Until Kingdom Come
30 Capítulo 30
Notas iniciais
POV Katy
- Pare! – eu gritei. Desde que Nora fugiu, Patch Estava fora de si. Ele voltou para seu apartamento e começou a quebrar tudo. Quando chegamos, eu pensei que ele se acalmaria, que ele não faria nenhuma besteira, mas estava errada. Ele chegou furioso e jogou todas as roupas no chão, acertou uma cadeira na parede, chutou a cabeceira da cama e socou o espelho do banheiro. O apartamento estava um caos e ele não parava de chorar.
- Patch, você vai acabar se matando. – eu gritava enquanto ele socava o espelho.
- Ótimo. Eu não ligo. – ele berrou do banheiro. Eu não sabia o que fazer. Ele tinha ido até o quarto da Nora ontem e ela não estava. Ele ligou para ela o dia todo e deixou inúmeras mensagens na caixa postal. A enfermeira não sabia para onde ela tinha ido e isso fez Patch surtar. Ele foi liberado hoje e o médico deu alguns calmantes para ele tomar.
- Mas eu ligo, venha aqui. – eu fui até lá e segurei o seu braço. Ele me olhou furioso e o abracei.
- Pare de ser tão cabeça dura, nós vamos acha –la.
- Não vamos. – ele falou com a voz chorosa. – Ela fugiu por minha causa. Tudo isso foi por minha causa. Ela me odeia.
- Ela não te odeia. – eu o abracei mais forte e ele chorava mais alto. Eu não tinha o visto tão miserável.
- Você a ama? – eu perguntei quando nós nos sentamos no sofá.
- Claro que sim. – ele disse como se isso fosse uma coisa óbvia. – Eu nunca senti isso por ninguém. Eu não sabia que estava perdido até encontra – la. Eu preciso dela para viver, Katy. Eu a amo com todas as minhas forças e ela me deixou e levou parte de mim junto.
- Você não pode desistir dela. De jeito nenhum.
- E não vou. Eu vou encontra –la. – ele respondeu enquanto tomava uma garrafa de whisky no gargalo. Ele estava um trapo.
- Você quer fazer uma visita ao papai? – eu perguntei e ele imediatamente abriu os olhos. Meu pai e Patch sempre tiveram um relacionamento complicado, sempre que ele tinha um problema ele recorria a ele.
- De jeito nenhum. Quero deixa – lo fora disso. Me deixe sozinho Katy.
- De jeito nenhum, você vai acabar se matando de tanto beber. Vá tomar um banho e conversamos depois.
Patch fez o que eu mandei e meia hora depois ele saiu do banheiro com a barba feita e cheiroso. Mas ele estava bem vestido.
- Vai sair? – eu perguntei surpresa.
- Tenho umas coisas para resolver.
Eu o observei sair e comecei a limpar o apartamento. Joguei toda a sujeira que ele tinha feito e sentei no sofá. Quando me dei conta, Patch estava com alguém no apartamento. Eu tinha dormido. Abri os olhos e vi que Patch estava com Dabria. Ele a amarrou na cadeira e olhava nos olhos dela.
- Agora, você vai me dizer exatamente o que fez com a Nora.
Ela estava com um sorriso zombeteiro no rosto e ele parecia estar prestes a espanca – la. Eu me levantei e a encarei. Ela me deu o seu melhor olhar de psicopata e eu não aguentei e dei um tapa na cara dela. Ela riu ainda mais.
- Eu não vou dizer nada. Boa sorte na busca por eles.
- Eles? – Patch perguntou surpreso.
- É Patch, Nora, os pais dela, seu bebê. – ela sorriu ao ver a expressão de choque no seu rosto.
- Que bebê? – ele estava muito nervoso.
- É querido, Patch. Nora está grávida. Eu ouvi dizer que ela te deixou no hospital. Deve ter sido triste para você acordar e ver que ela foi embora. Eu não tenho nada a ver com isso. Ela te deixou e te deixou grávida. Parabéns, você é um babaca tão grande que não conseguiu nem segurar uma mulher grávida.
- Eu não acredito em você. – ele falou, mas sua voz indicava o contrário.
- Pergunte para qualquer médico daquele hospital. Ela está grávida e saiu de lá sozinha. Parabéns papai.
Patch ficou furioso e se segurou barra não bater nela. Ele foi para o seu quarto e bateu a porta. Eu olhei nos olhos de Dabria e deu um soco na sua cara.
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