Unwritten
25 Capítulo Dezenove
Notas iniciais
E pela primeira vez na vida, ao despedir dos meus pais, eu sabia que com certeza os veria no dia seguinte. De alguma forma, eu sabia e sentia que eles cumpririam a promessa. Sabia que ainda tínhamos um longo caminho pela frente, que eu ainda não confiava completamente neles, mas sabia que estávamos no caminho certo.
Um dia, chegaríamos lá.
Eu realmente tinha fé nisso.
—x-
Bella POV.
Eu fechei a porta atrás de mim, assim que saí do meu quarto e de Edward. Despedi-me de Lily, Carlisle e Esme, e saí do apartamento. Quando desci, Seth já esperava por mim. Eu entrei no carro e o cumprimentei com um beijo.
— E aí, tudo bem? — indagou, já ligando o carro. — Pensei que Edward viria também…
Eu sorri, encolhendo os ombros.
— Os pais dele chegaram — comentei. — Ele tinha algumas coisas para conversar com eles… e ele quem deu a ideia de eu conversar com a sua mãe e você, então…
Seth aproveitou o sinal vermelho e me fitou. Eu ainda não falara com ele o que queria conversar com ele e sua mãe. Suspirei, sabendo que não podia adiar isso muito mais. Talvez fosse uma boa ideia já contar para ele, certo?
— Charlie me ligou esses dias… — eu comecei, antes que ele dissesse alguma coisa. — Ele disse algumas coisas, tentando justificar o que ele fez comigo quando eu contei que estava grávida…
Soltei outro suspiro, fitando as minhas mãos.
— Eu sei que ele já deve ter conversado com você sobre isso ou talvez até com a sua mãe — continuei. — E eu me sinto meio confusa, porque, enquanto eu realmente passei toda a minha gravidez e esses últimos meses, desde que Lily nasceu, desejando que eles voltassem atrás e me ligassem, sabe? E agora que isso aconteceu, eu só…
Encolhi os ombros, sem saber muito bem o que dizer.
Seth sorriu para mim de forma gentil, olhando-me rapidamente antes de voltar a atenção para o trânsito. Ele parecia entender e fiquei feliz por ter seguido o conselho de Edward e ter ligado para ele, combinando de jantar com ele e Sue.
— Você não sabe o que fazer — ele completou para mim. Eu assenti. — E se sente confusa, eu imagino. Fez bem de vir conversar conosco, Bella. Você sabe que pode contar comigo para o que precisar. E tenho certeza que a minha mãe vai gostar de conversar com você também.
Eu sorri para ele, sem saber o que dizer para agradecê-lo. A verdade era que Seth e eu nos conhecíamos há tão pouco tempo, mas eu realmente já o considerava um irmão. Ele tinha merecido esse título.
— Eu confesso que acho um pouco estranho conversar com a sua mãe sobre isso — soltei uma risada. — Afinal, ela é ex-namorada do meu pai… eles têm um filho juntos, você! Espero que ela não se importe, de verdade.
Foi a vez dele rir, antes de fazer uma pequena careta.
— Sim, vendo por esse lado… — encolheu os ombros. — Mas você se esqueceu que a minha mãe superou isso, Bella, completamente. Faz tanto tempo que isso aconteceu… ela sofreu, não vou negar, mas, como eu sei que ela já te disse, ela já perdoou o seu pai e seguiu em frente.
Eu assenti.
— E além disso… — ele continuou. — Não se esqueça que a minha mãe trabalha com isso… Ela conversa com garotas em situações parecidas com a sua sempre, Bella. Pode acreditar, ela vai ter algumas palavras que irão te confortar.
Eu sorri, torcendo para que ele estivesse certo. Eu não esperava que Sue tivesse uma solução para meu problema ou me dissesse exatamente o que fazer, até porque somente eu podia tomar uma decisão. Mas ter alguém para conversar, alguém que tinha passado por uma situação parecida…
Eu sentia que seria bom para mim.
Nós logo chegamos à casa de Sue, um lugar que eu nunca tinha ido antes. Geralmente, eu sempre a via na casa de Seth e Claire. A casa era bonita, de apenas um andar, mas com um belo jardim e grandes janelas. Seth apertou um controle remoto e um portão começou a abrir. Ele estacionou e nós saímos do carro.
Encontramos a mãe dele na cozinha, terminando de preparar o jantar. Nós trocamos um abraço e nós três, juntos, terminamos de preparar o jantar, ajudando-a no que ela precisava. Seth colocou a mesa e nós levamos a comida até lá.
Jantamos em meio a conversas sobre Harry e Lily. Seth comentou sobre como Harry passara a ter medo de bichos papões novamente, algo que ele pensara que o filho já havia superado. Contei sobre os dois dentes que Lily tinha e como logo ela completaria sete meses.
— Já? — Sue comentou. — Meu Deus, o tempo passa realmente rápido.
Eu ri, concordando.
