Untitled Lifes
1 Cap 1
Notas iniciais
O começo é confuso mesmo. Se trata de uma parte da vida de Edward que vai se tornando clara ao longo da história.
Quando recebi a ligação, não acreditei que era verdade, mas mesmo assim corri com todas as minhas forças. E como eu temia, lá estava ela, parada, com uma arma na mão.
Ela sorri e diz:- Que bom que está aqui!Estava paralizado. O medo, a angustia e o cansaço se misturavam em mim. Só conseguia observar.Vagarosamente seu sorriso se desmanchava. Ela deu uma olhada à sua volta, e conforme ia falando aproximava a arma de sua cabeça.- Do que adianta se jogar a felicidade, se voce ainda é feito de vidro?E no fim desta, a arma dispara.Como se o tempo estivesse em camera lenta, pude ver ela caindo lentamente, sorrindo. Um sorriso tão belo, calmo, verdadeiro. Como se estivesse dizendo \"estou feliz agora\"Eu permaneci paralizado por quase uma hora, observando o sangue tingindo tudo de vermelho. Até a polícia chegar e me retirar dali. Quando vi o sorriso dela pela última vez.E então, eu acordo, ás 3:23 AM. Fazem cinco anos que esta cena se repete em minha mente. Noite após noite, estava enlouquecendo. Sempre que dormia, a perdia novamente.------------------------------------------------------------------------------------------Havia ganho outra rejeição de emprego. Sem um emprego não teria como pagar uma faculdade decente. Com apenas 20 anos minha vida inteira já estava no lixo.Eu havia prometido a mim mesmo que se falhasse novamente iria tomar o mesmo destino que ela. Não poderia quebrar mais uma promessa.Naquele dia tomei um caminho diferente, iria para a estação de trem e me jogar na frente de qualquer um deles. Não tem importancia que meu rosto seja destruido, não há ninguém que virá reconhecer meu corpo mesmo. O bom de estar sozinho é que não prejudico ninguém se deixar de existir.Seguindo meu caminho. No fundo havia uma esperança de que alguém perguntasse se eu estava bem, e surgisse alguma esperança. Mas estava sendo completamente ignorado pela multidão. Me segurava para não gritar, enlouquecer. Olhava para os lados desesperadamente. Até que encontrei algo que me deixou muito curioso.Um garoto com aparencia de 15 anos sentado em um canto qualquer na calçada, olhando pra rua. Descendente de japones ou chines, algo assim. Um cabelo em um tom alaranjado bonito, olhos negros. Mas o que mais me chamava a atenção era a cicatriz. Profunda e bem aparente, começava na altura do lábio e descia pelo pescoço se escondendo na camiseta. Sua beleza era hipnotizante. Não percebi que estava o fitando, parado como um idiota.Ele se vira, olha bem em mim por algum tempo, solta um suspiro e diz:- São 55 dólares.... dependendo da brincadeira acrescento mais 20Fico sem reação, apenas continuo olhando para o garoto com cara de perdido. Depois de um tempo de silencio ele diz:- Está me ouvindo? São 55 dólares! Vai querer ou não?Meu corpo agiu por conta própria, não pensei em nada no momento, somente acenei positivamente com a cabeça e soltei um \"sim\" tímido. Ele se levanta, me olha um pouco e caminhamos até minha casa. Ele não parecia cansado, mesmo com a longa caminhada. Eu não consegui desgrudar os olhos daquela cicatriz nem um segundo.Ele olha em volta, com um pouco de curiosidade, e diz:- Não é todo dia que me trazem pra casa... normalmente é um motel barato ou no clube mesmo... E que casa... interessante...Somente o guio para o quarto. Não fazia idéia do que estava fazendo. Acho que as idéias suicidas me deixaram meio lerdo. Ele começa a tirar as roupas quando eu pergunto:- Seu... nome...?Ele olha meio que com espanto, sorri e diz:- Shimairu... Significa sorriso mortalEu somente digo: \"Aah..\", e vou em sua direção.Sorriso mortal. Combina com ele. Pois aquele sorriso é viciante.Ele me olha bem nos olhos. Percebi que era um pouco baixo, uns 20 cm menor do que eu. Ele pergunta:- E você, seu nome?- Edward..- Edward... Parece nervoso, hehEu solto um sorriso de desespero misturado com nervosismo e finalmente tomo alguma atitude.Passo as mãos em suas costas, retirando a camisa, as calças... Deito ele na cama e começo a me despir. E então minha maior curiosidade, a responsavel por tudo isto, se desfaz na minha frente, da maneira mais excitante possível.A cicatriz ia do lábio até o joelho. Um traço semi-reto, profundo. Como se não tivesse heistação dele na hora de ser ferido, ou estivesse preso. A minha curiosidade agora era como foi feita, e por quê.Aqueles momentos, talvez horas, foram os mais loucos e prazerosos de minha vida. Estar perto de alguém daquela maneira, sentir alguém, dar prazer a alguém. Um misterioso sentimento, totalmente novo para mim, que demorei muito tempo para entender o que havia acontecido. Tinhamos feito sexo, eu e um homem, que só sabia o nome. Mas não me importei com isto agora, somente olhava o rosto cansado de Shimairu, como se todo o mundo não tivesse importancia.Ele se senta na beira da cama e vê o porta-retrato no criado mudo. Uma foto dela, a última que foi tirada. Ele diz com um tom meio baixo:
- Sua.... namo..- Irmã. Ela já morreu, cinco anos atrás. — Digo eu antes que ele pudesse terminar- Ah, meus pesames..Noto um certo alívio em sua voz ao dizer isto, somente agradeço e me sento ao seu lado e pergunto:- Esta cicatriz, como conseguiu?- Desobedeci algumas ordens, não se preocupe, é bem velha- Ah, é que é bem grande- Sim.. ja me disseram que é meu charmeRimos um pouco juntos. Ele se levanta e se veste. Estava prestes a sair quando o paro.- Ei, seu dinheiro.. — Digo le entregando o pagamento pelos serviços- Ah, obrigado.. adeus..Ele sai.Notei certa tristeza nele ao receber o dinheiro. Não era mais que justo. Mas acho que ele prefiria que eu tivesse esquecido. Não importava agora.Eu me jogo no sofá, e fico olhando para o teto, digo a mim mesmo:- Quebrei outra promessa... quando vou aprender?Naquela noite, ela não veio assombrar-me.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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