Up All Night - One Shots
18 Capítulo 18- Hey Angel.
Notas iniciais

Hey angel
Do you know the reasons why we look up to the sky?
Hey angel
Do you look at us and laugh when we hold on to the past?
Hey angel
POV Clary.
Hoje era um dia normal. Pelo menos foi um dia normal nos últimos 17 anos. Hoje é 23 de Agosto, meu aniversário e esse ano estou fazendo 18 anos. Eu gosto de aniversários, mas não faço festas desde que tenho a opção de escolher. Prefiro passar esses dias em casa, comendo salgadinhos e bolo com meus amigos e família. Sério. Só que esse ano minhas amigas April, Liv e Izzy resolveram me arrastar para uma boate. Suspirei. Não podia ser tão ruim, certo? Certo. Me olhei no espelho vendo a roupa que Izzy tinha escolhido para mim: https://www.polyvore.com/look_10/set?id=204449470 . A calça e a bota são minhas, mas essa blusa com certeza é da Izzy. Ri. Isabelle é uma caçadora de sombras como eu e meus irmãos Jace e Sebastian. April e Liv não são e nem sabem de nada, mas nos conhecemos na escola. Eu mandei mensagem para Simon (meu melhor amigo da vida) para ele ir e me salvar lá na boate, mas ele ainda não respondeu. Espero que ele vá. Meus irmãos não iriam, mas tenho a leve impressão que eles vão acabar querendo ir. Desci e Jace, Sebastian, minha mãe e Luke estavam ali. Luke é meu padrasto. Minha mãe se casou de novo depois que meu pai morreu quando eu tinha seis anos.- Estou saindo gente.
— Onde é que vai assim?- Sebastian perguntou.
— Onde pensa que vai?- Jace questionou.
— Sair com as meninas.- Disse.
— Assim?- Sebastian perguntou.
— O que tem?- Perguntei.
— Seus peitos estão quase aparecendo.- Sebastian disse.
— Concordo com os meninos.- Luke disse.
— Não dá bola para eles. Você está maravilhosa.- Ela sorriu.
— Onde vocês vão?- Luke perguntou.
— Na Darkness.- Disse.
— Até parece!- Jace exclamou.
— O que?- Questionei.
— Que vocês vão lá sozinhas.- Jace disse.
— Eu coloquei a estela na minha bota, Jace e sei me virar muito bem sozinha.- Disse.
— Você tem razão, já ouvi falar muito daquele lugar.- Sebastian disse.
Suspirei.- Então venham comigo. Assim não me enchem o saco.
— Ei, olha como falar.- Sebastian disse.
— Vocês veem ou não?- Peguei a chave do meu carro.
— Calma ai que vou me trocar.- Jace disse.
— E passar duas horas ajeitando o cabelo.- Sebastian disse.
— Dez minutos ou vou sem vocês.- Disse.
— Ui que ela está mandona hoje.- Jace disse.
— Eu não gosto de atrasos, então não me testem.- Disse e ri, me sentando e esperando eles enquanto conversava com Luke e minha mãe. Depois de alguns mi nutos, eles desceram já arrumados.
— Vamos.- Sebastian guardou a estela.
— Vamos.- Disse.
POV Misto. (Clary e Klaus.)
Olhava ao redor e sorri. A boate estava lotada, bem do jeito que gostávamos. Sai da minha cadeira (que muitos chamavam de trono) e andei pelo lugar. Estava cheio de gostosas e com as veias pedindo para serem sugadas. A Darkness além de ser uma boa fonte de lucro para mim e minha familia era um lugar que podíamos festejar e se alimentar a vontade. Várias vezes tínhamos convidados vampiros também, e nos cinco anos que estamos morando em NY já comandamos sutilmente a cidade. Depois que consegui me libertar e finalmente ser o hibrido que sempre desejei, juntei todos os meus irmãos e depois de algumas discussões conseguimos chegar a uma certa paz, escolhendo NY para ser nosso novo lar. Compramos um prédio, e cada um ficou com seu próprio apartamento e reforçamos tudo com todas as barreiras mágicas necessárias e abrimos a nossa boate. Éramos muito respeitados pelos vampiros daqui da cidade, então foi fácil fazer da Darkness um sucesso. Eu me apeguei ao lugar e virou minha coisa favorita gerenciar ali e saborear tudo o que podia. Essa noite não era diferente. Fui ao bar e peguei um whisky. Conversei com várias pessoas; Kol e Rebekah estavam aqui hoje e já tinham me abandonado. Rebekah estava atrás do DJ de hoje e Kol, nem quero saber por onde andava. Vi uma mulher linda, com pernas maravilhosas dançando e me juntei a ela, logo estava a levando para o andar superior onde meu trono ficava e depois de a beijar e minhas mãos chegarem onde queria, a mordi. Provando daquele sangue, que fora o álcool, era delicioso.
Estava voltando do banheiro quando vi uma cena extremamente nojenta e contra a lei. Andei até os dois e parei na frente daquela cena, ignorando o fato que a mão do vampiro estava dentro do vestido da mulher.- Pelo Anjo, você quer ser morto?
Parei de beber e olhei para a garota que tinha falado. Cacete, que peitos! Lambi o sangue que escorria e sorri.- O que foi querida? Querendo que te prove também?
Sorri e pisei no pé dele com o meu salto.- Solte a garota e me siga. Agora.
Olhei melhor ela e a encarei.- E por que faria isso?
— Porque você está quebrando os Acordos e pode ter suas presas arrancadas por isso, vampiro.- Disse.
— Você poderia se livrar dessa garota logo, não é? Está delicioso onde estávamos.- Ela beijou o pescoço dele e desceu a mão pelo peito dela.
— Já vou querida. Que acordos? Presas arrancadas? Essa eu queria ver você tentar. Assim como você poderia soltar os cordões dessa blusa.- Ela era uma ruiva linda e tinha um cheiro maravilhoso.
Revirei os olhos.- Pelo Anjo, vampiros são seres chatos.- Me inclinei sobre ele, o olhando.- Para o seu governo, vampiro, eu estou fazendo 18 anos hoje e vim para essa boate maldita para supostamente me divertir e você está estragando a minha “não diversão”.- Coloquei o meu joelho no meio das pernas dele, pegando minha estela na bota e colocando no pescoço dele.- E eu quebraria os Acordos, mas estou bem tentada em desenhar um runa na sua pele e ver você agonizar até a morte.
— Você é contratada? Está fazendo um ótimo trabalho, está me deixando excitado. E isso de Anjo está interessante.- Disse.
Pressionei a estela na jugular dele.- Você está me irritando.
— Suzy um segundo.- Afastei e segurei a mão da garota, a afastando. Percebi que ela levava a sério aquilo.- Ok, seu momento já passou e estragou o meu clima. Quem você pensa que é para me ameaçar?
— Isso é sério? Você não sabe quem eu sou?- Apontei para as runas e franzi o cenho.- Pelo Anjo, você não as vê, não é?
— Ver exatamente o que?- Aproveitei a distração dela e segurei os dois braços, me levantando.
— Um vampiro que não tem a Visão? Nunca vi isso.- Me afastei dele, ainda segurando a estela. Isso é estranho.
— Vamos ter mais respeito aqui, o certo é Hibrido. Agora o que é você e o que está fazendo no meu prédio, na minha boate?- Questionei.
— Hibrido?- Perguntei.
Peguei aquela coisa de metal da mão dela.- E o que é isso?
— Me dá minha estela!- Disse.
— Então isso aqui é importante?- Segurei a mão dela.- Suzy, querida.- A chamei e a influenciei.- Desça agora e não para até trazer Freya aqui.- Ela acenou e desceu.
— Ela não tem utilidades para você. Me devolva ela.- Disse.
— Por que o faria? Não estava ameaçando com ela?- Questionei.
Cadê meus irmãos quando eu preciso deles? O pior é que eu não ativei nenhuma runa, então com a força que ele segurava meus braços estava doendo muito.- Desculpe, ok? Não vou mais te ameaçar e nem vir aqui mais.
— Quero saber dessa história direito.- A coloquei sentada numa cadeira.- Quem é você?
Revirei os olhos e suspirei.- Clarissa Adele Fairchild Morgensterm.
— Clarissa, lindo nome.- A olhei de cima a baixo.- Linda por inteiro.
— Me chamam de Clary.- Disse.
— Agora Clarissa, porque acha que poderia matar a mim?- Questionei.
Suspirei.- Porque eu sou uma shadowhunter. Mas eu não posso matar seres dos submundo, é o que diz os Acordos.
— Pelo visto você os leva bem a sério, esses acordos.- Disse.
— Eu tenho um amigo vampiro e meu padrasto é um lobisomem. Não tenho problemas com vocês, pelo contrário.- Disse.
— Seu padrasto é um lobo? Talvez sejamos conhecidos ou do seu amigo vampiro, já que estou de olho em todos os vampiros da minha cidade.- Disse.
Ri.- Acho que não. Luke é o alfa dos lobisomens de NY e os vampiros já tem um líder, que o Rafael. Você com certeza não está em nenhum desses clãs.
— Hã... Não. O líder dos vampiros em NY sou eu, tenho certeza disso. E dos lobos. Bem, ainda estamos conversando, eles são meio cabeça dura.- Disse.
Ri.- Você está drogado?
— Drogas não tem efeito sobre mim.- Disse.
— Eu sei.- O olhei. Que estranho, o sangue humano não o deixou viciado. Ele era diferente.
Ela chegou.- O que você quer, Klaus?
— Vê se tem algum feitiço nisso aqui.- Dei o que ela chamou de estela.
Ela pegou e se concentrou por alguns minutos.- Não.
— O que você é?- Perguntei.
— Uma bruxa.- Ela disse.
— Se não tem feitiço, como com isso você me mataria?- Questionei.
— Você não entende. Não enxerga minhas runas.- Disse.
— Runas? São essas tatuagens por todo o seu corpo?- Ela perguntou.
— Sim.- Disse.
— Acha que ela é um risco?- Questionei.
Ela a olhou.- Não.
— Ah, ótimo.- Entreguei a estela dela.- Você disse que veio se divertir certo?
— Eu já estou indo embora.- Coloquei a estela na minha bota novamente e comecei a me afastar deles.
— Hey Clarissa.- Disse.
— É Clary.- Disse.
— Quem instituiu os Acordos que falou?- Questionei.
— Os Shadowhunters.- Disse.
— Interessante. Acho que deveríamos conversar mais então.- Disse.
— Certo. Você deveria ir na Clave então.- Continuei andando e mordi meu lábio. Eu podia rir um pouco já que ele não nos conhece né? Sim, posso.- Ah.- Virei meu rosto, o olhando.- E eu sou metade anjo, lide com isso.- Sorri e sai dali.
— O QUE?!- Olhei para Freya.- Ela disse anjo?
Ela riu.- Sim. E eu meio que acredito nela. Aqueles símbolos são estranhos. Você não os viu mesmo, né?
— Não.- Disse.
— Estavam por todo o corpo dela.- Ela disse.
— Eu vi muita coisa do corpo dela.- Disse.
Ela riu.- Só imagino. Você não acredita em Anjos?
— Anjos irmã? Vivo a mil anos aqui e nunca vi nenhum. Acho que se existissem teríamos visto algo, não?- Perguntei.
— Vai saber.- Ela disse.
— Mas quero saber mais desses Shadowhunters.- Disse.
— Eu também. Mas bem, vou deixar você com a sua “companheira” ai. Até mais.- Ela saiu.
Vi Suzy voltando e deixei ela beijar meu pescoço e me tocar enquanto olhava lá embaixo ,conseguindo achar a Clary. Ela tinha amigas gostosas. Todas foram dançar e reparei no jeito dela, mesmo não sendo perfeito, ela dançava bem, mas me chamava atenção até excitando, e fazia tempo que nenhuma mulher me deixava curioso assim.
Enquanto fingia que dançava para deixar Izzy, minha parabatai, feliz, eu vi Simon e sorri, correndo até ele e o abraçando, passando minhas pernas na cintura dele. Depois de vampiro ele ficou ágil e forte.- Hey Lewis, estava ficando entediada.
— Ei, que alegria em me ver.- Simon disse.
— Sim, demais. Estou pulando de alegria. Me tira daqui e vamos jogar videogame.- Disse.
— Não acredito Clary.- Isabelle falou.
Fechei os olhos e mordi meu lábio.- A Izzy está bem atrás de mim, né? E está com aquela de cara de má?
— De muito irritada.- Ele disse.
Suspirei e desci do colo de Simon, me virando.- Izzy.
— Tive o maior trabalho para gente conseguir entrar e você quer ir jogar videogame com o Lewis?- Ela perguntou.
— Isso soou como se fosse uma ofensa.- Simon disse.
— Desculpe Izzy. Eu agradeço por tudo que você fez e faz por mim, mas você sabe que não sou assim.- Disse.
— Bem, se é no que você vai se divertir, então vai.- Ela disse.
Suspirei. Eu como sempre cedendo a Izzy e ficando no tédio. Fazer o que? Se não me aceitam, então que me adaptar.- Deixa para lá. Eu vou pegar uma cerveja.- Fui até o bar.
— Hey Clary.- Ele a acompanhou.
— Sim?- Perguntei.
— Vamos embora?- Ele perguntou.
— Eu vou ter que ficar, mas você pode ir. Sei que você não gosta e nem consegue ficar no meio de tantas pessoas sem sentir sede.- Disse.
— Você não quer ficar e não deveria por a Isabelle querer. Aqui é muito...- Ele olhou as mulheres que passaram.- Gostoso. Quer dizer, horroroso, para quem não gosta. E tem um cara babando em você ali.
— Onde?- Olhei em volta.
Ele apontou.
Olhei e era o vampiro de agora a pouco.- Acredite, ele não está babando em mim.
— Parece muito que sim.-Ele disse.
O barman entregou um drink para ela.
— De quem é?- Perguntei.