E então, quando terminamos de comer e limpamos rapidamente a cozinha, nós seguimos para a sala. E eu sabia que era a hora de começar a falar, quando tanto Sue quanto Seth me olharam.
— Seth não comentou o que você queria, Bella. — Sue sorriu para mim de forma gentil. — Mas acho que posso imaginar, devido aos recentes acontecimentos…
Eu sorri para ela, assentindo.
E então, antes que eu pudesse mudar de ideia, começando contando tudo o que tinha acontecido. Contei sobre como foi descobrir que eu estava grávida e como eu tinha tido medo da reação de Charlie. Contei sobre o que aconteceu no feriado de Ação de Graças e como ele e Renee tinham agido.
— As palavras deles… — eu comentei, balançando a cabeça. — É algo que tento esquecer, sabem? Não consigo, porém. Lembro de cada coisa que Charlie me disse naquele dia e lembro-me de como a minha mãe ficou calada… até ela aparecer no apartamento dias mais tarde e dizer tudo o que disse…
Balancei a cabeça, me sentindo um pouco surpresa por não ter começado a chorar ainda.
— E agora meu pai liga e começa a tentar se explicar — resmunguei. — É meio complicado, acho, e me sinto meio confusa, confesso.
Fiz uma pausa e olhei para os dois. Era meio estranho falar daquilo com Seth e Sue, eu confessava, mas também era bom, eu não podia negar.
— Eu só não sei se consigo perdoar… — sussurrei. — E me sinto horrível por isso, porque, afinal, eles são os meus pais, certo?
Fiquei calada, então, porque eu acreditava que eu já havia falado tudo. Sue soltou um suspiro e sorriu para mim, cruzando as pernas e se ajeitando no sofá.
— Bem, Bela… — ela começou. — Sinto mesmo que tudo isso tenha acontecido e fico feliz que tenha vindo conversar comigo. Talvez seja um pouco constrangedor falar sobre isso comigo, já que eu tive uma história com seu pai, e fico feliz que isso não a tenha impedido de vir até a mim.
Eu sorri.
— Sim, é um pouco estranho — soltei uma risada. — Mas foi ideia de Edward, na verdade. Ele achou quer seria bom conversar com alguém que tivesse uma história parecida ou algo assim.
Ela tornou a sorrir.
— Como eu te disse na primeira vez que nos vimos, odiei seu pai por muito tempo — comentou. — Com o tempo, no entanto, encontrei um lugar em meu coração para perdoá-lo. Sei que parece difícil acreditar nisso agora, porque ainda está muito recente. Eles são seus pais e quando você mais precisou, eles te deram as costas. Talvez a relação de vocês nunca mais seja a mesma, porém.
“Eu também ainda me lembro de tudo o que aconteceu, constantemente. Mas sabe o quê? Não me arrependo de nada. Gostaria de dizer que não mudaria nada, mas estaria mentindo. Acredito que Seth gostaria de ter tido o seu pai ao seu lado enquanto ele crescia, mas eu o criei bem, sabe? Nunca deixei que faltasse nada… Mesmo nunca podendo substituir a figura de um pai.”
Ela fez uma pausa, fitando-me. Ela ainda sorria.
— Diariamente, enquanto ajudo as meninas na instituição — continuou -, vejo histórias similares e diferentes. Algumas estão ali porque fugiram de uma relação abusiva e tiveram até que mudar o nome para o ex-marido ou ex-namorado não as acharem. Outras, como eu, esconderam do namorado que continuaram com a gravidez, e outras, como você, perderam o apoio dos pais… Infelizmente, são histórias que vão sempre acontecer, mas é bom saber que tem meninas que, por mais que estejam assustadas, não se rendem ao desejo dos parceiros ou dos pais. As crianças precisam de mães assim.
Ela olhou para o filho então, seus olhos cheios daquele amor que eu sabia que tinha nos meus olhos também quando olhava para Lily. Agora eu entendia quando diziam que só entendíamos o amor de uma mãe quando tínhamos nossos próprios filhos.
O que me deixava ainda mais confusa em relação a Renee.
— Não posso te dizer o que fazer, Bella — ela continuou. — Poderia te dar mil conselhos e te guiar em não sei quantos caminhos, mas você sabe que é você que, no seu tempo, deve decidir o que vai fazer. Talvez se você começasse a conversar com eles aos poucos, pelo telefone… Quem sabe, um dia, você não vai ser capaz de se encontrar pessoalmente com eles?
Eu assenti, embora fizesse uma pequena careta. Eu ainda não via isso acontecendo por agora. E Sue pareceu ter entendido, porque ela riu.
— Está vendo? — ela indagou. — Talvez você vá odiá-los ainda mais se encontrá-los agora, quando não estiver pronta. Eu tive anos, Bella, até que eu conseguisse não deixar que as palavras do seu pai me machucassem. Você mal teve dias…
Tornei a assentir, entendendo o que ela queria e, o que me impressionou um pouco, começando a me sentir um pouco melhor em relação a tudo isso.
