Notas iniciais
Surpresa

Cheguei em casa depois de um longo dia no trabalho e ouvi risos vindos da cozinha. Atravessei a sala de estar e me deparei com uma cena que não poderia ser mais perfeita. Mamãe estava preparando algo na bancada de mármore preto e Patch estava ao seu lado lhe ensinando algo. Eles pareciam muito concentrados, então eu me apoiei no batente da porta e fiquei olhando. Procurei meu pai e ele estava sentado em uma das cadeiras da mesa de jantar lendo um jornal, mas eu percebi que ele estava observando Patch e cada movimento que ele fazia.

- Olá querida. – minha mãe disse assim que colocou alguma coisa no micro-ondas. Ela estava de costas para mim e Patch me olhou e deu um sorrisinho de cafajeste.

- Oi mãe. Já conheceram o Patch? – eu estava nervosa, mas não queria que ela percebesse. Patch com certeza percebeu.

- Bom, nós acordamos hoje de manhã e ele estava na sala. Nós quase chamamos a polícia, mas ele se apresentou e tudo fez sentido. – minha mãe estava com aquele olhar você-vai-ter-que-me-contar-tudo-depois. Eu apenas concordei e andei até eles.

- Como foi o trabalho hoje? – Patch quase sussurrou.

- Tudo bem, Scott não apareceu e eu nem suspeitou o motivo. – eu lancei um olhar bravo para ele. Ele desviou o olhar e eu olhei para a minha mãe.

- Vamos jantar. – ela disse depois de um tempo.

Me sentei ao lado do Patch e na frente da minha mãe, que estava sentada ao lado do meu pai. Nós comemos em silêncio e depois de um tempo meu pai falou:

- Então você é Patch Cipriano, o cara que tentou ajudar Nora. – a voz do meu pai era firme.

- Sim senhor.

- Bom, bem vindo à família. Eu estarei de olho em você. Quero ver se você é bom para minha filha.

- Obrigado senhor.

- Me chame de Harrison. – meu pai finalmente sorriu, aliviando o clima.

- Então, o que vocês pretender fazer? Digo, agora que estão a salvo? Nora está grávida de dois meses e... – minha mãe parou de falar e eu gelei. Eu não tinha contado a Patch que estava grávida e ela sabia, porque tampou a boca. Meu pai encarou Patch para ouvir sua resposta. Olhei para ele e ele parecia relaxado e confiante.

- Bom, nós não decidimos nada ainda. Talvez voltaremos para a cidade, ou podemos ficar em uma das minhas casas. Eu não sei ainda. – ele não comentou nada sobre o bebê e eu não sabia o que pensar. Talvez ele já soubesse, ou talvez não o queria. Meu pai concordou com a cabeça e começou a tirar a mesa. Patch o ajudou e eu e minha mãe fomos lavar a louça. Esperei até que os dois estivessem na sala para conversar com ela.

- Ele é um pouco estranho, não sei talvez bad boy demais para mim. Mas se você gosta dele, não sou eu quem tem que falar algo.

- Eu gosto dele. Você falou alguma coisa do bebê para ele? – perguntei depois de um tempo.

- Não. Nós nem conversamos muito. Ele saiu a tarde toda e voltou um pouco antes de você. Ele parece ser em reservado.

- Sim. Eu não sei o que fazer. Não sei se quero voltar para a cidade e reviver tudo. Talvez eu fique aqui.

- Vocês brigaram? – ela perguntou surpresa.

- Não, por quê?

- Você me pareceu um pouco estranha hoje. Ele falou sobre voltar e agora você está falando que quer ficar aqui.

- Nós não brigamos. Só precisamos de um tempo sem tomar decisões como essa.

- Tudo bem então. Me diga se precisar de alguma coisa.

Ela beijou a minha testa e subiu para o quarto. Meu pai foi atrás dela e Patch veio na minha direção. Sentei no balcão ao lado da pia e ele me abraçou. Eu o abracei forte como se não quisesse solta lo.

- O que foi anjo? – ele parecia preocupado.

- Nada. Eu só quero aproveitar esse momento ao máximo. – ele me encarou e apoiou a cabeça no meu pescoço.

- Você já sabia sobre o bebê? – eu perguntei depois de um tempo.

- Sim. Dabria tinha me contado quando você foi embora. Eu precisava te encontrar. Você não iria me contar e me deixar sem meu filho?

- Eu fui obrigada. Entenda, Dabria falou que se eu não fosse embora ela mataria os meus pais e o bebê e faria da sua vida um inferno. Eu não podia arriscar, não depois de tudo o que você passou.

- Você poderia ter me avisado.

- Você não teria me deixado ir.

- Você tem razão. Não teria. Eu não quero você longe de mim. Nunca mais.

- Eu não vou.

- Vem comigo. – Patch disse de repente.

Ele pegou minha mão e me guiou até o jardim. O céu estava lindo, cheio de estrelas e a lua estava cheia. Ele me sentou no balanço que ficava pendurado na árvore e se ajoelhou na grama. Eu não me dei conta do que ele estava fazendo até ele começar a falar:

- Nora Grey, eu não sabia que estava perdido até encontrar você. Não sabia que estava sozinho até passar minhas noites sem você. Eu quero que você seja a última coisa que eu veja antes de dormir e a primeira ao acordar. Quero te fazer feliz todos os dias e amar somente a você. Você me tornou um homem melhor e por isso sou eternamente grato. Te dou meu coração, minha alma e tudo que tenho e prometo jamais desaponta la e ser exclusivamente seu. Você me daria à extraordinária honra de se casar comigo?

Eu estava sem palavras e até um pouco tonta. Ele abriu uma caixinha preta e me mostrou um lindo anel de diamante e olhou para mim esperando uma resposta.

- Sim. – foi a única coisa que eu consegui dizer.

Notas finais
E ai? Gostaram?