Unwritten

23 Capítulo Dezessete


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês, meninas! Espero que gostem!

Arrume-se e fique ainda mais linda para mim, srta. Swan. Porque hoje à noite, meu amor, você finalmente será toda minha.

E eu mal podia esperar.

–x-

Edward POV.

Depois de deixar todos os detalhes da reserva prontos, eu passei na floricultura e comprei um buquê de lírios, flores que eu sabia que Bella amava. Eu ajeitei a minha roupa, sentindo-me um pouco ridículo, confesso, em uma roupa meio social — uma calça preta com uma camisa social verde -, mas sabendo que Bella merecia aquilo.

Ela merecia uma noite tranquila, sem ter que se preocupar com Charlie ou Renee, e se devia ou não aceitar as ligações deles.

– Aqui estão as flores, senhor. — A vendedora estendeu o buquê para mim, o cartão que eu escrevera já ali, um sorriso no rosto. — Precisa de mais alguma coisa?

Eu sorri.

– Não, obrigado. — Passei-lhe o dinheiro e peguei o buquê. — Tenha uma boa noite.

Entrei no meu carro, colocando o buquê no banco ao lado, já dirigindo para o nosso apartamento. Eu sabia que ela já devia estar pronta àquela hora e comecei a me sentir um pouco nervoso. Talvez fosse bobeira, eu sabia, mas aquela noite era um recomeço para a gente, um recomeço que, até alguns meses atrás, eu achava que nunca teríamos. E eu queria que fosse perfeito.

Era minha segunda chance, afinal. Nossa segunda chance.

Eu sabia que amanhã todos os problemas ainda estariam lá. Eu ainda queria conversar com meus pais, exatamente como Kaure havia sugerido, sobre meus medos e inseguranças. E também haveria Charlie e Renee à espreita, querendo conversar com Bella e, aparentemente, pedir perdão, mesmo depois de tudo o que havia acontecido.

Mas eu acreditava que essa seria nossa noite de folga e amanhã a gente podia retornar para a nossa vida.

Estacionei em frente ao prédio, optando por não deixar o carro na garagem, já que em breve Bella e eu sairíamos para jantar. Com um buquê de flores na mão, ajeitei meus cabelos no espelho do elevador, sentindo-me como na noite do nosso primeiro encontro, quando ambos éramos novinhos ainda, antes de nossos quinze anos. Foi um encontro à tarde, algo que Renee achou extremamente fofo, e nós fizemos um piquenique não muito longe da casa de Bella e depois eu a levei para tomar um sorvete.

O nosso encontro, naquele dia, terminou comigo dando um selinho meio desajeitado nela, já que me encontrava extremamente nervoso. Isso me fez sorrir, enquanto saía do elevador e ia até a porta. Estávamos juntos há tanto tempo. Muitos casais, mesmo adultos, não sobreviviam a tantos anos.

Toquei a campainha, me sentindo meio idiota por fazer aquilo, mas já que estávamos indo para um encontro, achei melhor fazer tudo direitinho.

Bella abriu a porta apenas um minuto depois, e um sorriso enorme se espalhou em meu rosto quando eu vi que ela já estava pronta. Ela usava o vestido azul que eu havia escolhido, um que eu sempre gostara, que ia apertado até a cintura e se abria um pouco, caindo pouco acima dos joelhos. Ela usava o cabelo solto e uma sapatilha preta nos pés. Ela também sorriu quando me viu.

Eu estendi o buquê de lírios para ela.

– Para você, senhorita — brinquei. — Você está linda.

Ela riu.

– Obrigado, senhor Cullen — disse, levando as flores até o nariz e cheirando. — Lírios azuis… como sabe que eu os amo?

Eu sabia que ela estava brincando e não pude deixar de rir.

– Vou só colocar esses lírios em um vaso e nós vamos, ok? — ela comentou, indo até a cozinha. — É uma pena que o senhor não chegou mais cedo… eu poderia tê-lo apresentado a minha filha.

Eu tornei a rir.

– Teremos outra oportunidade, certo? — eu entrei na brincadeira. — Eu aposto que ela é linda, como você.

Bella se aproximou de mim, passando os braços no meu pescoço e roçando seus lábios de leve no meu.

– Ela é linda, sim — disse. — Mas ela se parece com o pai dela.