— Eu lembro que te disse o motivo de eu estar procurando Charlie, na primeira vez que nos vimos, Bella… — Seth enfim falou, e eu voltei meu olhar para ele. Ele parecia pensativo. — Lembro que eu disse que eu queria entender a razão de ele ter desistido de mim… Mas sabia que isso não foi o que eu disse a ele quando nós nos encontramos?
Ele sorriu, então, e encolheu os ombros.
— Eu percebi que não tenho mais nenhum ressentimento — disse. — Posso te dizer, com quase toda a certeza, que talvez nossa relação nunca seja de pai e filho, mas acho que não vale a pena ficar perguntando os porquês quando nada do que ele disser vai justificar o que ele fez com a minha mãe ou comigo. Então, resolvi apenas conversar com ele de vez em quando e ver no que vai . Talvez, um dia, se eu conseguir confiar nele o suficiente, eu posso apresentá-lo a Harry…
Eu assenti.
— Não sei se algum dia realmente pensei nisso — eu comentei. — Mas agradeço muito por vocês terem dito isso. Acho que agora me sentirei mais calma ao dar um tempo e ver no que tudo isso vai dar.
Conversamos mais um pouco sobre o assunto. Sue me chamou para ir à instituição um dia, dizendo que achava que eu iria gostar. E quando eu bocejei pela terceira vez, já tendo se passado das nove e meia da noite, eu pedi a Seth para me levar embora.
Abracei Sue com força, agradecendo a ela por tudo. Beijei sua bochecha, o que ela retribuiu.
— Sempre que precisar falar sobre isso, é só me ligar, ok? — ela disse, apertando minhas mãos. — Gostei muito de conversar com você, Bella. Volte sempre que quiser.
Tornei a abraçá-la, agradecendo por tudo, e disse que ligaria em breve, porque eu realmente gostaria de saber mais do trabalho dela. Seth me levou para casa, então, e eu também o abracei quando ele parou em frente ao meu prédio.
— Obrigada por tudo, irmãozinho. — Beijei-o na bochecha. — De verdade.
Ele sorriu.
— É só ligar, Srta. Bella — brincou, fazendo-me rir. — Agora vá, antes que Edward pense que estou te sequestrando ou algo assim.
Eu me apoiei na parede do elevador, sentindo-me extremamente cansada, mas mais leve, de certa forma. Puxei as chaves do apartamento, bocejando levemente. Abri a porta, um sorriso imediatamente se espalhando em meu rosto quando vi Edward deitado no sofá, dormindo, e Lily em cima dele, sua cabeça encostada no peito do pai, também dormindo.
Tomando cuidado para não fazer muito barulho, eu caminhei até a eles. Peguei Lily com cuidado, e Edward parecia estar tão cansado que ele nem mexeu direito. Levei-a até o seu quarto e a coloquei no berço, cobrindo-a antes de sair, encostando a porta atrás de mim. Parei por um momento ali, sem saber se acordava Edward, para irmos para o quarto, ou se deitava ali com ele… Ele parecia estar dormindo um sono tão profundo que acabei ficando com dó de acordá-lo, por isso deitei-me ao seu lado no sofá, minha cabeça repousando no mesmo lugar onde minha filha estava deitada minutos antes.
Ele acabou acordando, mas apenas para me puxar mais para si e depositar um beijo na minha cabeça.
— Como foi, baby? — ele murmurou, virando-se um pouco, de modo que ficássemos mais confortáveis no sofá. — Deu tudo certo?
Eu sorri, levantando minha cabeça um pouco, apenas para depositar um beijo demorado nos lábios dele.
— Sim — sussurrei de volta, meus dedos passando de leve pelos seus cabelos. — Descansa e amanhã a gente conversa, ok?
Ele meio que assentiu, seus olhos ainda fechados. Eu ri.
— Você quer ir para a cama? — eu indaguei. Não queria que nenhum de nós sentisse alguma dor no dia seguinte, mesmo que o sofá fosse um pouco grande e meio confortável. — Ou quer dormir aqui mesmo?
Acho que ele murmurou um ‘aqui mesmo’, antes de me apertar mais em seus braços. Eu ainda estava com a roupa que tinha usado para ir ao jantar, mas não consegui encontrar forças para trocar de roupa. Então, apenas me aconcheguei mais em seu abraço e fechei os olhos, deixando que o sono tomasse conta de mim.
—
Edward e eu conversamos no dia seguinte, assim que ele chegou do estágio e Kaure já tinha ido embora. Seus pais haviam passeado, novamente, à tarde com a neta e logo estariam de volta, para nos levar para jantar. Nós não tínhamos muito tempo para conversar, então, mas contei a ele, resumidamente, o que havia acontecido na casa de Sue na noite anterior, e ele comentou da conversa dele com os pais dele.
E era impossível não notar como ele estava mais leve quando mencionava os pais.
