na laço do roupão.

Sorri.- Metido.

— Vai dizer que sempre tem orgasmos bons assim?- Subi a mão pela perna dela.

Me senti corar.- Stefan!

— O que?- Questionei.

— Não posso falar isso.- Disse.

— Vai dizer que já?- Questionei.

Mordi meu lábio.- Não.

— Foi o que pensei. Boa noite docinho.- Beijei ela no rosto.

— Boa noite.- Disse.

Sorri e sai, indo para o meu quarto. Tomei um banho, depois já vestido, peguei as coisas que deixamos na varanda, comi um sanduíche e depois fui deitar. Ouvindo o mar fiquei repassando o dia, todos esses dias, nossa transa... Cacete, como ela é boa; seu beijo, os toques, os gemidos...Caralho, o que está havendo comigo? Estou me apaixonando por ela de novo? Tô fodido.

Tomei um banho e fui me deitar somente de camisola. Fiquei olhando para o teto e sorri. Eu ainda estava completamente apaixonada por ele. Por dez anos esses sentimentos ficaram anestesiados e depois de hoje voltaram com tudo, não sei se suportaria ser rejeitada por ele. Ele faria isso por vingança? Não, não quero acreditar que Stefan seria tão vingativo. Toquei meus lábios e sorri. Ainda posso sentir seu rosto e suas mãos contra minha pele... Queria que ele tivesse ficado aqui comigo. Suspirei e ri, me lembrando da primeira vez, depois de dois meses juntos, que rolou algo a mais que um beijo entre a gente. E nós estávamos “vendo” um filme pornô. Bem, na verdade Stefan ganhou uma aposta e o acordo era que quem perdesse tinha que ver o que o outro quisesse. Se eu tivesse ganhado ele teria que ver os três HSM (bem leve, né?) e se ele ganhasse teria que ver filme pornô com ele. O que me deixou mortificada.

*****

Wanna be last yeah

Baby let me be your, let me be your last first kiss

I wanna be first yeah

Wanna be the first to take it all the way like this

And if you only knew I wanna be last yeah

Baby let me be your last, your last first kiss

*****

— Só você para escolher isso.- Disse me fingindo de ofendida enquanto ele procurava no notebook.

— O que? É um filme ou três como você queria. Ou um compilado de vídeos.- Sorri.

Ri.- Sei.

— Hmm... Olha esse. Você vai gostar "High School Fucking".- Disse.

Dei de leve no braço dele e ri. Ainda bem que era noite e minha mãe e vó estavam dormindo. E a porta está fechada.

— Vai ser esse.- Botei baixinho e ela se ajeitou colada em mim. O filme começou e logo rimos.- Nunca isso vão ser adolescentes. Quer dizer, no nosso colégio não usam saias que dá para ver a boceta assim.

O olhei.- E você queria que desse para ver, é?

— Desde que não fosse a sua ia ser uma escola interessante.- Ri.

Sorri.- Ah é? Pois eu ia andar assim, se fosse, também.

— E eu ia arrebentar os caras que olhasse. Não lembro do Troy ser forte assim.- Disse.

Sorri e o beijei de leve.- Isso é ciúme do Troy é?

— Sendo magrelo você já quer me largar por ele.- Disse.

Ri.- Eu prefiro mil vezes você.

— Ah bom. E lá foram eles trepar no vestiário. Ainda bem que não tem frontal masculino.- A atriz começava a chupar o cara e eu teria que ficar muito frio já que não transava a um tempo. Por mais que tenha escolhido o filme como uma sugestão.

Eu estava aninhada no peito dele e senti meu rosto enrubescer com a cena, assim como vi a ereção dele começar a se formar. Já estávamos de pijama e dava para ver que ele estava sem cueca.

A cena continuou e a mulher montou no cara e tive que abaixar o som.- Queria saber porque eles são sempre tão escandalosos assim.

— Acho que é para chamar atenção do publico.- Disse.

— Deve ser.- A cena correu e eu já estava tendo que me controlar melhor. Fica frio ai seu pau teimoso. A cena seguinte entrou uma aluna loira e depois de uma conversa, se ofereceu para o professor que aceitou um boquete.- Ninguém do sistema de educação aprovou isso, com certeza.

— E na nossa escola não tem professor gostoso assim.- Disse.

