Up All Night - One Shots
1 Capítulo 1- Gotta Be You.
Notas iniciais

Girl, I see it in your eyes, you're disappointed
'Cause I'm the foolish one that you anointed with your heart
I tore it apart
And girl what a mess I made upon your innocence
And no woman in the world deserves this
But here I am asking you for one more chance
******
POV Misto. (Derek e Hanna.)
Olhei para o porta retrato na mesinha e me senti pior do que eu já estava. Eu namoro uma garota e ela é incrível; linda, gostosa, mas é muito fofa e atrai um monte de caras. Isso me deixa louco de ciúme e foi onde eu fiz merda. Estávamos numa festa e um "amigo" dela, que eu sei que só quer comer ela, estava todo derretido para cima dela e eu surtei. Brigamos feio e ela foi embora com ele. Eu puto, comecei a encher a cara e uma mulher qualquer começou a dançar comigo. Saímos dali indo para um canto mais vazio e não tenho defesas para o que fiz. Trepei com ela ali mesmo e depois veio essa coisa ruim que estou sentindo. No outro dia procurei a Hanna, ela não quis me ver acho que ela está irritada ainda, já que faz uma semana. Ela vai me odiar, mas eu não vou fingir que não fiz nada, tinha que contar para ela. Levantei e me troquei, saindo para ir no apartamento dela. Toquei a campainha.
Abri a porta e quando vi Derek, comecei a fechar a porta novamente.
Segurei a porta. Olhar ela fez a culpa me pegar mais ainda. Inferno.- Precisamos conversar.
— Não quero ouvir sua voz, Derek. Sai daqui.- Disse.
— Hanna, eu...- Eu ia acabar com ela, sabia disso. Ela ia me odiar, mas não mais do que eu estou.
— Me poupe das suas desculpas. Eu sei o que você fez. Agora sai daqui.- Disse.
— Sabe? Eu vim falar...- O olhar dela mostrou que sabia sim e o quanto estava mal.
— Sim, eu sei.- Disse.
— Desculpas só não adianta, você não vai me odiar mais do que estou. Eu te amo, você sabe disso.- Disse.
— Jeito legal de demonstrar.- Disse.
— Você me perdoa?- Perguntei.
— Perdoar? É uma palavra muito forte para te dar ela agora. Talvez um dia eu consiga perdoar e poderemos ser amigos. No momento não.- Disse.
— Amigos? Eu não quero ser seu amigo, sou seu namorado.- Disse.
— Não mais.- Disse.
— Sou sim. Não vou aceitar perder você.- Disse.
— Me esquece, Derek.- Disse.
— Não.- A segurei.- Sempre disse que você era minha e isso não vai mudar.
— Eu não sou mais sua!- Me soltei e me afastei.- Não me toque mais!
— Eu vou ter você de volta nem que seja a ultima coisa que eu faça Hanna.- Disse.
— Nunca.- Disse.
— Hanna, me perdoa, eu fui um babaca.- A sensação de estar a perdendo era muito mais assustadora do que imaginei.
— Não. E agora me deixa em paz e não me procure nunca mais!- Fechei a porta e a tranquei.
Sai dali com a cabeça a mil. Eu tinha que ter ela de volta, não importa como. Eu sou louco por ela desde que a conheci a dois anos e desde que namoramos sou ciumento e possessivo. Que porra eu fiz? Peguei meu carro e sai, nem sei para onde. Estudávamos em Miami que apesar de ser inverno tinha um sol gostoso de ir a praia, mas eu não olhava nada, nem ninguém. Queria minha Hanna de volta. Era um sábado e não vi o resto do fim de semana passar. Não vou negar; bebi e bebi muito pensando em como fazer para ter ela de volta. Segunda de manhã eu estava péssimo, físico e emocionalmente, mas tinha bolsa e não podia perder aula. Fui e eu e ela estávamos no mesmo prédio. Eu fazia desenho industrial, ela para algo de moda, nunca decorei aquilo. Estava indo para minha sala e a vi no corredor.
Conversava com Mona, minha colega. Não era a pessoa mais agradável do mundo, mas uma companhia legal para aula e tudo mais.
— Não é o Derek?- Mona perguntou.
Olhei e suspirei, virando meu olhar para ela novamente. Não queria pensar nele.- É.
— Eu daria o troco na frente de todo mundo.- Ela disse.
— Que horror.- Disse.
— É o que pilantras assim merecem.- Ela disse.
— Pode ser que sim, mas não faria isso.- Disse.
— É uma pena. Vamos para aula.- Disse.
— Vamos.- Disse.
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Can we fall, one more time?
Stop the tape and rewind
Oh and if you walk away, I know I'll fade
'Cause there is nobody else
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POV Derek.
Suspirei ao vê-la entrar na sala e fui para minha. Ela não queria saber de mim e se tinha uma coisa que ela é, é ser teimosa. Tentei pensar em frente, mas a cada dia que a via no corredor ou pelo campus meu coração se apertava mais. Eu queria ela, precisava dela. Durante três semanas eu não saia de casa sem ser para a aula, não comia muito, na verdade nem na aula me concentrava. Os meninos me convenceram a ir uma reunião do pessoal numa das fraternidades com o argumento de que ela iria; talvez conseguiria me aproximar assim. Me arrumei e fui, vi um dos meus amigos.
— Olha ai quem veio. Achei que ia virar um móvel de casa.- Jeremy disse.
— Gracinha. Oi Toby.- Disse.
— Oi.- Toby disse.