Eu notei isso no jantar também, o modo como o relacionamento deles parecia um pouco mais leve. É lógico que tudo não se resolvera de uma noite para a outra, mas era bom ver meu namorado daquela forma com os pais. Eu só esperava que, algum dia, eu pudesse ser assim com os meus também.
Naquela noite, quando voltamos do jantar com os pais dele e quando Lily já estava dormindo, eu contei a ele a minha decisão, que eu conversaria com Charlie e Renee às vezes pelo telefone, mas que ainda não estava pronta para vê-los ou ter algum tipo de relacionamento.
— O que você precisar, baby — ele disse, beijando-me levemente. — Você sabe disso.
Eu o beijei de novo, então, afundando meus dedos em seus cabelos e segurando-o ali. Virei-nos na cama, sentando-me nele, e ele soltou um gemido por entre o beijo, fazendo-me sorrir.
— Isabella, Isabella… — ele comentou. — Se você fizer isso de novo…
Eu rebolei um pouco, rindo de novo, e ele rosnou, sentando-se também e me enlaçando pela cintura. Eu ofeguei quando senti seus lábios descendo pelo meu pescoço até os meus seios.
E foi a vez dele sorrir.
— Eu avisei, não avisei? — ele murmurou, virando-nos novamente na cama e ficando por cima de mim. — Pensei que estivesse cansada…
Eu ri, enlaçando seus quadris com as pernas, puxando-o para mim. Beijei-o novamente, antes de me afastar e começar a depositar beijos rápidos pelo seu rosto, até chegar à sua orelha.
— Eu não estou mais — sussurrei. — E você?
Ele rapidamente se sentou, puxando-me junto com ele e se livrando de sua blusa e da minha camisola com uma velocidade impressionante, o que me fez rir novamente.
— Nem um pouco, querida. — Ele sorriu aquele sorriso torto que eu tanto amava. — E vamos ver se você vai continuar rindo por muito tempo…
Eu não ri muito depois disso.
—
Algumas semanas se passaram depois daquela noite. Fevereiro passou e março chegou, e Lily completou oito meses. Ela tinha mais um dentinho, o incisivo central superior direito, e estava começando a firmar o corpinho para engatinhar. Sempre que Edward chegava do estágio, ele se abaixava na ponta do tapete, incentivando-a a ir até a ele. Foi difícil no começo, mas logo ela estava indo, e ela sempre soltava gargalhadas quando batíamos palma, como se ela tivesse acabado de ganhar uma olimpíada ou algo assim.
— Sua linda. — Edward a pegou no colo e a encheu de beijos, fazendo-a rir. — Próximo passo: começar a andar, huh?
Eu ri com isso, e revirei os olhos, puxando-a para mim e enchendo-a de beijos também.
Ela estava mais “falante” também, e eu sabia que não demoraria muito para ela dizer sua primeira palavra. E, bem no fundo, eu estava torcendo para que fosse mamãe, assim como eu sabia que Edward torcia para que fosse papai.
Meus pais continuavam a me ligar. Às vezes eu atendia, outras eu apenas ignorava. Eles ligavam muitas vezes por semana, e eu ainda não estava pronta para esse tipo de relacionamento. Conversava com eles, era educada, mas só. E sempre que eles pediam para visitar, para nos encontrarmos, eu apenas dizia que ainda não estava pronta.
Eu realmente precisava desse tempo para mim.
— Então… Bella… — Charlie começou, um dia. Eu estava sentada no chão com Lily, brincando com ela. — Você acha que vai poder nos encontrar quando formos para aí no próximo fim de semana?
Eu soltei um suspiro. Eles sempre faziam esse tipo de pergunta… e, pelo menos por enquanto, eu sempre respondia a mesma coisa.
— Eu não acho que seja uma boa ideia… — eu comecei. — Eu… eu vou pensar, ok? E eu aviso vocês.
Ele pareceu meio triste, mas aceitou. Perguntou como estava Lily e eu falei, mesmo que ainda me sentisse meio estranha em falar da minha filha com ele. Eu nunca dava muitos detalhes, só comentava uma coisa ou outra.
Eu tinha acabado de finalizar a ligação quando Edward chegou. Ele sorriu quando nos viu, largando a mochila e vindo brincar um pouco conosco. Nós saímos um pouco naquela noite, aproveitando para passar no supermercado e fazer algumas compras. Os pais de Edward viriam jantar conosco no dia seguinte e Edward queria preparar algo especial.
Eles estavam mais presentes agora, visitando sempre que podiam, e até mesmo passando alguns dias conosco em Seattle. Edward parecia estar mais tranquilo em relação a eles e parecia estar confiando mais agora também.
E isso me deixava feliz. Talvez um dia eu pudesse me sentir assim em relação a Charlie e Renee também.
Eu realmente esperava que sim.
—
Mais umas semanas se passaram e Lily completou nove meses. Ela já conseguia segurar no sofá e se colocar de pé, embora ainda nem tentasse dar alguns passinhos. Ela já havia dito a primeira palavra, alguns dias atrás, e a palavra havia sido mamãe. Confesso que eu chorei. E que provoquei Edward um pouco em relação a isso.