— Aquele rapaz ali.- Ele apontou.
Por um milésimo de segundo achei que era o vampiro que eu nem sei o nome. Porque mesmo que isso importava? Não importa.- Ok, obrigada.- Disse para o garçom e sorri para o cara, agradecendo.
— E já está com admiradores. É, estou sobrando aqui.- Ele disse.
— Simon, deixa disso. Você nunca sobra.- Disse.
— Sentiu esse cheiro?- Ele perguntou.
— Que cheiro?- Perguntei.
— Hmm... Oi.- Ele sentou ao lado dela.
— Oi.- Disse.
— Gostou do drink?- O cara perguntou.
— Oi.- Disse.
Ele estendeu a mão.- Greg.
— Clary.- Disse.
— Prazer Clary. Quer dançar?- Ele perguntou.
— Hã... Claro.- Disse.
— Ótimo, vamos.- Ele disse.
— Vamos. Eu já volto, Simon.- Deixei a bebida no balcão e fui com o tal Greg.
Acabei por dispensar a Suzy depois de um boquete dela e desci para o bar onde vi a Clary do outro lado. Do jeito que ela estava dava um angulo melhor dos peitos dela e fiquei com vontade de suga-los enquanto tirava dela essa história de anjo. Vi um cara se chegar nela e irem dançar, deixando pelo que ouvi, o amigo dela para trás. Dei a volta vendo as amigas delas conversando com dois cara que foram em direção a ela. Isso está interessante.
Eu não sei porque ainda tentava dançar. Eu não sei. Graças a Deus vi Jace e Sebastian vindo na nossa direção.
— Tudo bem?- Greg perguntou.
— Clary.- Sebastian disse.
— Pode tirando a mão dai espertinho.- Jace disse.
— São meus irmãos.- Me afastei de Greg.- Não precisam esquentar. É só uma dança.
— Mas sei bem onde essa mão estava chegando.- Jace segurou o braço do outro.
— Para com isso Jace.- Tirei a mão dele do braço de Greg.- Vai, voltem para onde estavam. Eu sei me cuidar.
— Quer mudar de lugar?- Greg perguntou.
— Não precisa. Eles já estão indo.- Disse.
— Estamos de olho em você, espertinho.- Sebastian disse.
— Estão nada, vão.- Os empurrei.
Ele observou eles saindo e se voltou pra ela.- Única garota e mais nova?
— Infelizmente.- Disse.
— É normal.- Ele disse.
— Pois é.- Disse.
Ele os aproximou, indo mais no ritmo da musica.
— Desculpe por ser tão desajeitada dançando.- Disse.
— Não acho. Só parece sem prática.- Ele disse.
— E sem nenhum talento.- Disse.
— Relaxa.- Ele desceu a mão pelas costas dela.
— Tudo bem.- Disse.
Observava ela dançando com o tal cara e não conseguia prestar atenção em outra coisa. Eu sentia um cheiro diferente e ia bem na direção dela. Bem, só vou poder tirar isso a limpo tendo mais tempo com ela. Vi os irmãos dela, pelo que ouvi no bar conversando e as amigas na pista. Decidi resolver aquilo. Andei pelas pessoas na pista e encostei no rapaz.- Tem alguém esperando você lá em cima, vá e não volte.- Ele saiu e tomei o lugar dele.- Oi de novo.
— O que você fez?- Perguntei.
— Pedi para ele ir pra outro lugar.- Sim, o cheiro era dela. Era como um perfume maravilhoso e excitante.
— Estávamos dançando.- Disse.
— Agora está comigo.- Disse.
— Estou vendo. E porque?- Perguntei
— Você me intrigou e te vi dançando lá de cima, não tinha como não vir.- Disse.
— Zombar da minha cara? Porque eu danço mal.- Disse.
— Por que eu faria? Você está gostosa pra cacete e eu não perderia tempo com isso.- Disse.
— Gostosa?- Ri.- Ok, certo.
— Sério que não percebe o que é?- Questionei.
— Você já deve ter visto minha parabatai, então sabe que não sou tanto quanto eu.- Disse.
— Chama suas amigas assim?- Questionei.
Ri.- Não. Parabatai é... como posso explicar. É quando dois guerreiros se unem. É um laço mais forte que uma amizade, um laço mais forte que de homem e mulher, e alguns dizem que chega a ser mais forte que laços fraternais, ou de pais e filhos. Nossas almas são ligadas. Posso sentir tudo que ela sente e ela o que eu sinto. Se ela morrer vai ser como eu perder uma parte minha, como se metade da minha alma morresse.
— Nossa.- Disse surpreso.- Porque alguém deseja ter um laço assim?
— Porque ficamos mais fortes. Em um campo de batalhas somos invencíveis.- Sorri.- Bem, a Izzy é muito melhor do que eu.
— Acho que abre uma vulnerabilidade, mas porque sempre coloca outros sendo melhores que você?- Questionei.
— Porque são. Nunca me colocaram em uma missão sozinha e meus próprios irmãos não confiam nas minhas habilidades, então todo mundo sabe.- Disse.
— E o que você acha?- Perguntei.
— Como assim?- Perguntei.
— Das suas habilidades.- Disse.
— Sei lá.- Dei de ombros.- Não quero falar disso. Nem te conheço.
— Está conhecendo.- Me colei mais nela.
— O que está fazendo? Você estava se agarrando com uma garota agora a pouco.- Disse.
— E?- Questionei.
— Você acha normal?- Perguntei.
Se ela soubesse o que tinha mesmo rolado...- Eu estava com mais sede do que tesão.
Quando ele falou em sede, olhei para ver onde Simon estava. Não vi ele. Simon, por favor, que esteja tudo bem. Eu sempre andava perto dele para caso ele precisasse, bebesse de mim e não machucasse ninguém.
— O que foi?- Perguntei.
— Estava procurando o Simon.- Disse.
— O que estava com você?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Ele deve estar com alguém.- Ela era baixa, mas ficava muito bem junto de mim.- Assim como você.
— Só espero que não esteja enfiando as presas em ninguém. A Clave não perdoa e ele não ia se perdoar também.- Disse.
— Ah, o vampiro? E porque não? Ele as tem para isso.- Disse.
— Os Acordos não funcionam assim. E se ele precisar, estou aqui para isso.- Disse.
— Como assim? Acabou de dizer que ele não pode fazer.- Procurei sinais de mordida nela.
— Ele nunca me mordeu. Até porque seria estranho já que é quase como transar. Mas digo que se ele ficar muito necessitado, eu vou ajuda-lo.- Disse.
— Morder é quase transar? Mas se acha isso, claro que não deve fazer.- Disse.
— Você com certeza não é igual a eles. E porque você está aqui comigo afinal?- Perguntei.
— A parte toda essa história, você é linda e gostosa.- Disse.
— Ok então, mas não vamos transar.- Disse.
— Medo de gostar, anjo?- Falei no ouvido ela. Pude ouvir facilmente o coração dela e com aquele perfume todo minha garganta secou para sentir o sabor dela.
Me senti arrepiar. A voz dele era extremamente perfeita com aquele sotaque e ele é lindo. Não sei porque um cara como ele está perdendo tempo com uma garota como eu.- Não duvido das suas capacidades e nem teria medo de gostar, só não vamos.
Sorri.- Tudo bem. Longe de mim ter alguém que não quer, mas posso fazer você mudar de ideia.
— Acho que não.- Ele não precisava saber que tenho 18 anos e sou virgem.
Como estava perto o suficiente, a beijei.
Fui pega de surpresa e fiquei mais surpresa ainda de ter retribuído.
A boca dela era deliciosa. Fazia tempo que não encontrava alguém assim.
Parei o beijo.- Hmm... Eu acho que é melhor eu ir procurar minhas amigas.
— Porque?- Não a soltei.
— Porque sim.- Disse.
Vi um segurança vindo na minha direção e esperei ele, sem soltar ela.
— Senhor, temos um problema vermelho perto de um dos banheiros.- Ele disse.
Problema vermelho? Que código estranho para sangue, pensei.
— Estou indo. Homem ou mulher?- Perguntei.
— Rapaz adolescente.- Ele disse.
— O que? Simon.- Me soltei dele, pegando minha estela e ativando a runa de agilidade para me mover mais rápido pela multidão, e sai dali.
— Que...- Segui o caminho que o segurança disse, pensando na merda que esse moleque vampiro estranho pelo visto iria fazer aqui. Para manter nossa discrição com os humanos tinha uma regra aqui; não matar, exceto, claro, eu e meus irmãos. Cheguei no lugar e mandei esvaziar, vendo Clarrisa segurando o garoto contra a parede.
— Me solta Clary.- Ele disse.
— Simon, para. Olhe para mim.- Disse.
Afastei ela vendo que ele estava nervoso mesmo e um tanto descontrolado. O segurei no pescoço.- Se controla. A quanto se transformou?
— Tá maluco? Solta ele!- Tentei empurra-lo.
— Não estou o machucando, calma.- O olhei.- Controle-se.- Estranhei que ele continuou agitado.- Que ótimo, esse tipo de vocês não me obedece.
— Solta ele!- Disse.
— Ok.- O soltei e me virei para a garota. Ela tinha perdido bastante sangue e estava pálida. Mordi meu pulso e dei a ela.- Beba querida.- Ela estava assustada.- Você vai ficar bem, não se preocupe.
Ajudei Simon a sentar e me ajoelhei ao lado dele.- Desculpe Simon, eu sou a pior amiga do mundo. Eu não devia ter te deixado sozinho e muito menos te chamado.- Ajeitei o cabelo dele que estava grudado na testa.- Quer que eu chame o Rafael?
— Não. Quem é ele?- Ele perguntou.
Ela terminou de beber e a ferida fechou. A ajudei a levantar.- Se limpe no banheiro e volta para a festa, e se divirta como nunca.
— Ok.- Ela saiu.
— Não se preocupe. Eu vou te ajudar a se limpar e vamos para casa.- Disse.
Suspirei, pegando o garoto pelo braço.- Vamos, corredor não é lugar de vampiros se controlar.
— Você sabe sobre nós? Ele sabe? O que você fez com a menina? Eu a machuquei.- Ele disse.
— E muito estranhamente eu salvei a vida dela. Então não precisa entrar em crise.- Disse.
— O que você vai fazer com ele? Já disse para solta-lo.- Disse.
— Vou leva-lo para o escritório. Aqui cheira a sangue, a agitação da pista e com certeza alguém se alimentando vai acabar com esse controle frágil dele.- Disse.
— Na verdade não é frágil é só...- Ele inspirou.- Sensível. Sangue.
— A gente vai embora. Agora solta ele.- Segurei Simon pela mão.
— Não Clary. Não tá sentindo esse cheiro?- Ele perguntou.
— É sangue com vinho. Deve ter alguma taça por aqui.- Disse.
— Eu quero.- Ele disse.
Suspirei. Eu não queria ter que chamar Jace, Sebastian e Izzy, para eles terem certeza que não posso fazer as coisas sozinha, mas não tinha jeito. Mandei mensagem para os três no grupo de emergências que tinha um toque diferente.
Estranhei ela ter parado e vi os irmãos dela surgindo logo atrás.
— Clary, o que houve?- Sebastian perguntou.
— Preciso que nos sigam. Simon está descontrolado.- Disse.
— Você chamou reforço para isso?- Perguntei.
— Quem é esse cara?- Jace perguntou.
— Vampiro e dono daqui.- Disse.
— Vampiro? Izzy, que lugar foi esse que encontrou?- Sebastian questionou.
— Não tinha nenhum rastreio do Instituto por aqui.- Ela disse.
— Isso não vem ao caso.- Disse.
— Solta ele então. Cuidamos dele.- Jace puxou Simon.
— Jace, tudo bem. Ele é legal, e parece saber das coisas. Vão com ele. Vou tentar achar um táxi para sairmos quando ele se acalmar.- Disse.
— Nada disso, vai vir com a gente.- Sebastian disse.
Legal? Se ela me conhecesse... Por mais que fosse estranho isso, não queria perder o contato com ela. Queria saber mais e desejava ela na minha cama, então iria relevar. Chegamos ao meu escritório e botei o garoto sentado.
Me sentei. Eu sou mesmo a pior amiga do mundo. Como eu pude ser tão idiota de chamar o Simon para um lugar assim e ficar balançado na frente dele uma carne suculenta? Eu sou horrível. Estou merecendo com louvor ter o pior aniversário de todos.
— Será que alguém pode me explicar essa versão de vampiros? Por que tenho certeza que não fazem parte da minha linhagem.- Disse.
— Explicar o que?- Perguntei.
— Não existem vampiros que não seja da linhagem da minha família.- Disse.
— Bem, Simon para ser transformado tomou sangue, foi mordido, morreu, foi enterrado e teve que cavar sua saída sozinho. O vampiro precisa cavar a saída da cova sozinho, se não ele morre.- Disse.
Ri— Sério? E tem que dormir com caixões também?
— Bem, Raphael tem uns caixões...- Sebastian disse.
— Com você não foi assim?- Ela perguntou.
— Não existem outros vampiros. Deveríamos avisar a Clave sobre isso.- Sebastian disse.
— Pois é, é estranho.- Disse.
— Ele parece mais calmo.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Estou sim. Aquele cheiro estava forte.- Simon disse.
— Agora somos babá de vampiro.- Isabelle disse.
— Izzy.- A repreendi e fui até Simon.- Acha que consegue sair?
— Acho que sim.- Simon disse.
— Ok. Vamos então.- Jace, Sebastian e Izzy pegaram o Simon e saíram, eu ia os seguir, mas quando cheguei na porta me virei para Klaus.- Obrigada pela ajuda. Foi muito gentil da sua parte.
— Tudo bem. Eu fiz por você, anjo.- Disse.
Sorri e sai.
*****
Oh,I wish I could be more like you
Do you wish you could be more like me?