Sorri contra seus lábios, lembrando do rostinho da minha filha. Afastei-me de Bella, antes que ficasse tentado a cancelar o jantar, e peguei sua mão, puxando-a para fora do restaurante. Nós conversamos um pouco sobre nossa filha até chegarmos ao restaurante. Era incrível como Lily, estando conosco há pouco mais de seis meses, já tinha tomado nossa vida por completo.

Nós jantamos, rimos, brincamos mais um pouco… tudo o que tínhamos direito enquanto jantávamos. Dividimos a sobremesa e, após pagarmos a conta, resolvemos dar um passeio numa praça ali perto, antes de seguirmos para nosso apartamento.

Passava um pouco das nove, e Bella decidiu ligar para Kaure de uma vez, apenas para conferir se estava tudo certo com Lily ou se ela precisava de alguma coisa. Era a primeira vez que ela passaria a noite sem nenhum de nós dois por perto, afinal.

– Ela está ótima. — Eu escutei Kaure dizer quando Bella colocou o celular no viva voz. — Vou colocá-la para dormir agora. Brincamos bastante. Ela chorou um pouco mais cedo, mas já se acalmou. Acho que está irritada com o dentinho nascendo…

Eu sorri, lembrando da mania de Lily de morder tudo o que ela via pela frente agora.

– Aproveitem a noite de vocês – Kaure completou. - Qualquer coisa eu ligo.

Depois de andar pela praça mais um pouco e de namorar um pouco lá, eu sugeri que fôssemos para casa. Eu simplesmente não conseguia me segurar mais. Tínhamos esperado tanto tempo. Eu simplesmente precisava estar com ela.

A nossa volta foi meio tensa, não por nenhum de nós estar constrangido ou algo assim, mas porque estávamos ansiosos para aquilo. Bastava olhar para a Bella e ver como ela estava pressionando suas pernas e como ela me lançava olhares.

Eu precisei juntar todas as minhas forças para simplesmente não parar o carro e tomá-la ali mesmo.

Mas ela merecia mais do que isso — esse foi o único pensamento que conseguiu me conter. E o fato de eu ter deixado a caixa de camisinhas que eu tinha comprado, em casa. Por mais que eu amasse Lily e, futuramente — em um futuro um pouco distante -, quisesse ter mais filhos, não queria arriscar naquele momento.

Estacionei o carro na garagem e saí, correndo até o outro lado e abrindo a porta de Bella. Ela imediatamente enlaçou meu pescoço com os braços, puxando-me para um beijo. Eu fechei a porta do carro e a empurrei contra ela, beijando-a de volta.

– Eu te amo tanto — eu sussurrei, quebrando o beijo e apoiando a minha testa na sua. — Você sabe disso, não sabe?

Eu realmente precisava que ela soubesse daquilo.

Ela sorriu, seus dedos acariciando meus cabelos.

– Eu sei — sussurrou de volta, depositando um selinho nos lábios. — E eu também te amo, Edward. Muito.

Sorri feito um idiota contra os seus lábios, tornando a beijá-la. Novamente, precisei de um esforço para me afastar e puxá-la em direção aos elevadores, sabendo que não podia simplesmente fazer sexo com ela ali.

Nós nos contemos no elevador, já que havia câmeras. Ficamos de mãos dadas o tempo todo, meu polegar acariciando o dorso da sua mão. Puxei as chaves do bolso assim que chegamos ao nosso andar e caminhei com Bella até a porta, destrancando-a e esperando que ela entrasse, entrando atrás dela e trancando a porta atrás de mim.

Eu mal havia largado as chaves na mesinha que ficava ali, próxima à porta, e Bella já estava me beijando novamente, me empurrando contra a porta. Eu soltei um gemido, rendendo-me ao beijo, e enlacei sua cintura, grudando nossos corpos o máximo possível.

Nó nos beijamos ali durante alguns minutos, antes de eu virar Bella e encostá-la na porta. Ergui seus braços, entrelaçando nossos dedos e desci os beijos até seu pescoço, seu ombro, sua clavícula, o pequeno decote que o vestido proporcionava. Eu sabia que meus beijos estavam sendo extremamente lentos, mas precisava que ela aproveitasse… e precisava me acalmar um pouco, também. Não queria que acabássemos rápido demais.

– Edward… — ela gemeu, meio protestando, quando depositei um beijo propositalmente longo no seu decote. — Por favor…

Eu sorri contra seu pescoço.

