Up All Night - One Shots

17 Capítulo 17- Once in a Lifetime.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Finalmente saimos desse hiatus horrorosso, heim? Credo. Não vou me deter muito aqui em explicações, porque deixei uma bem detalhada nas outras fics na ultima postagem, mas só digo aqui que não prometemos uma frequência fixa, ok? Porque realmente esse tipo de OS é bem complexa de fazer, mas vamos dar uma margem de 15 a 20 dias, certo? Espero que entendam. Porque queremos entregar algo BOM, não qualquer coisa para vocês ♥ Bem, vamos a esse capítulo de uma vez HAHA'

Once in a lifetime
It's just right
We made no mistakes
Not even a landslide
Or riptide
Could take it all away

*****

POV Misto. (Hayley e Klaus.)

Observava Hayley pela manhã de Babydoll e me peguei lembrando da nossa noite; ela era gostosa pra cacete e sabia o que fazia na cama. Sorri. Mesmo agora, com a barriga já aparecendo ela continuava gostosa.- Não deveria botar mais vitaminas ai?- Perguntei provocando.

— Só porque estou carregando o seu filho, não quer dizer que pode me controlar.- Sorri ironicamente para ele e fazia um sanduiche.

— Quem houve pensa que sou um tirano, uma calúnia, claro.- Disse.

— Nem sei porque você e Elijah querem que eu fique aqui, com vocês. Posso muito bem me cuidar sozinha.- Me sentei em cima da bancada.

— Está ficando claro que você pode já ser um alvo e prefiro não correr riscos.- Disse.

— Você vai me matar quando o bebê nascer, então não se finja de bonzinho.- Disse.

— Está se precipitando, little wolf.- Disse.

Revirei os olhos.- Sei.

— Você está preocupada com isso?- Perguntei.

— Não quero morrer, se é isso que quer saber, mas não tenho medo de você. Só amaldiçoo o dia que eu resolvi ajudar Tyler Lockwood e conheci você, que matou 12 hibridos.- Disse.

— Foi necessário e deveria ter me livrado de Tyler também.- Disse.

— Ah é, vocês dois gostam daquela loira aguada. Caroline, né?- Desci e fui até a cafeteira, me servindo de café.

— Porque insisti em dizer isso? Porque não é verdade.- Disse.

Ri.- Aham, sei. Você tem queda por loiras, agora está querendo comer a tal da Camille.

— Se eu tivesse mesmo, não teria trepado com você.- Sorri, pegando a xicara dela e bebendo.

— Você deixou bem claro que era porque estava bêbado, que se não tivesse, nunca teria acontecido.- Peguei de volta a xicara.- E foi o meu pior erro aquela noite.

— Tem certeza disso? Estou começando a duvidar.- Disse.

— Sei.- Peguei minha caneca de café e sanduíche, e fui para a sala.

— Já discutindo pela manhã?- Elijah disse lendo o jornal.

— Não.- Disse.

— Sei.- Ele deu um meio sorriso.

Comecei a comer.

— Está precisando de algo?- Ele perguntou.

— Não.- Disse.

— Estava falando com ela sobre isso, se não precisava de algo.- Disse.

— Atenciosos demais vocês dois.- Sorri, ironizando.- Nem parece que ontem tinham uma mulher nua e sangrando aqui na sala.

— Foi um indiscrição a deixar nua, desculpe.- Ele disse.

Ri.- Certo.- Eu devia me incomodar com o fato de estar quase nua na frente de dois vampiros com mil anos, mas não estou. O pijama que usava era uma blusa lilás sem sutiã por baixo e um short minúsculo. Peguei emprestado da loira, Rebekah. Precisava comprar um pijama para mim.

A olhava e percebia os olhares de Elijah para ela. Não gosto disso.- Alguma noticia de Sophie?

— Está perguntando para mim?- Perguntei.

— Também. Aquela bruxinha ardilosa poderia tentar algo.- Disse.

— Ela foi bem avisada Klaus.- Ele disse.

Passei a mão pela minha barriga e suspirei.- A pior parte de estar grávida é não parar de fazer xixi, além dos seios doloridos.- Me levantei.- Vocês deviam dar graças a Deus por não fazerem xixi, ou melhor, a mãe de vocês.

— Pelo que dizem ainda vai piorar quando ela estiver maior.- Disse.

— Você bem que podia ter a mirra ruim né? Seu reflexo de vampiro afeta até seu pau?- Questionei ironicamente enquanto subia as escadas.

— Com certeza.- Ri e vi ela vacilar na escada.- Tudo bem?

— Sim, estou bem.- Disse.

— Certeza?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

Tentei não reparar nas pernas dela e em como o short mal cobria a bunda. Ah, desde aquele dia que a peguei no colo, as sensações que deu... Estou ficando maluco.

— Vou tomar banho e já volto.- Subi as escadas.

— Temos que ver nossos hábitos, ela não é obrigada a ficar aturando tudo.- Ele disse.

— Não foi minha ideia deixar a mulher nua, por mais que tenha me deliciado.- Disse.

Cheguei no quarto e fiz minhas necessidades, logo indo tomar um banho. Sai do banheiro, enrolada na toalha. Tirei a toalha e me olhei, toquei na barriga e sorri. Mesmo querendo negar, eu acho que cada vez mais eu estava adorando a ideia de estar grávida. A barriga já estava grande para colocar calça, então peguei um dos meus vestidos. Terminei de me arrumar e desci.

Terminava de pegar minhas coisas quando a vi.- Estou indo para a cidade. Quer ir?

— Pode ser.- Disse.

— Vamos então.- Sai e fui para o carro.

Antes de entrar no carro, vi o lobo que já via um tempo, escondido nas arvores. Sorri para ele. Não sei porque ele ficava me cuidando. Ele deve saber que sou uma loba grávida. Isso chama mais atenção dos lobos do que o normal.

— O que foi?- Perguntei.

— Nada. Só aquele lobo me olhando.- Indiquei com a cabeça.- Se fosse lua cheia diria que era um lobisomem.

— Isso é estranho, não tem lobos aqui assim.- Disse.

— Pelo jeito tem.- Disse.

— Entre, vamos.- Disse.

Entrei no carro.

Saímos de lá e nos dirigi para a cidade.- Você e Elijah continuam muito juntos.

— Algum problema?- Perguntei.

— Não, mas prefiro que discuta comigo sobre a minha criança.- Disse.

— Eu não estava falando com ele sobre a “sua criança”.- Disse.

— Eu sei que as intenções dele são boas, mas vai haver um limite.- Disse.

O olhei.- Como é?

— Isso é entre ele e eu, não atingi você.- Disse.

— Isso não é 1500, Klaus. Eu não sou sua propriedade.- Disse.

— Mas você carrega o meu herdeiro, não dele.- Disse.

— E isso quer dizer que enquanto eu estiver grávida eu não posso nem falar com outro homem que não seja você?- Perguntei.

— Ah, isso seria ótimo. Depois também. Meu filho precisará da mãe e não será bom ela se distraindo por ai.- Disse.

Ri.- Certo, vai sonhando.

— Duvida?- Perguntei.

— Você não manda em mim.- Disse.

— É uma sugestão intensificada.- Disse.

— Agora eu sei porque você não conseguiu ficar com a loirinha.- Disse.

— Vai insistir nisso?- Perguntei.

— Eu posso ser qualquer coisa, menos cega. Eu vi o jeito que olhava para ela e o Tyler estava fervilhando de raiva do meu lado, o que era um saco.- Disse.

— E você conseguiu algo com ele antes, não foi?- Perguntei.

— Eu e Tyler nunca transamos. Vai começar com isso de novo? Apesar de que teria sido um sexo muito bom.- Sorri e mordi meu lábio.

— Duvido muito.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Que ele tenha essa capacidade.- Disse.

— Claro que tem. Eu nunca transei com ele, mas o vi muito pelado. E com certeza ele tem.- Disse.

— Credo Hayley!- Disse.

— O que? Enquanto eu ajudava ele a se livrar da sua ligação para ele voltar para a loirinha sem ser obrigado a te obedecer, eu o vi muito pelado. Porque ele não ia colocar uma roupa a cada transformação. Era muitas por dia.- Disse.

— Como alguém consegue ficar livre da maldição e ser hibrido e é estúpido ao ponto de não querer isso? É muito babaca.- Disse.

O olhei.- Duas coisas. Primeira; não se finja de idiota. Você sabe que de livre ele não tinha nada. Você o mandava fazer tudo para você. Ele me contou as coisas Klaus, então não se finja de burro. Você o mandou morder a própria namorada e depois foi lá dar seu sangue a ela para ser o herói da noite. Segunda; se transformar é muito bom no final.

— Ah, claro que é.- Disse.

— Eu gosto.- Disse.

— Ter aquele nível de dor é bom?- Perguntei.

— Você tem cheiro de lobo, mas com certeza não é um. Você é um vampiro completamente.- Ri.- Esquece, você nunca vai entender.

— Assim meu lobo vai ficar ofendido.- Disse.

— Sei.- Disse.

— Claro que vai. Eu não vivi muito tempo com ele, mas gosto do que sinto agora.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Mas ser híbrido é o melhor de tudo.- Disse.

— Bom para você.- Disse.

— E você se um dia quiser.- Disse.

— Ficar ligada a você? Não, obrigada. E fora que por mais que não mora de amores pela Elena, não quero fazer mal a ela.- Disse.

— Qual o problema comigo?- Perguntei.

— Vai saber o que você vai mandar eu fazer? Eu perco a minha liberdade assim.- Disse.

— Nossa, quanto medo.- Disse.

— Chupar o seu pau por vontade própria é uma coisa, agora a força é outra.- Disse em tom divertido.

Ri, gostava desse espírito dela.- Nem vem que você gostou bastante.- A olhei.- Principalmente quando retribui.

— Você tem alguns talentos.- Disse.

— Na verdade eu tenho muito mais.- Disse.

Ri.- Sei.

— Em outra situação mostraria.- Disse.

— A uns meses disse que foi um erro ter transado comigo e que eu tinha transado com outro e estaria de enganando sobre o bebê, e agora você está querendo transar comigo novamente? Você é instável.- Disse.

— No meu lugar, a princípio, o que pensaria? Um milênio de vida sabendo que isso nunca seria possível.- Disse.