Oh, I wish I could be more like you
Do you wish you could be more like me?
*****
POV Klaus.
Depois que eles saíram voltei ao salão. Pela manhã depois de deixar ir embora as mulheres com quem passei a noite, tomei café e pensei sobre ontem; sobre a ruivinha linda. De repente era tudo uma história louca, então decidi perguntar a quem mais adorava fazer pesquisa. Sai do meu apartamento e fui até o do Elijah, já entrando.- Irmão.
— Klaus.- Ele disse.
— Tenho algo que vai gostar.- Disse.
— O que?- Ele perguntou.
Contei a ele sobre os tais Shadowhunters e o tipo estranho de vampiro. Preferi omitir a dança e o beijo, isso cabia a mim e não a ele.
— Hmm... Interessante. Vou ver o que acho.- Ele disse.
— Eu não lembro de ter ouvido esse nome antes e você?- Perguntei.
— Shadowhunters? Não.- Ele disse.
— Tem algo no cheiro deles que é diferente, principalmente naquela garota.- Disse.
— No cheiro?- Ele perguntou.
— Sim, é diferente. Os lobisomens tem cheiro de cachorro e o deles é suave.- Disse.
Ele riu, bebendo do café e fechando o jornal, colocando na mesa de centro.- O que seria um cheiro “suave”, Niklaus?
— Não sei, mas é mais intenso na garota. Quase irresistível.- Disse.
Ele suspirou.- Você a matou?
— O que? Não. O que me lembra que esqueci de pegar o numero dela, mas eu descubro.- Disse.
Ele riu.- Bem, se você quer informações, melhor me deixar sozinho. Vou fazer pesquisas.
— Claro, se precisar de algo me ligue.- Disse.
— Ok.- Ele disse.
— Tenha um bom dia.- Disse saindo.
POV Misto. (Klaus e Clary.)
Passou uma semana desde do meu aniversário e o desastre da boate. Sério, acho que vou me sentir culpada para sempre. Hoje eu tive aula normal e voltei para casa toda suada da educação física. Tirei a roupa, colocando no cesto de roupa suja do meu banheiro e entrei no chuveiro. Por incrível que pareça nesses dias, eu não consegui tirar Klaus da minha cabeça. Parece que minha pele formigava onde ele tocou. Era como se pudesse sentir o seu toque na minha cintura, nas minhas costas... e nos meu lábios. Balancei a cabeça. Ok Clary, para com isso. O que um homem daquele iria querer com você? Nada. Além de ter ficado com aquela garota, depois deve ter ficado com mais umas dez. Ele nem lembra que você existe ou que te deu um selinho. Pelo amor de Deus. Como se ele não pudesse ter qualquer mulher que é deslumbrante, vai querer a mim. Ri enquanto lavava meu cabelo. Isso é ridículo, sério. Não posso ter uma paixonite platônica por um vampiro. Não mesmo. Sai do banho, me sequei e coloquei o roupão, indo para o quarto. Olhei no relógio e ainda tinha um tempo até precisar sair para ir a Escola de Arte. Se eu estou nervosa? Imagina. Só quase morrendo. Como eu sou extremamente viciada em café, tinha uma mesinha no meu quarto que é meu “canto da felicidade”, que é onde fica minha cafeteira. Coloquei uma capsula nela e coloquei para fazer. Depois de pronto, peguei o café e me sentei na cama para olhar as redes sociais. Eu e alguns shadowhunters novos como Jace, Sebastian, Izzy, Alec e outros, temos até um grupo no facebook para conversarmos melhor. A Clave não gosta muito de redes sociais, mas não tem argumentos para proibir também. Quando deu a hora de eu me arrumar eu já tinha terminado meu café, então levantei e fui no banheiro escovar os dentes e secar meu cabelo. Voltei para o quarto e tirei meu roupão, quando me virei para pegar uma calcinha e sutiã na gaveta, dei de cara com meu reflexo no espelho que ficava a cima da cômoda. Puta que pariu! Pelo Anjo, o que é isso? No meio dos meus seios, uma runa em uma caligrafia totalmente diferente da minha e em formato de “K”, estava ali em toda sua glória. Parecia até mais preta que as outras, se é que isso é possível. Mas que merda é essa? Eu não tinha esse K e nem outra runa ali quando sai do banho! Suspirei. Ai Deus. O que é isso? Olhei no relógio. Não posso me atrasar, depois eu vejo isso. Coloquei a calcinha, o sutiã, calça jeans, blusa e meu all star. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e passei protetor solar já que tenho sardas. Eu não gosto de maquiagem, só uso quando a Izzy me obrigada e nem gosto. Passei um protetor labial e um perfume, pegando minha mochila e saindo.
Andava pelos corredores da Escola de Arte de Nova York e ficava maravilhado. A uns três anos decidi ser um dos bem feitores daqui e sempre que posso venho aqui ver as telas novas e tudo que estão criando. As vezes até pintar na calmaria de um dos jardins. A vice-diretora me mostrava a ala nova que tinham criado e vi um vulto ruivo e aquele perfume, só podia ser ela. Pedi licença a mulher e o segui, chegando a ela.- Clarissa.
Me virei no susto pela voz.- Klaus?
— Esperava outra pessoa?- Questionei.
— Não esperava ninguém.- Disse.
— O que veio fazer aqui? Passeio?- A olhei e sim, bem como me lembrava ou nem tanto.- Está bem diferente daquela noite.
— Mais baixa?- Questionei divertida.- A Izzy me que vestiu naquele dia.
— Bem, isso também. Mas quem vê assim não percebe o quanto é gostosa.- Disse.
— Ainda bem que não estou querendo que vejam então, né?- Questionei.
— Por que? Tem um corpo lindo.- Disse.
— Eu não sou de ficar me mostrando.- Disse.
— Ah sim. Está a passeio ou é aluna daqui?- Questionei.
— Eu ainda estou no ensino médio, ultimo ano. Vim fazer uma audição para ver se eu entro ano que vem.- Disse.
— Mesmo? Gosta de arte?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Desenha ou pinta?- Questionei.
— Desenho. E minha mãe pinta.- Disse.
— Família de artistas. É difícil se encontrar isso hoje em dia.- Disse.
Ri.- De certa forma. Meus irmãos tocam piano também.
— Impressionante.- Disse.
— Sim.- Disse.
Chegamos a área do jardim e continuei andando.- Adoro vir aqui.
— Porque?- Perguntei.
— É ótimo e calmo para pintar.- Disse.
— Parece mesmo.- Disse.
— Já fez sua entrevista?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— E como foi?- Perguntei.
Suspirei.- Acho que não vai dar. Eles não gostaram muito do meu estilo.
— Posso ver.- Andei até um banco e sentei.
— Tudo bem.- Dei meu portfólio a ele. Eu gostava de fazer desenhos para quadrinhos, então acho que não gostavam disso aqui.
— Seu traço é firme e lindo. Faz tempo que não vejo algo assim.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Você tem muito talento Clary.- Passava as páginas e ela tinha mesmo.
Sorri.- Obrigada. Deve ter alguma coisa a ver com o meu “dom”.
— Dom?- Perguntei.
Como eu sou boca grande. Suspirei.- Nada. Não posso falar.
— Porque?- Perguntei.
— Minha mãe disse que pode ser perigoso se os seres do submundo souberem. Só o Simon e o Luke que sabem.- Disse.
— E o que são esses seres do submundo?- Questionei.
— Vampiros, lobos, fadas e feiticeiros.- Disse.
— Fadas?- Tentei não rir.
— Elas não são como você tá pensando. É totalmente o oposto.- Disse.
— Assim como você é um Anjo?- Questionei.
— Eu não sou um anjo, sou metade anjo. Possuo sangue de anjo porque fomos criados por Raziel, mas não tenho asas e nem nada.- Disse.
— Criados por um anjo? Tipo soldados?- Questionei.
— Sim, para matar demônios. Sim, demônios existem.- Disse.
— Disso eu não tenho duvidas.- Sorri.
— Você não é um demônio. Você não os vê porque não acredita, porque eles adoram NY.- Revirei os olhos.- São demônios saídos direto do inferno, ou melhor, Edom.
— Querida, se você soubesse quem eu sou acreditaria no próprio Diabo.- Disse.
— Você ouviu a parte que eu caço demônios? É claro que eu acredito que exista o Diabo. Bem, claro que não o que vocês acreditam.- Disse.
— Caçadores; essa é uma coisa que estou acostumado e eu já vi muita coisa estranha nessa mundo, talvez só não tínhamos nos esbarrado ainda.- Disse.
— Pode ser. Os seres do submundo, todos eles tem sangue de demônio. E a fadas tem sangue de demônio e sangue de anjo, e não podem mentir. Porém sabem muito bem manipular a verdade, então acabam não sendo confiáveis. E o que falei dos Acordos foi algo criado para estabelecer uma ordem; nós caçadores de sombras não somos permitidos a matar seres do submundo e eles tem regras a seguirem. Por exemplo; vampiros não podem se alimentar de humanos e não podem ter transformações. Quando Simon se transformou deu muita merda, sério. E lobos não podem perder o controle e matar ninguém também, nem transformar ninguém. O que é bem difícil, porque eles são esquentados demais e dá vontade de dar um soco na cara de alguns, mas ok. E feiticeiros... bem, eles são basicamente imunes a regras, já que são poderosos e normalmente a Clave usa eles.- Disse.
— Isso parece uma sociedade bem organizada. Mas agora entendi a diferença entre os seus vampiros e nós.- Disse.
— E qual é?- Perguntei.
— Segundo você, eles foram criados com sangue de demônios. Nós fomos criados por magia, um feitiço de uma bruxa poderosa também conhecida como minha mãe. Eu e meus irmãos fomos os primeiros vampiros criados.- Disse.
— Sério? Interessante. Magnus vai adorar te conhecer.- Disse.
— Quem é?- Questionei.
— Amigo da minha família. Eu chamo ele de tio, mas ele odeia.- Ri.- Mas ele fica me chamado de “Cookie” na frente de todo mundo. Ele é feiticeiro e bem velho. Ah, feiticeiros são imortais e o Magnus acho que tem uns 400 anos.
— Tão novo ainda, mas ele vai adorar a Freya então. Ela é somente bruxa, incrivelmente poderosa. Vão adorar trocar feitiços.- Disse.
Ri.- Ele pode ser “novo” para a sua concepção, mas viveu muito. Ele namorou a cobra da Camille e “criou” o Rafael que é o criador do Simon. Hoje em dia ele namora o Alec, que é um shadowhunter que ainda por cima é filho dos que controlam os Instituto de NY, então imagina a confusão que deu.
— Agitada a vida de vocês, mas eu entendo bem. Conseguir que vampiros, lobos e bruxos convivam sem se matar, uma vez que são inimigos naturais é bem complicado.- Disse.
— Não tem bruxos, são feiticeiros. Mas você devia conversar com a Clave. Posso pedir para o Robert conseguir uma reunião para você. É que você não pode entrar no Instituto já que é solo sagrado sem convites. Se bem que antes você precisaria acreditar e ver as runas.- Disse.
— Bem, talvez cheguemos a um acordo, mas pelas regras de vocês acho meio difícil. Impus nossas próprias regras quando nos estabelecemos em Nova York.- Disse.
— Que pena.- Me levantei.- Espero que a Clave não descubra vocês, se descobrir não vai ser por mim.- Peguei meu portfólio.- Vou embora então. Adeus.
— Hey, não precisa ir embora.- A segurei.
— Precisa de mais alguma coisa?- Perguntei.
— Eu posso pensar numa variedade de coisas.- Sorri.
Ri.- Você só pensa em sexo?
— Não, mas está nas prioridades. Venha na Darkness de novo.- Disse.
— Fazer o que?- Perguntei.
— Como minha convidada. Eu acredito em você e não vejo porque não ficarmos próximos.- Disse.
— Eu não o estilo da sua boate, Klaus.- Disse.
— Mas eu estou lá.- Sorri e reparei algo no braço dela, não resisti em tocar.
— O que foi?- Perguntei.
— Uma mancha aqui.- Era estranho, mas eu acreditava mesmo nela e queria a ter mais por perto e não por curiosidade, e sim... por ela. Como estávamos no sol, ela estava ficando vermelha então a trouxe mais para sombra.- Puta merda!
— O que foi?- Perguntei.
— Sua pele... toda coberta de tatuagens.- Disse.
Sorri.- Você está vendo?
— Sim.- Toquei no braço que a segurava e no outro, também tinha uma perto do pescoço.- São lindas. O que são?
— São as runas.- Disse.
— É tipo um rito de Shadowhunter?- Perguntei.
Ri.- Talvez. Mas no caso é o que nos dá poder, por exemplo; essa que você está tocando, me dá velocidade e a do pescoço me dá equilíbrio.
— Incrível. Já tinha visto marca de maldição, mas nada assim.- Disse.
— Marca de maldição?- Perguntei.
— Sim, coisa de bruxas.- Disse.
— Ah sim. E eu posso ficar até invisível, sabia?- Sorri.- É a parte que mais gosto.
— Achamos algo que eu não posso fazer e bem que gostaria.- Disse.
Ri.- Bem, as outras runas estão em lugares que não posso te mostrar.- Inclusive um K entre meus seios que não sei da onde saiu, pensei.
— Agora fiquei curioso.- Disse.
— Vai ter que ficar.- Disse.
— Está sempre me deixando na vontade.- A puxei para mais perto de mim.
O olhei.- Klaus...
— Sim.- Lá estava aquela sensação de novo; o cheiro e o desejo por ela, e o bom sentimento de a ter junto de mim.
— Nós mal nos conhecemos.- Disse.
— E?- Questionei.
— Você está querendo algo que não posso te “dar”, literalmente, assim. Já disse que não faço o seu tipo.- Disse.
— Acho que isso de tipo eu que decido, não?- Questionei.
— Não quando eu sei qual é. Você gosta das que você consegue transar fácil.- Disse.
