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1 Prólogo
"Toda ação tem uma reação igual e contrária."
Realmente essa porra se aplica as leis da vida, o que simplesmente me parece nada demais exceto pelo fato de estar pensando nas minhas ações em resposta a tudo que me enfiaram na cabeça sobre certo, errado, bom e mal. Eu já havia me questionado sobre isso a muito tempo mais nunca havia levado meus pensamentos tão adiante.
Droga , pensar naquilo era um circulo vicioso e eu estava me estressando com o fato de eu ser um ninguém. Rolei meus olhos de um lado para o outro da sala de aula finalmente notando onde estava. Escola. Aquele inferno ainda não tinha acabado.
Cheguei em casa um pouco tarde pois vim arrastando meus pés pela rua tentando atrasar o máximo a minha chegada, em vão. Eu entro em casa e me deparo com a cozinha escura e um pouco bagunçada, o fogão estava limpo. "Foda-se" eu penso e dou as costas para o mesmo e ataco a geladeira. Não era uma surpresa encontrar a cozinha naquele estado, era uma rotina que eu enfrentava e acredite, é estressante.
Havia uma jarra de suco pela metade na geladeira. Típico.
Me entupo de suco sem nem ao menos me dar ao trabalho de retirar a mochila ou notar o sabor daquela água cor de qualquer coisa. Minha mãe surge na cozinha com sua vós enjoada de sempre "Não tem nada pra almoçar... não tive tempo de fazer!" Fecho meus olhos tentando me concentrar em beber aquela água com gosto muito fraco de sei lá oque e finjo estar ouvindo "
– ...Hey? Você está me escutando?... Frank? — Ela estalava os dedos irritada comigo.
– Que foi agora? — eu pergunto.
– Eu estava querendo que você preparasse alguma coisa, eu estou com fome e sua irmãzinha também...
– Aargh. Tá bom tá bom...- eu resmungo.
Como ela podia fazer isso? Passar a droga da manhã em casa e não fazer porra nenhuma? Eu realmente estava bravo com aquilo mais não deveria fazer diferença pois ela sempre fazia isso. Era irritante ouvir da boca dela um "Estou com fome" e mais irritante ainda era ver ela usar a mana como desculpa.
Começo a fuçar o armário procurando por algo de comer até finalmente encontrar um pacote de macarrão instantâneo e começar a preparar rapidamente enquanto escutava a minha mãe se atropelar se arrumando para o trabalho. Era uma coisa comum, ela sempre estava atrasada.
Reviro os olhos e dou um sorriso da atrapalhação dela enquanto achava um ovo e começava a colocar o óleo na frigideira e esperar esquentar. Estava quase pronto o macarrão instantâneo e eu começo a fritar o ovo.
– Vai querer quantos ovos, mãe?
– Não dá tempo de comer agora. Vou perder o ônibus...
Dizendo aquilo ela sai correndo e tropeçando enquanto seguia seu caminho até o portão e eu a observava.
Merda! Noto que havia esquecido o ovo na frigideira e ele havia queimado um pouco. Franzo o cenho e olho a minha volta, era incrível o dom que eu tinha de fazer uma imensa bagunça. Retiro um pouco de comida e vou até a sala para dar o almoço para minha irmãzinha comer.
Ela é muito lenta para comer então eu aproveito para ver o jornal do almoço na tv sem nem me lembrar da comida que eu havia separado para mim, era chato mais me distraia.
Ouço minha tia chamar no portão e saio de um quase transe que a tv havia me colocado, correndo para atender. Ela sempre vinha cuidar da minha irmã para que eu podesse estudar e dormir nas tardes chatas e monótonas.
Deixei que ela etrasse toda sorridente e fui para o meu "quarto" e me atirei na cama enquanto ouvia ela falando com Grace toda contente.
Me sentia estranho agora, como se estivesse faltando algo. Chegava a doer o peito de tédio e ausência de não sei o que. Bufei. "Patético."
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