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1 Prólogo
Notas iniciais
You hid your skeletons
When I had shown you mine
You woke the devil that
I thought you'd left behind
I saw the evidence
The crimson soaking through
Ten thousand promises
Ten thousand ways to lose
– Me soltem! Está doendo!
– Não. Hahaha. Jiloba, jiloba, cara de boboca.
– Por favor parem!
Mais um dia comum na escola para a pequena princesa do Reino Doce. Era sempre a mesma coisa: Chegar pra implicarem com ela, sem o menor motivo. Jujuba sempre foi quieta, mas muito esperta, tudo que a professora feita de Coockie perguntava, ela tinha a resposta. Talvez isso iritasse os "colegas" de classe. Ou a inveja da menina. Tão bonita, tão amada pelos pais, tão doce, literalmente, com um futuro tão promissor pela frente. Perfeita.
– O que é? A perfeitinha não consegue se defender de uns puxões de cabelo?
– N-não quando são t-três contra um, seus c-covardes. — Respondeu arfando de dor.
– Ora sua...
Um dos agressores estava pronto para dar um tapa no rosto da menina, quando uma mão segurou a dele, no último instante.
– O que? Quem é você?
– É aquela aberração, metade demônio, metade vampira! — Uma integrante do grupinho respondeu.
– Se vocês encostarem em mais um fio de cabelo da Princesa — A tal aberração em questão respondeu apertando mais ainda a mão do menino — Eu juro que bebo todo o sangue de cada um de vocês. Agora... SUMAM!
A menina rosada observou seus agressores saírem sem nem pensar duas vezes, correndo que nem cachorro tonto, esbarrando uns nos outros, aquilo era inédito. Ser uma aberração devia ter suas vantagens.
– Você está bem?
– S-sim, graças à você. Aquele tapa teria doído bastante. Qual seu nome?
– Meu nome é Marceline. Princesa dos Vampiros!
– Princesa Jujuba! Prazer!
– Prazer, Jujuba... Você acha que vai ficar tudo bem amanhã? Será que eles voltam?
– E-eu não sei... Espero que não, porque não vou ter ninguém pra fazer o que você fez hoje... Muito obrigada.
– Ei, não precisa agradecer, e bem... Se você quiser eu posso passar o recreio com você amanhã e... o resto da semana, do mês, você parece ser uma menina legal.
– J-jura? Claro que quero, ninguém nunca fez isso por mim. Promete que vai ficar comigo amanhã?
– Prometo.
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As duas adolescentes estavam numa campina, a mais nova deitada no peito da mais velha, ambas observando as nuvens, naquele dia nublado.
– Marcy, aquela parece um carro!
– Que? Parece um monstro! Dos maus! Porque ela é preta, sabe?
– Todas são pretas, o dia tá nublado, bobinha. — A rosada disse com um sorriso.
– Hehe, é verdade...
– Você tá muito distraída, muito quieta. Aconteceu alguma coisa?
Aquela era a hora, Marceline não podia aguentar mais, aquilo ia acabar explodindo de seu peito, e ela queria fazer direito. Não queria gritar aquelas palavras que revelariam seus sentimentos, como um pedido de ajuda, ela faria melhor! Botaria em ação seu plano. O verdadeiro motivo dela ter chamado Bonnibel para passarem a manhã juntas: Cantar a música que ela havia feito a fim de contar a verdade. Sem perder mais tempo, pegou seu baixo machado que estava ao seu lado o tempo todo e disse:
– Bem, isso vai explicar muitas coisas...
Com o baixo posicionado, ela começou suave, olhando fixamente para a princesa, que até então, estava confusa.
Recently I've been
Hopelessly reaching
Out for this girl
Who's out of this world
Believe me
She's got a boyfriend
He drives me round the bend
Cause he's seventeen
And he is a prince
He'd kill me
Após a segunda estrofe, Bonni arregalou tanto o olho, que os mesmos pareciam que iam pular pra fora. Tudo fazia sentido agora. "Então era isso? Ela... Gosta... De mim?" A princesa sorriu com o pensamento, e a vampira, vendo esse sorriso, continuou sua singela declaração.
For so many nights now
I find myself thinking about her now
Cause obviously, she's out of my league
But how can I win?
She keeps dragging me in
And I know I, never will be good enough for her
No no, I never will be good enough for her
"Por que eu to fazendo isso mesmo? Eu nunca vou ser boa o bastante pra ela, nunca. Não vai dar certo" A musicista pensou com uma expressão triste, baixando a cabeça.
Gotta escape now
Get on a plane now, yeah
To Land of Aaa
And that's where I'll stay
For two years
I'll put her behind me
Go to a place where she can't find me, oh
A princesa a essa hora não sabia se ria ou se chorava. A letra era linda, mas tão triste. Perceber que Marcy sofria por ela, que não se achava boa o suficiente era doloroso de mais.
"Por que eu não me declarei logo?" Ela pensou, com raiva de si, enquanto observava a Vampira continuar.
Cause obviously, she's out of my league
I'm wasting my time
Cause she'll never be mine
And I know I, never will be good enough for her
No no, I never will be good enough for her
She's out of my hands
And I never know where I stand
Cause I'm not... Good enough for her
Good enough for her
Marceline levantou a cabeça, encarou Bubblegum e parou de tocar. Apenas cantava.
Cause obviously, you're out of my league
I'm wasting my time
Cause you will never be mine
And I know I, never will be good enough for you
No, no... Never will be...
Good enough for... You.
Antes que ela pudesse explicar alguma coisa, Jujuba levantou e abraçou Marcy. Seria mais correto dizer que ela se jogou em cima da menina, visto que o impacto foi tão forte que as duas caíram no chão.
– Sua idiota! — A menor disse encarando a garota que estava em baixo dela. Era tão, tão, tão bonita! A pele pálida, os longos cabelos negros contrastando, e aqueles olhos. Ah, eram a perdição da princesa. Ora o mais puro dos vermelhos, ora o mais escuro dos pretos, sempre com aquela mesma sensação de que eles pudessem ver através de sua roupa e corpo, alcançando sua alma. — Por que não me disse antes?
– Medo desse tipo de reação, talvez? — A Vampira respondeu com um "sorriso de presinhas" — Medo de te perder, Bonnie. — Continuou, agora séria. — Mesmo que na verdade eu não te tenha. Eu sei que não gosta de mim desse jeito, mas eu tinha que falar. Você tem uma opção. Você precisava saber.
– Medo desse tipo de reação? Posso afirmar que você não poderia pedir reação melhor do que a que eu estou tendo.
Dito isso, a rosada sentou-se no colo da mais velha, a puxando para um beijo. A princípio, Marceline estava chocada. Isso queria dizer que a princesa gostava dela? Mas... Ela namorava. Ela poderia continuar pensando nisso, mas a língua da sua amada passando nos seus lábios, pedindo permissão para aprofundar o beijo, dificultava qualquer pensamento que não estivesse relacionado ao quão bom e prazeroso aquilo estava sendo. Sem mais opções, entregou-se ao ósculo.
Não que ela reclamasse disso.
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