Until Kingdom Come
4 Capítulo 4
Notas iniciais
- Eu acho melhor eu voltar para casa. – eu disse assim que ele me serviu o jantar.
- Seu carro está na floresta. Se você quiser eu vou lá buscar para você.
- Tudo bem.
- Pode tomar um banho, se você quiser. Você foi arrastada pela floresta hoje. – ele falou e deixou o apartamento.
Eu entrei no luxuoso banheiro e me arrependi de ter ficado. Seu banheiro era enorme. Na minha frente tinha uma banheira com um chuveiro elétrico e toalhas pretas. A minha direita se encontravam duas pias de mármore branco e a parede toda era feita de espelhos. Eu olhei para as minhas roupas e elas estavam sujas de terra, e eu fiquei envergonhada de ter entrado naquele ambiente tão fino com roupas tão sujas.
Liguei o chuveiro e tirei a minha roupa. A água quente do chuveiro batia nas minhas costas relaxando os meus músculos e tirando a tensão que há tempos estava lá. Eu peguei o sabonete verde que tinha cheiro de menta e me limpei. Quando desliguei o chuveiro, eu me senti renovada.
Me enrolei em uma das enormes toalhas pretas e macias e sai do box. O banheiro estava coberto por uma névoa quente e aconchegante devido ao chuveiro. Eu deveria ter ficado muito tempo ali. Será que ele já tinha chegado? Abri a porta do banheiro devagar e vi que o apartamento ainda estava vazio. Fui para o quarto dele e acendi a luz. O quarto geralmente é o ambiente que mais revela sobre a pessoa, mas o quarto de Patch revelava o contrário. A cama era branca e o edredom era preto, como o resto da casa. No canto direito a parede também era de vidro, mas estava coberta por uma cortina branca. O quarto era lindo, mas faltava objetos pessoais. Parecia que ninguém vivia ali.
No lado esquerdo do quarto, havia uma porta que levava a um closet enorme, cheio de roupas dele. Eu achei que deveria poderia pegar uma camiseta emprestada, uma vez que éramos parceiros agora. Eu abri uma cômoda que ficava no fundo do closet e não encontrei o que procurava. Em vez de camisas, a cômoda estava recheada de fotos e documentos. As fotos que estavam na frente eram de um Patch mais novo, de mãos dadas com uma garota loira muito bonita. Ele estava sorrindo. Eu não sabia que ele tinha uma namorada.
Peguei uma camiseta branca que estava pendurada e sai de lá o mais rápido possível. Arrumei o banheiro, estendi a toalha e sentei no sofá. No momento em que virei para ver a vista, ouvi a porta abrindo.
- Seu carro está na garagem. – Patch disse assim que entrou.
- Obrigada. – eu disse e sai rapidamente.
Eu desci e vi o meu carro parado em uma vaga perto da saída. Estava frio no lado de fora do apartamento. Estava de madrugada e eu não queria voltar para o meu apartamento. Eu fui no mercado perto da minha casa, comprei 6 garrafas de cerveja e fui para um penhasco que tem uma ótima vista da cidade e do nascer do sol, que eu costumava ir com os meus pais.
Peguei o cobertor que eu guardava no meu carro, uma garrafa de cerveja e sentei no capô do meu carro. Eu sentia muita falta deles, e eu sabia que Patch era a minha única esperança. Quando eu percebi, eu estava chorando. Eu estava chorando muito. Limpei as lágrimas e pensei no que vi no closet de Patch hoje. Se ele tinha uma namorada, porque escondeu as fotos dela? E cadê ela? Ele parecia tão feliz na foto.
Eu nunca tive um namorado. Eu já fiquei com alguns garotos, mas nunca tive a oportunidade de ter um. Também nunca fui em bailes, jogos escolares e só em uma festinha. Em meus 20 anos de vida, as únicas coisas que sabia fazer direito eram falsificar documentos, perder os meus pais e sumir do mapa. Eu quero encontra – los logo.
Quando o sol começou a nascer, eu guardei o meu cobertor no carro e o meu celular apitou.
Me encontre na cabana, temos muito o que treinar.
— Patch.
Eu sorri no momento em que li a mensagem.
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