Unwritten

14 Capítulo Oito


Notas iniciais
Mais um, moças! Espero que gostem! Leiam a N/A, ok?

Bella POV.

Nada poderia ter me preparado para aquilo. Tudo o que eu tinha ouvido falar, pesquisado, lido... Cuidar de um bebê, ter alguém completamente dependente de você, era...

Eu não tinha palavras para descrever.

Era cansativo, claro, e na maior parte do tempo eu achava que iria estragar tudo e que a minha filha me odiaria para sempre, apesar do que Leah dizia para me acalmar. Entretanto, bastava eu olhar para Lily dormindo ou mamando... e o que eu sentia para ela era tão grande e forte que palavras não começavam nem a explicar.

Ela adorava me observar quando estava mamando. Sua mãozinha sempre se apoiava em meu seio ou segurava o meu cabelo, o que sempre me fazia sorrir. Com o passar dos dias, eu pude perceber como ela gostava quando eu passeava a mão pelos seus cabelos ralos quando estávamos naquele momento tão especial.

Eu amava observá-la quando ela estava dormindo. O modo que ela apoiava o queixo com a mão, como seu peito subia e descia lentamente devido à respiração. Ela era... perfeita.

E a cada dia que passava, eu me encontrava mais apaixonada por ela.

Seus cabelos ainda tinham aquela cor ruiva do pai, embora os dela fossem um pouco mais claros. Ela parecia ter características minhas, mas eu podia afirmar, com total certeza, que ela tinha puxado mais a Edward.

E isso só a tornava mais linda.

Ela acordava praticamente de três em três horas durante à noite, e na grande maioria das vezes ela queria mamar. Eu trocava muitas fraldas também. E às vezes ela só queria um pouco de colo e atenção.

– Bella?

Eu sacudi a cabeça, saindo dos meus devaneios, e olhei para Leah, que estava na porta do meu quarto. Minha irmã tinha sido uma santa, me ajudando sempre que eu precisava. Ela iria embora dentro de alguns dias e eu, sinceramente, não sabia o que eu faria sem ela.

– Shhh. – Levei o dedo aos lábios, movendo a minha cabeça em direção ao berço. – Ela está dormindo.

Minha irmã sorriu e se aproximou, parando ao meu lado. Não era a primeira vez que ela me pegava olhando para a minha filha. Ela olhou para o celular em meu colo, após alguns segundos observando a sobrinha, e sorriu.

– Edward ligou? – ela indagou, sua voz não passando de um sussurro.

Eu assenti.

– Ele disse que volta amanhã – sussurrei de volta. – Que vai trazer o almoço. Comida chinesa.

Leah sorriu. Eu revirei os olhos para ela.

– Você e Edward andam cheio de segredos agora, não é? – indaguei. – Por que ele foi a Forks, afinal?

Ela encolheu os ombros, mas continuou sorrindo.

– Você e ele precisam conversar, não falarei nada – respondeu. – E quando vocês forem conversar... Bella, você precisa contar a ele tudo o que os nossos pais fizeram.

Eu engoli em seco.

– Eu sei – murmurei, meus olhos voltando para Lily, ainda profundamente adormecida. – Você consegue imaginar, Lee? Como seria se eu tivesse aceitado o que nossos pais tinham dito e tivesse me livrado dela? Porque eu... eu não consigo nem explicar como me sinto imaginando a minha vida sem ela.

Eu senti o braço da minha irmã nos meus ombros, puxando-me para perto. Ela beijou o topo da minha cabeça e sorriu.

– Você fez o certo, Bell – disse. – E eu me orgulho muito disso.

Nós ficamos em silêncio depois disso, ambas olhando para o bebê diante da gente.

– Eu ainda não consigo acreditar que Edward realmente apareceu no hospital para assistir ao nascimento dela – eu murmurei. – Pensei que ele não iria, depois de ligar tantas vezes e ele não atender.

Leah revirou os olhos.

– Eu sei, eu sei – resmunguei. – Você não falará nada. Bom... pode ficar de olho nela durante alguns minutos. Vou tomar um banho.

Ela assentiu.

– Vá – incentivou-me. – Eu olharei essa boneca para você.

Debaixo do chuveiro, não consegui deixar de pensar em Edward e em como tudo havia mudado nos últimos dias. Como ele tinha ficado ao meu lado no hospital, me deixado apertar a sua mão... Em como ele tinha sido tão carinhoso e atencioso… E o modo que ele segurou Lily quando ela nasceu?

Ele parecia completamente apaixonado por ela. Eu não conseguia deixar de olhar para os dois quando ele a pegava no colo e conversava baixinho com ela. Era... perfeito demais.

E isso era o que mais me assustava.

Porque Edward havia sido praticamente perfeito quando ele descobrira sobre a gravidez. Ele tinha sido atencioso e carinhoso, enquanto eu praticamente só surtava. Entretanto, isso não durou muito e logo ele agia como se não se importasse comigo ou com o bebê.