— Precisa mais que isso para saber o que eu quero.- A beijei.
Como da primeira vez, foi praticamente impossível não retribuir o beijo.
A segurei mais firme e pensei em todas as nossas conversas. Sim, eu não tinha porque achar que estava sendo enganado e por mais que seja estranho para mim, confiava nela.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos. Eu era tão pequena que ele teve que se abaixar para me beijar. Isso não deve ser nada sexy.
Uma das minhas mãos se envolveu nos cabelos dela enquanto a outra tocava as costas dela. Intensifiquei o beijo. Ter ela minha era uma delicia.
Parei o beijo.- Eu preciso voltar para casa.
— Por que sempre que beijo você sai correndo?- Questionei.
— Eu não saio correndo.- Disse.
— Sai sim.- Disse.
— Não saio não. Tanto que vou ir na sua boate já que me convidou.- Disse.
— Mesmo? Ótimo.- Disse.
Sorri.- Até mais. Tchau.- Peguei minhas coisas e sai.
*****
Hey angel
Tell me, do you ever try to come to the other side?
Hey angel
Tell me, do you ever cry when we waste away our lives?
*****
POV Klaus.
Aquela garota... Eu estou é doido. Voltei a sala da diretoria e garanti que Clary fosse aceita e que nunca soubesse que foi por minha influencia. Sai de lá e dei uma volta pela cidade, tinha algumas coisas a resolver e também tinha em New Orleans um conhecido meu que cuidava da cidade lá. Conhecido não, eu tinha Marcel como se fosse da familia. Depois de saber que estava tudo calmo por lá, voltei para casa, passando no apartamento do Elijah.- Irmão.- Ele estava se alimentando.- Jantando tão cedo.- Sorri.
— E você como sempre entrando sem bater.- Ele limpou o canto da boca com um lenço.
— Deveria botar um aviso na porta.- Disse.
Ele riu.- E você coloca?
— Claro que não.- Disse.
— Pois é.- Ele disse.
— Achou alguma coisa?- Perguntei.
Ele dispensou a garota e se levantou.- Não. Pelo jeito eles são bem discretos.
— Fiquei sabendo mais umas coisas hoje.- Disse.
— O que?- Ele perguntou.
— Os vampiros deles, assim como os lobos e feiticeiros são seres demoníacos ,com sangue de demônio. E também existem fadas.- Disse.
— Já li livros que falavam sobre a existência de fadas e em como são um povo antigo.- Ele disse.
— Se quiser pode conversar com a Clary hoje, ela vai vir na Darkness.- Disse.
— Talvez. E ah, achei um livro que você ficou obcecado por um tempo, lembra?- Ele me deu o livro.
Peguei o livro e lembrei imediatamente.- Claro. Aquele que aquele louco ficou dizendo que foi enviado pelos anjos?
Ele riu, se servindo de whisky.- Sim.
— Faz tempo que não o via.- Folhei até a pagina que tinha o conto que mexeu comigo.- “(...) Depois de séculos de sofrimento no seu vazio, o demônio frio, visceral e sem vida, encontrou a luz que o faria feliz; um anjo, com um manto vermelho emoldurando seu rosto de feições delicadas e o símbolo marcado em sua pele que aos olhos parecia a mais pura porcelana exalando luxuria, que a faria dele. Para todo o sempre.”
— Livros antigos e sua linguagem “rebuscada”. Estou até desaprendendo.- Ele disse.
— Nem me fale, prefiro muito mais agora. Mas acha que tem a ver com esse anjo deles.- Disse.
— Acho que não. Fanáticos normalmente acreditam em Anjos bíblicos e não guerreiros com símbolos pelo corpo.- Ele disse.
— Vai saber, mas vou ficar com ele novamente.- Disse.
— Ok.- Ele disse.
— Vou me trocar para descer. Te vejo lá embaixo?- Perguntei.
— Sim.- Ele disse.
— Ok. Até daqui a pouco.- Disse saindo e no que subia pensei naquele conto. Anjos e demônios com esses shadowhunters fazia até mais sentido. Fui tomar banho e lembrei da Clary. A beijar era delicioso e imaginar como seria a possui-la me deixou excitado, a ponto de resultar em mim batendo uma no chuveiro pensando naquela ruiva linda. Ela dizia que não queria transar, mas podia fazer ela mudar de ideia, e fazer muito mais com ela. Me arrumei e desci. Freya já estava lá conversando com um amigo nosso.- Freya, David.
— Klaus.- Ela disse.
— Hey Klaus. Estava falando para Freya que existem vários pedidos para abrir filiais da Darkness pela cidade.- David disse.
— Mesmo? Isso seria interessante.- Peguei um whisky.
— Achei que diria isso mesmo.- Ela disse.
— Será algo que vamos discutir.- Disse olhando ao redor para ver se a Clary não tinha chegado.
— Quem está esperando?- Ela perguntou.
— Alguma gostosa nova?- Ele perguntou.
— Clary.- Disse.
— Ela vai vir?- Ela perguntou.
— Sim, a convidei.- Disse.
— Porque?- Ela perguntou.
— Estávamos na Escola de Arte e acabei a convidando.- Disse.
— Você chamando alguém para sair?- Ele questionou, rindo.
Ela riu.- Isso é novo mesmo.
Eu devia estar louca de ir nessa boate de novo, mas acabei decidindo ir mesmo. Avisei minha mãe e Luke, mas não falei nada a Jace e Sebastian, eles fazem escândalo demais. Enquanto tomava banho não conseguia parar de olhar aquela “runa” em K. Algo no fundo da minha mente ficava falando “você sabe o que é, só não quer admitir”, mas não fazia sentido. Sai do banho, me sequei e coloquei essa roupa: https://www.polyvore.com/hanna_dt/set?id=207598167 . Eu não estava afim de me “montar” toda e essa roupa era suficientemente boa para uma boate e fazia meu estilo ao mesmo tempo. O all star de Mickey me ajudou a me sentir mais... eu. Terminei de me arrumar e sai de casa, pegando um táxi e demorando uns 15 minutos para chegar na boate. Entrei e olhei para os lados, procurando Klaus e o encontrando no bar, então me dirigi para lá.
Conversava com eles dois quando vi a Clary chegando. Ela estava linda.- Clary.
— Oi.- Disse.
— Essa é a convidada especial?- Ele perguntou.
— Clary, esse é David, um amigo e Freya, minha irmã que já conheceu.- Disse.
— Oi de novo, Clary.- Ela disse.
Sorri.- Oi.
— Tenho que dizer, ela é linda.- Ele disse.
Sorri.- Obrigada.
— Eu sei que é.- Disse.
— Não se importaria de eu ter uma dança, não é?- Ele perguntou.
— E você se importa com suas bolas no lugar, não é?- Questionei.
— Você fica melhor sem dançar comigo. Sou péssima.- Ri.
— Eu não diria isso.- Disse.
— Sou sim.- Disse.
— Eu não me importaria muito com isso.- Ele disse.
Sorri.- Você é muito gentil.- Me sentei no banco vazio que ficava entre Klaus e David.- Uma cerveja, por favor.- Pedi ao garçom.
— Opa, quem é a ruivinha gostosa?- Kol chegou do lado da irmã.
— É o encontro do Klaus.- David disse.
— Encontro?- Questionei.
— Nik num encontro?- Kol perguntou.
— Vocês não tem mais o que fazer não?- Perguntei.
Ela riu.- Ele não gosta que brinquem com ele, tadinho.
— Oh sim, ele é o senhor todo sério.- Ele disse.
— Esse é o Elijah tapado, Nik é mais “faça o que eu falo ou fica sem cabeça”.- Kol disse.
Ela riu e olhou para Clary.- Hoje está dando para ver mais das suas runas, querida. Elas são muito interessante.
— Obrigada. Eu tenho por todo o corpo.- Disse.
— Todo?- Kol perguntou.
— Em todos os lugares?- Ele perguntou.
— Sim. Vocês veem?- Perguntei.
— Sim.- Kol disse.
— Eu também.- Ele disse.
Sorri.- Legal.
— Nik, gostei da sua amiga.- Kol disse.
— Então porque não vai procurar as suas?- Questionei.
— Hey, eu não me importo de conversar com todo mundo.- Disse.
— Viu? Não vê problema.- David disse.
— David, devo lembrar a você que por mais que tenho alguma consideração você ainda é inferior e muito a mim?- Questionei.
— Klaus, não precisa ameaça-lo, tudo bem.- Toquei na perna dele.
— Isso não foi uma ameaça, só um lembrete.- Disse.
— Estamos te deixando nervoso é?- Ele perguntou.
— Eu já volto. Vou falar com a Rebekah.- Ela saiu.
— Vocês dois são vampiros?- Perguntei.
— Sim.- David disse.
— E eu sou o mais lindo da família.- Kol disse.
— Há controvérsias.- Disse.
Chegava a ser ridículo eu no meio de três homens grandes sendo que eu nem alcançava meus pés no chão.- Parece mais fácil ser o tipo de vampiro de vocês.
— Tipo?- Ele perguntou.
— Sim. Eu conheço vampiros que são diferente de vocês.- Disse.
— Como lindinha? Nós somos os primeiros. Não existem diferentes. A não ser quando se é esquisito igual ao Klaus.- Kol disse.
— Sinto isso como inveja.- Disse.
— Esquisito?- Perguntei.
— Hibrido.- Disse.
— Inveja de que? Ser o unico de uma espécie que não tem nada demais?- Kol sorriu, bebendo da cerveja.
— Hibrido de que?- Perguntei.
— Vampiro e lobisomem.- Disse.
— Nossa, isso é bem diferente.- Disse.
— Unico.- Disse.
— Não liga, só o deixou mais metido.- Kol disse.
— Isso é demais.- David disse.
Ri e senti meu celular vibrar com uma mensagem de Jace dizendo que estavam me chamando por causa de um demônio, e mandou a localização também. Me levantei.- Preciso ir.
— O que? Porque?- Questionei.
— Demônios. Jace está me esperando com Alec.- Ainda bem que tinha trazido minha lâmina serafim na bolsa. Tirei ela. Mundanos não podem ver coisas angelicais.- Rafael.- Ela se iluminou.
— Cacete. Amei essa garota.- Kol disse.
Ri.- Querem conhecer demônios de verdade?
— Eu quero.- David disse.
— Eu já conheço alguns, mas fiquei curioso.- Kol disse.
Sorri.- Você não?- Perguntei a Klaus.
— Claro.- Disse.
— Certo. Mas lembrem-se que não vou poder protege-los.- Saímos da boate.
— Como se eu precisasse de proteção.- Disse.
Ri.- Ok então.- Não era longe dali e depois de andar uns dois quarteirões já podia ouvir o grunido nojento dos demônios Dahak. Aquela pele marrom-esverdeada escura que é similar a um lagarto, me dava enjoos. Ô demônios feios. Bem, todos são. Eles ainda possuem seis pernas parecidas com as de um polvo que fazem sons úmidos e gosmentos quando se moviam. As cabeças são largas, como as dos alienígenas que vemos em filmes, com um par de olhos negros, tentáculos e longas presas. Vi Jace e Alec lutando já, e corri até eles.- Jace, Alec!
— Clary. Você está bem?- Jace perguntou.
— Sim.- Disse.
— Tem mais um naquela direção.- Jace disse.
— Ok.- Segui para onde ele disse.
— Quer ajuda?- Perguntei.
— Não precisa.- Enfiei minha lâmina serafim em um dos demônios, assim ele se desfez.
— Vocês ao menos enxergam os demônios? Tem um horda deles aqui. Inclusive atrás de você.- Alec atirou uma flecha no demônio que estava atrás de Klaus.
Kol deu soco em um.- Gostei disso.
— Faz tempo que não fazemos algo assim.- Chutei um que tentava enroscar o tentáculo na Clary.
Ri.- É engraçado vocês nunca terem visto um.
— Clary, ative minha runa de velocidade, por favor.- Ele pediu enquanto atirava flechas em demônios que andavam nos prédios.
— Certo.- Levantei a camisa dele, ativando a runa que tinha na barriga dele, e ele logo sumiu, indo para o outro lado.
— Que foda.- David disse.
— Parece até que estamos em um vídeo game.- Kol disse.
Tinha arrumado um pedaço de pau para usar.- Só você para pensar nisso.
— Me deem licença.- Pedi aos que estavam no caminho de três demônios. Ia usar minha runa da “luz do sol”.
— Vai fazer o que?- Acertei mais um.
— Luz do sol.- Peguei minha estela e assim que eles saíram da frente, ativei e a luz do sol saiu da minha mão, queimando os demônios que estavam perto dela.
— Cacete.- Kol disse.
— Isso faria estragos com os vampiros.- David disse.
Jace sorriu.- Já tentei matar uns, mas ela não deixou.
— Porque será, né?- Revirei meus olhos e ri.
— Quando quiser praticar posso conseguir uns que estão merecendo.- Disse.
— Você não vai usar minhas runas para quebrar os Acordos, Jace.- Mordi meu lábio. Percebi a merda que fiz quando acabei de falar.
— Suas?- Acertei o demônio que apareceu.
— Essas coisas feias não acabam não?- Kol perguntou.
Ri.- Calma.- Acertava mais alguns com a lâmina serafim.
Kol e David foram com o cara loiro para o outro lado e eu continuei ajudando a Clary até que senti uma fisgada na perna.- Filho da puta!
— O que foi?- Fui até ele e matei o demônio que estava agarrado na perna dele.
Quando ela matou o bicho, pude ver o estrago. Ele tinha acertado de lado a lado da perna.
Me ajoelhei ao lado dele.- Tudo bem?
— Sim, só que ele me cortou. Já vai fechar, mas queima.- Disse.
— Acho que não vai ser tão rápido. Vem, vamos voltar para a sua casa. Já está acabando, eles dão conta.- Disse.