— Me arrastaram para cá; cadê a bebida?- Perguntei.
— Hã... na cozinha.- Toby disse.
— Espero que seja da boa.- Disse.
— E é.- Toby disse.
— Vou ver então.- Fui até lá, pegando e voltando até eles.- É, é boa.
— Você tá bem?- Toby perguntou.
— Porque?- Perguntei.
— Porque além de móvel está parecendo um barril ambulante.- Jer disse.
— Sim.- Toby disse.
— Foda-se.- Dei os ombros e fui sentar no que tinham feito de bar.
— Espero que continue tomando banho.- Toby disse.
— Ficar assim não adianta nada.- Jer disse.
— Não mesmo. Já faz mais de um mês. Supere isso. Encontre outra.- Toby disse.
— Se quiser chegar ao fim da festa com os dentes, melhor calar a boca.- Disse.
— O que? Vai bater na gente também? Já não basta a confusão no bar? Tá com sorte que não está preso.- Jer disse.
— É, para com isso.- Toby disse.
— Calem a boca.- Disse.
— Ok Derek.- Toby disse.
— Que saudade do meu amigo que não se deixava abater por mulher. Agora só tem um molenga chorão.- Jer disse.
Empurrei a cadeira.- Como é que é?
— Jeremy, para.- Toby disse.
— É sim. Seja homem e segue sua vida de cabeça erguida, esquece a Hanna.- Jer disse.
Peguei ele pela camisa e ia socar ele quando vi a Hanna entrando.
POV Misto. (Derek e Hanna.)
— O que você está fazendo!?- Questionei.
— Fazendo ele calar a boca.- Disse.
Jer se soltou.- Esquece. Se quer tanto, se mata de tanto beber.
— Foda-se.- Sentei de volta, acabando a cerveja.
Balancei a cabeça e sai dali.
— Oi Hanna.- Sean disse.
— Oi.- Disse.
— Tá linda.- Ele disse.
— Obrigada.- Disse.
— Quer beber alguma coisa?- Ele perguntou.
— Não, obrigada.- Disse.
Ela vai ficar de papo com aquele babaca? A culpa é dele, ele que fica em cima dela. Ah, não vai mesmo.
— Então, conseguiu terminar o trabalho?- Perguntei.
— Graças a você sim.- Ele disse.
Sorri.- Que bom.
Me virei na direção deles. Ela está rindo para ele? Para com isso.
— Quer batatas?- Ele perguntou.
— Eu aceito, obrigada.- Disse.
Ele deu a ela.- Até que fim uma festa, estava precisando relaxar e você também.- Ele ajeitou o cabelo dela.
— Acho que festas me estressam mais do que relaxam. Eu só vim porque minhas amigas insistiram muito e agora nem acho elas.- Disse.
— Devem estar com alguém ou chegando.- Ele disse.
— Tira a mão dela seu filha da puta.- Disse.
— Derek?- Questionei.
— Acho que não é mais nada dela; some.- Ele deu as costas a Derek e passou os braços pelos ombros dela para saírem dali.
— Sean, não começa uma confusão.- Disse.
Puxei ele pela camisa.- Acho que não entendeu o que eu falei.
— Derek, para.- Entrei no meio.
— Você não vai encostar mais nela, ouviu?- Questionei.
— Não tem nada seu aqui para mandar. Só um bêbado retardado.- Ele disse.
— Sean, para de provocar.- Disse.
— Vou te mostrar o retardado.- Dei a volta nela e soquei ele.
— Derek!- O afastei de Sean.- Vamos para a rua. Agora.- Comecei a puxa-lo para a rua.
Segui ela. Como tinha bebido mais cedo, estava um pouco tonto, mas fiquei firme; estava com ela.
— Quer parar de se comportar assim?- Perguntei.
— Assim como?- Questionei.
— Bebendo, batendo em pessoas, parando em delegacias, negligenciando os estudos... Para com isso.- Disse.
— Nada mais importa.- Disse.
— Se isso é seu jeito de chamar minha atenção, você só está conseguindo com que sinta pena de você. Eu não quero um bebê para cuidar, Derek, eu quero um homem que seja capaz de me cuidar. Você está sendo um bebê birrento e chorão.- Disse.
— Além de me odiar, agora pena. Isso está melhor e você claramente bem.- Chutei uma lata de lixo ali.- Bela vida de merda.
— Sim, eu estou melhorando e minhas feridas estão cicatrizando. Eu não te odeio e você não pensou muito em mim quando me traiu, porque eu tenho que pensar em você? Não vejo sentido nenhum nisso.- Disse.
— Não precisa dizer o grande babaca que eu sou. Eu repasso isso a cada segundo do dia. Me amaldiçoou cada dia mais por ter feito isso com a mulher que eu amo, que me ensinou a amar, que é minha vida. Eu que daria tudo, tudo o que tenho por mais uma chance.- Disse.
Suspirei.- Ok Derek, não adianta falar com você. Eu espero que você melhore e fique bem. Tchau.- Sai dali. Não ficaria mais na festa.
— Merda Hanna!- Ela já tinha ido. Aquilo estava me sufocando. Passei em casa, peguei algumas coisa e fui para o carro, pegando a estrada. Eu estava morrendo daquele jeito e precisava de um tempo.
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It's gotta be you
Only you
It's got to be you
Only you
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Um mês passou desde aquela festa e desde aquele dia não encontrei mais Derek, o que me ajudava porque assim tudo cicatrizava mais rápido. Não vou dizer que já deixei de ama-lo, porque seria mentira, mas acho que estou superando bem. Eu não desejo o mal dele, longe disso, quero que ele seja feliz. Agora eu saia da aula e antes de ir para casa, tinha que passar na biblioteca para pegar um livro. Odeio fazer resenhas.