E se ele fizesse isso novamente? E se ele de repente descobrisse que não queria ser pai e a abandonasse?

Lily não merecia isso. E eu não sabia se conseguiria passar por isso novamente.

Eu não era tão forte assim.

Fechei os olhos, as lágrimas enchendo meus olhos. Eu sentia falta dele todos os dias, mesmo agora, mesmo meses tendo se passado desde que eu havia mudado do apartamento dele. Sentia falta dos abraços, dos beijos, das conversas que costumávamos ter... E eu me perguntava se algum dia eu seria capaz de deixar tudo para trás, se eu seria capaz de amar outra pessoa...

E então eu pensava em Edward encontrando outra mulher e isso partia o meu coração...

Respirei fundo e balancei a cabeça, decidida a não pensar nisso mais. Terminei o meu banho rapidamente, não querendo abusar ainda mais da ajuda da minha irmã, e coloquei o meu pijama.

Quando saí, rapidamente conferi o berço – que ficava no mesmo quarto que eu dormia, já que ele era o único do apartamento –, um sorriso nascendo em meus lábios quando vi que Lily ainda dormia profundamente. Caminhei até a sala, então, e encontrei Leah assistindo TV, o monitor do bebê repousando em seu colo.

– Ei, Lee – eu chamei. – Eu vou me deitar, ok?

Ela desviou a atenção da televisão por um momento.

– Claro, Bella – respondeu. – Quer que eu fique com o monitor do bebê?

Eu revirei os olhos. Antes de responder, caminhei até ela e peguei o monitor. Perguntei, como fazia todas as noites, se ela não queria trocar o sofá-cama por uma cama de verdade e, quando ouvi uma negativa, desejei boa noite e caminhei até o quarto.

Peguei rapidamente no sono, como vinha acontecendo desde que Lily nascera, somente para acordar quase três horas depois, com ela resmungando no berço. Esfregando os olhos, tentando acordar, caminhei até o berço e a peguei no colo, já sabendo o que ela queria: mamar.

– Com fome, baby? – eu sussurrei. Ela soltou outro choro e balançou os braços, mostrando que não estava gostando daquela demora. – Shhh, mamãe já vai te alimentar.

Antes que seu choro acordasse a minha irmã, sentei na cama e apoiei as costas. Desabotoei a minha blusa e abaixei o meu sutiã. Guiei-a até o meu mamilo e sorri quando ela começou a sugar imediatamente, sua mão direita se apoiando em meu seio esquerdo.

– Pronto, pronto – murmurei.

Ela abriu os seus olhos azul-acinzentados, o que fez com que eu sorrisse ainda mais. Eu mal podia esperar até ela ficar um pouco mais velha e eu pudesse ver qual seria a verdadeira cor deles. Eu, sinceramente, estava torcendo para que ela puxasse completamente ao pai.

Ofereci o outro seio quando ela largou aquele e, após ela mamar por mais alguns minutos, coloquei-a para arrotar. Levantei-me, então, da cama e troquei a sua fralda, ela já quase adormecida.

– Mamãe te ama tanto, pequena Lily – sussurrei, andando até o berço. Seus olhinhos já estavam quase fechados; não demoraria muito para ela dormir. – Tenha bons sonhos, amor.

Ela me acordou mais duas vezes naquela noite e novamente de manhã, seguindo quase completamente à risca o intervalo de três horas. Não dormi novamente depois de amamentá-la pela manhã, já que já eram quase nove horas. Tomei outro banho, mais para acordar do que qualquer outra coisa, e, com a ajuda da minha irmã, dei uma arrumada rápida na casa.

– Edward falou o horário exato que estaria aqui? – ela indagou, olhando o relógio. Já era quase meio dia. – Talvez ele consiga chegar quando Lily estiver acordada... Ele deve estar morrendo de saudades dela.

Eu encolhi os ombros, mas não disse nada.

Lily tinha acabado de acordar e estava resmungando quando a campainha tocou. Leah disse que iria atender, enquanto eu pegava a bebê no colo. Levei-a para trocar a fralda primeiro, sentindo meu coração acelerar por saber que Edward estava tão perto.

Estava tirando a calça dela quando ele entrou no quarto, um sorriso enorme no rosto quando viu a filha.

– Oi – ele murmurou, se aproximando. Beijou rapidamente a minha testa e meu deu um abraço de lado, antes de se virar para Lily, que ainda resmungava. – Meu amor, você cresceu!

Eu sorri quando ele a pegou no colo e a encheu de beijos, antes de deitá-la e dizer que ele trocaria a fralda. Edward correu até o banheiro para lavar as mãos e voltou, ainda sorrindo. Fiquei por perto, observando os dois, até que ele terminou de limpá-la e de vesti-la e a pegou no colo novamente.

