Until it Hurts

1 Past Life — Unique


Notas iniciais
Hello, hello, people! Como vão? Então, eu não faço a minima ideia do que é isso, eu tive essa ideia hoje de manhã e eu não consegui tirar da cabeça, então fui obrigada a escrever :v Eu pessoalmente acho que ficou meio sem pé nem cabeça, mas é só um textinho rápido que eu TINHA que escrever ♥ Boa leitura ^^

Eu estou construindo esta casa na lua, como um astronauta perdido. olhando para você como uma estrela, de um lugar que mundo esqueceu. E não há nada que eu possa fazer. Exceto enterrar meu amor por você

QUANDO ROSE ACORDOU NAQUELA MANHÃ, não imaginou que seu dia se desenrolaria daquela maneira... peculiar.

Ao terminar de se vestir, Rose encarou sua imagem refletida no espelho. As roupas pretas destacavam seus cabelos alaranjados e seus olhos verdes. E ela não sabia se aquilo era uma coisa boa ou ruim — sua mãe costuma falar que ela ficava bonita em qualquer coisa, mas Rose não a levava a sério, afinal, era sua mãe. Era meio que sua obrigação a achar bonita. Mas pessoalmente, ela acha que roupas inteiramente pretas a deixavam com um ar soturno e sombrio.

Mas bem, era esse o clima e aparência que se deveria ter em um velório.

Suspirando e sacudindo a cabeça — na intenção de se livrar de pensamentos mórbidos —, Rose finalmente saiu de frente do enorme e ostentoso espelho, rumando para fora de seu quarto a passos rápidos.

— Está linda, querida. — Murmurou seu pai, Steven, de onde estava sentado à mesa, assim que ela apareceu no vão da porta que separava a sala da cozinha.

Rose aceitou o elogio com um sorriso singelo, sabendo que seu pai havia murmurado as palavras somente para sua mãe não as ouvir, já que, de acordo com a mesma, hoje era um dia de lamentações e nada mais.

Sentando-se a esquerda de seu pai, Rose pegou algumas torradas e encheu seu copo de suco, tudo sob o olhar contemplativo de Steven.

— Quando vamos? — Perguntou brandamente após engolir duas de suas torradas.

— Daqui a cinco minutos, Rosemary. — Respondeu Margaret, adentrando o local.

Sua mãe era bem diferente dela, isso Rose não podia negar. Ela, com suas madeixas vibrantes e olhos verdes, não parecia em nada com a mulher de cabelos lisos cor de mogno, com seus olhos chocolates e expressões severas. Por algum milagre do destino, Rose havia herdado os cabelos ruivos de sua avó, Elizabeth, o que, pessoalmente, irritou suas três tias, que haviam puxado o lado paterno da família e nascido todas com seus simples cabelos escuros.

Rose sabia que sua mãe tinha um certo orgulho vaidoso nela, já que ela era a única da família com cabelos ruivos e os magníficos olhos verdes de seu pai. Ela era praticamente o trunfo de Margaret.

— Eu já falei, mamãe, é Rose. — Resmungou, revirando os olhos.

Margaret a ignorou a favor de sentar-se à mesa e se servir de um raso café da manhã.

— Como está se sentindo, Marge? — Perguntou Steven, deslizando a mão pela mesa e segurando o punho da esposa.

Rose sempre admirou seus pais, o amor deles parecia ser genuíno, apesar das brincadeiras de sua mãe, que vivia dizendo que estava somente com ele por conta dos olhos verdes e do dinheiro inacabável.

Margaret suspirou longamente e largou o copo sobre a mesa.

— Estou péssima, Steve. — Respondeu, deixando os ombros sempre erguidos e retos caírem, desanimada. — Ainda não creio que Joseph foi atacado por um animal. — Murmurou venenosamente, os olhos estreitos e fixos no prato, como se a pobre lataria fosse o assassino de Joe.