— Eu nunca julgaria alguém.- Disse.

— Você não tem a minha vida.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Vai querer ir a algum lugar?- Perguntei.

— Não.- Disse.

Me passou uma coisa pela cabeça.- Você já arrumou algo para ele?

— Não sabemos o que é.- Disse.

— Ah sim, é para esperar então.- Disse.

— Ou comprar coisas neutras, mas como eu não faço parte da família e nem tenho dinheiro, ou bom gosto, eu não posso fazer isso.- Vinha pensando nisso a um tempo. O bebê ficaria melhor com eles, teria coisas que nunca poderia dar, mas a cada dia que passava, eu estava menos disposta a deixa-lo com eles.

— Por que não me lembrou disso?- Era tanta coisa nesses meses que nem me lembrei desse detalhe.

— O que?- Perguntei.

— Sobre você ter dinheiro para o que precisar.- Disse.

— Está tudo bem. Vocês me dão um lugar para dormir e comida, é tudo que preciso. E pretendo arrumar um emprego para poder alugar um apartamento ou coisa do tipo.- Disse.

— Nada disso. Não sabemos o que pode acontecer e você tem que estar amparada para o que precisar para vocês.- Disse.

— Depois que o bebê nascer, estou dizendo.- Disse.

— Ainda assim ele vai ser um Mikaelson e já percebeu como pode ser nossa vida.- Disse.

— Deixa isso para lá.- Disse.

— Vamos aproveitar que estamos aqui e vamos resolver isso.- Disse.

— Você tem coisas a fazer.- Disse.

— Isso é importante.- Disse.

— Ok.- Disse.

Chegamos ao centro da cidade e achei um dos bancos que eu tinha conta. Compeli o gerente e em menos de meia-hora a conta da Hayley foi aberta e transferi um conta inteira para o nome dela. Vi sua expressão quando assinou os papéis.- O que foi?

— Não sei se posso aceitar isso.- Disse.

— Claro que vai.- Disse.

— É muito dinheiro.- Disse.

— Você acha muito?- Perguntei.

— Sim... 50 milhões de dólares é muito dinheiro. Não sei como gastar tudo isso em nem mil anos.- Disse.

— E vai render mais ainda com as aplicações.- Éramos só nós dois já que o gerente tinha saído.

— Isso tudo dá para pagar faculdade de mais de cinco mil filhos.- Disse.

— Eu espero ficar só nisso mesmo.- Disse.

— Eu pretendo ter mais um quando me casar.- Disse.

— Casar?- Perguntei.

— Bem, sim. Um dia pretendo casar.- Disse.

Não gostava daquilo.- Assine logo que temos o que fazer.

Suspirei e assinei.

*****

Somehow it feels like nothing has changed

Right now, my heart is beating the same

Out loud, someone is calling my name

It sounds like you

*****

Não queria saber dessa história dela com outro, mas devia ser loucura por causa da criança. Terminamos com o banco e passei no padre Kieran, resolvendo o que precisava. Hayley quis almoçar e depois fomos para casa. Ela saiu uns dias depois para algumas compras (estava estranhando essa semana calma) e quando passava pelo corredor vi a porta entre aberta e a vi.

Tirava a minha roupa e reparei na camisa em cima da minha cama. Faz uns dias que peguei ela na lavanderia. Acho que o Klaus nem percebeu. Não, não sou estranha, mas estava precisando de algo solto para dormir e não sou de camisolas. Ah, até porque quando que ele vai reparar que uma camisa sumiu né? Ele nem deve repeti-las. Terminei de tirar o vestido.

A primeira coisa que reparei em a ver de lingerie foi em como ela mudou. Estava com mais curvas e podia jurar que com mais bunda e coxas, e com certeza mais peito.

Tirei o sutiã também e peguei o óleo que passava na barriga e seios para não ter estrias, e comecei a passar.

Aqueles peitos eram deliciosos, senti uma súbita vontade de saborea-los novamente.

Depois de passar, peguei a camisa e coloquei.

Porra. A minha camisa? Ela tinha ficado mais gostosa e sexy. Cacete, não posso pensar nisso, mas meu pau tá me contrariando.

Escovava meu cabelo e coloquei meu perfume. Tinha a mania de passar perfume antes de dormir. Me sentei na cama e me ajeitei, ligando a TV para ver alguma coisa.

Disfarcei e bati na porta.

— Pode entrar.- Disse.

— Hey, boa noite.- Disse.

— Boa noite.- Disse.

— Acabei de chegar, foram boas as compras?- Perguntei.

— Eu não sou de compras, mas a Rebekah adorou.- Disse.

— Coitada de você então.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Tentava não mostrar que a observava.- E está tudo bem?

— Sim. Espero que não se importe que peguei uma camisa sua. Estava precisando de uma coisa grande para dormir confortável.- Disse.

A olhei de cima a baixo, voltando a olha-la.- Ficou ótima em você.

Sorri.- Eu pensei de pegar uma do Elijah, mas tive a impressão que ele notaria de cara, ao contrário de você.

— A minha está perfeita, fique só com elas.- Disse.

— Vou ficar só com essa por um tempo, não vou assaltar seu closet, não esquente.- Ironizei. Porque achava engraçado ele ter um closet e mais engraçado ainda quando Rebekah me contou que ele tem em uma das várias casas, um só com vestidos de mulher.

— Mas pode ficar a vontade, wolfie .- Sentei na beirada da cama.- E ficaram tão boas em você.- Estava resistindo a vontade que estava nesses tempos.

— Obrigada.- Disse.

— E sentir? Tem sentido algo?- Questionei.

— Como assim?- Perguntei.

— Você está ligada a Sophie, Hayley.- Disse.

— Enquanto vocês não a matarem, eu estou bem.- Disse.

— Estamos vendo como quebrar essa ligação.- Disse.

— Eu sei e obrigada.- Disse.

— Você sabe que não tem que agradecer.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

A olhava e podia ouvir claramente as batidas do coração do bebê e acabei sorrindo.- Eu posso tocar?

Sorri.- Pode.

Toquei na barriga dela e senti uma coisa boa em fazer isso, na proximidade com aquele ser. Também tinha a proximidade com ela, poder a tocar novamente era bom e queria.- Oh!

Ri.- Ele faz muito isso.

— Faz?- Tinha sentido uma mexida bem onde minha mão estava.

Sorri e assenti.- Sim.

— É bom.- Mesmo que fosse estranho e sabendo que ele seria uma fraqueza contra mim, era bom senti-lo.

— Sim.- Disse.

— Eu lembro de você dizer que achava que era uma menina. Ainda acha?- Perguntei.

— Foi o que a Sabine, aquela bruxa, disse.- Disse.

— Não quer saber?- Perguntei.

— Quero, mas você disse que era perigoso.- Disse.

— Sim, mas posso dar um jeito nisso.- Disse.

— Hayley, eu trouxe...- Ele entrou e parou.- Klaus está aqui.

— Elijah, pode entrar.- Disse.

— Trouxe seu chá.- Ele disse.

Sorri.- Obrigada.

Ele os olhou e depois levou o chá até ela.

Já disse que odeio o jeito que ele olha para ela?

Peguei e tomei um pouco.- Está ótimo.

— Quer algo mais?- Ele perguntou.

— Não, obrigada.- Disse.

— Eu estou aqui.- O olhei.- Se precisar estarei aqui.

— Está tudo bem, Klaus. Ele fica comigo a noite as vezes. Assistimos algum filme ou coisa do tipo.- Disse.

— Ah é?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ao contrário de você, a minha vontade de estar com ela, é constante.- Ele disse.

Ri.- Parece que estou em um daqueles programas besta de TV onde dois caras brigam pela mocinha. A única diferença é que vocês não são dois caras, são vampiros, e eu não sou uma mocinha.

— E você gosta.- Disse.

Sorri.- Bem, não vou dizer que não é sexy, mas não vou abrir as pernas para nenhum de vocês.

Ela não negou que gostava dele e a presença dele ali quebrou o clima que estávamos. Tirei a mão da barriga dela de súbito e me levantei.- Já que já tem sua costumeira e preferida companhia eu já vou.

Franzi o cenho. Ainda não estava acostumada com a súbita mudança de humor dele.- Ok. Boa noite.

— Klaus não precisa disso, não estamos disputando atenção.- Ele disse.

— Se os dois pretendem ter algum papo cabeça ou um papo de psicológico, podem sair daqui, por favor? Não sou uma pessoa que gosta de drama.- Disse.

— Boa noite.- Disse saindo.

— Eu espero que essa criança não seja um mini Klaus. Eu não tenho paciência para tanto drama assim.- Suspirei. Na verdade não sabia como seria como mãe, nem se a criança fosse santa.

— Acho que todos agradeceríamos isso.- Ele riu.

Sorri.- Se não se importar, eu gostaria de dormir. Estou cansada do dia.

— Ah claro, tudo bem.- Ele disse.

Sorri.- Boa noite Elijah.

— Boa noite Hayley.- Ele beijou os cabelos dela e saiu.

*****

When I close my eyes
All the stars align
And you are by my side
You are by my side

*****

POV Hayley.

Bebi uns goles do chá antes de adormecer. No outro dia quando acordei, acordei um pouco suada, então fui direto tomar um banho. Coloquei sutiã, calcinha e um vestido por cima. A barriga estava tão grande que o vestido era sugado para cima. Ok, eu sei que ela vai ficar ainda maior, mas para mim já estou me sentindo um monstro. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e depois de desistir de ficar bonita, o que era uma coisa difícil grávida, mesmo com maquiagem, eu só passei o protetor solar e desci. Tomei um café da manha e depois disso, fui para o quintal da casa, me sentando em um dos bancos. Depois de um tempo sentada, resolvi caminha pela cidade e ir no bar que a Cami trabalha. Pelo menos tenho companhia e talvez convença ela a ver o Klaus, e deixa-lo de bom humor. Me levantei e comecei a caminhar.

— Hayley, bom dia.- Cami disse quando cheguei lá.

— Bom dia.- Com dificuldade, me sentei no banco alto.

— Já cresceu bastante esse bebezinho.- Ela sorriu.

— Nem me fale. Me dê alguns amendoins. Não consigo parar de roer alguma coisa, mastigar, beber...- Revirei os olhos e ri.