— Você quer ir comigo?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Tem certeza?- Ela parecia mesmo preocupada e gostei disso.
— Sim.- Disse.
— Ok, vamos.- Não ia perder a oportunidade de ter ela na minha casa. Sabe-se lá o que poderia rolar.
Ajudei ele a levantar e passei o braço dele pelo meu ombro para ele se apoiar. Mandei mensagem para Jace e saímos dali.
— É estranho estar ferido assim.- Disse.
— Imagino. E acho melhor que você se segure pela minha cintura, porque você tá todo torto.- Ri.
— Lembra que você que pediu.- Me segurei melhor, pegando na cintura dela.
— Como assim?- Perguntei.
— Você não se machucou?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Agora você vê; eu Hibrido Original marcado por uma lagartixa com tentáculos.- Disse.
Ri.- Tadinho.
— Você tá rindo? Isso poderia manchar minha reputação.- Disse.
Sorri.- Ah é? E você seria menos “macho” se os outros soubessem? Você se machucou e uma garota pequena e leve saiu ilesa.- O provoquei.
— Shiii.- Fiz, mas logo depois ri.- Uma garota pequena, linda e que sabe lutar muito bem. Adoraria ter você ao meu lado.
Senti meu sorriso sumir e desviei meu olhar dele. Bem que minha mãe disse que todos iriam me querer com segundas intenções e olha que ele nem sabe do meu “poder” de criar runas. Como eu sou idiota. É claro que ele não ia querer nada de mim como mulher, só para usar meus poderes.- Ah sim.
— O que foi?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Me diga.- Disse.
— Nada é nada.- Chegamos na boate.- Onde é seu quarto?
— Meu apartamento é o da cobertura.- Disse.
— Ok.- Entramos no elevador e subimos.
Aproveitei e me colei mais nela, levando a mão na perna.
O olhei.- Klaus...
— Hm?- Estava com a cabeça apoiada no ombro dela.
— Você está quase me pegando no colo.- Ele é forte, então do jeito que a mão dele me segurava forte na perna, ele estava quase me levantando. Minha respiração estava entre cortada pela aproximação dele. Não acredito que estou me apaixonando, ou melhor, estou apaixonada por ele.
— O seu cheiro me deixa louco.- Disse inspirando e sentindo aquele aroma delicioso.
— Deixa?- Questionei quando a porta do elevador abriu.
— Sim.- O elevador era daqueles tipos que funciona como porta, então já entramos direto.- Sim, desde quando vi você. Ele é único.
— E porque?- Perguntei colocando-o sentado no sofá.
— Não sei ainda, mas poderia te achar em qualquer lugar depois que o senti. Foi assim que soube que estava na Escola.- Beijei o pescoço dela.
Me arrepiei ao sentir os lábios dele na minha pele e sorri.- Eu preciso cuidar do seu ferimento. Onde tem toalhas?
— Agora?- Perguntei.
— Não quer agora?- Perguntei.
Subi meus lábios até o ouvido dela.- Estamos ótimos assim.- Sorri e olhei pra baixo, me deparando com o decote dela, mas como a blusa era solta e me dava uma bela visão dos peitos dela, e até dando para ver uma runa. Ela era diferentes das outras.
— O que foi?- Perguntei.
— Essa runa é diferente.- Disse.
— Hey, está olhando para meus peitos?- Questionei divertida, tentando mudar o assunto.
— Uma visão maravilhosa.- Disse.
— Vou sair mostrando-os por ai então.- Sorri.
— Claro que não!- Exclamei.
— Porque não?- Questionei.
— Eu mataria quem olhasse.- Disse.
Ri.- Você é muito intenso.
— Gostei do adjetivo.- Fiz a linha do colo dela, chegando até onde a blusa deixava.- Ele serve para muitas ouras coisas.
O olhei.- E para que?
— Acho que vai preferir descobrir.- Avancei para beija-la, mas ainda sentia algumas fisgadas.
— Hey, calma ai. Melhor você ir tomar um banho para limpar essa ferida.- Disse.
— Eu tô bem, parou de sangrar.- Disse.
— Ótima tentativa, mas vai para o banho. O cheiro de demônio podre em você tá horrível.- Ri.- Você por algum milagre tem curativo?
— Tenho sim.- Disse me levantando.- Credo, está fedendo mesmo.
Ri.- E onde está? Depois do banho é melhor colocar um curativo até curar.
— Tem no meu quarto.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Por aqui.- Acompanhei ela, a segurando de novo e peguei uma roupa.- Devem estar naquele armário. Não quer tomar banho também? Ficar mais a vontade?
Sorri.- Não, obrigada.
— Certeza? Deve ter que lavar bem, com cuidado...- Disse.
— Está querendo que eu lhe dê banho, é?- Ergui a sobrancelha, tentando não rir.
— Seria interessante.- Brinquei com a alça da blusa dela.
Sorri e me estiquei, beijando-o na bochecha.- Até você ficar cheiroso e limpo, você não encosta em mim.
— Ah, é uma condição?- Questionei.
— Tipo isso.- Disse.
— Então me aguarde na volta.- Disse indo para o banheiro.
Ri e fui procurar o kit de primeiro socorros. Só imagino o porque ele tem aquilo ali, e quantas mulheres passaram na cama dele. Melhor não pensar, porque é nojento. Peguei o kit e quando fechava a porta do armário, um trovão rompeu no céu e logo começou a cair o mundo lá fora. Suspirei e fui me sentar para espera-lo na poltrona que dava para ver a cidade. E a rua já enchia.
Tomei o banho lavando bem a ferida e quando sai estava só de cueca.- Parece que as tempestades já estão começando.
Estava olhando o aplicativo do tempo e dizia que a tempestade ia piorar e que era aconselhável não sair de onde estava.- Sim. Pelo jeito eu vou precisar mesmo aceitar o...- Bloquei o celular e o olhei, logo corando quando o vi só de cueca.- Você devia ter avisado, Klaus!- Fechei os olhos.
— O que foi?- Perguntei.
— Se importa se eu ficar aqui essa noite? Diz que é melhor não sair para a rua com a tempestade.- Disse.
— Claro que não.- Disse.
— Tudo bem. Onde tem cobertas? Vou arrumar o sofá.- Disse.
— Não ia cuidar de mim primeiro?- Perguntei.
Sorri.- Eu vou, mas se importa se eu tomar um banho rápido antes?
— Não, pode ficar a vontade.- Disse.
— Ok, já volto.- Fui para o banheiro e meu Deus, só o banheiro era maior que o meu quarto. Tirei a roupa e entrei no box, ligando o chuveiro. Lavei meu cabelo com o shampoo que ele tinha ali mesmo, mas não demorei muito no banho. Sai, me sequei e me dei conta de uma coisa... Eu não tinha o que vestir e nem calcinha. Me enrolei na toalha e abri um pouco a porta.- Você tem uma camisa para me emprestar?
— Esqueceu essa parte importante?- Questionei.
— O que?- Perguntei.
— A roupa. Se quiser vir sem também...- Disse.
— Prefiro com a camisa.- Disse.
Ri, levantando e pegando uma camisa minha e dando a ela.
— Obrigada.- Fechei a porta e tirei a toalha, colocando a camisa dele. Só terei que tomar cuidado por estar sem calcinha. Meu cabelo estava úmido ainda, então penteei e sai do banheiro.
Estava no telefone avisando a Freya que estava em casa e que cuidasse de tudo que não ia voltar mais hoje quando a vi saindo do banheiro.- Puta que pariu.- Desliguei a ligação.
— O que foi?- A tempestade estava bem forte lá na rua e começava a esfriar.
— Você não para de me surpreender em aparecer gostosa.- Disse.
Ri e fui até ele, pegando o curativo.- Vou fazer o curativo agora.
Me sentei.
Subi na cama dele com certa dificuldade pelo meu tamanho, e a cama era das altas. Me sentei sobre minhas pernas e coloquei o curativo nele. Dava para ver que estava curando, só que mais lento.
— Esse veneno é mortal para vocês?- Perguntei.
— Sim e não. Não é algo que uma iratze vai curar, que é nossa runa da cura, então por isso nós sempre andamos em grupo, porque caso acontece algo do tipo possamos ser levados e tratados imediatamente. Eu já fui atingida e é horrível. Mas os Irmãos do Silêncio são os melhores.- Disse.
— Irmãos do Silêncio?- Perguntei.
— Sim. Eles são caçadores das sombras que escolhem isso como seu destino perpétuo, e são muito poderosos. Eles conhecem runas muito poderosas e normalmente matam tudo da sua vida humana, sabe? Eles até trocam de nome. E os rostos deles são mutilados e não tem boca, sendo assim não falam. Só pela mente. O que é bem estranho. E eles vivem na Cidade dos Ossos.- Disse.
— Isso é esquisito.- Disse.
Ri.- E eles nem comem e nem podem fazer sexo. Diria que são equivalentes aos Padres dos mundanos.
— Isso não é vida, coitados.- A mão dela era tão suave que eu mal sentia, mas o mais estranho era como me sentia a vontade para conversar e tudo mais. Isso não era comum tão rápido.
Ri.- Também tem as Irmãs de Ferro, e elas são incríveis. Elas são guerreiras incríveis e as que fazem as nossas armas. Elas vivem na Citadela Adamant. A Izzy até quer ser uma.
— Uma cidade só de mulheres guerreiras? Vocês tem muitas tradições.- Disse.
Sorri.- Acho que sim. E tem Idris. Que é o nosso país. O lugar mais bonito que você um dia vai ver. Nada é como Idris.
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— Porque só dá para ir em Idris por portais abertos por feiticeiros.- Mordi meu lábio. Por algum motivo eu sentia que não precisava esconder nada dele.- E eu também posso.
— Você? Você está me saindo incrível, além de tudo isso.- A olhei de cima abaixo.
Sorri.- Eu posso criar runas também. Por exemplo a runa do sol, não existe no Livro Gray que é o livro de todas as runas. Eu a criei.
— Cria? Você é uma caçadora superpoderosa?- Sorri, mexendo no cabelo dela.
Sorri.- Algo do tipo. Eu nasci com mais sangue de anjo do que o normal.
— Então você é mesmo quase um anjo.- Disse.
— Bem, quase isso... Tinha até uma história que nos contavam quando éramos pequenos e íamos para o Instituto só para estudar a nossa história, porque começamos a lutar só com uns 12 anos, que era sobre um anjo de cabelos “vermelhos” que salvava um demônio, e todos mexiam comigo.- Ri.
— Anjo de cabelos vermelhos que salvava um demônio?- Estranhei.- Conheço um conto parecido.
— Sério?- Perguntei.
— Sim, num livro que me deram a uns séculos atrás. O homem afirmava que foi enviado por um anjo.- Disse.
— Estranho.- Me ajeitei, tomando cuidado para não mostrar nada demais. O estranho mesmo é que nesse conto diz que o suposto anjo estaria marcado... Não, não pode ser isso.
— Tudo bem?- Olhei as pernas dela e a camisa não cobria tanto assim, e estava na linha da coxa, mais um pouco e eu teria visão completa dela.
— Sim.- Olhei para o ferimento dele.- E você?
— Melhor, mas pode melhorar mais ainda.- Disse.
— Pode?- Questionei.
— Sim.- Me aproximei mais dela.
O olhei.- Tipo?
Ri e a beijei. Ela parecia tão inocente as vezes, mas não me importava com isso, pelo contrário, gostava.
Retribui o beijo.
Me inclinei, a deitando mais na cama e deixando mais intenso o beijo. Da primeira vez senti como a boca dela era suave e gostosa, mas era muito mais que isso, e se soltando mais ela beijava muito bem.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Minha mão foi logo para as pernas dela. Se ela me barrasse, tudo bem, mas não perderia a oportunidade.
Me arrepiei ao toque dele e descia minha mão pelas costas dele.
Subi um pouco pelas coxas dela e que coxas maravilhosas! Devia ser por causa dos treinos e tudo mais.
Suspirei contra os lábios dele e sentia meu rosto já corar pelo fato de eu estar sem calcinha.
— Você é deliciosa, só de pegar.- Desci pelo queixo dela, beijando pelo pescoço.
Gemi e suspirei.- Obrigada.
— Não tem que agradecer, é o que você é.- Já chegava perto dos peitos e estava louco para poder saborear eles.
Sorri. Por algum motivo eu estava pronta para isso. Para ser dele. Eu mal o conheço e já me sinto pronta. Isso é estranho, não é? Pelo menos parece que devia ser, porém não sinto isso.
Abri uns dois botões da camisa que ela estava e algo me dizia que ela não era experiente, e no fundo eu gostava disso nela. Parecia que estava nos tempos antigos e dessa parte eu sentia falta. Clary sendo só minha me pareceu uma ideia perfeita.
— Klaus... eu nunca...- Mordi meu lábio, envergonhada.
— Eu sei, não tem problema.- Disse.
— Não?- Questionei.
— Não, pelo contrário, só deixa meu tesão por você maior ainda.- Disse.
Me senti corar.- Que bom.
— Mas se não quiser...- A olhei.- Não vou me chatear.
— Eu quero.- Disse.
— Perfeito.- Sorri, voltando a beija-la e tirando um pouco daquela cautela, arrancando logo aquela blusa.
Ele tirou a camisa e meu rosto já vermelho virou pimentão. Eu nunca fiquei nua na frente de um homem e dessa vez não tinha nem calcinha e sutiã para ter uma etapa que antecede a nudez. Foi tudo direto.
Sorri e uma coisa me chamou atenção. Toquei na marca e eu tinha quase certeza que era para mim.
Me senti arrepiar com o toque dele ali em mim.- O que foi?
A runa que eu espiei pela blusa dela mais cedo era um perfeito K e com a letra idêntica a minha.- Essa letra parece a minha.
Senti minha respiração falhar.- Parece?
— Perfeitamente.- Disse.
— Ela me apareceu do nada. Eu sai do banho e quando vi ela estava ai.- Disse.