Rose levou o copo rapidamente a boca, dando leves bebericadas no suco de laranja, isso para evitar soltar a língua e comentar.

Era de conhecimento geral que Joseph Salvatore havia sido morto em um brutal ataca de animal na pensão dos Salvatore. Mas Rose, como membro da família Black, sabia muito bem que não tinha sido um animal que matara o antigo e querido amigo de sua mãe.

E Rose também sabia que sua mãe não gostava nadinha dela saber disso, mas seu pai, como um bom Black, nunca escondia nada de sua família, especialmente de seus filhos, então Rose e Dean sabiam muito bem que Joseph havia sido assassinado por um vampiro.

Quando seu pai abriu a boca para falar — provavelmente palavras de consolo —, passadas apressadas foram ouvidas nas escadas, e então Dean Black adentrou o local, todo esbaforido e sorridente.

— Bom dia, família! — Exclamou sorrindo, puxando uma maça do fruteiro e dando um beijo estalado na bochecha de uma indignada Margaret, e quando a mesma abria a boca para ralhar com ele, Dean se adiantou, emendando: — Então, não estamos atrasados para o funeral do defunto?

xxx

Eles chegaram ao cemitério de Mystic Falls em tempo recorde. E, apesar de viver naquela cidade a quase dez anos, Rose nunca chegou a ir ao local, por isso, todo o cenário sombrio e apinhando de curiosos a surpreendeu.

Ao ficar ao lado de sua família grande parte do tempo, Rose não aguentou aquele lugar cheio de pessoas chorosas e discursos bem feitos, e em menos de meia hora, com ajuda de Dean, Rose conseguiu despistar sua mãe e se afastar das pessoas.

Postando-se ao lado de uma árvore, longe da multidão, mas perto o suficiente para conseguir ver sua família, Rose ajeitou suas luvas distraidamente, pensando em quando poderia finalmente ir embora e se trancar em seu quarto com seus livros.

— Entediada?

Rose só não pulou de susto porque congelou. Piscando atordoada, ela virou, encarando a voz aveludada que havia a feito quase desencarnar.

O homem atrás de si era notavelmente belo, com olhos claros e cabelos castanhos, vestindo um terno preto — assim como todos os homens daquele local.

— Desculpe, lhe assustei? — Indagou ele, parecendo ligeiramente arrependido. — Sou Stefan.

Rose sacudiu a cabeça, respirando fundo, tentando fazer seu coração voltar a frequência cardíaca normal.

— Não, está tudo bem. — Resmungou, fazendo uma careta. — Eu sou Rose, prazer em conhecê-lo. — Falou, ainda mantendo uma careta. Aquilo havia sido tudo, menos um prazer.

E Stefan aparentemente notou aquilo, pois um singelo sorriso apareceu em seu rosto.

— Então, o que você faz tão longe do... evento? — Perguntou Rose, arqueando a sobrancelha, tentando não se martirizar pela escolha insensível de palavras.

— Eu perguntei primeiro, senhorita. — Rebateu Stefan, sorrindo.

Rose jogou os cabelos para trás do ombro, num gesto claramente arrogante, para longo em seguida murmurar:

— Cemitério não é o meu tipo de lugar favorito.

— E é o de quem? — Stefan perguntou, encarando o caixão de Joseph com um olhar perdido.

Ao notar aquilo, Rose foi atacada por uma súbita ideia, que a fez erguer as mãos e gaguejar:

— Joseph não é seu parente, não é? Por que isso serio uma grande insensibilidade minha e...

Stefan sacudiu a cabeça e gesticulou com uma das mãos, a parando.

— Sim, Joseph é... meu tio. — Revelou ele.

Com uma vergonha imensa, Rose sentiu suas bochechas ficarem vermelhas. O homem estava provavelmente sentindo a perda do tio, e ela ali, zombando.

— Me desculpa, eu sinto muito. Isso foi...

