Notas iniciais
Novidades.... :)

- Eu não vou subir nisso. – eu disse enquanto Patch apontava para uma moto preta, linda e muito perigosa.

- Vamos Nora. Eu não vou deixar você cair. – Ele já estava sentado e com o motor ligado.

- Nem pensar. Isso é muito perigoso, sabia? Vamos subir que eu preparo o jantar. – Eu já tinha me virado para entrar no prédio, quando senti alguém me pegando pela cintura e me colocando sentada na garupa da moto.

- Hey. – eu protestei.

- Se sente segura? – Patch disse me dando um capacete e colocando os meus braços ao redor dele. Eu o agarrei com força e fechei os olhos. Eu podia jurar que o ouvi dando uma risadinha. Eu fiquei agarrada nele o caminho todo e quando abri os olhos, me vi em um lugar coberto de árvores e algumas luzinhas pisca pisca.

- Onde estamos?

- Você vai ver.

Ele parou a moto em uma parte iluminada da floresta e eu podia ouvir algumas vozes. Parecia ser uma festa. Ele me ajudou a descer e me guiou até uma parte da floresta perto da margem de um rio largo, onde estava realmente tendo uma festa. O lugar estava coberto de pisca pisca colorido e tambores de cerveja. Haviam umas mesas de piquenique cheias de comida em um canto e um rádio tocando música muito alta no outro. Eu estava com muito frio, e acho que Patch percebeu, porque tirou a jaqueta de couro e me entregou. Ele vestia uma camiseta preta e jeans da mesma cor, que o faziam ficar irresistível. Ele me guiou até uma mesa branca de metal que ficava perto da margem e foi buscar comida. Eu não estava acostumada com festas assim, então achei o ambiente um pouco estranho. Mas depois me acostumei. Ele voltou com dois pratos de uma coisa que ele chamou de Griddlecakes. O doce parecia um amontoado de panquecas, com calda de blueberrie, açúcar de confeiteiro e blueberries por cima. Parecia bom, mas eu não tinha muita certeza de como comer isso.

- É bom? – eu perguntei com certa relutância.

- Você nunca comeu? – ele não conseguiu esconder a surpresa. – É extremamente bom. Acho que o meu prato favorito. Prove. – ele me estimulou.

- Tudo bem. – eu disse e provei uma garfada. O doce era extremamente bom. Era doce e azedo ao mesmo tempo. Doce por causa do açúcar e azedo por causa do blueberrie. A panqueca dava uma textura macia e um gosto delicioso ao prato. Agora eu sabia do que ele estava falando.

- Isso é muito bom. – eu disse surpresa, e Patch riu.

- Sim.

- Como você descobriu esse lugar? – eu estava curiosa.

- Eu já vim aqui algumas vezes com alguns amigos. Eu gosto da vista do rio. – ele disse admirando à vista.

- É muito bonita. – eu concordei.

Nós terminamos de comer e sentamos na beirada do rio e ficamos vendo o reflexo das luzes na água. Patch ficou em silêncio por um tempo e depois disse que iria pegar bebidas. Eu fiquei ali olhando para a areia e percebi que ele estava demorando demais. Será que ele tinha ido embora e me deixado aqui? Olhei para trás e lá estava ele, mas ele não estava sozinho. Uma garota alta, loira e bonita estava conversando com ele e rindo demais, mexendo no cabelo demais e sorrindo demais. Eu conhecia o suficiente de linguagem corporal para saber que eu teria que arrumar outro meio de ir embora. Suspirei e me levantei. Fui para o estacionamento a fim de encontrar um taxi ou uma carona.

- O que você está fazendo aqui. – Patch perguntou.

- Eu vou pegar um taxi. Eu não queria te incomodar, então vou arrumar outro jeito de ir embora.

- Do que você está falando? – ele parecia confuso, mas um tanto presunçoso.

- Loira, alta, gosta de flertar. – eu disse revirando os olhos. – Você realmente não percebeu?

- Nora. – ele disse com um suspiro e chegou perto de mim. Ele passou a ponta dos dedos no meu rosto e tirou uma mecha que estava na frente dos meus olhos. Ele pegou o meu rosto e olhou nos meus olhos. Seus olhos pareciam dois diamantes negros, mas parecidos com órbitas que prenderiam qualquer pessoa neles.

Eu não me afastei dessa vez, e ele percebeu. Quando eu me dei conta, seus lábios estavam nos meus e eu puxava o seu cabelo para traze – lo para mim. Ele colocou as mãos firmemente na minha cintura, como se não quisesse que eu escapasse e sussurrou no meu ouvido:

- Vamos sair daqui.

Ele nos levou de volta para o seu apartamento e me beijou no elevador. Eu não queria que ele parasse. Algumas horas atrás eu o considerava um completo estranho, agora eu não quero para de beijá – lo. Ele abriu a porta, envolveu as minhas pernas na sua cintura e depois me jogou na sua cama imensa.

Patch começou a me beijar de novo enquanto eu tirava a sua camisa. Eu estava ficando sem fôlego, mas a minha vontade era maior. Ele tirou o meu vestido devagar, me deixando somente com a minha lingerie preta. Quando me dei conta, eu estava gritando e arranhando as costas dele.

Notas finais
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