Estava sentado numa mesa fazendo um trabalho. Na verdade muitos. Eu fiquei fora um mês, não que estivesse bem, mas pude botar a cabeça no lugar e tinha decidido duas coisa; voltaria a ser o homem de antes e iria reconquistar a minha mulher, a minha Hanna. Depois de conversar com os professores, eles me deram uma chance, agora era só estudar. Escutei saltos no corredor que estava e olhei. Ok, valeu destino. Sorri.- Devagar moça, pode tropeçar.
— Ah, oi Derek.- Disse.
— Oi senhorita Martin.- Disse.
— Andou sumido. Tudo bem?- Perguntei.
— A medida do possível sem entrar no caminho da auto destruição.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Fazendo trabalho?- Perguntei.
— Tenho que tirar um livro para fazer resenha.- Disse.
— Lembra o que te ensinei, sempre ajudou.- Disse.
— Sim, eu sei.- Disse.
— Então vá lendo e fazendo anotações, no final só juntar.- Disse.
— Eu sei Derek, não sou mais uma caloura.- Disse.
— As vezes esqueço e lembro de você perdida nessa biblioteca.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Ela estava tão linda que o meu impulso era beija-la. Deus, que saudade daquela boca e de tocar aquele corpo.
— Bem, vou indo.- Fui para a bibliotecária.
Suspirei. Tinha que me manter firme. Durante esse tempo entre me acalmar e controlar tudo que estava sentindo pensei em como conquista-la. Eu conhecia Hanna bem, conhecia o que ela gostava; era só ter calma, não era possível que ela não me amasse mais. Fiquei observando se ela voltava e demorou um pouco, mas ela apareceu e comecei a guardar as minhas coisas.- Conseguiu?
— Hã... Sim. É obrigação da faculdade me emprestar livros.- Disse.
— Bem, estou saindo, quer carona?- Perguntei.
— Hã... Pode ser.- Disse.
Guardei tudo.- Pronto, podemos ir.
— Ok, vamos.- Disse.
Seguimos para o carro, que eu tive que dar uma reformada. Afinal, ele ficou parecendo uma lixeira com tantos restos.- Então, algo aconteceu enquanto estive fora?
— Não que eu saiba.- Disse.
— E o pessoal?- Perguntei.
— Estão bem.- Disse.
— As meninas já desistiram de me matar?- Perguntei.
— Acho que não.- Disse.
— Devo usar um colete então?- Questionei.
— Acho melhor.- Disse.
— Qualquer coisa você é minha herdeira total; cuide bem do meu carro.- Disse.
— E suas irmãs?- Perguntei.
— Elas não gostam de carro. E a Laura vai cuidar bem da Cora.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Promete.- Disse.
— Sim.- Disse.
Sorri.- Obrigado.- Peguei na perna dela.- Desculpe, é o costume.- Tirei.
Corei um pouco e desviei meu olhar.- Tudo bem.
Sorri e segui para o dormitório dela e foi rápido demais. Queria que fosse do outro lado da cidade.- Entregue.
— Obrigada pela carona.- Disse.
— Sempre que precisar cupcake.- Disse.
Sorri e desci.- Tchau.
— Tchau.- Sai de lá.
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Now girl, I hear it in your voice and how it trembles
When you speak to me, I don't resemble who I was
You've almost had enough
And your actions speak louder than words
And you're about to break from all you've heard
Don't be scared, I ain't going no where
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Sai de lá e vai ser difícil eu me segurar. Eu sei que preciso fazer e que esses quase dois meses tem sido um inferno e que estou pagando pelo meu erro, mas eu preciso dela de volta. Respirei fundo e fui para casa; fiz meus deveres e naquele retorno tentei fazer tudo normal. Vi a Hanna algumas vezes, conversamos e até trocamos algumas risadas. Estávamos sentados numa mesa e tentava explicar uma técnica a ela.- Usa ele mais deitado.- Disse a ela sobre o lápis.- Efeitos assim são muito difíceis.
— Assim?- Fiz o que ele disse.
Peguei na mão dela, inclinando um pouco.- Assim; vai agora.
— Ok.- Fiz.
Ela fez e saiu do jeito que queria.- Viu? Perfeito.
Sorri.- Obrigada.
— Você sempre faz tudo assim.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Perfeito.- Disse.
— Se fosse não precisaria de ajuda.- Disse.
— Você ainda está aprendendo, eu sou veterano já.- Disse.
— Mas não no mesmo curso que eu.- Disse.
— Sim.- Olhei ao redor.- Nem acredito que já está perto de finalizar aqui.
— Verdade.- Disse.
— Vou sentir falta de algumas coisas.- Disse.
— Eu ainda tenho mais dois anos.- Disse.
— Vão ser tensos, mas vão voar.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— E vou ter que ralar muito. Nesse tempo perdi as inscrições para estágios.- Disse.
— Pois é, uma pena.- Disse.
— Mas vou dar um jeito.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Mas deixa para lá; não tem que ficar ouvindo essas coisas.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Vamos lá, tenta de novo.- Disse.
— Na verdade eu tenho que ir. Tenho um compromisso daqui a pouco.- Me levantei e guardava minhas coisas.
— Compromisso?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Vai sair com as meninas?- Questionei.
— Não, com o Sean.- Disse.