— Ela logo vai dizer papai, você vai ver — ele deu de ombros, como se não ligasse.
E eu o provoquei mais um pouquinho.
Ela não demorou a dizer papai também, fazendo meu namorado muito feliz. Toda vez que elas nos via, ela soltava o seu mama e papa, e não importava o quão meu dia havia sido cansativo e longo, ela sempre conseguia arrancar um sorriso do meu rosto.
Leah começou a dizer para ensinarmos Lily a dizer dindinha. Ela passou a vir aqui mais vezes, sempre roubando a minha filha e indo dar um passeio com ela. Nós sempre nos encontrávamos com Seth e Claire também. Eles eram mais velhos e já formados, mas confesso que nunca me senti muito jovem perto deles. Eu acreditava que ter uma filha realmente podia amadurecer a gente. E muito.
Mais semanas se passaram, e eu continuei a conversar com os meus pais. Eles pararam de perguntar quando iríamos nos encontrar, parecendo aceitar que eu falaria quando estivesse pronta.
E então, esse dia chegou. Eu ainda me sentia meio mal em relação a eles, sabia e já tinha aceitado que nosso relacionamento nunca mais seria o mesmo, que eles realmente haviam estragado isso para mim. Não podia perdoá-los por completo ainda, mas estava pronta.
Estava pronta para vê-los e ouvir o que eles tinham a dizer.
Mas eu sabia que não podia fazer isso sozinha, então resolvi que iria pedir a Edward para ir comigo.
Eu tinha acabado de dispensar Kaure e estava terminando de trocar a fralda de Lily, que estava mais inquieta do que nunca. Ela parecia saber quando o horário de Edward chegar em casa se aproximava e disparava a chamá-lo.
— Papa, papa, papa — ela não cansava de dizer, seus olhinhos castanhos na porta do quarto, fazendo-me rir. — Papa!
Eu tornei a rir, puxando-a para meu colo e beijando-a. Levei-a até a sala, mas por mais que eu tentasse distrai-la com brinquedos, ela só queria saber do pai.
E quando ele chegou, ela fez a festa de sempre. Edward a pegou no colo e ficou um pouco com ela, enquanto eu corria até o banheiro e tomava um banho rápido. Depois, enquanto jantávamos, Lily sentada no colo de Edward, eu decidi contar a ele a minha decisão.
— Então… — comecei. — Decidi que está na hora de encontrar com Charlie e Renee pessoalmente…
Ele sorriu para mim, enquanto limpava a boca de Lily.
— Eu sabia que você tomaria essa decisão algum dia — comentou. — Já ligou para eles e falou?
Balancei a cabeça negativamente e fiz uma pequena careta.
— Não, eu… meio que queria perguntar uma coisa para você antes. — Ele ergueu a sobrancelha, parecendo meio confuso. — Você poderia ir comigo, quando eu for encontrar com eles? Eu não acho que posso fazer isso sozinha…
Edward tornou a sorrir, e eu sabia que ele tinha ficado feliz por eu tê-lo chamado.
— É claro que irei, baby — ele disse. — O que você quiser.
Eu sorri para ele e lhe mandei um beijo, fazendo Lily rir.
Liguei para Charlie no dia seguinte. Ele pareceu surpreso com isso, já que era sempre ele e sempre Renee quem ligavam. E pareceu ficar ainda mais surpreso e feliz quando perguntei se eles poderiam vir esse fim de semana.
E eles viriam.
Depois de um ano e meio, mais ou menos, eu finalmente veria meus pais.
— Marquei com eles — eu disse a Edward, assim que desliguei. — Eles vão vir esse sábado…
Edward sorriu.
— Eu estava no telefone com Seth agora — ele disse, erguendo o celular. — Ele ofereceu para ficar com Lily enquanto conversamos com Charlie. Sei que você gosta que Kaure tenha seus fins de semana de folga e que ainda não está pronta para seus pais conhecê-la…
Eu assenti, sorrindo um pouco.
— Pode ser — disse, encolhendo os ombros. — A gente passa lá na casa deles, antes de irmos encontrar os dois.
Confesso que fiquei um pouco ansiosa nos próximos dias, até que o sábado chegou. Nós tínhamos combinado com Renee e Charlie em um parque próximo ao nosso apartamento. Eles queriam encontrar em um restaurante, mas eu sabia que não sentiria fome e não conseguiria comer nada. O parque pareceu uma boa opção na hora, mas talvez estar em um local onde eu podia me distrair com alguma coisa, como com bebida e comida…
— Você está bem? — Edward indagou, aparecendo na porta do nosso quarto. Ele e Lily já estavam prontos, e ele inclusiva estava com a bolsa dela já no ombro, só me esperando para sair. — Você está linda, sabe? Não precisava ficar conferindo sua roupa em frente ao espelho…
Soltei uma risada e encolhi os ombros.