Ela riu.- Ok.- E foi pegar, logo voltando com uma tigela pequena.- Aqui. E para beber?

— Água.- Disse.

— Aqui.- Ela a serviu.- E como está lá na casa?

— Bem, na medida do possível. Você podia ir lá mais vezes. Eu agradeceria. Porque o Klaus está parecendo que ele é o grávido e não eu. E estou ficando puta porque ele está roubando o meu direito de mau humor. Daqui a pouco eu mato ele.- Disse.

— Seria engraçado isso. Mas o que eu tenho a ver com isso?- Ela perguntou.

— Ele sempre fica de bom humor com você lá. Sei lá o que vocês fazem e nem quero saber, mas pelo menos ele fica de bom humor. Acho que para ele você é o auge da perfeição e bondade, ai ele se comporta para não ser um cretino na sua frente.- Disse.

— O que nós fazemos? Nós nunca tivemos nada.- Ele disse.

— Bem, não vem ao caso. Ele te respeita. Acho que é porque você não tem sangues nas mãos.- Disse.

— Pelo que diz ele deve estar estressado com sua segurança e tudo mais.- Ele disse.

Dei de ombros.- Tanto faz. Não quero um perfil psicológico dele, só que você vá lá e deixe ele menos chato, como sempre faz.

— Essa relação de vocês é engraçada.- Ele disse.

— Se você diz.- Disse.

— E como você está nisso?- Ele questionou.

— Como assim?- Perguntei.

— Você vai ter um bebê. Está animada?- Ele perguntou.

— Minha gravidez não está nada normal.- Disse.

— Porque?- Ele perguntou.

— Porque estou grávida do Klaus.- Disse.

— O bebê é especial?- Ela perguntou.

— Ah é, me esqueci que você só lembra das coisas na casa...- Balancei a cabeça.- Não, só que ele desconfia até de médicos. Eu fico mais tensa do que animada.

— Eu imagino, mas isso é direito seu e você tem que ir.- Ela disse.

— Esquece.- A verdade era que fazia um tempo que não conhecia o livre arbítrio, o que me dava nos nervos. Nem abortar, que é uma opção só minha, não do Klaus, eu pude. O corpo é meu, não dele, caramba. Certo, hoje em dia eu nunca faria isso. Eu amo meu bebê já, mesmo odiando a gravidez e os pés inchados. Ri por dentro. Mas meu bebê eu amo e nunca faria isso com ele, mas no inicio quando queria fazer isso, a opção era minha e não dele. Melhor nem me lembrar disso.

— Bem, no que quiser minha ajuda e eu puder fazer.- Ela disse.

— Ok.- Disse.

— Quem sabe um chá de bebê.- Ela sorriu.

— O que? Não! Eu odeio essas coisas de mulherzinhas.- Disse.

Ela riu.- Eu imaginei, foi só para provocar.

Ri.- Ok.

— Quer mais alguma coisa?- Ela perguntou.

— Não, só isso.- Disse.

*****

Once in a lifetime

It's just right

And we are always safe

*****

POV Misto. (Hayley e Klaus.)

Eu estava tentando equilibrar tudo, mas não esperava que esse bebê fosse me afetar assim e pior essas ideias sobre a Hayley não param e só aumentam. Eu a vejo e meu impulso é logo estar com ela, lembro bem como era beija-la, a tocar... Porra, estava cada vez mais excitado a imaginando. E Elijah continua em cima dela, será que ele não percebe que o filho é meu e que não tem que se envolver com ela?! Eu sei e agradeço a ajuda dele, mas eu sou o pai. Droga e só de pensar nisso me dá calafrios, cada dia que passa está mais próximo a sua chegada e não faço ideia do que vou fazer. Tinha ido saber informações do que Marcel andava fazendo e acabei passando o dia quase todo fora e na volta lembrei que Hayley vivia querendo chocolate, então comprei algumas variedades, não custava agradar. Cheguei e ouvi algumas vozes na varanda lateral e fui verificar; e puta que pariu. Elijah estava mesmo a beijando?!

Acariciava o rosto dele e parei o beijo.- Elijah...

Só percebi o que fazia quando o puxava.- O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?!

— O que é isso?- Perguntei.

— Klaus!- Ele se ajeitou.- Qual o problema?

— Problema? Você ainda pergunta?- Questionei.

— Que problema?- Questionei.

— Talvez seja você agarrando ela?- Sentia a fúria me dominar e a minha vontade era arrebenta-lo para se arrepender de ter a tocado.

— O que? Eu sou uma mulher livre. Não tem nada demais.- Disse.

— Assim como você deixa claro que não se interessa por ela ou interessa? Por que não vejo nada demais.- Ele disse.

— Ah, então você queria isso?- Me virei para ela, ficando mais puto ainda.

— Ser beijada? Sim, queria. É bom saber que sou desejada ainda.- Disse.

— Por ele?- Perguntei.

— Não sei Klaus. Porque quer saber tanto?- Questionei.

— Acho que isso responde.- Taquei as coisas que tinha comprado na parede e trombei com Elijah.- Você está ansioso para tomar o meu lugar, não é?

— Seu lugar? Está louco?- Ele questionou.

Deixei minhas garras saírem e senti meus olhos mudarem. Agarrei um braço de cada, sentindo minhas garras furar a pele deles e literalmente rosnei.- Os dois parem. Agora.

— Hayley.- Elijah disse.

— Me solta.- Disse.

Sorri e enfiei mais minhas garras nele, virando minha cabeça para ele.- Você não manda em mim. E faz um tempo que não luto com ninguém e você está me provocando.

— Solte.- Disse me controlando para não me transformar.

— Solte-se você.- Disse.

Me soltei dela sem me importar com o rasgo que ficou no braço.

Recolhi minhas garras, soltando Elijah.- Sinto muito Elijah.- Beijei-o no rosto, olhei para Klaus e entrei na casa, lambendo um dedo de cada mão.- Eca, sangue de morto é horrível.- Sorri, mordi meu lábio e subi.

— Vão para o inferno.- Disse saindo. Era óbvio que tudo aquilo que vinha sentindo era bobagem e não deveria dar maus ouvidos aquilo. O único com quem deveria me preocupar e ter minha atenção era meu filho, e um jeito de recuperar New Orleans. Fui para um bar qualquer e bebi o suficiente para me fazer relaxar. Encontrei duas gostosas que deixaram minha noite mais leve. Uma era morena, cacete, aqueles olhos me lembravam o da Hayley. Esqueça. Acabou sendo uma boa noite e voltei para casa pela manhã. Tomei banho e troquei de roupa. Ouvi umas coisas preocupantes; as bruxas estavam se movendo, isso nunca era boa coisa. Passei alguns dias as observando, mas sempre conferia se Hayley estava bem. Na volta para casa, me alimentei e depois fui para casa, passando no quarto de Hayley.- Boa noite. Está tudo bem?

— Sim.- Disse.

— Meu filho?- Perguntei.

— Está ótimo.- Disse.

— Ok, boa noite.- Fechava a porta.- A proposito, consegui uma médica para amanhã.

— Tudo bem.- Disse.

— Boa noite.- Sai e fui para meu quarto. Decidi pintar um pouco, isso sempre aliviava a cabeça e o fiz por boa parte da noite. Eu estava irritado com a Hayley, puto com Elijah, mas senti falta de conversa com ela esses dias. Merda não posso fraquejar. Pela manha, me arrumei e eles tomavam café quando desci. Peguei uma xícara de café e me juntei a eles.

Comia um pedaço de pão com manteiga de amendoim e tomei um gole de café.

— Alguma novidade de Marcel, Rebekah?- Elijah perguntou.

— Não, nenhuma.- Ela disse.

— Todos estão muito quietos.- Perguntei.

— O que?- Ela perguntou.

— A cidade está muito calma.- Disse.

— Isso deveria ser bom e aproveitarmos.- Ele disse.

— Bom, só aproveitar então... Ah, tem algo que você vai gostar de saber. Katherine Pierce está morrendo.- Ela sorriu.

— Finalmente uma noticia boa.- Sorri.

— Eu vou aproveitar e dar uma passada em Mystic Falls para ver o Matt. Estou com saudades. E pisar em cima da vadia, claro.- Ela disse.

— Deveríamos mandar uma banda para animar a festa?- Ri.

— Eu irei também.- Ele disse.

— Você também, né Nik? Afinal, você disse que iria assistir a morte dela. Só não cumpriu a parte de tortura-la por metade do tempo que ela fugiu de você e mata-la você mesmo. Praticamente você fez merda nenhuma.- Ela riu.

— Alguém tem que ficar com Hayley.- Disse.

— Eu fico bem sozinha.- Disse.

— Eu fico então.- Ele disse.

O olhei. Não mesmo.- Você vai, eu fico. Eu tenho o que fazer com ela, você não.

— Santo Deus, vão os dois e eu fico. Afinal, vocês tem assuntos inacabados com duplicata mal feita.- Ela disse.

— Eu quero só me divertir, já você irmão quer se despedir de alguém que se importa.- Disse.

Ela revira os olhos.- Quando começam, é assim... Tatia, Katerina e agora você.

Suspirei.- E pensar que um é pela minha barriga mais especificamente.- Ri.

Ela riu também.

— Hayley, se já acabou podemos ir.- Disse.

— Onde?- Perguntei.

— Seu médico.- Me levantei.

— Médico? Você está bem?- Ele perguntou.

— Estou sim.- Disse.

Peguei minhas coisas e fui a esperar na varanda.

— Então o que está havendo?- Ele pergunta.

— Nada. Klaus que marcou, vou ver quando chegar lá.- Disse.

— É confiável?- Ele perguntou.

— Não sei.- Disse.

— Melhor eu ir junto então.- Ele disse.

— Não precisa. Klaus não machucaria o bebê.- Disse.

— Mas me preocupo com você também. Ele ainda está irritado sobre nós.- Ele disse.

— Está tudo bem, Elijah. Qualquer coisa eu te ligo, ok? Não precisa se preocupar, sério.- Disse.

— Tudo bem.- Ele disse.

— Até mais.- Beijei-o no rosto.- E fique com o celular em mãos.- Ri e sai para encontrar Klaus.

Ouvi a conversa deles e ele achava mesmo que eu faria isso? Se ele queria que eu ficasse mais puto, conseguiu.