– Você vai alimentá-la primeiro ou vai almoçar? – ele indagou. – Ela já parece estar quase dormindo...

Ele parecia triste ao notar aquilo, o que me fez sorrir.

– Eu vou amamentar primeiro – respondi. – Mas não se preocupe... ela deve acordar daqui a três horas novamente... Por que você não fica? Você pode dar banho nela, se quiser.

Ele me olhou, sorrindo imensamente.

– Claro! – disse. – É claro que eu vou adorar dar banho nessa pequena, não é, baby?

Lily não deu muita atenção ao que o pai falava, só soltou um choro, mostrando que ela estava com fome. Edward ficou no quarto enquanto eu amamentava, não parecendo se importar quando eu corei ao vê-lo me assistindo. Ele parecia fascinado ao ver a filha se alimentando, e eu me perguntei o que poderia estar passando na cabeça dele naquele momento.

– Você quer colocá-la para arrotar? – eu indaguei, assim que Lily terminou de mamar e eu havia ajeitado a minha blusa novamente. – E colocá-la no berço? Eu vou ajudando Leah a ajeitar a mesa enquanto isso...

– Claro. – Um sorriso imenso nasceu no rosto dele quase que imediatamente. Ele se levantou e pegou a bebê no colo, seus olhos presos no pequeno rosto dela. – Venha aqui, amor. Papai vai colocá-la para dormir...

Eu decidi deixar pai e filha sozinhos um pouco. Sorri para ele, meio hesitante, enquanto, em minha cabeça, implorava para ele continuar daquele jeito, porque Lily não suportaria caso ele virasse as costas para ela.

Eu sei que eu não suportaria.

– Tudo bem aí? – Leah perguntou, tirando-me de meus devaneios.

Eu sorri para ela, mas não disse nada. Apenas encolhi os ombros e entrei na cozinha, onde encontrei a comida chinesa que Edward havia trazido. Querendo me manter ocupada, peguei três pratos e os coloquei na mesa, assim como os talheres. Eu estava terminando de ajeitar tudo quando Edward e Leah entraram.

– Está tudo pronto – eu murmurei, sem saber mais o que dizer.

O almoço foi mais silencioso do que eu esperava. Leah e Edward conversavam às vezes, falando sobre coisas banais, mas eu não conseguia prestar muita atenção. Era estranho ter Edward ali, por perto, almoçando como se nada tivesse acontecido.

Ele não deixou que Leah e eu lavássemos a louça, praticamente nos expulsando da cozinha. Sentei-me no sofá, então, praticamente implorando para o meu coração que não caísse naquela.

Eu não aguentaria.

Seria demais para mim.

– Bella... – Minha irmã começou, mas eu a cortei antes que pudesse dizer qualquer coisa.

– Depois – sussurrei.

Edward ficou no meu apartamento até tarde naquele dia. Ele se prontificou a olhar Lily todas as vezes que ela acordava, somente a trazendo para mim caso ele percebesse que ela estava com fome. Ele deu banho nela naquele dia, e Leah registrou esse momento. Eu fiquei somente assistindo, me apaixonando mais por ele a cada minuto que ele passava com a nossa filha.

E isso só me dava mais medo.

Ele ria suavemente enquanto jogava água na barriga de Lily, que parecia amar o banho. Ela mexia as perninhas e os bracinhos, jogando um pouco de água em Edward e no chão. Ela não parecia gostar muito quando lavávamos a sua cabeça, no entanto.

– Shhh, pronto, passou. – Edward a enrolou na toalha e beijou a sua testa, acalmando-a um pouco. Ela sempre chorava quando jogávamos água nos seus ralos cabelos.

Observei-o secá-la e vesti-la, colocando um macacão amarelo que ele mesmo havia comprado há alguns dias para ela. Depois disso, ele a ergueu no colo e a colocou deitada no seu peito, a cabeça apoiada no ombro.

E novamente, eu deixei os dois sozinhos.

Quando ele foi embora, já se passava das oito da noite. Ele cuidou de todas as necessidades de Lily até aquele horário, só indo embora depois que ele teve certeza de que ela estava dormindo.

– Bella? – Leah me chamou. – Você está bem? Você esteve bem... quieta hoje.

Eu respirei fundo, fechando os olhos por um momento, antes de abri-los e olhar para a minha irmã.

– Eu só estou com medo, Lee – sussurrei. – Edward tem sido presente, tem demonstrado que quer estar presente na vida de Lily, mas... e se ele mudar de ideia, como fez no início da gravidez? E se ele desistir dela? E-eu...

Eu fechei a boca, então, não querendo confessar que ainda tinha sentimentos por meu ex-namorado e pai da minha filha. Leah me puxou para me sentar no sofá com ela, seus olhos me fitando com atenção. Ela soltou um suspiro, quase como se quisesse dizer algo, antes de começar a falar.