Para tudo.- Sean?- Perguntei e tinha certeza que meu rosto transmitia tudo que estava sentindo.
— Sim.- Disse.
— Pra que?- Perguntei.
— Hã... comermos e conversarmos.- Disse.
Senti meu coração se apertar. Ah não, ela não ia mesmo. Pensa rápido.- Você não vai.
— O que?- Perguntei.
— Não mesmo.- Levantei, a peguei pela mão e comecei a andar.
— O que é isso?- Perguntei.
— Você não vai sair com um cara que só quer comer você.- Disse.
— Do que está falando?- Perguntei.
— Você perto do Sean.- Disse.
Me soltei dele e parei.- Eu sei. Não estou entendendo porque está falando assim dele. Ele é um cara legal e até me pediu em namoro.
— O que!?- Exclamei.
— Fala baixo.- Disse.
— Aquele...- Senti minha mão fechar no automático.- Onde é?
— Você não vai fazer nada, Derek. E eu não aceitei.- Disse.
— Não?- Tinha esperança ali?
— Claro que não.- Disse.
Me aproximei dela.- Eu tenho algo a ver com isso?- Sorri, tocando o rosto dela.
— Pode ser.- Disse.
— Ainda algo bom?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Então senhorita Martin, eu te convido para sair em vez do babacão.- Disse.
Me afastei um pouco.- Não estou pronta ainda. Não confio mais em você.
— Hanna não.- A segurei.- Me deixa tentar, por favor.
— Eu não estou pronta ainda, Derek. Respeita isso.- Disse.
— Não fica perto do Sean, por favor.- Disse.
— Ele é meu amigo.- Ajeitei a minha bolsa.- Até mais.- Sai dali.
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I'll be here, by your side
No more fears, no more crying
But if you walk away, I know I'll fade
Cause there is nobody else
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POV Derek.
Droga. Parece que estou sempre perdendo, por mais de ter sentindo ela vacilar agora, ela ainda está distante de mim. Peguei minhas coisas e fui para o Grill e pedi uma cerveja. Percebi que Toby estava lá quando ele sentou ao meu lado.- Oi.
— Oi.- Ele disse.
O atendente trouxe minha cerveja.- Quer uma?
— Não bebo.- Ele disse.
— Esqueço disso.- Tomei um gole e fiquei rodando a cerveja.
— Tudo bem?- Ele perguntou.
— A meses não sei o que é isso Toby.- Disse.
— Tudo bem, desculpe.- Ele disse.
— Eu peguei minha felicidade e joguei fora. Feri quem mais amo.- Suspirei e balancei a cabeça.- Eu mereço isso.
— Você foi um babaca mesmo e não tem desculpas pelo fez. Mas tenho a impressão que você e Hanna vão ficar juntos. Só acho que ela nunca mais confiará em você plenamente. Esse será seu castigo.- Ele disse.
— Ficar sem ela já está sendo pior que qualquer coisa.- Disse.
— Imagino.- Ele disse.
— Desculpe, disse que não ia despejar isso em ninguém.- Disse.
— Está tudo bem. Não me importo. Só não vejo sentido em você ficar aqui remoendo essas coisas. Se quer tanto a Hanna, devia lutar por ela. Sei lá, fazer uma serenata, invadir o quarto dela... Essas coisas loucas e românticas.- Ele disse.
— Uma serenata... Toby, ela vai adorar!- Exclamei.
— Sério?- Ele perguntou.
— Ela é romântica incorrigível. Eu já sei até com que musica.- Disse.
— Qual?- Ele perguntou.
— Sorry do Bieber. Eu sei, é o Bieber, mas fazer o que? Ela gosta.- Disse.
— A musica é boa. Musica ruim é aquela Baby.- Ele disse.
— Aquilo é... Deixa para lá.- Disse.
— É, porque se a Hanna é uma Belieber, é melhor não falar isso na frente dela.- Ele disse.
— Acha que não sei? Já quase apanhei.- Sorri lembrando.
— E nem levar ela em um show. Capaz dela te largar. Sei por experiência própria.- Ele disse.
— Sério?- Perguntei.
— Sim. Elas sempre vão preferir ele do que você. E levarão calcinhas para jogar no palco.- Ele disse.
— Não levo. Agora onde arrumo uma serenata em Miami?- Perguntei.
— Antes de te dizer onde, uma dica; nunca na sua vida duvide da “masculinidade” dele. Estou avisando.- Ele disse.
— Estou achando que você é traumatizado.- Disse.
— E sou. Quando eu duvidei, dizendo que era pequeno e tal, ela me mostrou uma foto provando ao contrário. E sim, todas tem essa foto.- Ele disse.
— Uau.- Disse.
— Pois é.- Ele disse.
— Agora diz onde.- Disse.
Ele pegou um guardanapo e escreveu um endereço.- Aqui.
— Como você sabe?- Perguntei.
— Longa história.- Ele disse.
— Ok.- Guardei o endereço, paguei minha cerveja e dei dinheiro a mais.- Dê a ele o que quiser.
— O que? Não mesmo. Sabe que não aceito dinheiro.- Ele disse.
— Tô falando para pedir o que quiser.- Disse.
— Já disse que não aceito dinheiro.- Ele disse.
— Tá seu chato.- Sorri.
— Agora porque está parado aqui? Não é você que queria a Hanna?- Ele perguntou.
— Eu tô indo, só pensando nos detalhes e pagando minha conta.- Peguei o troco.- Valeu
— Sempre que precisar e boa sorte.- Ele disse.