— Isso não foi nada. — Interrompeu Stefan tranquilamente. — Eu sei como é, velórios não são os eventos favoritos de muita gente. — Gracejou ele.

Rose crispou os lábios, desconfortável.

— É que esse lugar não me traz bons sentimentos. — Justificou baixinho. — Desculpe mesmo pela insensibilidade, Sr. Salvatore.

Stefan desconsiderou a desculpa com um gesto displicente de cabeça, suspirando.

— Foi trágico o que aconteceu com ele, não é? — Indagou Rose, expirando lentamente, fixando seu olhar em seu irmão, que estava com os braços pendentes ao lado do corpo, sua clássica pose de “eu quero fugir, mas não posso, pelo amor de Deus me tirem daqui”.

— É, trágico.

Algo na resposta de Stefan fez Rose virar para encará-lo.

A pose do homem era tensa, com os punhos enfiados dentro do bolso da calça, e seu olhar estava fixo nela, com as pálpebras levemente estreitas.

Ele sabia algo?

Não querendo atrair suspeita para si — afinal, ela não deveria saber de nada —, Rose suspirou longamente. Um espirar longo e trágico.

— Ninguém merece esse tipo de morte. — Falou, ainda o encarando. — Espero que fique bem, Stefan. — Prosseguiu, dessa vez falando genuinamente preocupada. Ninguém merecia a dor de perder alguém querido, apesar que, daquela dor ninguém escapava. — Posso te chamar de Stefan? — Acrescentou rapidamente, franzindo o cenho.

Stefan sorriu.

— Claro, se eu puder te chamar de Rose.

A garota finalmente abriu um verdadeiro sorriso, e então, com Stefan ao seu lado, voltou a ver o funeral, não notando a mirada constante do homem ao seu lado sobre si.

xxx

Três dias após o enterro de Joseph, a casa de Rose ainda se encontrava com uma atmosfera mórbida, já que Margaret ainda lamentava a morte de seu amigo, como Rose sabia que ela faria por um bom tempo.

Então, sabendo disso, Steven liberou seus filhos para saírem de casa a hora que quisessem, já que não queria impor aquele tipo de coisa a “crianças tão novas”.

Suspirando longamente, Rose se sentou no banco da praça, que proporcionava uma boa vista para as árvores e uma das belas estatuas que adornavam o local.

O vento que assolava seu rosto era morno e fresco, levando aos seus sentidos o cheiro fresco de grama molhada. Com os cabelos vermelhos ao vento, Rose encarou com um olhar saudoso as crianças correndo ao redor da praça.

Ela adorava aquela liberdade quando era criança. Poder correr por aí no encalço do irmão mais velho, sentir o vento forte no rosto. Velocidade sempre fora uma de suas paixões.

— Atrapalho?

Rose fechou os olhos na hora, sentindo o coração disparar no peito.

— Espero que isso não se torne um habito, Stefan. — Falou, sentindo um corpo se sentar ao seu lado no banco. E, abrindo os olhos, ela o encarou e prosseguiu: — Porque se não um dia você vai me matar.

Stefan sacudiu a cabeça com um sorrisinho no rosto.

— Desculpe, não foi a intenção. — Ele falou, voltando o olhar para o mesmo ponto que Rose encarava antes; as crianças. — Mas você parecia tão distraída....

Rose estreitou os olhos, entendo onde a frase terminaria.

— Bom saber. — Murmurou, voltando a encarar os pequeninos que corriam de um lado para o outro. — Como está?

— Bem, obrigado por perguntar. — Respondeu Stefan, deslizando ligeiramente no banco, se acomodando. Soltando um longo suspiro, ele indagou: — Mas eu ouvi falar que sua mãe era bem próxima do meu tio, ela está bem?

Ao ver que ele parecia genuinamente preocupado, Rose quase sorriu.