– Shh, amor — beijei seus lábios levemente. Ela prendeu-me em meio ao beijo, mordendo meu lábio inferior. — Bella…

Ela riu entre o beijo. Antes que acabasse perdendo a cabeça ali, puxei-a em direção ao quarto. Nós fomos em meio a tropeços e risadas, já que não queríamos nos separar. Nós paramos em frente à cama quando entramos em nosso quarto, sorrindo um para o outro.

E de repente, por mais bobo que isso soasse, eu me senti meio nervoso.

– Você sabe que a gente pode esperar, se você quiser — eu murmurei, acariciando sua bochecha.

Bella sorriu, corando um pouco.

– Eu não quero esperar — ela murmurou de volta. E então, ela ficou séria, seus olhos castanhos, tão iguais aos de Lily, me fitaram com atenção. — Você quer?

Eu ri.

– Claro que não — disse. Puxei-a para meus braços, beijando-a lentamente, antes de me afastar. — Só estava tentando ser um cavalheiro.

Ela revirou os olhos, virando-nos e me empurrando para a cama, antes de se sentar em mim, suas pernas descansando cada uma ao lado da minha cintura. Eu imediatamente a segurei, inclinando-me um pouco e beijando-a novamente.

– Você não precisa ser um cavalheiro hoje, baby — ela murmurou, seus lábios provocando o lóbulo da minha orelha.

Eu gemi, apertando sua cintura. Bella riu.

Ela voltou a se sentar, seus dedos, meio atrapalhados, desfazendo os botões da minha camisa. Eu me ergui um pouco para ajudá-la a tirá-la e joguei a camisa para o lado, sem me importar se ela tinha caído no chão ou não. Rapidamente, tirei meu cinto, sentando-nos na cama, tornando a beijar Bella. Levei minhas mãos até as suas costas, meus dedos achando, sem dificuldade alguma, o fecho do vestido. Ainda beijando-a, desci-o, meus lábios imediatamente indo até seus seios, ainda cobertos pelo sutiã.

Bella ofegou.

E foi a minha vez de sorrir contra a sua pele.

Virei-nos na cama, puxando o seu vestido e jogando-o para o lado também. Fitei-a por alguns minutos, muito embora ela tenha ficado corada — algo que sempre acontecia, mesmo nós dois tendo perdido a virgindade juntos aos 16 e 15 anos de idade, respectivamente -, porque fazia tanto tempo desde que tínhamos ficado juntos dessa maneira, desde que eu a tinha visto desse jeito, que parecia até um sonho.

Seu corpo havia mudado, é claro. Seus seios estavam mais cheios, suas curvas mais definidas. Ela reclamou, pedindo para parar de olhar, porque ela ainda não havia perdido todos os quilos que ganhara na gravidez, mas eu apenas revirei os olhos. Ela parecia ter ganhado alguns quilos, sim, mas nos lugares certos.

E eu fiz questão de mostrar a ela como eu apreciava isso.

Coloquei-me de pé rapidamente, retirando suas sapatilhas e tirando meus sapatos e minha calça, voltando a me deitar nela quando me encontrava somente com minha cueca. Sentindo-me meio afobado, rapidamente soltei seu sutiã, e mostrei para ela como eu havia apreciado o fato de seus seios estarem maiores.

E foi impossível não sorrir contra seu mamilo quando escutei aquele gemido que eu tanto amava e que havia sentido tanta falta.

– Edward… — ela segurou minha cabeça entre as mãos, tentando me puxar para cima. — Por favor…

Tornei a sorrir. Afastei-me e depositei um beijo demorado em seus lábios.

– Paciência, meu amor — sussurrei, antes de tornar a descer os beijos pelo seu corpo. E dessa vez, parei na sua calcinha.

Brinquei um pouco ali, acariciando-a com meus dedos, ainda por cima da calcinha, só porque eu queria deixá-la pronta e louca, assim como ela estava fazendo comigo há dias. Ela tornou a reclamar, o que só me fez rir. Doido para prová-la de novo, retirei sua calcinha, finalmente, e mostrei para ela o quão eu havia sentido falta dela.

Até que ela atingiu o orgasmo, duas vezes. Uma com meus dedos. Outra com a minha boca.