— Podemos ir.- Disse.

— Seu guarda-costas não vai?- Perguntei.

— Deixa disso.- Disse.

Entramos no carro e saímos de lá. O consultório era do outro lado da cidade, então levaríamos mais tempo para chegar.

Levamos uma hora mais ou menos para chegar no consultório. Entramos e esperamos ser chamados.

Olhava ao redor e via vários casais, alguns com outros filhos já. Aquilo não era para mim.

Peguei uma revista e comecei a ler.

Chamaram mais uma pessoa antes de nos chamar e entramos.

— Bom dia.- Ela olhou a ficha.- Hayley.

— Bom dia.- Disse.

— Eu sou a Dra. Rollins. Quando você marcou disse que tinha se mudado a pouco tempo e perdeu os resultados do último e exame, certo?- Perguntei.

Olhei para Klaus, tentando não rir. Era engraçado que até para a médica ele tem que mentir.- Certo.

— Vamos lá então? Pode se trocar ali no banheiro.- Ela disse.

— Tudo bem.- Coloquei meu celular na mesa dela e fui no banheiro, tirando minha roupa e colocando a “camisola” de hospital. Voltei ao consultório.

Eu sabia como aquelas coisas funcionavam, mas nunca tinha visto de perto. Era mesmo estranho a ver deitada ali e a médica a examinando. Se fosse um homem eu com certeza estaria possesso.

— Você está ótima e o seu bebê também.- Ela tirava a luva.- Pode se ajeitar. Já tinha conseguido ver o sexo dele ou não vão querer saber agora?

— Eu quero saber.- Olhei para Klaus.- E você?

— Claro.- Disse.

— Então vamos ver.- Ela espalhou o gel e começou a deslizar o aparelho.

Fechei os olhos pelo medo. Meu Deus, por favor, que seja normal, que seja normal... Sabine pintou o bebê como um mini diabo. Por favor, que não tenha rabo ou chifres. Que seja um bebê normal. Por favor.

Tentava entender o que tinha na tela, mas como eles entendiam daquilo?- Está tudo bem?

— Sim, só tirando as medidas para acompanhar o crescimento. A menininha de vocês está ótima e saudável.- Ela disse.

Abri os olhos.- Menina?

— Sim, aqui.- Ela virou a tela.- E pode ver todos os dedinhos e feições do rosto.

Sorri.- É lindo.

— Sim, ela é. Já vai se preparando papai.- Ela disse.

Ali estava ela. O motivo de tudo isso. Mesmo ainda sem nascer eu podia ver o seu rostinho e se meu coração batesse, ele teria vacilado. Aquela sensação que nunca tinha imaginado me invadia completamente. Limpei a garganta.- Tenha certeza disso.

— Nem me fala.- Disse.

— Vão querer fotos?- Ela perguntou.

— Sim.- Disse.

— Vou tirar. E por último.- Ela apertou um botão.- O coração.- Ela sorriu.- Rápido e forte.

Sorri. Com certeza meu som preferido de todo o mundo.

Era exatamente como eu ouvia sempre.- É a minha garota.- Sorri e olhei Hayley. Podíamos ter os nossos problemas, mas aquele ser era algo puro e nosso.

Depois dela terminar tudo ali, fui para o banheiro me trocar e voltei ao escritório, me sentando e esperando para ver se tinha mais alguma coisa.

Ela entregou os envelopes.- Aqui estão as fotos e os resultados. Vou te passar algumas vitaminas. Você sente alguma coisa que te incomode ou alguma duvida?

— Não, nenhuma.- Disse.

— Ok. Aqui está tudo e meu número também se precisar.- Ela disse.

— Tudo bem.- Peguei a receita e tudo que ela deu.- Obrigado.

— Obrigada. Tchau.- Me levantei.

Eu já a tinha compelido quando fui conferir se ela era boa, então podemos ir embora direto.- Vai querer alguma coisa?- Perguntei quando saiamos do estacionamento.

— Não.- Disse.

— Vamos demorar até chegar. Quer almoçar?- Perguntei.

— Pode ser.- Disse.

— Alguma preferencia?- Perguntei.

— Não. Pode escolher.- Disse.

— Tudo bem.- Dirigi para outro lugar, num restaurante que eu conhecia e que tinha uma visão de todo o outro lado do Mississipi e o French.- Se me lembro bem, a comida aqui é ótima.

— Parece mesmo.- Disse.

Entramos e fomos recebidos pelo metre. Fala sério, um conhecido aqui.- Boa tarde.

— Bem vindos ao... Klaus?- Ele perguntou.

— Hardin Weels.- Disse.

Fiquei esperando eles se falarem enquanto olhava o restaurante.

— Então é verdade que estão de volta a cidade e que vão tentar toma-la de volta?- Ele perguntou.

— Sim, isso também.- Disse.

— Até que enfim alguém vai botar para correr aquele moleque. Sua namorada, presa ou trunfo?- Ele perguntou.

— Namorada.- Disse.

— Mas...- Ele disse.

— Não se meta nos detalhes Hardin.- Disse.

— Namorada? É sério isso?- Perguntei.

Ele riu.- Ok, venham comigo.

Olhei feio na direção dela e o segui até a mesa.- Um Scott e suco de que?

— Melancia.- Disse.

— Ok, já vão vir.- Ele saiu.

— Vai querer me envergonhar também?- Perguntei.

— Você que está mentindo ai.- Disse.

— E você tem como diversão me irritar não?- Questionei.

Sorri.- Sim.

— Eu reparei no outro dia.- Disse.

— Que outro dia?- Perguntei.

— Com o seu queridinho Elijah.- As bebidas chegaram e bebi do meu.

— Afinal, porque tanto ciúme do Elijah?- Perguntei.

— Ele quer se aproveitar da situação e tomar o meu lugar. Com o meu bebê e já tomou com você.- Disse.

— Você sempre será o pai dela, Klaus. Ninguém vai mudar isso. E o que tem a ver Elijah e eu?- Perguntei.

— Um pouco de respeito da parte dele comigo seria. E com você, ficou óbvio que é algo só meu.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Vamos ser realistas Hayley, existe ou existiu algo entre nós.- Disse.

— Sim... Sexo.- Bebi do suco.- E muito bom, caso isso te deixe mais metido do que o normal e se sinta melhor.- Sorri.

Viu? Ela não chegou a cogitar outra coisa além disso, dá onde eu tirei que poderia existir algo? Mas dá onde está vindo essa necessidade que anda surgindo de ter algo com ela? Só pode ser a idade e eu ficando mole. Sorri.- Eu sei que foi bom e já disse, foi só uma mostra. E imagino e como, que sua também.

Dei de ombros.- Não me esforço. Não nasci para agradar homem nenhum.

Ri.- Você é sempre tão sutil.

— Pois é.- Tomei do suco.

Olhei o cardápio.- Quer o que? Carne?

— Não. Algo mais leve. Pode ser essa salada Ceaser.- Disse.

— Só?- Perguntei estranhando. Ela sempre comia muito.

— Sim.- Disse.

— Você tá bem?- Disse enquanto escolhia algo para mim.

— Sim. Porque?- Perguntei.

— Comendo pouco.- Disse.

— Ah, só estou um pouco enjoada. Não quero exagerar. Carne vermelha é bem pesada.- Disse.

— O suco ajudou?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Quer algum remédio?- Perguntei.

— Não, estou bem.- Disse.

— Ok.- Pedi um macarronada a bolonhesa e troquei a bebida por uma cerveja.- Por fim a bruxa estava certa; é uma menina.

Sorri.- Sim.

— Não sei se é melhor ou pior assim.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

Olhei ao redor. Não podia vacilar na segurança e baixar a guarda.- Para poder me relacionar com ela.

— Porque diz isso?- Perguntei.

— Se fosse um menino eu já não fazia ideia de como fazer para ser próximo dele, mas sendo uma garotinha estou mais perdido ainda.- Por algum motivo não me importei de partilhar isso com ela.

— É só não matar os amigos dela.- Sorri.

— Se fosse só isso.- Disse.

— Basicamente é. Eu também não entendo de crianças e não tenho ninguém para me basear.- Disse.

— Vamos ser muito bons então.- Dei um meio sorriso.

Sorri.- Pois é.

Olhei na direção de Hardin.- Espero que até lá tenha conseguido reaver a cidade, para ter menos uma preocupação.

— Porque quer tanto isso?- Perguntei.

— Aqui foi o meu lar por quase 2 séculos. Nós que criamos tudo aqui.- Disse.

— E dai? É o século 21, Klaus. E Monarquia já quase nem existe e com certeza os Estados Unidos não é uma e muito menos New Orleans.- Ri.- Está pensando pequeno, meu amigo. Se quer um reino, conquiste a Inglaterra. O sotaque você já tem.

— Vivi muito com ele. Cada rainha gostosa eles tiveram.- Disse.

Ri.- Só imagino.- Bebi do suco e o garçom chegou com a comida.

— Mas as francesas eram melhores, com certeza.- Comecei a comer.

— Bom, que bom que gostava das mulheres daquele tempo.- Comi também.

— De qualquer tempo. Não tenho problemas com isso.- Disse.

— Isso é problemático.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque a mulher que está com você não sabe se você está com ela porque é bonita ou gostosa, ou se porque tem um buraco no meio das pernas para você se enfiar.- Comi um pedaço do frango.

Ri.- Se for algo além disso ela vai saber, com certeza.

— Muito obrigada. Me senti usada e feia agora.- Disse ironicamente.

— Você feia?- Ri.- Você está é cada dia mais linda.

— Sei... Estou do tamanho do mundo.- Disse.

— Claro que não. Suas curvas estão maravilhosas. As coxas e os peitos então...- Disse.

— Reparando nos meus peitos e coxas, Klaus?- Questionei divertida.- Está na seca ou algo do tipo?

— Não. Mas acha que não iria reparar em você? Dizem que mulheres podem ficar sexy grávidas. Você é o melhor exemplo.- Disse.

— Bem, se eu tivesse um relacionamento, eu não me importaria de transar com ele, mas como sou solteira não me imagino transando com um cara por ai estando grávida. É muito mais intimo.- Disse.

— Quer dizer que não pretende ter nada com Elijah?- A olhei.

— Sexo? Não. Pelo menos por enquanto.- Disse provocando.