— Acha que iriam querer se fosse?- Conversar era bom para distrair. Porra, a mulher era gostosa e o rosto dela lembrava a Hanna e o jeito que ela chupava me fez pensar como a Hanna seria.

Senti algo diferente entre minhas pernas e as apertei. O filme não era tão “bom” assim para me fazer ficar excitada então suspeitei que era a ereção crescente de Stefan que estava me atingindo. Como uma fêmea ficando preparada para o macho. Ok, analogia estranha, mas real.- Espero que não né? Se não seriam péssimos professores.

— Com certeza.- Minha mão estava na cintura dela e a apertei um pouco, estava tão perto daquela bunda linda. O cara levantou e começou a comer a mulher contra a mesa. Cacete, ela tinha que ser tão parecida assim com a Hanna? A minha ereção estava cada vez mais evidente e minha mão coçando para me tocar, ter algum alivio. Para disfarçar, fingi ajeitar o short.

Beijei delicadamente o peito dele e olhei para ereção dele. Eu achei que ele ia pedir, mas eu não preciso ter vergonha com o Stefan.- Hmm... você quer uma ajuda?

— Para o que exatamente minha linda?- A olhei. Hanna, nem brinque com isso caso não queira.

— Hmm... com isso.- Indiquei a ereção dele e mordi meu lábio.

— Você quer?- A olhei.

— Quero.- Disse.

Me ajeitei e peguei a mão dela sorrindo, e a beijei de leve.- Quando quiser parar me diz.

— Não vou querer.- Disse.

Botei a mão dela em cima do meu short e deixei ela acariciar, gemendo pelo toque.

Sorri e continuei a toca-lo.

— Eu já pensei em comer você de todos esses jeitos sabia?- Falei no ouvido dela.

Me senti arrepiar e minha respiração falhar.- Pensou?

— Claro. Toda vez que me masturbo é pensando em você.- Disse.

— E quantas vezes é isso?- Questionei.

— Umas seis por dia.- Olhei o vídeo e o cara ainda comia a loira que agora cavalgava nele.

— Seis? Pensa em mim tanto assim, é?- Baixei a calça dele e ele me ajudou. E pude confirmar que estava mesmo sem cueca já que o pau dele saiu sem empecilhos. Nunca tinha visto um “ao vivo”, óbvio, e com certeza o de Stefan é bem... grande e grosso. Comecei a toca-lo diretamente.

Gemi e tirei o notebook da cama.— Não queremos acidente.- Sorri.- Posso ir também?

— Pode.- Disse.

A mão que estava na cintura desceu um pouco e pegou na bunda dela enquanto a outra pegou um dos peitos por cima da blusa mesmo.

Gemi contra a pele dele. Ainda bem que estou bem depilada, pensei.

— Hanna.- Gemi, baixando a alça da blusa dela e liberando o peito, podendo o pegar diretamente.

Gemi e suspirei pesadamente, arqueando meu corpo para ele.

— É bom, não?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Eu estava louco para pegar neles assim.- Disse.

— Estava?- Questionei.

— Claro que sim amor.- Disse.

Sorri e o beijei.

Retribui, mas sem parar de a tocar e tentando me controlar pelo prazer que ela estava me dando, por mais que fosse difícil.

Envolvi meu braço em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Brinquei com o mamilo e afastei o short dela, mas estávamos meio embolados.- Docinho, espera ai.

— Ok.- Disse.

Me ajeitei, sentando encostado e tirando a calça de vez e a trazendo para o meu colo, e tirando a blusa dela.- Pode continuar.- Disse agora podendo pegar nos peitos dela direito, nos dois maravilhosos com as duas mãos.

Sorri e o beijei, voltando a toca-lo.

Gemi e deixei um dos peitos para pegar na bunda dela, depois mudando para as coxas dela e chegando perto da boceta dela.

Gemi, me mexendo contra ele e continuando a toca, passando meu polegar pela ponta do pau dele.

Parei o beijo, mas desci até chegar o pescoço, beijando ali e como ela não me parou, a toquei por cima do short.

Gemi e mordi meu lábio, suspirando em seguida pelo toque dele e pelos lábios dele na minha pele.

Sentia o prazer ficar mais intenso e os gemidos dela me excitavam mais.- Mais rápido Han.

Assenti e fiz o que ele disse.

— Assim Hanna, continua...- Gemi e sabia que ia gozar logo, mas não parei de a tocar, só que agora com o short afastado, por cima da calcinha.- Você está tão molhada.