— Elas não tem que ser feitas?- Toquei ali.
— Sim.- Disse.
— Então como...?- Pude ver as outras runas e em outras pessoas poderia ser estranho tantas marcas, mas nela ficavam lindas.
— Pois é... É estranho porque tem algumas que nem eu mesma consigo fazer, tem que ser outro.- Disse.
— Ela é linda.- Fiz o contorno com o dedo.
Sorri e mordi meu lábio, o olhando.- Estou achando que eu sou o anjo e você o demônio.- Brinquei com ele.
A olhei e fazia completo sentido. Lembrava da história e eu me encaixava perfeitamente e ela...- O anjo perfeito emoldurado de vermelho com pele de porcelana.
— Esse é o conto... O que tem?- Perguntei.
— É uma bela descrição sua.- Disse.
— Meu cabelo não é exatamente vermelho.- Sorri.
Ri e voltei a beija-la. Pelo menos a distraí e estava mais relaxada, mas na minha mente repassava o que lembrava do conto e se encaixava certinho, até a parte dela ser marcada.
Retribui o beijo e pela primeira vez na minha vida eu estava feliz que estava depilada. Eu me depilei essa semana e já fiz tudo que se tem direito no ramo da depilação, porque sou uma negação e odeio fazer isso e quando faço já faço tudo e tiro tudo para demorar para voltar a ter que fazer. Eu começava a sentir frio já que estava toda pelada e a noite começou a esfriar pela tempestade lá fora.
Senti ela se arrepiar.- Quer que eu pegue o edredom?
Assenti.- Por favor.
Beijei ela e levantei em velocidade, voltando em segundos e nos cobrindo.
Sorri.- Você é rápido.
— Não viu nada ainda.- Peguei nos peitos dela. Ah porra, eles são ótimos.
Gemi e suspirei pesadamente.
Botei um deles na boca e o suguei.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali, suspirando pesadamente. Se tinha uma coisa que era estranho e ao mesmo tempo parecia bem óbvio; eu me entregar tão facilmente assim a ele.
Fiz o mesmo no outro peito, mas eu não conseguia me conter mais. Me coloquei entre as pernas dela e afastei a cueca, deixando meu pau livre.
O olhei e mordi meu lábio, voltando a beija-lo.
Me coloquei na entrada dela, forçando um pouco, mas não queria machuca-la, por isso fui devagar.
Arfei com a leve dor que me atingiu contra os lábios dele, mas a “dor” não passava de um desconforto. Nada que não desse para aguentar.
— Tudo bem?- Desde quando eu me preocupava?
— Sim.- Disse.
— Vou continuar.- Disse.
— Ok.- Disse.
A penetrei mais e cacete como ela era apertada e gostosa por completo, eu podia afirmar agora. Comecei a bombar e cada vez que ia mais fundo nela o meu tesão ficava mais forte e o cheiro dela me inebriava mais ainda, parecendo mais intenso.
Gemi e suspirei pesadamente, descendo minha mão pelas costas dele e apertando mais minha perna na cintura dele.
— Você está gostando.- Disse rindo.
— E não era para estar?- Questionei.
— Sim, com certeza.- Beijei pelo pescoço dela, descendo entre os peitos sob aquela letra que tanto parecia minha.
Gemi e arqueei meu corpo levemente na direção dele.
Ela pareceu mais sensível aqui.- Gosta?
— Sim.- Disse.
Mantinha o braço ao redor dela e aumentava o ritmo das estocadas.- Você é gostosa demais.- A beijei.- Tão apertada, tão molhada...- Abocanhei um dos peitos dela.
Gemi e acariciava o cabelo dele. Levei meus lábios ao maxilar dele, beijando por ali.
Puxei um pouco a perna dela, me dando mais espaço e cravando a mão naquelas coxas incríveis.
Suspirei pesadamente.- Sua perna não tá doendo?
— O que?- Perguntei.
— O machucado.- Disse.
— Nem me lembrei dele. Está um pouco, mas não importa.- Disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Sim, tenho que me alimentar também.- Disse.
— Pode se alimentar de mim, se quiser.- Disse.
— Posso?- O cheiro de sangue parecia mais intenso.- Tem certeza que dá?
— Sim.- Disse.
Arrastei meus lábios até chegar ao pescoço e o morder suavemente. Assim que aquele sabor bateu na minha boca não consegui pensar em mais nada.
Gemi e suspirei pesadamente, descendo minha mão pelas suas costas.
Cada vez que eu sugava, uma onda maior de prazer me atingia. Agora sabia a origem do cheiro dela que me deixava tão louco, era isso, esse delicioso sangue de anjo.
Gemi, sentindo ele ficar ainda mais duro dentro de mim e meu centro se apertar ao redor dele. Ele parecia mais excitado do que antes.
Parei de beber e lambi os lábios.- Você não sabe o quanto é saborosa.
Sorri.- Que bom.
A beijei, misturando os sabores do sangue dela com o da boca, e era uma perdição para mim.
Retribui o beijo, mexendo meu quadril embaixo dele e acariciando sua nuca.
Ela pegava o ritmo que eu ia, mas não ia resistir em gozar logo. Estar com a Clary tinha algo de diferente e eu gostava disso. Gozei e como ainda chovia muito, ela ficou e não foi a única vez que transamos aquela noite. Pela manhã minha perna estava melhor e quando deixei Clary em casa, me sentia diferente, sei lá. Passamos a nos ver quase todos os dias e depois de uma reunião com meus irmãos decidimos entrar em contato com essa Clave, o que resultou numa reunião onde Elijah fechou um acordo de um não causar problemas ao outro. Eu me aprofundei naquele tal livro que recebi e ficava mais intrigado com a semelhança de Clary e eu com aquela história, principalmente sobre a marca que sempre era mais sensível quando a tocava ou beijava. O sexo ficou cada vez melhor, mas eu e minha cabeça dura não sabia muito como responder a ela. Quer dizer, eu sei o que sinto, mas me deixar levar por isso era outro assunto. Percebia que as vezes isso mexia com a Clary e não queria perde-la, na verdade isso virou um pensamento proibido para mim; perder Clary não era uma opção, mas não sei o quanto ela vai me querer com esse meu jeito.
*****
Oh, I wish I could be more like you
Do you wish you could be more like me?
Oh, I wish I could be more like you
Oh, I wish I could be more, could be more, could be more
*****
POV Clary.
Estava no instituto treinando com a Izzy. Sempre vinha a tarde depois do colégio e agora estávamos sentadas no chão, comendo o lanche que tínhamos feito.- Iz, preciso te falar uma coisa.
— O que foi?- Ela perguntou.
— Eu estou namorando, eu acho. Algo desse tipo.- Disse.
— Sério? Quem?- Ela perguntou.
Mordi meu lábio.- O Klaus.
— Klaus, o vampiro sexy da Darkness?- Ela perguntou.
— Sim.- Disse.
— Por isso tem dia que você some.- Ela disse.
— Eu não sumo.- Disse.
— Ah, some sim. Mas a quanto tempo isso?- Ela perguntou.
— Duas semanas.- Disse.
— E você não me contou?- Ela perguntou.
— Não contei a ninguém. Queria saber se seria algo sério mesmo.- Disse.
— Eu sou sua melhor amiga e sua parabatai.- Ela disse.
— Eu sei Iz, mas eu posso manter algo para mim por um tempo também.- Disse.
— Ok.- Ela disse.
— Não vai ficar chateada com isso agora, né?- Questionei.
— Não, porque fui a primeira? Ou não?- Ela perguntou.
Ri.- Foi sim.
— Uau. Você demorou, mas pegou um dos bons. E gostoso.- Ela disse.
Ri.- Que horror Izzy!
— É sim, mas porque disse que acha que está namorando?- Ela perguntou.
— Porque não sei se ele é do tipo que namora.- Disse.
— Bem, ele é antigo, então acho que ele deve ser mais do jeito que casava direto. Não tinha isso de namoro.- Ela disse.
— Deve ser.- Disse.
— Mas você gosta dele ou é só pegação?- Ela questionou.
— Eu gosto dele.- Disse.
— E ele?- Ela perguntou.
— Não sei.- Disse.
— Só espero que ele não fique te pressionando por sexo. Ele não está, não é?- Ela questionou.
— Nós já transamos.- Disse.
— O que? Quando? Como foi?- Ela questionou.
— Foi no dia que Jace me chamou para matar aqueles demônios Dahak. E foi ótimo.- Disse.
— Mas isso foi alguns dias depois que os conhecemos. É, mandou bem Clary.- Ela disse.
— Izzy!- Ri.
— É verdade. Você sozinha foi lá, conquistou o gato e tá aproveitando tudo que pode junto com ele. É, minha garotinha cresceu.- Ela se fez de emocionada.- E nem precisou de mim.
Sorri.- Quanto exagero.
— Não é. Mas fico feliz por isso.- Ela disse.
Sorri.- Eu sei. Agora é melhor voltarmos a treinar.- Levantei.
— Nada disso mocinha. Agora que podemos falar de sexo você vai me contar o que anda fazendo com aquele hibrido.- Ela disse.
Ri.- Tipo?
— Ele é tarado como dizem que os vampiros são? E bem dotado?- Ela perguntou.
— Sim para os dois.- Disse.
— Pelo Anjo, você está ficando viciada em sexo? Preciso agradecer a esse cara.- Ela disse.
— Eu não estou viciada.- Disse.
— O que mais fazem quando estão juntos?- Ela perguntou.
— Conversamos.- Disse.
— Sei.- Ela disse.
— Sério.- Disse.
— Vou fingir que acredito.- Ela disse.
Ri.- Ok, ele prefere não conversar muito. Por isso acho que não temos um relacionamento.
Ela riu.- Bem, isso deve ser normal com a raça deles. Mas ele é bom com você?
— Sim, ele é.- Disse.
— Você está apaixonada, não está?- Ela perguntou.
Suspirei.- Sim.
— E você não faz ideia dele, não é?- Ela questionou.
— Não.- Disse.
— Isso é uma droga quando acontece.- Ela disse.
— Sim.- Disse.
— Mas ele dá sinais? Quem sabe não consegue saber mais?- Ela perguntou.
— Não que eu saiba.- Disse.
— Nem ciúmes?- Ela perguntou.
— Nada muito grandioso, eu acho.- Disse.
— Já não acho mais ele tão legal.- Ela disse.
Ri e puxei ela, fazendo-a se levantar.- Vamos treinar, porque ao contrário de você que é uma deusa lutando e maravilhosa, eu preciso treinar e muito.
— Tudo bem, senhora meu namorado é um hibrido.- Ela disse.
Ri e voltamos a treinar.
*****
Yeah I see you at the bar, at the edge of my bed
Backseat of my car, in the back of my head
I come alive when I hear your voice
It's a beautiful sound, it's a beautiful noise
*****
POV Misto. (Klaus e Clary.)
Entediante, eram assim os dias que Clary não podia vir e sempre ficava inquieto até que a tinha novamente ao meu lado. Meus irmãos já vinham notando isso e principalmente Kol me perturbava dizendo que eu estava apaixonado, mas isso era loucura. Eu gostava do tempo que tinha com a Clary, mas apaixonado era já era exagero. Ela teve um período de provas no colégio, o que a deixou mais longe de mim e quando estava comigo era chamada para alguma caçada ou o que mais me irritava, aquele Simon ligando sempre. Ele não tinha algo melhor para fazer não? Era claro para mim o que ele queria, mas ela sempre defendia ele assim como os caras que mexiam com ela quando ela estava aqui na Darkness. Eu queria mata-los; ela é minha e nenhum babaca vai ficar babando nela e a cantando. Bem, finalmente as tais provas tinham acabado e para fazer uma surpresa a ela fui busca-la no colégio. Estacionei e fiquei esperando ela sair.
O sinal de saída tocou e saia com Simon quando vi Klaus escorado no carro. Sorri e andei até ele.- O que está fazendo aqui?
— Quis ver você logo e não mais tarde.- Disse.
Sorri e lhe dei um selinho.- Você é fofo.
— O que? Eles tiveram você por tempo demais, minha vez.- Disse.
— Se por eles me inclui, estávamos estudando. Sabe, as provas são importantes.- Ele disse.
O olhei.- Sei o importante.
— Graças a Deus as provas terminaram.- Disse.
— Então para onde quer ir?- Perguntei.
— Qualquer lugar.- Disse.
— Clary, não íamos ao cinema?- Ele perguntou.
— E vamos, podemos ir na sessão da noite.- Disse.
— Definitivamente não.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Você passou tempo suficiente com ele, não acha?- Questionei.
— Existe isso?- Questionei.
— Claro.- Disse.
— Você não está tentando fazer ela escolher, não é? Isso não seria legal da sua parte.- Ele disse.
Suspirei.- Parem com isso. Os dois sempre ficam bastante comigo.
— Sinto muito Clary.- Ele disse.
— Tudo bem.- Beijei Simon na bochecha.- Podemos ver o filme amanha? Vemos até dois para eu te compensar.
— Não precisa compensar.- Ele disse.
Sorri.- Não será um sacrifício.
— Maratona então.- Ele disse.
Sorri.- Sim. Eu levo o chocolate já que você gosta de sangue agora.- Ri.
Suspirei.- É melhor você ir Clary.
— Vai ser amanha, agora eu sou sua.- Beijei ele na bochecha e o olhei.- A não ser que não me queira mais.
— Estou vendo a sua vontade de ir.- Disse.
Ri.- O que? Klaus, para com isso.
— Ok então...- Meu telefone tocou e atendi. Merda, logo agora um problema para resolver?
Suspirei e me despedi do Simon enquanto ele falava no telefone, e entrei no carro. Eu odiava essa situação de ter que ficar com a sensação de que preferi um ao outro. Não quero que seja assim. Eu não faria esse tipo de coisa e ficar chateada se o Simon quisesse passar um tempo com a família ou outro amigo e marcasse nosso “encontro” para um outro dia. Acho isso tão nada ver. Bem, parece que Klaus e Simon não pensam assim.