— Você está me dando uma boa ideia.- Retribui a provocação, me controlando pra não me irritar.

— Qual?- Perguntei.

— Coloca-lo num caixão. Afinal, não está tendo serventia nenhuma aqui.- Disse.

— Klaus! Está louco? Ele é seu irmão.- Disse.

— Você se importaria?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Por que?- Era o que eu queria mais saber.

— Porque ele é meu amigo e não merece ter a vida tirada dele.- Disse.

— Amigo? Você sabe que ele não está pensando só nisso. Ele te beijou.- Lembrar dele a beijando me fazia até perder o apetite.

— E dai? Eu sou solteira. Podemos ser amigos coloridos.-.Sorri.

— Melhor parar Hayley.- Larguei o prato antes mesmo de terminar de comer. Eu tinha que decidir o que queria, mas parecia que se ela fosse querer saber, seria do Elijah, não de mim.

— O que?- Perguntei.

— Se não vamos acabar brigando de novo e gostei de ficar próximo a você de novo.- Disse.

O olhei.- Klaus, não estou te entendendo.

— O que não está? Que tenho gostado de ficar junto de você?- Questionei.

— Sim. Porque está com ciúmes.- Disse.

— E se eu estiver?- Perguntei.

— Me explica, fala alguma coisa. Não entendo isso.- Disse.

— Vamos lá Hayley, você deve ter percebido que eu estava mais próximo a você.- Disse.

— Sim, mas não para não me querer com outro homem.- Disse.

Ela estava complicando para mim. Seria possível realmente não entender meu ciúme?— E eu não poderia te desejar a esse ponto?

— Ninguém nunca o fez.- Disse.

— O que? Duvido.- Disse.

— Mas é sério.- Disse.

— Então sou o primeiro que a deseja assim?- Sorri.

O olhei.- Você deseja?

A distância das nossas cadeiras só permitia que eu tocasse seu rosto.- Com certeza.

— Porque?- Perguntei.

— Não sei explicar, mas essas semanas com você tem sido diferente. Só consigo pensar em te tocar, beijar e a possuir novamente.- Disse.

O olhei e mordi meu lábio.- E porque não o fez? Está ficando frouxo?- Questionei divertida.

— Bem, quando eu decidi fazer tivemos o nosso problema semana passada.- Disse.

— Sei... Desculpas esfarrapadas.- Sorri e voltei a comer.

— Esfarrapadas é?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— É o que vamos ver.- Sorri.

— Ok.- Disse.

Terminamos de comer e ela não quis sobremesa, então paguei a conta e saímos. Antes de chegarmos no carro, a beijei.

Retribui o beijo.

Me esqueci da condição dela e a empurrei contra o carro que estávamos. Aprofundei o beijo. A boca dela era uma delicia.

Envolvi meus braços em seu pescoço, mas parei o beijo.- Calma, que tem um bebê no meio.- Sorri.

— Esqueci.- Aliviei a pressão que fazia contra ela, mas voltando a beija-la.

Retribui o beijo novamente e acariciava seus cabelos.

Minha mão livre ficou ao redor da nuca dela, acariciando de leve e o tesão por ela que eu achei que estava controlado, explodiu em mim.

Se tinha uma coisa na vida que eu achei que nunca iria repetir, seria eu beijar o Klaus de novo e por incrível que pareça nesses últimos dias eu me peguei desejando que ele me beijasse e pensei demais nele para meu gosto. Eu me dizia que era os hormônios me confundindo, mas hoje, nesse momento, acho que eles não tem culpa disso.

Desci a mão da cintura dela, indo pela lateral e puxando a perna dela mais para mim.

Parei o beijo de novo, acariciando seu peito.- Calma, estamos no meio da rua.- Ri.

— Verdade.- Rocei meu nariz pelo pescoço dela.

Me arrepiei e suspirei, acariciando seus cabelos.- Melhor nos irmos antes que alguém veja minha calcinha.

— Ai eu mato.- Disse.

Ri.- Você resolve as coisas matando todo mundo?

— Na maior parte das vezes.- Disse.

— E alguém ver minha calcinha seria morte na certa?- Perguntei.

— Com certeza.- Beijei ali.

Me arrepiei.- Isso é bem cruel, não acha? Só por uma calcinha...

— Se fosse mais, seria pior.- Disse.

— Então é melhor você abaixar minha perna.- Sorri.

Fui parando.- Ok, vamos.

— Vamos.- Disse.

Voltamos ao carro e fomos para casa. Estava me sentindo bem, muito mais que imaginava em tê-la nos meus braços de novo. Chegamos e antes de descer, a beijei de novo.

Retribui o beijo.

Toquei o rosto dela, o mantendo entre minhas mãos. Hayley estava me deixando doido beijando assim.

Parei o beijo e sorri.- Preciso descer. Minha bexiga está me matando.

— Tudo bem.- Ri e desci do carro.

*****

Not even the bad guys

In the dark night

Could take it all away

*****

Descemos e ela foi para o quarto e eu olhei novamente a foto da minha filha. Acabou que fui mesmo com Elijah para Mystic Falls e não vou negar; adorei me deliciar com final de Katherine e fiz questão de piorar o quanto pude. Estava mesmo me divertindo e quando me encontrei com Caroline não senti o tesão que achei que sentiria quando a visse, percebi que não valia a pena criar algo ali ainda mais se minha cabeça e todos os meus desejos estavam em New Orleans e com a Hayley. Durante a volta até que falei com Elijah e já que as coisas estavam andando com a Hayley, a raiva dele estava diminuindo, porém não perdi a oportunidade de deixar escapar que tínhamos algo começando. Isso era mais uma coisa que estava rondando a minha cabeça, se eu sentia mesmo algo por ela. Eu gostava de estar com ela, tínhamos um elo agora, mas falar que estava apaixonado era muito cedo e nem sei se queria isso. Quando chegamos era noite e pelo visto estava tudo calmo, mas vi um vulto.- Hayley?

— Oi.- Disse.

Fui até ela e a beijei.

Ri.- O que é isso?

— Passei dias fora ué.- Sorri.

— Boa noite Hayley.- Ele disse.

— Boa noite.- Disse.

— Está tudo bem?- Perguntei.

— Klaus, você ligou tem 4hs.- Ele disse.

Ri.- Sim.

— Se eu ligo reclamam, se não também. Ainda bem que não ligo.- Disse.

Ri.- Isso não fez sentido.

Ele sorriu.- Deve ter sido os encontros que ele teve que o deixou confuso.

Sorri.- Só pode. Então, foi bom ver a tal Katherine morrer?

— Delicioso. E por aqui?- Perguntei.

— Normal.- Disse.

— Ótimo. Estava subindo?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Vamos então.- Passei o braço por ela.- Boa noite Elijah.- E subimos.

— Tudo bem?- Perguntei.

Sorri.- Muito. Por que?

— Você me abraçando na frente dos outros.- Disse.

— Não gostou?- Perguntei.

— Gostei.- Disse.

— Que bom porque estou pensando em outra coisa que eu estava querendo.- Mesmo querendo chegar no quarto dela antes, a puxei e a beijei.

Retribui o beijo.

Tínhamos chegado no corredor e a coloquei contra a parede. Sim, agora estava tendo o que eu queria.

Parei o beijo.- Vamos para o quarto que é melhor. A barriga está matando meus pés.

— Já?- Sorri, a tocando.

— Sim.- Disse.

Sorri.- Ok.- A puxei para o quarto dela, voltando a beija-la. Só de fazer isso o tesão quase me fez arrancar nossas roupas, mas me segurei.

Ri.- Que fogo todo é esse?

— Digamos que pensei em você mas do que esperava.- Suguei o lábio dela.- E você nessa camisa é sexy pra cacete.

Sorri.- E você pensou em que?

— Que não queria ter que ter saído aquela dia para acabar o que começamos.- A suspendi, a levando para cama.

Sorri e envolvi meus braços em torno do seu pescoço.- Você pode dar mais detalhes, senhor Mikaelson.

— Curiosa?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Talvez deva começar em como quero tirar essa roupa de você e poder me deliciar.- Disse.

Sorri e o beijei.

Desabotoei a camisa, que era a minha, e peguei direto nos peitos que estavam uma maravilha de maiores.

Gemi contra os lábios dele e acariciava seus cabelos.

Tirei a camisa e depois a minha jaqueta. Meu pau já estava estourando na calça e dessa vez não iria resolver com uma puta ou com a mão.

Eu não conseguia ser tão ágil estando grávida, então esperava que isso não fosse ruim nessa hora. Desci minha mão pelo abdômen dele e comecei a tirar seu cinto.

Beijei pelo pescoço dela enquanto voltava a pegar nos peitos, agora com mais vontade e provocando os mamilos.

Gemi e com uma das mãos acariciava seus cabelos. Terminei de tirar o cinto dele e abri as calças para ele poder tirar.

Nos virei, deitando e tirando a minha camisa, os sapatos e a calça. A beijei e já fiquei entre as pernas dela.

Envolvi minha perna na cintura dele e retribui o beijo.

Arrebentei a calcinha dela e afastei minha cueca, me colocando na entrada dela e a penetrando. Ah porra, como ela era apertada. Essa sensação era um das coisas que adorei nela.

Gemi e suspirei pesadamente contra seus lábios, mas sem deixar de beija-lo.

Comecei a bombar, mas me lembrei do bebê. Será que tinha usado muita força e a machuquei?- Tudo bem?

— Sim.- Disse.

— Que susto.- Disse rindo. Sim eu nunca tinha transado com uma grávida e até agora não tinha diferença, só tinha de lembra de não exagerar.

Sorri e toquei seu rosto, beijando-o.

Corri a mão pelo corpo dela e retribui o beijo e como ela beijava bem. Cacete. Ela pegou nosso ritmo e a barriga não nos atrapalhava, deixava até mais interessante.

Envolvi meus dedos em seu cabelo e acariciava ali, descendo minha outra mão pelas suas costas.

Aumentei o ritmo e quebrei o beijo, descendo pelo pescoço dela e mordendo de leve.- Sempre tão gostosa, little wolf.

Sorri.- Obrigada.- Desci meus lábios pelo pescoço dele.

— E isso...- Gemi.

Sorri e me mexi embaixo dele, podendo senti-lo melhor.