– Bella, você e Edward precisam conversar – disse. – Eu sei de algumas coisas, isso é um fato, mas não vou dizer nada. Vocês erraram quando decidiram esconder os problemas ao invés de conversas, mas não dá mais para fazer isso e pensar nos “e se”. Vocês têm uma filha juntos, Bella. Isso é... enorme.

Eu suspirei.

– Não vou ficar falando aqui para você ficar tranquila que Edward não ignorará a própria filha – continuou. – Você vai ter que conversar com ele, perguntar para ele.

Foi difícil dormir naquela noite. As palavras que Leah havia dito ficavam rondando a minha cabeça, assim como o modo que Edward vinha agindo desde o nascimento da nossa filha.

Ele continuou aparecendo nos próximos dias. Esteve sempre presente, sempre me ajudando com Lily, sempre fazendo questão que eu descansasse. Eu continuei esperando que ele desistisse, continuei esperando que ele voltasse para a vida de ir às festas todos os dias e que nos ignorasse... Mas Edward sempre estava ali.

E eu, sinceramente, não sabia o que pensar. As atitudes dele, desde o começo da gravidez, me deixavam a cada dia mais confusa.

E então, o dia de Leah ir embora chegou.

Eu sabia que ela havia ficado comigo o máximo que pôde, quase um mês, tempo que ela poderia ter passado com o marido. Ela nunca reclamou, sempre esteve disposta a ajudar, mas... e agora? Como eu conseguiria cuidar, sozinha, de um bebê? E se eu fizesse algo errado?

– Vai ficar tudo bem, Bella. – Leah sorriu. – Não fiquei aqui durante esse tempo para vigiá-la ou algo assim, apenas para ajudar. Mas você está se saindo bem, sério. E não está sozinha. Edward tem vindo todos os dias, não é?

Eu assenti, mas não disse nada.

Por quando tempo Edward continuaria vindo? Dentro de mais ou menos um mês as aulas começariam... Ele provavelmente voltaria à rotina de ir às festas. E eu ficaria sozinha. Novamente.

– Obrigada por tudo, Lee – eu sussurrei, dando um abraço apertado nela. – Você não tem ideia de como me ajudou nesse último mês.

Ela sorriu, enquanto retribuía ao abraço.

– Sempre, Bell – respondeu, fazendo-me sorrir. – Cuide da minha sobrinha e me ligue, ok? Eu tentarei vir todos os finais de semana. E nós temos algum tempo para procurar alguém para te ajudar a ficar com ela quando as aulas começarem.

Eu assenti.

– Ligue para Seth, Sue ou Claire caso você precise de algo, ok? – continuou. – Eles devem chegar em breve de viagem... Provavelmente vão vir direto para cá...

Eu ri.

Nós conversamos mais um pouco, antes de nos despedirmos novamente. Abracei o meu cunhado, agradecendo-o por tudo também, e deixei que os padrinhos da minha filha se despedissem dela. E então, eles saíram, e eu respirei fundo, aproveitando o silêncio total do apartamento pela primeira vez em semanas.

Ainda era cedo, mas eu sabia que não iria conseguir dormir novamente, então me joguei no sofá e liguei a televisão. Edward provavelmente chegaria dentro de uma hora e, pela primeira vez desde que Lily havia nascido, eu ficaria sozinha com ele, sem Leah por perto.

As horas passaram rapidamente e a cada minuto que passava, eu estranhava mais a ausência de Edward. Já era perto da hora do almoço quando eu levantei pela terceira vez para atender às necessidades de Lily e ele ainda não havia dado notícias.

Troquei a fralda dela e a amamentei, antes de colocá-la no berço novamente. Preparei um sanduíche para eu comer, sem muita vontade de fazer um almoço mais elaborado, embora eu estivesse bem ciente de que deveria me alimentar bem. Eu estava lavando as louças que havia sujado quando escutei a campainha tocar.

Deixei um suspiro de alívio escapar de mim, um suspiro que eu não sabia que estava segurando. A verdade era que eu já estava esperando que Edward tivesse desistido há muito tempo e quando ele não aparecera naquela manhã, como vinha acontecendo há quase uma semana, eu havia imaginado que o momento chegara.

Sequei as mãos na toalha e rapidamente segui até a porta quando a campainha tocou pela segunda vez, não querendo que ela acordasse Lily. Sem olhar pelo olho mágico, eu a abri.

E não era Edward.

Seth e Claire sorriram quando me viram ali, e eu imediatamente sorri de volta, aceitando o abraço dos dois. Eles tinham ido me visitar duas vezes no hospital – em ambas as vezes, Edward havia se ausentado por algumas horas, então ele ainda não estava ciente de que eu tinha um irmão e nem os tinha conhecidos ainda –, antes que viagens de negócios tirassem Seth da cidade. Como Harry estava de férias, Claire aproveitou e viajou junto com o marido, levando Sue também.