Gemi e beijava seu pescoço.- Eu quero ser sua.- Disse enquanto o masturbava.

— Ei.- Levantei o rosto dela.- Tem...- Suspirei, me controlando para não gozar.- Certeza?

Sorri.- Tenho.

— Óti...- Agarrei o colchão.- mo.- Estava ofegante.- Melhor eu ir para o banheiro.

— Porque?- Questionei.

— Você não vai querer que eu goze na sua mão.- Disse.

Sorri.- Eu acabei de te dizer, literalmente, que quero que você goze dentro de mim e você está preocupado com a minha mão?

— Você pode ter...- Preferi não continuar e a puxei, a beijando enquanto o orgasmo tomava conta de mim até para não fazer um escândalo.

Senti ele gozando na minha mão e respingando na parte da minha barriga que estava para a fora da blusa. Ao contrário do que ele achava, não tinha nojo.

Respirei fundo até conseguir falar.- Suas mãos são perfeitas.

Sorri.- Melhor que as suas?

— Completamente.- Disse.

— Queria poder fazer isso por você as seis vezes.- Sorri, beijando a bochecha dele.

— Não fala assim que dou um jeito.- Disse.

— Não me importaria.- Disse.

— Você é demais.- Peguei a blusa dela e me limpei, limpando ela também.- Olha, estão numa suruba.- Disse mostrando o vídeo que ainda rolava.

Olhei e ri.- Meu Deus.

— Mas vamos fechar isso.- Me estiquei e fechei o notebook.- Que tenho coisa muito melhor para fazer.- Me virei e a beijei.

Sorri e retribui o beijo, acariciando sua nuca.

Nos virei e percebi que ainda estávamos meio vestidos, então parei para tirar minha camisa e voltei. Ah, agora sim... Sentir meu corpo junto do dela assim é melhor do que imaginava.

Gemi com o contato dos meus seios no peito dele e desci minhas mãos pelas costas dele.

— Eu adoro seus peitos.- Beijei a pele dela até chegar a eles, os pegando com as mãos e a boca.

Gemi, arqueando meu corpo para ele.

Hanna tinha uns peitos que me deixam doido, quer dizer, eu já tenho tara neles, mas os dela eu podia pegar e ficar de boca cheia, literalmente. Mordi aqueles mamilos rosados e sorri vendo ela ficar cada vez mais excitada.

Gemi, me mexendo embaixo dele e sentindo sua ereção. Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava-os.

Fui tirando o short dela e toquei sua boceta.- Ah linda, tá tão molhada para mim.- Rocei o dedo na entrada dela.

— Stefan...- Gemi o nome dele e suspirei pesadamente.

Beijei ela.- Baixinho amor, não queremos acordar ninguém.

Sorri.- Me chamando de escandalosa?

— Um pouco.- Ri.

— Ah é? Vou lembrar disso. Quando você disse no calor do momento em nossa lua de mel: “Hanna, grita meu nome!”, eu vou ficar de boca fechada pois terei jogado a chave dela na praia.- Disse.

— Lua de mel? Gostei.- Ri.- Mas se a vó aparecer aqui e der uma surra em nós dois, você vai ficar sem orgasmos um tempo.

— Mais fácil minha mãe fazer isso do que ela. E quem disse que ficaria? Tenho vários candidatos caso você seja incapaz de empenhar o papel.- Brinquei.

— Incapaz?- Fiquei chocado.

— Sim.- Disse.

— Vou ter que te mostrar o incapaz.- Disse.

Sorri.- Ótimo.

Tirei o short dela e porra, ela nua completamente para mim. Era como um banquete. Levantei e fui na minha mochila, pegando a camisinha e voltando para a cama.- Quer colocar?

— Sim.- Disse.

Abri e dei a ela.- Só colocar.

— Ok. Me avise se estiver colocando errado, porque só tenho a experiência da aula de biologia.- Ri e comecei a colocar.

Suspirei no toque dela de novo e quando ela terminou meu pau estava duríssimo de tesão para estar dentro dela.- Está perfeito.- A empurrei para deitar na cama e já deitei entre as pernas dela, a beijando.

Retribui o beijo e envolvi meus braços no pescoço dele, entrelaçando meus dedos no cabelo dele.