— Bem, ela está lidando do modo que consegue. Joseph era bem amigo dela, mas mamãe é forte, ela vai superar.

— Imagino. — Falou ele, respirando fundo.

Erguendo a mão na intenção de arrumar a mecha do cabelo que cai no rosto, de algum modo, o olhar de Rose foi atraído para o anel que Stefan usava. Era rustico e com uma pedra azul no fundo, que Rose já havia visto antes.

Desviando o olhar rapidamente, Rose respirou fundo.

— E então, Stefan, o que faz aqui em Mystic Falls? — Perguntou em tom de conversa, ignorando totalmente o olhar confuso que Stefan estava a lançando. — Nunca ouvi sobre você aqui.

E assim Rose foi levando aquele estranho dialogo, tentando colocar no fundo de sua mente a informação que seu pai havia dado a ela e seu irmão, mas que continuava emergindo em sua memória cada vez que Stefan mexia a mão.

— Não deixem de suspeitar de alguém somente porque viram eles andarem no sol. — Informou Steven seriamente, no dia em que contou a seus filhos o que os Black realmente eram: uma família de caçadores de seres sobrenaturais. — Eu conheci um homem uma vez, em uma festa a luz do dia, e na mesma noite o matei porque o vi drenando uma mulher em um beco. Não sei como, mas acho tem algo a ver com esse anel. — Murmurou distraidamente, girando um anel simples por entre os dedos.

— E os outros sabem disso? — Perguntou Dean, visivelmente interessado.

— Os descendentes dos fundadores? — Rebateu seu pai com um desdém que Rose nunca havia visto antes. — Aqueles ali não passam de um bando de baratas tontas, não acreditariam nem se vissem com os próprios olhos.

Quando chegou em casa, horas mais tarde, acompanhada de Stefan, Rose fechou a porta atrás de si após se despedir do homem, repousando as costas sobre a madeira rígida. Aquela era uma pequena suspeita, uma ínfima, mas sabia que seu pai deveria saber. Afinal, Stefan poderia ter matado Joseph.

Mas quando seu pai passou a sua frente, perguntando como fora seu dia, ela o contou inteiro, falando de como havia sido a conversa leve e engraçada com Stefan, mas mesmo assim, não conseguiu abrir a boca para falar sobre o fato de que seu companheiro de praça muito provavelmente era um vampiro.

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Sem que Rose percebesse, aquele dia se repetiu diversas vezes. Ela saia de casa após o café da manhã, iria à praça e conversaria com Stefan até a hora que desse fome, então ambos iriam almoçar, para somente conversar mais e mais, e então ele a levava para casa. E então o ciclo se repetia novamente.

Era perturbador. Isso porque Rose havia percebido no segundo dia que sua teoria estava certa.

Stefan Salvatore era um vampiro.

Mas ao mesmo tempo que isso a congelava, também a incitava a querer mais. Mais de sua presença. Ela se sentia desafiando o destino. A emoção de saber que algo poderia, a qualquer momento, dar errado, a impulsionava em vez de retardar e a afastar.

E, quando estava com Stefan, não pensava nisso, mas quando ia dormir sim, e isso resultava em pouquíssimas horas de sono. E Stefan percebeu.

— Anda dormindo pouco? — Perguntou ele, enquanto caminhavam em direção a um carinho de sorvete.

Rose suspirou, sacudindo a cabeça.

— Sim. — Confirmou, encolhendo os ombros, se abstendo de falar que isso era por causa dele — Penso demais, tenho que parar com isso. — Gracejou, sorrindo.

— Pensando no que? — Indagou ele, visivelmente curioso.

Rose não respondeu, já que a resposta seria “você”, e isso seria constrangedor demais de se responder, então o silêncio era sua melhor opção.

Após pegar o sorvete e sentar-se em um banco próximo, Rose, dando colheradas em seu doce, finalmente indagou o que tanto queria saber:

— Por que continua a fazer isso? — E, ao ver o olhar confuso de Stefan, ela, hesitante, explicou: — Vindo me acompanhar na praça. Digo, você está aqui, me aguentando a duas semanas. Por que?