— Estou apenas um pouco nervosa, nada mais — comentei. Ajeitei meu vestido mais uma vez e peguei a bolsa, antes de me virar para eles. — Vamos?
Nós deixamos Lily com Seth e Claire, que pareciam animados por ficar com a sobrinha. Harry queria vir conosco, ainda mais quando ouviu Edward comentando sobre o parque, e antes que eu me desse conta, estávamos prometendo levá-lo lá no dia seguinte para brincar um pouco.
Nós chegamos um pouco atrasados, e Charlie e Renee já estavam lá. Eles sorriram quando me viram e se levantaram, parecendo meio incertos de como reagir. Eu fiquei parada por um minuto ou dois, Edward segurando a minha mão e a apertando gentilmente, para mostrar que estava ali comigo.
Eu apreciei isso. E muito.
— Charlie. — Ele balançou a cabeça. — Renee…
Meus pais o cumprimentaram rapidamente, antes de voltarem a me fitar. Eu engoli em seco. Estava mais nervosa do que eu imaginava.
— Oi — eu murmurei por fim, acenando.
Eu não estava pronta para abraços e essas coisas ainda.
Nós nos sentamos, então, e Charlie novamente começou a explicar todos os seus motivos. Motivos que ele já tinha explicado via celular muitas vezes. Contou a história de seu pai, de Sue, de Seth, de como eu tirava boas notas na faculdade e tudo o mais.
E então Renee começou a falar. Ela chorou também. Ela pediu desculpas por tudo o que havia feito, pelos coisas que havia falado e tinha deixado de falar.
— Eu queria tanto te abraçar naquela dia — ela chorou. — Mas eu realmente achei que o seu pai estava certo, Bella! Que estávamos fazendo o que era melhor para você… E-eu sinto tanto! As coisas que eu disse para você… eu nunca vou esquecer o olhar em seu rosto, minha filha, nunca!
Eles se calaram, então, dando-me uma chance de falar. Fitei minhas mãos durante um tempo, antes de suspirar e olhá-los.
— Eu queria muito que as coisas fossem fáceis, mas elas não são — disse. — Queria poder dizer que a explicação de vocês faz tudo ficar bem, mas não faz. Não sei se fará, algum dia…
Parei, então, fechando os olhos por um momento. Eu realmente não queria começar a chorar na frente deles.
— As coisas que você disse, Charlie — sussurrei, ainda sem fitá-los. — Lembro-me delas todos os dias, sempre me perguntando como você pôde ser capaz de dizer tudo aquilo… porque eu sou mãe agora, e eu sei que nunca seria capaz de fazer aquilo com a minha filha, não importava o que ela fizesse…
Olhei para o meu pai, então, e fiquei surpresa por encontrar lágrimas em seus olhos. Rapidamente desviei o olhar, fitando Renee, ao invés disso.
— E você ter ficado calada — murmurei. — Não sei o que foi pior. O seu silêncio ou as palavras que me disse quando foi ao meu apartamento, dias depois.
Balancei a cabeça.
— Você, como mãe, fazer aquilo… — continuei. — Eu sinto muito por dizer isso, mas nada do que você disser vai ser suficiente para mim.
Ela assentiu, chorando um pouco mais.
— Eu sei — sussurrou de volta. — E você talvez nunca saiba o quanto eu sinto muito!
Eles falaram um pouco mais, perguntaram de Lily, e não querendo conversar muito mais, deixei que Edward assumisse. Ele respondeu as perguntas, o tempo todo ao meu lado, seu braço ao redor de meus ombros. E eu o amei ainda mais por isso.
Alguns minutos, coloquei-me de pé, dizendo que era hora de ir. Agradeci-os por terem vindo e disse que conversaríamos em breve. Eles agradecerem também, parecendo meio tristes, mas eu sabia que, se um dia quiséssemos que nossa relação avançasse, precisávamos falar sobre aquilo, sobre tudo o que havia acontecido.
Nós já tínhamos afastado um pouco deles, quando eles nos chamaram. Eu me voltei, e Charlie me dei um sorriso triste.
— Nós realmente sentimos muito — comentou.
E eu apenas assenti e sorri.
Eu não tinha esperado muito daquele meu encontro com meus pais, mas tinha gostado um pouco de como as coisas tinham acontecido. E me sentia bem com isso, também.
Talvez, aos poucos, tudo iria chegar aos eixos novamente.
—
3 meses depois.
O celular despertou ao meu lado, fazendo-me soltar um gemido. Eu o desativei, voltando a me deitar na cama e suspirei pesadamente, querendo muito voltar a dormir, mas sabendo que eu não podia.
Hoje era um dia especial, afinal.
Lily estava completamente um ano.
Sentei-me na cama, vendo que Edward ainda estava dormindo. Decidi deixá-lo dormir mais um pouco, sabendo que ele tentaria me distrair se o acordasse naquele momento. E nós tínhamos muita coisa para fazer.