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It's gotta be you
Only you
It's got to be you
Only you
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POV Misto. (Derek e Hanna.)
Sai de lá e procurei o endereço que o Toby me deu. Nossa, como ele sabia desse lugar? Fui parar no outro lado da cidade e só consegui marcar para daqui a duas semanas. Droga, é muito longe! Mas pelo jeito depois do dias dos namorados eles tiravam umas ferias e só voltam nessa data. Bem, até lá vou fazendo outras coisas. Fui pesquisar coisas românticas para fazer e achei algumas que ela ia adorar. Quando voltei já era noite, mas consegui achar uma confeitaria aberta e comprei uma bandeja dos cupcakes favoritos dela: massa de baunilha, recheio de doce de leite e cobertura com sabor de nata. Só a Hanna mesmo. Fui até o alojamento dela e quando chegava vi ela com o Sean. Calma Derek. Fiquei atrás de umas roseiras que tinha ali.
— Obrigada pela carona.- Disse.
— Não precisa agradecer. É mais tempo para ficar com você.- Ele disse.
Que conversa barata retardado.
— Bem, vou entrando porque tá tarde.- Disse.
— Nem tanto, fica mais. Ou posso subir com você.- Ele pousou a mão na cintura dela.
O olhei.- Sean, você é lindo e um cara muito legal, mas não estou disponível no momento.
Isso ai! Ela é minha babaca.
— Hanna, nos conhecemos a anos e você sempre soube que eu gostava de você, até quando estava com aquele merda.- Ele disse.
— Isso não me faz ser obrigada a gostar de você assim.- Disse.
— Achei que tivesse mudado algo.- Ele disse.
— Eu acabei de terminar um relacionamento, Sean. Não estou pronta.- Disse.
Aquela mão dele estava me irritando já. Eu ia lá acabar com aquele showzinho e foi quando ele a puxou, a beijando. Agora eu posso matar ele.
O afastei.- Sean, não.
— Não pode me rejeitar sem nem me dar uma chance. Você tem que me deixar tentar.- Ele a colocou contra a parede.
— Sean, eu não estou te rejeitando. Eu não quero ninguém por enquanto.- Disse.
— Como pode fazer isso comigo e ficar toda sorrisos com o Derek?! Ele nunca prestou para você! Esse que saiu comendo garotas por ai é o de verdade!- Ele exclamou.
— Sean, calma.- Toquei o peito dele.- Eu não tenho culpa de ainda ama-lo. Sei que não devia, mas o sentimento não desaparece assim.
— Pode tentar assim.- Ele a beijou de novo.
Ouvir que ela ainda me ama me trouxe uma paz que eu não imaginava, mas tinha que tirar ela dos braços daquele louco. Ela reagiu dizendo que não, mas ele insistia. Deixei a caixa de lado e fui até eles, o puxando pela camisa.- Acho que não ouviu o não dela.
— Derek...- Disse.
— Vai fazer o que? Ela não tem nada com você.- Ele disse.
— Com você eu sei bem.- Dei dois socos seguido nele.
— Derek! Para!- Exclamei.
— Ele estava agarrando você.- Disse.
— Agressão não adianta.- Disse.
— É com uma cara desse que quer ficar?- Perguntei.
— Sean, melhor ir embora.- Disse.
— Você quer mesmo isso.- Ele disse.
— Não quero confusão.- Disse.
— Vai embora daqui e fica longe dela.- Disse.
— Foda-se.- Ele saiu.
Suspirei.- O que faz aqui?
Me virei para ela e a olhando bem.- Não importa. Você está bem? Ele te machucou?
— Não, estou bem.- Disse.
— Tem certeza?- Toquei o rosto dela.
— Tenho.- Disse.
Suspirei.- Ainda bem.- A abracei.
Fiquei sem reação. Ainda era estranho.
Beijei os cabelos dela e como ela estava parada no mesmo lugar, a soltei e a olhei. Eu não era assim antes dela; era do tipo galinha que tinha pegado todas que viu pela frente, mas ela me conquistou e antes de eu saber meu coração já era dela. E agora queria pular de alegria só por ter a abraçado.
— Melhor eu entrar. Boa noite.- Disse.
— Espera. Onde foi que eu larguei...- Olhei ao redor e vi a caixa. Corri e peguei dando uma desamassada.
— O que é isso?- Perguntei.
— Eu passei e vi que a confeitaria estava aberta, e que como sei que gosta de comer um antes de ir para cama trouxe alguns.- Disse.
— Oh, obrigada. Legal da sua parte.- Disse.
— De nada. Sirva-se sempre.- Disse.
Peguei a caixa.- Obrigada.
Sorri para ela.
— Boa noite.- Disse.
— Hanna, tudo bem?- Aria chegava.
— Sim.- Disse.
— O que ele tá fazendo aqui?- Ela perguntou.
— Me entregando cupcakes.- Disse.
— Oi Aria.- Disse.
Ela tirou da mão dela e empurrou para ele.- Vamos esclarecer uma coisa; Hanna me pediu para não me meter até porque você estava longe, mas agora você está aqui querendo dar um de santinho. Suma da vida dela. Não já fez mal o suficiente? Ou acha que uma coisa assim vai ser esquecida? Foda-se você como ficou. Você quebrou o coração dela e não fizemos nada com você porque ela pediu. Agora se acha que vai ficar aqui perturbando para voltar está muito enganado.
— Aria, sai daqui.- Disse.
— Vamos subir Hanna.- Ela disse.
