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10 Capítulo 9 - Tiro pela culatra
Puta merda como eu estava furioso com o que havia acontecido. Mais que bando de filhos da puta! Bater no meu mano o cara que eu mais amo. Doía pra caralho vê- lo detonado do jeito que estava. Eu queria gritar de tanta raiva que estava sentindo mais sem querer acabei descontando minha raiva na pessoa errada. Estava no intervalo quando vi Frank saindo do banheiro e subindo as escadas — eu não queria ser grosso, não mesmo, a última coisa que eu queria ser para ele era isso.
Eu pude ver o quanto ele ficou sem jeito com a minha aproximação seca e grossa e mudou seu caminho me evitando. Corri atrás dele tentando concertar o que acabara de fazer. Eu queria era conquistá- lo não afastá- lo. Merda! Meu esnobe não foi intencional.
O desapontamento foi grande demais e eu queria muito me desculpar.
-Espera! Me desculpe. Eu não... — Segurei em seu braço com firmeza mais a minha voz falhou. Eu queria fazê- lo me ouvir mais não tinha palavras em minha boca e ele virou seu rosto para me encarar.
Seus cabelos negros caíram sobre seus olhos e eu não pude lê- los. Não sei qual era a minha expressão mais ele não sustentou meus olhos. Observei ele cabisbaixo e isso me doeu ainda mais.
- Me desculpe! Eu não queria ser grosso... É que o meu mano apanhou de uns caras e eu fiquei muito injuriado...- Eu queria que ele entendesse o meu lado.
- Tudo bem cara. Aquele garoto que eu vi no banheiro é o seu irmão?
- Ah.. Sim. É o Mikey
Ele me lança um sorriso confortador e isso me tranquilizou um pouco por dentro.
Eu não sei o por que mais o nosso papo se aprofundou tanto em Mikey e no quanto ele sofria nas mãos dos outros caras que isso fez ele se abrir.
- Também sou muito zoado por esses palhaços. Vivem se achando bons demais...- Ele não terminou a frase.
Um cara tão magro quanto meu irmão se aproximou de nós e cumprimentou Frank com um aperto de mão e um abraço. Admito que senti ciúmes.
- Eu estava te procurando... Onde você se enfiou?
- Fui ao banheiro — Frank voltou a me olhar e parecia querer me dizer alguma coisa mais ele não fez. Só então eu percebi que ainda estava segurando em seu braço e soltei rapidamente.
- O que vocês dois tem? — O amigo de Frank cortou o nosso silêncio e eu acho que corei.
- O irmão dele apanhou daqueles idiotas.
- Nossa. Quando isso?
- Foi mais cedo, antes da aula! — Eu falei rapidamente.
- Porque vocês não se vingam? — O amigo de Frank se virou para mim com os olhos quase faiscando.
- E você já tem uma ideia ótima não é, espertinho? — Frank parecia estar radiante agora com o fato de se vingar.
- Na verdade não. Mais eu preciso de comida para ter uma ótima ideia!
- Mich, você precisa de comida até pra você se lembrar de respirar! — caçoou Frank e seu amigo não se aguentou e riu.. Eles eram engraçados e mesmo ficando um pouco de fora de tudo o que eles estavam falando eu não me senti incomodado.
- Eu vou comprar uma Coca, me acompanham?
Seguimos o amido de Frank até a cantina e lá ele comprou a saborosa Coca que ao ver tão gelada acabou me deixando com vontade.
Estava quase para bater o primeiro sinal e eu nem me toquei de que havia entrado na sala de aula com eles dois. Estávamos a vontade ali planejando a vingança perfeita.
- Caralho, que vontade de mijar! — Frank falou abandonando a lata de Coca que ele estava terminando de beber e começo a fazer caretas engraçadas enquanto se contorcia sentado na carteira. Por ele ser pequeno, seus pés não tocavam o chão e ele aproveitava para balança- los enquanto se me mexia agitado.
- Porra, pare de rir! — Ele advertiu ao amigo mais este não obedeceu.
Eu rolei meus olhos pela sala e avistei alguns uniformes do time em um canto junto com mais algumas coisas que os alunos haviam empilhado. Me lembrei que haveria um jogo esta noite e cutuquei Frank.
- Olha! — Frank se virou e sorriu tão malicioso que eu não contive e cai na gargalhada.
- Me ajudem aqui — Ele pediu e então eu e o amigo dele o ajudamos a descer da carteira. Ele estava muito apertado para precisar de ajuda.
Caminhamos até o fundo da sala não se contendo em risos e arrastando Frank que mal movia as pernas para andar.
- Corre na porta e fica olhando se ninguém está vindo! — Ele mandou e o amigo obedeceu correndo e tropeçando de tanto rir. Dizendo isso Frank começou a abrir o zíper de sua calça.
Sentei em uma carteira de um salto e fiquei observando o trabalho que ele fazia. Ele não se contia em tantos risos enquanto urinava em cima de uniformes, meias, chuteiras e mochilas amontoadas.
- Mich, eu sou uma fonte de água quente cara! — Ele ria e continuava o que parecia não terminar nunca. Eu ria tanto que cheguei a ficar sem ar.
- O professor de Biologia acabou de sair da sala dos professores, se apressa ae fonte de água quente...
Ele se apressou em correr e fechar o zíper da calça apressado enquanto ainda ria e nós três saímos porta a fora como loucos rindo pelos corredores.
Nos escondemos na quadra rindo e imaginando qual seria a reação de todos quando vissem o que Frank havia feito... Mais o tiro saiu pela culatra e a diretora nos pegou. Fodeu!
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