Stefan desviou o olhar e encarou o céu limpo, azul e sem nuvens. O sol refletia em seu rosto, o tornando quase etéreo. Muito bonito, pensou Rose, quase abobalhada, mas, infelizmente, a luz do sol também refletiu no anel de Stefan, jogando um balde de água fria na garota.

— Eu gosto de você. — Respondeu ele.

A resposta foi tão sincera e tão repentina que Rose travou.

Congelada no lugar, ela encarou Stefan, que agora a observava com interesse. Como assim... gostava de mim? Ele não poderia gostar de mim! Não ele! Pensava a garota furiosamente, seus pensamentos correndo mais rápidos do que ela conseguia processar.

A única coisa que ela conseguiu falar foi um simplório e ofegante:

— Como?

Stefan abaixou a cabeça e riu. E o som a despertou de seu estupor como um choque. Largando o pote do sorvete no espaço vazio ao seu lado, Rose virou para se despedir de Stefan e correr desesperadamente para casa e nunca mais sair, mas seu ato foi impedido por um par de lábios que se chocaram contra os seus.

Infelizmente, a primeira coisa que ela notou foi que os lábios de Stefan eram macios e quentes. E irresistíveis. E antes que percebesse, ela estava o beijando.

O corpo inteiro de Stefan era quente, sua boca, suas mãos, seu pescoço, e foi com essas labaredas subindo por seu corpo que Rose se tocou que estavam em uma praça pública, e que ela estava beijando um vampiro.

Conseguindo se desvencilhar dele, Rose respirou fundo e se levantou, sentindo suas pernas bambas.

— Eu tenho que ir. Adeus, Stefan.

E antes que ele pudesse falar algo, Rose se afastou dele, indo para casa o mais rápido que conseguiu. E, felizmente — ou infelizmente, ela não sabia dizer —, não foi seguida.

xxx

A festa se estendia noite a fora e Rose não poderia estar mais infeliz.

Ela ainda não sabia o porquê de ter aceitado a proposta estupida de seu irmão, mas o acompanhar para uma festa parecia ser literalmente, a pior escolha de sua vida. Isso porque fora deixada de lado no segundo em que Dean pisou na casa do colega, indo falar com os amigos e a largando no meio de um monte de estranhos.

Ela estava pensando em voltar para casa, para seu quarto, onde poderia se enfiar em seus cobertores e ficar pensando em Stefan, em como fora idiota ao gostar — ouça bem, gostar, não se apaixonar, amar, mas gostar! — De um vampiro — que ela nem sabia se era realmente um vampiro.

— Dean! — Chamou-o, cutucando o irmão com força, fazendo-o virar, notoriamente bravo.

— O que é, tormento?

— Por que você me trouxe mesmo? — Indagou, colocando as mãos na cintura, ignorando a mirada divertida dos “amigos” do irmão. — A, é, já sei, para nada! Me leva de volta para casa!

— Rose, relaxa — Falou ele, sua voz tranquila. — Bebe alguma coisa e cala a boca.

Aquilo não era anormal, mas sempre que acontecia deixava Rose em um nível estratosférico de ódio.

Sentindo o rosto esquentar, Rose somente girou nos calcanhares e saiu de dentro da casa cheia de gente.

— Mais que verdadeiro idiota! — Praguejou, descendo as escadinhas que levavam ao jardim vazio. — Eu nunca, mas nunca mais ajudo aquele babaca! Papai vai saber de todos os podres dele, ah se vai! — Sibilou venenosamente.

— Falando sozinha, gracinha?

Rose virou-se rapidamente, deparando-se com um garoto da ideia de seu irmão, loiro e relativamente bonito, segurando duas garrafas. Ele se aproximou e lhe estendeu uma, que Rose aceitou automaticamente.