Passei o braço pela cintura dela e era impossível segurar e na verdade nem queria; os sons que fazíamos e Hayley gemia gostoso, a ponto de me deixar mais excitado ainda.

Gemi e suspirei pesadamente, continuando a me mexer embaixo dele e desci minha mão pelo peito dele.

Sentia o orgasmo chegando e pelo jeito que ela respondia a mim, também estava chegando. Fiquei tentado em morde-la, mas podia ter complicações depois por causa do bebê então deixei de lado e só intensifiquei a sentindo por inteiro.

Gemi.- Klaus...

Sorri e nos levei até o orgasmo. Senti uma coisa enquanto a observava voltar ao normal, mas não devia ser nada; não podia.

— Acho que vou ir tomar um banho.- Disse.

— Ok.- Deitei ao lado dela, dando espaço.

— Já volto.- Fui para o banheiro.

Preferi não achar aquilo estranho e catei minha roupa. Estar com ela tinha sido bom e fazia tempo que não me sentia bem assim.

Tomei um banho para me limpar, sai e me sequei, voltando ao quarto enrolada na toalha.

Terminava de botar a calça quando ela voltou e a olhei. Porra, acabamos de transar, como posso já estar pensando em como ela tá gostosa de novo?

Tirei a tolha.- Não me olha com essa cara e nem o seu amigo ai de baixo. Eu estou com as costas me matando, mas eu posso resolver sua situação se quiser.- Sorri.

Sorri.- Eu? Cara? Que cara?

— Essa cara de; estou duro e quero te foder.- Sorri e coloquei a camisa dele.

— Ah, essa. Não vou negar que estava pensando nas posições que você poderia ficar.- Disse.

Sorri e me deitei na cama, o olhando se vestir. Por um momento achei que ele ficaria comigo, mas me enganei.

Tirei a calça novamente e a segui até a cama.- Tem certeza que está disposta? Está mais para com sono. Te cansei tanto assim?

— São minhas costas que doem por causa do peso da barriga. E eu posso te ajudar com outro tipo de sexo, mocinho. Tenho mãos para isso.- Sorri.

— Como resistir a tão boas intenções?- Ri, tirando a cueca.

Sorri e o olhei.- Acho que o sonho de qualquer homem é ser vampiro.

— Com certeza.- A beijei.

Retribui o beijo e levei minha mão até o pau dele, começando a toca-lo.

Gemi e as mãos dela eram boas e firmes. Ela era boa em tudo?

Sorri.- Está bom assim?

— Perfeito.- Beijei o pescoço dela e aproveitei os primeiros botões da camisa aberta e peguei no peito dela. Reparei que ela estava mais sensível ali.

Suspirei pesadamente e continuei tocando, acariciando a ponta com o polegar.

Me ajeitei melhor, nos deixando de lado, com ela bem encostada nos travesseiros e eu com um acesso melhor, podendo abocanhar o peito dela.

Gemi.- Você está me provocando de novo.

— Não deixo ninguém insatisfeita na minha cama.- Soprei ali no mamilo dela.

Sorri.- Tecnicamente a cama não é sua.

— Eu estou aqui, então é minha sim.- Disse.

Ri.- Ok.

Continuei a beijando ali e minha mão desceu até o sexo dela. Ela sabia o que fazia e o tesão me consumia, e é claro que ia dar isso a ela também.

Gemi e mordi meu lábio, o beijando.

Retribui e enquanto isso a tocava, provocando entre o clitóris e a sua entrada.

Gemi contra os lábios dele e continuei tocando-o.

Ela aumentou o ritmo e eu também e não demoramos a nós dois gozarmos de novo. Como ela estava exausta, não me importei de pegar uma toalha úmida e a limpar, depois indo tomar banho. Ficamos conversando e ela dormiu recostada a mim e não tive coragem de sair, até gostava de a sentir assim. Não fazia ideia do que estava havendo entre a gente, mas estava gostando.

*****

Somehow feels like nothing has changed

Right now, my heart is beating the same

Out loud, someone is calling my name

It sounds like you

*****

Os próximos meses passaram entre altos e baixos. Os altos foram os momentos de paz na família de Klaus e os meus momentos com ele, e os baixos foram as discussões e os ataques. Fazia uns dias que entrei nos dias que a qualquer momento poderia ter a bebê, e justo nessa época, tinha que ter alguma confusão. Nesse momento estou numa mesa no meio da igreja, com Klaus preso na parede, e com um bando de bruxas me segurando e me atacando. Elas querem matar minha bebê e querem a tirar de mim a força. Eu tentava gritar e espernear, mas nada adiantava. A dor era insuportável e sabia que estava perdendo muito sangue. A ultima coisa que vi foi o rostinho lindo da minha filha.

Eu odiava aquela sensação, estava aterrorizado. Elas tinham levado a minha filha, que mal pude ver o rosto e Hayley estava ali; morta. Quando finalmente pude me mexer, corri para ela. Tentei de todas as formas reanima-la, mas nada adiantava, minha Hayley estava morta nos meus braços. Isso me deixou desnorteado, nem percebi Elijah chegar e ele teve que se esforçar para me convencer a deixar ela ali, mas ele tinha razão; minha filha precisava de mim e já tinha perdido a mãe. Com o coração pesado reviramos os pontos que elas poderiam estar fazendo o ritual, nada adiantava até que ouvi a voz que fez meu coração saltar. Hayley, ela estava viva e depois constataríamos que agora era uma hibrida. Conseguimos salvar a nossa bebê e depois com tudo calmo, podemos curtir nosso tempo com ela, nossa pequena Hope. Claro que sendo isso em New Orleans durou pouco tempo e por várias vezes tivemos que nos separar devido aos inimigos que apareciam. Hayley e eu discutimos várias vezes na melhor forma de proteger a Hope, porém o que nós dois vínhamos sentindo, mas negando, falava mais alto e terminávamos nos acertando e encontrando o jeito de nos manter juntos. Eu adorava a minha filha e era um dos meus passatempos favoritos era a ninar e a ver dormir, era tanta paz que ela me passava que poderia jurar que todo o meu lado ruim e obscuro estava sendo iluminado por aquela bebê linda; afinal uma filha minha claro que ia ser linda né? Só que as coisas ficaram mais complicadas ainda e não só a segurança, mas a vida da minha família estava em jogo e eu tinha que fazer a escolha de me sacrificar por eles. Foi difícil me despedir deles, pior ainda de Hayley, sentia que poderia perde-la, ela disse que não, mas não sabíamos por quanto tempo ficaríamos separados. Conseguimos alguns minutos juntos e não queria pensar que aquela era a ultima vez que a tinha comigo. Sabia, sentia, que o que tinha de coração ficaria ali com ela e com a Hope, que ainda era tão pequena e já passava por tudo aquilo. Deixei uma carta para ela, caso demorasse demais a voltar, ela tivesse algo meu, para saber que eu a amava. Rebekah me ajudou na nossa parte do plano e ele tinha dado certo. Marcel me apunhalou com a faca Papa-Tunde e minha tortura se deu inicio. Não tinha muita noção de tempo, só sabia que ele me mantinha no subsolo da cidade. A dor era tão intensa que me fazia perder a consciência e nos momentos que conseguia a manter, lembrava de como era ter a minha mulher e a minha filha comigo, num fio de esperança que elas se lembravam também. Marcel me dizia através dos anos que não se tinha ouvido falar de nenhum Mikaelson ou de Hayley, isso era bom, estava tudo dando certo. Pouco tempo depois de saber que já tinham se passado cinco anos sentia uma coisa diferente, minha força estava diferente, mas como estava com a faca novamente (coisa que ele fazia ocasionalmente, a retirava e depois colocava de novo, como se não bastasse a sede) ouvi vozes e vi Freya chegar com Elijah e Hayley, só que não tinha forças para reagir muito. Eles tiveram bastante trabalho para me tirar de lá e depois de discutir com Marcel, fomos embora. Estavam todos numa casa que Hayley tinha arrumado e depois de nos falar rapidamente e saber que estavam bem, ela me encaminhou para o quarto de Hope. A minha bebê não era mais um bebê e sim uma garotinha já e estava tão grande e linda.

— Quer que eu a acorde?- Perguntei.

— Não, deixe-a dormir. E também não estou apresentável.- Disse.

Ri.- Verdade. Está fedendo.

— Com certeza.- Dei uma ultima olhada nela e encostamos a porta do quarto.- Onde posso tomar um banho e achar uma roupa?

— Eu te mostro o banheiro.- O levei até o banheiro.- E suas roupas estão no guarda roupa.

— Minhas?- Perguntei.

— Bem, sim. Eu trouxe um pouco de roupa de cada um de vocês e não só os corpos de quatro originais.- Disse.

— Ah sim.- A olhei e ela continuava linda. Pensei em me aproximar, mas parei.- Preciso do banho primeiro.

— Tudo bem. Fique a vontade. A casa é de vocês.- Disse.

— Nossa.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— A casa é nossa, incluindo você.- Disse.

— O dinheiro é de vocês.- Disse.

— Anos e você continua com isso.- Disse.

— Não quero discutir isso. Eu comprei a casa porque Hope precisava de uma casa, seria estranho se ela quisesse trazer os amigos e eu não podia trabalhar para sustentar um aluguel e achar um jeito de salvar vocês. E isso era prioridade, claro. Ela precisa de vocês. Espero que não se importe da casa ser mais simples das com que está acostumado.- Disse.

— Ela é perfeita. Eu vou mesmo tomar logo esse banho, me espera?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

Peguei roupas limpas e fui para o banheiro, me olhando no espelho. Eu estava horrível. Tomei um banho demorado, me livrando do cheiro daquele lugar, das sensações ruins e da agonia que senti, agora poderia ser eu novamente. Sai, me vesti e me ajeitei, voltando ao quarto.- Bem melhor agora.

Sorri.- Concordo.

Fui até ela.- Como você está?- Não resisti em tocar seu rosto.

— Bem melhor com todos vocês aqui.- Disse.

— Você foi incrível conseguindo a cura para eles.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Mas não esperava menos de você.- Disse.

Apenas sorri.

Me aproximei mais, não iria aguentar esperar para saber se ela ainda era minha de alguma forma, então avancei para beija-la.

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Retribui o beijo e acariciava sua nuca.