Minha risada morreu, quando ela reclamou de novo, quando ela de repente nos virou na cama, tornando a ficar por cima de mim. E foi a vez dela me levar à loucura, beijando-me desde o pescoço até a barra da minha cueca, com beijos lentos e mordidas demoradas, coisas que ela sabia que me afetavam. Que só ela sabia.

– Bella, pelo amor de Deus… — eu resmunguei quando ela começou a tirar a minha cueca. — Por favor…

Ela me ignorou completamente, jogando a cueca para trás e me colocando nos lábios, o que me fez xingar e jogar a cabeça para trás. Ela brincou comigo durante alguns segundos, até que eu a puxei, beijando-a com um pouco mais de força do que esperava, apenas porque eu sabia que iria explodir se ela continuasse aquilo por mais um minuto sequer.

– Tanto quanto eu amo você fazendo isso comigo — comecei, gentilmente nos virando na cama -, eu quero gozar dentro de você, amor… Faz tanto tempo que isso não acontece…

Ela me olhou confusa por um momento.

– Tanto tempo? — ela perguntou, corando um pouco. — Eu pensei que… quando estivemos separados, e nas festas que você ia, que acabou… você sabe, com uma outra garota…

Eu franzi o cenho, perguntando-me mentalmente como ela tinha, um dia, sequer pensado nisso.

– Nunca, baby — jurei, beijando-a de leve nos lábios. — Só você, Bella. Só você.

Ela sorriu lindamente, me puxando para outro beijo. Eu estiquei o braço e abri a gaveta do criado mudo, puxando uma camisinha dali. Ajoelhei-me na cama, posicionado entre as pernas de Bella, levemente flexionadas na cama, e abri o pacote, sorrindo para ela enquanto colocava o preservativo em mim.

– Não queremos outro bebê tão cedo, não é? — brinquei.

Ela riu.

– Eu tomei a injeção — ela disse. — Mas acredito que devemos usar a camisinha também, você sabe… por segurança.

Por mais que eu amasse fazer sexo com ela sem ter nenhuma barreira entre nós dois, eu assenti, sabendo que era melhor evitar acidentes. Posicionando-me entre suas pernas e me guiando para dentro dela, beijei-a com cuidado, penetrando-a lentamente, sabendo que tinha sido um bom tempo para nós dois.

Bella gemeu entre os meus lábios, suas mãos segurando meus ombros com força. Quando estava todo dentro dela, fiquei parado durante alguns segundos, dando tempo para ela se acostumar e tempo para que eu não acabasse com aquilo rápido demais. Alguns segundos depois, que mais pareceram uma eternidade, Bella entrelaçou suas pernas na minha cintura, movendo seus quadris um pouco, o que fez com que eu gemesse. Olhando-a nos olhos e vendo-a assentir, comecei a me mover, a princípio devagar, mas logo depois, acelerando um pouco, cada movimento meu encontrando com um seu.

Beijei-a nos lábios, forte novamente, somente para depois encostar meus lábios no pescoço e sugar ali, um pouco mais forte do que eu esperava. Ela gemeu algo, suas paredes se contraindo ao meu redor e eu sabia que ela estava perto de atingir outro orgasmo. Sabendo que eu não conseguiria segurar muito mais, saí dela rapidamente, virando-nos na cama novamente, posicionando-a em cima de mim. Bella assumiu, então, descendo lentamente, suas mãos se apoiando em meu joelho, sua cabeça jogada para trás, enquanto ela começava um ritmo dolorosamente lento.

– Bella… — avisei, por entre os dentes.

Ela soltou uma risada abafada.

Levei, então, meu polegar até seu clitóris, porque eu sabia que não aguentaria segurar por muito tempo. Sua risada se transformou em um gemido e, assim como eu queria, seus movimentos se aceleraram.

Sentei-me na cama, grudando nossos corpos novamente, sabendo que isso mudaria o ângulo das estocadas. Bella me abraçou pelo pescoço e grudou nossos lábios, ao mesmo tempo que chegava ao orgasmo. Movi seus quadris mais três vezes e logo a segui, meu corpo desabando na cama, minha respiração ofegante.

Ela rolou para o meu lado, sua expressão combinando com a minha.

Levantei-me, algum tempo depois, e cuidei da camisinha, antes de voltar para a cama e me jogar ali, ao seu lado. Ela se aconchegou contra mim, um sorriso enorme no rosto, e depositou um beijo em meu peito.

– Hmmm… — murmurou. — Obrigada por isso.

Eu ri.