— Eu subo quando quiser.- Disse.
— Hanna.- Ela disse.
— Vai.- Disse.
Ela os olhou e entrou.
— Ela sempre soube dizer o que pensa e sinto que não disse tudo.- Disse.
— Ela não tem o direito de falar assim com ninguém. Foi mal educada, isso sim.- Disse.
— Está tudo bem.- Disse.
— Vou indo. Tchau.- Disse.
— Seus cupcakes.- Disse.
— Melhor eu não leva-los, mas obrigada mesmo assim.- Disse.
— Mas são os seus favoritos.- Disse.
— Eu sei, mas não quero dor de cabeça quando subir.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Boa noite e obrigada novamente, e sinto muito pela a Aria.- Sorri fraco e subi.
Esperei um pouco e depois sai de lá. Merda Aria, tinha que estragar tudo? Será que tudo está contra mim? Dei os cupcakes para alguém que pedia pela rua e parei na praia. Andei um pouco na areia e decidi mergulhar. Fiquei tempo o suficiente para relaxar e depois fui para casa. No outro dia estava de energia renovada. Fiquei escutando a musica para a serenata e providenciando os detalhes. Quando cheguei na universidade vi logo a Hanna cercada pelas amigas. Dei um sorriso para ela.
POV Hanna.
Acenei para ele.
— Vocês vão voltar, não vão? Está na cara.- Emily disse.
— Se você diz.- Disse.
— Você quer?- Alison perguntou.
— Não sei.- Disse.
— Ele não tá com cara de que vai se afastar de você.- Emily disse.
— Talvez. Não quero falar dele.- Disse.
— Tudo bem.- Alison disse.
— Porque a Aria chegou emburrada?- Emily perguntou.
— Por causa do Derek.- Spencer disse.
— O que ele fez?- Alison perguntou.
— Segundo ela estava a trás da Hanna com cupcakes.- Spencer disse.
— Nossa, no ponto fraco. E porque ela se irritou?- Emily perguntou.
— Vai saber.- Spencer disse.
— Estranho né Han?- Alison perguntou.
— Ela é sempre estressada e toma dores que não tem que tomar.- Disse.
— Ai, rolou barraco?- Emily perguntou.
— Não.- Disse.
— Ainda bem. Mas vocês estão brigadas?- Emily perguntou.
— Não que eu queira, só se ela continuar sendo infantil.- Disse.
— Ela só quer proteger você, você sabe.- Alison disse.
— Eu sei.- Disse.
— Então relaxem. Hoje confirmado noite de meninas?- Emily perguntou.
— Claro.- Disse.
— Já até encomendei os salgadinhos.- Alison disse.
— E eu o bolo.- Emily disse.
— Eu levo as bebidas.- Spencer disse.
— E eu vou passar no super para comprar doces.- Disse.
— Será que amanhã estamos inteiras para a aula?- Emily riu.
— Espero que sim.- Spencer disse.
— Se não tivermos com diabete crônica.- Alison disse.
— Em um dia? Difícil.- Disse.
POV Derek.
Sorri ao vê-la com as amigas e recebi a confirmação da floricultura. O que eu ia fazer? Até o dia da serenata eu mandaria flores. Sim, dúzias de flores chegariam para ela todos os dias. Mandei o cartão que era para o de hoje e fui para a aulas. Estava ansioso pela noite e só por isso o dia se arrastou. Perto da hora fiquei de olho no celular na esperança dela ligar ou mandar mensagens.
*****
Oh girl, can we try one more, one more time?
One more, one more, can we try?
One more, one more time
I'll make it better
One more, one more, can we try?
One more, one more
Can we try one more time to make it all better?
*****
POV Hanna.
Estávamos escolhendo um filme para vermos na Netflix enquanto a Aria e a Spencer arrumavam os doces em potes. Aria ainda não falava comigo direito, mas ela não tinha que ficar achando que podia se meter na minha vida pessoal assim. Uma coisa é ser amiga, apoiar, aconselhar, proteger e amar, outra coisa é se meter em conversar, dar palpite onde não foi pedido e tudo mais. Eu não tinha que pedir desculpas, ela tinha. Estávamos em um debate intenso (intenso mesmo) sobre o filme que queríamos quando a campainha tocou.
— Eu abro.- Alison foi até a porta e abriu.- Hanna, é melhor você vir aqui.
— O que foi?- Me levantei e fui.
— É para você.- Alison apontou.
— Para mim?- Peguei o buquê e assinei o papel.- Obrigada.- Disse ao entregador.
— De nada. Até depois.- Ele disse e saiu.
— Meu Deus. Isso é uma roseira toda.- Emily disse.
Sorri e as cheirei.- São lindas e cheirosas.- Procurava um cartão.
— Deve ter o que? Umas três dúzias ou mais.- Alison disse.
Achei o cartão e o abri, lendo:
"Você me faz sentir
Como se eu estivesse vivendo um
Sonho de adolescente
O jeito que você me excita
Eu não consigo dormir
Vamos correr e
Nunca olharemos para trás,
Jamais olhe para trás
Meu coração para
Quando você olha para mim,
Apenas um toque
Agora, baby, eu acredito
Isto é real,
Então, dê uma chance e
Nunca olhe para trás,
Jamais olhe para trás..."
Teenage Dream — Katy Perry
Derek.
— Derek?- Emily perguntou.
— Sim.- Disse.
— Nossa.- Emily disse.
— O que?- Perguntei.
— São muitas.- Emily disse.
— E lindas.- Spencer disse.