— Quem é você? — Indagou, estreitando os olhos, encarando de relance a garrafa aberta, pensando somente agora que aquele garoto poderia ter batizado a bebida ou algo do tipo. Já imaginando a voz repreendedora de seu pai em sua mente.

— Amigo de Dean, sou o Joshua. Prazer.

— Hum. — Resmungou a garota, ainda o encarando desconfiado.

Por que esta desconfiança não deu as caras quando encontrei Stefan?

— O que quer?

Ele deu mais um passo à frente, e Rose não se afastou, deixando-o se aproximar, tendo, subitamente, pensamentos venenosos, onde poderia descontar sua raiva e frustração naquele pobre coitado.

— Me divertir. — Murmurou ele, no que com certeza achava ser um sussurro sedutor, mas não saiu exatamente como o esperado.

— Bom para você, senhor. — Falou friamente, revirando os olhos, e, erguendo a bebida, prosseguiu: — Divirta-se.

E, virando-se novamente, pronta para largar aquela garrafa em alguma lixeira próxima e ir embora, Rose teve seu braço agarrado com força e puxando com violência. Num ímpeto impensado e por puro instinto, ela virou com tudo e desceu sua única arma no pescoço do desconhecido: a garrafa.

Ela estourou no pescoço do garoto, quebrando e espalhando os cacos de vidro por todos os lados, o cheio de cerveja subindo na hora. Por sorte, nenhum dos cacos atingiu seu rosto, mas vários pegaram em sua mão, fazendo cortes profundos, começando a sangrar quase instantaneamente.

Joshua caiu na hora e Rose largou a garrafa ao mesmo tempo que o corpo dele desabou no chão, se contorcendo com cacos de vidro espalhados no pescoço.

Girando nos calcanhares, Rose saiu de cena o mais rápido que pode, não percebendo que um dos membros da festa a seguia.

Com a mão ardendo, Rose praguejou baixinho, apertando os dedos sangrentos contra a blusa, não tendo tempo para sentir remorso do garoto ensanguentado que deixou para trás.

— Hey! Rose!

Reconhecendo a voz no mesmo segundo, Rose travou, encarando a rua escura a sua frente, ouvindo os passos apresados de Stefan atrás de si, a alcançando em segundos.

— Você está bem?

A voz genuinamente preocupada de Stefan fez Rose virar, mesmo sabendo que provavelmente não seria uma boa ideia com sua mão sangrando daquele modo.

Ele estava vestido como Rose já se acostumara; roupas casuais e despojadas, que valorizavam e muito sua beleza, e, por um segundo, Rose se perdeu em toda aquela divindade. Mas o olhar fixo dele em sua mãe a fez despertar.

— Vai embora! — Ordenou firmemente, mas Stefan não se mexeu. — Stefan, sai daqui! — Ordenou, mas dessa vez sua voz falhou ao ver o rosto antes bonito de Stefan começar a se modificar, a pele debaixo de seus olhos começou a rachar e seus olhos a avermelhar. — Stefan... — Murmurou, dando pequenos passos para trás, que foi seguido.

O que aconteceu a seguir foi mais rápido do que os olhos de Rose puderam acompanhar. Antes que notasse, as mãos de Stefan envolviam seus ombros como vigas de aço. E sabendo o que viria, Rose não protestou, não reclamou ou muito menos choramingou, somente apertou os olhos e se encolheu.

Ela não sentiu quando ele cravou as presas em seu pescoço, mas sentiu, lentamente, a vida se esvair de seu corpo a cada gota de sangue que ele bebia.

Até que não sobrou mais nada.

Notas finais
E então, gostaram? Eu, talvez, faça dessa one um prelúdio para uma ideia que eu estou tendo, mas é só talvez. — O trechinho da musica no inicio é MoonDust do Jaymes Young. Reviews? XOXO ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!