– Obrigado a você, querida. — Puxei-a mais para mim e depois comecei a acariciar as suas costas. — Agora, descanse um pouco, porque eu ainda não matei completamente a saudade que sinto de você.

Ela riu, seus olhos já fechados, mas não discutiu.

Nós tínhamos muito tempo para por em dia, afinal.

_

Nós não dormimos muito naquela noite. Cochilei por cerca de uma hora, até que Bella me acordou com beijos e logo estávamos indo para outra rodada. Terminamos no banheiro, três rodadas depois, já que ambos precisávamos de um banho, e quando finalmente nos jogamos na cama, completamente exaustos, já se passava das quatro da manhã.

Embora tivesse ido dormir tarde, quando acordei, ainda não eram dez da manhã. Verifiquei meu celular, para ver havia alguma chamada de Kaure, mas encontrei apenas uma mensagem dela, dizendo que estava tudo bem e que Lily tinha acordado, comido e brincado, antes de voltar a dormir um pouco.

Voltei-me, então, para Bella, que ainda estava completamente adormecida, seu rosto virado para o outro lado, suas costas nuas descobertas. O lençol cobria somente até o começo da sua coluna e eu precisei lutar contra a vontade de passear meus dedos de leve ali e convidá-la para uma quinta rodada.

Meu estômago, porém, tinha outros planos, escolhendo aquele momento para roncar. Eu sabia que logo ela iria acordar com fome também, então decidi fazer algo para nós dois comermos. Com cuidado, levantei da cama e caminhei até o banheiro, fechando a porta atrás de mim. Fiz rapidamente a minha higiene matinal e segui para a cozinha, olhando os armários rapidamente, antes de decidir por fazer alguns ovos mexidos e bacon, com preguiça de preparar panquecas naquela manhã. Eu estava terminando de servir um prato, quando senti dois braços me abraçarem por trás e um beijo ser depositado nas minhas costas. Eu sorri.

– Bom dia, baby — murmurei, virando-me e cumprimentando-a com um beijo. — Dormiu bem?

Ela riu.

– Quando o senhor parou de me acordar depois de uma hora de cochilo, sim — brincou, dando-me mais um selinho.

Eu ri.

– Sei… como se eu fosse o único culpado — ironizei, fazendo-a rir novamente. — Eu preparei o café da manhã. Aqui, pegue esse prato… Vou servir um para mim também.

Era tão bom vê-la assim, leve e rindo. Ela esteve tão tensa nos últimos dias, confusa com a situação dos pais, que era bom vê-la daquele jeito.

Ela pegou o café e a jarra com o suco, e se sentou, servindo-se de suco. Terminei de servir o meu prato e me sentei ao seu lado.

Bella insistiu em limpar tudo quando terminamos, dizendo que eu havia preparado o café da manhã e que, por isso, ela tinha que limpar. Liguei para Kaure, então, dizendo que em breve estaríamos lá para buscar Lily, e fui me arrumar. Eu queria muito ficar curtindo Bella mais um pouco, mas sabia que teríamos à noite para isso. E Kaure precisava de um dia de folga, também. Ela havia nos ajudado muito, afinal.

Depois que Bella ficou pronta, ela deu a ideia de montar uma cesta de piquenique, junto com alguma comida para Lily, dizendo que podíamos passear um pouco no parque. Depois que concordei, resolvemos ligar para Seth e Claire, convidando-os. Eles gostaram da ideia e combinamos de nos encontrar em breve lá.

Lily estava inquieta no colo de Kaure, chorando um pouco. Ela esticou os braços para mim assim que nos viu, e eu a peguei, beijando seu rostinho gordinho.

– O dente está incomodando, princesa? — eu indaguei, tentando acalmá-la. — Shhh, pronto, pronto…

Bella mexeu um pouco com ela, mas ela não parecia muito afim de dar atenção para ninguém. Usamos a pomada recomendada pelo pediatra, na tentativa de acalmar a gengiva que incomodava.

– Ela logo vai dormir um pouco — eu comentei, depois de termos nos despedido de Kaure e agradecido, mais do que uma vez, por tudo. — Espero que esse dente nasça logo…

Bella riu.

– Ela ainda vai ter muitos dentes para nascer, Edward — comentou. — Vamos passar por isso algumas vezes.