Eu os convidei para entrar, enquanto respondia às perguntas dele sobre Lily, o que me fez rir. Eu não tive nem mesmo a oportunidade de perguntar como a viagem deles havia sido.

– Podemos vê-la? – Seth perguntou, animado.

Eu assenti.

– Por que vocês não se sentam? – eu apontei o sofá. – Eu vou buscá-la.

Caminhei até o quarto e parei em frente ao berço de Lily, encontrando-a acordada, mexendo-se suavemente no berço. Sorrindo, eu a peguei no colo e beijei a sua suave bochecha, murmurando para ela enquanto a levava para a sala.

Seth e Claire ainda estavam em pé, o que me fez sorrir. Eu não tive nem mesmo a oportunidade de levá-la até eles. Antes mesmo que eu me desse conta, Lily estava no colo de Claire.

– Oh, Bella, ela é tão linda – murmurou. – Como se sente, pequena? Dez dias de vida, huh? O que está achando até agora?

Eu sorri.

Eles ficaram com ela durante um tempo, Seth e Claire disputando a atenção da minha filha. Algum tempo depois, ela cansou de toda aquela atenção e começou a chorar.

– Acho que alguém está com fome. – Seth sorriu. – Infelizmente, não posso ajudá-la com isso, querida.

Eu ri.

– Não deve ser fome, não faz muito tempo que eu a amamentei. – Peguei-a no colo. – Mas ela precisa, definitivamente, de uma mudança de fralda.

Nós continuamos a conversar enquanto eu a trocava e, dessa vez, tive a oportunidade de perguntar como a viagem havia sido.

– Nós iríamos trazer Harry para conhecer a prima hoje, mas deixamos para outro dia. – Seth comentou. – Talvez eu posso trazer a minha mãe?

Eu sorri.

– Os dois serão muito bem-vindos aqui – respondi.

Eu os convidei para um lanche, somente para descobrir que estava precisando comprar algumas coisas. Leah havia feito a compra há alguns dias, mas acabamos esquecendo de repor o que estava faltando antes que ela viajasse.

– Eu posso ir ao mercado, se você quiser, Bella. – Claire sorriu enquanto eu murmurava as minhas desculpas. – Eu costumo me lembrar como tudo era meio louco quando Harry era um recém-nascido.

Eu corei.

– Sério, não é problema algum – ela continuou, antes que eu pudesse dizer algo. – Por que você e Seth não conversam enquanto isso?

Eu a fitei durante algum tempo, antes de assentir. Fiz, então, uma lista rápida e entreguei, junto com dinheiro, embora ela tivesse dito que não era necessário. O que não fazia sentido, é claro. Ela estava fazendo compras para o meu apartamento, afinal.

Depois que ela saiu, voltei para a cozinha, o monitor do bebê nas minhas mãos. Seth e eu conversamos sobre a faculdade durante algum tempo, até que a conversa se tornou séria.

– Está tudo bem mesmo, Bella? – ele indagou. – Eu sei que Leah voltou para casa hoje... E sei que nós não nos conhecemos há muito tempo, mas quero que saiba que se você precisar de alguma coisa... qualquer coisa, é só nos ligar, ok?

Eu sorri.

– Obrigada, Seth. – Eu apertei a mão dele. – Mas está tudo indo bem, por agora, pelo menos. Leah tem me ajudado muito e Edward, o pai da Lily, vem todos os dias e passa praticamente o dia todo aqui... Hoje à noite será a minha primeira noite sozinha com ela, então provavelmente surtarei um pouco, mas me acostumarei rápido.

Ele assentiu.

– E esse Edward, ele tem mesmo ajudado, certo? – ele indagou. – Podemos lutar, Bella. Lily merece ter tudo aquilo que ela precisar.

Eu senti um aperto no coração ao pensar em Edward e em como eu ainda pensava que ele fosse mudar de ideia de um minuto para o outro e decidir que não queria mais fazer parte da vida da nossa filha. Mesmo assim, qualquer que fosse a decisão dele, eu não podia enfrentar um juiz e obrigá-lo a fazer algo que não queria. Não comentei nada sobre os meus medos para Seth, porém; ele não precisava saber sobre aquilo.

– Ele está ajudando, Seth – sorri. – Não precisa se preocupar com isso.

Ele me fitou durante alguns segundos, antes de assentir.

– Certo – murmurou. – Mas se você precisar de alguma coisa, qualquer coi-

A campainha tocou naquele momento, interrompendo-o. Eu me coloquei de pé, ainda sorrindo.

– Claire não demorou quase nada – comentei. – Eu vou atender... E Seth? Obrigada, de verdade. Significa muito para mim saber que você se importa o suficiente para oferecer ajuda caso eu precise.

Ele sorriu e assentiu. Eu apertei o ombro dele gentilmente e segui para a porta. Abri-a, esperando encontrar Claire cheia de sacolas, mas me surpreendi ao encontrar Edward, carregando o que parecia ser mais de dez sacolas.