— Sim. Vou coloca-las na água.- Fui na cozinha e peguei um vaso, colocando um pouco de água e as colocando. Suspirei. Não queria voltar a pensar nele assim. Pareço uma masoquista que gosta de sofrer, mas não posso ser mal educada. Peguei meu celular e mandei uma mensagem dizendo: “Hey, obrigada pelas flores, são lindas. Vão ficar lindas por aqui. Boa noite.” Desliguei meu celular para não ocorrer dele ligar. Não estava pronta para falar com ele na frente delas. Coloquei as flores no balcão e voltei para a sala.
— Vai aceitar elas?- Emily perguntou.
— Claro. Não vou maltratar as flores.- Disse.
— Isso faz parecer mesmo que ele tá arrependido.- Alison disse.
— Talvez.- Disse.
— O que acha Aria?- Alison perguntou.
— Que a gente deveria escolher logo o filme, senão os salgados vão esfriar.- Aria disse.
— Concordo.- Spencer disse.
— Então vamos.- Emily falou.
*****
Cause it's gotta be you
It's gotta be you
Only you
Only you
*****
POV Misto. (Derek e Hanna.)
As semanas que seguiram foram extremamente cheirosas. Sim, eu ganhei flores em todas as semanas. O que me fazia pensar cada vez mais em Derek e em como eu ainda o amo. Isso estava me matando por dentro. Porque algo me dizia ser errado voltar depois do que ele fez e por outro lado sei que todos merecem uma segunda chance. Suspirei. Só sei que agora conversamos todas as noites pelo whatsapp e teve algumas vezes conversas pelo Skype. Na faculdade é normal, nos falamos e tal. Agora estava sentada na minha cama depois de um banho e olhando para as ultimas flores que ele me mandou. Toquei uma pétala e ouvi um barulho. Parecia porta de carro. Deve ser impressão minha.
Eu não podia estar levando isso melhor. Sim, é pagar de mico, mas era para ter minha Hanna de volta. Encontrei o grupo da serenata e nos posicionamos em frente a janela dela.- Hanna.- Gritei.
Franzi o cenho e caminhei até a pequena varanda que tinha ali (pequena mesmo). Vi Derek e um monte de homem vestido de um jeito estranho e com instrumentos.- Oh meu Deus. Derek? O que está fazendo?
— Você é a pessoa mais romântica que eu conheço e uma vez falou que se fosse como naqueles filmes ia adorar ganhar uma serenata. Aqui está minha princesa.- Disse.
Eu nunca me imaginava de camisola, pensei, mas acabei sorrindo.- Você é completamente louco Derek Hale.
— Eu sei. Sei também que fui o pior dos homens em trair você e isso vai pesar em mim até o dia que eu for para o inferno.- Os músicos tocavam Sorry do Justin Bieber.- Mas se você puder voltar comigo e ainda gostar um pouquinho que seja já vai me fazer feliz.
— Você não vai para o inferno, Derek. Eu não sou muito religiosa, o que considero um pouco ruim, mas sei que quando você se arrepende de verdade é perdoado.- Sorri.- E você foi perdoado por mim. Não que isso valha muito quanto a ir para o inferno, mas...
— Fui?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
Como ela se inclinou, a camisola ficou mais justa.- Cuidado com a camisola amor.
— Como assim?- Perguntei.
— Se não logo vou ter que tapar os olhos dos meus amigos aqui para que eles não vejam os seus peitos.- Disse.
Ri e mordi meu lábio.- Suba para cá. Vamos conversar melhor aqui.
— Esse é um convite que nunca resistiria.- Sorri e a musica terminava mesmo. Percebi que alguns outros olhavam pela janela, mas eu não me importava. Me despedi dos cantores e peguei a caixa de chocolates (chega de flores né?) e subi, tocando a campainha.
Abri a porta. Sabia que as meninas se acordaram.- Vamos para meu quarto antes que tenhamos algum barraco aqui.
— Isso tá ficando melhor. E ficou parecendo um jardim aqui.- Disse.
— Nem me fale.- Entramos no meu quarto e fechei a porta.
— Para variar das flores.- Dei a caixa a ela.- Achei que se trouxesse mais você ia me bater.
Sorri.- Obrigada.
— Só não coma tudo de uma vez.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Nada Hanna, se acaba.- Ri, passando o braço ao redor dela.
— Ótimo.- Disse.
Não aguentava mais esperar e a beijei.
Retribui o beijo.
Eu já beijei sei lá quantas mulheres, centenas, mas nenhuma é como quando beijo a Hanna. Eu sei, isso é meloso. Acho que fui contagiado pelo clima dessas semanas.
Acariciava o rosto dele e envolvi meu braço no pescoço dele.
A puxei, a trazendo mais junto a mim e a saudade de a possuir tomou conta de mim, me fazendo deixar o beijo mais intenso e a toca-la melhor.
Envolvi meus dois braços no pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Desci as alças da camisola dela e tirei a minha jaqueta, voltando ao beijo. Acho que não vou mais parar de fazer isso.
Tirei a camisola e nos deitamos na cama.
Minhas mãos correram por ela. Conhecia cada curva daquela; como eu podia ter me excitado com outra mulher? Essa é a minha gostosa.
Parei o beijo.- Você trouxe camisinha?
— Devo ter, em algum lugar.- Meti a mão nos bolsos. Nem nos meus melhores sonhos achei que ia ser assim. Bem, eu queria, mas acontecer era diferente.
— Ok.- Disse.
Lembrei da carteira e mexi, achando uma perdida.- A salvadora.