Como eu havia previsto, Lily dormiu um pouco, por isso usamos o carrinho dela quando chegamos no parque. Passeamos um pouco com ela, antes de pararmos debaixo de uma árvore grande, que proporcionada uma sombra boa para o pouquinho de sol que estava fazendo naquele dia.

Bella e eu estendemos a nossa toalha e nos sentamos ali. Servi-me de um pouco de água, não sentindo muita fome naquele momento. Bella se ajeitou contra o meu peito, enquanto eu me encostava na árvore, o carrinho de Lily ao meu lado. Cerca de dez minutos depois, Seth chegou com sua família, e eu sorri quando Harry correu diretamente até a mim, mostrando-me sua bola de futebol — algo que ele sempre mostrava, desde que a tinha ganhado de Natal.

– Tio Edwad, eu trouxe a minha bola pra gente brincá! — ele disse, um pouco animado demais.

Eu ri. Bella e eu nos colocamos de pé e cumprimentamos Seth e Claire. Harry logo arrastou Seth e eu para jogarmos bola, e como Bella e Claire disseram que não estavam com vontade de jogar, nós fomos.

As meninas nos chamaram quando terminaram de organizar todo o lanche que Bella e Claire haviam trazido, e Harry saiu correndo com a bola de futebol na frente. Claire pegou alguns lenços e uma garrafa de água e fez com que ele limpasse as mãos, antes de colocá-lo sentado ao seu lado. Bella se inclinou no carrinho, pegando Lily, que aparentemente havia acabado de acordar do seu cochilo. Ela parecia um pouco melhor, já que não chorava.

Seth e eu andamos devagar até o local do piquenique, aproveitando para conversar.

– Então… — meu cunhado começou. — Charlie e eu temos conversado… Ele me ligou duas vezes essa semana.

Eu assenti, já imaginando o que ele iria querer falar.

– Bella ainda não atendeu a ligação deles, não é? — ele indagou. De longe, Harry gritou, pedindo para nos apressarmos.

– Ainda não — suspirei. — Ela ainda não está pronta, sabe. E acredito que ela esteja confusa também. Ela quis isso por tanto tempo, mas agora que eles estão procurando por ela, aparentemente querendo perdão…

Seth assentiu, entendendo.

– Sei como é — disse. — Espero que tudo dê certo.

Eu apenas assenti, não dizendo nada.

Lily esticou os bracinhos para mim quando me sentei ao lado de Bella e eu a peguei, colocando-a sentada no meu colo, enquanto Bella lhe dava seu almoço.

– Lily ainda está irritada com os dentes nascendo? — Claire indagou, enquanto alimentava Harry.

Bella assentiu.

– A pomada que o pediatra receitou adiantou um pouco — comentou. — E o mordedor também ajuda. Ela quer morder tudo o que vê pela frente, no entanto, e está um pouco irritada. Nada de febre, porém. Graças a Deus.

Claire sorriu.

– Alimentos mais frios costumava ajudar Harry também, além dessas duas opções — ela disse. — Purê de maçã, pudim de leite e iogurte de frutas. Sempre ajudava.

Bella tornou a assentir, agradecendo pelo conselho.

Depois das crianças estarem alimentadas, foi a nossa vez de comer. Harry parecia ansioso para voltar a brincar e precisou ser contido por Seth e Claire algumas vezes, até ficar quieto ao lado do pai, sabendo que deveria esperar que terminássemos de comer. Seth foi o primeiro a terminar e pegou Lily de mim, dizendo que andaria um pouco com ela e Harry. Ela foi de bom grado, e eu sabia que ela tentaria mordê-lo na primeira oportunidade que tivesse.

Nós ficamos ali durante boa parte da tarde, até que o tempo fechou — Seattle sendo Seattle. Juntamos nossas coisas e nos despedimos, combinando de irmos almoçar com eles e Sue em algum dia daquela semana.

Lily voltou a ficar irritada quando a noite foi chegando e nada parecia acalmá-la. Foi só no dia seguinte, quando eu fui pegá-la no berço, já pronto para ir para a faculdade, que eu vi algo que trouxe um imenso sorriso ao meu rosto.

– Você tem um dente, princesa — eu mordi sua bochecha de leve, fazendo-a rir. — Sente-se melhor agora?

Bella também a parabenizou quando a viu. Lily continuava a querer nos morder, e eu não sabia se era porque ela estava testando o novo dentinho ou se era porque logo outro iria despontar.

