Untouchable
25 Triste Final.
Finalmente eu consegui dormi mas no outro dia Bruno me acordou falando que ia ter que viajar para fazer um show e eu posso ir claro. Antes de sair ele perguntou se eu ia ficar bem ate a volta dele e se eu não ia me sentir só, eu respondi que não pois tava com o Geronimo lá né. Ele deu adeus e partiu em sua viajem, eu olhei pro sofá, me joguei e fechei os olhos uns segundos depois eu senti um lambida na minha cara.
- Oh Geronimo, é você?!
Me sentei e fiquei olhando fixamente para ele e ele também se sentou e ficou olhando para mim e se lambendo.
- O pior de tudo é que eu falei com você sabendo que é um cachorro e ainda fico esperando respostas!
Eu chorei de tanto rir daquele momento tenso e Geronimo ficou me lambendo, eu fiquei toda babada mas foi legal. Depois de tomar um banho fui na cozinha acompanhada por ele e fiz uns sanduiches para nós dois quando a campainha toca.
- Espera ai Gege que eu vou atender! Eu estava falando com ele de novo, que tenso kkkkk atendi a porta e era a irmã de Bruno, Jaime
- Ola! Ela falou sorridente
- Oi...
- Você deve ser a namorada de Bruno né? Ela falou entrando na casa
- Sim, sou! Mas não sei quem é você, desculpe...
- Que nada, sou Jaime irmã dele.
- Aaah sim
- e ele esta?
- não acabou de sair de viajem para fazer um show
- Poxa, nunca consigo encontrar ele aqui, merda!
Eu pedi para ela ficar lá conversando comigo, já que eu estava só precisava de uma companhia fora Geronimo. Fomos para a cozinha e fiz mais algumas coisas para comermos e ficamos conversando...
- Serio mesmo, eu nunca pensei que o sonho de Bruno fosse se torna em realidade! Ela me falou alegre
- e qual era o sonho dele?
- Casar com uma mulher brasileira, bonita, gostosa e que soubesse cozinhas divinamente. Segundo ele claro!
- Que isso. Fiquei um pouco sem graça e complementei: mas eu ainda não casei
- Ainda, mas não dou mais de 6 meses para vocês se casarem. Ela falou rindo
Continuamos ali com a conversa quando meu celular tocou e eu pedi para a Jaime atender pois eu estava com as mãos cheias. Ela atendeu e disse que era minha irmã no telefone e que queria falar muito comigo, não pensei duas vezes larguei tudo que eu tenha nas mãos e peguei o telefone.
- Duda o que houve?
- Caline, papai...
- Sim, o que tem ele?
- ele morreu Caline! E começou a chorar
- como assim?
- Caline...
- Não me diga mais nada! Falei entrando no choro também
- o enterro vai ser amanhã as 9 hrs. Só queria que você soubesse, pois ele te amava muito!
- Hnrun... falei chorando demais e Jaime me abraçou e ficou secando as lagrimas.
- Vai ter a leitura de testamento e ele escreveu uma carta para você, você vai vim?
- Duda, Bruno viajou hoje só chega daqui a uns 4 dias e eu vou ver se eu vou ir!
- Preciso de você irmã! Essa foi a ultima frase dela quando a ligação caiu
Jaime me perguntou: — o que aconteceu?
E eu respondi abraçando ela: — Meu pai morreu
Ela dormiu lá na casa para me deixar mais confortável e disse que quando eu fosse pro Brasil ela ia junto, porque não queria que eu sofresse essa dor só. Aquilo me doeu demais e saber que foi dois dias depois do meu aniversario doeu mais ainda. Eu não tive coragem de ligar para a Madlley, mas quando ela ligou Jaime falou com ela e explicou. Eu me sentia muito bem com a Jaime, ela foi uma mãe para mim. A mãe que eu nunca tive.
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