– Edward? – eu indaguei. – O que está fazendo aqui? Eu pensei que você nem viria mais...

Ele ajeitou o peso nas mãos e sorriu, meio hesitante.

– Eu queria contribuir de alguma forma com as despesas – ele murmurou. – Comprei, então, algumas coisas para Lily... roupas, sapatinhos, meias, luvas, toucas... Fraldas para agora e para quando ela ficar maior... Alguns brinquedos... E passei no mercado e comprei o que eu sei que você gosta de comer...

Eu assenti, ainda olhando para o que ele carregava, sem saber o que dizer. Perguntei-me se tudo o que ele havia comprado tinha cabido ali.

– Tenho que buscar mais algumas sacolas no carro – ele informou, quando viu que eu não diria nada. – Então... eu posso entrar?

Eu tornei a assentir.

– Vou colocar tudo aqui no chão – disse –, só enquanto eu pego o restante no meu carro e...

Edward se calou naquele momento, quando viu que eu não estava sozinha. Por um momento, eu tinha me esquecido que Seth estava ali.

E que ele e Edward não se conheciam ainda.

– Hmmm... Seth, esse é Edward – comecei, quando o silêncio se tornou desconfortável –, o pai da Lily. Edward, esse é Seth e, bem, ele é...

Eu calei a boca, então, sem saber como contar a Edward que eu tinha um irmão – um irmão que eu não sabia que existia até pouco tempo atrás.

– Muito prazer. – Seth avançou quando viu que eu não falaria nada, estendendo a mão para Edward. – Parabéns pela filha, ela é linda.

Edward engoliu em seco e assentiu, apertando a mão dele de volta.

– Obrigado – ele limpou a garganta. – Prazer. Eu vou... eu vou só buscar o restante das coisas, ok, Bella? Eu já volto.

Eu assenti.

– Uau, Lily parece muito com ele, hein? – Seth comentou, fazendo-me sorrir.

Encolhi os ombros.

– É, eu acho que sim – sorri.

Ele sorriu de volta. Ele começou a se virar, provavelmente para voltar para a cozinha, mas voltou, ainda sorrindo.

– E Bella? – ele soltou. – Ele ainda gosta de você.

E saiu, sem dizer mais nada.

Edward POV.

Eu desci as escadas praticamente em piloto automático, sem nem saber o que pensar direito. Peguei as chaves do carro e o destravei, pegando o restante do que eu havia comprado.

Eu havia levantado cedo, louco para passar mais um tempo com a minha filha e com Bella – porque o dia inteiro com elas não era o suficiente –, mas sabendo que eu tinha outras coisas para fazer naquele dia e que eu já havia adiado demais. E como Leah iria embora naquela manhã, pensei em dar a ela e Bella um tempo sozinhas.

Quando eu cheguei ao shopping, porém, eu não consegui sair tão cedo. Eu entrei em várias lojas especializadas em bebê e simplesmente não consegui decidir o que comprar. Era tudo tão pequeno... e era adorável imaginar a minha filha vestida naquelas roupinhas.

Olhei a lista que eu havia feito na noite anterior, quando cheguei do apartamento de Bella, enquanto pesquisava na internet, à procura de melhores itens para recém nascidos e bebês. Comprei algumas blusas de calor, outras para o frio, outras que ficavam no meio termo. Comprei mamadeiras e uma bomba para tirar leite, caso Bella quisesse fazer isso futuramente – imaginei que ela precisaria, assim que as aulas começassem, embora eu ainda não soubesse os planos dela.

Depois que eu terminei ali, quase duas horas haviam se passado. Segui para a loja de brinquedos e saí com mais algumas sacolas. Procurei me concentrar mais em brinquedos educativos, coisas que ajudariam na função motora – exatamente como eu havia pesquisado na internet –, mas não resisti e, na saída, comprei um ursinho de pelúcia, pequeno. Poderia parecer bobo, mas, como eu não dormia perto da minha filha, eu queria que ela tivesse algo que pudesse sempre lembrá-la de mim. Obviamente ela não poderia dormir com ele agora, mas talvez quando ela ficasse maior, ela fosse quer mantê-lo por perto.

Depois de levar às compras ao carro, rumei para o supermercado. Lily ainda só mamava, então não havia nada que eu pudesse comprar para ela. Porém, eu podia comprar coisas que eu sabia que Bella gostava. Agora que ela estava sozinha, ela não teria tempo para fazer compras e eu não queria que ela passasse falta de alguma coisa no meio da noite, por exemplo. Exatamente por isso, certifiquei-me de comprar o suficiente para um mês.

Por fim, depois de passar mais algum tempo considerável ali, comprei fraldas – muitos pacotes de fraldas. Eu havia passado alguns dias com Lily e já havia percebido a quantidade de vezes que tínhamos que trocá-la durante o dia. Querendo me certificar que Bella não precisasse se preocupar com isso também – embora tivéssemos ganhado muitas fraldas no chá de bebê –, eu comprei a maioria para o tamanho que ela estava usando agora, mas alguns maiores, já pensando em como ela precisaria daqui alguns meses.