Ansiava tanto por aquilo que a agarrei, a colocando contra a primeira coisa que achei, devorando aquela boca. Porra, como eu desejava ter ela de novo.

Envolvi minhas pernas na cintura dele e descia minha mão pelo abdômen dele.

Ela reagia como sempre, então não hesitei em tirar aquela roupa dela, as coisas que sentia com ela e o que estava sentindo agora, eu sabia o que era, não estava apaixonado por ela, eu era perdidamente apaixonado, muita perto de a amar.

Como ele estava sem camisa, comecei a abrir a calça dele. Nesses cinco anos, eu morri de saudades dele, mais do que achei ser possível. Nunca duvidei de que gostava dele, que estava apaixonada, mas não sabia que podia sentir tanta saudades dele. Eu não devia, provavelmente, mas eu o amo.

Tateei até chegar a calça dela. Aquilo era demorado demais.- Mulheres não deveriam usar calças.- Consegui abrir e comecei a baixa-la.

Sorri.- Muito machista da sua parte, não?

— Elas complicam e nos atrasam.- Terminei de a tirar e voltei a beija-la, arrancando a calcinha.

A calça dele já estava aos pés dele e comecei a baixar a cuca dele.- Mas são mais bonitas que vestidos.

— Depende.- Desci meus lábios pelo pescoço dela enquanto puxava a pernas dela de volta para minha cintura e deixando o caminho livre para possui-la.

Terminei de baixar a cueca dele e me arrepiava com seus lábios.

Estava livre e entrei nela de uma vez, gemendo.

Gemi também contra a pele dele, e descia minha mão pelas suas costas.- Você ficou duro mais rápido que o normal dessa vez.- Beijei o pescoço dele.

— Muitos anos amor.- Disse.

Sorri.- Tadinho de você, mas duvido que em cinco anos presos, você não se masturbou.

— Não love.- Falei no ouvido dela. Segurei mais firme a coxa dela enquanto metia deliciosas vezes; rápido e forte, como era a minha necessidade dela.

Gemi e suspirei pesadamente.- Então, vou ter que cuidar muito bem de você.- Desci minha mão pelo abdômen dele e o acariciei onde estamos unidos.

Arfei, me pressionando mais contra ela.- Hayley...

— O que? Não quer ser cuidado?- O provoquei enquanto continuava a acaricia-lo ali.

— Sim.- Mordi de leve a orelha dela.

Gemi e mexi meu quadril no ritmo dele.

Depois eu teria tempo para ser carinhoso e saborea-la por completo. Olhei e estávamos do lado de uma cômoda, então derrubei as coisas que tinha em cima e a coloquei sentada em cima, enquanto abocanhei aqueles peitos.

Gemi e suspirei pesadamente, me inclinando para ele enquanto entrelaçava meus dedos em seus cabelos.

O prazer circulava pelo meu corpo e isso ajudava a jogar mais longe todas as coisas ruins que ainda sentia. Hayley estava comigo novamente e podia sentir que ela era minha, talvez mais que antes.- Você é minha.

— Sim, eu sou.- Disse.

Sorri e continuei nosso ritmo. O orgasmo vinha com tudo e me entregaria por completo a ele.

O beijei e acariciava seus cabelos.

A segurei firme junto a mim e gozei logo em seguida. Estar dentro dela era como estar volta onde eu deveria estar. Não parei até ela gozar também e a mantive colada em mim.

Acariciava os cabelos dele enquanto recuperávamos o folego.

Absorvia o seu perfume e relaxava com ela.- Senti sua falta, demais.

— Eu também senti a sua.- Disse.

— Eu revivia cada momento que tivemos para te sentir mais perto para aliviar tudo aquilo, pelo menos sabia que estava bem.- Disse.

O abracei e beijei seu rosto.- Você está bem agora.

— Eu sei.- Retribui o abraço.

Sorri.- Você devia dormir um pouco agora para desligar sua cabeça nem que seja algumas horas.

— Acho que vou tentar.- Disse.

— Qualquer coisa pede ajuda para a Freya.- Disse.

— Ela já deve estar dormindo, estava esgotada.- Me soltei dela e me ajeitei, ficando só de cueca.

— Bom, qualquer coisa você pega maconha do armário dela.- Disse.

Fui para a cama.- Vai deitar também?

— Está tudo bem? Você nem riu da minha meia piada.- Disse.

— Ela tem tanto mato que não duvidaria ela ter isso no meio também.- Me deitei.

Me deitei.- Klaus, sei que o que passou foi tenso, mas você não pode se fechar na frente da Hope. Não vou deixar ela achar que não se importa.

— Eu nunca faria isso.- Disse.

— Ótimo. Ela não tem que lidar com problemas de adulto.- Disse.

— Eu sei disso Hayley. Acha que não pensei em como quero ser para ela? Eram vocês que me davam um pouco de sanidade dentro daquela agonia. Ter você nos meus braços de novo e poder abraçar minha filha para ela saber o quanto eu a amo.- Desabafei.

— Eu sei que você não a machucaria por mal, mas sei como você é quando quer esconder sentimentos. Só estou deixando claro que eu não vou deixar isso acontecer, porque se acontecer, eu literalmente, te encho de porrada.- Disse.

— Não se preocupe.- Disse.

— Ótimo.- Disse.

Me ajeitei melhor e passei o braço por ela.

Me aconcheguei no peito dele.- Eu te amo.

Se fossemos novos nisso, tivéssemos acabado de nos conhecer, isso me assustaria, mas já tínhamos uma história juntos. Ela conhecia o meu melhor e o meu pior também, e mesmo assim está aqui.- Eu te amo também.

Sorri e me abracei nele.

Acabei dormindo rápido e não lembrava a quanto tempo não descansava assim. Quando levantei, achei um relógio e eram quase quatro da tarde. Nossa! Tomei um banho, me vesti e procurei todo mundo quando uma risada me chamou atenção. A segui e achei Hayley sentada na varanda com Hope e as duas lanchavam.- Oi.

Me virei e sorri.- Oi.

Percebi como Hope me olhava e devia ter perguntado mais sobre ela. Eu não sabia nada.- Por que não me acordou?

— Você precisava dormir.- Disse.

— Muito.- Beijei os cabelos dela.

— Você vai ficar para sempre agora?- Hope perguntou.

Fui até ela, me sentando ao seu lado.- Sim, meu amor.

— A mamãe disse que você não pode ficar com nós porque estava salvando a família.- Ela disse.

Olhei rápido, a agradecendo.- Sim, precisávamos disso para que todos ficassem bem, como agora. Você os viu?

— Sim.- Ela disse.

— Eles podem ser estranhos, mas são legais.- Disse.

— Sim, o tio Elijah disse que vai me levar para passear quando eu quiser.- Ela disse.

— Eu tenho certeza que sim e te encher com uma pilha de livros.- Disse.

— Eu gosto de ler e de pintar.- Ela disse.

Sorri.- Gosta?

— Gosto.- Ela disse.

— Eu também.- Disse.

Ela sorriu.- A mamãe disse.

— É? E o que mais ela disse?- Sorri, olhando as duas.

— Que você é o homem mais forte do mundo.- Ela disse.

— Sim, isso tá certo. Mas ela é bem forte também.- Disse.

— A vovó disse que agora que você chegou ela não pode ficar aqui mais... É verdade?- Ela perguntou.

— Hope...- Disse.

— Quem...?- Perguntei.

— A vovó Mary.- Ela disse.

— Mary, ah sim. Eu e ela não nos damos bem, mas não sei se ela precisa ir.- Na verdade era quase certo que nos mudaríamos, mas não queria quebrar o clima que estava agora.

— Eu queria que ela morasse com nós para sempre. Ela é sozinha.- Ela disse.

— Eu não posso dizer por ela, mas vamos ver, está bem?- Perguntei.

— Tá.- Ela disse.

Peguei um pouco do suco que elas estavam tomando, mas eu precisava daquilo.- Hope, se importa se eu fizer uma coisa?

— O que?- Ela perguntou.

Me aproximei mais dela e a abracei. Não fazia isso desde que ela era um bebê e essa sensação era única.

Ela retribuiu o abraço e sorriu, se acomodando nos braços do pai.

Dei um beijo na testa dela.- Vamos continuar o lanche então?

— Vamos.- Disse.

*****

When I close my eyes

All the stars align

And you are by my side

You are by my side

*****

Lanchei com ela e depois ela pediu para pintarmos juntos e a paz que eu senti naquele dia, com minha mulher e minha filha, era algo que eu nunca tinha experimentado assim. Decidimos nos mudar, até para o bem da Hope e escolhemos Chicago como nosso novo lar. Kol e Rebekah quiseram viajar por um tempo, mas estavam sempre ligando e não duvidava que sempre voltariam, o que acertei alguns meses depois. Morávamos todos juntos e depois de quase um ano já estávamos totalmente adaptados a Chicago. Hope adorava ali; ia para a escola, tinha colegas e as vezes praticava um pouco de magia com a Freya, nas quais ela se saia muito bem. Eu e Hayley estávamos bem, as vezes tínhamos alguma briga mais séria, mas as pazes sempre viam acompanhadas de um sexo incrível. O Natal tinha chegado e nevava bastante, o que atrasou a chegada de Kol, já que Rebekah tinha voltado no mês anterior, mas passaríamos todos juntos aqui em casa. O cheiro da comida dominava a casa quando cheguei e fui colocar os presentes na árvore (ideia das meninas, claro), quando Hope veio pulando.- Calma mocinha.

— Quero os presentes!- Ela exclamou.

— Só mais tarde, Hope.- Disse.

— Eu estou curiosa.- Ela disse.

— Eu imagino, ainda mais com essa caixa que sua tia trouxe.- Apontei uma caixa rosa que Rebekah tinha trago.- Pobre do meu.

— Eu vou amar o seu.- Ela disse.

— Será? É menor do que esse.- Disse.

— Eu vou.- Ela disse.

— Vamos ver então. Seu tio Kol chegou?- Perguntei.

— Sim. Ele está comendo tudo. Ele disse que “alivia a vontade de sangue” e fez aquela cara de vampiro para me assustar.- Ela revirou os olhos.- Mas eu sei que é só para comer meus doces. Ele não me bota medo.

