Until I Die Alone

4 Sentença de morte


Notas iniciais
Deixem um review please? +_+

Os últimos meses ao lado da minha pequena foram incríveis, chega a ser indescritível o que eu to sentindo, estávamos prestes a comemorar seis meses de namoro, seis meses de risadas, lagrimas, brigas, beijos, olhares, abraços, seis meses de compreensão, de fidelidade, sinceridade e sobretudo de amor. Sentia Clarice meio distante, mas no final achava que só podia ser o trabalho desde o dia que assumimos nosso namoro publicamente –É, não sou muito de me expor, expor minha vida pessoal, mas os boatos rolavam soltos e preferimos contar a verdade do que viver rodeados por olhares curiosos- enfim, desde esse dia Clarice passou a ser muito requisitada, algumas oportunidades eram claramente descaradas, tinha revistas que pediram fotos dos nossos momentos íntimos, falando em momentos íntimos, tenho que confessar que o medo de Clarice atrapalhava as coisas quando íamos, enfim, mas só de ela ter confiado a mim sua primeira vez me fez o homem mais feliz do mundo. De qualquer modo eu já havia comprado o anel de compromisso, tínhamos combinado um piquenique em umas pedras perto da praia.

-A vista é linda aqui! –Os olhos dela –quase no mesmo tom azul esverdeado do mar- brilhavam encantados enquanto a brisa emaranhava o cabelo castanho escuro, parei atrás dela e a abracei.

-Com você aqui ela fica mais linda ainda. –Ela virou, me olhou nos olhos, falou apenas mexendo os lábios ‘eu te amo’ e me beijou, a maioria das pessoas pensa que quando se esta namorando a muito tempo aquela sensação de frio na barriga, a ansiedade, o nervosismo, a surpresa no beijo, no toque, acaba, mas eu não acho isso, pelo menos comigo não era assim, a cada beijo que Clari me dava era como se fosse uma nova sensação. Arrumamos a cesta nas pedras e nos sentamos, comemos as frutas, os pães, enfim o que havia na cesta e eu tomei coragem para falar o que eu tinha para falar a ela:

-Pequena, você anda distante, trabalhando muito e eu acho que eu também, mas mesmo assim a gente continua junto, porque a gente se ama não é?

-Sim. –Eu vi a expressão dela mudar, fiquei receoso claro, mas continuei.

-Pra mim símbolos e esse tipo de coisa não importam, o que importa é o que sentimos e fazemos em relação um ao outro, mas com você eu quero que aconteça exatamente tudo, até a parte dos símbolos –Mexi no bolso da calça e tirei a caixinha aveludada com as alianças- e-eu queria selar nosso compromisso. –Quis bater minha cabeça contra a parede por ter gaguejado.

-Chris... Eu vim aqui hoje, porque... Eu acho que isso não vai dar certo Chris, eu acho que foi legal, mas acabou sabe? Não é mais a mesma coisa pra mim. –Uma onda de sentimentos inundou meu corpo, senti meus lábios tremerem levemente, tentando dizer algo que nem eu sabia o que era, por que? Por que ela tava terminando comigo?

-A alguns minutos você tava dizendo que me amava, por que?

-Você vai entender Chris, daqui a três dias. –Ela se levantou e eu quis dizer para ela esperar, ouvir o que eu tinha a dizer, mesmo eu não sabendo o que dizer, mas era tarde de mais. Passei horas deitado ali, parado, sentindo as lagrimas enxerem os olhos, eu não me atrevi a deixá-las cair antes de tentar ter minha pequena de volta. Perdi a conta do quanto liguei para ela naquela noite, ali mesmo na praia e depois quando fui pra casa, éramos eu, meu baseado e o celular.

Diário de Clarice:

Ultimamente eu passava horas e horas olhando as fotos que eu e Chris tínhamos juntos, cada momento era único, tinha uma que eu gostava especialmente, eu e o Chris estávamos na praia que a gente sempre ia, fomos fazer um mergulho aquele dia –eu morro de medo de peixes- na foto Chris estava me carregando pela praia para me fazer entrar no mar:

-Você vai!

-Não amor, eu tenho medo.

-Hora de perder, você vem comigo, eu te protejo.

-Não Chris e você não pode me obrigar. –Bati o pé e Chris segurou minha cintura, pensei que ele ia me beijar e dizer ‘tudo bem’, mas ele me levantou do chão e me colocou no seu ombro, eu batia nas costas dele e gritava pra ele me descer, mas ele não se deu por satisfeito até me fazer entrar no mar, foi um dos melhores dias da minha vida, não tenho mais medo do mar- Eu sentia o gosto das lagrimas enquanto ria lembrando daquilo, olhando as outras fotos, olhando o rosto perfeitamente desenhado do Chris, seus lábios, eu adorava aqueles lábios, ainda mais quando ele mordia o lábio inferior, era muito sexy, eu amava quando ele fazia aquilo, eu amava ele, meu amor era o mais puro e sincero possível e eu queria que aquilo durasse para sempre, mas para o bem de Chris eu precisava por um fim naquilo, precisava que ele perdesse as esperanças em mim, mesmo sendo a ultima coisa que eu queria no mundo, a questão é: Aqui eu escondo meus segredos, segredos dos quais eu preciso proteger Chris.

*

A cada ligação que ele fazia meu coração se quebrava mais uma vez, quem pode imaginar o quanto foi ruim ter que contemplar aqueles olhos cheios de decepção? Ninguém. Eu não olhei pra trás em nenhum segundo, porque eu sei que seria fraca de mais para resistir ao desejo, mas pelo nosso amor, eu tinha que salvar Chris.

Notas finais
Só falo uma coisa: Tá acabando. Vai ficar um pouco mais curta do que eu imaginei, apesar da ideia inicial ser uma oneshot, agora tá ficando uma mini-fic, ao invés de uma fic, anyway é isso ai, deixa um review diz o que achou +_+