Terminando tudo, enfim rumei para a casa de Bella, me sentindo ansioso para vê-la e ver a nossa filha. Puxei o meu celular, querendo mandar desculpas por não ter ido de manhã – e ter me esquecido de avisar –, mas ele estava desligado. Novamente, eu havia me esquecido de carregá-lo.

Sorri ao pensar nas minhas duas garotas, sabendo que eu as veria dentro de alguns minutos. Eu amava ver as duas juntas, especialmente quando Bella estava a amamentando. Havia algo de muito especial naquela cena e eu nunca conseguia desviar os olhos das duas quando elas estavam juntas daquele jeito.

Eu estacionei alguns minutos depois em frente ao prédio que ela morava, pensando se, futuramente, ela concordaria em se mudar para aquele que havia sido nosso por algum tempo. Eu sabia que havia cometido muitos erros e que não seria fácil ganhar o perdão de Bella, mas eu estava disposto a esperar o tempo que fosse preciso e fazer de tudo para tê-la de volta.

Para ter as minhas duas garotas morando comigo.

Desci do carro e carreguei o máximo de sacolas que consegui, levando as roupas, brinquedos e fraldas de Lily primeiro. Subi as escadas o mais rápido possível, me sentindo a cada minuto mais ansioso.

E encontrei um homem no apartamento de Bella.

Ele era mais velho, talvez uns dez anos, e alto. Era moreno, seus olhos também castanhos e os cabelos, pretos. Ele parecia sério e simpático, mas não me importei. Imediatamente, eu comecei a odiá-lo.

E imediatamente, me lembrei do que Leah havia me dito não muito tempo atrás.

E se Bella se apaixonar por outro cara?, ela havia perguntado. Consegue imaginar isso? Outro cara criando a usa filha, outro cara cuidando de Bella...

Eu teria chegado muito tarde? Ela teria se apaixonado por ele?

Não.

Eu não aguentaria.

Carreguei o resto das compras para o apartamento dela, desejando que eu tivesse imaginado coisas, que não houvesse outra pessoa com ela, que ela não tivesse me trocado por outro.

E se Lily se apegasse mais a ele? E se o chamasse de... pai?

Deus, o que eu tinha feito?

A porta do apartamento estava aberta e Bella ainda estava ali, mas não havia nenhum sinal do tal do Seth.

– Essas coisas precisam ser levadas até a cozinha – eu murmurei, sem olhá-la nos olhos. – Eu posso ir guardar... se você não se importar.

Antes que ela pudesse responder, um choro baixo soou no monitor que Bella segurava, o que me fez sorrir.

– Por que você não pega Lily e eu vou guardando tudo? – ela sugeriu. – Talvez ela queira mamar, no entanto.

Eu levei as compras até a cozinha e as coloquei na mesa. Seth estava ali, mas não disse nada para mim, apenas sorriu.

– Eu te chamo se ela estiver com fome – informei.

Lily não estava com fome, porém. Ela se calou assim que a peguei no colo e comecei a conversar com ela, o que me levou a acreditar que ela só queria um pouco de colo. Sentei-me na cama e a ajeitei melhor, contando para ela sobre o que eu havia comprado. Ansioso para mostrar o ursinho para ela, embora eu tivesse certeza de que ela não fosse entender, eu fui até a sala e localizei a sacola da loja onde eu o havia comprado. Puxei-o, antes de seguir para o sofá. Sentei-me ali e mostrei-o para ela, nunca deixando de sorrir.

Ela era tão linda... tão perfeita. Eu me encontrava a cada dia mais apaixonado por ela. E em momentos como esse, eu me perguntava como tinha, um dia, sequer conseguido pensar em não ser o pai que ela merecia.

Depois que ela se acalmou o suficiente e fechou os olhos, eu comecei a imaginar o que Bella estava fazendo na cozinha e por que ela estava demorando muito. Será que eles... será que eles estavam se beijando? Eu não conseguia nem mesmo imaginar isso. Era... doloroso demais.

A campainha tocou alguns minutos depois, interrompendo meus devaneios. Não me movi, porém, meus olhos indo novamente para Lily, que voltara a resmungar quando eu parara de conversar com ela. Bella surgiu da cozinha e abriu a porta, e uma mulher baixa, os cabelos quase loiros e os olhos escuros, surgiu, carregando algumas sacolas.

– Comprei tudo o que você colocou na lista, Bella – ela informou, ainda não notando a minha presença. – Desculpe a demora, mas acho que a fila estava maior do que eu esperava.

– Está tudo bem, Claire, muito obrigada pela ajuda – Bella sorriu, pegando as sacolas da mão dela. – Edward, pode vir aqui, por favor?