— Não tá vencida?- Perguntei.
— Sei lá, tá a meses aqui.- Disse.
— Então vê a data ai ué.- Disse.
Procurei e achei.- Ufa, não tá.
Ri.- Ok.
Me livrei da calça, ou melhor, dos sapatos, calça e ai sim voltei para ela. Beijava pelo seu pescoço e indo para os peitos, mas eu não conseguia ter calma. Precisava dela, precisava logo.
O puxei, beijando-o novamente.
Tateei até chegar a calcinha dela e a arrebentei, indo tocar no sexo dela.
Minha mão descia pelas costas dele e a outra acariciava seu rosto.
Enquanto comecei a provoca-la ali, peguei em seu peito também, eles eram tão perfeitos.
Suspirei ao toque dele, mas sem deixar de beija-lo.
Me afastei para tirar a cueca e colocar a camisinha, e a olhei; corada como sempre.
— O que foi?- Perguntei.
— Admirando você.- Terminei e afastei as pernas dela, me colocando entre elas. Entrei nela e foi meio impossível não gemer, afinal, eu estava a meses sem sexo.
Suspirei pesadamente e o beijei novamente, acariciando seu peito.
Retribui o beijo e me deixei estar completamente dentro dela. Era assim que eu sabia a amar melhor, a fazendo minha.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele e envolvi minhas pernas na cintura dele.
Comecei a me movimentar e não tinha porque me segurar mais. Ela tinha me aceitado de volta, tinha me perdoado e era minha de novo. Não podia comemorar de jeito mais gostoso. Ah cacete, ela é sempre tão receptiva, gostosa e molhada; assim um cara perde a cabeça.
Minha mão descia pelo abdômen dele e sim, eu o perdoei plenamente. Claro que se acontecer de novo, não o perdoarei mais.
Beijei o maxilar dela e subi até por trás da orelha. Senti ela se arrepiar, então comecei a mudar o ritmo para forte e rápido. Gemi, na verdade, foi quase um grito, mas não me importava.
Sorri e toquei os lábios dele.- Mais silêncio. Eu não moro sozinha.
— A essa altura elas já devem estar bem bravas.- Ri, nos virando e nos deixando de lado.
Sorri.- Talvez.
Beijei ela.- Amanhã me preocupo com elas.- Minha mão deslizou e deu um tapa na bunda dela.
Mordi meu lábio e o beijei novamente.
Toquei as costas dela e acariciando pelo pescoço, um dos pontos fracos dela e quando a senti ficar mais excitada voltei a como estávamos. Segurando um dos braços dela comecei a me movimentar mais rápido.
Gemi e suspirei pesadamente contra os lábios dele, mas sem deixar de beija-lo.
Apertava a coxa dela e ia profundamente. Senti o prazer se espalhar pelo meu corpo e ficar mais forte.- Hanna...- Gemi.
Desci meus lábios pelo pescoço dele e roçava meu nariz por ali também.
— Quer me fazer perder de vez né?- Questionei.
— Talvez.- Disse.
— Está conseguindo.- Pelo jeito de suspirar dela, devia estar para gozar também, faríamos isso juntos.
Sorri e toquei os lábios dele, envolvendo meus braços no pescoço dele e o beijando novamente.
Depois de mais algumas investidas gozamos e aproveitei aquele momento ali. Depois me deitei ainda ofegando um pouco.
Me aconcheguei no peito dele e fazia a linha do peito dele enquanto recuperava meu fôlego.
— Você é demais.- Disse.
Sorri.- Talvez um pouco.
— Um pouco? Não mesmo.- Disse.
Sorri e nos cobri.- Vai ficar para dormir?
— Não abriria mão disso por nada.- Disse.
— Tudo bem.- Me estiquei e desliguei o abajur.
Beijei ela.- Não acredito que esse inferno acabou.
— Não vamos falar sobre isso hoje, ok? Vamos deixar essa conversa para amanha.- Descansei minha cabeça no peito dele.
Fazia carinho nela.- Eu te amo Hanna, muito mais do que imaginava.
— Eu também te amo.- Disse.
— Senti falta dessa cama. Minhas costas amanhã vão lembrar disso.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Você sabe; do colchão.- Disse.
— Você continua com aquele colchão?- Perguntei.
— Sim, meu orçamento deu uma apertada.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Flores são caras, cupcake.- Disse.
Suspirei.- Só você para gastar o que não tem.
— Eu quase fui fazer uns stripers para pagar a serenata.- Disse.
Ri.- Exagerado.
— Que risada gostosa.- Toquei o rosto dela.
Sorri e beijei a palma da mão dele.- E você não ia ganhar nada. Porque você é péssimo em tentar ser sexy.
— Pobre de mim.- Disse.
Apenas sorri.
Brincamos assim e quando percebi estava dentro dela novamente, e dessa vez não só transamos, fizemos amor, e por vezes eu preferia assim. Eu sei, é estranho as coisas que faço quando estou com a Hanna, mas depois desse tempo, de tudo isso, provei a mim mesmo que não sei viver sem ela. Ainda não sei como cheguei ao ponto de fazer isso, mas ela me deu uma segunda chance e vou me agarrar nisso, ser mais cuidadoso com ela, ela merece que eu seja melhor para ela. Olho para ela já dormindo sobre meu peito e sorrio, o sono está chegando e me entrego a ele sabendo que está tudo bem. Afinal, a Hanna é novamente minha.
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It's gotta be you
Only you
It's got to be you
Only you
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