Entrei no carro.- Vamos ter que passar num lugar antes.
— Tudo bem.- Disse.
Saímos de lá.- Esse Simon está muito abusado não? Estava em cima de você, respondendo por você...
— Respondendo por mim?- Questionei.
— “Você está tentando fazer ela escolher? Isso não é legal."- Imitei a voz dele.
Ri dele.- Ele só estava dando a opinião dele, Klaus.
— Eu sei bem sobre o que ele quer opinar.- Disse.
— Sobre o que?- Perguntei.
— Sobre nós e como ele queria você para ele.- Disse.
— O Simon me quer? Acho que não.- Disse.
— Não, claro que não.- Ironizei.
— Ok, não quero brigar.- Disse.
Suspirei.- Tudo bem.- Estiquei a mão, pegando na coxa dela.- Senti sua falta.
Toquei a mão dele.- Eu também.
Não resisti e encostei o carro, a beijando. Depois de saciar a minha vontade da boca dela ou só o começo dela. Voltei a estrada e só então pensando no risco de levar Clary comigo. Elijah tinha me dito que tinham achado o foco da "revolta" contra nós, que era também o foco das morte que vinha acontecendo entre as várias raças, deixando a cidade em ponto de guerra e que era melhor eu ir lá também. Levei cerca de uma hora até chegar no lugar que era na saida da cidade. Estacionei e sai do carro.- Clary, eu sei que é uma excelente caçadora, mas fica perto de mim, ok?- Era um tipo de vila o lugar e percebi como os caras olhavam para ela. É hoje que perco minha paciência.
— Tudo bem.- Disse.
Andamos e vi Elijah e David acuando um grupo.- Elijah.
— Até que enfim chegou. Esses lobos são sentimentais demais.- Elijah disse.
— Sentimentais?- Ele riu.- Realmente acham que algum lobo vai mesmo se submeter a estúpidos sugadores que pensam que mandam em alguma coisa?
— Engraçado essa sua opinião parece minoria aqui.- Disse.
— E é.- Elijah disse.
— Estúpidos que agem pelo medo e envergonham nossa raça.- O lobo disse.
— Eles são traidores da nossa cidade.- Outro lobo falou.
— Acho que vocês são os traidores aqui e ainda mais quando tentaram incitar uma guerra geral.- Disse.
Esses lobos pareciam ainda mais intensos do que os que conheço.
— Era só o que faltava, vampiros querendo reclamar sobre mortos. Vocês são o rastro de morte e destruição.- Um dos lobos falou.
— Se tem uma coisa que sempre gostei foi a punição a traidores, ainda mais aos da própria raça.- Disse.
— Você se acha alguma coisa, mas não tem nada de lobo em você a não ser o sangue. É uma aberração.- O outro disse.
— Vamos resolver isso civilizadamente. Cadê o Alfa de vocês?- Elijah perguntou.
— Alfa? Até parece que vou resolver assim.- Já estava com a mão no pescoço do que me chamou de aberração.
— Niklaus, para.- Elijah os separou.
— Ele é um fraco.- O lobo disse.
— O que? Traidores devem ter a morte certa e exemplar.- Disse.
— Estamos tentando manter a paz. Agora você deve dar o exemplo.- Elijah disse.
— Por que me chamou se quer só conversar?- Perguntei.
— Porque?- Ele riu.- Você não diz que está no comando?
— Então vou resolver como deve ser resolvido.- Disse.
— Ivan, Willie e Francis, o que vocês aprontaram?- Roy, o alfa chegava.
— Seus lobos mataram dois vampiros, três bruxas e dois lobos da própria matilha para ter um estopim de uma guerra.- Disse.
— Estamos tentando resolver isso com diplomacia.- Elijah disse.
— Não acredito que arriscaram o bem estar e a vida de todos no clã.- Roy disse.
— Fizemos mais pelo nosso clã do que você fez!- Willie disse.
— Matando Matt e Joe? Estão loucos?- Roy questionou.
Percebi que uma revolta estava para acontecer ali e também dois carros chegaram, descendo alguns vampiros que conheci como amigos dos que morreram.
— Fudeu.- David disse.
Fiquei entre proteger Clary e resolver aquilo. Acabei a deixando com David e voltando para separar todo mundo. Na briga escutei a voz da Clary, o que me assustou.- Clary?- Cacete. Aquele filho da puta tinha quebrado o pescoço do David e tinha pegado ela.
— Me solta!- Tentava me soltar dele.
— Então o todo poderoso tem um ponto fraco.- O lobo disse.
— E você assinou sua morte e não vai ser rápida.- Disse.
— Esquece Klaus, eu me viro aqui.- Disse.
— Então a ruiva gostosa é valente? Vamos ver quando é um de vocês que perde alguém que gosta.- Ele apertou mais o pescoço dela.
Era como se meu coração tivesse sendo apertado junto. Perder a Clary seria como se eu perdesse tudo de bom que vinha acontecendo para mim, perdesse a parte que me fazia feliz. Não, não a perderia.- Ultima chance, solte-a.
— Ivan, você já causou mal demais, para com isso.- Roy disse.
— Chega de falar.- Já estava com a face de hibrido a mostra mesmo, então avancei nele, os derrubando no chão e a puxando dele. Depois não quis arriscar e arranquei o coração dele.
— Meu Deus.- Cobri a boca com a mão.- Não precisava fazer isso.
Fui até ela.- Você está bem?
— Sim.- Disse.
A trouxe para meu lado.- Não te solto mais. Elijah.- Fui até ele.
— Sim?- Ele questionou.
— Alguém fugiu?- Perguntei.
— Não.- Ele disse.
— Roy, alguém da vila que não se envolveu se machucou?- Perguntei.
— Só coisas leves.- Roy respondeu.
— Menos mal.- Elijah disse.
— Ninguém aqui fazia ideia do que eles faziam. Atacar o próprio clã, absurdo.- Roy disse.
— Sinto muito.- Disse a respeito do lobo que Klaus matou.
— Pelo que criança?- Roy perguntou.
— Pelo lobo.- Disse.
— Você não teve culpa nem nada a ver com isso.- Disse.
— Eu sei, mas me sinto melhor assim.- Disse.
— Bem, se me derem licença vou ajudar a cuidar da minha matilha e queimar os mortos.- Roy disse.
— Tudo bem.- Elijah disse.
— Problemas resolvidos então? Não vou ter vigias aqui?- Roy perguntou.
— Não.- Disse.
— Ótimo. Boa tarde.- Ele saiu.
Depois de resolver com os vampiros que tinham ficado ali, levei Clary para minha casa e depois de tomar um banho, estava todo sujo de sangue, pude ter meu tempo com ela. Senti que ela ficou impressionada com o que viu na vila e me assustei de que ela pudesse querer se afastar de mim. Conversamos bastante e eu desviei o assunto para o sexo, e tudo que ocorreu nesse dia me fez ver muitas coisas mais claras, mas a principal é que Clary já faz parte da minha vida e de mim.
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I see you at the bar, at the edge of my bed
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I come alive when I hear you voice
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Tentei ir mostrando isso a ela com pequenas ações, mas o que não conseguia disfarçar é o quanto aquele Simon me incomoda. Ele fica grudado nela e não foi uma vez só que tive que intervir por estar demais. Conversando com Freya ela insinuou que eu estava apaixonado e isso se tornava cada vez mais claro para mim. Os meses passaram e muita coisa aconteceu neles. Por insistência dela, tive alguns jantares com os pais dela. Eu decidi dar uma chance ao que vinha sentindo com ela e até acreditar que aquele conto era bem real pra nós dois. Agora chegamos em dezembro e a família da Clary nos chamou para o Natal e mesmo sendo um pouco estranho ainda, fomos.
Esse com certeza seria um Natal diferente, mas esperava que fosse no mínimo civilizado. Fazia quase um ano que eu e Klaus estávamos juntos e eu o amava mais que tudo já. Sei que ele ainda não, mas não podia fazer nada ainda. Estava ajudando minha mãe com a comida e quando a campainha tocou, fui atender. Sorri ao ver Klaus.- Hey.
— Hey linda.- A beijei.
— Kol, Rebekah, Freya, Elijah.- Os cumprimentei.
— Oi ruivinha.- Kol disse.
Jocelyn foi até a porta.- Por favor, entrem. Todo mundo está na sala e tem bebida a vontade, podem ficar a vontade.
— Boa noite Jocelyn.- Disse.
— Boa noite.- Ela disse.
Eles entraram e fechei a porta.- Ah, o Magnus está aqui hoje, vão poder conhece-lo. Ah, e os Lightwood também estão aqui.
— Quanta gente.- Disse.
Sorri e chegávamos na sala.- É Natal.
— Cookie, até que enfim vou poder conhecer seu namorado.- Magnus disse.
— Esse é o feiticeiro que falou?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Era um cara estranho, mas estava acostumado com gente assim.- Klaus Mikaelson.
Ele pegou a mão de Klaus.- É bom fazer a Clary feliz, se não você vai se ver comigo.
— Ok Magnus, relaxa.- Alec colocou a mão sobre a de Magnus.
Kol riu.- Agora você arrumou alguém para fazer o que você fez por séculos.
Jocelyn chegou na sala rindo.- Desculpe pelo Magnus, ele acabou adotando a Clary quando a levava nele para ficar lá entre as minhas missões. Mas você não vai fazer nada, certo Magnus?
Ele deu de ombros.- Não garanto nada.
— Clary tem três pais agora.- Luke disse.
Ri.- Sou a mais sortuda.
— Ah, e eu não conto?- Sebastian perguntou.
— Como assim?- Perguntei.
— Sortuda só pelos pais?- Sebastian questionou.
Ri e fui até ele, apertando o rosto dele e beijando a ponta do nariz dele.- Como você é ciumento, meu Deus. E carente.
— Eu não sou carente.- Sebastian disse.
— Que fofo vocês.- Kol riu.
— Isso é carência também?- Isabelle questionou.
— O que Kol, suas irmãs não te enchem de beijos também?- Fui até ele e o beijei na bochecha, bagunçando o cabelo dele.
Freya riu e revirou os olhos.- Ele é muito reclamão, isso sim. Sempre que ele vai me procurar lá todo carente, eu dou atenção sim.
Elijah me olhou.- O que?
— Se eu sou carente, tem alguém muito mais.- Kol disse.
— Ah não.- Fui até Klaus, o abraçando e apoiando minha cabeça no peito dele.- Eu mimo ele até demais.- Ri.- Mas ele é mesmo carente.
— Eu não sou carente.- Todos riram.
Klaus se sentou e me sentei no colo dele.- Você é fofo carente.
— Clary!- Sorri e a apertei contra mim.
— Clary tem bastante espaço no sofá.- Jace disse.
— Prefiro o colo do Klaus. É mais confortável.- Disse.
— Pode ficar a vontade Isabelle.- Kol disse.
— Vai sonhando.- Isabelle disse.
— Ótimo mesmo. Minha irmã não é nada sua.- Alec puxou a irmã para mais perto.
— Isso é ela que decide.- Kol disse.
— Querem alguma coisa, Rebekah?- Jace perguntou.
— Nada que possa ser servido aqui.- Rebekah disse.
— Aproxime-se dela e terá uma flecha encrustada com uma runa no solo enfiada no seu cu, seu filho da puta.- Alec disse.
— Alec!- Maryse cobriu os ouvidos de Max, tentando não rir.
Magnus riu.- Isso ai amor, bota os vampiros abusados no lugar.
— Abusado? Já dançou com essa mulher?- Kol perguntou.
— A Clary é bem melhor.- Disse.
Franzi o nariz.- Acho que não.
— Não é não, mas tadinha, ela tenta.- Sebastian disse.
— Não tento não. Prefiro jogar.- Disse.
— Mais para uma lagartixa dançando.- Jace disse.
Atirei uma almofada nele.- Cala a boca, Jace.
— É verdade.- Jace disse.
— É igual ao Nik.- Kol disse.
— Sabemos outro tipo de arte nessa família, né filha?- Jocelyn sorriu.
— Também prefiro essa arte a dança.- Disse.
— Puxa saco.- Kol disse.
Ri e uns minutos depois Simon chegou. Ficamos mais um tempo conversando e parece que minha família, os Lightwood e os Mikaelson tinham se dado bem. Ficava feliz com isso. Depois que a conversa ficou muito adulta e Max e Simon tinham ido ver Naruto no meu quarto, eu fingi que ia no banheiro e fui para lá com eles. Fazer o que? Tenho alma de adolescente. Depois de termos visto um episódio e termos começado outro, vi Klaus chegar na porta. Mordi meu lábio.- Acho que vinte minutos não é normal ficar no banheiro né?- Questionei divertida.
— Estava me perguntando se não tinha sido atacada lá.- Ri.
Sorri.- Desculpe ter te deixado lá. Só que vocês só conversam coisas chatas e entre Naruto e coisas de adulto, eu prefiro Naruto.
— E o que é esse desenho?- Me sentei na poltrona.
— É anime.- Max disse.
— Ah, desculpe.- Disse.
— Não liga para ele, ele é desinformado coitado.- Simon disse.
— Conta a história do Naruto, esse loirinho ai, que tem um demônio dentro de si. Os pais deles morreram tentando proteger a vila onde moravam e selando essa besta de caudas no bebê com a intenção dele se tornar o herói da vila, porém saiu tudo ao contrário, e todos da vila o odeiam e o temem, ficando com medo que a raposa de nove caudas seja libertada de novo. Então o sonho dele é ser Hokage, o ninja mais poderoso da vila, para assim ser reconhecido.- Disse.
— Ah, vive com uma parte sua trancada dentro de você; disso eu entendo.- Disse.
— Clary, você não disse que ele era legal? Ele tem um demônio.- Max disse.