Curioso para saber quem era aquela mulher, eu me levantei e caminhei até ela, Lily ainda no meu colo. A mulher me olhou e sorriu.

– Ah, você deve ser o pai da Lily – ela disse. – Edward, muito prazer. Sou Claire, esposa de Seth.

Imediatamente, eu me senti relaxar, quase como se um peso tivesse sido tirado dos meus ombros.

– O prazer é meu – sorri, agora sinceramente. Não fazia a mínima ideia de quem eram aquelas pessoas, mas agora que eu sabia que Seth era casado, me sentia muito melhor. – Eu a cumprimentaria direito, mas estou um pouco ocupado agora...

Ela sorriu.

– Tudo bem – disse.

– Vou fazer algo para todos lancharmos. – Bella disse. – Por que não vamos todos para a cozinha?

Nós fomos. Bella novamente guardou tudo e começou a preparar alguns sanduíches, sucos e outras coisas mais. Fiquei imensamente feliz quando vi Claire cumprimentar Seth com um selinho, só então reparando na aliança dos dois.

Eles puxaram conversa comigo, falaram sobre o quão Lily e eu éramos parecidos, até a comida ficar pronta. Foi difícil comer com a minha filha no colo, mas eu consegui. Depois que terminamos, Seth se prontificou a limpar tudo e, depois, ele e Claire acharam que era hora de eles irem embora.

– Eu ligo para marcarmos alguma coisa, ok? – Claire abraçou Bella. – Harry está doido para conhecer Lily!

Bella riu. Ela abraçou Seth então, agradecendo-o por tudo. Despedi-me deles também, ainda meio sem jeito, já que Lily estava no meu colo. Depois de eles a pegarem rapidamente no colo e beijarem-na no rosto, eles saíram.

E eu simplesmente olhei para Bella, sem saber o que falar.

– Sente-se, Edward. – Ela apontou para o sofá.

Sentei-me, mas fiquei calado, esperando que ela dissesse algo.

– Há pouco mais de um mês, eu descobri que tinha um irmão – ela contou, o que fez com que eu arregalasse os olhos. – Um meio-irmão, na verdade. Charlie engravidou uma adolescente, mas o pai dele, meu avô, não aceitou. Ele deu dinheiro para Sue, a mãe de Seth, abortar, mas ela não abortou. Charlie ainda não sabe, mas...

Ela encolheu os ombros, um sorriso nascendo em seu rosto.

– Tenho um irmão agora – continuou. – E um sobrinho... Harry. Ele tem quatro anos e é realmente um amor.

Eu assenti.

– Uau – murmurei. – Eu nunca teria imaginado isso...

Ela deu de ombros.

– É a vida, não é? – ela sussurrou, sua voz meio... triste?

Eu abri a boca para dizer que tinha que conversar com ela, querendo pedir perdão, querendo dizer que eu estaria disposto a qualquer coisa para tirar aquela tristeza da voz dela. E dizer, também, que Leah havia me contado tudo e que eu sabia o que os pais dela haviam feito. E que eu tinha muito orgulho por ela ter os enfrentado e ter continuado com a gravidez.

Mas não consegui. Porque Lily começou a chorar.

– Está na hora dela mamar. – Bella murmurou. Ela a pegou e a ajeitou no colo. – Pode pegar aquela fralda de pano que eu uso, por favor? Está no quarto.

Eu assenti, ainda meio sem saber o que dizer, e me levantei, caminhando até o quarto e pegando a toalha. Entreguei para ela e me sentei, observando as duas juntas, como eu sempre fazia. Meus pensamentos estavam, no entanto, um pouco longe.

Bella tinha um irmão... uma cunhada, um sobrinho... Charlie havia tido um filho anos antes de conhecer Renee e nem sabia disso... Deus!

Definitivamente, nós precisávamos conversar. E logo.

Notas finais
N/A: Olá! Posso dizer que amo este capítulo? Amei escrever a parte do Edward com ciúmes haha. Não colocaria um POV dele neste capítulo, mas eu realmente precisei escrever haha. Aposto que muitas gostaram também, huh? E quanto a Lily? Todos apaixonados por ela, é claro, inclusive o Edward. Em breve, Alice e Kaure a conhecerão também. Vamos ver o que acontece. O próximo capítulo terá a tão esperada conversa do Edward e da Bella. Já comecei a escrevê-lo e pretendo postá-lo em duas semanas, vamos ver se dá certo. Tentarei escrever o nove e o dez, aproveitando a última semana de férias, mas não garanto. Quero deixar um capítulo da Daylight pronto também. Espero que tenham gostado! Até o próximo! xx N/B: Até que enfim eles irão conversar. Acho que o próximo capítulo será decisivo para a fic. Alguém mais concorda? Desesperada para escutar essa conversa rsrsrsrrsrsrsrsrs.Bjs, Lu.