Tomei um banho rápido, antes de correr para a cozinha e preparar o nosso café da manhã e o de Lily. Comi rapidamente, e deixei o de Edward ali, decidindo que era hora de acordá-lo.
A festa seria na casa de Seth e Claire, porque era maior e tinha espaço para montar tudo. Edward tinha feito os desenhos e preparado tudo. A festa seria do mesmo tema do quarto de Lily, que meu namorado havia preparado pouco mais de um ano atrás: ursinho Pooh.
Nós tínhamos que montar tudo, porém. Tínhamos que ir buscar o bolo, os salgados e os doces, assim como as lembrancinhas do aniversário. Não seriam muitas pessoas na festa, talvez umas 30 somente, junto de seus companheiros e filhos. Afinal, uma festa de criança precisava de crianças, e como não conhecíamos muitas — passaríamos a conhecer quando Lily começasse a estudar, eu sabia disso -, deixamos essa parte com Seth e Claire.
Era um dia especial por outro motivo, também.
Hoje, Charlie e Renee conheceriam Harry e Lily pela primeira vez.
Nos últimos três meses, nós tínhamos nos aproximado um pouco. Conversávamos, nos encontrávamos, mas eu sentia que não era a mesma coisa de antes daquele feriado de Ação de Graças. E eu já tinha aceitado que talvez as coisas nunca voltassem a ser como antes. Charlie havia se aproximado muito de Seth também. E agora, depois desses três meses, embora eu ainda não os chamasse de pai e as coisas fossem totalmente diferentes, nós tínhamos achado que era hora de eles conhecerem nossos filhos.
Eu só esperava não me arrepender disso depois.
Entrei no meu quarto e de Edward, sorrindo quando vi que ele ainda estava dormindo. Sentei-me na cama e comecei a mexer com seus cabelos, acariciando-os de leve, até que ele abriu seus olhos.
— Hmmm… — murmurou, se espreguiçado. — Bom dia, baby.
Depositei um beijo rápido em seu peito, aproveitando que ele estava sem camisa, e me levantei rapidamente, porque eu conhecia meu namorado muito bem e eu sabia que ele iria tentar me distrair.
— Hey, volte aqui! — resmungou, fazendo-me rir.
Revirei os olhos.
— É o aniversário da sua filha, seu bobo — comentei. — Achei que iria querer acordá-la junto a mim… Por que não toma banho e vem tomar seu café? Já deixei tudo pronto.
Um sorriso enorme se abriu em seu rosto, então, o que me fez sorrir de volta.
— Certo. — Ele se levantou da cama em um pulo e veio até a mim, me dando um beijo rápido. — Saio do banho em dez minutos!
Depois que Edward tomou um banho e tomou café da manhã, nós dois fomos até o quarto de Lily. Ela estava acordando naquele momento, meio que se mexendo no berço, e abriu um sorriso quando nos viu, sentando-se imediatamente, suas mãozinhas se fechando ao redor da grade, enquanto ela impulsionava seu corpo para cima.
— Oi, princesa. — Peguei-a no meu colo, enchendo-a de beijos. — Parabéns, meu amor! Hoje você completa um aninho!
Comecei a falar tudo o que desejava para ela, mesmo sabendo que ela não entendia muito bem o que era um aniversário ainda — de fato, eu sempre achava que as festas para crianças de um ano, e até de dois, eram mais para os pais e familiares do que para as crianças -, mas eu queria dizer tudo aquilo para ela. E Edward pareceu entender, quando a pegou no colo e disse coisas parecidas.
Nós demos café da manhã para ela e demos um banho, antes de vesti-la com uma roupinha simples, deixando para colocar a fantasia do Pooh na festa — ela se sujaria, com certeza. Depois, corremos até a casa de Seth e Claire.
E, com certeza, o dia foi uma completa loucura.
Depois que nós terminamos de arrumar tudo — em cima da hora, devo acrescentar -, corri para me arrumar, enquanto Edward, já pronto, se certificava de vestir Lily. Quando desci as escadas da casa de Claire, os convidados já tinham começado a chegar e logo haviam várias crianças, a maioria eu nem conhecia, correndo pelo jardim, usufruindo de tudo o que tínhamos montado para diverti-las — com direito até mesmo a um pequeno pula-pula.
E então, Charlie e Renee chegaram.
Eu os cumprimentei com um rápido abraço, antes de levá-los para o jardim também. Lily estava nos braços de Edward, e eu o chamei assim que ele me viu. Ele trouxe Lily junto quando viu quem estava comigo.
E Charlie e Renee choraram.
Novamente, como sempre acontecia em algum momento quando nos encontrávamos, eles pediram desculpa. Lily estava um pouco tímida, devido à quantidade de pessoas desconhecidas ali, e não quis sair do colo do pai. Mas isso não pareceu deixar meus pais tristes. Eles conversaram um pouco com ela, lhe mostraram os presentes que haviam comprado, até que alguém chamou Edward, pedindo para levar Lily também, e ele se afastou, pedindo desculpas para os meus pais, dizendo que voltaria em breve.