Sorri.- Não é isso Max, ele está falando de quando a parte lobisomem dele estava selada. E no caso não é bem assim. O Kurama não é parte do Naruto, ele é outro ser dentro do Naruto. Ele vê tudo que o Naruto faz e eles podem conversar e tal. No começo, antes deles virarem amigos, quando o Naruto perdia o controle, o Kurama tomava conta.
— Eu sei, achava essa parte legal.- Max disse.
Ri.- Sim, eu também. Eu acho que você é a mistura perfeita do Naruto com o Sasuke.- Disse para Klaus em tom de brincadeira.
— E quem é esse outro?- Perguntei.
— O cara mais foda junto com o Naruto. Ele é incrível e usa espadas, como eu quero usar quando for caçar.- Max disse.
Sorri e beijei Max na bochecha. Ele é extremamente fofo.- Você vai ser um ótimo caçador. E bem, o Sasuke é aquele cara gato demais e sexy demais que todas as mulheres querem, só que ele é mais frio que o monte Evereste e leva um tempo absurdamente grande para reconhecer o amor da Sakura. Ele até tenta mata-la uma vez para se livrar desse sentimento. Ele, Naruto e Sakura formam um time. E o Sasuke quer vingança do seu irmão que matou todo o seu clã, e reconstruí-lo, então ele vai atrás do Orochimaru para obter poder, então ele abandona a vila e os amigos, mata o irmão e depois descobre que tudo que o irmão fez foi pela vila e que ele era espião para a vila numa organização que caça Bijuus, que é o que o Naruto tem dentro dele.- Suspirei.- Ufa, é longo.
— Gostei do cara.- Disse.
— Por que será que isso não me surpreende?- Simon questionou.
Ri.- Pois é, o Sasuke é incrível. Bem, não me decido entre ele ou o Naruto com aquela cara de bebê carente. Os dois tem essa cara.
— Você é muito super protetora.- Simon disse.
— Não sou não.- Disse.
— A Izzy diz que é e com isso você é um amor.- Max disse.
Sorri.- Obrigada então.
— Quer ficar aqui?- Perguntei.
— O jantar está pronto, venham!- Jocelyn chamou.
Ri.- Não, vamos ir comer.
— Oba.- Max saiu correndo.
Acompanhei eles e fomos para a mesa.
— Meu Deus Jocelyn, parece tudo maravilhoso.- Kol disse.
— Mãe, você arrasou.- Jace disse.
Jocelyn sorriu.- Obrigada filho. E eu separei sangue para você, Simon.- Ela bagunçou o cabelo do garoto, beijando o topo da cabeça do mesmo.
— Sério?- Simon questionou.
Ela sorriu.- Como se eu, Clary, Jace, Sebastian e Luke íamos nos esquecer de você. Você é como meu filho. Foi até Jace que foi pegar o sangue, foi muito fofo. Sério.
— Mãe, não precisava explanar.- Jace disse.
— Obrigado Jace.- Ele sorriu.
Sorri.- Você devia ver se bebendo sangue a comida desce, Simon.
— É cara, você não sabe o que está perdendo.- Kol disse.
— Kol, come direito.- Disse.
— A comida está mesmo ótima, amor.- Luke disse.
Jocelyn sorriu.- Obrigada.
— Está de parabéns Jocelyn.- Robert disse.
*****
Hey angel
Hey angel
Do you look up to the sky?
Do you look up to the sky?
*****
Rimos e continuamos o jantar. Ao mesmo tempo que era estranho, era agradável estar ali. Eu me sentia um pouco diferente, mas estava feliz ali com eles. Depois de jantar e conversar, trocamos presentes, mas avisei a Clary que só daria o dela amanhã. Já era madrugada quando fomos embora e a tarde estava certo da Clary vir aqui em casa. Conferi o presente dela e logo ela chegou.
Sorri.- Hey.
— A neve não te prendeu.- Sorri, indo até ela e a beijando.
— Nada me prenderia para estar nos seus braços. Só eles que me prendem.- Disse.
— Você chega a me excitar falando assim.- Rocei meu nariz no pescoço dela.
Me arrepiei e sorri.- Pode ser a intenção, afinal, eu gosto de te ver excitado.
— Ver, sentir, tocar...- A peguei e a levei até o sofá, deixando ela no meu colo de frente para mim.- Já melhorou de tanto comer ontem?
— Sim. Criei uma runa para digestão.- Ri.
— Mentira.- Ri.- Minha shadowhunter talentosa.- A beijei.- Mas isso é bom porque encomendei umas coisas para você.
— Encomendou?- Questionei.
— Estão lá na cozinha. Você adora Natal. Por mais que teve de tudo ontem, quis ter algo aqui também.- Disse.
Sorri e o abracei.- Obrigada. Você é perfeito.- O beijei.
— Você que está me dando tudo que nunca tive na vida. Você que é perfeita.- Disse.
Sorri e acariciava o rosto dele.- E não pretendo nunca mais parar de mima-lo.
— Está me acostumando mal.- Afastei o cabelo dela, que ela tinha cortado recentemente por estar grande demais.
Sorri.- Que bom.
A beijei, mas sorri.- Tenho uma surpresa.
— Mais uma?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Ok.- Disse
— Pensei em te dar só mais tarde, mas não consegui guardar.- Peguei no meu bolso.- Seu presente.
Peguei e abri, logo sorrindo. Era um colar com a runa de casamento.- É lindo. Obrigada.
— Acertei a runa?- Questionei.
Sorri.- Sim.
— Que bom. Porque foi difícil de achar algo que desse para coloca-la.- Disse.
— É perfeito, obrigada.- Disse.
— Mas eu tenho uma duvida.- Disse.
— Qual?- Perguntei.
— Eu vou ter que fazer a runa também?- Perguntei.
— Bem, a runa mata os seres do submundo e humanos, mas você não tem sangue de demônio e não é humano, não sei como seria.- Disse.
— Temos que ir testando então. Qualquer coisa eu faço ela normalmente.- Disse.
O olhei.- Ir testando? Porque?
— Como vai ser nosso casamento comigo sem o símbolo de vocês? Estranho.- Disse.
Sorri.- Casamento?
A olhei sorrindo.- Ah é, esqueci a outra parte do presente, espera ai.- Botei ela no sofá e fui no quarto buscar, voltando e me ajoelhando na frente dela.
O olhei e sorri.- Klaus...
— Clary, eu sei que esse ano foi meio louco para gente e que eu não facilitei para você com todas aquelas barreiras que eu tinha e algumas que ainda tenho. Ainda não descobrimos de que jeito, mas se eu tenho uma certeza é que você nasceu para estar na minha vida e que trouxe para ela tudo o que eu não tinha ainda. Consegui reunir minha família, estamos vivendo em paz, sou o Hibrido que sempre quis ser e tenho duas cidades sob meu comando, mas ainda assim não tinha a graça que tem agora quando me faz sentir completo. Por mais que eu não demonstre muito ou tenha te falado, eu amo você a muito tempo e não podia esperar mais para ter você comigo e querer saber se quer casar comigo.- Disse.
Sorri e sequei as lágrimas.- Sim, é claro que eu aceito. Eu também te amo.
Peguei o anel e coloquei no dedo dela.- Ficou lindo.- Vi que ela ainda estava chorosa.- Não chora love.
Sequei as lágrimas e revirei os olhos, logo rindo.- Você disse isso para a pessoa mais chorona que existe.
Ri e a beijei.
Retribui o beijo.
A puxei para mim e adorava como ela ficava nos meus braços.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
Avancei, nos derrubando no sofá e podendo a tocar melhor. Eu sabia que ter um compromisso seria diferente, mas era isso que eu queria, era ela que eu queria.
Envolvi minhas pernas na cintura dele e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
Abri o casaco dela e o tirei, mas tinha outra blusa e mais uma.- Eu odeio inverno nessas horas.
Ri.- Mas ficamos bem mais “elegantes”.
— Mas demora a tirar.- Disse.
— Isso é.- Disse.
Tirei o suéter e abri, tirando a blusa.- Até que enfim.
Ri.- Nem é tanto assim.
Sorri. A visão dela semi nua ou nua era sempre uma delicia. Beijei pelo pescoço dela enquanto tirava o sutiã.
Me arrepiei ao sentir os lábios dele e já tirava meu all star com a ajuda dos próprios pés.
Cheguei na minha runa e fiz o traço com a língua. Ela era sempre muito sensível ali.
Gemi e suspirei pesadamente, acariciando a nuca dele.
— Já pensou que essa runa confirma que você é minha?- Questionei.
— Tenho certeza disso desde do dia que estamos juntos.- Disse.
— Minha Clary.- Disse beijando mais ali.
Suspirei pesadamente.- Sim, só sua.
Continuei os beijos e tirei a calça dela, tirando minha blusa em seguida.
O puxei e o beijei, entrelaçando meus dedos no cabelo dele.
Deixei o beijo mais intenso. Ela sempre deixava eu a dominar, mas a resposta era sempre uma delicia.
Acariciava o cabelo dele e descia minha mão pelas costas dele.
Abri minha calça, a afastando e comecei a tirar a calcinha dela.- Você foi muito má esses dias.
— Eu má?- Questionei.
— Sim, com aquelas provas, e me abandonando.- Disse.
Ri.- Eu não te abandonei, seu exagerado.
— Imagina que não.- Disse.
— Está falando do sexo?- Questionei divertida.
— Com certeza.- Tirei a calcinha dela.
— Você que é mal acostumado, não acha?- Perguntei sorrindo.
— Você que deixou.- Disse.
Sorri.- Não me importo. Gosto de te mimar.
Ri e tirei minha calça junto com a cueca. As runas tinham um contraste com a pele clara dela, deixando-a mais única.
Sorri e o beijei.
A ajeitei melhor no sofá e entrei nela.
Gemi contra os lábios dele, mas sem deixar de beija-lo.
Ela já estava acostumada comigo dentro dela, mas isso não mudava o prazer que sentíamos juntos. Não lembro de ter passado tanto tempo com alguém, mas é muito melhor que imaginava.
Me mexi embaixo dele, podendo senti-lo ainda mais dentro de mim.
— Já querendo mais, love?- Perguntei.
— Você não?- Rebati a pergunta.
— Sempre. Só saboreando um pouco mais de você.- A preenchi por completo.
Gemi e o beijei.
Ela acompanhava o ritmo das minhas bombadas perfeitamente e seguiu quando nos virei, a deixando por cima.- Adoro essa visão.- Peguei nos peitos dela.
Gemi e sorri.- E porque?
— Seus peitos.- E também a cena por completo em que os cabelos dela caiam pelos ombros, a boca sexy e as expressões de prazer; era uma cena e tanto.
Sorri e continuei me movimentando sobre ele.- Que bom que gosta então.
— Você sabe que sim.- Me inclinei, abocanhando um dos peitos e tocando a minha runa. Por vezes eu sentia algo diferente a tocando, como se fosse eu mesmo que a coloquei ali.
Gemi e arqueei levemente meu corpo, descendo minha mão para a nuca dele.
— Você é gostosa demais.
— Você é gostosa demais.- Não resisti em a beijar, pegando na bunda dela até que mudei de ideia e nos levantei, a segurando e nos levei para o quarto ,indo para cama. Tomei o controle de novo e não parei até gozarmos. Era tudo incrível; cada toque, os beijos e o próprio orgasmo.
Parei o beijo e sorri, o olhando.- Eu te amo.
Já estava deitado ao lado dela e afastei o cabelo do seu rosto.- Também te amo.- Mesmo sendo novo dizer essas palavras assim, sendo a Clary eu queria e gostava de dizer.
Sorri e me acomodei no peito dele. Eu podia ficar ali para sempre. Se tudo desse errado eu sabia que tudo estava bem, só pelo fato dele existir e estar na minha vida.
Por causa do frio puxei o edredom sobre nós.- Estava pensando uma coisa.
— O que?- Perguntei.
— E se o livro que eu ganhei com o conto for mesmo entregue por um anjo, o de vocês.- Disse.
— Raziel? Não sei se é possível.- Disse.
— Love, o cara que me entregou o livro parecia convicto de que foi um anjo que tinha dado a ele e que era endereçado a mim. Eu na época pirei procurando esse anjo, assumindo que eu era o demônio do conto.- Disse.
— Bem, com conto ou sem conto eu sou sua. Sugiro que não fiquemos pensando nisso demais. O que importa é que estamos juntos.- Disse.
— Se for ele ou não, só posso agradecer de você existir e aceitar quem eu sou.- Disse.
Sorri.- Sempre aceitarei.
— Mas vamos deixar esse lado sentimental de lado, temos que comemorar.- Rolei, ficando em cima dela.
Sorri.- E quer comemorar como?
— Do melhor jeito.- Cheguei no ouvido dela.- Fodendo você.
Sorri e mordi meu lábio.- Com certeza é o melhor jeito mesmo.
A beijei, já me sentindo ficar excitado de novo e sabendo que o resto daquele dia iria ser assim. Depois de umas duas rodadas de sexo já tinha anoitecido e nevava lá fora. Clary quis ir comer, então ficamos enrolados na cama com ela comendo até que estivesse satisfeita, e não demoramos a voltar ao sexo. Não era fácil para mim lidar com todas aquelas emoções, mas fiz um propósito de me deixar ter um pouco de felicidade, e era isso que Clary me dava. Ok, tenho meus irmãos, as cidades, a Darkness... Mas Clary agora estava no centro disso, por mais que eu saiba que pode acabar um dia. As vezes penso nisso, mas estou adiando esse pensamento e o jogando para o futuro distante. Olho ela dormindo ao meu lado e sorri. Meu anjo, minha caçadora, meu amor, enviado para mim. Agora com você posso dizer que sou completamente feliz.
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Oh I wish I could be more like you
Do you wish you could be more like me?
Oh I wish I could be more like you
Do you wish you could be more like me?
Hey angel
Hey angel
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