Agarrei as coxas dela e a puxei mais pra mim. Eu sabia que deveria ir com calma, mas estava difícil me controlar. Meu pau encostou na entrada dela e cacete, como ela ia ser apertada.

Gemi contra os lábios dele, sem deixar de beija-lo.

Fui penetrando ela devagar e confesso que não tinha tirado a virgindade de ninguém, então isso me deixava meio nervoso. Meio que conversei com meu irmão e ele me ajudou um pouco, mas esperava não a machucar.

Senti uma dor, mas eu confiava tanto nele e estava pronta para ser dele que a dor era misturada pelo prazer.

— Você tá bem?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Cacete Hanna, você é tão apertada.- Estoquei, mas devagar ainda.

— Ou você que é grande e grosso.- Murmurei no ouvido dele e sorri.

— Eu disse a você.- Ri, beijando o pescoço dela e continuei a toca-la, subindo das coxas pela lateral dela.

Ri.- Metido.

— Gostosa.- Meti um pouco mais, relaxando e deixando o prazer de estar com ela me levar e cacete, como ela era gostosa.

Gemi e suspirei pesadamente, descendo minhas mãos pelas costas dele.

Tracei caminhos com a minha língua e vi que ela se arrepiava. Sorri. Me afastei um pouco e abri as pernas dela, metendo até sentir as minhas bolas batendo nela.- Porra.

Meus mamilos estavam eriçados e sensíveis pela excitação, mas a sensação deles no peito de Stefan era perfeito, assim como senti-lo completamente dentro de mim.

Segurei na cintura dela para a ajudar a ir no meu ritmo, quando escutei uma porta. Parei, olhando Hanna. Fudeu.

— Vira de lado, vai parecer que estamos dormindo.- Sussurrei.

Virei, nos cobrindo até o pescoço e desligando o abajur. Senti meu pau escorregar, mas puxei a perna dela, entrando novamente e sentindo a boceta dela me apertar.

Reprimi um gemido e mordi meu lábio, quando escutei abrirem a porta do quarto. Não olhei, óbvio, e fechei os olhos para fingir que dormia.

— Meninos?- Regina chamou e esperou.- Dormiram.- Ela fechou a porta, saindo.

Soltei a respiração que estava presa.- Ainda não.- Disse apertando a bunda dela, a empurrando mais contra mim.

Ri.- Meu Deus, essa foi por pouco.

— Demais e você complicando para mim.- Disse.

— Porque?- Questionei.

— Me apertando assim.- Disse.

Sorri.- Você gosta é?

— Me excita, me deixando mais duro.- Disse.

Sorri.- Bem, isso é bom.

— Muito bom.- Continuei bombando, sentindo o prazer aumentar e se espalhar pelo meu corpo, mas melhor que todas as minhas trepadas de antes. Hanna sempre era incrível em tudo.

*****

Your last first kiss

Your last first kiss

Girl what would you do?

Would you wanna stay if I were to say?

Your last first kiss

I wanna be last yeah

Baby let me be your, let me be your last first kiss

I wanna be first yeah

Wanna be the first to take it all the way like this

*****

Duas semanas passaram desde do dia que eu e Stefan transamos, e tenho que dizer; tem sido intenso e estranho ao mesmo tempo. Durante essas semanas acabou acontecendo mais duas vezes, e nessas duas vezes, no outro dia, voltamos como se nada tivesse acontecido. Isso estava começando a me machucar. Eu realmente estou apaixonada de novo por ele. De novo não, sempre estive. Sempre o amei. Pelo que estou vendo isso não ia se desenrolar e eu não poderia ficar cobrando, afinal, eu o machuquei e não posso cobrar nada. Me olhei no espelho e sorri. Estava bom. Hoje tinha uma festa na casa do namorado da Cami, o Klaus, e ela me convidou. E pelo que vi Stefan vai ir também. Cami disse que era uma festa mais descontraída, tipo balada, e que Klaus fazia de vez em quando essas festas. Me vesti com um vestido preto colado ao corpo e ia até a minha coxa. O decote era bem generoso também. Coloquei um salto, algumas bijuterias e fiz uma maquiagem condizente com a ocasião. Terminei de me arrumar e desci.