— Ela é linda, Bella. — Renee disse, fitando a minha filha de longe. Ela sorria imensamente, ainda carregando os dois presentes nos braços. — Simplesmente… maravilhosa.
Eu sorri de volta, simplesmente porque não podia deixar de concordar. Minha filha era mesmo linda. Muito mais do que isso, até.
Alguns minutos depois, eu os vi se afastando, indo cumprimentar Seth e Claire. Sue logo apareceu, e confesso que era estranho vê-la cumprimentando meus pais com seriedade, como se eles fossem conhecidos. Eu não achava que seria capaz de tal gesto se estivesse no lugar dela.
Harry logo correu para os pais e eu sorri um pouco quando vi Seth o apresentando para Charlie e Renee, observando tudo de longe. Logo em seguida, porém, fui chamada por uma amiga de Claire e precisei me afastar.
Logo, decidimos cantar os parabéns, sabendo que Lily logo começaria a ficar irritada com aquela fantasia e iria querer tirar seu cochilo da tarde. Várias fotos foram tiradas enquanto ela ficava nos braços do pai, inclusive quando ele se inclinou, mostrando como soprava as velas. Ela não pareceu muito entusiasmada com isso, porém. Eu tinha certeza de que as cores eram o que estavam prendendo sua atenção. Ao invés de soprar as velas, ela queria era pegá-las.
Eu cheguei até mesmo a ver Charlie e Renee tirando algumas fotos e resolvi deixar para lá.
Algum tempo depois, me afastei um pouco da festa, apenas observando tudo de longe. Todos já haviam comido os docinhos e o bolo, e algumas pessoas já até tinham ido embora. Algumas crianças ainda corriam de um lado para o outro. De longe, Charlie conversava com Harry, com Seth presente, e Renee apenas observava tudo, um pequeno sorriso no rosto.
Era realmente incrível como o tempo tinha passado rápido. Um ano atrás, eu estava no hospital, tendo dado luz à minha filha, e meu relacionamento com Edward era tão incerto. Eu nem tinha ideia de que iríamos voltar, que meus pais iriam me procurar…
Senti dois braços me abraçarem por trás, tirando-me de meus devaneios. Reconheci Edward imediatamente e me acalmei em seus braços, apoiando a minha cabeça em meu peito.
— Lily dormiu? — eu indaguei, ainda observando meus pais com Harry.
Edward assentiu, depositando um beijo na minha cabeça.
— Sim — sussurrou. — Ela estava exausta.
Sorri.
— Pelo menos ela se divertiu um pouco — comentei, e então suspirei. — É incrível como o ano passou rápido, não é? Lembro-me exatamente do dia que ela nasceu, como foi, inclusive da dor que senti… e agora ela já está aqui, com um ano… Logo terá dois, oito, dez…
Ele suspirou, apertando-me mais em seu abraço.
— Sim, logo ela estará grande, terá sua própria vida… Juro que às vezes tenho vontade de prendê-la em um casulo, só para impedir que cresça — disse, meio melancólico; eu entendia exatamente como ele se sentia. E então, antes que eu pudesse dizer algo, ele completou: . — E pensar que um ano atrás eu não tinha você, não podia fazer isso… Eu nunca vou ser capaz de expressar o quão agradecido sou, Bella, por você ter me dado outra chance. Vou passar o resto da minha vida, mostrando para você e para Lily o quanto eu amo vocês duas. E vou amar cada filho que você me der também, mesmo que demore mais uns anos até que isso aconteça.
Virei-me em seus braços, enlaçando seu pescoço e depositando um beijo no canto da sua boca.
— Todos nós erramos, mas o bom é que aprendemos com nosso erro — comentei. — Acredito que viemos para o mundo com uma missão, sabe? E talvez essa tenha sido a nossa… ou o começo dela. E tenha certeza de que Lily e eu te amamos também, e muito. E todos os filhos que teremos no futuro, num futuro um pouco distante, irão te amar também. Você cometeu erros, sim, Edward, mas você é um excelente pai, e eu quero que você sempre se lembre disso.
Ele sorriu, beijando-me novamente.
— Eu te amo mais que tudo, Isabella Swan — murmurou contra os meus lábios. — E um dia, eu te farei a minha esposa, afinal, você é a única não Cullen da casa no momento.
Tornei a rir.
— Eu também te amo mais do que tudo, Edward Cullen — murmurei de volta, fitando seus olhos verdes; os olhos que eu tanto amava. — E quando você me pedir em casamento, eu direi sim.
A vida havia nos pregado algumas peças, sim, mas em relação a Lily e Edward… eu não mudaria nada. Estávamos juntos, afinal, e o tempo que ficamos separados nos ensinou várias lições e só nos aproximou mais e tornou nossa relação mais forte.
E isso era tudo o que importava.
E o resto das nossas vidas… bem, cabia a nós escrever.
FIM.
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