Na quarta feira à noite, nós fomos jantar na casa de Seth e Claire. Harry quis me mostrar seu quarto e todos os seus brinquedos, continuando a me chamar de tio, algo que eu aprendera a gostar e me acostumara. Eu pretendia me casar com Bella um dia, afinal. Isso me fazia tio dele, certo?

Sue manteve Lily em seu colo, dizendo que sentia falta de quando Harry era pequeno. Eu entendi o que ela quis dizer. Ao mesmo tempo em que queria que Lily crescesse para ver como ela seria, queria que ela ficasse um bebê para sempre.

Quando nós fomos embora naquela noite, eu notei que Bella estava meio quieta. Nós colocamos Lily para dormir assim que chegamos e depois, eu puxei Bella para a sala, sentando-a no meu colo.

– O que foi, baby? — eu indaguei. — Aconteceu alguma coisa?

Ela suspirou.

– Eu… Seth conversou comigo, quando você estava no quarto com Harry — ela começou — e me disse que Charlie tem conversado com ele, às vezes… e que ele sempre me menciona…

Eu assenti, como um incentivo para ela continuar.

– Ele disse que Charlie comentou que eu não estou atendendo as ligações deles — sussurrou. — Mas que ele não pretende desistir. Ele pediu para Seth me dizer que entende e sabe que eles me magoaram, mas que ele só quer uma chance de conversar comigo… que só querem uma chance de se explicarem…

Eu limpei as lágrimas que escorriam pelos seus olhos e a abracei quando ela começou a soluçar. Nossos pais eram sempre um assunto delicado para Bella e para mim. Eu sabia que teríamos de resolver isso de uma vez por todas em algum momento, e pensei novamente na conversa que Kaure sugeriu que eu tivesse com meus pais.

Talvez fosse a hora de conversar com eles sobre tudo. Eu não podia viver com medo de que, um dia, eles fossem mudar de ideia e desaparecer novamente, mal aparecendo em aniversários, Ação de Graças e Natal. Eu não tinha somente que preocupar comigo, afinal. Eu sabia que, embora eu fosse ficar magoado, podia lidar com isso. Mas Lily… eu não queria que os avós dela fossem assim.

– Uma hora ou outra a gente vai ter que decidir algo, Bella — eu comecei. — Terei que conversar com meus pais, você com os seus… ou decidir que não quer mais saber deles… Não só pela gente e por nossa sanidade, mas por Lily também…

Bella assentiu. Ela parecia mais calma agora.

– Eu sei… — ela se afastou e limpou o rosto. — Eu acho que… vou atender da próxima vez que eles ligarem e ver o que eles querem exatamente. Não acho que esteja pronta para vê-los ainda, porém…

Eu assenti, sorrindo gentilmente para ela.

– E eu acredito que tenho que conversar com meus pais também — eu disse. — Você sabe, como Kaure sugeriu.

Ela também assentiu.

– Vamos ver um filme? — ela pediu, se aproximando mais de mim, fazendo-me gemer baixinho quando ela encostou em minhas partes. — Só quero me distrair um pouquinho…

Eu ri baixo.

– Eu tenho algumas ideias que podem ajudá-la a se distrair. — Beijei seu ombro, seu pescoço e o canto da sua boca. — Mas se você quer assistir a um filme, a gente pod-...

Não consegui terminar de falar, porém, já que ela me calou com um beijo. Eu me levantei, ela ainda em meu colo, e a levei até o quarto, chutando a porta atrás de mim e jogando-a na cama de brincadeira. Ela riu e eu também.

E eu sabia que de uma forma ou outra, tudo ficaria bem. Eu sabia disso. Enquanto eu tivesse Bella e Lily, tudo ficaria bem.

Notas finais
N/A: Olá! Nem demorei tanto, certo? Acredito que esse seja um dos meus capítulos favoritos. Muito amorzinho os dois juntos, né? Eles amadureceram muito, aprenderam com os erros... Espero que tenham gostado também! Mais dois capítulos e o epílogo, e todos prontinhos e betados! Só depende de vocês para eu postar em breve (quem sabe no domingo não posto outro?). Então, até breve! xx N/B: Suspirando corações aqui. Até que enfim eles de reconectaram. Não vejo a hora deles terem o final feliz deles. Sofreram tanto. Mas ainda há coisas a serem corrigidas. Bj, Lu.