Estava pronto e esperando a Hanna já que ela iria a festa também. Tinha dormido a tarde toda já que tinha chegado do batalhão cedo e desde que levantei não parava de pensar no que ia fazer da minha vida. Todas as vezes que estava com ela, a tocava ou a beijava é como se estivesse vivo plenamente de novo, mas não sei se conseguiria confiar nela de novo. Estava comendo na sala quando ela desceu e puta que pariu, ela estava linda e maravilhosa, não, gostosa como um inferno.- Você vai assim?

— Sim.- Disse.

— Vai dar merda naquela festa.- Disse.

— Porque?- Me dirigi para a porta.

— Por que o primeiro merda que se meter com você vai ser quebrado.- Disse.

Ri.- Não exagera, você não é nenhum animal fora do controle, Stefan e é uma festa do seu amigo. Agora vamos.- Abri a porta e sai de casa.

A acompanhei e no caminho para o carro fiquei babando na bunda dela que tenho certeza que ainda tem as minhas marcas nela. Entramos no carro e fomos para a casa do Klaus, o que não demorou tanto. Durante o caminho tentei me controlar e não ficar secando as pernas ou os peitos dela, mas acho que fui péssimo nisso. Chegamos e ajudei ela a descer.

Sorri.- Obrigada.

Entramos na festa e logo vários caras viraram para ela, por instinto passei a mão na cintura dela.

O olhei e sorri.- Tudo bem?

— Sim.- Disse.

Sorri.- Ok.

— Vai beber alguma coisa?- Questionei.

— Não faço questão. Alguém tem que dirigir na volta.- Disse.

— E eu não bebo muito.- Disse.

— Eu vou ficar em um coquetel sem álcool e você pode beber se quiser.- Disse.

Peguei uma cerveja que passava e olhei ao redor.- Essa casa é foda demais.

Sorri.- Verdade.

Cheguei num balcão e pedi um coquetel para ela. Ela estava tão linda que não conseguia me afastar.- Você pretende ficar algum tempo a mais?

— Não posso... Tenho meu trabalho.- Disse.

— Então sua ideia é ficar aqui só mais um mês, voltando só ano que vem?- Questionei.

— Hã... não pensei nisso ainda.- Disse.

Não ia ficar com isso engasgado vendo que o dia dela ir embora estava chegando.- Hanna, nós temos...

— Hanna, você veio.- Cami a abraçou.

Sorri.- Cami, oi.

— Meu Deus, está linda.- Ela disse.

Sorri.- Você também.

— Oi Stefan, você tá lindo também.- Ela disse.

— Obrigado Cami. Cadê o Klaus?- Questionei.

— Tá vindo ai.- Ela disse.

— Vou falar com ele.- Sai, deixando as duas, mas ainda olhava para Hanna as vezes.

— Vocês ficam lindos juntos.- Ela disse.

Sorri.- Bem, obrigada. Mas não estamos juntos de fato.

— Mas você comentou que tinham melhorado e agora só os vejo juntos.- Ela disse.

— Melhorou, mas não sei o que temos.- Disse.

— Eu queria poder te ajudar de alguma forma, dá para ver que gosta dele.- Ela disse.

Sorri e olhei para Stefan, suspirando.- Acho que é irreversível.

— Posso dizer o que eu acho?- Ela questionou.

— Sim.- Disse.

— Eu não o conheço profundamente, mas pelo que me disse e pelo que vejo, acho que ele tem medo de você o deixar de novo. Que ele tá apaixonado por você é óbvio.- Ela disse.

— Mas é esse o problema; ele não confia em mim. E sem isso não vale a pena nem começar.- Disse.

— E você não quer mudar isso?- Ela o olhou.- Quer dizer, vocês já falaram algo depois que dormiram juntos?

— Não. E eu já pedi desculpas e não sei mais o que fazer. Não cabe só a mim também.- Disse.

— Parece então que nosso amigo Stefan é bem medroso no final das contas.- Ela riu, bebendo do drink.- Mas ele a parte, já estou lamentando perder você no próximo mês.

Sorri.- Bem, vamos manter contato, com certeza.

— E torcendo que você volte ou vai que eu vá em Chicago?- Ela questionou.

Sorri.- Sim.

Terminei uma cerveja e peguei outra e cumprimentava alguns conhecidos quando Klaus finalmente apareceu.- O que a sua namorada fala tanto de mim para a Hanna?

— Coisa de mulher, eu suponho.- Klaus disse.

— De mim? Só se ela estiver perguntando se não vale a pena te chutar e me experimentar.- Disse.