— Ah, mas isso você tem razão; ele sempre dá um jeito de comer mais que todos.- Disse.

Ela sorriu.- Ele é bonito demais para dar medo também.

— Eu sabia que você me achava lindo.- Kol chegou junto deles.

— Não acho não.- Ela disse.

— Eu te ouvi dizendo.- Kol disse.

Ela apontou a língua para ele.

— Sabe onde está sua mãe amor?- Perguntei.

— Na cozinha com a vovó.- Ela disse.

— Tudo bem. Kol, vê se não come a comida toda.- Disse.

— Que absurdo.- Ele riu.

Fui até a cozinha e peguei Hayley por trás.- Está esperando um batalhão?

— É a Mary que está cozinhando.- Sorri.

— Olá Mary.- Disse.

— Olá.- Ela disse.

Quando nos mudamos, Hayley conversou com ela e acabou a convencendo para se mudar aqui para a cidade, agora ela mora na outra quadra, o que deixa Hope bem feliz.- Meu irmão vai virar seu fã hoje.

— Eu poderia gostar dele se ele não ficasse franzindo o nariz para mim. Como se ele cheirasse bem.- Ela disse.

— Comendo tudo que está fazendo, ele vai esquecer isso. Agradeço de ter vindo, Hope está adorando.- Disse.

— Eu faria qualquer coisa por aquela garotinha.- Ela disse.

— Obrigado. Hay, eu vou tomar banho e já me trocar.- Disse.

— Ok.- Disse.

Beijei ela e subi. Eu ainda estranhava aquela paz, principalmente em arrumar o que fazer, mas agora eu podia curtir minhas garotas e ainda comandar os vampiros que moravam aqui e que ainda tinham lealdade a nós. Tomei banho e me arrumei, descendo. Aos poucos todos desceram, conversávamos quando vi Hayley descer. Cacete, ela estava linda e gostosa.

Me sentei ao lado de Klaus e Hope veio para o meu colo.

— Você está linda e gostosa.- Disse no ouvido dela.

Sorri.- Obrigada.

— E você também princesa.- Disse.

Ela sorriu.- Obrigada papai. Eu que escolhi meu vestido.

— Está mesmo uma mocinha já.- Disse.

Ela sorriu.

Vi Rebekah pegando uma câmera.- Ah não Rebekah.

— Ah sim.- Rebekah disse.

— Só algumas fotos Nik.- Kol disse.

— É papai.- Hope disse.

— Eu também não gosto, mas estou de boa; é um dia especial.- Elijah disse.

— Eba! Eu quero foto com cada um!- Hope disse.

— Então eu não vou, você me chamou de feio.- Kol disse.

— Foi brincando, tio Kol, você sabe.- Ela sorriu e foi para o colo dele.- Eu te amo.

— Hmm... Não sei.- Ele disse.

Ela apontou a língua.- Bobo.

— Coisa fofa.- Ele a apertou.

Rimos e eu adorava ver como todos ali a amavam, me dava uma certa tranquilidade. Bebi mais do meu vinho.- Quer mais?- Perguntei para Hayley.

— Não, obrigada.- Disse.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim. Porque?- Perguntei.

— Está quieta.- Disse.

Ri.- Eu estou bem.

— Muito bem para mais tarde?- Perguntei.

Sorri e o beijei.- Com certeza.

— Assim que eu gosto.- Minha mão correu a perna dela.

Sorri.- Deixa de ser tarado.

— Não fiz nada.- Disse.

— Aham, sei.- Sorri.

— Só porque estou me perguntando se vai haver alguma surpresa?- Falei no ouvido dela.

Sorri.- Quem sabe?

— Ou talvez eu tenha.- Disse.

— Ah é?- Questionei.

— Nunca se sabe.- Disse.

— Meu Deus, esse cheiro está bom demais.- Kol disse.

— Obrigada.- Mary disse.

— Kol, pelo menos finja que tem educação.- Elijah disse.

— Ainda bem que a vovó Mary é só minha vó.- Hope abraçou Mary.

Ficava aliviado de ela não saber e nem perguntar muito da minha mãe, a avó que queria mata-la antes mesmo dela nascer.

— Isso é ciúme?- Elijah perguntou.

— Não.- Hope disse.

— Tem certeza que não é ciumenta?- Elijah perguntou.

— Tenho.- Ela disse.

— Nem se seus pais tiverem outro bebê?- Freya perguntou.

— Eu queria ter um irmãozinho... Por mais que fosse preferir um irmão mais velho, se fosse menino... Mas eles não podem. Minha mãe está morta tecnicamente e biologicamente.- Hope disse.

— Meu Deus, não dá para brincar com você, não vale.- Kol disse.

— Adota ele amor.- Ri.

— O Marcel diz que ele é meu irmão mais velho, mas que é para ficar entre a gente e para não falar na frente de ninguém, mas não sei porque.- Hope disse.

— Como assim Hope?- Ninguém sabia para onde tínhamos ido.

— Eu converso com ele.- Ela disse.

— Ele liga para você querida?- Elijah se sentou melhor.

— Isso não é possível, ninguém sabe para onde nos mudamos.- Disse.

— Ele não sabe onde estamos, sei que não querem que ele saiba. Nos conversamos pela internet. Não sei porque vocês e ele ficam com essa frescura. Ele me contou que o papai o criou e deu o nome dele. Ele é meu irmão.- Hope disse.

Em outras condições eu adoraria isso, mas não depois daqueles anos.- Hope, quando ele entrar em contato de novo me avise, ok?

— Tá.- Ela disse.

Rebekah e Hayley disfarçaram conversando outros assuntos, mas aquilo me deixou preocupado. Tiramos bastantes fotos e depois fomos jantar e como esperado, nos deliciamos e era engraçado de ver como parecíamos até normais assim. Tinha acabado de dar meia-noite e Hope rodava pela sala para decidir qual abrir.

— Você e Rebekah são igualzinhas.- Freya disse.

— Porque?- Ela perguntou.

— Adoram presentes e saem pulando com eles.- Freya disse.

— Ei, eu não sou assim. Sou adulta.- Rebekah disse.

— Isso não faz muita diferença.- Elijah sorriu.

— Claro que faz.- Rebekah disse.

— É? Rebekah, aqui o seu.- Entreguei meu presente para ela.

Ela sorriu, animada.- É a bolsa Chanel que pedi?

— Abre.- Disse.

Ela abriu e sorriu, abraçando o irmão.- Obrigada.

— Viu? Não falei.- Freya riu.

— Eu tive a reação de uma adulta, dona Freya.- Rebekah disse.

Elijah chegou junto de Hayley.- Não poderia esquecer o seu.

Sorri.- Obrigada Elijah.

— Espero que goste.- Elijah disse.

Abri e sorri. Era uma pulseira.- Obrigada, é linda.

Olhei e vi Elijah colocando uma pulseira na Hayley. Sério que ele tinha escolhido uma joia também? Eu tentava esquecer a história deles, mas todas as vezes que os via juntos demais me irritava profundamente.

Sorri.- É mito linda Elijah. Obrigada mesmo. Não precisava gastar tanto comigo.

— Ficou linda. Feliz Natal.- Elijah disse.

— Feliz Natal.- Disse.

Não me aguentei e cheguei junto deles.- Feliz Natal irmão.

— Os meus vou deixar que abram.- Disse.

— Pode ir abrir os seus irmão. Minha mulher já tem companhia novamente.- Disse.

— Klaus, para com isso.- Disse.

— O que love?- Questionei.

— Não fala assim.- Disse.

— Está tudo bem Hayley.- Ele sorriu e saiu.

— Viu?- Questionei.

Suspirei e voltei a me sentar.

Peguei o meu presente e dei a ela.- Aqui está.

Abri e sorri. Era um colar com três lobos.- Uau, é lindo. Eu amei, obrigada.

— Sabia que ia ficar perfeito em você.- Disse.

— Mãe, eu ganhei uma passagem para ir na Disney da tia Freya! Nós vamos ir né?- Hope perguntou.

Ri.- Claro meu amor.

— Vamos dar o dela?- Perguntei.

— Vamos.- Disse.

Busquei na árvore o dela, mas na verdade seriam dois. Ela estava sentada ao lado da Hayley e fiquei ao lado dela.- Aqui amor.- Dei a caixinha.

Ela pegou e abriu.- Nossa, é linda. Obrigada papai.

— Ele é meu e da sua mãe, escolhemos juntos.- Disse.

— Obrigada.- Ela disse.

Sorri.- De nada meu amor.

— Agora tem a gente no seu coração, duas vezes.- Era o formato do relicário; um coração.

Ela sorriu e como estava no meio dos dois, os abraçou.- Vocês sempre estão.

Abraçamos ela e o resto da noite foi assim; entre conversas e brincadeiras de família, o que eu estava gostando cada vez mais. Hope acabou dormindo, então Hayley e eu subimos. Ela não brincou quando disse que tinha uma surpresa para mim. O sexo foi simplesmente incrível e as vezes eu ainda me surpreendia com as habilidades dela e não fiquei para trás, retribuindo e quando paramos o dia amanhecia. Estava quase dormindo quando nossa filha acordou querendo ficar na cama com a gente e como estava nevando e frio — era Natal-, deixamos. Elas dormiram e as observei; minha vida tinha mudado. Ainda sou eu, o Klaus, original conhecido ao redor do mundo, mas pessoalmente tenho minha família próxima e unida como nunca esteve; me falta Marcel, não sei se um dia voltaremos a ter alguma relação, porém sei que ele está bem onde está, tenho minha filha e minha mulher. Essas duas despertam em mim coisas que não imaginei sentir nessa intensidade. Amo-as tão profundamente que não sei o que eu faria se ficasse sem elas novamente. “Mate a garota e o bebê”, foi o que eu disse assim que eu soube desse laço que eu e Hayley teríamos. Ainda bem que Elijah não me ouviu. Graças a isso, uma vez na vida, posso dizer que sou completamente feliz.

*****

You are by my side

You are by my side

Once in a lifetime

You were mine

*****

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 ♥ Só eu acho que esses dois tem quimica? Eu não os "shippo", mas não acharia ruim também... Ah, dessa vez não teremos trecho da próxima musica porque simplesmente não sabemos qual vai ser, mas se quiserem chutar uma musica que acham que vai ser a próxima, seria legal :3 Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)