Ele riu.- Vai sonhando.

Olhei para Hanna e ela estava rindo com Cami.- Eu tô fodido Klaus.

— Porque?- Ele perguntou.

— Eu só consigo pensar na Hanna. Em casa, no trabalho... nem surfar tem adiantado.- Disse.

— Você ama ela. É óbvio.- Ele disse.

— Não é. E nem algo simples, ela já disse que vai voltar para casa no fim das férias.- Disse.

— Porque ela trabalha lá, é óbvio que ela tem que voltar.- Ele disse.

— Se ela quisesse mostrava alguma vontade de ficar. Não iria parecer um "valeu as trepadas de verão, tchau". Se ela desse tchau.- Disse.

— Bem, se é isso que parece, então melhor se afastar.- Ele disse.

O olhei.- Acha que seria fácil assim? Já olhou ela ali? Só estou aqui por que a Cami está com ela. A ideia de deixar ela sozinha é... Cacete.- Suspirei irritado.

— Então fala com ela. Porque se você não falar nada, ela vai ir mesmo embora.- Ele disse.

— Merda.- Vi um cara chegando perto dela. Ah, porra nenhuma que vai. Larguei o Klaus e fui até ela.- Licença Cami, vamos dançar Hanna?

— Hã... Claro.- Disse.

Peguei ela pela cintura e empurrei o cara enquanto íamos para a pista.

— O que foi isso?- Questionei.

— Um bêbado ia chegar em você.- Entramos na pista e me colei nela. O perfume dela me invadiu e meu corpo reagiu a proximidade dela.

— Quer dizer que sou tão feia que só atraio bêbados?- Questionei.

— Não, mas ele foi o primeiro a ter coragem assim que sai.- Disse.

— E ai você foi marcar território?- Questionei divertida.

— Prefiro marcar de outro jeito.- A olhei e estava com a boca perto da dela. Dançávamos junto com a música e minha mão desceu até a bunda dela.

Suspirei pesadamente e sorri.- E de qual jeito?

— Talvez eu prefira estando dentro de você.- Falei no ouvido dela. Eu sabia que tinha que falar algo se aceitasse tudo que sentia, mas também sabia que se ela me deixasse de novo provável que eu não me recuperasse. Como eu podia a amar assim?

O olhei e sabia que eu teria que falar já que ele não falava.- Hã... o que nós temos? Estamos juntos?

— Juntos, tipo, namorando de novo?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Você ainda sente alguma coisa por mim?- Sorri.- Que não tenha a ver com os orgasmos?- Tirei uma mexa do rosto dela, o tocando em seguida. Ela sempre amou quando eu fazia isso.

Sorri.- Eu amo você, Stefan Salvatore.

A beijei e por vezes em algum sonho eu ouvia isso de novo. Por mais que minha cabeça continuasse dividida, meu coração reagiu primeiro e eu queria, desejava e amava a Hanna demais para me afastar dela ou continuar ignorando o que eu sentia.

Retribui o beijo.

Parei o beijo. Eu poderia me arrepender depois, mas foda-se.- Eu te amo, Hanna Marin.

Sorri para ele e voltamos a nos beijar.

...

Cinco anos depois...

— Então amor, essa é a história da mamãe e do papai.- Toquei o rostinho dela.

— O papai é seu príncipe, mamãe?- Ela perguntou, bocejando.

Sorri.- Com certeza é, meu amor. Agora está na hora de você dormir.

— Boa noite, mamãe.- Ela disse e logo adormeceu.

Sorri, a olhando e logo depois olhando para Stefan dormindo com Jason em cima dele. Regina (sim, em homenagem a vovó) tem quatro anos e Jason tinha um. Casamos logo em seguida ao nosso retorno e logo engravidei também. Quem diria que teríamos que ficar dez anos afastados para termos nosso final feliz? E agora eu tenho tudo que preciso e amo aqui.

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And if you only knew I wanna be last yeah

Baby let me be your last, your last first kiss

I wanna be last yeah baby let me be your last

Your last first kiss

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Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! ♥ :3 Por mais que tenhamos tido muitas dificuldades até essa one shot sair, eu amei faze-la e te-la de fato concluído HAHA' ♥ Espero mesmo que tenham gostado e nos perdoem e entendam nosso sumiço, não foi por querer... sério mesmo ♥ Bem, nos falamos nos comentários e até o próximo! ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.